Mundo Corporativo: Joana Zylbersztajn e Mayra Cotta falam sobre assédio e discriminação no trabalho

Mayra e Joana em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Pricila Gubiotti/CBN

“Quando a gente critica o punitivismo, a gente não tá falando sobre desresponsabilização.”

Mayra Cotta

Casos de assédio moral e sexual nas empresas têm sido tratados de forma superficial, focando mais na punição dos envolvidos do que na transformação do ambiente que os permitiu. A responsabilidade vai além do desligamento, é preciso reparar a vítima e reconstruir o ambiente, explicam Joana Zylbersztajn e Mayra Cotta, sócias da Veredas Estratégias em Direitos Humanos. Este foi o tema do programa Mundo Corporativo, onde as especialistas compartilharam uma visão menos simplista sobre o enfrentamento do assédio e da discriminação nas organizações.

Escuta ativa e prevenção: uma abordagem integrada

Para Zylbersztajn e Cotta, uma política eficaz contra assédio e discriminação deve ser fundamentada na escuta ativa e no acolhimento. “O canal tem que estar preparado para receber desconfortos menores e lidar com problemas antes que se tornem grandes”, explica Joana Zylbersztajn. A abordagem puramente punitiva não só intimida colaboradores a reportar incidentes menos graves, mas também deixa a verdadeira causa do problema intocada. “Desligar alguém sem entender o que no ambiente permitiu o comportamento é combater o sintoma, não a causa.”

As fundadoras da Veredas DH alertam que o enfrentamento de assédio e discriminação precisa de treinamentos contínuos que tratem o problema em sua estrutura mais ampla. Esses treinamentos envolvem não apenas a exposição das condutas inaceitáveis, mas também a exploração das dimensões culturais que sustentam essas práticas. “É fundamental que gestores entendam a complexidade do assédio e se sintam equipados para agir com empatia e precisão. As empresas precisam desenvolver uma governança robusta para lidar com esses casos, indo além do simples cumprimento legal.”, comenta Mayra Cotta.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Conte Sua História de São Paulo: a flor no asfalto

Por Valéria Dantas Machado do Nascimento

Ouvinte da CBN

Photo by Manoel Junior on Pexels.com

Viva a vida em São Paulo. Viva a flor no asfalto.

Quando penso em São Paulo, afirmo: logo eu existo.

Nasci e cresci aqui, então me sinto parte deste todo, deste mundão.

Hoje quase cinquentona, tenho muitas histórias pra contar.

Na infância, a Praça da Árvore foi meu berço, lá nasci, mas aos dois anos de idade fui para Vila Gumercindo.

De mãos dadas éramos quatro, papai, mamãe, maninho e eu, e hoje somos mais, irmãos, cunhada, sobrinho e afilhada. O ritmo é este crescer, conhecer, surpreender-se, com este São Paulo, com este mundão.

Passeios com mãos dadas, os primeiros passos, a natureza no asfalto. Mamãe de Salvador e papai do interior de Jabuticabal, já aqui afeiçoados, nos ensinavam que havia sim flor neste asfalto. Então seja no Zoo, no Ibirapuera, no Horto ou na Cantareira, e até no ponto zero, na Praça da Sé alimentar pombos era prazer de casa aos domingos.

Aqui vemos de tudo, e tudo com potência máxima. Do caos, ao crime, a paz, a evolução.

Sim, São Paulo tem e é a pura satisfação. E quem aqui não nasce se torna cidadão de coração.

Como destino ou de passagem, quem passa por São Paulo, leva consigo esperança, agito e o acreditar!

De manhã em oração quem me acompanha são as maritacas, os beija-flores que se reúnem em cima dos fios e dos postes de eletricidade. Totalmente adaptados a cidade grande. Vão e vem sem casa fixa, transformam seus ninhos em momentos de paz neste caos.

E é no Museu do Ipiranga que acontece a magia, a conexão com a natureza!

No jardim frontal onde as palmeiras se transformam nas primeiras horas do dia, em verdadeiros pés de pássaros. O jardim enche nossos olhos e nos dão a impressão de simetria nem sempre percebida por pessoas que na pressão cumprem suas metas sem se dar conta da vida ao redor.

Na pista de Cooper as folhas, os galhos, os diversos cantos e os passos de corredores anônimos marcam o início de mais um dia. No “story” registro o momento em que carros param, buzinas cessam e me conecto com a natureza em meio ao agito. Por instantes, a pressão se torna calmaria, o tempo não marca as horas, o agito se acalma dentro de nós.

Ao voltar para casa, meus pés pisam no asfalto da avenida, um carro freia, o pedestre reclama e o ciclista a tudo isso continua seu trajeto. Mas algo dentro de mim mudou, renovou e percebo que ao voltar não integralmente mais a mesma dentro de mim ainda me conecto aos minutos vividoa  e sei que tudo já deu certo!

Nas estações que se mesclam e não seguem o calendário, já aprendi que reclamar do tempo ‘w como se queixar da “previsão” não assertiva dos meteorologistas. Então, é assim viver aqui, rezar para ir e voltar, agradecer e acreditar que amanhã será ainda mais bonito do que hoje. E de geração para geração a CBN faz parte do meu dia a dia.

Viva a vida em São Paulo. Viva a flor no asfalto.

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Valéria Dantas Machado do Nascimento é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Ouça a sua história aqui na CBN. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Outros capítulos da nossa cidade, você tem no meu blog miltonjung.com.br e no podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Walter Longo nos ajuda a pensar sobre a IA e o futuro das relações humanas

Walter Longo no estúdio da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Nós achamos que estamos livres em opinião, mas na verdade estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.”

Walter Longo, especialista em inovação

Presente no seu WhatsApp, embarcada no celular novo e em diversos serviços do cotidiano, a inteligência artificial já nos transformou — embora muitos ainda não compreendam o impacto. Desde 30 de novembro de 2022, quando a OpenAI lançou sua IA generativa, essa tecnologia vem sendo explorada e multiplicada em ritmo acelerado. 

Para entender como essa mudança molda nossa interação com as pessoas, as empresas e as máquinas, o Mundo Corporativo foi em busca de alguém que tem feito profundas reflexões sobre este cenário: Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Na entrevista, Longo nos convida a olhar além do potencial técnico da IA e nos desafia a utilizar essa tecnologia para resgatar uma parte essencial da humanidade.

Exteligência: a nova habilidade essencial

Walter Longo observa que, em um cenário de transformação digital acelerada, a capacidade de se integrar em rede, ou exteligência, tornou-se mais importante que a inteligência individual. “A grande missão de um líder é analisar não a inteligência do meu comandado, mas a exteligência dele”, explica. Para ele, a metáfora do “cinto de utilidades” do Batman captura bem essa nova realidade: a tecnologia, por meio de algoritmos e ferramentas digitais, oferece a cada profissional recursos para maximizar suas capacidades.

A tecnologia, segundo Longo, tanto substitui atividades repetitivas como nos devolve o recurso mais precioso: o tempo. Ele ressalta, no entanto, que essa liberdade implica uma nova responsabilidade: “O que você vai fazer com este tempo é uma decisão individual”. Com isso, Longo sugere que essa liberdade conquistada deve ser usada com propósito, equilibrando produtividade e tempo para atividades que nos enriquecem.

O vocabulário como ponte para interagir com a IA

Para Walter Longo, interagir de forma eficaz com a IA depende de um vocabulário rico e preciso. A qualidade das respostas, explica ele, depende da clareza e profundidade com que formulamos nossas perguntas. “A IA só nos devolve o que pedimos. Ter um vocabulário vasto e variado é fundamental para obter dela o melhor suporte.” Longo exemplifica essa precisão com a diferença entre “enfrentar”, “afrontar” e “confrontar” — palavras tratadas como sinônimos, mas com nuances distintas. Outros exemplos incluem “obsessão”, “compulsão” e “possessão”, três estados muitas vezes confundidos. “Esses detalhes do vocabulário melhoram a interação com a IA, garantindo que ela compreenda exatamente o que queremos, sem ambiguidades”, destaca.

Ele recomenda a leitura diária como exercício essencial para aprimorar o vocabulário e expandir o repertório linguístico. “Leia ao menos uma hora por dia; é um hábito que amplia seu vocabulário e treina a mente para reconhecer variações e significados.” Esse hábito, segundo Longo, permite que as pessoas aprimorem a comunicação com máquinas e também enriqueçam o diálogo com outros seres humanos. Ele argumenta que a leitura é uma prática necessária para a evolução da inteligência humana, especialmente em uma época em que a tecnologia avança rapidamente e nos exige adaptação.

A armadilha dos algoritmos

Longo alerta também para o risco de isolamento imposto pelas recomendações de algoritmos. Ele observa que esses sistemas limitam a pluralidade de opiniões ao exibir conteúdos com os quais já concordamos, reduzindo nosso contato com o contraditório e enfraquecendo o senso crítico. “Achamos que estamos livres em opinião, mas estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.” Segundo ele, essa ilusão de “liberdade” reforça uma bolha de conveniência que nos afasta de desafios intelectuais.

Além disso, Longo ressalta o impacto da “gratificação instantânea” que caracteriza a era digital, transformando consumidores e colaboradores. Essa busca por recompensas imediatas revela uma aversão ao compromisso de longo prazo. Ele exemplifica com a moda do fast fashion e outras tendências passageiras, como o fenômeno dos food trucks, que explodem e desaparecem rapidamente. “Essa visão efêmera gera uma gratificação instantânea, mas nos deixa com a sensação de que tudo é passageiro”, comenta.

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Blockchain revoluciona as compras públicas com mais transparência e segurança 

Por Marcus Vinícius Siqueira Dezem 

De acordo com pesquisa publicada há algumas semanas[i] pela Business Research Insight, o tamanho do mercado global de ferramentas de compras governamentais era de US$ 500 milhões em 2021 e, em 2032, deverá chegar a US$ 1,1 bilhão, o que representa uma taxa de crescimento anual de 7,99% no período.

Um dos motivos para isso é a utilização do blockchain, tecnologia em que cada registro ou transação é agrupado em blocos encadeados criptograficamente em uma cadeia linear. Segundo o relatório, a tecnologia blockchain tem ganhado força entre essas ferramentas: “à medida que os governos cada vez mais abraçam a transformação digital, a adoção do blockchain nos processos de compras cresceu”.   

O blockchain traz segurança, transparência e torna alterações impossíveis, sem a necessidade de um intermediário centralizado, aumentando a confiança entre as partes — características fundamentais para transformar diversas áreas da administração pública, principalmente em atividades que demandem controle, fiscalização e auditoria.  


Por essa razão, para identificar as áreas de aplicação de blockchain e de livros-razão distribuídos (Distributed Ledger Technology – DLT) no setor público, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou levantamento de auditoria, com o detalhamento dos principais riscos e fatores críticos de sucesso, além dos desafios para auditoria e controle (Acórdão nº 1.613/2020). 

Como destaca o relator do processo no TCU, ministro Aroldo Cedraz, “a característica descentralizadora das tecnologias blockchain e DLT pode acelerar a transformação digital do Estado, uma vez que a possibilidade de realizar transações autenticadas sem a necessidade de uma autoridade central facilita a implementação de serviços públicos digitais orientados ao cidadão”.  
  
Apesar dos benefícios, a adoção de blockchain pelos órgãos e entes da administração pública ainda enfrenta obstáculos, dada a falta de regulamentação governamental, o baixo número de profissionais com pleno domínio dos aspectos técnicos e riscos relacionados à segurança da informação.  
  
Não obstante as dificuldades, há iniciativas relevantes de utilização da tecnologia blockchain no campo das licitações e contratações públicas.  
  
Destaca-se, nesse sentido, a Solução Online de Licitação (SOL), um aplicativo para licitações, desenvolvido pelos Governos da Bahia e do Rio Grande do Norte, com apoio do Banco Mundial, que permite às organizações beneficiárias dos Projetos Bahia Produtiva (BA) e Governo Cidadão (RN) realizarem licitações para a compra e/ou contratação de bens, serviços e obras. Mais de 4 mil contratos foram efetivados pela plataforma, o que equivale a mais de R$ 30 milhões movimentados.  
  
Outro exemplo é a criação do Portal Nacional de Contratações Públicas pela nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021), que tem por objetivo a concentração da divulgação dos principais atos procedimentais das contratações públicas em todo o território nacional. A ferramenta poderá ser decisiva para viabilizar a posterior adoção de blockchain nas contratações públicas por meio de uma possível integração com a Rede Blockchain Brasil (RBB), lançada em 2022, pelo TCU e pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  
  
Observa-se que, pelas próprias dificuldades acima elencadas, a implementação da tecnologia blockchain no âmbito das contratações públicas deverá ocorrer paulatinamente, de acordo com as etapas do procedimento licitatório adotadas dentro da nova lei brasileira de licitações.  
  
Evidentemente, será necessário implementar metodologias no campo tecnológico computacional, promover a formação de profissionais multidisciplinares para aplicação e manutenção da tecnologia, bem como desenvolver e estabelecer parâmetros para a programação de contratos administrativos no formato smart contract.  
  
Dada essa complexidade, metodologias de criação de soluções como o Legal Design podem ser essenciais para o mapeamento dos problemas, elaboração de proposição de soluções efetivas, forma dos procedimentos, acesso às informações e experiência do usuário.  
  
Durante essa fase de design, uma análise de custo-benefício pode ser conduzida pela administração pública avaliando o emprego da tecnologia blockchain e suas várias configurações, considerando as atuais modalidades de processos de licitação.  
  
Em conclusão, a adoção de blockchain nas contratações públicas apresenta desafios, mas oferece significativos benefícios no que concerne à transparência, eficiência e segurança dos dados e informações. A implementação gradual, aliada a metodologias como o Legal Design, será essencial para superar obstáculos e maximizar os ganhos em governança e controle, pavimentando o caminho para uma administração pública mais moderna e orientada ao cidadão.  
  
Marcus Dezem é advogado especialista em Direito Público e Urbanístico do VBD Advogados.  

[i] https://www.businessresearchinsights.com/market-reports/government-procurement-tool-market-108844 

Mundo Corporativo: Katia Regina, da Nestlé, revela como a personalização de benefícios transforma o engajamento nas empresas.

Kátia Regina nos bastidores do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Se você não muda essa consciência de que, para ganhar o engajamento da pessoa, você tem que ir muito além do financeiro, coloca em risco a sustentabilidade da sua organização.”

Katia Regina

A transformação nas empresas não depende apenas de salários competitivos, mas da capacidade de oferecer bem-estar e reconhecimento que vão além do valor financeiro. Esse é o foco da entrevista com Katia Regina, Diretora Regional de Total Rewards da Nestlé para América Latina, que destaca a importância de uma gestão que valoriza o colaborador de maneira holística. Segundo ela, “as pessoas não buscam apenas o reconhecimento financeiro, mas também benefícios que impactem sua vida como um todo”. Esse movimento tem ganhado força, especialmente em meio às novas gerações.

No programa Mundo Corporativo, Katia compartilhou sua visão sobre como a valorização dos profissionais é essencial para a sustentabilidade das empresas. Ela destaca que o reconhecimento deve ser personalizado, levando em consideração as necessidades individuais de cada colaborador e suas famílias. “É uma transformação gigante da organização”, afirmou, ao explicar como a Nestlé tem desenvolvido estratégias voltadas para a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos seus funcionários.

Personalização e a nova realidade do mercado

O desafio de atender a milhares de colaboradores com programas personalizados é grande, mas Katia Regina acredita que é possível. Na Nestlé, um exemplo disso são as avaliações de saúde realizadas anualmente, que geram dados importantes para a criação de programas focados nas necessidades específicas de cada grupo. “Nós temos uma população que está precisando melhorar o sono, e outra que precisa de suporte na saúde mental”, explicou. A personalização é essencial para garantir o engajamento, e a tecnologia tem sido uma aliada nesse processo.

Outro ponto levantado por Katia é a mudança de consciência que deve partir dos líderes. “Nós só vamos conseguir fazer essa transformação cultural se o líder entender que isso é importante para ele e para suas pessoas”, disse, enfatizando a necessidade de uma liderança comprometida com o bem-estar de seus times.  

Uma trajetória marcada pela inclusão e liderança transformadora

Katia Regina construiu uma carreira sólida na Nestlé, onde começou como estagiária e, ao longo de mais de 20 anos, passou por diversos cargos, como assistente, analista e trainee, até assumir a posição de Diretora Regional de Total Rewards para a América Latina. Hoje, lidera iniciativas que impactam mais de 56 mil vidas, entre colaboradores e seus dependentes, com foco na personalização de benefícios e na equidade salarial, especialmente em relação à diversidade de gênero e raça.

Como mulher negra e cadeirante, Katia traz uma perspectiva única para a inclusão dentro da empresa, sendo uma defensora da importância de reconhecer as necessidades individuais de cada funcionário. Refletindo sobre sua trajetória, Katia destaca: “Eu acho que essas minhas qualidades me ajudaram a estar no cargo onde eu estou, porque as empresas hoje são muito mais diversas e só consegue falar com propriedade quem realmente entende do tema.” Agora, ela se prepara para mais um desafio, assumindo novas responsabilidades com sua transferência para o México, reforçando seu compromisso com a valorização e o bem-estar dos colaboradores.

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O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o valor de comemorar aniversários de marcas

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“O aniversário não é apenas uma sinalização do tempo já transcorrido. Mas é o momento em que a marca pode renovar seus compromissos”

Cecília Russo

Comemorar o aniversário de uma marca vai além de celebrar o tempo de existência. É uma oportunidade estratégica de renovação de compromissos e de reafirmar a conexão com clientes, colaboradores e parceiros. Jaime Troiano e Cecília Russo destacaram a importância de as empresas saberem aproveitar esses momentos, no “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, que vai ao ar no Jornal da CBN.

Jaime Troiano destacou a pertinência dessas celebrações, afirmando que “vale a pena porque nós todos respeitamos essas datas em nossas próprias vidas. E marca, muitas vezes, é quase uma pessoa com quem convivemos em nossas vidas”. Além disso, ele apontou que aniversários são momentos ideais para reafirmar o compromisso com clientes e colaboradores, renovando a confiança de que a marca seguirá firme no futuro.

Cecília Russo complementou, dizendo que os aniversários também são uma boa oportunidade para anunciar mudanças importantes na empresa: “Tanto mudanças internas que os colaboradores precisam conhecer, quanto mudanças para o mercado, como uma nova linha de produtos ou presença em outras regiões”. Segundo ela, esse é um momento em que as marcas têm a chance de mostrar que, mesmo com o passar do tempo, estão se renovando e recomeçando.

A marca do Sua Marca

A principal marca do comentário desta semana é o reforço da ideia de que comemorar aniversários é uma maneira de renovar, comunicar mudanças e reafirmar compromissos com o mercado e os colaboradores. Ignorar essa data pode gerar dúvidas sobre o futuro da empresa, enquanto celebrá-la fortalece laços e projeta confiança.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. E a sonorização é do Cláudio Antonio.

Entenda como é a eleição para vereador

Os caros e raros leitores deste blog que conhecem minha história sabem que tenho uma predileção pelas eleições de vereadores. Desde os tempos em que a cobertura jornalística sobre as causas da cidade era meu foco principal, a Câmara Municipal foi alvo do meu olhar mais apurado. Foi naquela época, em que apresentava o CBN SP, que lancei a ideia do Adote um Vereador, movimento que pretendia inspirar o cidadão a fiscalizar o trabalho do legislativo e alertar para a responsabilidade que temos na escolha de nosso representante no parlamento.

Uma das dúvidas mais comuns, especialmente neste período eleitoral, é como funciona uma eleição proporcional. Esse sistema é diferente do majoritário, usado para eleger prefeitos, governadores e presidentes. A intenção da legislação ao propor um sistema diferente para os parlamentos é distribuir as cadeiras de forma proporcional ao total de votos recebidos por partidos ou federações.

Atenção: as coligações de partidos só existem para a eleição de prefeito. Na eleição para vereador, é cada um por si. E o eleitor, por todos.

Dito isso, é preciso entender que, na eleição para vereador, não são necessariamente os candidatos mais votados que se elegem. Quem ganha uma cadeira na Câmara Municipal são os vereadores mais votados dos partidos mais votados.

Eu explico para você.

Na eleição parlamentar, existe a regra do quociente eleitoral, um conceito que costuma aparecer apenas às vésperas da eleição. Para ajudar você a entender como funciona, segue um passo a passo simplificado:

Como funciona o Quociente Eleitoral (QE)

O quociente eleitoral é o número de votos válidos (excluindo nulos e brancos) dividido pelo número de vagas disponíveis na Câmara Municipal. No caso de São Paulo, são 55 vagas. Há cidades com apenas nove vagas.

Fórmula: QE = número de votos válidos / número de cadeiras.

Exemplo: Se houver 3.000.000 de votos válidos e 55 cadeiras para vereador, o quociente eleitoral será de 54.545 votos. Ou seja, cada partido ou federação precisa atingir esse número de votos para eleger um vereador.

A título de informação: o Quociente Eleitoral em 2020, em São Paulo, foi de 92.738 votos. Naquele anom, tivemos 5.080.790 votos válidos para vereador.

Como funciona o Quociente Partidário (QP)

Depois de calculado o quociente eleitoral, calcula-se o quociente partidário, que define quantas cadeiras cada partido ou federação terá. Para isso, divide-se o número de votos que cada partido ou federação obteve pelo quociente eleitoral.

Fórmula: QP = número de votos do partido ou federação / quociente eleitoral.

Exemplo: Se um partido obteve 200.000 votos e o quociente eleitoral foi de 54.545, esse partido elegerá três vereadores, pois 200.000 / 54.545 ≈ 3,66 (o número é arredondado para o número inteiro).

E o que acontece com as sobras?

Após a aplicação do quociente partidário, pode haver vagas restantes. Essas vagas são distribuídas através de um novo cálculo, conhecido como distribuição das sobras. Para isso, são considerados os partidos que atingiram ao menos 80% do quociente eleitoral. As sobras são distribuídas com base em uma fórmula que favorece os partidos com mais votos, sem depender diretamente do quociente eleitoral.

Afinal, quem são os candidatos eleitos?

Dentro de cada partido ou federação, são eleitos os candidatos mais votados, desde que tenham recebido no mínimo 10% do quociente eleitoral (votos nominais). Ou seja, o candidato precisa ter um número mínimo de votos para poder ser eleito, independentemente do desempenho do partido.

Exemplo prático:

Se o quociente eleitoral for de 54.545 votos e um candidato tiver menos de 5.454 votos, ele não poderá ser eleito, mesmo que seu partido tenha conseguido vagas.

Observação importante:

Desde 2020, coligações entre partidos para eleições proporcionais não são mais permitidas. Ou seja, os votos são contados apenas dentro do próprio partido, e não entre coligações de vários partidos, como acontecia anteriormente.

Partidos que não atingem o quociente eleitoral ainda podem eleger candidatos nas vagas de sobra, desde que tenham obtido ao menos 80% do quociente eleitoral.

Em resumo, a vitória de um candidato a vereador depende do desempenho do partido nas urnas e também de quantos votos pessoais ele recebe. O sistema busca garantir uma representação proporcional à quantidade de votos que cada partido recebeu na eleição.

Fernando Haddad no Jornal da CBN: do controle de gastos nas BETs ao controle das contas do Governo

O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o bloqueio de até 600 plataformas de apostas e jogos eletrônicos que funcionam no Brasil e não pediram a regulamentação ao Governo Federal. “Se você tem dinheiro em casa de aposta (ilegal), peça restituição já”, disse o ministro na entrevista que fizemos na edição desta segunda-feira, no Jornal da CBN.

Tirar do ar esses sites é apenas parte do problema. Os números divulgados pelo Banco Central na semana passada mostram o tamanho do desafio: entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões foram transferidos via Pix de pessoas físicas para a jogatina eletrônica, neste ano. O que mais causou espanto: em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões para esses jogos online. 

Proibir aposta com uso do cartão dos programas sociais e com cartão de crédito, acompanhamento do CPF dos apostadores com alertas para gastos excessivos e limite no uso do Pix são algumas das medidas que o Governo vai anunciar nesta semana, segundo o ministro.

Ao mesmo tempo que tenta controlar os gastos abusivos de jogadores endividados e viciados, Haddad tem a tarefa de controlar as contas públicas do Governo. O ministro reforçou a necessidade de respeitar o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso para controlar os gastos públicos e, assim, criar condições para a redução das taxas de juros e incentivar o investimento. Ele alertou que o descontrole das despesas pode levar ao aumento da dívida pública, comprometendo o crescimento econômico sustentável do Brasil.

A entrevista completa você assiste no vídeo acima.

Conte Sua História de São Paulo: desci na estação errada?

Por Pedro Galuchi

Ouvinte da CBN

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Próxima estação: Sé…

Desembarco pela esquerda…

Na esquina da Rua Direita

Repentina suspeita:

 

Desci na estação errada?

Viro-me pé ante pé

Vejo imagem desbotada

Da imensa catedral da fé

 

A praça perdeu a cor

Uma tristeza sem par

Não tem perfume de flor

Cheiro de miséria no ar

 

Sem perna estende a mão

Suplica qualquer esmola

Rastejantes pelo chão

Pivetes cheirando cola

 

Apertado o coração

Em instante me desespero

Retratos de solidão

Multiplicam-se no marco zero

 

A chegada do metrô

Levou antiga cena

Os escritórios de dotô

Teatro Santa Helena

  

Segundos de implosão

Sumiu o Mendes Caldeira

No meio da confusão

Vanzolini sem a carteira

 

Naquele aperto da Clóvis

Não há mais separação

Faço a prova dos noves

Dolorosa conclusão

 

Desvio dos passantes

Peço licença, por favor

Fujo às escadas rolantes

Entro no trem salvador

 

Próxima estação:

Nem presto atenção

Anhangabaú… São Bento…

Pedro Segundo… Liberdade…

 

O sentido tanto faz…

Dentro do túnel o sentimento:

A velha Sé ficou pra trás

Apenas uma saudade!

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Pedro Galuchi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Conte Sua História de São Paulo: “na terra da garoa namorei, escrevi, descansei …”

Por Wilson Jesus Thomaz Dutra
Ouvinte da CBN

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Na minha infância querida:

Na terra da garoa vi e colhi 

chá, café, goiabas, ameixas… Delicias!

Brinquei de pega-pega, esconde-esconde, 

taco, futebol, carrinho de rolimã … Alegrias!

Estudei o primário, ginásio,

científico, faculdade… Maravilhas!

Na minha juventude querida:

Na terra da garoa trabalhei 

Na indústria, comércio, banco… Labutas!

Namorei garotas brancas, 

negras, orientais… Beldades!

Na minha velhice querida:

Na terra da garoa namorei, escrevi, 

descansei e espero morrer… Infinito!

Isto meus irmãos paulistanos 

é a minha São Paulo querida! 

Terra que proporcionou tudo isso 

a mim e a muitos outros! 

Hoje, vejo-a arruinada! 

Com uma infância sem alegria, 

parte da juventude se drogando, 

e da velhice sem sonhos e lugares para descanso e morrer

Portanto, peço a todos, que façamos uma corrente de orações,

para que os nossos governantes cuidem melhor de nossa cidade querida! 

Ouça o Conte Sua História de São Paulo

Wilson Jesus Thomaz Dutra é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você também pode ser personagem da nossa cidade. Escreva agora o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.