Até quando as festas barulhentas continuarão impunes?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

PANCADÃO

reprodução do Bom Dia São Paulo

 

É inexplicável que o poder público e a força da mídia não consigam parar bailes funks e pancadões, que atormentam sonoramente a vizinhança onde se estabelecem.

 

Dia 11 de junho, o Bom Dia São Paulo da TV Globo exibiu imagens através de drone, gravadas por um morador, que mostravam decibéis acima do permitido, bem como intensa movimentação de pessoas na área do Real Parque — zona de edifícios e casas de alto padrão. O detalhe: não foi possível exibir as músicas devido ao baixo calão das letras.

 

Essa situação de desconforto é comum na região do Morumbi, onde Paraisópolis semanalmente ancora bailes cujo som se estende por um enorme espaço geográfico devido a altura exorbitante das músicas.

 

Moradores já fizeram denúncias aos órgãos policiais e judiciais competentes, mas salvo algumas medidas paliativas e temporárias, até hoje nada se resolveu. E o barulho continua.

 

Danos sociais, psicológicos, de saúde de bebês e crianças, desvalorização de imóveis e insegurança, tem passado despercebido pelas autoridades competentes.

 

Por que não reprimir esta agressão à região?

 

O Capitão Fabio Fonseca, responsável pelo policiamento do Morumbi, segundo a Globo, disse que os moradores estão exagerando e já deveriam estar satisfeitos por viverem em casas confortáveis.

 

A verdade é que este ponto de desrespeito ao silêncio não se restringe ao Morumbi. Toda a cidade precisa receber atenção do poder público na alçada que é dele.

 

A Cidade e o Estado têm órgãos competentes suficientes para agir.

 

Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Segurança, por que não proteger os que agem na lei?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

5 comentários sobre “Até quando as festas barulhentas continuarão impunes?

  1. Lei do PSIU: Como denunciar
    As denúncias podem ser feitas pelo telefone 156, pelo Portal da Prefeitura ou nas Prefeituras Regionais.
    Para que a ação tenha maior eficácia, é importante que o reclamante informe o endereço completo do estabelecimento que está provocando o incômodo, o horário de maior incidência de barulho e o tipo da atividade exercida.
    O denunciante deve se identificar fornecendo o nome completo, o endereço e o telefone, sendo estes dados pessoais mantidos sob sigilo.

    • E quem tem coragem de denunciar dando todos os seus dados? Quem garante que é sigiloso? Quem garante que informações não são “trocadas”? Vivemos em uma selva humana, desumana.
      As vezes calar é sobreviver, infelizmente.

  2. Pingback: Até quando as festas barulhentas continuarão impunes? — II episódio | Mílton Jung

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s