Modos e modas para o varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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“Modos e modas” é o blog da jornalista Deise Sabbag, um dos ícones da mídia de moda nos anos 1980. Escreveu o primeiro livro de moda — A Moda dos anos 80 –, idealizou e criou o Todamoda — o pioneiro caderno exclusivo de moda no Shopping News, jornal de grande circulação aos domingos em SP –, editou o Todamoda Profissional, de circulação nacional, dirigido aos profissionais da área, e lançou edições diárias nos eventos de moda. Deise me procurou para uma entrevista a ser publicada no Modos e Modas na próxima semana. Atendi prazerosamente. E o resultado publico abaixo:

 

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Análise da situação atual do varejo

 

DS Internet ajuda ou prejudica?

 

CM — A internet é necessária, e hoje esta condição é facilmente demonstrável pelas marcas de varejo de sucesso que estão no mercado. Ou começaram com loja física e adotaram também a internet. Ou iniciaram na internet e posteriormente foram para o mundo físico. O OMNICHANEL que é a denominação do sistema que envolve todos os canais possíveis de aglutinação para uma marca de varejo, é condição obrigatória para atender as demandas dos consumidores atuais. Nos mercados contemporâneos de países desenvolvidos como o norte-americano e o asiático, não há mais a preocupação em identificar de onde vem o consumidor, pois o foco está em atendê-lo na forma e na condição em que ele o desejar. É oportuno registrar que esta nova exigência ao lojista facilitou muito ao consumidor e dificultou extraordinariamente a operação e o entendimento para o varejo físico, pois a internet ilude quanto a custos e expertise, afinal os custos são iguais e a expertise é diferente.

 

DS Desemprego – falta recursos e vontade para comprar?

 

CM — Recursos e vontade para comprar são efeitos e não causas. Afinal a lição de casa não está sendo feita. Ou seja, há erros primários gritantes nas operações, que se corrigidos poderiam gerar recursos e há também falta de percepção do comportamento atual dos consumidores, que, se identificados, motivariam a compra. Por exemplo, o atendimento ainda é um aspecto essencial no contexto do varejo e que carece em muitas lojas físicas. Outro exemplo é a miopia quanto ao propósito que o consumidor atual imprime à compra, elevando o rol de expectativas ao produto e serviço que deseja adquirir. É imprescindível obter medidas como o grau de satisfação dos clientes que a marca atende. Antigamente se difundia que um consumidor bem atendido propagava para uma ou duas pessoas o bom atendimento, mas o mal atendido difundia para 10 pessoas. Hoje, a difusão do mal atendimento vai além de 220 pessoas, graças a mídia social. Outro fator é o alto custo de obtenção de um novo cliente em relação ao custo de manutenção do cliente. Enfim, depois de medir a eficiência e eficácia operacional interna, fica mais fácil saber o quanto o mercado estagnado está refletindo no negócio e então cogitar de novas medidas estratégicas e operacionais.

 

DS Inverno curto e ameno precipitou liquidações de inverno?

 

CM — O inverno para o nosso país tropical é a estação que o setor de moda, por exemplo, precisa tratar com mais cautela. Pode ser o regulador do resultado anual ao contaminar o lucro do verão.Há aqui um grave efeito provocado pela predatória antecipação das coleções, a despeito de infrutíferas tentativas de padronizar o calendário. Hipótese efetivada apenas nos anos 60 através da Promostyl, quando coordenou cores, formas e calendário. Hoje a exigência é para abastecimentos semanais, coleções “cápsulas” eventuais, atentas às previsões climáticas. Por sinal, mais confiáveis a cada ano. O alongamento da venda de inverno decorrente da antecipação do lançamento diminui o resultado e aumenta o preço, por isso as quatro estações do ano precisam ser consideradas, mas não podem ser rigidamente determinantes. Agilidade e atualidade serão a competência a ser buscada.

 

DS Política de preços em desacordo com o poder aquisitivo brasileiro. Caminhos para contornar essa fase?

 

CM — A política de preços está refletindo as falhas estratégicas e operacionais das empresas que estão oferecendo produtos e serviços incompatíveis com o poder aquisitivo do seu público-alvo. É preciso considerar que o sistema foi alterado, concorrentes novos vieram de outros segmentos, concorrentes tradicionais de grande porte se fortaleceram, os custos subiram, os consumidores demandam novas exigências e diferentes desejos. A marca que quiser permanecer precisa se adequar e acompanhar tanta mudança. De forma específica, por exemplo, diferenciar dos grandes players, redesenhar o calendário, abastecer semanalmente, não aprofundar as grades, pesquisar constantemente a satisfação dos clientes, treinar a equipe, renegociar contratos de locação, eliminar lojas que estão abaixo do padrão. E, de forma geral seguir pelo menos alguns princípios de Vicente Falconi, guru de Abílio Diniz e Jorge Paulo Lemon:

 

– Liderar é bater metas
– Sem medição não há gestão
– Problema é a diferença entre a situação atual e a meta
– 3 a 5 metas para cada chefia
– Alta rotatividade é inaceitável
– Desculpas são patéticas

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Como saber o valor de um ponto comercial

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

Do Marketing Mix*, o Ponto é um dos elementos necessários para o sucesso de uma loja. Premissa que acentua a importância da sua escolha. E é a nossa pauta.

 

As boas práticas recomendam que se tenha uma precisa conceituação da marca e de seu público-alvo, incluindo o tão valorizado Propósito, agregado aos serviços e produtos a serem oferecidos.

 

Com o perfil da marca definido, a busca do Ponto deve ser iniciada procurando a localização adequada aos preceitos estabelecidos. Nos aspectos conceituais e numéricos.

 

Após os filtros geográficos de áreas, estados, cidades e bairros, a tarefa é eleger o estilo de Shopping ou de rua condizente com o perfil da marca. Aqui vamos focar apenas os Shopping Centers.

 

Nesse caso, a organização, a estrutura e a segmentação existentes nos Shoppings facilitam o processo de escolha e negociação.

 

A saber:

 

Ocupação de espaços por atividade em ABL (Área Bruta Locável)/Aluguel por m2/ Venda por m2

 

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Ao analisar os dados da tabela acima, divulgados pela ABRASCE e referentes a maio deste ano, lembramos do ex ministro Delfim Neto que citava o estatístico que morreu afogado em um rio de profundidade média de meio metro.

 

A questão do aluguel médio, por exemplo, requer cautela, pois depende diretamente das variáveis da localização e da força da marca na negociação.

 

O valor do aluguel é tão importante quanto o preço da CDU, que é um ativo financeiro e pode ser recuperado.

 

A pauta é inesgotável  e uma chance de continuidade será dada no LATAM RETAIL SHOW que se realizará no EXPO Center Norte SP, dias 27, 28 e 29 de agosto.

 

No primeiro dia do encontro haverá o painel “O atual cenário de locações comerciais” que terá moderação de Marcos Hirai, sócio diretor da GS&BGH, e a presença dos diretores da Ancar, Aliansce, Lumine, Caedu, Halipar e Grupo Somma.

Se você for ao LATAM RETAIL SHOW, compre seu ingresso no site www.LATAMRETAILSHOW.COM.BR e use o código HIRAI20 para obter 20% de desconto; é uma promoção de Hirai aos leitores interessados em participar do evento.

*Marketing Mix – Produto, Preço, Promoção, Pessoas, Processos, Prova física

 

Carlos Magno Gibrail é consultor,  autor do livro “Arquitetura do Varejo”,  mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

O varejo brasileiro evolui e se atualiza sorrindo e vendendo

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Brasil é o quarto país do mundo em que o varejo mais sorri no atendimento e o segundo em vendas adicionais. O resultado surpreendente aparece em pesquisa realizada em 57 países com 338.871 avaliações. Em quatro anos, passamos por  uma evolução: saímos do 25º lugar para o quarto lugar no sorriso, e do 49º para o segundo na venda adicional.

 

A avaliação é feita através do “Smiling Report”, pesquisa que aplica a metodologia do cliente oculto, cujo ranking é produzido pela empresa sueca Better Business World Wide, que avalia o sorriso da equipe de vendas ao receber o cliente, o cumprimento na chegada a loja e a sugestão de venda adicional — aquela que não estava programada.

 

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No Brasil, a pesquisa foi entregue a SKS CX Consultancy, cuja CEO, Stella Kochen Suskind, personagem de nosso artigo anterior, registra que os bons resultados obtidos em sorriso e venda adicional têm a ver com o dinâmico ano de 2018 que vivenciamos. Um período de eleições presidenciais, movimentos de rua e evolução de outros canais de venda, que deram um maior empoderamento aos consumidores e fizeram os lojistas entregar mais que um bom produto com preço adequado.

 

O sorriso, interpreta Stella, veio com mais naturalidade dada a nossa cultura; e a venda adicional certamente evoluiu em função de melhor técnica de vendas, obtida através de treinamento da equipe.

 

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O cumprimento, o outro item pesquisado, também evoluiu de 44º lugar para 17º lugar, mas não acompanhou a melhora acentuada dos outros dois fatores — ocasionado pela desatenção na entrada do cliente na loja, onde a equipe de vendas permanece atenta a celulares e conversas paralelas.

 

 

Stella ressalta que ainda há lojas cujo atendimento pergunta “ Posso ajudar? ”, e como se sabe a resposta é sempre “ Não, obrigado, estou só olhando”. A nosso ver, essa pergunta é o pecado mortal do atendimento. Se ouvir algo semelhante o consumidor pode estar certo que diante dele está alguém que nunca teve treinamento de vendas.

 

Em contrapartida, a venda adicional apresentou a maior evolução e é o fator que afeta diretamente o resultado da operação, pois é onde a ação profissional da venda pode chegar à excelência na satisfação do cliente e no resultado da loja.

 

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Diante deste cenário perguntei à Stella qual a tendência que vê para o sucesso futuro do varejo:

“Tendência é o atendimento simpático sem ser forçado! Nada de ‘oi bom dia, meu nome é Ana e o seu? O dia lá fora está bonito?’. Isso já era!”

Ou seja, precisamos aprender a técnica para usá-la sem denunciá-la.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: as dicas de Alex Szapiro, CEO da Amazon Brasil, para empresas e profissionais

 

 

“Além da formação técnica, além da faculdade, eu acho que tem um outro ponto que a gente tem de estar se reinventando. A reinvenção, ela é constante, até pela questão da longevidade. Esse é um tema muito presente inclusive hoje no Brasil com a reforma da Previdência, eu diria que as pessoas não podem parar de estudar” — Alexander Szapiro, Amazon Brasil

A experiência da maior empresa de comércio eletrônico do mundo pode ajudar empreendedores dos mais diversos portes a melhorar sua performance, seja usando sua plataforma seja replicando seu conhecimento. Por isso, o Mundo Corporativo foi entrevistar Alexander Szapiro, CEO da Amazon Brasil, que falou sobre oportunidades de negócios e de carreira. Para ter ideia, a Amazon está contratando aqui no Brasil e Szapiro diz o que a empresa busca em seus novos funcionários:

“Entre uma pessoa que fez um mestrado e uma pessoa que saiu mochilando um ano pelo mundo, ambos tem valores muito parecidos. A informação técnica é importante mas a informação de vida, a experiência, a diversidade que você adquire faz com que as pessoas tenham ponto de vistas distintas e ajuda no debate”

O executivo da Amazon diz que o que leva o consumidor a fazer a primeira compra online é a confiança, por isso é fundamental que as empresas que atuam nesse setor e dependem da logística devem “prometer o prazo certo, mesmo que esse prazo talvez em um primeiro momento não seja o ideal”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, Szapiro também sugeriu que os empreendedores invistam em duas características:

1. Coragem — às vezes, é preciso fazer coisas que a gente não se sinta pronto.
2. Pensamento em longo prazo — ajuda a tomar decisões que muitas vezes podem parecer que não fazem sentido agora mas que trará resultados mais à frente.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, na página da CBN no Facebook e no Twitter (@CBNOficial). O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo.

Lojistas de shopping criam feira-butique para estimular negócios em franquias

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A ALSHOP — Associação Brasileira de Lojistas de Shopping  inaugurou um novo formato de feira para o setor de franquias. Quarta-feira, na casa Petra, em Moema, São Paulo, 43 expositores e mais de 60 marcas — entre franqueadores, shopping centers e serviços ao varejo — se encontraram com franqueados potenciais, agendados antecipadamente.

 

O conceito foi reunir os agentes necessários para a escolha de uma marca ou de um franqueado que atendesse aos requisitos de excelência em todos os aspectos empresariais — otimizando custos e resultados no menor tempo possível com conforto e eficácia. Para isso, a pequena área de 500 m2 utilizada e o reduzido preço para ocupar um espaço no valor de R$ 2 mil foram fundamentais para facilitar a visita do franqueado e atrair o franqueador.

 

A presença de empresas de serviços como consultorias de administração e finanças, expansão, sistemas e controles de contratos, assim como shoppings, completaram a cadeia produtiva do varejo. O pacote estava completo e com a alcunha de VIP, pois o atendimento personalizado e exclusivo ficou evidenciado.

 

Com isso cria-se uma nova modalidade de feira de franquia. A feira-butique vem fortalecer o tradicional esquema vigente com as grandes feiras mantendo a importância que sempre tiveram. O setor se enriquece ao segmentar, afinal segmentação pode ser separação para ampliação.

 

O fato dessa inovação, resultante da necessidade de alternativas para o enfrentamento da economia brasileira que demora a deslanchar, demonstra mais uma vez que a dificuldade pode alavancar soluções inéditas e positivas. Assim como a volta ao atendimento personalizado é sempre bem-vindo.

 

Quem gosta de ser VIP — Very Important Profissional — que se habilite.

As próximas Feiras-Butiques BRASIL SHOP:

 

Curitiba 10/julho
São Paulo II 20/agosto
Belo Horizonte 25/setembro
Recife 16/outubro

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Saiba qual é a previsão dos “astros” para as vendas de Natal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os economistas afirmam que a Economia é influenciada pelas expectativas. Pois, os agentes econômicos agem em função do futuro que preveem.

 

O Varejo brasileiro, que é um setor com um importante papel dentro da Economia, tem a previsão das vendas como a sua ferramenta mais estratégica. De forma que as suas expectativas precisam estar balizadas em sólidos indícios. E tais exigências se qualificam no Natal, quando se sabe que é a data mais importante do calendário anual de vendas para a maioria dos lojistas. Normalmente, o resultado obtido no Natal pode influenciar o desempenho do ano.

 

Cabe então preparar o Marketing Mix, ou seja, os Ps – produto, ponto, preço, pessoal, propaganda, processos, physical exp. dentro das técnicas tangíveis e submetê-las as intangíveis expectativas.

 

Diante dessas atribuições fomos buscar as premissas que nortearam as previsões de algumas entidades do setor para este Natal.

 

Pela CNC — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o volume de vendas deverá crescer 2,8%, e deverão ser contratados 124 mil trabalhadores temporários. Esse cálculo foi baseado na menor pressão inflacionária, na queda dos juros, na melhora do mercado de trabalho e no aumento das vendas. Os segmentos de supermercados, e de vestuário e calçados devem responder por 75% deste volume (Fonte: Governo do Brasil, com informações da CNC)

 

A FecomercioSP prevê um crescimento de 5% nas vendas de Natal, em São Paulo, com montante equivalente de R$ 70 bilhões, tornando-se o melhor dezembro desde 2008. Em função da melhoria dos principais indicadores ligados a renda, inflação e crédito. E, também, da maior quantidade de dinheiro do 13º salário, cujo acréscimo foi de 2,2% em termos reais, além da entrada de um novo governo.

 

Para a ABRASCE — Associação brasileira de Shopping Centers as vendas deste Natal deverão subir 8%. Fundamentalmente, pelos esforços na diversificação da atuação e da utilização da multicanalidade, possibilitando maior aproximação com os clientes. A ABRASCE destaca as categorias mais procuradas atualmente como vestuário, brinquedos, calçados, telefonia e perfumaria. Gerando um valor médio de venda entre R$ 200,00 e R$ 300,00 (Fonte: Reuters)

 

A ALSHOP — Associação de Lojistas de Shopping Centers, através de seu Diretor Luís Augusto Ildefonso da Silva, informou que devido ao ritmo ainda lento das vendas, não achou conveniente formular neste momento o parâmetro ideal para projetar as vendas de Natal.

 

Tudo indica que a concentração dos últimos dias de compras mais uma vez se acentuará, e exigirá uma expertise extra do setor para assimilar o congestionamento.

 

Boas compras e boas vendas a todos!

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Destaques do varejo na experiência do omnichannel

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O trabalho anual do Grupo GS&Gouvêa de Souza com o Ebeltoft Group conectando empresas de varejo de 21 países, na busca das últimas tendências e inovações, traz significativos casos de omniexperiência.

 

A propósito, o caso mais emblemático é a OMNISTORY —  uma loja do próprio Grupo GS, que completou, em agosto, um ano e cujo objetivo é acompanhar os consumidores Millennials. A busca de vida saudável dá as coordenadas para a curadoria dos produtos, que mudam permanentemente. Começou com saúde, beleza e bem-estar. A loja é baseada em Tecnologia, Pessoas, Ativação Digital, Mensuração de Resultados, Sustentabilidade e Ambientação. E, é um laboratório que disponibiliza:

 

• digital signage

• facial recognition

• RFID smart labels

• mobile check-outs

• VR experience

• pick-up in store

• click & collect

• vending machines and lockers.

 

A multicanalidade disponibiliza inclusive máquinas de vendas distribuídas em vários pontos da cidade. A localização da OMNISTORY no Shopping Villa Lobos é parte do conceito do projeto, ao estar no entorno do Parque Villa Lobos.

 

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PIER X, localizada em Porto Alegre, no Shopping Iguatemi, ultrapassa o convencional conceito de loja. É um espaço de múltiplos propósitos cuja experiência de compra é facilitada pela tecnologia e multiplicada pela variedade de produtos e serviços. Escolhidos por curadores específicos, formam um Marketplace promovendo a saúde e a sustentabilidade. A Píer X inova também na forma de pagamento, que é feito através de um app system, de forma que o cliente compra sem usar dinheiro ou cartão de crédito. Escaneia a etiqueta. Além das 17 marcas presentes ainda há a Garagem do Bem, que promove o desapego. Guitarras, violões, pranchas, skates podem ser doados e o dinheiro arrecadado é encaminhado a entidades beneficentes.

 

A AMARO foi a primeira marca no Brasil a convencer os Shopping Centers e as consumidoras que poderiam comprar no espaço físico sem levar o produto.
Hoje é uma marca de moda reconhecidamente importante em seu segmento, pela moda que apresenta e pela tecnologia que utiliza. Disponibilizando lojas físicas, aplicativos e e-commerce.

 

Em janeiro deste ano, o PONTO FRIO lançou uma loja de 170m2 para testar várias tecnologias como click & collect, face recognition e full analytics possíveis, VR, multi-skill team, diversas experiências para o consumidor e amostras de mais de 1,5 milhão de SKUs.

 

Completam o estudo sobre o omnichannel as marcas IKEA Espanha, EVERTOYS Romênia, TOM FORD BEAUTY Reino Unido, BRANDLESS Estados Unidos, WORTEN Portugal, ENVIE DE SALLE DE BAIN França, EOBBUWIE.pl Polônia, HUAWEI Itália, HAO MAI YI China.

 

Como vimos o Brasil é destaque nesta amostra, com presença de quatro operações. Esperamos que assim continuemos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Black Friday brasileira pode ser antecipada para setembro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os números de sexta-feira mostram um crescimento pela Ebit-Nielsen* de 23% em relação a 2017, superando a expectativa de 15% e perfazendo R$ 2,6 bilhões. O ticket médio ficou, como era previsto, em 8% superior ao ano passado, correspondente a R$ 608,00. O número de pedidos expandiu em 13% ficando em 4,2 milhões de pedidos.

 

A esses números que atestam o sucesso do Black Friday, devemos considerar dois aspectos que devem apontar as causas desse progresso. O número de consumidores descrentes na veracidade dos descontos, de acordo com pesquisa realizada, caiu de 38% para 35%. Ao mesmo tempo, os fornecedores tiveram sistemas mais eficientes na operação.

 

A continuar nesse ritmo, os bons resultados começarão a preocupar, pois as vendas de Natal, ponto mais alto do comércio nacional têm sido afetadas em favorecimento ao Black Friday. A perda é quantitativa e qualitativa, pois os preços natalinos são os de tabela. Os preços do Black Friday são promocionais.
O original modelo Black Friday, sucede o Dia de Ação de Graças, que é uma data sem similar no calendário brasileiro, compondo um cenário tipicamente americano. Uma adaptação poderia ser algo conveniente e necessário.

 

A ALSHOP, conforme nos relatou Luís Augusto Ildefonso da Silva, através do seu presidente Nabil Sayon, tem coordenado esforços para criar um modelo nacional de Black Friday. Antecipando-o, por exemplo, para setembro. Distanciado de forma suficiente para não interferir no Natal e fortalecendo o início da primavera como evento promocional.

 

O momento que evidencia o sucesso do Black Friday, agregado ao papel da ALSHOP, de aglutinador dos lojistas de Shopping Centers, deve conferir credibilidade a proposta.

 

Na verdade, o processo de nacionalização do Black Friday entre nós já começou, na medida em que as promoções relativas ao Black Friday se antecipam e se sucedem.

 

Pela nossa cultura pode ocorrer que a antecipação se estabeleça e o original permaneça. O que não invalida a tentativa.

 

*As vendas computadas pela Ebit/Nielsen são B2C, de produtos novos e realizadas através do e-commerce. Não estão inclusas passagens aéreas, serviços de entrega ou transporte nem venda de veículos.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Black Friday à brasileira

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Black Friday movimenta o comércio foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas-CBN

 

Importado dos americanos, há oito anos, o modelo Black Friday, embora cada vez mais adaptado ao Brasil e distante do original, vem crescendo substancialmente — mesmo sem a força do Dia de Ação de Graças, talvez a data mais importante do calendário americano, que se comemora na véspera e disponibiliza a sexta-feira como dia de compras. Além do americano ser mais focado, sem antecipações e descontos artificiais como em nosso caso.

 

De qualquer forma, o comércio brasileiro aumentou a pulsação há dias em torno do Black Friday.

 

Amanhã deverá apresentar números expressivos, se cumprirem as expectativas geradas. Pelo SPC, 58% dos consumidores deverão comprar 18% a mais do que no ano anterior. Pela Ebit-Nielsen, 15% a mais, com 6,4% de acréscimo, em 4 milhões de pedidos, totalizando R$ 2,43 bilhões.

 

São dados significativos, pois a antecipação que já vinha caracterizando o evento no calendário comercial nacional este ano tomou impulso maior. Ainda assim a previsão é de intensificação. Interpretada por alguns como compensação pelas crises do ano, como Caminhoneiros, Copa e Eleições.

 

De acordo com o SPC, o gasto médio será de R$ 1.200,0 contra R$ 1.000,00 de 2017, embora pela Ebit-Nielsen a estimativa seja de 8% de aumento perfazendo R$ 600,00.

 

O diretor da ALSHOP, Luís Augusto Ildefonso da Silva, através de pesquisa interna com representativos lojistas associados, confirmando os dados da Ebit, está convicto na evolução do Black Friday de amanhã. Ressalta a participação do comércio eletrônico de 70% nesse volume, lembrando que a origem do evento surgiu no âmbito da internet e só posteriormente foi seguido pelo varejo físico.

 

Destaque para o setor de vestuário, que deverá liderar as vendas por pedidos, enquanto os eletrodomésticos deverão predominar no ranking por valor.

 

Para provar que não há sistema perfeito, as vendas do Black Friday deverão diminuir o comércio de Natal. O setor ganhará antecipação e perderá no preço.

 

Boas compras e boas vendas a todos. Afinal, o comércio atuante gera benefício geral.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

O MERCOSUL é oportunidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Arte reproduzida do site Fecomercio SP
(Arte: TUTU)

 

Há uma semana, na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, houve evento da FECOMERCIO Internacional sobre o “Comércio intra-Mercosul”.  Correspondendo a 16% do volume total de nossas transações comerciais, e apresentando saldo positivo nas trocas, é inegável a importância do MERCOSUL para o Brasil. Sinalizando inclusive uma posição natural de liderança no grupo onde representa 80% do PIB.

 

O simpósio, dirigido por Rubens Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais do MERCOSUL, em sintonia com o momento que antecede nova gestão política nacional, apropriadamente, levantou sugestões para intensificar as operações e acentuar os aspectos econômicos. Destacando as perspectivas e oportunidades.

 

Sebastian Bogado, Adido Comercial do Paraguai e Representante do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, palestrante no evento e nosso entrevistado, lembrou apropriadamente a “Ley de Maquila”, como exemplo de sucesso neste contexto de relações comerciais — cuja origem, datada dos anos 1960, através da ALALC Associação Latino Americana de Livre Comércio e, posteriormente, da ALADI Associação Latino Americana de Integração, na década de 80, com o objetivo de beneficiar os membros menos favorecidos do grupo (Paraguai, Uruguai e Bolívia), deu a prerrogativa a estes países de importarem insumos globais e exportarem após beneficiamento interno para os demais, sem taxas.

 

A ideia era desenvolver a economia desses pequenos países para que pudessem inclusive serem transformados em melhores mercados consumidores. Não funcionou. O Brasil, por exemplo, não cumpria com o prometido, e os produtos exportados não entravam. As negativas eram verbais para não deixar rastro que poderia possibilitar protestos internacionais.

 

Enfim, 30 anos depois, o presidente paraguaio Juan Carlos Wasmosy assinou a “Ley de Maquila”, que se viabilizou. Essa lei permite que empresas industriais e de serviços se instalem para produzir parcial ou totalmente produtos com vantagens operacionais, burocráticas e fiscais. A lei dá isenção fiscal à importação de bens de capital, tarifas reduzidas para importação de matérias primas, elimina o imposto de renda e estabelece taxação de 1% ao faturamento. Acrescente-se a isso um custo de mão de obra 30% menor com uma legislação trabalhista mais flexível e uma inflação controlada em 4,5%. O PIB cresce anualmente 4% em média e é o melhor desempenho do grupo.

 

A ameaça da Maquila apontada por alguns é precipitada — pelo tamanho do país e principalmente pelo efeito do desenvolvimento gerado aumentar o mercado de consumo.

 

A expectativa de Sebastian Bogado é das mais otimistas, pois mesmo na comparação com a China como mercado produtor, a proximidade, a língua, a qualificação da mão de obra e a permissão para constituir empresas totalmente brasileiras, leva ao território paraguaio vantagens competitivas relevantes. E os dois governos estarão sintonizados à direita.

 

Leia, também, “Um negócio da China no Paraguai”

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

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Países membros: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, (Venezuela) Países associados: Chile, Bolívia, Peru
Países observadores: Nova Zelândia, México