“Stranger Things”: um terror, uma declaração de amor e está no Netflix

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Stranger Things”
Uma série original Netflix dirigida pelos Duffer Brothers
Gênero: Terror/suspense,drama
País:USA

 

Quatro garotos, no melhor estilo ”Goonies”, são amigos inseparáveis. Um belo dia, um deles som, e estranhos acontecimentos assustam moradores da cidade. Um detetive determinado a resolver o caso misterioso envolvendo uma importante central de pesquisa nos conduz a uma trama inteligente .

 

Por que ver:

 

A série é uma declaração de amor à decada de 80, além de evidentes referências cinematográficas e literárias da época como Stephen King, Spilberg ,Amazing Stories, Conta Comigo e, provavelmente, outras que eu  não tenha “pescado”.

 

O elenco é muito carismático, bem dirigido e as atuações muito dignas de nota, em especial a menina que faz o papel da “Eleven”.  Ela se chama Millie Bobby. Que loucura os tempos de interpretação desta criança! Perfeita, maravilhosa! Corro o risco de dizer que é a mini Meryl Streep!

 

O roteiro sem monotonia cativa do primeiro minuto ao último.

 

Como ver:

 

À noite, no melhor clima “terror”possível. Não é aquela pegada “O Exorcista” que envolve espíritos na trama, pois aí eu não teria visto: morro de medo!

 

Quando não ver:

 

Não recomendo para crianças. As chances de pesadelo são enormes!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

A vida secreta das abelhas: irretocável

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“A Vida Secreta das Abelhas”
Um filme de Gyna Prince Bythewood
Gênero: Drama
País:USA

 

Lili é uma adolescente inconformada com a morte da mãe e triste com a frieza do pai, a quem chama pelo primeiro nome. Sua grande companheira e única fonte de amor, é a sua empregada Rosaleen. Esta é negra e a história se passa na América dos anos 1960, racista e cruel.
Lili foge de casa e encontra no lar de outras três negras uma família.

 

Por que ver:
Uma fita doce e amarga ao mesmo tempo. Sabe aquela “felicidade triste”? Bom é este sentimento que o filme me provoca.

 

Toda a parte cinematográfica, desde a atuação ao roteiro, são irretocáveis.

 

Estas temáticas racistas e também relacionadas ao holocausto, me provocam reação exacerbada de emoção…É de uma injustiça cortante… mas ainda assim, muito importante pois a cada dia tropeçamos com o preconceito latente em muita gente. Velado na maior parte das vezes… Quem sabe mais filme como este façam as pessoas a se colocar no lugar do outr, nem que seja por 1hora e 50 minutos…

 

Como ver:
Com aquele babaca que adora piadinhas racistas…O cara vai se tocar!!!

 

Quando não ver:
Para as mulheres na TPM… Uma vez assisti (na TPM) ao filme “Homens de Honra” no cinema, com uma pegada parecida com este, no qual o racismo é discutido. Bom, passei vergonha de tanto chorar e achei melhor sair no meio…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Azul é a Cor Mais Quente: dramas, descobertas e sexo

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Azul é a Cor Mais Quente”
Um filme de Abdellatif Kechiche
Gênero: Drama, Romance
País:França

 

Uma menina de 15 anos começa a descobrir suas preferencias sexuais e se apaixona por outra garota. Juntas vivem uma história intensa de paixão…

 

Por que ver:
É um filme de arte, tá…Pelo ritmo, abordagem, roteiro e ousadia… A atuação das duas é de uma entrega e perfeição que poucas vezes eu vi.

 

Tem uma das cenas mais picantes de sexo na história do cinema em filmes não considerados explícitos…Bom…Eu achei quase explicito!!! Li algumas entrevistas onde as atrizes diziam usar próteses minúsculas…Bom, mesmo assim deve ter rolado… Impossível ser técnico demais ali… Vejam!!!

 

A história em si é ok, não tem grandes tramas, apenas a vida da protagonista com enfoque em suas descobertas sexuais.

 

Como ver:
Sozinho! Ou, se você tem intenção de propor ao seu parceiro assistir aos “XXX”movies, este pode ser um começo…

 

Quando não ver:
NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA,COM FAMILIARES, AMIGOS (a menos que seja aquela noite que vai rolar), E COLEGAS DE NENHUMA ESPÉCIE!!! Sim, estava gritando…Sério, muito forte. Depois não diga que não avisei… Para você ter ideia, minha funcionária estava limpando o escritório e eu aqui escrevendo, fui ver o trailler, mas achei melhor parar!

 

OBS: não precisa me contar suas impressões, este é um blog sério e de boa família! HAHAHAHAHAHAH

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Boychoir: o talento do menino rebelde do coral

 

 

FILME DA SEMANA:
“Boychoir”
Um filme de François Girard
Gênero: Drama
País:EUA

 

Um menino rebelde vê sua vida desmoronar após recentes incidentes. O passado parece vir salvá-lo pois ele descobre que seu pai existe, mas, na verdade, o que o salva é seu inestimável talento para o canto que será desenvolvido em uma prestigiosa escola interna especializada em coral.

 

Por que ver:
É uma mistura de musical, drama e motivacional. Um filme emocionante no melhor estilo “Ao Mestre Com Carinho”, “Fame”…

 

O talento das crianças do filme é impagável. Todos os meninos são cantores e o principal, o Stet, é um ator que canta bem e estudou para fazer o filme…Uma graça!

 

Como ver:
Com a família, de preferência com os filhos. Todos irão se emocionar.

 

Quando não ver:
Com a galera do Jiu Jitsu… Será meio estranho ver aqueles grandalhões chorarem… Escolha algo tipo “Os Vingadores” ou “Transformers”

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

‘House of Cards’: os personagens da série e os protagonistas da nossa política

 

 

FILME DA SEMANA:
“House of Cards”
Uma série de Beau Willimon
Gênero: Drama Político.
País:EUA

 

Desta vez falarei de uma série e não de um filme, pois o momento pede! Um político ambicioso e inescrupuloso circula por Washington aplicando sua influência por um objetivo claro: se tornar o homem mais poderoso do mundo.

 

Por que ver:
A série em si é maravilhosa, bem filmada, bem interpretada e com um roteiro espetacular. O momento político que vivemos a torna mais especial ainda…Podemos entender com clareza sobre o balé político que governa um país. Salvo as devidas proporções, podemos traçar um paralelo com a realidade brasileira…

 

Após ver Michel Temer na propaganda do PMDB, para mim ficou muito óbvio que ele se prepara para um eventual impeachment ou renúncia presidencial…Ele quer ocupar o cargo máximo do país assim como Frank Underwood o quis.

 

É um barato brincar de projetar a série na situação atual do pais…Eu e meu marido ficamos brincando de transpor os personagens da série para a nossa realidade e garantimos boas risadas com isto!

 

Como ver:
Depois da propaganda do PMDB.

 

Quando não ver:
VEJA! É sem dúvida uma das melhores séries de todos os tempos.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos .

Para Sempre Alice: antes que tudo que você conquistou vá embora

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Para Sempre Alice”
Um filme de Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Gênero: Drama.
País:EUA/França

 

O filme conta a história de uma renomada professora de linguística em sua luta contra o mal de Alzheimer.

 

Por que ver:
Confesso que só assisti ao filme pois fui intimada por Maria Lucia Solla, que também escreve no blog do Mílton… Caramba, Maria! Realmente precisei dos lencinhos e do chocolate…Mais precisamente, brigadeiro de colher…O motivo que me fez protelar em assistir ao filme, é o mesmo pelo qual o indico. Um dos filmes mais crus dos últimos tempos…Sem enfeites, real, preciso, tocante… Daqueles que te deixam sentindo uma ausência mental por meia hora… Um filme de atriz..

 

A história é fascinante, não por suas surpresas, mas pela maneira como nos expõe a um de nossos maiores medos(ao menos um de meus maiores medos) a invalidez… Ao fim…

 

As vezes me questiono sobre nossas pedaladas na vida(não me refiro à pedalada fiscal não…). Pedalamos para chegar “onde queremos”, profissionalmente, financeiramente, pessoalmente… No filme vemos bem isto quando em uma palestra a personagem diz “tudo que acumulei na vida, tudo que trabalhei tanto para conquistar, agora tudo isso está sendo levado embora. Como podem imaginar, ou como vocês sabem, isso é o inferno. Mas fica pior.”

 

Portando tiro uma conclusão bem clichê disto: vou me agarrar ao presente ao máximo, e vivê-lo intensamente e com a maior alegria que puder!

 

Como ver:
Seguindo a sugestão da Maria Lucia, com uma caixinha de lencinhos e chocolate para te fazer companhia.

 

Quando não ver:
Está em um momento “tarja preta”? Não veja… Assista ao Fabio Porchat ou algo do gênero, valerá mais a pena.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre cinema e filmes no Blog do Mílton Jung

O Jogo da Imitação: o difícil é desvendar o enigma da intolerância

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“O Jogo da Imitação”
Um filme de Morten Tyldum
Gênero:Biografia / Drama.
País:EUA / Reino Unido

 

É a cinebiografia de um gênio da matemática, Alan Turing, que é contratado pelos aliados para decifrar o “Enigma”: uma máquina criada pelos alemães que mandava códigos indecifráveis durante a guerra, combinando ataques e discutindo estratégias.

 

Por que ver:
Não tem o que falar da técnica cinematográfica do filme. Impecável e clássica. Em relação ao roteiro, os amantes de história sobre a segunda guerra vão dar cambalhotas de alegria ao assistir este filme.

 

Estima-se que esta descoberta(Enigma) salvou em torno de 14 milhões de pessoas e antecipou o fim da segunda guerra mundial em 2 anos!!!

 

Apesar de detestar fazer spoiler (se não gostarem de quem faça parem de ler agora), acho importante abordar outro aspecto da fita; Alan era gay e por sê-lo foi condenado(era crime na época, pasmem!) à castração química, resultando em um final trágico. A história também nos ensina a não repetir erros do passado. Portanto a prática da tolerância é muito importante…Vejam só, alguém tão genial foi condenado por sua opção sexual, mesmo tendo poupado tantas vidas…Inconcebível…Triste mesmo…

 

Como ver:
Aprender sobre história é sempre bom. Assista com alguém que entenda sobre a história da segunda guerra pois a mesma certamente terá outros fatos curiosos para acrescentar.

 

Quando não ver:
Proibido para menores de 12 anos.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve sobre filmes no Blog do Mílton Jung

Encontre o “defeito” de Sniper Americano e concorra ao livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Sniper Americano”
Um filme de Clint Eastwood.
Gênero: Guerra, Drama.
País:USA

 

Conta a história verdadeira de Chris Kyle, texano, cowboy e caçador; que se emociona com os ataques de 11 de setembro e resolve se alistar no exército para servir o seu país e acabar com os terroristas. Logo seu talento para o tiro é percebido e ele vira o soldado mais “efetivo” (matou mais de 160 inimigos) da história do exército americano.

 

Por que ver:

 

Clint Eastwood consegue criar um épico atrás do outro. Neste caso, é um filmão de guerra de primeira grandeza, que te envolve e te faz segurar o fôlego algumas vezes. Não vou discutir sobre política internacional, ou posicionamento politicamente incorreto do diretor, relacionados aos iraquianos, e/ou ao patriotismo americano exacerbado….Afinal já esperamos isto vindo dos USA, assim como também esperamos um filme que seja impecável e que sirva como um excelente entretenimento.

 

Bradley Cooper cresceu para todos os lados. Esta mais forte e mais gordo, bem parecido com o Chris original. Sua interpretação esta irretocável. Uma das melhores de sua carreira.

 

Como ver:

 

Comendo um hambúrguer para entrar no clima enquanto procura um único defeito na produção de Clint (contarei para o Mílton Jung para não ter marmelada). Vou até lançar um desafio: o primeiro que achar o defeito até 30 de junho, vai ganhar meu livro predileto sobre a história do cinema na década de 70: “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’nRoll Salvou Hollywood”… (só vale resposta aqui no Blog)

 

Quando não ver:

 

Se detestar filmes americanóides…Mas aviso, vai perder um filmaço!!!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando: vai amarelar!?

Relatos selvagens: o que te faria surtar?

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Relatos Selvagens”
Um filme de Damián Szifron.
Gênero: Suspense, Comédia, Drama.
País:Argentina, Espanha

 

Um avião, uma estrada, uma mansão,um restaurante, uma repartição pública e um casamento; nessas locações acontecem situações prosaicas mas com desfecho inesperado e muito selvagem.

 

Por que ver:
Este diretor consegue te capturar em um ritmo incrível. É um filme 6×1; seis histórias diferentes, e completas, em apenas um filme. Por vários momentos me questionei se não reagiria da maneira que os personagens reagem. Muitas vezes essa identificação com a história não é imediata, mas esse filme te faz imergir e se colocar no lugar de cada história te fazendo flertar com a babárie. As situações são tão corriqueiras e vão tomando uma proporção de loucura plausível em um ritmo perfeito entre direção, atuação e roteiro. Nesse filme, os personagens vão um pouquinho além e te levam junto… O que te faria surtar? Me conte nos comentários abaixo.

 

Como ver:
Depois de um dia duro de trabalho. Diversão na certa! Um dos melhores filmes dos últimos tempos.

 

Quando não ver:
Se você tiver raivinha de Argentinos… Vai te dar mais raiva ainda ao perceber quão talentosos este hermanos foram na execução desse filme. Não quero te ver surtar, hein! Está avisado(a)…

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Perguntei ao Siri: “você já se apaixonou?” E ele respondeu

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Ela”
Um filme de Spike Zonze.
Gênero: Drama ou Romance
País:USA

 

Theodore é um escritor que, evidentemente, tem muitos problemas para se relacionar. Então, se apaixona por um sistema operacional chamado Samantha! Realmente, não sei se é drama ou romance.

 

Resenha:
Desta vez vou abandonar minha forma costumeira de escrever, para abrirmos uma discussão maior a respeito deste filme.

 

Assisti-o junto com meu marido e um casal de amigos, que ficaram bastante impressionados com as questões levantadas após seu término. O personagem se apaixona por um sistema operacional chamado Samantha. É um sistema extremamente evoluído, capaz de sentir. Ele é um mini celular que fica ligado por bluetooth a um fone de ouvido. Como uma namorada, o sistema faz ligações para Theodore no meio da noite, viajam juntos, saem com amigos… Tudo exatamente como em um namoro normal só que sem a presença física. Essa é uma das questões…

 

Que triste nosso destino, não? Nos relacionar com máquinas!?? Se você pensar bem, já estamos a meio passo disto, pois não nos relacionamos com as máquinas, mas através delas… Cadê aquela despedida de telefonema onde um fala “desliga você primeiro…”, “não, tudo bem desligo eu…”. “você…”, “eu…”. Ou, então, a espera por uma ligação desejada?

 

Hoje, você consegue ver se alguém leu ou não sua mensagem/email… Rastreia as pessoas por redes sociais…Aplicativos… Nossa privacidade e mistério são zero, sem falar na frieza e superficialidade que nossos relacionamentos estão se moldando a ponto de nos tornarmos seres não sociáveis, travados de uma maneira que realmente só conseguiremos nos relacionar com sistemas…Fim do mundo!

 

Fora isto, no filme o sistema tem vontade própria e acaba mandando uma compilação das cartas de Teodore para uma editora… Ah que legal! O sistema ajudou o seu dono! Mas pensem comigo, se conseguiram codificar o amor, podem muito bem codificar o ódio e o sistema se virar contra seu dono e/ou criador! E aí?? Tudo é sistema, certo? E se o sistema ficar amigo de outro sistema e resolverem juntos começar uma guerra? Da maneira como pensam os sistemas no filme, isto é perfeitamente possivel…

 

Faça uma brincadeira:

 

Quem tiver Iphone, pergunte ao Siri se ele te ama. Resposta que obtivemos: “a cada dia que passa gosto mais de você”. Outra: “Siri, você já se apaixonou?”. Resposta: “acho improvável já que sou incapaz de amar”. Humm, será?… MEDA!

 

Não é para pensar? Onde vai parar a evolução das máquinas? E a nossa involução?

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Toda semana, sugere e escreve sobre filmes aqui no Blog do Mílton Jung