Mundo Corporativo: prepare-se, seu próximo colega de trabalho será um robô

 

 

“Se você não quer ser substituído por um robô, não seja um robô” — Martha Gabriel

 

A medida que as máquinas foram realizando trabalhos que antes eram feitos pelos seres humanos — e vimos que elas faziam melhor do que nós — , tivemos a oportunidade de progredir intelectualmente, buscar novos conhecimentos e desenvolvermos melhores estratégias. Isso é histórico, não começou agora. A grande mudança que assistimos com a evolução da inteligência artificial é a velocidade com que ocorre. Hoje, o crescimento é exponencial e exige dos profissionais constante transformação, educação permanente e saber lidar com os “seres digitais” — expressão usada por Martha Gabriel, professora de inteligência artificial, entrevista pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

O certo é que todas as áreas serão impactadas pelo avanço da tecnologia e, muito provavelmente, seu próximo “colega de trabalho” será um robô, por isso é preciso estar preparado para tirar o melhor proveito desta parceria. Autora do livro “Você, eu e os robôs —- pequeno manual do mundo digital” (editora Atlas) , Martha Gabriel insiste na ideia de que em vez de repudiarmos a tecnologia, saibamos usá-la em nosso favor: “o ser humano mediano é empoderado pela tecnologia; ele é melhor do que o melhor cara naquele assunto específico sem tecnologia”. Ela alerta para a necessidade da criação de políticas públicas que ajudem as pessoas a se integrarem rapidamente na sociedade digital, pois a defasagem no conhecimento vai se transformar em uma questão econômica e social.

 

“Se você quer fazer diferença na era digital, aprenda a perguntar. Quanto mais você perguntar mais respostas vem, mais você tem pensamento crítico” — sugere Martha Gabriel.

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN e nos canais da CBN no Facebook e no Instragram. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Menos impostos para maior arrecadação e menos seguridade para mais empregos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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“Nem tudo que reluz é ouro”

 

Eis aí um provérbio tão antigo quanto atual para o nosso país, que vive a contingência de aumento de impostos e de redução de direitos trabalhistas. O fato é que as verdades aparentes podem encobrir a realidade, que somente poderão ser alcançadas pelo conhecimento. E neste ponto vale lembrar o artigo publicado neste Blog ontem, de autoria de Jaime Pinsky, ao colocar com propriedade que é necessário buscar o conhecimento com aqueles que possuem autoridade nas respectivas matérias.

 

Impostos e empregos são assuntos da alçada de economistas, que podem até apresentar análises diversas, mas sempre dentro do conhecimento inerente ao tema.

 

A “Curva de Laffer”, por exemplo, usada por Arthur Laffer para demonstrar que a partir de determinado ponto da taxação a arrecadação cai e, consequentemente, abaixando o imposto o recolhimento aumenta, pode ser contestada, mas não pode ser ignorada.

 

A esse respeito há muitos estudos que indicam que 33% é o ponto máximo para a taxação de impostos.

 

Do mesmo modo que o aumento da arrecadação poderá ser obtido pela redução de impostos, o crescimento dos empregos também poderá vir através da diminuição de alguns direitos trabalhistas. O empregador com menos encargos demitirá mais e admitirá também mais, gerando aumento de empregos. Embora aqui não haja métrica que possa indicar com precisão a exata correlação entre os fatores.

 

Ao mesmo tempo, outro postulado da Economia pode ajudar no entendimento destas correlações. É o principio da otimização em relação à maximização.

 

Ou seja, ao utilizarmos um equipamento 24hs por dia, sem descanso, estaremos maximizando sua produção. Entretanto, a vida útil dessa unidade de produção será menor do que aquela em que se opere, por exemplo, apenas 80%, reservando 20% do tempo restante à sua manutenção.

 

A otimização vale para serviços e até mesmo como estilo de vida. A maximização deveria ficar apenas para a busca do conhecimento real.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Onde estarão os leitores de livros?

 

Por Jaime Pinsky
historiador e editor
doutor e livre docente da USP
professor titular da Unicamp

 

Texto escrito originalmente para o site de Jaime Pinsky, ótima fonte de consulta e conhecimento

 

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A questão da leitura no Brasil é difícil de formular. Por um lado envidam-se esforços no sentido de proporcionar acervos de livros adequados para leitores em escolas e universidades, centros de juventude, bibliotecas públicas e particulares. Por outro se treina as novas gerações em mídias digitais, o que não seria problemático, não fossem elas utilizadas quase que exclusivamente para mensagens e informações apressadas e superficiais, quando não levianas. Ao dar o mesmo valor a qualquer blog do que se dá a uma fonte criteriosa, como um bom jornal, o leitor se torna vítima fácil de notícias plantadas, informações maliciosas, ou simplesmente mau jornalismo. Todos nos tornamos médicos, advogados e historiadores após uma rápida consulta ao que disse tia Cotinha no Facebook da família, ou no Whatsapp da turma da escola. Há professores que simplesmente mandam pesquisar “na internet”, como se tudo que se encontra na web tivesse equivalência. Nem damos bola para o fato de que a especialidade de tia Cotinha é uma deliciosa sopa de legumes com ossobuco e que o primo de Paraguaçu Paulista não se notabiliza pela capacidade de selecionar informações. Confunde-se espaço democrático e direito de expressão com competência e divulgam-se asneiras de todo tipo sob o argumento de que todos têm o direito de se expressar. A única ressalva é que direito de se expressar não pode ser confundido – uma vez mais – com qualificação em todas as áreas. Para dar um exemplo extremo e obvio Dr. Paulo não me consultou sobre a técnica que deveria usar para implantar o marca-passo no meu peito. E eu ouso dar aulas e fazer palestras sem perguntar a opinião dele sobre fatos históricos. A qualificação existe, senhores…

 

Assim, que me desculpem os palpiteiros, mas competência é preciso. Claro (não finjam que não entenderam meu argumento) que não me refiro a assuntos e temas sobre os quais qualquer cidadão pode e deve se manifestar. Qualquer um pode e deve opinar, por exemplo, sobre reforma política (menos partidos? Voto distrital? Fim das coligações? Financiamento oficial? De empresas? Só de pessoa física?). Todos podem e devem entrar na discussão sobre se questões de saúde pública (como o aborto) devem ser confundidas com questões religiosas. Se foro especial não é uma prática antirrepublicana que beneficia apenas os já beneficiados e cria cidadãos de classes diferentes em uma sociedade que deveria privilegiar a igualdade de oportunidades. Se já não chegou o momento de acabar com essa folga de autoridades requisitarem aviões oficiais para passar o fim de semana em seus feudos (feudos, sim senhor) eleitorais, etc, etc, etc…

 

É evidente que não se deve tolher o exercício pleno da cidadania, que inclui o direito à manifestação, pelo contrário. O que defendo é o direito à informação séria, responsável, relevante. É fundamental ficar alerta, selecionar criteriosamente as fontes, evitando-se divulgar notícias falsas, textos apócrifos, supostas opiniões de figuras conhecidas que nunca disseram aquilo, trechos truncados que distorcem o conteúdo e, não menos importante, provocações irresponsáveis. E aí voltamos à questão da leitura de livros. Se você, improvável leitor deste artigo, não for um leitor de livros eu sinto muito. Ainda é neles que está depositado grande parte do patrimônio cultural da humanidade. Em livros estão registrados desde os textos sagrados das três mais importantes religiões monoteístas do mundo até as reflexões mais sofisticadas dos pensadores contemporâneos, passando por todos os teóricos sociais, estudos de economia, avaliações históricas das principais organizações sociais criadas pelo homo sapiens. Há livros para adultos e para crianças, para ler na praia, no metrô, no escritório, na cama. E se pensarmos em ficção, com livros a gente cria o personagem do nosso jeito, não fica sujeito aos caprichos do diretor do filme, por isso melhor que ver um bom filme é ler um bom livro.

 

Em uma sociedade em que o celular fica obsoleto em dois anos e uma relação amorosa não costuma durar nem isso; em que não temos tempo para conhecer as pessoas, elas nos aborrecem antes de sabermos quem elas são; em uma sociedade em que não degustamos, devoramos; em que não sabemos mais apreciar os caminhos, só queremos chegar; em que aprendemos a ler “por cima”, pulando linhas, letras e sentidos, sem curtir a construção elegante, o uso correto das palavras, o texto coeso, a mensagem clara; Quem teremos para ler livros nas próximas décadas?

CBN Professional – podcast: “a gente é as relações que a gente constrói”, diz Ana Moisés, do Linkedin

 

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O algoritmo pauta negócios e relações. Programado, acelera decisões e torna boa parte das tarefas mais fáceis. Tem sido usado em diversas áreas e com funções que variam conforme a criatividade e conhecimento de cada setor. Dele, partimos para a inteligência artificial já aplicada em alguns mercados e prometendo revolucionar o que quer que você pense, pois, dizem, essa tecnologia poderá pensar ainda melhor.

 

É um avalanche de inovação que causa medo e provoca dilemas éticos, como escreveu Yuval Harari, nos livros Sapiens e Homo Deus, que estão em destaque na vitrine das livrarias da cidade. Mesmo sem desconsiderar essas verdades, Ana Moisés, executiva do Linkedin, recomenda, porém, que se continue investindo nos relacionamentos pessoais:

 

“Uma coisa que a nova geração deveria saber é que relacionamento é tudo nessa vida; as relações pessoais que você constrói na sua vida são a única coisa que realmente têm um valor que ultrapassa o tempo, e isso a gente deveria trazer para o profissional, também”

 

Ana tem 45 anos, um filho, é diretora de vendas para a América Latina, no setor de Marketing Solution do Linkedin, plataforma de networking que se transformou em fonte de conhecimento. Tive a oportunidade de conhecê-la na entrevista que fizemos por cerca de uma hora para o segundo episódio da série de podcast CBN Professional, parceria da CBN com a HSM Educação Executiva, com produção (e entrevistas) do Thiago Barbosa. Com o tema “Construindo carreiras contra a maré da automação”, ela falou do Linkedin, de sua carreira, das preocupações e dos desafios que tem pela frente:

 

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Ouça a entrevista completa no podcast da Rádio CBN.

 

 

A tecnologia, que pode fulminar o emprego e o negócio de qualquer um de nós, dependendo de onde e como estivermos colocados neste momento, não chega a causar sustos na executiva do Linkedin – até porque, vamos lembrar, essa é base do trabalho realizado pela empresa que conecta profissionais e negócios. Curiosamente, Ana tem medo é de perder o emprego:

 

“Toda às vezes que tenho minha discussão de carreira, eu digo que a única preocupação que eu tenho é que eu gostaria de garantir que eu pudesse ter emprego até pelo menos os 70 anos. A única coisa que tenho medo é ficar sem trabalhar, sem emprego, porque eu acho que deve ser muito frustrante você ser uma pessoa produtiva, ter muita coisa para oferecer e não ter oportunidade de trabalho”.

 

O medo não a paralisa. A faz buscar mais conhecimento, pois entende que este será o diferencial do profissional do futuro. Diz que todas as escolhas profissionais que faz têm como objetivo continuar aprendendo para que “aos 70 anos, eu ainda seja uma pessoa interessante, disputada e desejada por uma empresa”.

 

Por isso, recomenda: amplie seu repertório e isso deve ser feito, também, a partir dos relacionamentos que você construir na sua carreira, aprendendo com todas as pessoas, independentemente do cargo que ocupam e da situação que vivem:

“Em um mundo que é tudo etéreo, tudo desaparece muito rápido, as pessoas precisam cultivar relações de longo prazo e mais profundas … a gente é as relações que a gente constrói ao longo da vida”.

A importância do conhecimento no mercado do luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Grifes de prestígio, joias, glamour, perfeição: palavras que vêm à mente ao pensarmos em mercado do luxo. Essa expectativa de que no setor há um mudo perfeito à nossa disposição vai embora, porém, quando se percebe que mesmo marcas renomadas pecam no atendimento, em alguns casos.

 

São comuns os problemas comportamentais, mas se identifica também a falta de conhecimento sobre produtos, a história e os valores da marca. Muitas vezes os profissionais de atendimento esquecem que é necessário ouvir cada cliente para entender o que é o luxo para ele, quais são as suas necessidades e perfil de consumo. É essencial que o cliente AAA sinta segurança nas informações que recebe, independentemente do tipo de produto e serviço que está sendo oferecido: bolsa, carro, imóvel ou mesmo aplicação financeira, cada um com sua característica, exige olhar (e ouvido) apurado por parte do vendedor.

 

Fatores como a falta de conhecimento de conceitos sobre o luxo em si, o mercado, o DNA da marca dificultam ao profissional de vendas lidar com a experiência esperada pelo cliente, além de acarretar situação desconfortável no ponto de venda, na relação marca versus cliente.

 

Na atualidade, com a concorrência e globalização, o departamento responsável pela gestão de pessoas deve se ver como fonte fundamental de vantagem competitiva e capacitar suas equipes, motivá-las e ter uma gestão estratégia de Recursos Humanos para qualificar e reter talentos.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Cartier lança programa global de MBA em Gestão do luxo, em Paris

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

O Institut Supérieur de Marketing du Luxe (Sup de Luxe Paris), fundado pela joalheira francesa Cartier (Richemont Group), em 1990, lançará MBA Global em Gestão do Luxo, em setembro deste ano. O programa será o segundo MBA no segmento em Paris, após o da renomada escola Essec, apoiada pelo grupo LVMH. O MBA terá aulas de segunda à quinta-feira à noite e em 2 sábados por mês, sendo ministradas no idioma inglês, com duração de até Julho de 2015. O MBA não terá foco apenas em Marketing, como muitos espectadores costumam confundir antes de ingressar no curso, e sim envolverá todas as áreas importantes na gestão da marca de luxo, tais como política de negócios, logística, finanças, Marketing e varejo, análise setorial e assuntos relacionados à legislação (contratos, leis, transações entre empresas), e ainda ênfase em gestão da criação.

 

Para ingressar no MBA é necessário graduação em universidades reconhecidas, além de submeter-se ao Graduate Management Admission Test (GMAT), prova de admissão exigida pela maior parte das escolas de negócios da Europa e dos Estados Unidos. Para alunos que não tenham o inglês como língua nativa, é necessário realizar testes como TOEFL, TOEIC ou CPE, a menos que estes tenham frequentado universidade de língua inglesa por dois anos. O custo é de 26.000 Euros para o programa completo, além da taxa de aplicação de 200 Euros.

 

Como uma das premissas do luxo é a exclusividade, o MBA terá classe limitada a um número razoavelmente pequeno de alunos com potencial internacional e quer formar profissionais capacitados para o segmento que cada vez mais cresce ao redor do mundo. Vai se tornar, assim, fonte de perfis interessantes para as empresas de luxo, segmento peculiar que para obter resultados positivos e atender a demanda de seus clientes exige profundo conhecimento dos profissionais dedicados ao mercado.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Um caminho para nossa Educação

 

Por Julio Tannus

 

Muito tem se falado sobre o nível de nosso ensino, tanto nos cursos básicos como nas universidades. Para Edgar Morin há sete saberes necessários à educação para promover a formação de futuras gerações. Diz que são necessárias novas práticas pedagógicas para uma educação transformadora que esteja centrada na condição humana, no desenvolvimento da compreensão, da sensibilidade e da ética, na diversidade cultural, na pluralidade de indivíduos. E que privilegie a construção de um conhecimento interdisciplinar, envolvendo as relações indivíduo-sociedade-natureza. Para ele é fundamental criar espaços para o diálogo que propicie a reflexão, capaz de viabilizar práticas pedagógicas fundamentadas na solidariedade, na ética, na paz e na justiça social.

 

Uma educação baseada nos Sete Saberes (*) poderá colaborar para que os indivíduos possam enfrentar as múltiplas crises sociais, econômicas, políticas e ambientais, que colocam em risco a preservação da vida no planeta.

 

Aqui vão os “Sete Saberes”.

 

As cegueiras do conhecimento, o erro e a ilusão – Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão. O maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão.

 

Os princípios do conhecimento pertinente – O conhecimento dos problemas-chave, das informações-chave relativas ao mundo, por mais aleatório e difícil que seja, deve ser tentado, sob pena de imperfeição cognitiva, mais ainda quando o contexto atual de qualquer conhecimento político, econômico, antropológico, ecológico… é o próprio mundo. A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo planetário.

 

Ensinar a condição humana – A educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana. Estamos na era planetária; uma aventura comum conduz os seres humanos, onde quer que se encontrem. Estes devem reconhecer-se em sua humanidade comum e, ao mesmo tempo, reconhecer a diversidade cultural inerente a tudo que é humano.

 

Ensinar a identidade terrena – A partir do século XVI, entramos na era planetária e encontramo-nos desde o final do século XX na fase da mundialização. A mundialização, no estágio atual da era planetária, significa primeiramente, como disse o geógrafo Jacques Lévy: “o surgimento de um objeto novo, o mundo como tal”. Porém, quanto mais somos envolvidos pelo mundo, mais difícil é para nós apreendê-lo. Na era das telecomunicações, da informação, da internet, estamos submersos na complexidade do mundo – as incontáveis informações sobre o mundo sufocam nossas possibilidades de inteligibilidade.

 

Enfrentar as incertezas – Ainda não incorporamos a mensagem de Eurípedes, que é a de estarmos prontos para o inesperado. O fim do século XX foi propício, entretanto, para compreender a incerteza irremediável da história humana.

 

Ensinar a compreensão – A situação é paradoxal sobre a nossa Terra. As interdependências multiplicaram-se. A consciência de ser solidários com a vida e a morte, de agora em diante, une os humanos uns aos outros. A comunicação triunfa, o planeta é atravessado por redes, fax, telefones celulares, modens, internet; entretanto a incompreensão permanece geral. Sem dúvida, há importantes e múltiplos progressos da compreensão, mas o avanço da incompreensão parece ainda maior.

 

A ética do gênero humano – individuosociedadeespécie são não apenas inseparáveis, mas coprodutores um do outro. Cada um destes termos é, ao mesmo tempo, meio e fim dos outros. Não se pode absolutizar nenhum deles e fazer de um só o fim supremo da tríade; esta é, em si própria, rotativamente, seu próprio fim. No seio desta tríade complexa, emerge a consciência. Desde então, a ética propriamente humana, ou seja, a antro-poética, deve ser considerada como a ética da cadeia de três termos. Essa é a base para ensinar a ética do futuro.

 

Para cada um, Morin faz uma análise que não cabe aqui ser reproduzida, mas certamente merece ser lida, estudada e apreendida.

 

(*) Edgar Morin, Os sete saberes necessários à educação do futuro – 2a Edição Revisada; Cortez Editora

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada,
co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier), e escreve no Blog do Mílton Jung, às terças-feiras.

Mundo Corporativo entrevista José Carlos Teixeira Moreira

 

 

Centenas, milhares de estorninhos realizam manobras que até hoje intrigam os homens pela velocidade com que são capazes de se mover em bloco, sem causar acidentes e provocando movimentos de extrema beleza. O burburinho de estorninhos é um fenômeno que inspira os incentivadores das transformações provocadas pelas sociedades em rede de comunicação e serve de exemplo para as empresas e empresários compreenderem a importância das relações de colaboração. O presidente do Instituto de Marketing Industrial José Carlos Teixeira Moreira falará sobre conceitos que geram esses novos movimentos e as mudanças nas relações corporativas, no programa Mundo Corporativo da CBN. Você pode assistir à entrevista, em primeira mão, nesta quarta-feira, a partir das 11 horas, só no site da rádio CBN. Participe com perguntas que podem ser publicadas aqui no blog, nosso grupo do Linkedin, no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e no Twitter @jornaldacbn com a hastag #mundocorporativo

Os paradigmas na gestão de negócios

 

Em meados dos anos 50 Peter F. Drucker escreveu em seu livro The Practice of Management “Existe somente uma definição válida para os objetivos de um negócio: criar um consumidor”. Inaugura-se aí um paradigma: A Satisfação do Consumidor.

 

Na década seguinte, com a primeira grande crise do petróleo, as previsões e estratégias de negócio, até então baseadas em dados históricos, passam a trabalhar com base nos Cenários Estratégicos e Tendências Socioculturais. “Most U.S. companies continue to use a variety of forecasting techniques because no one has apparently developed a better way to deal with the future’s economic uncertainty.” (Scenarios – uncharted waters ahead – Pierre Wack – Harvard Business Review)

 

Um dos teóricos mais importantes da atualidade, o sociólogo polonês Zygmunt Baumann dedica os seus estudos, ensaios e obras à interpretação da modernidade e da época pós-moderna. Segundo o autor, a vida atual impõe uma condição humana onde predominam o desapego e a versatilidade em meio à incerteza, exigindo estar-se na vanguarda constantemente.

 

Paralelamente, em um congresso sobre marketing e pesquisa de mercado nos anos 90, o presidente da associação mundial de pesquisa de mercado e opinião declarou: “durante o século 20, o petróleo foi a fonte estratégica. A Gestão do Conhecimento muito brevemente terá o mesmo peso estratégico para os negócios… o conhecimento deverá tornar-se o petróleo no século 21”.

 

Sobre a Gestão do Conhecimento:

 

– A informação torna-se necessária, mas não é suficiente para a tomada de decisões correta.
– É preciso transformar a informação em conhecimento (o todo é maior que a soma de suas partes – Gestalt)→ compreensão real da dinâmica social, cultural, do marketing e dos cenários futuros.
– Conhecimento identifica oportunidades onde inicialmente havia somente ameaças e riscos.

 

Os Instrumentos:

 

– “Business Intelligence System”
– Listen (o que aconteceu?)
– Learn (por que aconteceu?)
– Lead (como fazer acontecer?)
(The Meeting of the Minds – Vince Barabba – Harvard Business Scholl Press/1995)

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada, co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” (Editora Elsevier) e escreve no Blog do Mílton Jung, às terças-feiras.

Um luxo que atende pelo nome de João Braga

 

Por Abigail Costa

 

João Braga

 

Era o meu primeiro dia de aula no curso de Gestão do Luxo, na Faap.
Este é o professor de História da Moda. Assim João Braga me foi apresentado.
Suas primeiras palavras: desliguem seus iPads, iPhones; minha aula é diferente. É GLS – giz, lousa e saliva.

 

Logo pensei, ele é diferente!
Com o tempo percebi que João Braga era mais do que isso.
Ele é o luxo em pessoa.
Tem cultura invejável sobre o assunto, e sabe como ninguém passá-la a diante.

 

João é um contador de história, e a faz com maestria.
Lembro-me de sair de suas aulas, terças-feiras, mais pesada, carregada de conhecimento.
Com ele o assunto ganha ainda mais importância.

 

Por meio da história da moda, João demonstra as suas linhas de desenvolvimento, bem como as interações existentes entre a sociedade, a arte, a história e sua multidisciplinaridade. Relaciona os fatos da vida social, econômicos, cultural e política, associando visualidades ao fazer correlação dos acontecimentos com as silhuetas representativas de cada período.

 

As palavras acima são de Vera Lima, museóloga e pesquisadora, que escreve na apresentação do livro “História da Moda – uma narrativa”, publicado por João Braga. Ele ainda lançou Reflexões sobre moda, em quatro volumes – deliciosamente devorados em poucos horas!

 

Aqui não quero apenas dizer que ele é estilista e professor de História da Moda, História da Arte, História da Joalheria, Estética e Cultura de Moda da FAAP, Faculdade Santa Marcelina, IBModa e Casa do Saber. Quero espalhar que João Braga é uma dessas pessoas que passam pela vida da gente como um furacão, cheias de novidades!

 

Tive a oportunidade de fazer um curso de Arte e Moda, guiado por ele, em Paris, recentemente. João já levou centenas de interessados à capital Francesa. Uma cidade que conhece como a palma de sua mão. Ter a sua companhia pelos museus, ateliês de alta costura, restaurantes, passear pelos Jardins de Monet… é uma volta à história. Conheci uma Paris diferente, que se fez única ao lado dele.

 

Simples nas palavras, mestre no conhecimento.
João Braga é uma joia que guardo com muito carinho na lista dos meus luxos pessoais.

 

Termino com uma de suas frases preferidas: “e assim as coisa vão acontecendo…”
Depois de conhecer João Braga as coisas sempre acontecem…. Para melhor!

 


Abigail Costa é jornalista, faz MBA de Gestão de Luxo e escreve no Blog do Mílton Jung

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