Anaí Caproni e o PCO estão de volta às eleições. Seja como candidata à prefeitura seja ao governo, ela sempre se apresenta nas campanhas. O número de votos é irrisório. Na última disputa, em 2008, fez 0,03% dos votos quando concorreu ao cargo de prefeita. O que interessa, porém, é o espaço que o partido conquista para defender as propostas socialistas que unem o partido
Hoje terá mais uma oportunidade e por 30 minutos, na série de entrevistas com os candidatos ao Governo de São Paulo promovida pela CBN, com transmissão simultânea pela internet. Das 10 e meia às 11 da manhã, você também pode participar fazendo perguntas pelo e-mail milton@cbn.com.br.
Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.
Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:
“Pode gravata vermelha ?” – perguntou uma assessora por telefone, um dia antes.
A pergunta endereçada à produtora Fabiana Boa Sorte, do CBN São Paulo, sinalizava o cuidado do candidato Aloizio Mercadante, do PT, com sua imagem. Todas as assessorias haviam sido informadas que o vermelho predomina no estúdio de internet da CBN, e foi sugerido que evitassem roupas com esta cor. Mas, vá lá, gravata vermelha, pode.
Preciosismo da assessoria, pois na hora da entrevista o candidato aparece sem gravata. O mesmo já havia acontecido com Celso Russomano, do PP. Melhor que Alckmin, do PSDB, não saiba. Como já falamos neste espaço, ontem, foi ele quem viu na semelhança das gravatas dos dois principais adversários um sinal da conspiração petista-malufista.
Gravatas à parte, ou guardadas na mala, Mercadante chegou meia hora antes da entrevista começar. Veio de carro do Alto de Pinheiros até o centro. E saiu cedo para não ser traído pelo congestionamento. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”.
No estúdio chegou com três assessores, fotógrafo, equipes de gravação e perseguido de perto pela TV Globo – parece ser a única televisão a cobrir o cotidiano da disputa estadual (eu disse, parece). Antes de começar a falar ao vivo, brincou com os santistas do estúdio, enquanto eu era assediado por um dos gremistas que o acompanha, o vereador Arselino Tatto, do PT.
No ar, tráfico de influência, sigilo fiscal, aloprados e ausência no Senado foram os temas que abriram a conversa, para depois entrarmos em propostas de governo. As respostas curtas na primeira parte da entrevista demonstravam incômodo com os temas; as longas explanações na segunda, revelavam um candidato mais à vontade a ponto de ter de interrompê-lo para que pudéssemos atender parte da demanda de perguntas enviadas pelos ouvintes-internauta.
Na área de educação, que mais me interessa no momento, disse que não é contra a progressão continuada, mas, sim, a aprovação automática. “Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”. Infelizmente, pretende jogar o bebê junto com a água da bacia. Chegou a arriscar um neologismo: pedagocídio – suicídio pedagógico. Que nenhuma criancinha aprenda estas coisas na sala de aula.
Também não vai se cadastrar no site do Ficha Limpa. Pelo menos, desta vez, não pôs a culpa no PSDB, mas nos empresários que doam às campanhas e não querem ser pressionados pelos demais concorrentes.
Meia hora de entrevista vai embora rapidamente, não dá tempo para mais nada. Mercadante espera ter oportunidade de continuar falando no segundo turno. Não depende só dele.
Da rua das Palmeiras, na capital, seguirá para Suzano, região metropolitana.
“Vai como candidato ?”
“De helicóptero” – respondeu
“Culpa dos 16 anos de governo do PSDB”- deve ter pensado.
Perguntômetro
Antes e durante a entrevistas, foram enviados 65 comentários e perguntas ao candidato Aloizio Mercadante. Até aqui, é o líder no perguntômetro do CBN São Paulo.
A leve melhora nas pesquisas eleitorais ainda não foram suficientes para garantir o candidato Aloízio Mercadante (PT) no segundo turno das eleições para o Governo do Estado de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB) ainda em larga vantagem sobre ele e os demais concorrentes, conforme os dois últimos levantamentos feitos pelo Ibope e Datafolha. Aproximar-se da imagem do presidente Lula é uma das estratégias do petista para melhorar seu desempenho.
Nesta terça-feira, Mercadante estará no CBN São Paulo onde falará deste cenário político e das propostas que tem apresentado durante a campanha eleitoral. A entrevista será transmitida pelo rádio e internet, simultaneamente, das 10 e meia às 11 da manhã.
Nas duas semanas que antecederam a série com os candidatos ao Governo, o CBN São Paulo conversou com especialistas e técnicos sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública, além disso abriu o e-mail para receber perguntas e sugestões de ouvintes-internautas. A entrevista com Mercadante, assim como as demais, será feita com base nas informações levantadas.
Você pode participar da entrevista, também, com perguntas enviadas para milton@cbn.com.br. Todas as mensagens serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que as dúvidas possam ser respondidas.
Acompanhe o calendário de entrevistas no CBN São Paulo:
Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU) Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)
Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)
Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)
Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)
Sem glamour de candidato nem apoio de filiados ou acompanhado por uma equipe de televisão, mas com o discurso do partido na ponta da língua. Assim, Luis Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, se apresentou na quarta entrevista da série com os candidatos ao Governo de São Paulo, no estúdio de internet da CBN, nesta manhã.
Mancha faz parte dos candidatos sem-gravata, apelido que ganharam os representantes de partidos nanicos e de esquerda que disputam o pleito este ano após a indumentária masculina ter sido citada no primeiro debate eleitoral promovido pela TV Bandeirantes. Alckmin (PSDB) “acusou” Mercadante (PT) e Russomano (PP) de usarem gravatas iguais; e Paulo Bufalo (PSOL), único representante dos socialistas, aproveitou para mostrar que era tão diferente dos demais que nem gravata vestia.
O candidato do PSTU usa camisa de gola aberta, manga levemente arregaçada e calça jeans. O sapato não lembro bem, mesmo porque estava mais interessado em ouvir as propostas dele do que me ater as vestimentas.
A propósito disto, não é apenas a falta de gravata que o aproxima dos demais candidatos de esquerda, nesta campanha. Defende a bandeira socialista, redução na jornada de trabalho sem redução de salário, aumento do mínimo para os trabalhadores, reestatização e fim das privatizações, entre outros pontos.
Planos de governo vieram à tona, também, provocados por perguntas de ouvintes-internautas e assim Mancha falou sobre segurança, defendendo a criação de uma polícia unificada e comunitária; sobre educação disse ser a favor do fim da progressão continuada e a diminuição do número de alunos por sala de aula; e sobre transporte pediu o fim dos pedágios. As propostas dele você acompanha assistindo à entrevista no vídeo acima.
Antes de ir embora, perguntei sobre o cadastramento dele no site do Ficha Limpa. Assim como todos os demais candidatos ao Governo de São Paulo ainda não se cadastrou, mas disse que talvez o faça. Neste caso, tanto faz usar ou não gravata, todos se parecem.
Perguntômetro
Durante a entrevista, 9 perguntas e comentários foram enviados ao candidato do PSTU, Mancha, e todas foram encaminhadas a ele para que possa responder aos ouvintes-internautas.
A maioria dos pedidos de direito de resposta que chegam à Justiça Eleitoral são descabidos. Os requerentes confundem suas dores emocionais e mágoas infantis com ofensas e ataques políticos. Questões sem referências nominais e fazendo indeterminado. A rigor, fazer uma alusão à situações a muito tempo noticiadas e conhecidas não significa ofender a honra de ninguém.
A propósito, o Tribunal Superior Eleitoral já decidiu assim:
Representação. Agravo. Direito de resposta. Horário gratuito. Propaganda eleitoral. Não-divulgação de fatos sabidamente inverídicos (rombo no governo, telefones celulares nos presídios). Calúnia não configurada. Não caracterizada nenhuma divulgação de afirmação caluniosa, injuriosa ou sabidamente inverídica, é de ser indeferido o pedido de resposta. Agravo a que se nega provimento.
(Representação Nº 492, rel. Min. Gerardo Grossi, j 26.09.2002).
Até porque, a lembrança é parte integrante do discurso:
Recurso especial eleitoral. Direito de resposta. Rememorar fatos da história de políticos não constitui ofensa a ensejar direito de resposta. Recurso não conhecido.
(Recurso Nº 20.501, red. designado Min. Luiz Carlos Lopes Madeira, j. 30.09.2002).
Se a indignação é contra a situação geral e se o discurso político é crítico e contundente, não há como prosperar o DIREITO DE RESPOSTA, que é uma exceção, não dá em árvore!
Afinal, se os governos podem exercer o seu direito de propaganda, às oposições deve se garantir o de ataque. Questões políticas decorrentes de fatos e temas políticos naturalmente relevantes que são, por exemplo, a má-administração pública e seus desdobramentos, podem ser veiculados no rádio e na televisão.
Direito de resposta exige que se tenha presente a calúnia, a difamação ou a injúria, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação. Críticas ou imagens explorando temas políticos e de interesse da população, não se fazendo ataques pessoais, mas de caráter geral, não ensejam o seu deferimento.
Críticas ríspidas, mesmo de natureza político-ideológica, que desprestigiam mas não chegam ao ponto de atingir a honra subjetiva e objetiva daquele contra quem foram proferidas, não justificam a concessão do direito de resposta. Se foram encetadas buscando a responsabilização de gestores pela má condução das atividades de Governo, consubstanciam típico discurso de oposição. Aspereza e indignação política não se confundem com ofensa.
Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.
Restos de móveis, marcas deixadas por vazamento e pedaços de patrimônio público estão aos montes na parte mais baixa da sede do Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo. Na realidade, no que é conhecido por lá como anexo da Câmara, local pouco ou nunca visitado pelo cidadão que sustenta a Casa com os impostos que paga.
As fotografias foram apresentadas pelo Alecir Macedo (tem mais aqui) durante a reunião mensal do Adote um Vereador, que ocorreu sábado, no bar do Centro Cultural São Paulo, em torno de uma mesa cheia de café e água que, desta vez, ganharam a companhia de alguns pastéis, obra do financiamento obtido para o encontro. Calma lá ! Não é dinheiro público, não. Apenas grana tirada do bolso de um dos participantes, no caso o Mário Nogales.
Quanto de dinheiro está depositado nos porões da Câmara ? Esta foi uma pergunta que nos fizemos no bate-papo que durou cerca de duas horas e meia. É difícil saber a resposta, pois as contas da Casa não são transparentes a ponto de permitir que qualquer número esteja à disposição.
Surge uma esperança, porém. Cláudio Vieira recebeu a informação de que na quinta-feira, a Câmara apresentará seu novo site, mais moderno, mais ágil, mais … Será mais útil ? Vai depender do que os parlamentares decidiram em suas reuniões e as soluções oferecidas pela empresa contratada com o nosso dinheiro.
É consenso de que a página na internet tem de servir ao público, abrindo acesso a todos os serviços, dados e informações possíveis. Há três meses, o Adote um Vereador se reuniu e fez uma série de sugestões que foram publicadas aqui no Blog (leia). E se você não tiver tempo para ler o que escrevemos, saiba que o resumo da ópera era a defesa de um site cidadão.
Sérgio Mendes e Massào Uéhara também estiveram no encontro e falaram da experiência de visitar a Câmara em um dia de sessão. Semana passada, logo após o feriado, estiveram por lá em história que também já contamos aqui no Blog (leia). O vazio nas galerias, no plenário e de ideias chamou atenção de todos eles.
Para o cidadão é difícil entender como funciona a comunicação entre os parlamentares. Não bastasse a ausência da maioria, mesmo com registro no painel eletrônico, o que um discursa os outros não ouvem; as conversas paralelas parecem mais atraentes a eles; troca de provocações ocorrem de vez em quando.
Como é que vai a campanha ? – grita Milton Leite (PMDB)
Só tem foto do seu filho – responde Penna (PV)
Sarcasmo do vereador-candidato verde em relação a avalanche de publicidade em favor dos filhos do peemedebista que usam a base eleitoral do pai na região sul para chegar na Assembleia e Câmara dos Deputados. Cartazes que algumas vezes estão em locais proibidos como no centro esportivo Tiradentes, no Grajau, que aparece na foto acima, que também chegou aqui graças a ação do pessoal do Adote. Consta que estes banners já foram recolhidos.
Pra fechar a conversa, além de acompanhar o site da Câmara, assumimos o compromisso de ficarmos de olho nas várias ferramentas interativas que levam o nome do Adote um Vereador. Todas podem ser encontradas no site Adoteumvereador.net. Também, vamos pensar na criação de um portal próprio – para o qual contamos com a colaboração de quem estiver disposto a nos ajudar.
Teve ainda a distribuição de adesivos do Adote e a satisfação de contarmos com a presença de Armando Italo, comentarista frequente aqui do Blog, que participou do encontro para ver como pode entrar nesta briga.
Hora de ir embora. Tchau, até mais, voltamos a nos conversar e …
Afinal, quanto de dinheiro está depositado nos porões da Câmara ?
O PSTU está sozinho na disputa deste ano. O partido não fez coligação com nenhum dos demais partidos de esquerda e extra-esquerda e decidiu lançar candidato para todos os cargos, inclusive para as duas vagas ao Senado. Para o governo do Estado, o nome escolhido foi o do metalúrgico e sindicalista Luis Carlos Prates, que atende por Mancha.
Ele será o entrevistado desta segunda-feira, no CBN São Paulo, na série com os candidatos ao Governo de São Paulo que se iniciou semana passada. A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente
Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.
A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:
Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates, Mancha (PSTU)
Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)
Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)
Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)
Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)
Trinta minutos no rádio, trinta segundos na televisão. O candidato do PSOL ao Governo Paulo Bufalo teve de encarar o difícil desafio de adaptar o mesmo discurso para tempos (e mídias) tão distintos, nesta manhã.
Primeiro, falou na CBN, onde chegou com meia hora de antecedência e sozinho, bem diferente dos candidatos que disputam o cargo pelos partidos mais tradicionais. E hoje ainda era o dia de sorte dele, pois na escala da TV Globo cabia a Bufalo o acompanhamento de duas equipes de reportagem. Isto significa aparecer nos dois telejornais locais e gravar depoimento sobre alguns temas propostos pela emissora.
Nada que mudará sua situação na preferência do eleitor, mas boa chance de “vender o peixe” do PSOL. Tem feito isto principalmente no interior, onde me disse que a cobertura da imprensa tem sido mais assídua no embate estadual. Não se sabe ao certo quanto tempo ainda terá para seguir em frente nesta campanha, pois a candidatura dele – por problemas com o vice Aldo Santos – está ameaça pela justiça eleitoral.
Parecia mais à vontade diante das câmeras do estúdio de internet da CBN do que os da reportagem da Globo. Certamente, o fato de o tempo da entrevista no rádio ser maior e menos rígido tenha colaborado para desenvolver suas ideias sobre educação, saúde, transporte, meio ambiente e gestão pública.
Na TV, o discurso não podia ser nem maior nem menor, 30 segundos exatos, controlado pela equipe. O não cumprimento do tempo o levou a gravar exaustivamente a mesma fala.
Demonstra timidez fora do ar, por isso surpreende quando sobe a voz para disparar críticas aos governos Estadual e Federal, na entrevista. Sobrou também para alguns adversários de campanha, entre eles Russomano e a ideia de disciplinar as escolas com polícia na porta.
Assim como todos os demais concorrentes ao Governo, porém, não se inscreveu ainda no site do Ficha Limpa. Pelo pouco que arrecadou até aqui e a forma como o dinheiro chega à campanha – “do meu bolso e alguns amigos” – não teria dificuldade. O problema, alega, é a falta de pessoal para organizar as contas. Mas prometeu que vai tentar. Mais uma promessa para nossa lista.
Fim de papo, no rádio e na Tv. E lá se vai o candidato agora acompanhado por mais um assessor.
Perguntômetro
Na caixa de correio, o reflexo da campanha sem estrutura do PSOL: quatro perguntas apenas.
Se cumprir promessa feita ao CBN SP, Celso Russomano do PP será o primeiro candidato ao Governo do Estado a se cadastrar no site do Ficha Limpa, apesar de faltarem cerca de 20 dias para a eleição. Se seguir a tendência dos candidatos ao Senado que estiveram no programa será mais um político a descumprir com a palavra assumida publicamente.
Na série de entrevistas com os candidatos ao Senado por São Paulo, perguntei a 10 deles se assumiam o compromisso de se cadastrar no site do Ficha Limpa. Apenas um se comprometeu e cumpriu: Marcelo Henrique do PSOL.
Sete, apesar de dizerem que iriam tomar a atitude no dia seguinte, até agora estão devendo a promessa: Netinho de Paula (PC do B), Ciro Moura (PTC), Afonso Teixeira (PCO), Dirceu Travesso (PSTU), Serpa (PSB), Mazzeo (PCB) e Redó (PP).
Dois se negaram a se cadastrar no site: Marta Suplicy do PT e Aloysio Nunes do PSDB.
O candidato ao senado Ricardo Young do PV não precisou ser cobrado, pois foi um dos primeiros em todo o Brasil a aderir ao Ficha Limpa.
Nessa quarta-feira, também fiz a pergunta ao candidato ao Governo Paulo Skaf (PSB) que disse não ter condições de fazer prestação de contas semanais, uma das exigências para ter o nome cadastrado no site. Ele também se negou a divulgar o nome dos financiadores de sua campanha antes das eleições.
Até a noite desta quinta-feira, 63 candidatos em todo o Brasil estavam cadastrados no Ficha Limpa dos quais sete concorrem ao Senado, três a governos estaduais e um à presidência. Confira a lista completa clicando aqui.
Um beijo gay e uma ficha suja deram destaque inesperado ao nome do candidato do PSOL ao Governo de São Paulo, Paulo Bufalo. O caso do beijo, que apareceu na propaganda eleitoral para mostrar que as pessoas tem opção, incomodou reacionários; o da Ficha, ainda incomoda o próprio partido que corre o risco de ficar fora da disputa antes mesmo da eleição.
Bufalo é o entrevistado desta sexta-feira, na série promovida pela rádio CBN. Ele ainda concorre ao cargo de Governador porque o PSOL recorreu da decisão do TRE que indeferiu o nome do candidato a vice Aldo Santos, condenado por ter usado carro oficial indevidamente quando era vereador em São Bernardo. Como aos olhos da justiça eleitoral a candidatura é indivisível, se a decisão for confirmada Bufalo também perde o direito de disputar o cargo.
A entrevista terá transmissão simultânea no rádio e na internet (com imagens), das 10 e meia às 11 horas da manhã. Ouvintes-internautas participam com perguntas que podem ser enviadas para milton@cbn.com.br, as quais serão encaminhadas ao candidato, após a entrevista, para que ele possa respondê-las diretamente
Os temas discutidos na entrevista com os candidatos foram sugeridos pelo público, nas duas últimas semanas. O CBN São Paulo conversou também com especialistas nas áreas de transporte, educação, saúde, segurança, meio-ambiente e gestão pública.
A ordem dos entrevistados foi decidida em sorteio com a presença dos representantes das nove coligações que disputam o cargo ao Governo de São Paulo:
Dia 08.09 – quarta – Paulo Skaf (PSB)
Dia 09.09 – quinta – Celso Russomano (PP)
Dia 10.09 – sexta – Paulo Roberto Bufalo (PSOL)
Dia 13.09 – segunda – Luiz Carlos Prates (PSTU)
Dia 14.09 – terça – Aloizio Mercadante (PT)
Dia 15.09 – quarta – Anai Caproni Pinto (PCO)
Dia 16.09 – quinta – Geraldo Alckmin (PSDB)
Dia 17.09 – sexta – Fábio Feldmann (PV)
Dia 20.09 – segunda – Igor Grabois (PCB)