Mundo Corporativo: Ana Buchaim, VP da B3, revela o investimento que mudou o rumo da bolsa

Ana Buchaim, B3
Ana Buchaim é entrevistada no estúdio de podcast da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“70% das fusões, elas dão errado, porque as pessoas negligenciam aspectos humanos.”

Em 2017, a fusão entre BM&FBovespa e Cetip criou uma das maiores infraestruturas de mercado financeiro do país e deu origem à atual B3. A operação uniu negócios complementares e exigiu uma transformação cultural estruturada para integrar equipes, sistemas e estratégias. O processo e seus desdobramentos foram tema de entrevista com Ana Buchaim, vice-presidente de pessoas, marketing, comunicação, sustentabilidade e investimento social da B3, ao Mundo Corporativo, da CBN.

Ao explicar o papel da instituição, Ana lembra que a “B3 é muito mais do que a bolsa do Brasil.” Segundo ela, além da negociação de ações, a empresa atua como uma plataforma que conecta investidores e investimentos com segurança, eficiência e transparência. “Quanto mais transparência no mercado, melhor é a negociação entre as partes.”

Hoje, a B3 conta com cerca de 4 mil funcionários e fatura perto de R$ 11 bilhões por ano, de acordo com executiva.

A integração das duas empresas foi tratada como prioridade cultural desde o início. Para Ana, ignorar esse aspecto compromete resultados. “Se você não cuidar das pessoas que trabalham ali dentro, você não consegue prestar um bom serviço para quem está fora.”

O processo envolveu a definição de propósito e valores com ampla participação interna. A companhia utilizou análise de redes organizacionais para mapear relações e identificar influências dentro da estrutura. “Quando você olha e conhece quem fala com quem, quem influencia quem, você consegue trazer as vozes que estão dentro da companhia para decidir junto que cultura que a gente queria.”

Ao longo do tempo, mecanismos de gestão foram ajustados para reforçar os valores definidos. “Mudamos remuneração, mudamos mecanismo de reconhecimento de time, mudamos práticas, rituais, símbolos para que as pessoas vivenciassem a cultura.”

Um dos eixos dessa transformação foi a agenda de diversidade vinculada a metas públicas e remuneração variável. Essas metas impactavam a remuneração de gestores, inclusive do presidente. Os resultados apareceram nos indicadores internos. “A gente saiu, por exemplo, de 8% de pessoas pretas e pardas na organização, para chegar no número de 28% num curto período, sendo 15% de líderes pretos e pardos na organização.” Para Ana, diversidade é parte da estratégia, “não é um favor.”

A B3 também criou o índice iDiverse, que mede a performance de empresas com boas práticas na área, e estruturou instrumentos financeiros vinculados a metas de diversidade. “A ideia é valorizar quem faz.”

Democratização do acesso ao mercado

A mudança cultural também influenciou a comunicação com investidores. Ao reconhecer a complexidade do mercado financeiro, a B3 buscou simplificar a linguagem. “Quando você começa a entender que o investidor pode vir de qualquer lugar, com qualquer renda, com qualquer informação, você muda a forma que você fala.”

A plataforma Bora Investir foi criada com esse objetivo. “A gente simplificou a notícia, que é dura, que às vezes está no jornal e que é difícil de ler.” O resultado aparece na ampliação da base de investidores. “Hoje a gente tem quase 5.5 milhões de brasileiros que investem e aplicam em renda variável.” O valor médio de entrada também caiu. “Saiu de 800 mil CPFs para quase 6 milhões de investidores em renda variável.”

Ao tratar da gestão de pessoas, Ana destaca a importância de metas claras e diálogo aberto. “Eu tenho que ser capaz de falar com o meu time o que tá funcionando, o que não tá, e não falar da pessoa, mas falar do fato.” Para ela, definir metas exige equilíbrio entre clareza e viabilidade. Se não puderem ser cumpridas, o caminho é negociar com base em dados. “Imagina que eu sou um funcionário e recebi uma meta que eu entendo que eu não consigo alcançar. O que eu deveria fazer? Eu deveria conversar, eu deveria mostrar números, fatos e dados para conseguir negociar também com meu gestor, porque isso é uma via de mão dupla”.

A liderança, segundo Ana, exige proximidade e governança. “Ninguém faz nada sozinho e ninguém sabe tudo sozinho.” Ela também ressalta a relevância de reduzir assimetria de informação. “Quando eu tenho melhor informação, eu tenho uma melhor decisão.”

Dados e inteligência artificial

Com grande volume de dados operacionais, a B3 criou a unidade Trillia para desenvolver soluções baseadas em análise de dados e inteligência artificial. “A gente usa muito intensamente AI para fazer isso.” Internamente, a empresa disponibilizou ferramentas para experimentação em ambiente controlado. “Existe o B3 GPT ali dentro, em que as pessoas podem olhar e testar.”

A estratégia combina estímulo individual e colaboração com clientes. “A gente tem as boas perguntas ali dentro.” Para Ana, o aprendizado ocorre com testes, ajustes e diálogo constante.

Ao fim da entrevista, ela resume o principal desafio atual. “Eu acho que é conviver num ambiente em que as pessoas tendem a se polarizar cada vez mais rápido.” A resposta, segundo ela, está na comunicação. “Abrir o diálogo dentro da companhia para posições divergentes, abrir o diálogo com o mercado.”

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Mundo Corporativo: Augusto Drumond, da Nestlé, defende que diversidade com “olhar intencional” gera resultado

Augusto Drummond  head de diversidade e inclusão da Nestlé no Brasil
Entrevista no estúdio de podcast da CBN com Augusto Drumond Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Você não precisa ser do time de diversidade e inclusão para ter esse olhar intencional sobre o tema … Tendo esse olhar intencional sobre o tema, você ajuda a fazer do Brasil uma sociedade melhor, mas você também ajuda o seu negócio a evoluir.”

A Nestlé está presente em 99% dos lares brasileiros e decidiu que, para continuar relevante, precisava se tornar o “espelho do Brasil” também dentro de casa. A estratégia da empresa para essa transformação foi discutida em entrevista no Mundo Corporativo, da CBN, com Augusto Drumond, head de Diversidade e Inclusão da Nestlé no Brasil.

Segundo ele, a agenda de diversidade ganhou força a partir de uma métrica de negócio. “A gente quer, por estar presente em 99% dos lares com os nossos produtos e com as nossas marcas, espelhar essa sociedade brasileira internamente em todos os níveis hierárquicos”, afirmou. O diagnóstico indicava distâncias entre a composição demográfica do país e a da empresa. Reduzir esse descompasso passou a ser estratégia.

Hoje, 48% dos colaboradores da companhia são pessoas negras. Nos últimos anos, 200 profissionais negros passaram a ocupar cargos de liderança. A empresa também registra 45% de mulheres na liderança e mais de mil pessoas com deficiência no quadro de funcionários.

Grupos de afinidade e transformação cultural

A estratégia se apoia em cinco frentes prioritárias: pessoas negras, mulheres, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e gerações — tanto jovens com menos de 29 anos quanto profissionais com mais de 50.

Cada grupo conta com um comitê interno. São cerca de 25 integrantes por grupo, responsáveis por propor ações e influenciar decisões. “Esses grupos, eles atuam, claro, como um espaço de acolhimento, mas principalmente esses grupos também ajudam a transformar Nestlé”, explicou.

É nesse ponto que ganha força o conceito de “olhar intencional”, repetido por Drumond ao longo da conversa. Para ele, não basta apoiar a pauta em tese; é preciso incorporá-la nas escolhas do dia a dia. O gestor que revisa seus critérios de contratação, o líder que observa quem tem voz nas reuniões, a equipe que questiona se uma campanha realmente representa o público que pretende alcançar — tudo isso faz parte desse movimento. Sem intenção clara, a diversidade corre o risco de ficar restrita ao discurso. Com intenção, passa a orientar decisões concretas e a influenciar resultados.

Um exemplo é o projeto “Rótulos que Falam”, criado para tornar embalagens mais acessíveis a pessoas com deficiência visual ou dificuldade de leitura. A iniciativa surgiu a partir da experiência de uma colaboradora cega. “Quando ela chegou no time e ela deu essa declaração muito simples de que ela não tinha acessível todas as informações que estão ali naquela embalagem, a gente começou a ir atrás da solução”, contou.

Em parceria com um aplicativo, as informações dos produtos passaram a ser disponibilizadas em áudio por meio do celular. A medida responde a uma realidade expressiva: estima-se que mais de 17 milhões de brasileiros tenham algum tipo de deficiência visual ou dificuldade de leitura.

Outro caso é a fábrica de chocolates Garoto, em Vila Velha (ES), que se tornou referência na inclusão de pessoas surdas. São mais de 100 colaboradores surdos e uma estrutura adaptada com intérpretes e comunicação acessível. 

O “olhar intencional”, expressão usada por Drumond ao longo da entrevista, significa sair da neutralidade confortável e assumir responsabilidade direta sobre as decisões. Não é esperar que a área de diversidade resolva o tema. É o gestor revisar o processo seletivo, questionar a composição do time, observar quem fala — e quem não fala — nas reuniões, analisar se a campanha representa de fato o público consumidor. Para ele, sem essa intenção clara, a diversidade vira discurso. Com intenção, vira critério de decisão.

Diversidade como decisão de negócio

Para Augusto Drumond, a pauta não se sustenta apenas por uma razão ética. “E para as empresas, independente de tamanho, é olhar para isso novamente para além do imperativo moral, para além dessa questão de que é o certo a ser feito, porque na Nestlé a gente tem visto que isso tem resultado positivo para o negócio. E se tem resultado positivo para o negócio para a Nestlé, tenho certeza que tem resultado positivo para o negócio para outras empresas também.”

Ele destaca que a diversidade influencia desde campanhas publicitárias até desenvolvimento de produtos e posicionamento de marca. “Então, através desses diferentes aspectos, seja campanha, desenvolvimento de produto, posicionamento da empresa, a gente a gente tem tentado se aproximar dos nossos consumidores usando essa lente e a ótica da diversidade e inclusão.”

A lógica é simples: consumidores tendem a se conectar com marcas nas quais se reconhecem. Representatividade, nesse caso, deixa de ser discurso e passa a ser prática.

Liderança inclusiva e próximos passos

Criada há cerca de cinco anos, a área de Diversidade e Inclusão da Nestlé agora concentra esforços em ampliar a presença de pessoas negras na liderança e desenvolver o conceito de liderança inclusiva.

“A gente continua olhando para a diversidade como uma das top prioridades dentro dos temas de RH”, afirmou, ao comentar o cenário global de reestruturação da companhia. Para ele, o tema permanece estratégico.

Ao final da entrevista, Drumond deixou uma recomendação que nasce da própria experiência. Ele contou que, ao longo da carreira na empresa, sempre “levantou a mão” quando queria aprender algo novo ou migrar de área — chamou gestores para conversar, declarou seus objetivos e buscou exposição interna, mesmo quando isso causava desconforto. Foi assim que transitou do marketing para o planejamento estratégico e, depois, para a área de Diversidade e Inclusão. Por isso, resume o conselho em uma frase direta: “Levanta a mão, né? Levanta a mão, é sempre importante.” 

O conselho vale tanto para profissionais que buscam espaço quanto para empresas que desejam avançar. Segundo ele, é preciso intencionalidade e coragem para transformar cultura e resultados.

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Mundo Corporativo: Aimeé Rocha e Eduardo Paiva, da L’Oréal, explicam como tornar diversidade e brasilidade em estratégia do negócio

Aimée e Eduardo na entrevista ao Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

“Diversidade é a nossa licença para operar.”
Eduardo Paiva, L’Oréal

A L’Oréal aposta que refletir a pluralidade do Brasil dentro de suas equipes é tão estratégico quanto lançar novos produtos no mercado. Para os executivos Aimeé Rocha, gerente de talento, e Eduardo Paiva, diretor de diversidade, equidade e inclusão, a representatividade é não apenas uma diretriz de recursos humanos, mas uma forma de orientar decisões de negócio. O tema foi abordado em entrevista ao programa Mundo Corporativo.

A diversidade como estratégia

Eduardo Paiva foi direto ao afirmar: “A iniciativa privada deve ser parte da solução dos problemas que a sociedade enfrenta”. Para ele, se a exclusão é um traço histórico brasileiro, cabe às empresas enfrentarem essa realidade. Essa visão se traduz em metas claras de contratação de pessoas negras, profissionais com deficiência, integrantes da comunidade LGBTQIA+, além da promoção da equidade de gênero e de gerações.

Aimeé Rocha destacou o recrutamento intencional como prática essencial. “Quando eu abro uma vaga, eu persigo esse propósito de representatividade”, explicou. Segundo ela, os programas de entrada — jovem aprendiz, estágio e trainee — foram reformulados a partir de 2020 e hoje já refletem de maneira mais fiel a composição da sociedade brasileira. No caso do jovem aprendiz, mais de 80% dos contratados se autodeclaram pretos ou pardos.

Brasilidade como motor

A conexão com a cultura local também guia a forma como a empresa busca talentos. “Pessoas são centro da organização. Quando a gente fala de brasilidade, a gente está falando de uma cultura onde beleza é felicidade e que esse contato humano faz toda a diferença”, disse Aimeé Rocha.

Eduardo Paiva acrescentou que a diversidade brasileira inspira o mundo. “Aqui no Brasil a gente encontra 55 dos 66 tons de pele mapeados globalmente e todos os oito tipos de cabelo. Quando a gente junta isso nesse caldeirão, é a identidade brasileira inspirando vários países.”

Formação de líderes inclusivos

Além de atrair novos perfis, a L’Oréal busca formar lideranças que reflitam esse movimento. O programa Liderança Inclusiva trabalha seis dimensões de atuação dos gestores, como inteligência cultural e colaboração. “A gente cria oportunidades para formar líderes mais inclusivos, mas isso se estende e transborda para colaboradores diversos e não diversos”, observou Aimeé Rocha.

Para Eduardo Paiva, essa transformação também impacta sua trajetória pessoal: “Os últimos seis anos têm sido para mim um encontro com a minha potência, um mergulho na minha brasilidade”.

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Mundo Corporativo: Rita Knop explica como a Neoenergia ajuda empresas a economizar com energia limpa

Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo no YouTube

“Você imagina ter um shopping center atendido por combustível fóssil. Quando você moderniza a matriz energética, se beneficia o shopping e todos os empresários que têm lojas ali.”
Rita Knop, Neonergia

Empresários que ainda não migraram para o mercado livre de energia estão perdendo oportunidades reais de economia e eficiência. Essa é a avaliação de Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia, ao abordar os impactos da abertura do setor para pequenas e médias empresas em 2024. A executiva alerta que, mesmo dois anos depois da mudança, há negócios que continuam pagando mais do que deveriam pela energia elétrica. A estratégia da companhia, segundo ela, é oferecer consultoria especializada e soluções personalizadas que garantem previsibilidade e reduções de até 35% no custo da energia. Conversamos sobre o assunto no Mundo Corporativo, da CBN.

Segundo Rita, o papel da Neoenergia vai além da comercialização: “A gente atua como um assessor energético. Assim como existe o assessor financeiro, nós ajudamos o cliente a entender e otimizar sua operação energética”. Essa atuação inclui diagnóstico, elaboração de soluções e até o financiamento da modernização da infraestrutura, por meio de um modelo em que a empresa paga uma mensalidade em vez de arcar com investimentos iniciais. “Ele não precisa se descapitalizar para renovar todo o seu parque de infraestrutura de energia. A Neoenergia faz esse investimento e presta o serviço ao longo do tempo”, explicou.

Da consultoria à transformação da cadeia produtiva

A adoção do mercado livre de energia, na visão da executiva, tem exigido uma mudança de mentalidade dos empresários. Muitos ainda têm dúvidas e medo da instabilidade dos preços, mas a proposta da Neoenergia é justamente oferecer segurança. “Você tem previsibilidade do que vai pagar ao longo dos meses e pode negociar contratos de até 20 anos”, afirmou.

Além disso, Rita destaca que a empresa avalia não apenas o consumo da organização, mas também o impacto da cadeia produtiva: “Junto com esses grandes clientes, a gente monta um plano de assessoria para a cadeia de fornecedores. Se ela não estiver descarbonizada, o cliente não consegue atingir suas metas ambientais, especialmente no escopo 3”.

A executiva também ressaltou a vantagem de a Neoenergia operar em toda a cadeia: geração, distribuição e comercialização de energia. “A gente tem uma energia 100% certificada desde a sua origem até o atendimento ao cliente”, garantiu.

Com experiência anterior no setor de telecomunicações, Rita afirma que vive no setor elétrico uma transformação semelhante à que testemunhou décadas atrás: “A gente dormiu regulado e acordou no mercado livre”, disse, comparando os desafios enfrentados na liberalização dos serviços.

Liderança e diversidade no setor elétrico

Rita Knop também falou sobre sua trajetória e os desafios de ser mulher em um setor historicamente masculino. “Quando me formei em engenharia elétrica, era quase uma agulha no palheiro”, lembrou. Ela afirma que só conseguiu avançar porque encontrou líderes dispostos a apostar em seu trabalho. Hoje, reconhece na Neoenergia um ambiente de estímulo à diversidade: “Não adianta você falar em diversidade, trazer uma mulher e não dar um ambiente, uma condição para que ela atue. Isso eu encontrei aqui”.

Ela cita, ainda, um programa da empresa reconhecido pela ONU, que já formou mais de mil mulheres eletricistas: “É com muito orgulho e satisfação de saber que eu tô num ambiente que eu posso ser uma líder mulher, sem ter que parecer homem”.

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Mundo Corporativo: Bibi Amarante, da Hustlers.br, fala de conexões reais por meio do live marketing

Reprodução do vídeo do Mundo Corporativo



“Você precisa transmitir essa verdade na hora de fazer algum tipo de ação.”

Bibi Amarante, Hustlers.br

Criar experiências ao vivo entre marcas e consumidores é mais do que promover eventos. É sobre estabelecer vínculos autênticos, gerar pertencimento e ativar, de forma imediata, a percepção das pessoas sobre produtos, serviços e valores. Para Bibi Amarante, sócia e COO da Hustlers.br, o live marketing — que já foi chamado de marketing de experiência e promocional — evoluiu para ocupar um papel estratégico nas relações entre empresas e seus públicos. Esse é o tema da entrevista ao programa Mundo Corporativo.

“O live marketing é tudo que você possa fazer ao vivo com o seu consumidor final ou com o seu público-alvo”, explica Bibi. “Você consegue medir ali o termômetro de ‘tô indo bem, tô indo mal, estão gostando do meu produto, não estão gostando do meu produto’.” A presença ativa nas interações permite respostas rápidas e diretas, mas também cobra autenticidade de quem realiza: “Do mesmo jeito que você tem essa mensuração muito rápida, você consegue sacar mais facilmente se a marca tá sendo genuína.”

Representatividade como estratégia de negócio

A Hustlers.br, criada por Bibi e Ramon Prado, é uma agência liderada por pessoas negras e formada majoritariamente por profissionais pretos. “A gente se entende como uma agência plural, porque a diversidade, ela vem de várias questões, não só das questões raciais.” Essa visão está presente desde a escolha dos fornecedores até o perfil das equipes envolvidas nas ações. “A gente não faz só eventos voltados à diversidade, mas a gente inclui a diversidade em tudo que a gente faz.”

Entre os projetos que mais refletem esse posicionamento, Bibi destaca o Perifacon, evento geek gratuito voltado à periferia, e o Future in Black, conferência de negócios para lideranças negras. “A gente se envolve bastante, não só porque cumpre com o propósito da agência, mas também porque atinge públicos diferenciados.” Além desses, a Hustlers também atua com marcas como Natura e TikTok, criando ações para públicos diversos e com escopo nacional.

Ela observa uma mudança no mercado. “Hoje em dia a gente tem falado muito de Brasil real, né? Você se vê representado ali dentro do contexto, seja corporativo, seja publicitário, de comunicação — e isso faz a diferença. As empresas têm percebido isso.”

Ser líder, ser paciente, ser resiliente

Com mais de 20 anos de carreira, Bibi conta que sua trajetória no live marketing começou ainda na faculdade, quando se encantou pela área. Hoje, reconhece o quanto amadureceu como empreendedora. “No início da minha carreira eu era muito afoita. Hoje em dia eu tenho mais paciência, eu sou mais resiliente para entender que às vezes é só um obstáculo no meio do caminho. Você não precisa desistir de tudo.”

Para ela, liderar é saber lidar com contexto e pressão. “Ser líder, eu acho que também é isso: é você ter esse olhar ali mais resiliente, entender todo o contexto, entender tudo que tá sendo posto dentro desse cenário para que você consiga se aprimorar.” O improviso também é essencial no live marketing: “Você tem que ter o pensamento muito rápido do que vai fazer.”

E para quem está começando, o conselho é direto: “Procurem agências de live marketing. Não se inibam achando que vai sair muito caro ou que vai afastar. Qualquer tipo de empreendedor pode ter contato com especialistas.”

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Mundo Corporativo: Ângelo Vieira Jr, da Lúmen, defende a diversidade como motor estratégico das empresas

Reprodução da gravação do Mundo Corporativo

“Ou eu olho para a diversidade como um fator estratégico ou eu vou perder estas camadas que são importantes para a sustentabilidade do meu negócio.”

Ângelo Vieira Jr, Lúmen

A diversidade, muitas vezes vista como pauta social ou política, é cada vez mais uma questão de sobrevivência empresarial. A presença de equipes plurais nos ambientes corporativos está diretamente relacionada à inovação, ao lucro e à longevidade das organizações. Esse é o argumento defendido por Ângelo Vieira Júnior, estrategista-chefe da Lumen Strategy, em entrevista ao programa Mundo Corporativo.

Durante a conversa, Ângelo enfatizou que “diversidade não é só uma questão ética, ela é também uma questão de crescimento, de desenvolvimento, seja ele econômico, cultural ou político.” E lembrou que organizações com diversidade levada a sério podem alcançar até 25% a mais de lucro.

Diagnóstico, políticas e liderança diversa

Segundo o especialista em inovação, é necessário começar com um diagnóstico realista da diversidade existente nas empresas. “Muitas vezes a gente tem uma falsa narrativa… até que ponto essa voz é tão diversa como o executivo imagina?”, questiona. Na sequência, é preciso estabelecer políticas claras e ativas, “que sejam da porta para dentro e da porta para fora”, indo até onde estão os grupos sub-representados.

Ângelo defende que essa transformação não pode ser apenas institucional. “Eu sou uma colcha de retalhos: nordestino, ex-estudante de escola pública, negro, abertamente gay. Isso está comigo, e eu batalho diariamente para democratizar essas realidades.” Sua vivência pessoal reforça a urgência de lideranças que compreendam essas camadas da experiência humana — não como exceção, mas como parte da estratégia.

Ele cita ainda a importância dos grupos de afinidade e treinamentos contínuos, além de um “letramento cultural pela diversidade, letramento racial e letramento digital inclusivo”, que considera o novo alfabeto da liderança contemporânea.

Inovação, consumo e o desafio da omnicanalidade

A entrevista também explorou como a diversidade se conecta à inovação e ao comportamento do consumidor. Ângelo argumenta que as novas gerações compram de marcas com políticas inclusivas: “80% dos millennials levam isso em consideração antes de adquirir um produto”. Ele destaca que a pluralidade no time interno é fundamental para entender esse cliente — que, segundo ele, “começa a consumir o conteúdo do produto muito antes de pegá-lo fisicamente”.

Ao abordar omnicanalidade, criticou empresas que dizem colocar o cliente no centro, mas o tratam como coadjuvante: “Se eu só olho a eficiência e esqueço a experiência, não tenho omnicanalidade.” Para ele, o caminho envolve escuta ativa, humanização e fluidez entre os canais digitais e físicos — sempre com foco real nas necessidades humanas.

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Mundo Corporativo: Vetusa Pereira, da Heineken, afirma que diversidade não é moda, é negócio

Foto: divulgação

“Diversidade e inclusão não são custo nem moda; são estratégia de negócio que traz resultado financeiro para as empresas.”

Vetusa Pereira, Heineken

O Brasil avança com estratégias efetivas de diversidade e inclusão no ambiente corporativo, enquanto assistimos a movimentos contrários ganhando espaço internacionalmente, como mostram os recuos nos Estados Unidos de Donald Trump. No entanto, para que o país se proteja dessa onda de retrocesso é preciso entender como essas iniciativas afirmativas podem ser transformadas em resultados práticos. Nesse sentido, o Mundo Corporativo entrevistou Vetusa Pereira, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo Heineken.

Segundo Vetusa, é fundamental desmistificar a ideia de que diversidade é um gasto sem retorno ou apenas um modismo passageiro. “Se as pessoas realmente se debruçarem sobre os estudos, esse mito cai rapidamente”, afirmou.

Inclusão com resultado

A experiência do Grupo Heineken no Brasil ilustra bem a possibilidade de crescimento por meio de políticas claras de diversidade. Vetusa destaca que, nos últimos anos, a representatividade feminina na liderança da empresa saltou de pouco mais de 20% para 44%, com meta de alcançar 50% até 2026. Já na questão racial, a companhia atingiu quase 37% de lideranças negras, com um objetivo declarado de chegar a 40% até 2030.

Esses resultados, segundo ela, só foram possíveis graças a uma análise detalhada da realidade interna e externa da empresa, estabelecendo ações específicas como programas de aceleração de carreira, treinamentos corporativos e apoio no desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores.

Vetusa enfatiza que diversidade e inclusão geram uma conexão real com os consumidores, contribuindo diretamente para os resultados financeiros das empresas. “Se queremos chegar ao coração e ao copo de todos os brasileiros, precisamos falar uma linguagem diversa e inclusiva”, destacou.

Meritocracia e equidade

Sobre o debate envolvendo meritocracia e ações afirmativas, Vetusa esclarece que ambas são compatíveis desde que aplicadas corretamente. Ela explica que as políticas internas são desenhadas para oferecer ferramentas adequadas de desenvolvimento, garantindo que todos possam competir em igualdade de condições. “Ninguém vai promover alguém só por ser mulher ou pessoa negra. Precisa haver repertório de conhecimento”, pontuou.

Outro aspecto abordado por Vetusa foi o papel da comunicação, descrita por ela como fundamental no avanço das iniciativas de diversidade. A Heineken investe em treinamentos específicos que ensinam lideranças e colaboradores a comunicarem suas demandas e necessidades sem cair em extremismos ou receio de “cancelamento”. Segundo ela, “o objetivo não é policiar, mas letrar e educar com empatia e diálogo”.

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Mundo Corporativo: Carlos Humberto, da Diaspora.Black, discute afroturismo e inclusão

“Quando você vai a um lugar, come uma determinada comida, esse sabor jamais sai da sua memória. Esse lugar jamais sai de dentro de você.” 

Carlos Humberto, Diaspora.Black

O turismo é mais do que uma viagem de lazer. É uma ferramenta pedagógica capaz de transformar percepções, enriquecer repertórios culturais e romper barreiras sociais. Foi a partir dessa ideia que Carlos Humberto, CEO da Diaspora.Black, decidiu criar uma startup de impacto social que conecta a história e a memória da população negra ao desenvolvimento de negócios. O tema foi discutido na entrevista concedida ao programa Mundo Corporativo, apresentado por Mílton Jung.

Uma jornada que começa na infância

Carlos Humberto compartilhou que sua primeira experiência empreendedora ocorreu aos 11 anos, organizando excursões para a praia na Baixada Fluminense. “Eu fui um dos organizadores do movimento dos farofeiros, mesmo sem perceber que isso já era empreender”, afirmou. Décadas depois, a vivência se conectaria a uma nova oportunidade: transformar episódios de racismo enfrentados em viagens e na própria casa em um modelo de negócios voltado ao afroturismo.

A Diaspora.Black promove experiências que vão desde caminhadas em comunidades quilombolas até pacotes turísticos em capitais africanas e brasileiras, como Salvador. “A falta de representação da história e cultura negra no mercado de turismo é um vazio que decidimos preencher”, explicou. A iniciativa também abrange treinamentos corporativos para fomentar diversidade e inclusão. Segundo Carlos, “não basta ter uma ideia ou conhecimento de negócios, é preciso saber exatamente o que se quer trabalhar”.

Educação como ponte para a inclusão

Além do turismo, a Diaspora.Black desenvolve certificações corporativas que utilizam ferramentas tecnológicas, como gamificação, para promover aprendizado. A metodologia é composta por vídeo-aulas curtas, quizzes e certificações que ajudam a medir mudanças no comportamento dos participantes. “É possível mensurar como as pessoas mudam sua visão, atitude e comportamento a partir do aprendizado adquirido”, ressaltou.

Carlos também destacou que preconceitos muitas vezes são fruto da falta de informação. “A sociedade bugou nos anos 2000, mas as novas gerações já trazem um repertório mais diverso e exigem que as empresas atualizem seu software”, disse, ao enfatizar a necessidade de combater preconceitos por meio de conhecimento e educação.

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Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

A quem interessa nossa “neutralidade”?


Diego Felix Miguel

Photo by fauxels on Pexels.com

Certa vez, em um grupo de WhatsApp, compartilharam uma notícia sensacionalista e enganosa, o que gerou desconforto entre os integrantes. Após dezenas de mensagens questionando o conteúdo, a remetente avisou: “por favor, sem política no grupo!”, e alertou que qualquer um que continuasse a discutir a matéria será excluído da rede social.

O que me chamou a atenção foi a superficialidade com que o conceito de “política” foi tratado. Política não se resume ao partidarismo, nem acontece apenas em períodos eleitorais. Ela está presente em todos os dias e em todos os lugares.

Gosto de pensar que, como seres políticos, cumprimos um papel social importante desde o momento da fecundação, que garantiu nossa existência, e até mesmo após a morte, por meio do legado que deixamos. Somos seres políticos porque temos a capacidade de intervir, positiva ou negativamente, na sociedade. Em micro ou macro realidades, atuamos como agentes de transformação diariamente, muitas vezes sem termos consciência de como nossas ações, ideias e palavras podem impactar outras pessoas e a sociedade como um todo.

A segunda reflexão que essa experiência no grupo de WhatsApp me proporcionou foi sobre o silenciamento imposto e a suposta neutralidade diante do assunto discutido. Tanto aqueles que questionaram a veracidade da notícia e foram silenciados, quanto os que preferiram ignorar o conteúdo para evitar discussões, representam formas de recuo em nome de uma falsa neutralidade.

Como disse Paulo Freire: “Que é mesmo a minha neutralidade, senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça?” Será que, como seres políticos e racionais, devemos nos abster de expressar nossa opinião sobre os acontecimentos atuais? Ou, pela idade, devemos delegar essa responsabilidade aos mais jovens?

Compartilho essa reflexão com você, leitora e leitor, para que possamos nos unir neste momento político crucial: as eleições. Precisamos fazer valer nossas vozes e defender o que acreditamos ser fundamental para garantir um envelhecimento saudável e ativo.

Considerando a importância do nosso papel político e do legado que queremos deixar, é essencial estarmos aliados a candidatos que se comprometam com o fortalecimento do SUS, a ampliação e consolidação dos serviços de atenção e cuidado às pessoas idosas (como NCIs, Centros Dia e ILPIs), além do fomento à arte, cultura e esportes.

Neste momento, é fundamental analisar propostas, questionar os candidatos e avaliar se eles merecem nossa confiança. E, independentemente de quem for democraticamente eleito, é essencial acompanhá-los e exercer nossa participação social, para moldar a política que queremos e precisamos, tornando-a representativa.

Diego Felix Miguel é doutorando em Saúde Pública (FSP USP), Especialista em Gerontologia pela SBGG, Presidente do departamento de Gerontologia da SBGG-SP e Gerente do Convita – Patronato Assistencial Imigrantes Italianos.

Mundo Corporativo: Matthias Schupp, CEO da Neodent, fala de cultura organizacional e inovação

Matthias Schupp na gravação do Mundo Corporativo

“A cultura da empresa nunca vai se adaptar a uma pessoa. É a pessoa que precisa se adaptar à cultura.”

Matthias Schupp, Neodent

Nos corredores de uma empresa global, a cultura organizacional não se molda pelas preferências individuais dos funcionários. Pelo contrário, quem ingressa deve se ajustar ao ambiente já estabelecido. Esse é um dos princípios que sustenta o sucesso da Neodent, líder brasileira em soluções odontológicas com presença em 95 países, de acordo com Matthias Schupp, CEO da companhia. Em entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, ele afirmou que o compromisso com a cultura empresarial é o alicerce que impulsiona a inovação e fortalece a marca.

A cultura, segundo Matthias, prospera quando é constantemente reforçada. “Cada pessoa que se junta à Neodent tem que se adaptar a essa cultura”, disse o executivo. Esse princípio gera, segundo ele, um “processo automático” que assegura a consistência dos valores organizacionais.

Investimento em pesquisa e desenvolvimento

Na fábrica da Neodent, em Curitiba, a área de pesquisa e desenvolvimento desempenha um papel crucial no avanço da odontologia moderna. Matthias, destacou que a empresa lidera o mercado de implantes, e também investe em soluções digitais e personalizadas. “Hoje, oferecemos não só implantes, mas também alinhadores transparentes e outras tecnologias de ponta, todas desenvolvidas no Brasil”, explicou o CEO. Ele ressaltou o orgulho em manter um centro de pesquisa avançado, onde são testadas novas técnicas que depois são replicadas globalmente, em sinergia com o Grupo Straumann. Essa estrutura permite à Neodent exportar tecnologia e conhecimento, consolidando sua presença em 95 países.

Matthias, também destacou o impacto crescente da transformação digital na odontologia. “A transformação digital que estamos vivendo agora é apenas o começo”, afirmou, mencionando inovações como o uso de impressoras 3D para próteses dentárias em tempo real e o uso de robôs em cirurgias odontológicas nos Estados Unidos.

A inclusão como chave para o futuro

Entre os desafios abordados, Matthias, destacou a importância da diversidade na cultura corporativa. “Acredito que somente as empresas que oferecem as mesmas condições para mulheres e homens terão um futuro brilhante”, disse ele, reforçando que a inclusão é um pilar essencial para o crescimento sustentável. Na fábrica da Neodent, 49% dos funcionários são mulheres, o que reflete a realidade da prática da diversidade na empresa, segundo Matthias Schupp.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.