Conte Sua História de São Paulo: minha paixão começou na sala de cinema

 

Durval Pedroso da Silva Junior
Ouvinte da CBN

 

 

Nascer paulistano foi uma decisão de meus pais. Apaixonar-me por São Paulo, foi decisão minha quando tinha de seis para sete anos. Prestes a completar 70 anos, não lembro exatamente o momento que essa paixão aconteceu. Foi em um dia de julho, uma segunda-feira —- isso eu lembro. Peguei com meu pai, o bonde dos botinas amarelas, ao lado da igreja da Matriz de Santo Amaro e fomos até o fim na Praça Clóvis Beviláqua no centro.

 

Já fiquei deslumbrado quando pegamos a atual avenida Adolfo Pinheiro e a seguir passamos pelo Esporte Clube Banespa, na hoje Avenida Vereador José Diniz. Aquelas paisagens bucólicas não sairiam jamais da minha mente. Se não fosse pelas enérgicas mãos de meu pai, certamente eu teria passado o tempo todo de um lado para o outro do bonde para não perder nenhum detalhe

 

Da Praça Clóvis fomos em direção ao centro novo, onde eu assistiria à minha primeira sessão de cinema. Ao passar pela Catedral da Sé, foi um choque cultural ao ver a grandiosidade daquela obra. O pai não era católico fervoroso mas cedeu a minha insistência para entrar. Extasiado pelo momento, não esqueci de fazer três pedidos ao Bom Deus —- como minha mãe havia me ensinado.

 

Seguimos caminho. Havia uma multidão na rua Direita, gente bem vestida, de paletó e gravata. Apesar de meu pai me puxar pela mão para não atrasarmos, dei uma empacada no Viaduto do Chá, pela beleza da obra e pela visão do Vale do Anhangabaú.

 

Ainda iria me deslumbrar com o Teatro Municipal e o Cine Marrocos, peças de arquitetura nunca antes vista por mim —- na hora fiquei com desejo de ser engenheiro ou arquiteto. Papai não deixou eu me aproximar do Marrocos porque disse que lá só passava filmes de adulto —- seja lá o que isso pudesse significar.

 

Antes de entrar no Cine Art Palácio, na avenida São João, ainda fizemos um lanche, bem ali ao lado. E na minha primeira sessão de cinema assisti a ‘Marcelino Pão e Vinho’. Antes mesmo de o filme terminar, minha paixão por São Paulo já havia se iniciado.

 

Durval Pedroso da Silva Junior é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Escreva para contesuahistoria@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: o que era um cinema?

 

Por Americo Hatto
Ouvinte da CBN

 

 

Fui apresentado ao mundo do cinema em 1996, aos oito anos. Hoje, posso dizer que foi uma apresentação de gala. Era o início de uma tarde de domingo, Logo depois do almoço, o meu pai disse-me que íamos sair, só nós dois, rumo ao centro de São Paulo. Morávamos em Santo Amaro e chegar ao centro era uma viagem. E um sofrimento para mim: o sacolejar do ônibus, misturado com o cheiro do diesel, invariavelmente, terminava com o meu estômago botando o almoço para fora. Aquele dia não foi exceção…

 

Bom, depois de mais de uma hora, o ônibus chegava ao ponto final, no Vale do Anhangabaú, em frente a Galeria Prestes Maia, onde havia um banheiro público, para o alívio da bexiga de um moleque.

 

Na mesma Galeria, subimos pelas escadas rolantes, naquela época ainda uma coisa rara em São Paulo, para sairmos na Praça do Patriarca e dai atravessarmos o Viaduto do Chá, passando pelo Mappin e pelo Teatro Municipal, para, em fim chegarmos a Avenida São João.

 

Até aquele momento o meu pai não havia me falado o que estávamos fazendo no centro…

 

Depois de uma caminhada pela São João, enxerguei várias pessoas numa fila que dobrava o quarteirão. O meu pai parou no fim da fila e só quando andamos um pouco mais vi o letreiro: “Comodoro Cinerama”. E o cartaz anunciava: “Nas Trilhas da Aventura”. Naquele momento soube que iriamos assistir a um filme no cinema.

 

Mas o que era um cinema?

 

Numa época em que não havia internet, celular ou qualquer outra facilidade, um moleque de oito anos, da periferia, jamais poderia imaginar o que era um cinema. A descoberta estava a caminho.

 

Compramos os ingressos na bilheteria e na antessala meu pai ainda me deu um drops Dulcora. Depois, sim, entramos na sala de cinema propriamente dita. Era enorme, vários assentos e uma imensa cortina vermelha diante de nós .
Alguns minutos depois, as luzes se apagaram e a cortina se abriu, revelando uma gigantesca tela em curva —- aquela era a maior tela de cinema de São Paulo.

 

As primeiras imagens apareceram, mas como os assentos estavam no mesmo nível, quase não dava para ver nada, só as cabeças das pessoas que estavam nos assentos à frente. Para piorar, o filme era legendado e aí não deu para entender quase nada da história.

 

Para um garoto de oito anos, porém, nada disso foi motivo de tristeza. Fiquei maravilhado, hipnotizado com as imagens que passavam na tela. Fui transportado para o velho oeste americano.

 

Lembro-me que o filme era longo e até teve um intervalo de uns 20 minutos no meio da sua projeção. Aí, foi uma correria ao banheiro e ao quiosque de guloseimas. Quando o filme terminou, a semente de cinéfilo havia sido transplantada em mim…

 

Assisti a vários filmes no Comodoro Cinerama junto com o meu pai e, mais tarde, por minha conta e risco. Descobri outras grandes salas no centro de São Paulo: República, Paissandu, Olido, Marabá, Art-Palácio e Metro. Tive o privilégio de ter vivenciado o final dos anos dourados dos cinemas de rua de São Paulo.

 


Americo Hatto é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Escreva suas lembranças e envie para contesuahistoria@cbn.com.br

Conte Sua História de São Paulo: a contadora de filme

 

Por Susana Menda
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Fui a São Paulo pela primeira vez em julho de 1954 para as comemorações
do 4o. Centenário. Na verdade, detestei e disse que nunca moraria nessa
cidade: “isto e um formigueiro de gente, comparado com a minha outrora
calma Porto Alegre”.

 

Paguei pela boca.

 

Aí há um hiato de muitos anos. Fiquei adulta, namorei um paranaense, até que um dia ele me disse: “vou embora para São Paulo, fui transferido”. Levei um baque, gostava muito dele , mas não sou de me afogar num copo d’agua, tratei de arrumar uma transferência no meu trabalho e tocar para Sampa.

 

Comprei um apartamento numa ruazinha pequena bem próxima a Av. Paulista e … cheguei eu. Telefonei para o trabalho do namorado e escutei a seguinte frase: “foi transferido para o Paraná”. Respirei fundo. Ele se foi, mas eu fico. Fiz todos os programas de um recém-chegado: Vila Madalena, Butantã, Teatro Municipal, Rua Augusta, Pinheiros, Masp, Mooca e o escambau.

 

Nesse ínterim minha irmã, o marido e a filha vêm para São Paulo. Por quê? Minha irmã, jornalista, veio para trabalhar na rádio CBN, dai minha ligação com a rádio .

 

Dia 21 de março de 1981, fui ao Cine Copan ver o “Touro Indomável”, com Robert de Niro. Lá me seguiu um nissei (o outro namorado também era) que me fez um pedido inusitado: “conte o filme para mim, acabo de chegar”. Anos depois, ele emendou: “eu estava no cinema a horas te vi chegar e te segui”.

 

Faz 35 anos que estamos contando filmes um para o outro e os responsáveis são o ex-namorado, aquele que foi para o Paraná, o Cine Copan, e, claro, São Paulo.

 

Susana Menda é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também a sua história, escreva seu texto para milton@cbn.com.br.

“O Bebê de Bridget Jones”: solteira, menos encanada, grávida e sempre boa de assistir

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“O Bebê de Bridget Jones”
Um filme de Sharon Maguire
Gênero: Comédia Romântica
País:Reino Unido,França,Irlanda,USA

 

Nossa velha conhecida Bridget! Simmmmmm e agora com um bebê!
Bom, Brid continua solteira…Pois é! Mas agora esta bem empregada e aceita ir a um festival de música com uma amiga. Lá, acaba dormindo com um desconhecido chamado Jack…Ela não dá muita bola ao fato e logo na semana seguinte reencontra Mark, seu antigo amor, e dorme com ele também…Humm e agora que ela engravidou, como saber quem é o papis?

 

Por que ver:

 

Uma Bridget menos encanada com o que os caras vão achar dela nos faz gostar ainda mais do personagem…

 

O empoderamento das mulheres em relação ao próprio corpo também é muito bacana, apesar dela mesma se julgar um pouco… Os personagens masculinos não a julgam, bom né!? Ponto pro roteiro.

 

E vamos combinar, esta franquia é certeza de um bom entretenimento!

 

Como ver:

 

Com as amigas pode ser uma otima pedida! Com maridão/esposa, também!!!!

 

Quando não ver:

 

Se estiver muito tempo na seca amiga… O que é aquele gato do Patrick Dempsey!!! Você vai morrer de inveja da Brid!!!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

“20 anos mais jovem”: gracinha, divertido e delicioso!

 

Por Biba Mello

 

 

 

FILME DA SEMANA:
“20 Anos Mais Jovem”
Um filme de David Moreau
Gênero: Comedia Romântica
País:França

 

Alice volta de uma viagem ao Brasil e ao seu lado um estranho e charmoso rapaz, 20 anos mais jovem, chamado Balthazar, tenta puxar papo. Ao sair do avião, ela esquece um pen drive. Balthazar o encontra e vai a sua procura para devolver. Se achando muito ultrapassada e pensando que isto reflete em sua carreira, Alice resolve engatar um romance com Balt.

 

Por que ver:

 

Pense em um filme gracinha….Pronto, achou!

 

Várias cenas divertidas e críveis te fazem torcer por esse casal.

 

O personagem do rapaz é tão carismático que apaixona no primeiro olhar inocente, e leve, também, típico de quem tem 20 anos…

 

Em nenhum momento a gente acha a relação absurda, ao contrário, torcemos para que Alice perceba o quanto este rapaz tão jovem é especial.

 

Como ver:

 

Com aquele maridão que está cansado de ser gentil… Será um aprendizado interessante…

 

Quando não ver:

 

Com gente preconceituosa…Vão ter que achar um defeito nesta relação deliciosa!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

Conte Sua História de SP: minha irmã foi registrada dia 25 de janeiro por amor à cidade

 

Por Mara Rocha
Ouvinte-internauta

 

Ouça este texto que foi ao ar na CBN, sonorizado pelo Cláudio Antônio

 

 

Minha história com São Paulo começa antes mesmo de minha família e eu morarmos aqui. Em 1952, meus pais viviam em Presidente Epitácio e só tinham dois filhos. Meu pai vinha a São Paulo comprar tecidos para minha mãe fazer as roupas da casa, dos filhos … ela costurava pra fora, também. Meu pai adorava São Paulo e voltava pra casa todo feliz contando para os amigos o que tinha visto por aqui: falava dos cartazes de filmes, teatro e shows musicais.

 

Em 16 de fevereiro de 1953, nascia minha irmã. Meu pai esperou um ano só para poder registrá-la com a data de 25 de janeiro. Em 1955, foi minha vez de vir ao mundo e meu nome Mara foi em homenagem a atriz de teatro de revista Mara Rubia. Em 1957, nascia outra irmã e o nome foi (completo) Dalva de Oliveira. Dispensa apresentação. Em 1960 nascia o coitado da turma feminina, porque depois dele vieram mais três meninas e formamos o time de nove, mas essas já são paulistanas.

 

Chegamos em São Paulo em 1961, minha mãe ficou encantada com o tamanho da cidade. Fomos morar no bairro Taboão em São Bernado do Campo e a minha rua chama-se São Paulo. O pai era motorista de ônibus na linha São Bernardo – São Paulo, passando pelo Zoológico, Jardim Botânico e, finalizando, na Praça da Árvore onde tinha o Cine Estrela. Nossos finais de semana eram nesses lugares. Adorava passear no Jardim Botânico onde fazíamos piquenique, jogávamos bola, peteca e nos divertíamos comoutros brinquedos da época. Visitámos com frequência também o Zoológico.

 

Minha irmã mais velha Wandy, trabalhava como modelo dos maiôs Cenimar ou Celimar (não lembro ao certo), as mulheres eram esculpidas pela natureza porque tudo era feito a pé ou de bicicleta. Ela foi a primeira a ter carro em casa e isso demorou um bocado. Ela fazia também as feiras do Ibirapuera. E a que eu mais gostava era o Salão da Criança porque brincava muito, e bebia muito iogurte Paulista, no estande onde ela trabalhava.

 

Nas férias íamos de trem para a casa do meu tio em Santa Fé do Sul. Ficava encantada com a Estação da Luz e a viagem de muitas horas passava rápido porque era divertidíssimo dormir nas camas da cabine com o balanço do trem. E durante o dia passeávamos pelos vagões.

 

Só comecei a frequentar o Cine Estrela quando fiquei adolescente (na época: mocinha). Daí foi um passo pra conhecer outros lugares, como o Cine Ipiranga e o Cine Ópera, esses dois no Centro. Ficava até difícil escolher pra onde ir nos finais de semana. Pedalinhos no Parque do Ibirapuera, tardes deliciosas no Museu do Ipiranga, encontro com a galera no Pilequinho, um bar em Moema que fazia deliciosos sucos e batidas de frutas. Sem deixar de frequentar o Jardim Botânico, meu lugar predileto.

 

 
Nossas compras eram feitas no Mappin e adorava ver o ascensorista descrevendo tudo que tinha nos andares. Minha loja predileta chama-se Piter, próxima do Teatro Municipal e o vestido verde água que comprei no crediário, é inesquecível!

 

Tinha 24 anos (1979) quando nos mudamos para Moema, a 50 metros do Shopping Ibirapuera, inaugurado em 1976. Os trilhos do bonde ainda estavam na Avenida Ibirapuera e minha vida não mudou nada porque desde sempre eu fui paulistana de corpo e alma. Casei, tive filho e neta. Passei pra eles tudo isso, o que ficou, claro! Meu filho e minha neta amam parques, piqueniques, bicicleta, patins e, principalmente, amam São Paulo.

 

Mara Rocha é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br. Este texto foi ao ar, em 2013, no CBN SP, mas ainda não havia sido reproduzido aqui no Blog.

Suite francesa: irresistível!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Suite Francesa”
Um filme de Saul Dibb
Gênero: Comédia Romântica
País:México

 

Lucile mora com sua sogra em um pequeno vilarejo. O filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial. As duas esperam ansiosas o retorno de seu marido e neste inteirin sua cidade é tomada pelos alemães e são obrigadas a hospedar um militar de alta patente, o educado Bruno. Lucile tenta resistir mas os dois se entregam em uma relação intensa.

 

Por que ver:

 

Um filme de época tão excelente, mas tão mesmo, que ouso compará-lo ao Orgulho e Preconceito. Tá bom, não é tãooooo bom quanto mas é quase lá.

 

As atuações de Michelle Willians e Mathias Shoenaearts são primorosas…

 

Direção delicada e muito coerente com o roteiro.

 

Um filmaço para quem curte o tema Segunda Guerra.

 

O filme foi baseado em textos de uma judia que morreu em campo de concentração.

 

Como ver:

 

Com seu amor, com certeza…Um vinho Rosè geladinho para entrar no clima…

 

Quando não ver:

 

Com amigos e família em geral. Sei que a maioria das pessoas fica constrangida com cenas de sexo…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

A La Mala: um teste de infidelidade

 

Por Biba Mello

 

 

 

FILME DA SEMANA:
“A La Mala”
Um filme de Pedro Pablo Ibarra
Gênero: Comédia Romântica
País:México

 

Uma atriz aspirante, a pedido de sua amiga, faz um teste de fidelidade com seu namorado… Bom, parece que a moça leva jeito e outras mulheres começam a utilizar estes dotes para testar seus respectivos amados… Logicamente, em uma destas aventuras, ela acaba se apaixonando por um de seus alvos…

 

Por que ver:

 

É uma graça de comédia romântica e nada óbvia. Meu marido amou tanto quanto eu.

 

Muito interessante sair do circuito EUA-Inglaterra e dar chance para filmes como esse, que no caso é mexicano, mas não perde em nada para as comédias românticas que estamos acostumados.

 

O elenco super alinhado com a direção e roteiro…Tudo na mais perfeita ordem e qualidade de execução.

 

Como ver:

 

Com amigos… Será divertido brincar com as hipóteses de fazer testes de fidelidade… Com certeza será a maior zoação entre vocês…

 

Quando não ver:

 

Veja a idade de censura pois tem cena de sexo( é leve), no mais está ok, não é um filme pesado.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

“Ghostbusters Caça Fantasmas”: veja, mas o original é melhor

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Ghostbusters Caça Fantasmas”
Um filme de Paul Feig
Gênero: Ação/fantasia/Comédia
País:USA

 

Uma respeitada cientista tem um livro de sua autoria republicado por sua colega e co-autora. Ela vai atrás desta amiga pois o livro  afirma a existência de fantasmas, coisa não muito respeitada em seu atual meio acadêmico.

 

Bom, obviamente tudo dá errado para ela que acaba se unindo a essa antiga amizade para provar a existência de fantasmas e logo depois salvar o mundo.

 

Por que ver:
É um entretenimento bacaninha sim, porém, achei fraco em alguns aspectos.

 

As piadas são feitas com uma mão muito pesada do roteiro…Sabe, daquele tipo, “gente riam, sou engraçada”…

 

Trejeitos, reboladas, caras e bocas forçadas, chegam a incomodar a ponto de dar um pouco de raiva…

 

No mais é OK e vale ver em um domingo ocioso.

 

Que fique registrado que não gostei da interpretação de ninguém…

 

Prefiro o filme original.

 

Como ver:
Relax, sem vontade de morrer de rir nem de pensar…

 

Quando não ver:
Depressivo, achando que dará altas risadas…Bom, não vai acontecer…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

“A Lenda de Tarzan”: um gatão criado por gorilas

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“A Lenda de Tarzan”
Um filme de David Yates
Gênero: Aventura
País:USA

 

Tarzan é Tarzan…..rsrsrsr.  Enfim, é a história original. Ele é um lorde inglês que por motivo de naufrágio acabou na selva e seus pais foram mortos. Ele foi adotado e criado pelos gorilas a ponto de ter uma estrutura óssea diferente da maioria dos humanos. Ele agora está de volta a Londres, como lorde, e precisa retornar à África e salvar o Congo das garras de exploradores brancos.

 

Por que ver:

 

É um verdadeiro espetáculo de efeitos especiais, mas não sem fundamento, lógico…Um sujeito voa com cipós, luta com gorilas, anda com uma manada de guinus…

 

O roteiro é bacana e próprio de uma grande super produção…

 

Os personagens coerentes e ninguém esta over ou fora de contexto, porém sem nenhum brilhantismo.

 

O destaque especial, portanto, fica para o corpo escultural do Tarzan, o ator Alexander Skarsgard….Sorry meninos… Para suavizar, digo que a Jane é uma gata também…

 

Não vou entrar “numas”de discutir a história original x momento político atual.

 

Alguns sites questionam isto e acho que levantar a questão racial, paternalista e machista pode ser feito usando, quem sabe, uma sequência… Gostei do fato da história original não ter sido modificada e acharia legal levantar os assuntos em questão em outra fita… Uma Jane mais emponderada? O negro como o salvador da pátria? É, seria bem bacana sim…

 

Eu gostei do filme e acredito que vale como entretenimento. Sempre fui fã do Tarzan e costumava assistir com meu avô,portanto me trouxe boas memórias.

 

Como ver:

 

No fim de semana. Acho forte para vermos com crianças menores, mas acredito que uma de 10 já seja madura para tal. A censura é 12, achei exagerada, mas fica a critério de vocês.

 

Quando não ver:

 

Tá no começo de namoro? Tá meio gordinho? Se incomoda com isto? Então, escolha outro filme pois o Tarzan é viril demais, gatão demais…hahahahahahahahahahah

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung