Uma proposta para tornar o debate público mais humanizado

 

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Foto: Pixabay

 

“Em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão”. Mais vivo do que nunca, o dito popular traduz parte da verdade que assistimos na sociedade brasileira, expressa de forma histérica nas redes sociais —- e não apenas nas redes sociais.

 

Nesta semana, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em conferência realizada em Salt Lake City, comentou sobre os efeitos perversos que comentários em redes sociais podem provocar nas pessoas — especialmente na forma como essas mídias estão moldando as crianças.

 

Obama diz não ler as reações às falas dele nos meios de comunicação tradicionais ou nas redes sociais, porque entende que foram planejadas para alimentar a ansiedade (“designed to feed possible anxiety”). E ao tratar do tema, fez questão de ressaltar que sua posição não se relaciona apenas a comentários tóxicos: os elogios podem fazer as pessoas pensarem que estão fazendo tudo certo, quando talvez não estejam.

 

Entendo que Obama se refira a arquitetura digital que tende a retroalimentar determinados comportamentos concentrando pessoas de grupos com o mesmo viés em torno de seus perfis — e privilegiando a opinião dos mais expressivos nas redes, não necessariamente da opinião pública.

 

 

TED@BCG - October 3, 2018 at Princess of Wales Theatre, Toronto, Ontario, Canada

 

Ao mesmo tempo, deparo com a fala de Julia Dhar, especialista em debate público, em apresentação no TED Talks, que já tem mais de 2 milhões de visualizações. Ela nos oferece pontos importantes para a reflexão, em tempos de intensa discussão, quando todos gritam e ninguém tem razão — como nos lembra o ditado popular que abre este post.

 

Apresenta em sua fala e se dedica a desenvolver em sua atividade profissional, a ideia de transformar o bate-boca em bate-papo, sem que percamos a noção de que estamos diante de um debate de ideias.

 

Defende argumentos e contra-argumentos. Avanços e recuos. Aceitação e oposição. É uma admiradora das discussões, desde que produtivas —- o que somente será possível se algumas técnicas forem aplicadas e mudanças de comportamento, aceitos.

 

Para não cairmos na armadilha que as discussões acaloradas e, muitas vezes, sem qualquer respeito ao contraditório nos proporcionam —- levando muitas pessoas a preferirem o silêncio —, Julian Dhar convida o cidadão a seguir regras aparentemente simples.

 

Sugere primeiro que se crie uma realidade compartilhada, que significa encontrar pontos em comuns, mesmo que mínimos. É preciso “envolvimento com a ideia oposta, de modo direto e respeitoso”. Isso exige que saibamos ouvir a voz de quem argumenta de forma contrária, de quem não pensa como eu. Segundo a pesquisadora Juliana Schroeder, da Universidade Berkeley, esse exercício humaniza as pessoas: facilita o envolvimento com o que pessoa tem a dizer.

 

Em seguida, Julian Dhar pede que se separe a ideia em discussão da identidade do interlocutor: “atacar a identidade da pessoa que argumenta é irrelevante, porque não foi escolha dela”. Sugere que se lide com a melhor visão da ideia, mais clara e menos pessoal.

 

Finalmente, alerta que nos apegamos às nossas ideias de maneira a acreditar que são realmente nossas e que, por extensão, somos delas. Ou seja, ao aceitarmos que somos proprietários daquela ideia também nos transformamos em propriedade dela e, assim, fica muito mais difícil nos desapegarmos. Para não sermos reféns dessa situação, Julian Dhar sugere que sejamos capazes de desenvolver o que chama de “humildade da incerteza” ou a possibilidade de estarmos errados: “é essa humildade que nos faz tomar decisões melhores”.

 

Em resumo:

  1. Crie uma realidade compartilhada — concorde com algo

  2. Separe as ideias da identidade

  3. Abrace a humildade da incerteza

 

Segundo Julian Dhar, os princípios do debate podem transformar a maneira como falamos uns com os outros; nos levar a parar de falar e começar a ouvir; parar de rejeitar e começar a persuadir; parar de nos fechar e começar a abrir nossa mente.

 

Ela propõe que ao mediarmos debates ou entrevistas façamos a seguinte pergunta: “sobre o que você mudou de ideia e por quê?”.  Antes de levarmos à frente essa proposta, quem sabe não está mais do que na hora de perguntarmos a nós mesmos: “sobre o que eu mudei de ideia e por quê?”.

 

Se jamais mudei, eis aí um problema a ser resolvido.

Comunicar para liderar foi destaque em Felicidade iLTDA

 

 

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A experiência de ser entrevistado nem sempre me deixa à vontade. Fui treinado para entrevistar pessoas. Quando se está do outro lado, sempre fica a apreensão de que seu desempenho poderia ser melhor. A resposta não foi tão clara quanto gostaria. Talvez tenha desperdiçado a oportunidade de contar algo mais produtivo para as pessoas. Dia desses tive de encarar esse desafio a convite de João Paulo Pacífico, empreendedor, inspirador e apresentador do programa Felicidade iLTDa, na Rádio Globo.

 

Verdade que a tarefa de ser entrevistado foi facilitada pela forma simpática e tranquila com que o Pacífico fez a mediação. Além de o fato de estar sentado à mesa com uma colega super competente e minha grande amiga: a Leny Kyrillos, com quem escrevi o livro “Comunicar para liderar” (Contexto). Ao lado dela, a conversa sempre se torna agradável e produtiva.

 

Falamos de comunicação e liderança, contamos curiosidades de nossas carreiras —- como o motivo que me levou a deixar o esporte pelo jornalismo — e apresentamos dicas para ajudar os profissionais a se relacionarem melhor com seus colegas, parceiros de negócios e clientes.

 

O programa —- como o próprio nome nos induz a pensar — é sobre felicidade no trabalho e se propõe a tratar de assuntos que mostrem como as empresas podem contribuir para um futuro melhor. Foi o que me fez lembrar do poder da palavra na comunicação e o cuidado que devemos ter ao nos dirigirmos às outras pessoas, especialmente quando estamos diante da necessidade de avaliar o seu comportamento ou o seu desempenho profissional:

 

“… uma palavra bem dita, muda e transforma a vida do outro; assim como a palavra mal dita, fere”.

 

Esse poder é ainda maior quando se aprende — como disse Leny Kyrillos — que a comunicação contagia e constrói imagens. A propósito, ao ser provocada a identificar os  pecados na comunicação dos líderes, Leny ressaltou que o mais grave deles é a falta de autenticidade:

 

“(a pessoa) se sente cobrada e pressionada por uma série de coisas e começa a acreditar que ela precisa desempenhar um papel que não é o dela, e muitas vezes perde sua essência”.

 

Espero ter sido autêntico na conversa com a Leny e com o João Paulo Pacífico — mesmo quando fui levado a contar uma piada em um dos quadros propostos pela produção do programa.

 

Ouça  muitas outras dicas e curiosidades no podcast de Felicitade iLTDA.

 

“É proibido calar!” estará no Paraná e Rio Grande do Sul nesta semana

 

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As semanas têm passado em alta velocidade devido a série de viagens pelo Brasil para o lançamento de “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora Best Seller). Terminei a semana passada no Rio de Janeiro após dois dias no Distrito Federal. Em um lugar e em outro, a conversa com os ouvintes e leitores foi revigorante. Além de reencontrar amigos e colegas de trabalho, tive contato com pessoas que acompanham o meu trabalho no rádio e esperam encontrar no livro uma parte daquilo que conheceram através dos meus comentários e entrevistas — minha torcida é que após lerem o livro preservem a imagem que tinham até então.

 

Nova semana se inicia e uma nova angústia aparece. Talvez nunca tenha dito isso a você, caro e raro leitor deste blog, mas a ansiedade em saber quem aceitou o convite de comparecer ao lançamento do livro consome o meu dia. Sempre tenho a impressão de que ninguém estará por lá — motivos não faltam, afinal todos nós temos uma quantidade gigantesca de compromissos na agenda. Ao mesmo tempo, fico com a esperança de que posso ser surpreendido com a presença de uma ou outra pessoa.

 

No Rio de Janeiro, quinta-feira passada, além de muita gente boa e generosa que esteve por lá, reencontrei um amigo de infância, que morava na mesma rua que a minha em Porto Alegre, foi meu aluno na escolinha de basquete do Grêmio, nos anos de 1980. “Sabe quem eu sou?”,  perguntou ele. Claro que minha memória não era capaz de voltar tanto tempo, até porque o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes, estava bem diferente daquele guri da Saldanha que eu conheci. “Sou o Ismael, irmão do Samuel” — frase que serviu de senha para liberar minhas lembranças e me emocionar. A imagem do guri da Saldanha voltou a mente e substituiu o cara, casado, com jeito de quem trabalhou duro na vida para montar sua rede de restaurantes. Passaram a ser a mesma pessoa.

 

Tomara seja capaz de encontrar velhos conhecidos em Curitiba, na terça-feira, dia 28, quando lançarei “‘É Proibido Calar!” na Livrarias Curitiba, no Shopping Palladium, às 19 horas. Ou quem sabe, encontre novos conhecidos, entusiasmados com a ideia do livro de que os pais, as mães e os adultos de referência das nossas crianças sejam responsáveis pela educação dos seus filhos — uma educação que precisa ser baseada em princípios e valores éticos.

 

Na sexta-feira, estarei em Porto Alegre. Na minha terra natal, serei o palestrante que encerrará o Congresso de Comunicação Legislativa para Câmara Municipais — convite que me fizeram pela participação que tenho no Adote um Vereador, um dos temas que tratei no “É proibido calar!”. Farei a palestra “Comunicar para liderar no legislativo”, baseada em meu livro anterior “Comunicar para liderar” que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

Seja em Curitiba seja em Porto Alegre, só tenho a dizer o que tenho dito em todos os lançamentos que fiz até agora de “É proíbido calar!”: não me deixem sós.

Mundo Corporativo: cuidado com o que você fala e como fala, alerta a professora de redação empresarial Rosângela Cresmachi

 

 

“Hoje as pessoas mais objetivas, que conseguem ser mais concisas em sua expressão, elas conseguem ser melhor compreendidas. Então acaba tendo uma assertividade muito melhor aquela pessoa que fala menos mas transmite tudo o que precisa ser colocado” —- Rosângela Cremaschi, diretora da RC7 – consultoria empresarial

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Rosângela Cremaschi alerta os profissionais para os cuidados que devem ter quando se comunicam no ambiente de trabalho. A professora de redação empresarial da FAAP chama atenção para a necessidade de se adaptar a linguagem conforme o meio usado: uma coisa é escrever um ofício e outra é escrever mensagem por rede social. Seja qual for o meio, lembra que a comunicação ajuda a construir a imagem de um profissional, portanto é preciso evitar erros gramaticais. Ela é autora do livro “Português corporativo – português prático e descomplicado para escrever e falar melhor nas diversas inteirações do dia a dia” (Hunter Books)

 

De acordo com Cremaschi, a comunicação eficiente é essencial para quem está em postos de comando: “o líder precisa buscar sempre estas qualidades da comunicação porque dessa forma ele vai conseguir se relacionar com todo o time dele. Essas relações interpessoais ficam muito mais fortalecidas quando este líder é um bom comunicador.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou domingo, às 22h30, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

#ComunicarParaLiderar : comunicação agrega muito valor às marcas

 

 

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Comunicar bem faz bem — é uma das lições que se aprende ao analisar o desempenho das marcas mais valiosas no Brasil, segundo ranking anual BrandZ Brasil, divulgado pela WPP e Kantar Millward Brown.

 

 

Os bancos brasileiros que o digam.

 

 

O Bradesco, segundo na classificação, valorizou 58% de um ano para o outro, enquanto o Itaú, que pulou do quarto para o terceiro lugar, cresceu 42%. As duas marcas estão o tempo inteiro expostas ao público através de campanhas de comunicação em seus mais diversos formatos.

 

 

De acordo com os especialistas da Kantar, a comunicação agrega muito valor às marcas e quem mais se destacou neste quesito foi o Itaú.

 

 

Aliás, os bancos bombaram este ano — foi o segmento que teve o maior crescimento em relação a 2017, com 44% de valorização e representa agora quase 26% do total das marcas mais valiosas do Brasil.

 

 

A alta foi tão expressiva que Bradesco e Itaú se aproximaram do líder da classificação, a Skol, que hoje vale US$ 8,2 bilhões e se mantém no topo por mais um ano.

 

No total, 60 marcas foram avaliadas e juntas representam US$ 65 bilhões:

 

 

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Além da análise de dados financeiros, avaliações de mercado e outras informações objetivas que ajudam na elaboração do ranking, os organizadores também levam em consideração o que as pessoas pensam sobre as marcas que compram — e aqui a comunicação ajuda muito, pois projetos bem elaborados mexem com a percepção do consumidor o que é considerado chave na determinação do valor da marca.

 

 

O pessoal da Kantar mostra que as marcas são uma combinação de desempenho de negócios, entrega de produtos, clareza de posicionamento, e liderança. E põe a comunicação entre os cinco princípios considerados vitais para o crescimento e sucesso delas no Brasil:

 

 

1.propósito muito claro
2.cultura de inovação
3.boa comunicação
4.experiência com a marca
5.amabilidade (atributos emocionais)

 

 

Sou fã de carteirinha deste assunto pois acredito na ideia que marcas, assim como pessoas, que investirem na melhoria da comunicação tendem a ter resultados melhores nos mercados em que atuam. Mais do que isso: ajudam a própria sociedade pois tornam as informações mais acessíveis e transparentes — e boa informação é essencial em meio a confusão de mensagens que vivemos. Ajuda a fazermos melhores escolhas.

 

 

Falamos sobre isto no livro Comunicar para liderar, que escrevi ao lado da Leny Kyrillos, onde apresentamos uma série de estratégias que podem ser realizadas para que empresas e profissionais desenvolvam essa competência.

 

 

Mais um destaque do ranking das marcas mais valiosas:

 

 

O setor de varejo cresceu de um ano para o outro especialmente pelo desempenho de Havaianas — que teve a maior valorização entre todas as marcas avaliadas (+ 156%) —, Magazine Luiza (+ 133%) e Arezzo (+ 101%).

 

 

Reproduzo aqui a explicação de Eduardo Tomiya — CEO da Kantar sobre o desempenho do Magazine Luiza.

 

 

“… o Magazine Luiza vem junto com o movimento forte do varejo omnichannel, apostam no e-commerce, com a vantagem de possuir loja física. A união do e-commerce com o varejo físico demonstrou resultados concretos”.

 

 

E se faço essa referência é para lembrar que a tese há muito é discutida no blog pelo meu colega Carlos Magno Gibrail, basta conferir as participações dele sobre o tema.

A retórica de Donald Trump: exagerada, colorida e fácil, até uma criança entende

 

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Era muito cedo ainda quando analistas tentavam explicar a vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos. Dos muitos aspectos que ouvi nas entrevistas que rodaram na CBN ou circularam por outros meios e tive acesso, quero me ater a um que considero fundamental: a comunicação.

 

Há três meses, o cientista político e especialista em comunicação Martin Medhurst, da Baylor University, no Texas, já havia analisado a retórica do novo presidente americano, repetindo estudo que realiza há mais de 40 anos: “sua linguagem é muito colorida, é fácil ouvi-lo” – isso não significa, reforço eu, que tenhamos que gostar do que ele diz, mesmo porque Trump não fala para mim ou para você. Fala para o americano mediano, medíocre. E aqui não vai crítica, apenas uma constatação.

 

Trump não usa sintaxe ou pontuação regular, prefere frases curtas e vocabulário mais restrito: “até mesmo uma criança pode entender”, lembra Medhurst.

 

Passa portanto no teste da linguagem simples, desenvolvido pelo jornalista Todd Bishop do The New York Times, sobre o qual trato no livro “Comunicar para liderar” (Editora Contexto,2015), co-escrito com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

Para avaliar a qualidade do discurso, Bishop criou quatro índices:

 

  1. Índice de palavras duras – é assim considerada qualquer palavra que tiver mais de três sílabas, ou seja, todas as polissílabas. São difíceis de articular e exigem atenção muito maior do ouvinte. Quanto menos palavras duras você usar na sua fala, melhor.

  2. Índice de frases curtas – o cérebro é preguiçoso e só entende aquilo que pode assimilar rapidamente. Frases com orações subordinas, apostos e muitas conjunções só funcionam na escrita. Quanto mais curtas forem as frases mais fácil de se fazer entender.

  3. Índice de densidade léxica – indica a facilidade ou dificuldade em ler um texto.

  4. Índice de legibilidade – sugere a quantidade de anos de escolaridade que um leitor teoricamente requer para compreender o discurso.

Trump é useiro e vezeiro em utilizar essa estratégia: repete slogans como letras de música pop, martela o ouvido das pessoas até impregnar na mente delas algumas expressões como “construir paredes” e “fazer a América grande novamente”, ensina Medhurst.

 

Usa a hipérbole como estratégia de guerra. Exagera nos exemplos e grifa ideias com ênfase suficiente para entorpecer sua mente, fala de maneira dramática, sem medo de errar. Aliás, o erro é proposital. “Um pouco de hipérbole nunca dói”, escreveu no livro “A arte da negociação”, publicado aqui no Brasil pela Campus, em 1987.

 

Seus exageros ultrapassam qualquer limite da responsabilidade, pois é capaz de despejar palavras e suspeitas contra seus adversários sem perdão: por exemplo, disse que Obama poderia ser o fundador do ISIS, e colocou em dúvida a origem americana do atual presidente.

 

Acusação e difamação que, cuidadosamente, vem seguidas de expressões como “não sei bem se é isso”, “talvez”, “quem sabe” ou “é o que costumam dizer” – lembra muito aquele seu amigo que compartilha posts com denúncia, mas tenta se defender escrevendo que “não sei se é verdade, mas ….”.

 

A propósito, como comunicação é tema que há muito é estudado pelos americanos, foi de um analista ouvido pela americana CNN, na madrugada dessa quarta-feira, e lembrado por Dan Stulbach, no nossa bate-papo no Hora de Experiente, do Jornal da CBN, o paralelo traçado entre três presidentes dos Estados Unidos:

 

“JFK entendeu como ninguém a retórica da televisão, Obama a da internet e Trump a das redes sociais”.

 

Tem razão, Trump sabe como poucos fazer o discurso que “faz acontecer” nas redes: é polêmico, usa frases de efeito, cria vilões, transforma-se em vilão, agride se necessário; apaga tudo e começa de novo, como se nada tivesse dito.

 

O discurso da vitória, que ouvimos logo cedo, assim que se iniciava o Jornal da CBN, já revelava um personagem diferente do que conhecemos na campanha eleitoral. Trump falou com respeito de Hillary e chamou os Estados Unidos a se unirem, novamente. Fez o papel conciliador. Talvez já se preparando para sua nova versão: a de presidente dos Estados Unidos.

 

Diante das incertezas, fiquemos com uma frase do próprio Trump escrita no livro “Arte da Negociação”:

 

“Sempre entro num negócio esperando pelo pior. Se você espera pelo pior, o melhor virá por si mesmo”.

Comunicar para liderar é destaque na estreia de O Inédito Viável na internet

 

 

O consultor Emerson Wesley Dias é autor do livro “O Inédito Viável” que se transformou em programa na internet. Tive a oportunidade de participar da estreia do canal dele no You Tube quando falei sobre comunicação, carreira, negócio, jornalismo e cidadania. A base da nossa conversa com o livro “Comunicar para liderar” que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

Ribeirão Preto tem talk show e lançamento do livro”Comunicar para liderar”

 

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(texto publicado no site MaxPress)

 

A Revide – revista de maior circulação em Ribeirão Preto e região, com edições semanais gratuitas, há trinta anos no mercado – promove no dia 19 de agosto (sexta-feira), às 19 horas, no Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1577) palestra e lançamento do livro “Comunicar para liderar”, da editora Contexto, com os autores Mílton Jung e Leny Kyrillos. Durante o encontro Jung que é jornalista e âncora da Rádio CBN e Leny, escritora, fonoaudióloga e comentarista da Rádio CBN, vão abordar os ensinamentos que trazem na obra sobre a comunicação e maneira de falar, passando pela importância de se expressar bem, até a liderança.

 

Segundo Jung, a publicação era um projeto que ele e Leny desenhavam há pelos dois anos. “Tínhamos o desejo de reunir as informações que levantamos no decorrer de estudos para compartilhar com as pessoas e ajudá-las a se transformarem pessoal e profissionalmente”, comenta. Leny afirma: – “Eu e o Milton compartilhamos várias oportunidades de trabalho em conjunto e trocas de ideias produtivas. Construímos, ainda, uma relação de muita harmonia e respeito”, diz.

 

Sobre a parceria com Leny, Jung comenta que teve início no fim dos anos 90. “A nossa primeira experiência foi com os trabalhos de observação que a Leny fez na TV Cultura, onde eu era âncora do Jornal da Cultura. Depois, passamos a ser convidados para os mesmos eventos, quando tivemos a oportunidade de trocar informações e experiência. Com o tempo surgiu uma sinergia de ideias e propósitos. Construímos não apenas uma relação profissional, nossas famílias passaram a conviver e nos transformamos em grandes amigos”, explica.

 

“A velocidade com que a informação circula, a maneira como é compartilhada e o fácil acesso para todo cidadão provocaram uma revolução neste cenário. Nas últimas três décadas, segundo estudos, quintuplicou a quantidade de mensagens que uma pessoa recebe no decorrer de um dia. Isso significa que, para os produtores de informação, torná-la relevante é um desafio a ser enfrentado. Hoje, os meios de comunicação não têm mais o monopólio da informação. Todos somos emissores de mensagens e temos ferramentas para fazê-las ir ainda mais longe. Aos profissionais, cabe usar experiência, conhecimento e criatividade para se diferenciar dos demais”, analisa Jung sobre as mudanças do jornalismo nos últimos 30 anos.

 

Para Jung adaptar-se as novas exigências foi um dos desafios que enfrentou na comunicação nas últimas três décadas. “Estar atento as novidades que a tecnologia nos proporciona no campo da informação e saber equilibrar dois conceitos básicos no jornalismo: agilidade e precisão. Todas as vezes que abrimos mão da precisão em nome da agilidade, pagamos com o que há de mais caro na nossa vida de jornalista: a credibilidade”, exemplifica.

 

“A comunicação é fundamental em todas as circunstâncias da nossa vida pessoal e profissional. É a competência que nos permite trocar ideias, expressar sentimentos, ensinar e aprender. Ao nos comunicar, construímos percepção e o outro reage imediatamente. No nosso dia a dia, vale a pena trazermos para nós a autonomia de produzir a reação que precisamos ou queremos”, exemplifica Leny sobre a oratória.
O trajetória de Leny na Rádio CBN começou quando por intermédio de seus atendimentos aos profissionais do veículo. “Em 2014 surgiu o convite para fazer um piloto com o Carlos Sardenberg e a experiência tem sido bastante positiva”, comemora.

 

Isabel de Farias, diretora da Revide destaca que receber Mílton Jung e Leny Kyrillos nas comemorações dos 30 anos da revista é um presente. “Eles são profissionais de destaque na comunicação. Além de falar dessa incrível ferramenta vão lançar o livro ‘Comunicar para liderar’. O bate-papo será uma experiência engrandecedora para todos”, finaliza.

 

O evento faz parte das comemorações do trigésimo aniversário da Revide – revista de maior circulação em Ribeirão Preto e região, com edições semanais gratuitas, dentro do ciclo de palestra que acontece mensalmente, sempre relacionadas à comunicação.

 

Para participar é preciso doar dois litros de leite que serão destinados ao Núcleo Dom Bosco. A troca pelo convite pode ser realizada na Revide (Rua Heitor Chiarello, 882), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

 

Serviço
Palestra e lançamento do livro “Comunicar para liderar”, com Mílton Jung e Leny Kyrillos
Data: 19 de agosto (sexta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1577)
Entrada: dois litros de leite que serão destinados ao Núcleo Dom Bosco. A troca pelo convite deve ser realizada na Revide (Rua Heitor Chiarello, 882), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Características essenciais para ser um líder comunicador e o caminho para o diálogo qualificado

 

BIBLIOTECA

 

“O grande líder é aquele que exerce papel transformador. A força verdadeira da liderança é a capacidade de promover e multiplicar mudanças positivas. E, para isso, é preciso gerar laços de confiança — com suas equipes, pares, gestores e clientes -, que são desenvolvidos através de um instrumento básico: a comunicação” — Claudia Sender, presidente Executiva da TAM

 

A obsessão por fazer da comunicação um instrumento de transformação das pessoas e a crença de que os novos líderes necessariamente terão de desenvolver esta habilidade, levaram a fonoaudióloga Leny Kyrillos e eu a escrever o livro “Comunicar para liderar” (Contexto), que ganhou o prefácio de Claudia Sender, da TAM.

 

Com a ideia de compartilhar com você parte deste conhecimento, aproveito o espaço para reproduzir trecho de um dos capítulos no qual tratamos da importância de ser líder e apresentamos dicas para desenvolver um diálogo qualificado e as características para quem pretende ser um líder comunicador:

 

Temos a convicção de que a comunicação é arma poderosa e definidora para o tipo de líder que você pretende ser. Encontramos sustentação para essa ideia no pensamento do historiador Plutarco que, ao traçar o perfil de personalidades grego-romanas, na obra Vidas Paralelas, escreveu:

 

“Muitas vezes uma pequena coisa, a menor palavra, um gracejo ressaltam melhor um caráter (éthos) do que combates sangrentos, batalhas campais e ocupações de cidades”.

 

Ele conseguia entender muito mais o líder pelos sinais que emitia do que pelas vitórias que conquistava. Precisamos, portanto, desenvolver nossa capacidade de se comunicar, emitindo os sinais certos e adaptando-os ao estilo de liderança que buscamos, tendo como prioridade obter o comprometimento dos liderados por meio da autoridade e não apenas pelo poder. Seja um líder comunicador!

 

O diálogo está na base deste modelo de liderança que defendemos e precisa ser entendido em sua plenitude. É comum traduzi-lo como sendo a conversa a dois. Os dicionários assim o definem mesmo porque passou a ter esse significado.

 

Na sua origem grega, porém, temos “diálogos”, sendo que “dia” — que também se encontra em dialética — significa “através”, “passagem” ou “movimento”. Enquanto logos é “palavra”, “razão” ou “verbo”. Conclui-se que diálogo é uma corrente de sentidos e significados que são compartilhados na busca de algo em comum. E compartilhados não apenas a dois, mas com todos.

 

Lembre-se: jamais traduza diálogo por duelo. Pelo diálogo, devemos encontrar convergência na equipe e capacitá-la a alcançar os objetivos traçados, movê-la em um mesmo sentido, ou seja, motivá-la.

 

FAÇA VOCÊ MESMO

 

O caminho por um diálogo qualificado:

 

1. Reaprender a ouvir
2. Ouvir é tão importante quanto falar
3. Exercitar a paciência
4. Saber perguntar
5. Não demonstrar pressa
6. Atenção na linguagem não verbal
7. Identificar as necessidades do outro
8. Buscar pontos em comum
9. Criar vínculos que fortaleçam as relações

 

O ambiente corporativo ensina que a busca pela motivação passa pela forma como os líderes enxergam as intenções dos seus funcionários em relação a empresa. Por exemplo, é preciso entender que as pessoas lutam pelo seu próprio sucesso. Então, você tem de mostrar o que elas ganharão se estiverem motivadas.

 

Max Gehringer, consultor de carreira e comentarista da rádio CBN, diz que é errado imaginar que os empregados serão convencidos a trabalhar mais e melhor porque o sucesso da empresa resultará no sucesso deles. É o contrário: o sucesso de cada um dos profissionais é que fará o sucesso da empresa. Portanto, mude seu discurso, troque a ordem de sua fala e você mudará a forma das pessoas agirem. É isso mesmo! A comunicação oral influência fortemente o ambiente de trabalho, os relacionamentos pessoais e o negócio em si.

 

Apesar de as facilidades proporcionadas pelas ferramentas eletrônicas, estas jamais serão tão eficientes quanto a comunicação pessoal, cuja abrangência envolve não somente o sujeito, mas também todo o ambiente corporativo.

 

A oralidade está na essência de uma comunicação interna eficiente, pois permite a troca de olhar, a cumplicidade e um entender que não se concretiza, por exemplo, no e-mail. Apesar desse ganho, a comunicação oral é muito mais difícil de controlar, pois depende basicamente da subjetividade dos interlocutores.

 

O mais importante, diante dessa verdade, é termos noção de como nosso estilo próprio, nossas características pessoais são fundamentais para constituir a imagem de líder. Reforçar nossos pontos positivos, tirar partido deles e corrigir ou atenuar os negativos é o caminho para definirmos nosso estilo, e é isso que realmente se valoriza hoje em dia.

 

Agora, temos de compreender que algumas qualidades são desejáveis e, se não as identificarmos em nosso perfil, temos de incluí-las no processo de aprendizagem que nos transformará em um líder comunicador:

 

FAÇA VOCÊ MESMO

 

Características essenciais para um líder comunicador:

 

1. Conhecimento do tema a ser tratado
2. Criatividade
3. Poder de síntese
4. Voz bem colocada
5. Clareza na articulação
6. Uso adequado dos recursos vocais
7. Bom vocabulário
8. Postura e atitude pró-ativa
9. Boa expressão corporal e facial
10. Uso adequado dos gestos

 

O livro Comunicar para liderar está disponível também em e-book e pode ser encomendado na página da Editora Contexto

CBN Salvador promove concurso com o tema “Comunicar para liderar”

 

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Ouvintes da rádio CBN em Salvador estão convidados a participar de concurso cultural no qual devem criar uma frase com as palavras comunicar e liderar. Todos os participantes que fizeram o cadastro no site da emissora estarão concorrendo a sorteio de um exemplar do livro “Comunicar para liderar”, que escrevi em parceria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos.

 

A promoção antecede o lançamento e talk show sobre o livro que realizaremos no dia 16 de outubro, na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas, na Livraria Cultura, do Salvador Shopping.

 

Se você mora em Salvador e região metropolitana, entre no link a seguir e deixe a sua frase. E, claro, já colocoque na sua agenda nosso compromisso na próxima sexta-feira. Até lá.

 

Promoção para ganhar o livro “Comunicar para liderar”