Mundo Corporativo: comunicação sem medo de criar

 

 

“Nos últimos 10 anos, está cada vez mais claro que o sucesso está atrelado a inovação, as empresas que têm sucesso são aquelas que têm mais coragem de reinventar as coisas . Em contrapartida, você vê muitas empresas que têm medo de inovar porque o profissional que está à frente deste processo não quer se expor”. A afirmação é do presidente da agência de publicidade WMcCann Martin Montoya que, nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN, alertou para os medos que têm levado empresas e profissionais a repetirem métodos tendo como único objetivo o resultado final. Montoya diz ainda que este fenômeno se torna ainda mais grave quando se trata da comunicação corporativa: “é impossível fazer algo bom em comunicação sem ousadia, comunicação tem de ser relevante ao consumidor”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: quem não comunica, não lidera

 

“O processo de liderança é pautado pela habilidade de comunicação de quem vai liderar. É preciso, sim, uma formação técnica e conhecimento para que a pessoa assuma papel de líder, mas sem a comunicação ela não é nada, não consegue influenciar, dirigir um trabalho e envolver grupos”. A opinião é do professor de comunicação e presidente do Instituto Passadore de Educação Corporativa, Reinaldo Passadori, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Métodos e estratégias a serem desenvolvido, além de armadilhas que surgem no caminho da mensagem, fazem parte desta entrevista, na qual Passadore apresenta algumas da histórias que estão no livro recém-lançado “Quem não comunica, não lidera” (Editora Atlas).

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação, ao vivo, dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábado, no Jornal da CBN.

De comunicação

 

Por Maria Lucia Solla

 

No transito

 

Olá,

 

sou encanada com buzina. Na rua de trás do apartamento onde eu morava até o mês passado tem um laboratório de análises clínicas daqueles ‘mega’, sabe? Gente que não acaba mais, chegando para ser virada do avesso de manhã à noite, de domingo a domingo. A entrada para pedestre, ave rara na região, fica numa rua originalmente secundária, e que hoje tem mais trânsito, proporcionalmente, do que a Giovanni Gronchi. Entrada e saída do estacionamento também são ali, no mesmo portão. Carros que entram e saem, muitas vezes em fila indiana. Tudo isso a uma quadra de um shopping center. Aí eu me pergunto, será que os administradores do ‘dito’ laboratório têm todos os carimbos necessários – batidos por funcionários de órgãos públicos responsáveis e irresponsáveis pela normatização, supervisão de estabelecimentos e por estudos do impacto ambiental de intenso deslocamento de veículos, entrando e saindo por uma porta só, numa rua só, de duas mãos – para manterem funcionando um negócio desse porte? Ufa! é de perder o fôlego.

 

Por tudo o que temos lido, ouvido e visto, nos últimos tempos, quase ninguém tem os carimbos em dia. Parece que aqui, nesta terra egóica por natureza ‘quase tudo’ é construído assim como um casebre em cima de um córrego, na calada da noite, coberto pela invisibilidade patrocinada pela conveniência de poucos. Mudam-se as regras, os conceitos e a casaca, conforme o tamanho e a força da bolada. Ora, mas não é este o país do futebol?

 

Na frente do laboratório vira e mexe tem buzinaço. Fui até a janela do quarto que dá para a rua de baixo, algumas vezes, para observar a situação. Dito e feito! O de sempre. Alguém quer estacionar no laboratório vindo na mão oposta, ou quer sair dele também na mão oposta, é claro. Na maioria das vezes os dois casos são sincrônicos. Você sabe do que eu estou falando. Andar mais um quarteirão e voltar na mão certa para, no mínimo, sair do congestionamento elegante e educadamente? Nem pensar. A situação é ir pela direita, numa rua de duas mãos e exigir que os carros que vêm no sentido contrário lhe dêm espaço para fazer uma conversão irresponsável. Pois é aí que o bate-boca esquenta, protagonizado por buzinas. Ricas e pobres, novas e velhas, afinadas e roucas, de todas as raças, e todas se desentendendo perfeitamente. No tempo das carroças o carreteiro parava e dizia, ‘dia! tira essa carroça daí, seu Zé!’, mas hoje se reza o terço de trás para frente: ‘tira essa €^*#} daí seu…’, e garanto que a expressão, hoje, está longe de terminar com ‘seu Zé’. A boca do homem da mulher e dos miúdos, hoje, são mais sujas do que o rabo do cavalo do seu Zé.

 

E o falatório continua, por todos os lados, por todas as ruas; todas gritando ao mesmo tempo, como nós. Todos interessados na própria voz, no próprio umbigo, desdenhando a expressão do outro. Somos a sociedade-do-eu-primeiro. ‘Sai da minha frente’. ‘Sabe com quem está falando?’ ‘Deixa de ser besta seu babaca.’ ‘Vai esperar eu passar, e estamos buzinados! Grrr*x##%@(&)

 

De vez em quando vem uma exclamação delicada de uma buzina mais educada que diz respeitosamente: ‘passa, passa, mas vê se se emenda!’ Agora raro mesmo, raridade de leilão, é ouvir simplesmente ‘passa’, dito por um simples aceno de mão e um sorriso do cidadão que está de bem com a vida, mesmo que doa.

 

Comunicar é expressar quem somos.

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Novo Secretário da Segurança já venceu primeira batalha, em SP

Texto publicado originalmente no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

 

 

Na era da informação o que se diz tende a ter a mesma força do que se faz. Por isso, é pelas palavras que muitos somos julgados e precisamos ter muito cuidado ao usá-las. O peixe morre pela boca, era um dos ditados que ouvia de minha mãe quando era um guri, em Porto Alegre. O ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, peixe grande na estratégia do governo paulista para conter a violência e, diga-se, com resultados positivos na redução dos índices de homicídio, até bem pouco tempo, errou o tom de seu discurso em meio a crise provocada pela sangria que São Paulo vem enfrentando há mais de 30 dias. Transmitiu arrogância ao dizer, através da imprensa, que não precisava da ajuda da União para conter o crime organizado, em recado direcionado ao ministro da Justiça José Eduardo Martins Cardoso. Foi descredenciado pelo governador Geraldo Alckmin que, no dia seguinte, abriu as portas do Palácio dos Bandeirantes para discutir ações conjuntas com o Governo Federal. Ferreira Pinto sentou-se à mesa, mas, aparentemente, já havia perdido a batalha da comunicação.

 

O próprio governador, após o episódio de seu secretário, também tropeçou na fala e ensaiou discurso moralista ao denunciar uma campanha contra a imagem de São Paulo. Subestimou os fatos reais relatados pela mídia e o desespero de moradores e comerciantes da periferia que se escondiam em casa ou fechavam as portas com medo dos ataques. O exercício de distorção da realidade, comum entre autoridades políticas brasileiras, não resistiu aos 959 assassinatos intencionais registrados entre janeiro e setembro deste ano, e ao crescimento de 92% nos crimes cometidos em outubro de 2012 na comparação com outubro de 2011. Percebendo o erro, Alckmin recuo, disse que o momento era crítico e trocou o comando da Segurança Pública.

 

Desde que teve seu nome anunciado para o cargo, Fernando Grella, ex-procurador-geral de Justiça, acertou o tom do discurso. Deve ter identificado que há na polícia um grupo atuando de forma ilegal, matando a esmo para vingar a morte de colegas, e na posse prometeu unir direitos humanos e ação preventiva:

É preciso encerrar a noção equivocada de que o combate firme ao crime e os direitos humanos são excludentes. Não se pode tolerar a omissão do Estado. Não se pode aceitar a violação dos direitos fundamentais do cidadão”.

 

Grella não esqueceu de levantar a moral da tropa ao dizer que apoia o plano de carreira dos policias e pretende atuar no sentido de integrar os trabalhos da Polícia Militar e da Polícia Civil. Destacou a importância do serviço de inteligência e a necessidade de se combater o crime organizado com planejamento. O novo secretário deu sinais de que no uso das palavras tem mais habilidade que seu antecessor. Precisará, agora, de ações rápidas e efetivas para provar sua capacidade no comando de área tão sensível à sociedade paulistana.

 

Na comunicação, palavras e atitudes precisam ser coerentes para convencer o interlocutor – neste caso, o cidadão.

Por que falar é viver

 


Por Nei Alberto Pies
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

 

“A quem mais amamos, menos sabemos falar” (Provérbio inglês)

 

Todo tipo e forma de discriminação, além de ser um problema pessoal de quem os sofre, é também um problema social. A gagueira, como outros tantos limites humanos, deixa marcas e imprime jeitos de resistir para sobreviver socialmente. Como eu, pelo menos 1.700.000 pessoas em todo o nosso país apresenta algum grau de gagueira na sua comunicação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Fluência. A gagueira ganhou também um dia internacional: dia 22 de outubro.

 

A fala é o meio mais eficaz e mais utilizado para a nossa comunicação e interação social, porém não a única. Esta é a maior descoberta para alcançarmos reconhecimento social, através da comunicação. Se não falamos fluentemente ou temos algum grau de timidez, arranjamos jeitos de ser reconhecidos e valorizados socialmente por alguma outra habilidade ou virtude. Se não somos “experts” na fala, podemos ser bons na escrita, no canto, na representação, no estudo, na convivência ou nas relações. A qualidade da nossa comunicação depende da interação de todos, inclusive do apoio e compreensão que temos de dar àqueles que sofrem para se comunicar.

 

O ser humano é especialista na arte de compensar. Sem compensar não sobreviveria, porque se não é possível ser bom em tudo, é necessário ser bom e útil em alguma coisa. Por isso a gente se faz “agarrando-se” ao que tem de bom, àquilo que tem facilidade e àquilo que nos renda reconhecimento dos outros. A gente inventa e re-inventa jeitos e trejeitos para ser querido, amado e promovido pelos outros. O reconhecimento social é uma das maiores necessidades humanas, pois ninguém sobrevive se não comprovar para si mesmo o quanto é útil, importante, querido e estimado pelos outros.

 

O resgate da auto-estima e a auto-aceitação são preponderantes para a cura ou convivência com a gagueira. A gagueira é influenciada por fatores neurobiológicos ou emocionais. Conhecer-se, estudar o seu problema, procurar auxílio e terapias, aumenta as possibilidades de conviver socialmente, sem maiores traumas. É fundamental, ainda, assumir publicamente os limites da fala e da comunicação sempre que se puder. Assumir os limites da fala propicia discernimento e tranqüilidade interior para lidar com os desafios de se comunicar melhor. Quem fala se liberta!

 

Falar é a forma mais concreta de nos apresentar ao mundo. Por isso mesmo, falar pressupõe primeiro aceitar-se como se é para depois buscar o reconhecimento junto aos outros. A felicidade de “seres humanos falantes” alicerça-se tanto nos fracassos e limites como nos êxitos e nas conquistas, pessoais e coletivos. Uma boa convivência social pressupõe a aceitação de todos os limites humanos e a superação de todas as formas de discriminação.

Mundo Corporativo: A voz do líder

 

Esta entrevista ao Mundo Corporativo foi ao ar no dia 28 de abril, mas não havia sido publicado neste blog.

 

O maestro não faz, inspira a fazer, e assim tem de ser o líder em sua empresa. Quem traça este paralelo entre a música e o ambiente corporativo é a maestrina Rita Fucci-Amato, pós-doutorada em gestão da USP, e autora do livro “A Voz do Líder – arte e comunicação nos palcos da gestão”, editado pela Campus. Nesta entrevista no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, ela destaca a importância da fala no desenvolvimento do profissional. Da fala e do silêncio, pois os grandes gestores tem de saber ouvir seus comandados, explica a professora que tem levado para as empresas esta experiência alcançada no trabalho com corais e na academia.

 

Na entrevista, Rita Fucci-Amaro dá importantes dicas para você montar sua estratégia de apresentação e de como melhorar sua qualidade vocal:

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Vamos falar de jornalismo ?

 

As transformações sofridas pelo jornalismo e o impacto do desenvolvimento tecnológico nos meios de comunicação são alguns dos temas que serão discutidos no debate 25 Anos – O Contexto Jornalístico, promovido pela Editora Contexto. Estarei ao lado de Milton Leite, Pollyana Ferrari e Carlos Eduardo Lins da Silva, a partir das 7 horas da noite, no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura, na avenida Paulista. Uma coleção completa da série de jornalismo da Contexto será sorteada.

 

Mundo Corporativo: Comunicar é preciso, saiba como

 

A importância da comunicação corporativa está no centro desta conversa com a jornalista e empresária Maristela Mafei, dona do grupo Maquina P.R, e considerada uma das principais executivas do setor no Brasil. No Mundo Corporativo da CBN, falamos como o relacionamento das empresas com seus diferentes públicos tem se desenvolvido no País desde a abertura de mercado e o processo de privatização, a partir dos anos de 1990. Maristela Mafei chamou atenção, também, para o desafio que as redes sociais têm imposto aos profissionais que atuam neste setor. Aliás, quem são estes profissionais ? Quais as habilidades que eles devem ter ? Assista a entrevista a seguir:

O Mundo Corporativo vai ao ar, quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, você acompanha a reprodução dessa entrevista no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: “Relações públicas não faz milagre”

 

No Mundo Corporativo, Luiz Alberto de Farias, professor da ECA/USP e Faculdade Cásper Libero/SP, fala das estratégias e conceitos na área de relações públicas. Na entrevista, o autor do livro “Relações públicas estratégicas” (Summus Editorial) comenta como agir para atuar em crises nas corporações mas alerta que “relações públicas não faz milagre”.

O lobby na área pública, a parceria com a assessoria de imprensa e marketing, e a presença nas redes sociais foram temas abordados durante o programa que você assiste a seguir:

O Mundo Corporativo na CBN vai ao ar todo sábado no Jornal da CBN. E os ouvintes-internautas podem participar do programa, assistindo ao vivo, na internet, toda quarta-feira, às 11 da manhã, com perguntas enviadas para mundocorporativo@cbn.com.br e no Twitter @jornaldacbn

Twitter e rádio no ETC_SP

 

Entusiasmados e estudados, twitteiros discutiram o fenômeno que se transformou o microblog (alguém ainda chama assim?) na transmissão de informação e fortalecimento da sociedade, em mais uma edição do ETC_SP, na Livraria da Vila, na capital. Sob o comando de José Luis Goldenberg (@jlgoldfarb), a conversa se iniciou com o relato do sucesso que é a campanha #doeumlivro que, pelo Twitter, arrecadou cerca de 200 mil exemplares.

Neste ano, o CBN SP apoiou a mobilização e arrecadou livros durante o programa de aniversário da capital, no Pateo do Colégio, que ajudaram a construir a biblioteca da Associação Esportiva Unidos da Doze, do Parque Doroteia, extremo sul da cidade. O Paulo Toledo da Unidos (@unidosdadoze) descreveu como o rádio mexeu com outras pessoas e destacou a abertura de diálogo que o Twitter permitiu com autoridades.

Na oportunidade que tive para falar, lembrei de como conseguimos, no CBN SP, provocar a reação da sociedade para reconstruir uma biblioteca de escola estadual, na Região Metropolitana de São Paulo, que havia sido queimada pelo fogo colocado por vândalos. Era uma época pré-Twitter e a história que contei serviu para chamar atenção que com todo o valor que as redes sociais têm hoje nada acontecerá se não houver pessoas e ideias por trás dos movimentos.

Ouvi coisas interessantes dos muitos participantes. Abrirei mão de reproduzir seus nomes, pois certamente vou trocar alhos com bugalhos e serei injusto com seus autores. Como a intenção é construir na rede uma inteligência coletiva, sei que a turma que esteve lá na livraria não vai se importar. E meu desafio será descrevê-las no estilo Twitter, com até 140 carcteres:

@ O Twitter é apenas a ferramenta, nós somos a comunicação

@ O Twitter somos nós fazendo comunicação, sem intermediários e o controle das grandes corporações

@ Existem três tipos de usuário no Twitter: a celebridade, o expert e nós

@ Bom usuário mistura: afetividade (conversa), autoralidade (opinião) e conhecimento (informação)

@ Tradução: o bom usuário mistura amor, ideias e conteúdo

@ O Twitter retomou a oralidade de antes de Gutemberg. Conversamos pelos dedos

@ Com as redes sociais, a marca de uma corporação agora está nas mãos dos outros

@ No ND se não deu no cordel, não aconteceu. O Twitter é o cordel da era moderna

@ Campanha no Twitter fez Natal (RN) barrar a inspeção veicular que, nos moldes propostos, prejudicaria a cidade