Startup: aparências e transparências

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A Tesla, fabricante de carros elétricos de luxo vendeu no ano passado 76.000 veículos, com prejuízo de US$ 800 milhões. A General Motors, 10 milhões de carros com lucro de US$ 9,4 bilhões. Para os investidores, Tesla e General Motors têm praticamente o mesmo valor de mercado. Ou, para ser exato, US$ 50,6 bilhões para a General Motors e US$ 49,7 bilhões para a Tesla.

 

A Amazon ficou década no prejuízo. A WhatsApp tem bilhões de usuários, mas não tem receita. A operação é bancada pelo Facebook, que pagou fortuna pela sua compra e, também, inicialmente, não tinha como se manter, não fossem os aportes dos investidores iniciais.

 

O entendimento dessas aparentes incongruências está explicado na entrevista de Arthur Igreja, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. Um professor que faz e mostra como fazer.

 

Após desmistificar a idade padrão dos empreendedores de sucesso, cuja faixa etária está acima dos 35 anos e não em pós-adolescentes; e de validar experiência anterior intensa, se possível com insucessos, Igreja diz que é recomendável ao empreendedor:

 

“é um profissional que consegue demonstrar capacidade de entrega, capacidade de execução; também se fala muito que é um profissional apaixonado pelo problema, ou seja, ele quer resolver um problema grande, um problema que muita gente passa e ele está absolutamente apaixonado em conseguir transformar este problema em uma solução mais simples”.

 

 

Nesse contexto, acredito que a resolução de problema, mais do que oportunidade futura é mais convincente.

 

Pessoalmente, experimentei há 17 anos vender roupa pela internet formando um marketplace. Não deu certo, pois achavam que roupa não seria vendida sem provar, ou que era melhor entrar individualmente.

 

Recentemente, tentei convencer os shoppings centers que deveriam fazer marketplaces, pois os lojistas que entravam na internet iriam em pouco tempo perceber a necessidade de se agrupar. Ainda estou tentando, e os lojistas já estão se juntando.

 

Mas, hoje, aprendi a lição. Estou lançando um produto que resolve um problema que observei durante 40 anos: a renovação do contrato de locação comercial. Espero que possa desempenhar a figura proposta por Arthur Igreja do empreendedor de sucesso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: juiz Marlos A. Melek dá dicas de como reduzir conflitos trabalhistas na sua empresa

 

 

“A tendência das empresas que passarem de dois anos, graças à Deus, é crescer. Daqui dois, três anos, daqui seis meses, talvez vocês não lembrem o que foi combinado lá atrás, aí começa a criar aquele conflito, aquela dúvida. O trabalhador diz: mas eu não fui contratado para isso, eu estou acumulando função. Então começa um grau de insatisfação,piora o clima organizacional da empresa e, por outro lado, começa a ter o conflito”. A afirmação é do juiz federal do trabalho Marlos Augusto Melek, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Melek faz inúmeros alertas sobre cuidados que empregados e empregadores devem adotar para que os problemas trabalhistas não contaminem o ambiente organizacional. Ele é autor do livro “Trabalhista. E agora?”, publicado pela EstudoImediato.com

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, no site cbn.com.br, às quartas-feiras, 11 horas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Alessandra Dias, Carlos Mesquisa e Denis Willians Ferreira.

Varejo brasileiro precisa seguir Darwin, Drucker e os americanos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Se a qualificação de adaptação à mudança é essencial para a preservação de espécies, segundo Darwin, e negócios segundo Drucker, é hora de agir. As vendas do varejo nacional, que representa 22% do PIB e 20% dos trabalhadores, estão em queda, e os custos em alta.

 

Enquanto a indústria através da MP com o PPE – Programa de Proteção ao Emprego começa a equacionar a questão da mão de obra, o varejo precisa de legislação específica para o setor.

 

A jornada de 44hs semanais ou mesmo a de 6hs conveniadas em acordos coletivos não atendem às necessidades atuais do varejo. As equipes foram reduzidas e não correspondem às necessidades nas horas de pico. É preciso flexibilizar os períodos de acordo com o fluxo das lojas e oferecer oportunidade de trabalho aos jovens e idosos.

 

O varejo norte-americano, por sinal o maior do mundo, com 30% de participação no seu PIB, tem a prerrogativa de contratação flexível. A convergência entre o horário de oferta e demanda trará redução de despesa e aumento de venda. É por isso que um grupo de 15 entidades representativas do varejo, entre elas FACESP- Federação das Associações Comerciais de São Paulo, Fecomercio SP, SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, desde maio, estão pleiteando mudanças na legislação trabalhista. E,em reportagem de Claudia Rolli na Folha de segunda-feira citam que a Victoria`s Secret de New York tem 200 funcionárias flexíveis, bem como a Wal-Mart que contrata maiores de 55 anos como repositores de prateleiras.

 

Nelson Kheirallah da FACESP aposta no contingenciamento que habilitará os sindicatos trabalhistas e patronais na configuração das necessidades de cada momento. É por isso que as idas à Brasília têm sido frequentes. Kheirallah juntamente com o grupo dos 15 já visitaram o vice Michel Temer, o ministro Afif Domingos da Micro e Pequena Empresa, o ministro Manoel Dias do Trabalho, e esperam em breve estar com outras tantas autoridades quanto necessário para aprovar as melhores condições de trabalho específicas para o varejo.

 

Fazemos votos que as autoridades absorvam a sapiência de Darwin e Drucker e executem a eficiência norte-americana do varejo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.