Até quando as festas barulhentas continuarão impunes?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

PANCADÃO

reprodução do Bom Dia São Paulo

 

É inexplicável que o poder público e a força da mídia não consigam parar bailes funks e pancadões, que atormentam sonoramente a vizinhança onde se estabelecem.

 

Dia 11 de junho, o Bom Dia São Paulo da TV Globo exibiu imagens através de drone, gravadas por um morador, que mostravam decibéis acima do permitido, bem como intensa movimentação de pessoas na área do Real Parque — zona de edifícios e casas de alto padrão. O detalhe: não foi possível exibir as músicas devido ao baixo calão das letras.

 

Essa situação de desconforto é comum na região do Morumbi, onde Paraisópolis semanalmente ancora bailes cujo som se estende por um enorme espaço geográfico devido a altura exorbitante das músicas.

 

Moradores já fizeram denúncias aos órgãos policiais e judiciais competentes, mas salvo algumas medidas paliativas e temporárias, até hoje nada se resolveu. E o barulho continua.

 

Danos sociais, psicológicos, de saúde de bebês e crianças, desvalorização de imóveis e insegurança, tem passado despercebido pelas autoridades competentes.

 

Por que não reprimir esta agressão à região?

 

O Capitão Fabio Fonseca, responsável pelo policiamento do Morumbi, segundo a Globo, disse que os moradores estão exagerando e já deveriam estar satisfeitos por viverem em casas confortáveis.

 

A verdade é que este ponto de desrespeito ao silêncio não se restringe ao Morumbi. Toda a cidade precisa receber atenção do poder público na alçada que é dele.

 

A Cidade e o Estado têm órgãos competentes suficientes para agir.

 

Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Segurança, por que não proteger os que agem na lei?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Parabéns, uma boa ideia!

 

51? Uma boa ideia

 

Passei parte da sexta-feira ouvindo amigos e conhecidos reagirem assim diante da minha nova idade. Brincadeira feita, como era de se esperar, por aqueles que, como eu, já haviam passado ou beiravam a casa dos 50. Aos mais jovens, o diálogo não fazia o menor sentido, pois eles não têm mais como referência o slogan que se transformou em marco do mercado publicitário, criado pela Lage Stabel & Guerreiro, em 1978, para vender a cachaça 51. Com “uma boa ideia”e estratégia de marketing arrojada, o fabricante conseguiu fazer de seu produto um sucesso mesmo que para muitos não seja a melhor cachaça produzida no Brasil. Como a idade me ensinou que em alguns assuntos, tais como futebol, religião e cachaça o freguês tem sempre razão, não vou meter meu bedelho na discussão e deixo por sua conta o voto nesta concorrida eleição.

 

De volta aos abraços recebidos no fim da semana passada. Se brincar com a ideia do 51 não significa nada para a garotada, com certeza Facebook, Twitter e internet têm tudo a ver com a turma; e ainda me causam algumas surpresas. Assim que cheguei no estúdio da rádio, abri o computador e o Google Chrome despejou na minha tela um doodle com tortas, bolo e velinha de aniversário. O que é apenas resultado de uma máquina que identifica sua conta e cruza os dados com seu perfil se transforma em uma mensagem simpática e quase pessoal de congratulações. Você chega a acreditar que alguém lá no Goggle acordou bem cedinho só pra lhe mandar aquele recado.

 

Eu fiquei impressionado mesmo foi com a quatidade de mensagens geradas nas redes sociais, e em algumas delas chegando por todos os lados. No Facebook, por exemplo, tinham parabéns na caixa de entrada, em posts e na linha do tempo; e no alto da página ainda aparecia uma lista de fotos de pessoas que teriam me enviado as felicitações. Curioso é que se fiquei perdido olhando para cima e para baixo para não deixar escapar nenhum abraço – afinal, não sou o Felipão mas também gosto de carinho -, alguns amigos também. Ao menos dois muito próximos, que conseguiram falar comigo por telefone, me disseram que haviam registrado suas congratulações no Facebook, mas não sabiam bem por onde: “Milton, o abraço tá lá, mas não sei onde foi parar”, me disse um deles.

 

Sem saudosismo, lembro que nos meus 25 anos, quando ainda morava em Porto Alegre, as felicitações chegavam ao vivo pelos amigos que conseguiam lhe encontrar no dia do aniversário ou colegas que lhe abraçavam no trabalho – alguns por obrigação -; também discavam para o seu telefone fixo (se você não souber o que isso significa, procure no Google) ou enviavam cartões pelo correio. Estes cartões podiam ser encontrados nas papelarias, muitos com mensagens prontas – o sujeito só se dava o trabalho de assinar embaixo. Agora, até os cartões são eletrônicos: costumo receber nas datas especiais um assinado pelo meu pai, normalmente com alguma referência mais pessoal (registre-se: ele também me telefona e só não me dá um beijo ao vivo devido à distância).

 

Indepentemente do formato que chegam, quero deixar claro que fico muito feliz com as lembranças registradas aqui ou acolá e, por isso, escrevo este post, mesmo que atrasado, para agradecer a gentileza de cada um de vocês que despendeu minutos do seu dia para me escrever algumas palavras. Serei sempre grato. Agora, estou mesmo muito curioso para saber como chegarão as felicitações nos meus 60 anos. Serão drones os cartões de parabéns à você? Taí, uma boa ideia!