Saiba qual é a previsão dos “astros” para as vendas de Natal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os economistas afirmam que a Economia é influenciada pelas expectativas. Pois, os agentes econômicos agem em função do futuro que preveem.

 

O Varejo brasileiro, que é um setor com um importante papel dentro da Economia, tem a previsão das vendas como a sua ferramenta mais estratégica. De forma que as suas expectativas precisam estar balizadas em sólidos indícios. E tais exigências se qualificam no Natal, quando se sabe que é a data mais importante do calendário anual de vendas para a maioria dos lojistas. Normalmente, o resultado obtido no Natal pode influenciar o desempenho do ano.

 

Cabe então preparar o Marketing Mix, ou seja, os Ps – produto, ponto, preço, pessoal, propaganda, processos, physical exp. dentro das técnicas tangíveis e submetê-las as intangíveis expectativas.

 

Diante dessas atribuições fomos buscar as premissas que nortearam as previsões de algumas entidades do setor para este Natal.

 

Pela CNC — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o volume de vendas deverá crescer 2,8%, e deverão ser contratados 124 mil trabalhadores temporários. Esse cálculo foi baseado na menor pressão inflacionária, na queda dos juros, na melhora do mercado de trabalho e no aumento das vendas. Os segmentos de supermercados, e de vestuário e calçados devem responder por 75% deste volume (Fonte: Governo do Brasil, com informações da CNC)

 

A FecomercioSP prevê um crescimento de 5% nas vendas de Natal, em São Paulo, com montante equivalente de R$ 70 bilhões, tornando-se o melhor dezembro desde 2008. Em função da melhoria dos principais indicadores ligados a renda, inflação e crédito. E, também, da maior quantidade de dinheiro do 13º salário, cujo acréscimo foi de 2,2% em termos reais, além da entrada de um novo governo.

 

Para a ABRASCE — Associação brasileira de Shopping Centers as vendas deste Natal deverão subir 8%. Fundamentalmente, pelos esforços na diversificação da atuação e da utilização da multicanalidade, possibilitando maior aproximação com os clientes. A ABRASCE destaca as categorias mais procuradas atualmente como vestuário, brinquedos, calçados, telefonia e perfumaria. Gerando um valor médio de venda entre R$ 200,00 e R$ 300,00 (Fonte: Reuters)

 

A ALSHOP — Associação de Lojistas de Shopping Centers, através de seu Diretor Luís Augusto Ildefonso da Silva, informou que devido ao ritmo ainda lento das vendas, não achou conveniente formular neste momento o parâmetro ideal para projetar as vendas de Natal.

 

Tudo indica que a concentração dos últimos dias de compras mais uma vez se acentuará, e exigirá uma expertise extra do setor para assimilar o congestionamento.

 

Boas compras e boas vendas a todos!

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Destaques do varejo na experiência do omnichannel

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O trabalho anual do Grupo GS&Gouvêa de Souza com o Ebeltoft Group conectando empresas de varejo de 21 países, na busca das últimas tendências e inovações, traz significativos casos de omniexperiência.

 

A propósito, o caso mais emblemático é a OMNISTORY —  uma loja do próprio Grupo GS, que completou, em agosto, um ano e cujo objetivo é acompanhar os consumidores Millennials. A busca de vida saudável dá as coordenadas para a curadoria dos produtos, que mudam permanentemente. Começou com saúde, beleza e bem-estar. A loja é baseada em Tecnologia, Pessoas, Ativação Digital, Mensuração de Resultados, Sustentabilidade e Ambientação. E, é um laboratório que disponibiliza:

 

• digital signage

• facial recognition

• RFID smart labels

• mobile check-outs

• VR experience

• pick-up in store

• click & collect

• vending machines and lockers.

 

A multicanalidade disponibiliza inclusive máquinas de vendas distribuídas em vários pontos da cidade. A localização da OMNISTORY no Shopping Villa Lobos é parte do conceito do projeto, ao estar no entorno do Parque Villa Lobos.

 

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PIER X, localizada em Porto Alegre, no Shopping Iguatemi, ultrapassa o convencional conceito de loja. É um espaço de múltiplos propósitos cuja experiência de compra é facilitada pela tecnologia e multiplicada pela variedade de produtos e serviços. Escolhidos por curadores específicos, formam um Marketplace promovendo a saúde e a sustentabilidade. A Píer X inova também na forma de pagamento, que é feito através de um app system, de forma que o cliente compra sem usar dinheiro ou cartão de crédito. Escaneia a etiqueta. Além das 17 marcas presentes ainda há a Garagem do Bem, que promove o desapego. Guitarras, violões, pranchas, skates podem ser doados e o dinheiro arrecadado é encaminhado a entidades beneficentes.

 

A AMARO foi a primeira marca no Brasil a convencer os Shopping Centers e as consumidoras que poderiam comprar no espaço físico sem levar o produto.
Hoje é uma marca de moda reconhecidamente importante em seu segmento, pela moda que apresenta e pela tecnologia que utiliza. Disponibilizando lojas físicas, aplicativos e e-commerce.

 

Em janeiro deste ano, o PONTO FRIO lançou uma loja de 170m2 para testar várias tecnologias como click & collect, face recognition e full analytics possíveis, VR, multi-skill team, diversas experiências para o consumidor e amostras de mais de 1,5 milhão de SKUs.

 

Completam o estudo sobre o omnichannel as marcas IKEA Espanha, EVERTOYS Romênia, TOM FORD BEAUTY Reino Unido, BRANDLESS Estados Unidos, WORTEN Portugal, ENVIE DE SALLE DE BAIN França, EOBBUWIE.pl Polônia, HUAWEI Itália, HAO MAI YI China.

 

Como vimos o Brasil é destaque nesta amostra, com presença de quatro operações. Esperamos que assim continuemos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Black Friday brasileira pode ser antecipada para setembro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os números de sexta-feira mostram um crescimento pela Ebit-Nielsen* de 23% em relação a 2017, superando a expectativa de 15% e perfazendo R$ 2,6 bilhões. O ticket médio ficou, como era previsto, em 8% superior ao ano passado, correspondente a R$ 608,00. O número de pedidos expandiu em 13% ficando em 4,2 milhões de pedidos.

 

A esses números que atestam o sucesso do Black Friday, devemos considerar dois aspectos que devem apontar as causas desse progresso. O número de consumidores descrentes na veracidade dos descontos, de acordo com pesquisa realizada, caiu de 38% para 35%. Ao mesmo tempo, os fornecedores tiveram sistemas mais eficientes na operação.

 

A continuar nesse ritmo, os bons resultados começarão a preocupar, pois as vendas de Natal, ponto mais alto do comércio nacional têm sido afetadas em favorecimento ao Black Friday. A perda é quantitativa e qualitativa, pois os preços natalinos são os de tabela. Os preços do Black Friday são promocionais.
O original modelo Black Friday, sucede o Dia de Ação de Graças, que é uma data sem similar no calendário brasileiro, compondo um cenário tipicamente americano. Uma adaptação poderia ser algo conveniente e necessário.

 

A ALSHOP, conforme nos relatou Luís Augusto Ildefonso da Silva, através do seu presidente Nabil Sayon, tem coordenado esforços para criar um modelo nacional de Black Friday. Antecipando-o, por exemplo, para setembro. Distanciado de forma suficiente para não interferir no Natal e fortalecendo o início da primavera como evento promocional.

 

O momento que evidencia o sucesso do Black Friday, agregado ao papel da ALSHOP, de aglutinador dos lojistas de Shopping Centers, deve conferir credibilidade a proposta.

 

Na verdade, o processo de nacionalização do Black Friday entre nós já começou, na medida em que as promoções relativas ao Black Friday se antecipam e se sucedem.

 

Pela nossa cultura pode ocorrer que a antecipação se estabeleça e o original permaneça. O que não invalida a tentativa.

 

*As vendas computadas pela Ebit/Nielsen são B2C, de produtos novos e realizadas através do e-commerce. Não estão inclusas passagens aéreas, serviços de entrega ou transporte nem venda de veículos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Black Friday à brasileira

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Black Friday movimenta o comércio foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas-CBN

 

Importado dos americanos, há oito anos, o modelo Black Friday, embora cada vez mais adaptado ao Brasil e distante do original, vem crescendo substancialmente — mesmo sem a força do Dia de Ação de Graças, talvez a data mais importante do calendário americano, que se comemora na véspera e disponibiliza a sexta-feira como dia de compras. Além do americano ser mais focado, sem antecipações e descontos artificiais como em nosso caso.

 

De qualquer forma, o comércio brasileiro aumentou a pulsação há dias em torno do Black Friday.

 

Amanhã deverá apresentar números expressivos, se cumprirem as expectativas geradas. Pelo SPC, 58% dos consumidores deverão comprar 18% a mais do que no ano anterior. Pela Ebit-Nielsen, 15% a mais, com 6,4% de acréscimo, em 4 milhões de pedidos, totalizando R$ 2,43 bilhões.

 

São dados significativos, pois a antecipação que já vinha caracterizando o evento no calendário comercial nacional este ano tomou impulso maior. Ainda assim a previsão é de intensificação. Interpretada por alguns como compensação pelas crises do ano, como Caminhoneiros, Copa e Eleições.

 

De acordo com o SPC, o gasto médio será de R$ 1.200,0 contra R$ 1.000,00 de 2017, embora pela Ebit-Nielsen a estimativa seja de 8% de aumento perfazendo R$ 600,00.

 

O diretor da ALSHOP, Luís Augusto Ildefonso da Silva, através de pesquisa interna com representativos lojistas associados, confirmando os dados da Ebit, está convicto na evolução do Black Friday de amanhã. Ressalta a participação do comércio eletrônico de 70% nesse volume, lembrando que a origem do evento surgiu no âmbito da internet e só posteriormente foi seguido pelo varejo físico.

 

Destaque para o setor de vestuário, que deverá liderar as vendas por pedidos, enquanto os eletrodomésticos deverão predominar no ranking por valor.

 

Para provar que não há sistema perfeito, as vendas do Black Friday deverão diminuir o comércio de Natal. O setor ganhará antecipação e perderá no preço.

 

Boas compras e boas vendas a todos. Afinal, o comércio atuante gera benefício geral.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

O MERCOSUL é oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Arte reproduzida do site Fecomercio SP
(Arte: TUTU)

 

Há uma semana, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, houve evento da FECOMERCIO Internacional sobre o “Comércio intra-Mercosul”.  Correspondendo a 16% do volume total de nossas transações comerciais, e apresentando saldo positivo nas trocas, é inegável a importância do MERCOSUL para o Brasil. Sinalizando inclusive uma posição natural de liderança no grupo onde representa 80% do PIB.

 

O simpósio, dirigido por Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais do MERCOSUL, em sintonia com o momento que antecede nova gestão política nacional, apropriadamente, levantou sugestões para intensificar as operações e acentuar os aspectos econômicos. Destacando as perspectivas e oportunidades.

 

Sebastian Bogado, Adido Comercial do Paraguai e Representante do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, palestrante no evento e nosso entrevistado, lembrou apropriadamente a “Ley de Maquila”, como exemplo de sucesso neste contexto de relações comerciais — cuja origem, datada dos anos 1960, através da ALALC Associação Latino Americana de Livre Comércio e, posteriormente, da ALADI Associação Latino Americana de Integração, na década de 80, com o objetivo de beneficiar os membros menos favorecidos do grupo (Paraguai, Uruguai e Bolívia), deu a prerrogativa a estes países de importarem insumos globais e exportarem após beneficiamento interno para os demais, sem taxas.

 

A ideia era desenvolver a economia desses pequenos países para que pudessem inclusive serem transformados em melhores mercados consumidores. Não funcionou. O Brasil, por exemplo, não cumpria com o prometido, e os produtos exportados não entravam. As negativas eram verbais para não deixar rastro que poderia possibilitar protestos internacionais.

 

Enfim, 30 anos depois, o presidente paraguaio Juan Carlos Wasmosy assinou a “Ley de Maquila”, que se viabilizou. Essa lei permite que empresas industriais e de serviços se instalem para produzir parcial ou totalmente produtos com vantagens operacionais, burocráticas e fiscais. A lei dá isenção fiscal à importação de bens de capital, tarifas reduzidas para importação de matérias primas, elimina o imposto de renda e estabelece taxação de 1% ao faturamento. Acrescente-se a isso um custo de mão de obra 30% menor com uma legislação trabalhista mais flexível e uma inflação controlada em 4,5%. O PIB cresce anualmente 4% em média e é o melhor desempenho do grupo.

 

A ameaça da Maquila apontada por alguns é precipitada — pelo tamanho do país e principalmente pelo efeito do desenvolvimento gerado aumentar o mercado de consumo.

 

A expectativa de Sebastian Bogado é das mais otimistas, pois mesmo na comparação com a China como mercado produtor, a proximidade, a língua, a qualificação da mão de obra e a permissão para constituir empresas totalmente brasileiras, leva ao território paraguaio vantagens competitivas relevantes. E os dois governos estarão sintonizados à direita.

 

Leia, também, “Um negócio da China no Paraguai”

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

*MERCOSUL

 

Países membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, (Venezuela) Países associados: Chile, Bolívia, Peru
Países observadores: Nova Zelândia, México

O varejo vive o novo iluminismo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Se o psicólogo Steven Pinker tivesse visitado os eventos recentes ocorridos em São Paulo abordando temas do varejo, certamente teria certificado que parte daquela gente pertence ao novo iluminismo. Já não vê o futuro com pessimismo.

 

Sob o título “O novo iluminismo”, Pinker propõe que vivenciamos um progresso constante. O problema é que a história dos homens não teve evolução durante muito tempo. Começou a ver progresso somente depois da revolução industrial. Por isso as pessoas têm dificuldade em prever futuros positivos.

 

Quem esteve no CONARH, no EXPOSHOPPING, no BRASILSHOP, no VarejoTECH ou no LATAM Road Show, pode identificar uma coerência entre a tese de Pinker quanto ao prever o futuro. O progresso é constante.

 

No LATAM Road Show, o evento que se encerrou na quinta-feira, os números atestaram o princípio iluminista. Visitantes: 16 mil. Congressistas: 2 mil. Palestrantes: 25. Dentre eles Daniel Shapiro de Harvard e Uri Levine cofundador do Waze. Entretanto, foi a perspectiva futura que comprovadamente coloca essa gente na crença do iluminismo. Sob os olhos de Sophia, a robô de cidadania Saudita.

 

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Um dos destaques foi o VR-Commerce — plataforma da Aura que possibilita a integração entre a realidade virtual e o ecommerce. Ele fornece alternativas de comercialização através do 6S imersivos, que é a inclusão da imaginação nos cinco sentidos. Ou seja, visão, audição, tato, olfato, paladar e imaginação.
Portanto podemos estar e sentir a experiência via virtual, em vários formatos.

 

LOJA – Por meio virtual estarão tantos produtos e serviços quantos for necessário, possibilitando até o recurso da cauda longa. Serve também como B2B e até para venda de franquias.

 

SHOPPING – Concentrar num único espaço produtos diferentes como automóveis, construtoras, tecnologias, financeiras, conteúdos, etc. Para demonstração, venda e estudo do consumidor, teste de produtos e serviços, etc.

 

TOUR – Possibilitar ao consumidor experimentar diferença entre classes executiva e econômica, ver seu quarto de hotel, cabine de navio, etc.

 

BOLL – Vender e testar produtos e serviços em qualquer lugar.

 

HOME – Em casa comprar e testar produtos e serviços no mundo.

Utilizando a VR-Commerce foi criada a Oministory Airton Senna, lançada na Feira.

 

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Outra novidade foi o lançamento do OmniBox, uma versão similar da Amazon de Seattle. É um formato híbrido que se adaptará bem para padarias e produtos de conveniência. Marcos Hirai, diretor da Gouvêa de Souza, realizadora do evento, chama a atenção na necessidade em adaptar todas essas tendências às possibilidades brasileiras. O OmniBox responde a essa necessidade. Com menos de R$ 20 mil mensais de custo precisará vender 60 mil.

 

Hirai adverte: “é preciso fechar a conta”. Iluminista com cabeça no virtual e pé no chão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

No congresso nacional de lojistas de shopping o destaque foi o futuro da política e do varejo

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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As falas de políticos e lojistas, ouvidas no WTC, no evento da ALSHOP, convergiram para o futuro — como que deletando o presente nada recomendável.

 

Os presidenciáveis Alckmin, Amoedo e Rocha, apresentaram um discurso conciso das respectivas plataformas sem ataques pessoais aos adversários.

 

Será prenúncio de novos tempos?

 

Alckmin ressaltou a desproporção entre a máquina governamental e o meio privado. Em custos e eficiência. Enfatizando a vantagem da experiência administrativa que possui para consertar este desequilíbrio.

 

Amoedo defendeu a liberalidade econômica, social e comportamental. Acredita em nomes novos em todas as áreas políticas. Ressalta seu diferencial entre todos os candidatos ao descartar o “status quo” do profissionalismo político. Aposta que as necessárias reformas somente virão através de outros legisladores. Novos deputados e novos senadores.

 

Rocha enalteceu a competência empresarial, defendendo o liberalismo na economia e o tradicionalismo no comportamento. Abomina o sistema no qual o estado onera e algumas vezes interfere no mundo privado. Situação em que já foi vítima.

 

Neste contexto macro, o lojista Sergio Zimermam da PETZ contribuiu para a elucidação da questão tributária, pois é consensual que temos uma das maiores participações de impostos sobre o PIB. Não é verdade. O 34% de tributos no PIB do Brasil está na média mundial. O problema é que o Estado não entrega os serviços devidos e, além disso, a taxação de 50% sobre o consumo e 20% sobre a renda cria um disparate. Um peso tributário maior sobre os de menor renda, causando a distorção que poderia ser mais explícita se nos produtos e serviços se destacasse o montante de imposto.

 

No âmbito técnico do Congresso se constatou uma tendência de as cadeias de lojas concentrarem as operações em FRANQUIAS, em detrimento das lojas próprias. Uma estratégia para reforçar a necessária experiência de compra como diferencial ao mundo eletrônico e, ao mesmo tempo, viabilizar os resultados usufruindo das menores taxas para o sistema fiscal das sociedades no regime simples.

 

Neste setor de FRANQUIAS haverá reforço financeiro vindo pela Caixa, na palavra de seu presidente, Nelson de Souza, que expôs o lançamento de crédito específico e de baixo custo. Fruto da parceria ALSHOP com a Caixa, estimulada por Nabil Sayon e referendada por Souza, atento aos mais de 50 mil associados da ALSHOP.

 

Sob o aspecto de LIDERANÇA ressaltou-se a presença da mulher como força inovadora. Testemunhada na presença e na palavra das presidentes da Le Postiche, Nutty Bavaria e Amor aos Pedaços.

 

A necessidade de trabalhar o CLIENTE INTERNO X CLIENTE EXTERNO também foi um dos temas marcantes, apresentado pela Ideale e ABRH Brasil, por Peterson Coli e Eliana Aere.

 

Como INOVAÇÃO, Renato Claro da Kick Off trouxe o caso da Johnny Rockets que tem apresentado mudanças constantes no conceito, no cardápio e no tamanho como forma de manter o espírito original. O Rock de Elvis Presley e seus hambúrgueres.

 

O varejo que busca ATUALIDADE não pode descartar os Marketplaces. Sotero da B2W – Submarino, Americanas, Shoptime, e Bertolazzo do Magazine Luiza, não só demonstraram números e tendências irrecusáveis, como convidaram a todos a participar desse gigantesco universo. Pequenos, médios e grandes negócios e até mesmo os inexistentes podem procurá-los para atuar nesta multiplicidade de espaços de venda.

 

Para os Shopping Centers a tendência de aglutinar mais áreas de serviço e entretenimento deverá continuar. Um novo formato chamado de Power Center tem surgido com força. Consiste em agregar sobre grandes áreas operações populares de baixo preço. Entretanto a grande novidade é o início do e-commerce de shopping centers tradicionais.

 

O SPMarket, de acordo com Sylvio Carvalho Neto, diretor, já possibilita seus clientes comprarem via internet. Nos corredores, ouvia-se sobre o Cidade Jardim e a Multiplan estarem próximos do lançamento de suas plataformas de comércio eletrônico.

 

Enfim, pelo Congresso da ALSHOP tudo indica que podemos esperar um futuro melhor.

 

A tarefa é chegar lá.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Clientes do varejo veem menos vitrine e mais internet

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O e-commerce além de competir com o mundo físico do varejo está tornando as compras realizadas em suas lojas mais racionais. Os consumidores dos mercados mais desenvolvidos estão indo menos aos shoppings para “ver vitrines”, devido a facilidade de informações disponíveis nos meios eletrônicos. Ou seja, para uma determinada quantia de vendas o tráfego relativo tem diminuído, pois os clientes veem menos vitrines e mais internet.

 

Esta instigante observação foi publicada no Mercado & Consumo, segunda-feira, em artigo do consultor Marcos Gouvêa de Souza. Ele partiu do grande número de lojas fechadas recentemente nos Estados Unidos.

 

A RadioShak está fechando 1.000, a Toy R Us fechou todas, a Ann Taylor e Loft fecharam 250. Na Europa até a Zara está fechando unidades, assim como a C&A e a HM.

 

O motivo evidente é o reflexo do comércio eletrônico. Embora os números atuais mostrem ainda uma incipiente participação do eletrônico no varejo total. Na China 24%, na Coreia do Sul 18%, na Inglaterra 15% e nos Estados Unidos 10,5%. Entretanto o impressionante crescimento comparativo entre o virtual e o físico justifica a forte influencia no varejo total. No mínimo, o virtual apresenta o dobro de aumento em relação ao físico.

 

Agregando a este cenário os recentes números de queda de tráfego nos centros de compra chega-se a causa da redução de pontos de venda físicos. Cuja causa vai além do comércio eletrônico como vendedor, mas também como fornecedor de informações. Até mesmo para a compra presencial.

 

Neste contexto, o Brasil se diferencia. Pela crise econômica, que se estima fechou 200 mil lojas. Pelo pequeno 4% de participação nas vendas totais do varejo. E pelo atrativo que os Shopping Centers exercem sobre os consumidores brasileiros. Portanto, esta nova tendência deverá chegar mais tarde. Tempo ideal para um melhor preparativo para o futuro.

 

Para tanto será conveniente considerar que do lado da tecnologia dos dados deverá chegar recursos que incluirão os atributos sensoriais tornando a experiência digital mais real.

 

Do lado físico, os atributos humanos de atendimento acoplados a novas tecnologias deverão permear a relação entre comprador e vendedor.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

A Ku Klux Klan e a compra de Ponto*

 

 

 
Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Stentson Kennedy, emérito defensor dos direitos humanos, descobriu em meados da década de 40, como espião, que a Ku Klux Klan era uma fraternidade regida a juramentos, senhas, hinos de louvação própria, ao lado de incentivos altamente amedrontadores. Com códigos para identificar seguidores, como o da mão esquerda movimentando-se como um peixe, ou da procura do “Sr. Ayak” (Are you a Klansman?). Tudo sob o manto do ultrassecreto.

 

 

Esta criptografia apoiada na crença da supremacia branca, com eficiente arrecadação, e comunicando medo como atributo, compunha o alicerce da Ku Klux Klan, que crescia em todo o país. E, curiosamente as ações violentas nem eram mais tão necessárias. O medo, com o tempo, inibiu seus alvos, os negros e outras minorias.

 

 

Stentson Kennedy resolveu lutar contra, e depois de não obter sucesso por meios legais, resolveu ir à imprensa. Foi ao programa de rádio “As aventuras de Superman”, que depois de atacar Hitler, Mussolini e Hirohito elegeu a Ku Klux Klan como o vilão da vez.

 

 

Após alguns programas a KKK estava desmoralizada. As crianças brincavam procurando o Sr. Ayak, e toda a hierarquia veio a público.

 

 

A informação do sistema Ku Klux Klan, ao torná-lo público, desmontou o esquema de atração e sustentação. Fato previsto quando Kennedy percebeu o poder da informação em si. A força da Ku Klux Klan vinha em boa parte da sonegação de informação.

 

 

Cenário padrão na compra e venda de imóveis.

 

 

Hoje, com a evolução dos meios de comunicação, e a evidência da internet, o comprador tem mais chances de se aproximar da informação crucial do produto a ser comprado. Ainda assim o corretor detém a informação final do preço e condição definitiva. A não ser que haja transgressão por parte do corretor, e vaze a informação ao comprador.

 

 

No caso, por exemplo, de negociação para compra de um ponto comercial em Shopping Center, é importante observar os seguintes fatores:

 

 

1. Na relação comprador – vendedor o especialista é o vendedor. É o mesmo que paciente médico. Como paciente cabe a você saber os sintomas, e cerificar-se que a receita esteja correta.

 

 

2. Respeite a hierarquia comercial do Shopping. Ela é determinada pelo nível da sua marca. Marcas Satélites devem começar com os corretores.

 

 

3. O interesse do corretor pode não ser o mesmo que o seu, nem o do Shopping. Vai depender do sistema de remuneração. E ele é o especialista.

 

 

4. No caso de franquia é melhor que o franqueador participe ativamente na negociação.

 

 

5. Procure negociar com exclusividade. Os shoppings preferem negociações individuais a grupos. Se a sua marca for a mais importante será a mais beneficiada, mas ainda assim é preferível atuar exclusivamente. Se não for, pior ainda.

 

 

6. Levante o maior numero possível de informações sobre as condições comerciais similares dentro do Shopping e em outros. É importante a precisão na proposta. Sem valores fora do padrão, mas no contexto da atualidade. Ainda é época de crise e de transformação, o que ajuda na negociação para lidar com valores abaixo da realidade anterior.

 

 

7. Na compra do ponto leve em consideração, além da CDU Cessão de Direito de Uso, o CTO Custo Total de Ocupação, que inclui AMM Aluguel Mínimo Mensal, Aluguel percentual, Condomínio e Fundo de Promoção. A CDU é um investimento único, mas o custo de ocupação é mensal por cinco anos.

 

 

8. Cuidado com pacotes de compra de Pontos comerciais. Nos pacotes poderá haver troca de gentilezas, e incluir Ponto duvidoso.

 

 

9. Esteja atento com Shoppings novos e também com oportunidades. Não descarte estas opções, mas saiba que em geral levam a maus resultados.

 

 

10.Depois de tanto trabalho e dinheiro investido na aquisição de um Ponto, não descuide. Controle. Não é rara a perda do Ponto por falta de acompanhamento.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

*Extraído e adaptado do livro “FREAKONOMICS o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”. Capítulo 2. ​Em que a Ku Klux Klan se parece com um grupo de corretores de imóveis? Do economista Steven Levitt e do jornalista Stephen Dubner.

Seis pontos para escolher bem o seu Ponto

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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A escolha do Ponto Comercial é uma das facetas do processo decisório, que deve estar associado ao Marketing Mix como um todo.Ou seja, os componentes do Marketing Mix: Produto, Preço, Promoção, Pessoas, Processos e Prova Física já devem estar conceituados para a configuração do Ponto.

 

Ao elaborar os pressupostos para o Ponto, sempre referendando o consumidor, como deve ter sido o critério dos Ps já definidos, é recomendável que se inclua a proposição comportamental. Afinal, Richard Thaler, Nobel de Economia deste ano, foi laureado por seu trabalho introduzindo a Psicologia nas tomadas de decisão, limitando, portanto a racionalidade, e trazendo uma dose de emocional.

 

Vejamos então alguns critérios importantes para a escolha do ponto comercial:
1. O ponto é um ativo financeiro e imobiliário.

 

A primeira consideração a ser feita é relacionar as condições do ponto com os pressupostos do Marketing Mix. Portanto, ele tem que servir às condições ideais do negócio a ser instalado. De forma a propiciar ao cliente as melhores experiências de compra, suprindo o racional e o emocional. Se não haverá perda para o concorrente ou para a internet. Portanto, o Ponto tem que servir ao negócio a ser instalado, antes de ser um negócio financeiro ou imobiliário.

 

2. Paradigmas populacionais

 

Estabelecer mínimos de habitantes por cidade ou número de visitantes por shoppings deve servir apenas como guia. Há muitas regiões fora do padrão que podem abrigar lojas de porte. Encontramos também cidades sazonais que podem ser boas para difusão de marca e novos lançamentos e algumas até mesmo para manter regularidade. Campos de Jordão, Ubatuba, Angra, Camboriu.

 

3. O Custo Total de Ocupação como fator definitivo

 

O CTO deve ter parâmetros limitativos. Evidentemente que segmento, tamanho e marca são itens que mudam as condições e determinam a necessidade de cada empresa estabelecer números de controle. Com ele se poderá avaliar a capacidade do ponto a ser escolhido em suportar o CTO previsto. A verdade toda, entretanto, não é essa se a venda superar a estimativa.

 

4. O Ponto para vendas programadas ou por impulso

 

Se o negócio a ser instalado é facilmente definido como “destino” ou “passagem”, não há mistério na busca do ponto ideal. Salão de beleza ou Restaurante sofisticado são bons exemplos como destino. As lojas de moda feminina podem ser destino e passagem, dependendo do perfil. Neste caso há que se estudar a viabilidade de ponto considerando custos e emoções.

 

5. O Ponto ao lado de concorrentes diretos

 

A organização dos espaços categorizando os diversos tipos de lojas para facilitar a escolha dos clientes notoriamente beneficia a todos. Portanto, relutar em escolher ponto evitando estar próximo a concorrentes não tem sentido. Há inúmeras provas da sinergia potencial, inclusive em casos de monomarca que divide presença em shoppings que tem lojas multimarcas com o mesmo produto.

 

6. O Ponto como expressão máxima da marca

 

Escolhido o Ponto, é hora de planejar e controlar. Planejar uma arquitetura que traduza todo o conceito e espirito da marca. Controlar a sua propriedade cuidando do Contrato de Locação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.