Quem precisa de 30 fones de ouvido em casa?

 

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Provocado pelo texto que publiquei recentemente, sob o título A assustadora verdade sobre o excesso de coisas dentro de nossas casas e nossas vidas, tive a curiosidade de olhar como andavam as coisas nos meus armários, gavetas e caixas. Aproveitei assim o último dia de férias para esta tarefa que prometia ser diversificada, mas que se resumiu a primeira etapa ou ao primeiro desafio que encontrei: as três gavetas da bagunça eletrônica.

 

A existência da gaveta da bagunça é quase necessidade do ser humano, pois seria impossível colocar todos os materiais selecionados por categorias. Somente casas especializadas são capazes de criar espaço para tanto, como as lojas de ferramentas ou de peças de automóvel, onde os produtos são separados por utilidade, tamanho, cor e outros quetais, facilitando o controle do vendedor e a busca do comprador.

 

Em casa, costumamos colocar os livros em uma estante que se transforma em biblioteca e a gaveta para o material de escritório que tende a estar próxima da nossa mesa de trabalho; tem ainda o balcão com divisões para utensílios de cozinha, com pratos, copos, talheres e panelas selecionados em grupos; tem o armário com as roupas, com cabides para casacos e calças, as gavetas para camisas, cuecas e meias, e na parte mais alta as roupas de cama ou as que usamos com menos frequência.

 

Por mais organizado que você seja, e eu tento ser, existem itens que não se encaixam em uma categoria específica e se acumulam em algum lugar qualquer, de preferência naquela que chamamos de a gaveta da bagunça: controle remoto reserva do portão da garagem, rolo de barbante e chaves sobressalentes podem se misturar a pequenos parafusos que vieram junto com o aparelho de televisão e velas para o caso de falta de luz, claro que acompanhadas de uma caixa de fósforo.

 

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Jogar esta variedade de itens em um mesmo lugar ao contrário do que muitos entendem não é desorganização, mas a estratégia que usamos para ajudar nossa memória a encontrá-los sempre que necessário. É a gaveta dos sem-categoria. Quer vela, tá lá … a não ser que você seja um admirador de velas e tenha uma variedade tal que mereça uma espaço próprio.

 

Claro que a medida que vamos acumulando coisas, a tendência é que a visão que temos da gaveta da bagunça fique um pouco embaralhada e a mesma perca sua funcionalidade. Por isso, de vez em quanto é bom abri-la e ver se não tem peça sobrando ou itens que já deveriam ter um lugar só para eles.

 

Na casa de um ‘suposto’ organizador contumaz, como eu, mantenho diferentes gavetas de bagunça, e a que me tornou refém do trabalho na despedida das férias foi a que reúne materiais eletrônicos. Fiquei impressionado com o que tirei lá de dentro, a ponto de quase ter abortado a operação, fechado a gaveta e deixado as coisas para outro dia. Procrastinar, porém, não é a melhor estratégia quando se busca organizar a vida (ou as coisas).

 

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Encontrei lá dentro quatro aparelhos de telefone celular para os quais não tenho nenhuma finalidade, pois são de tecnologia ultrapassada e sequer merecem lugar na coleção de algum especialista. O meu primeiro celular, um Gradiente “tijolão”, já tem o devido destaque na estante onde estão também cinco ou seis câmeras de vídeo e fotografias antigas, inclusive a Polaroid, um palm top Zire 71 e o gravador com o qual iniciei minha carreira profissional. Com os celulares velhos, havia seus carregadores e algumas baterias tão inúteis quanto seus pares.

 

Muitos fios se embaralhavam e exigiram certa destreza para separá-los. Tinha cabo de áudio, cabo de internet, cabo de telefone, cabos com USB, pequenos e grandes, conexão de USB para USB e mais um monte de terminações para as quais não tenho a menor ideia de como usar. Adaptadores universais de tomadas tinham três, um deles com flechas para a mais estranha das tomadas que conheci, as da Africa do Sul. Se você acha as nossas sem muito nexo, não sabe o que está perdendo.

 

Encontrei quase uma categoria à parte, na bagunça eletrônica, a dos produtos da Appel. Fontes de energia de aparelhos aposentados, mouse sem uso, adaptadores para iPhones e uma câmera iSight que não lembro de ter usado alguma vez no meu primeiro MacBook, que, aliás, também mantenho guardado em casa, fazem parte desta coleção. Todos sobreviveram nesta faxina com a expectativa de que meu conselheiro particular para o tema, Sergio Miranda, ex-editor da MacMais e atual apresentador do @pontoreview no #loopinfinito, dê mais uma dica matadora.

 

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O que mais me assustou mesmo foi contar 20 fones de ouvido do tipo intra-auriculares (sim, na foto só aparecem 19 porque o vigésimo encontrei depois). E só coloquei na conta aqueles que estavam guardados e sem uso, coisa que aliás a maioria deles permanecerá. Se incluir os que tenho em casa para ouvir música no celular e som no computador de mesa e notebook, é provável que chegue a mais de 30. Qual a necessidade de se ter mais de 30 pares de fones de ouvido em uma casa onde vivem apenas quatro pares de ouvidos? Não pense que os comprei. Vieram juntos com um celular, um equipamento de som, computador e qualquer outra coisa que tenha saída de áudio, o que nos remete a uma das principais razões de acumularmos este monte de traquitana: o preço é baixo, está inserido no valor do aparelho e sequer percebemos seu custo. É fácil tê-los. Difícil é se desfazer deles.

 

Coloquei-os em um saco plástico com o intuito de dar um fim nestes fones que só ocupavam espaço. Em outros dois sacos, juntei baterias, fios redundantes, adaptadores de celular e algumas outras coisas para as quais não entendia bem o objetivo. Muitos outros itens permaneceram, mesmo com a quase certeza de que jamais os utilizarei. Mas vai que ….

 

Aí está outro problema: adquirimos as coisas, guardamos, ocupamos o lugar e não usamos. Na hora de decidir o que fazer com aquela peça, melhor deixar ali porque talvez um dia, sabe-se lá quando e em que situação, eu precisarei dela. É provável que este dia nunca chegue, mas teimo em mantê-la na gaveta.

 

A incursão às gavetas da bagunça eletrônica resultaram em uma redução de cerca de 40% das peças que estavam guardadas, mas ainda me deparo com outra dificuldade: o que fazer com o material que pretendo descartar? Talvez este seja o problema mais complicado neste processo.

 

Jogar no lixo nem pensar. Apesar disso, é para onde vai boa parte deste material. A Abrelpe, que reúne empresas do setor de limpeza pública, calculou, em 2012, que cerca de 40% dos resíduos sólidos urbanos tiveram destino impróprio. Ou seja, quase 24 milhões de toneladas de lixo foram descartados de maneira incorreta em lixões e aterros sanitários. Um crime do qual não quero fazer parte.

 

Devolver aos fabricantes, seria a melhor solução, desde que houvesse estrutura para o bom funcionamento da logística reversa. No Brasil, lei de 2010, já prevê responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Nesse processo, os produtores de um eletroeletrônico, por exemplo, têm que prever como será a devolução, a reciclagem daquele produto e a destinação ambiental adequada, ensina ((o))eco, portal desenvolvido por jornalistas que integram a ONG Associação O Eco.

 

Temo, porém, que se chegar em uma revenda e tentar deixar o material por lá, vou ser mandado de volta para casa com o saco cheio (duplamente cheio). Se aceitarem o material, não tenho nenhuma garantia de que seu destino será o recomendado. Imagino eu, vá parar lá no lixão de dois parágrafos acima.

 

Entidades que vendem ou manipulam este material podem ser outra saída.

 

Você conhece alguma?

 

Aqui em São Paulo, costumo entregar para o Lar Escola São Francisco que mantém o Bazar Saburá, na Vila Mariana. Lá seus funcionários e voluntários separam, selecionam e vendem o que for possível e com o dinheiro financiam o trabalho de assistência que realizam. O que acontece com as coisas que acumulam em seus depósitos, não sei ao certo, mas são a esperança de que alguém pode me ajudar a dar um jeito nas minhas gavetas da bagunça.

 

Se você tiver outra boa ideia, será bem-vinda.

 

Em breve, me comprometo a seguir em frente na aventura em busca de coisas que estão sobrando aqui em casa. Mas a primeira experiência me deixou um pouco assustado, pois a persistirem os sintomas corro o sério risco de me equiparar àquelas famílias de classe média americana, que vivem em Los Angeles, alvos de pesquisadores da UCLA, que mantinham, em média, 300 mil itens, nas suas residências — pesquisa que está em destaque no texto A assustadora verdade sobre o excesso de coisas dentro de nossas casas e nossas vidas .

Detox digital virou artigo de luxo em hotel

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Smartphone. WhatsApp. Facebook. Instagram. Twitter.

 

Estes são apenas alguns dos ícones do mundo digital que alcançam hoje pessoas de todas as idades ao redor do mundo. Algumas mais, outras menos digitais. Todas, porém, sofrendo forte pressão para se renderem às ferramentas online.

 

Pesquisa realizada pela ecomScore diz que o Brasil é líder no tempo gasto em redes sociais, em média 60% a mais do que o restante do mundo, tendo 45% de sua população online usando 650 horas em média por mês estas ferramentas, seja através de celulares ou computadores.

 

Seja por lazer, parcialmente por questões de trabalho ou negócios, a verdade é que não podemos negar que o uso de celulares e todos os aplicativos e facilidades que estes nos trazem se tornou um vício. Principalmente no Brasil, se nos atentarmos aos números da pesquisa acima. E apesar de usarmos muito e até sentirmos prazer com tanta tecnologia, se desconectar parece ser um sonho, um luxo muito longe de ser alcançado.

 

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Com o objetivo de incentivar os hóspedes a se desligarem do mundo virtual,a rede hoteleira Grand Velas Resorts lançou um programa de Digital Detox, onde os hóspedes podem optar por deixar seus aparelhos eletrônicos de lado para vivenciar melhor as experiências oferecidas pelo resort em suas unidades da Riviera Nayarit e Riviera Maya,ambas no México. Ao fazer o check in, o hóspede é informado sobre o programa especial e, caso realmente queira participar, será convidado a deixar todos seus equipamentos com a equipe do hotel. Além disso, a TV de tela plana da suíte escolhida será substituída por jogos de tabuleiro.

 

Férias sem celular. Sem iPad. Sem “selfie”. Sem WhatsApp. Sem Instagram.

 

Você toparia esse desafio de ficar alguns dias sem acesso ao seu celular e “desconectar-se” do mundo? Já pensou nisso?

 

Para o consumidor contemporâneo pode até parecer uma abstinência e, de fato, não deixará de sê-lo para os mais “plugados”, mas certamente possibilitará a eles o privilégio de refletir sobre sua própria vida, além, claro, de poder descansar, ler, e principalmente estar próximo (de verdade) das pessoas ao seu redor.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Como (não) usar o certificado digital no seu computador Mac

 

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Você já deve ter ouvido falar em certificado digital, algo criado para facilitar o acesso do cidadão e sua empresa, e com muito mais segurança, a uma série de serviços. Essa ao menos é a ideia central. O problema é que para a coisa funcionar, você tem de se submeter às limitações das empresas que vendem os certificados.

 

Já contei aqui no Blog que sou usuário de produtos MAC: Iphone, MacBook, MacAir e iMac. Às vezes, até de um BigMac, mas este não tem nada a ver com nossa conversa de hoje. No campo da tecnologia fui conquistado pelas criações de Steve Jobs e, desde cedo, aprendi que isto me levaria a enfrentar algumas barreiras, típicas de quem está ao lado das minorias, apesar de, atualmente, este conceito não se encaixar mais no caso dos usuários da Apple.

 

E por ser usuário da Apple e ter produtos que rodam no sistema iOs, todas as vezes que preciso renovar o certificado digital me deparo com alguma restrição. Semana passada, descobri que o novo token GD, certificado pela Serasa Experian, não “conversa” com a versão do iOs Yosemite (10.10.3). Claro que ninguém nos conta isso quando compramos o certificado. Descobre-se no processo de instalação.

 

No portal da Serasa até é possível baixar programas para Mac, mas os tutoriais são todos para Windows. Coisa de esquizofrênico! A gente até insiste em fazer a instalação por intuição, mas chega um momento em que se percebe que o certificado não pode ser acessado. Faz o quê? Chama os universitários, como diria Sílvio Santos. No caso, o pessoal do suporte técnico da Serasa. Nessa última experiência, precisei conversar com três deles, desperdiçar quase duas horas e só conseguir acesso ao certificado graças a um “puxadinho digital”.

 

Em pouco tempo, o primeiro atendente já entregou os pontos e me mandou procurar um computador Windows em casa. Disse que o novo certificado ainda não foi adaptado para as versões mais recentes do iOS. Ou seja, azar seu que resolveu instalar um sistema mais seguro e preciso nos seus computadores. Na próxima vez, liga para a Serasa e pergunta se ela deixa.

 

Apesar de minha resignação, e do constrangimento de ter de tirar um dos filhos da frente de seu computador, meu comportamento não me proporcionou uma vida mais tranquila. Após uma série de “libera aqui”, “acessa ali”, “verifica acolá” e “tenta assim” fui informado da necessidade de reinstalar o Internet Explorer, usando uma versão mais antiga: “o senhor precisa fazer um downgrade”- sentenciou o moço. Eu fazer um downgrade? Adoraria. Imagina passar da versão 5.1 para uma 4.0, por exemplo. Seria excelente. Não, faça um downgrade do seu Internet Explorer. Isso mesmo. Também no Windows, estar atualizado é um problema para a Serasa.

 

Não pense, porém, que estar em um computador Windows e com uma versão antiga do I.E seriam medidas suficientes para acessar o certificado digital. Ainda assim, e mesmo com toda a paciência (com ironia) deste que lhe escreve e gentileza (sem ironia) daquele que me explicava, não havia santo capaz de fazer o token funcionar. Foi, então, que o assistente da Serasa fez a pergunta matadora: “o senhor tem antivírus?” Sim, evidentemente que tenho. Até porque estou agora em um Windows. Estivesse no meu Mac, não haveria necessidade do antivírus (eu sei, há controvérsias sobre o tema).

 

Foi desativar o antivírus e o certificado digital deu as caras. E como usar o certificado e o antivírus? “Aí o senhor tem de perguntar para um técnico” … foi a recomendação que ouvi.

 

Ou seja, quase duas horas depois de iniciado o procedimento, descobri que para usar um produto que supostamente oferece mais segurança digital sou obrigado a ficar vulnerável a hacker e vírus. Para ficar seguro tenho de ficar inseguro. Vai entender!

 

ps: há uma semana registrei esta queixa no site da Serasa e não recebi nenhuma resposta da empresa até agora. Em compensação, dia sim, dia não, aparece uma newsletter da empresa na minha caixa de correio.

Revolução digital vai ocupar espaço dos shopping centers

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Um endereço eletrônico que poderá ter um milhão de lojas, e outro em 3D a olho nu. A partir deste mês.

 

Não é pouca coisa! E não é mesmo, pois há quinze anos, no auge da primeira bolha da internet, os movimentos comerciais atraídos pela nova tecnologia caminhavam em desconexão. Lojistas acostumados a se instalarem em ruas especializadas ou em shopping centers abriram unidades virtuais solo no mundo virtual. O setor de moda e acessórios, que apresenta grande volume, desacreditava totalmente na compra pela imagem. Enquanto os shoppings, formato físico ideal para replicar no espaço virtual, não deram a mínima para essa possibilidade. E, ainda não dão. Melhor para o “CNDL Shopping” e o “I Love Mall”. Respectivamente, criações da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e da PRA Negócios e Participações, de Antonio Mesquita e Ricardo Abdo.

 

A força do “CNDL Shopping” começa no potencial de atração aos lojistas, pois reúne 1,3 milhão de associados, que podem ingressar pagando R$ 3.990,00 pelo ponto e R$189,00 de mensalidade. As compras serão dirigidas às lojas mais próximas ao CDL local, que são 1480 no total. Ou, em qualquer cidade escolhida pelo cliente, que poderá fazer busca pelo tipo de produto, pelo preço, pelo mais vendido, etc. O consumidor pagará uma única conta e depois de receber a mercadoria; enquanto o lojista será creditado automaticamente sem nenhum ônus. A tecnologia é Flexy e a operação comercial financeira é Koin, que se responsabiliza pelos pagamentos.

 

No “I Love Mall” encontraremos inicialmente 400 lojas em 3D, com predominância ao setor de moda e acessórios, mas com novidades como o Dom Mercatto, que é o Mercado Municipal de São Paulo com todos os seus produtos à mão. As compras (parceladas em 12 vezes) serão centralizadas em um único sistema que poderá ser cartão, boleto ou depósito bancário cujo valor será repassado aos lojistas pelo PayPal. O custo de ocupação será definido dentro da possibilidade do segmento e da empresa especifica.

 

Os shopping centers físicos que poderiam ganhar a guerra, agora terão que enfrentar uma revolução.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Entendendo a cabeça do ouvinte-internauta

 

 

Cheguei a rádio CBN em 1998 quando a emissora passava por uma transformação no relacionamento com o público, pois deixava de anunciar o telefone do ouvinte para informar o e-mail do âncora. A estratégia que alguns chamaram de elitista logo que foi adaota na realidade democratizou o acesso dos ouvintes à emissora. Em lugar de a linha telefônica que atendia apenas uma pessoa, abria-se a caixa de correio eletrônico para todos os interessados em enviar o seu recado. Enquanto muitas das mensagens que chegavam por telefone se perdiam nos bastidores, os e-mails passaram a ser encaminhados diretamente ao seu destino. Foi quando percebi que rádio e computador iniciavam um casamento perfeito. Naquela época ainda separados fisicamente, mas consumidos simultaneamente pelo público. O ouvinte que acompanhava a programação da CBN navegava na internet, o que me levou a batizá-lo de ouvinte-internauta. Foi também quando assumi o compromisso de responder a todas as mensagens enviadas para minha caixa de correio, independentemente do conteúdo. Puxão de orelha do ouvinte, críticas às vezes agressivas e algumas ameaças faziam parte deste diálogo virtual. Aprendi com o tempo que respostas equilibradas para mensagens ofensivas, costumavam mudar o tom da conversa. Porém, desde que a CBN colocou na capa do site o link “fale com o Mílton Jung” o número de mensagens multiplicou-se a ponto de não conseguir mais atender a todos os ouvintes como me propus inicialmente. E isso acaba provocando reclamações.

 

Para entender parte do comportamento do ouvinte e justificar minha dificuldade em cumprir com o compromisso que assumi comigo mesmo, em 1998, armazei, no decorrer de um mês, todas (ou quase todas) mensagens enviadas para os endereços milton@cbn.com.br e “fale com o Mílton Jung”. São e-mails que chegaram entre segunda e sexta-feira, dias em que estou ao vivo no ar no Jornal da CBN. Não inclui mensagens pelo Facebook, Twitter, meu blog e site da rádio, outros canais de comunicação importantes. Dispensados os releases de assessorias, spans e cia., além de mensagens com endereços internos da CBN, que tomam tempo no trabalho de administrar a caixa de correio, encontrei o nome de 1.154 ouvintes que se comunicaram uma ou mais vezes comigo nesse período, resultando em 1.711 mensagens, ou seja, média de 81 por dia, levando em consideração que o mês em análise teve 21 dias úteis. Desse total, 79% das mensagens foram assinadas por ouvintes que escreveram apenas uma vez no período, o que não significa que tenha sido a primeira vez que entraram em contato comigo pois é possível identificar alguns nomes conhecidos. Os 21% restantes mandaram dois ou mais recados, havendo casos de ouvintes que escreveram quase todos os dias sobre diferentes temas. A estatística mostra uma situação no mínimo curiosa: tem um ouvinte que enviou mais de 100 mensagens no mês, praticamente todas com críticas negativas ao meu trabalho e de meus colegas. Sou grato a ele e o respeito muito.

 

Mesmo que não consiga mais responder a todos os ouvintes, leio o que escrevem logo que as mensagens chegam, especialmente quando estou na apresentação do Jornal da CBN. Algumas pautam as entrevistas ou podem ser ponto inicial de reportagens, outras cito no ar quando o tempo e o conteúdo permitem e há as que nos fazem pensar. Confesso, também existem as que nos fazem odiar (a nós mesmos, algumas vezes), mas passa rápido. Mesmo porque o pior dos cenários seria não recebê-las jamais. Pude perceber alguns comportamentos interessantes os quais destaco aqui pois imagino que isto se reproduz em muitas outras situações, não apenas na relação virtual: os indignados sempre escrevem mais do que os satisfeitos, ou seja, as pessoas se sentem muito mais motivadas a reclamar do que incentivar. Isso pode gerar injustiças na avaliação, pois iniciativas positivas que atendem a uma centena de pessoas correm o risco de serem destruídas por críticas que mobilizaram algumas dezenas: quem gosta, aprova e cala; quem não gosta, grita. Diante disso e levando em consideração que esse comportamento se reproduz em diferentes áreas, sugiro que se você admira alguém ou aprovou alguma atitude, ajude a preservar estas qualidades incentivando-as com um e-mail de agradecimento ou uma palavra de apoio ao encontrar seu autor no trabalho, na escola ou na família. Já se você for o alvo da crítica, entenda que mudanças de hábito sempre geram protestos e novos padrões causam desconforto. Se estiver convicto da sua ação, jamais mude completamente por causa da rejeição inicial, mas, tanto quanto você não deve subestimar uma crítica, não superestime o elogio.

Mundo Corporativo: Fernando Estanislau, Tritone, fala de comunicação interativa

 

 

Para se ter bons resultados na comunicação interativa tem de se pensar em entregar a mensagem de forma mais agradável, impactante e lúdica com vídeos que se transformem em entretenimento porque este modelo está cada vez mais no cotidiano das pessoas. A opinião é de Fernando Estanislau, CEO da Tritone, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Estanislau fala das melhores estratégias para as empresas conversarem com seus clientes através de tablets, celulares e demais equipamentos digitais.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: as oportunidades para os anunciantes na era digital

 

 

“O usuário dá atenção a diversos meios: ainda olha para a televisão para se entreter, tem o meio rádio no carro, mas quando está nos demais horários , ele tem o mobile e a tela do computador. E essa grande mudança é que leva o mercado publicitário a buscar o consumidor onde ele estiver” A afirmação é de Fernando Taralli, presidente da agência VML, que cuida das operações digitais do Grupo Newcomm, em entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Na conversa com o jornalista Mílton Jung, Taralli fala da publicidade da era digital, chama atenção para as oportunidades que o telefone celular oferece aos anunciantes e os cuidados para se atuar nas redes sociais.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br, pelo Twitter @jornaldacbn ou com perguntas pelo grupo de discussão Mundo Corporativo no Linkedin. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: empresa ajuda a acelerar negócios digitais

 

 

“Uma ideia ruim com um time fantástico vai criar uma ótima empresa; uma ideia excelente com time medíocre não sai do chão; a gente costuma dizer mais importante que a ideia é a capacidade do time de executar, de levar a essa ideia para um próximo estágio”. A dica é de Pedro Waengertner, um dos fundadores da Aceleratech, empresa especializada em levar para o mercado novos empreendedores. Na entrevista ao programa Mundo Corporativo, ele traz dicas importantes para quem pretende investir em empreendedorismo no setor digital.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br com participação dos ouvintes no e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábado, no Jornal da CBN, da rádio CBN.

#ToDeSacoCheio: aventuras e traições digitais

 

Por Sérgio Mendes

 

Descontente com o serviço da minha atual prestadora, resolvi usar daquela prerrogativa de todo consumidor que se presa e parti rumo a oferta da concorrência, em busca do que todo consumidor que se presa busca, menor preço e serviço. Na minha frente a propaganda de todas as operadoras disponíveis na minha região e suas ofertas. Calma lá, isso aqui é bom demais, e na verdade é mesmo. Nenhuma delas é obrigada a cumprir com 100% do que prometem. Por exemplo: a oferta de 10Mb de acesso na verdade obriga que na maior parte do tempo qualquer operadora entregue apenas 20% disso, salvo alguma mudança que me tenha escapado. Então, aqui estão: pelo mesmo valor dos meus atuais 10Mb, 50Mb numa concorrente que me parecia a mais lustrosa…Embora eu soubesse que a velocidade recebida seria religiosamente a mesma.

 

Dia 19/07 sacramentei o contrato!

 

Dois dias depois, foi feita a instalação. Usaram o mesmo cabeamento da operadora antiga, trocando apenas a conexão fora do meu apartamento, e claro, o aparelho antes do meu roteador. Aí, a minha primeira desdita: O aparelho novo, era também um roteador, e isso obrigava que toda a rede da minha casa (é uma estrutura de pequeno porte, mas significativa) fosse submetido ao roteador da nova empresa. E não tinha jeito. Eu que me adaptasse ao que ela tinha pra me oferecer… Fazer o quê não é?

 

Pois bem, ajusta daqui, fica sem som acolá… no segundo dia o sinal de internet foi embora. Me deixou literalmente na mão.

 

Ligo, acerto uma visita e tais…

 

Quinto dia, nova visita, e pelo mesmo motivo. Tanto da primeira vez quanto agora, o que eu faço é ir até a caixa fora do meu apartamento e trocar o cabo do conector ligando a operadora antiga. Pra arrematar, substituo o roteador ofertado pelo equipamento antigo, reconecto a minha rede e bola pra frente…

 

No Sétimo dia, arrependido da aventura, resolvo ligar para a operadora nova e peço que cancelem o meu contrato. Foram muitas vezes com a pobre telefonista indo e voltando com um discurso mais ou menos assim: “O que impede o senhor de nos dar uma segunda chance?”. A pobre repetiu isso muitas vezes até que eu respondi enfaticamente, que não daria a segunda chance por não ter vontade de fazê-lo. Finalizamos tudo com ela informando que o contrato estava cancelado. Disse um adeus solene, e fui cuidar de resgatar a relação arranhada pela traição com a operadora antiga…( A ligação telefônica eu gravei.)

 

Mês seguinte, para a minha surpresa, chega uma conta cheia, aproximadamente R$ 220,00. Opa, tem alguma coisa errada…

 

Ligo para a operadora da aventura e fico sabendo que não foi feito cancelamento algum. Que o protocolo não existe, e que se eu quisesse cancelar, fariam o pedido corretamente então. Retruquei, toquei o áudio da ligação anterior e fui informado que iriam examinar o caso e entrariam em contato comigo três dias depois. Nada aconteceu.

 

Tornei eu mesmo a entrar em contato, para descobrir que nem da primeira vez nem da segunda fora feito pedido de cancelamento algum. Novamente iriam examinar o caso e tornariam a entrar em contato comigo. Nada aconteceu e resolvi eu mesmo ligar outra vez…

 

Adivinhem, não houve pedido de cancelamento em nenhuma das ligações anteriores e o meu contrato continuava ativo… Quase tive uma síncope. ( Normal)

 

Desta vez, prometeram que examinariam o caso e entrariam em contato comigo, retruquei, e desligaram o telefone na minha linda cara!

 

Fazer o quê não é?

 

Para minha surpresa, realmente entraram mesmo. Disseram que já estava tudo acertado no sistema e que eu poderia ficar tranquilo…Sei….

 

No final daquele mês, recebo uma terceira cobrança e ligo mais uma vez pra tentar entender o que estaria acontecendo.

 

“É uma pro rata senhor”!
Minha nossa! Esse nome de atendente eu nunca anotei…
”Não senhor, estamos lhe cobrando o período entre a assinatura do contrato e o cancelamento…” Aquele mesmo período em que eu tive que re-conectar com a minha pobre operadora antiga de quem ousei pensar tão mal!

 

Mas espera aí: a qual dos cancelamentos vc se refere?
“Do único que valeu senhor”, óbvio, não foi do primeiro que eu fiz…

 

Retruquei, toquei o áudio da ligação anterior e fui informado que iriam examinar o caso e entrariam em contato comigo três dias depois. Nada aconteceu, resolvi eu mesmo ligar outra vez pra descobrir que o cancelamento não havia sido feito, mesmo agora com o valor reduzido a apenas uma pro rata.

 

Pega na incongruência, resolveram examinar o caso, e entrariam em contato comigo três dias depois…. Haja!

 

Pra encurtar, foram outras seis chamadas no espaço de pouco mais de 30 dias.

 

Final: tudo certo, não haveria mais cobrança de pro rata ou cobrança cheia. Que dia mais feliz! Vivo! Digo, Viva!!!

 

Anteontem, quase 90 dias da minha escapadela extra-conjugal (as teles no Brasil são um casamento, não sabiam?), recebi uma carta de cobrança e ligam para os dois telefones celulares daqui de casa com aquela mensagem eletrônica ao menos quatro vezes por dia, avisando que eu preciso quitar o meu débito para poder continuar usufruindo dos benefícios dos serviços de internet…

 

Ontem liguei mais uma vez para tentar entender o que estaria acontecendo, e descobri que o contrato foi realmente cancelado, mas existia a pendência de uma pro rata…. Ainda bem que me disseram que eu não preciso me preocupar… vão examinar o caso e entrarão em contato comigo para me informar como decidiram o resto da minha vida…

 

PS: Tenho os números de protocolo. Só não sei realmente para que servem. Tenho também a gravação dos áudios das ligações.

 

PS2: Por conta do ocorrido, resolvi migrar meu telefone fixo que era da ex-atual-que-nunca-foi, para a operadora antiga, ruim, velha de guerra.

 

Vieram fazer a instalação, e o único jeito era trocar meu modem por um roteador, o que mataria a estrutura da minha rede outra vez… Mais alguns dias de luta inglória até descobrir que fazendo a assinatura de tv a cabo e o modem antigo voltaria.

 

Estou atualmente pagando mais caro, assinei a tv… o aparelho da tv está desligado e guardado debaixo da pia da cozinha, parece uma caixa de sapatos tamanho 52. Não assistimos canais abertos nem a cabo. Usamos apenas a tv por internet.

 

O preço a mais me lembra o custo da traição. Me resignei.

 

PS3: Funciona bem, jogo de vez em quando.

 

PS4: Não vou comprar, é muito caro e tenho medo do que pode acontecer com o que já tenho aqui e funciona bem. Ótimo por sinal.

Marcas de luxo aderem ao e-commerce

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

O e-commerce no segmento do luxo ganha cada vez mais relevância. Hoje, são evidentes e inúmeras as oportunidades para esse mercado na internet. Apesar de ter uma demanda bem maior nos Estados Unidos e Europa, o Brasil vem aumentando sua presença online com diversas marcas nacionais aderindo a esse formato.
Nos Estados Unidos e Europa, grifes como Ralph Lauren, Tiffany&Co., Louis Vuitton, Gucci, Prada, Armani e outras, há alguns anos, aderiram ao comércio eletrônico e vêm obtendo êxito. A Ralph Lauren, além do mercado americano, já possui loja online em nove países da Europa, Japão e, em breve, atenderá também a Coréia.

 

No Brasil, o e-commerce se amplia em segmentos como moda e acessórios, decoração e homeware. A Trousseau, especializada em homeware, por exemplo, tem mix de produtos oferecidos na internet que apresenta o mesmo requinte de suas lojas físicas. Pode-se comprar desde um sabonete à sua luxuosa linha de lençóis em algodão egípcio. A renomada boutique Mares Guia, loja multimarcas que reúne moda feminina de grifes de luxo, também possui ambiente de compras online, onde pode-se encontrar peças como saias, casacos ou, até mesmo, vestidos para festas.

 

A Boutique Daslu, um ícone no segmento do luxo no Brasil, desde os tempos áureos sob o comando de Eliana Tranchesi já apostava no comércio digital. Sua loja online disponibiliza itens da Daslu Casa, linha de homeware da grife, além de peças de roupa feminina, masculina, teen e bebê. De olho no público masculino, a grife Sergio K. também tem na internet peças-chave de suas coleções, como as cobiçadas pólos, camisas e sapatos da grife.

 

No site da dinamarquesa Bang&Olufsen, referência na produção de televisores, sistemas de som, caixas acústicas e produtos multimídia pode-se encontrar produtos como aparelhos de som, caixas acústicas e acessórios da marca. Admiradoras dos icônicos sapatos da grife Schutz também podem vivenciar experiências adquirindo seus produtos online. Sapatos, sandálias e bolsas estão entre os itens comercializados ali. Já o segmento de joias não ficou de fora. Grifes exclusivas como Silvia Furmanovich, Jack Vartanian e Carla Amorim também proporcionam a seus clientes online algumas peças de suas coleções.

 

O segmento de beleza e cosméticos é fortemente presente na internet. A Sephora, maior rede de produtos de beleza do mundo e que desde 2010 adquiriu o portal brasileiro Sacks, aposta na venda de produtos de beleza das melhores e mais desejadas marcas do mundo, como Chanel, Dior, Salvatore Ferragamo e outras, além de uma marca própria, a Sephora Collection. Também forte no segmento, o website ShopLuxo, que pertence à rede de lojas Suil, composta por Calèche, Vent Vert e Suil Parfumerie, aposta na venda de cosméticos de grifes desejadas.
Com uma proposta mais exclusiva, o site Umimo tem foco no mercado do luxo e premium, e une elegância e beleza com produtos de marcas prestigiosas. A prestigiosa grife Chanel já está no e-commerce brasileiro, disponibilizando a seus clientes itens de sua linha de beleza, como maquiagens, perfumes masculinos e femininos, esmaltes e outros.

 

O e-commerce de luxo no Brasil recebeu, em agosto deste ano, uma grife tentadora: a francesa Louis Vuitton, uma das mais desejadas e copiadas do mundo. Disponível para todo o país, a loja online da grife oferece produtos das linhas feminina e masculina de desejados acessórios, como suas icônicas bolsas, malas de viagem, óculos, cintos, lenços, relógios e sapatos. A LV online é uma forma de atender a seus consumidores residentes de cidades que ainda não possuem loja física da marca, além de poderem comprar produtos, por exemplo, para presentear alguém, o que online certamente lhes proporcionará uma economia de tempo. Afinal, ter tempo tornou-se um dos principais objetos de luxo do mundo contemporâneo.

 

Muitas marcas de luxo temiam que a venda pela internet afetasse sua aura de exclusividade, além de certo receio em provocar uma possível banalização das mesmas. No entanto, existe uma demanda do próprio consumidor pelos endereços eletrônicos das marcas de luxo. Para as marcas o maior desafio é, no mundo digital, oferecer a seu consumidor todo o luxo e experiência de compra já oferecidas em suas lojas físicas. É imprescindível investir em tecnologia, logística e uma comunicação eficaz entre a loja online e seu cliente. Um layout simples e elegante aliado a um atendimento de qualidade e agilidade de entrega certamente colaborarão para o sucesso da marca na internet. Os produtos de luxo já trazem em si o alto valor agregado, porém a percepção deste também é fortalecida no momento de experiência da compra. Vale lembrar que muitos consumidores utilizam a loja digital para se atualizar das novidades e conhecer peças de coleções novas, podendo decidir efetuar a compra pela internet ou até mesmo ir a uma loja da grife.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Atualmente cursa MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.