Aloysio Nunes diz que não precisa entrar no Ficha Limpa

 

Aloysio Nunes PSDBChegou tossindo, respondeu tossindo e se despediu com uma tossida.

A garganta seca, parceira do paulistano nesta semana de baixíssima umidade, acompanhou o candidato do PSDB ao Senado Aloysio Nunes durante toda a entrevista ao CBN SP. Apesar disso, não foram as questões relacionadas ao meio ambiente que pautaram nossa conversa e, sim, o ambiente político, mesmo porque o que mais incomoda o tucano, agora, é a escassez de voto, não de chuva.

Aloysio Nunes, ex-deputado, ex-secretário de Estado, ex-Ministro, ligado a Serra e Fernando Henrique, por enquanto viu apenas a conta corrente de sua campanha crescer, porque os números apresentados nas pesquisas eleitorais ainda são insuficientes para colocá-lo na disputa de uma das duas vagas.

Ouça a entrevista com Aloysio Nunes Ferreira, candidato do PSDB ao Senado, no CBN São Paulo

Para a tosse, muita água. E para os votos …

Com o dinheiro que chega – quase R$ 1 milhão na primeira prestação de contas – com o apoio de prefeitos e vereadores que teria ajudado quando atuou no Palácio dos Bandeirantes e colando sua imagem em Serra e Alckmin. Assim Aloysio Nunes pretende aparecer e crescer nesta campanha: “93% dos eleitores não têm candidato” – justificou, com base em pesquisa publicada pelo Jornal A Tribuna de Santos.

“Inclusive dentro da minha família … “ disse, sem explicar se não têm candidato – no que não acredito – ou se não sabem que são dois candidatos que temos de escolher – o mais provável.

O problema, no entanto, é mais complicado. O PSDB não faz um Senador em São Paulo há 16 anos: o último foi Serra, eleito em 1994; antes dele, FHC. Por quê ? Ensaiou uma brincadeira – “faltou voto” – para em seguida confessar que não sabe a resposta.

E por falar em Fernando Henrique. “A gestão dele foi demonizada pelo PT injustamente”, afirmou. Parece que deu certo, pois o PSDB não faz questão de mostrá-lo na campanha nacional, exceção feita ao próprio Aloysio Nunes que conta com depoimento do ex-presidente na propaganda no rádio e TV. Disse que Serra não precisava, apesar de que a resposta deve estar mesmo em uma informação que ficou no meio da frase: FHC não tem mais voto.

Alckmin tem bastante voto e Aloysio faz questão de dizer que sempre esteve ao lado dele. Quase sempre, pois há dois anos apoiou Kassab à prefeitura e deixou o colega tucano sozinho: “é verdade, mas nunca escondi isso”.

Diz que não esconde também o nome dos financiadores da campanha dele, e declarou que os dados estão publicados no TSE, conforme prevê a lei.

Fui, então, ao site do TSE. Na prestação de contas do candidato, não tem um só tostão registrado; na do comitê financeiro, há doações de R$ 850 mil, todas de pessoas jurídicas. Quem são elas ? Você só vai saber depois da eleição, pois a lei apenas exige “a indicação dos nomes dos doadores e os respectivos valores doados somente na prestação de contas final”.

Prestação de contas semanal para que o eleitor saiba de onde vem o dinheiro que financia a campanha – como sugere o site do Ficha Limpa – “não vou fazer”, disse Aloysio Nunes com todas as letras. Para ele, as organizações que participam do Ficha Limpa fazem pedidos absurdos e desnecessários: ele tem registro da candidatura, nunca renunciou, não foi condenado e é honesto, disse.

Antes de ir embora, tossiu mais uma vez.

Aloysio Nunes, do PSDB, na entrevista ao Senado

 

@Aloysio_Nunes Amanhã é a minha vez de ser sabatinado por
@miltonjung na CBN. Estarei no estúdio da rádio por volta de 10h30

CBN SP painel O recado espalhado pelo Twitter foi escrito pelo próprio candidato ao Senado Aloysio Nunes Ferreira que disputa uma das duas vagas de São Paulo pelo PSDB. Com algo em torno de 5% da preferência do eleitorado o ex-deputado tucano, ex-secretário de Serra e ex-ministro de FHC começou o horário eleitoral embolado com o terceiro pelotão, formado por candidatos de partidos de pouca expressão. Para alcançar ao menos
o segundo posto, aposta no apoio de prefeitos pelo interior de São
Paulo e na projeção que pode ter com sua imagem colada a de Alckmin,
aqui no Estado.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os
demais candidatos:

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Ricardo Young (PV) tenta aparecer para o eleitorado

 

Ricardo Young, PVRicardo Young é figurinha carimbada na imprensa brasileira. Daquelas fontes que os jornalistas buscavam quando precisavam de alguém para discursar pela ética e transparência. É empresário bem sucedido, ligado ao Yazigi, empresa que foi do pai dele, e enveredou pelas ações em organizações como o PNBE, o Ethos e o Akatu. Portanto, confiável até provem o contrário.

De repente, o nome dele aparece envolvido com política – perdão, com política partidária e eleição. É lançado candidato ao Senado pelo Partido Verde. E o que era fonte, se acabou. Primeiro porque a lei eleitoral restringe o acesso aos candidatos. Segundo, porque agora ninguém mais olha para ele como um empresário isento, independente e em busca do melhor para todos. Ali está o candidato. Tem interesses eleitorais. E, portanto, corre o risco de ser contaminado pelo bicho mau que contamina os políticos.

É este preconceito e o risco ao anonimato imposto pelas regras que Young enfrenta desde que trocou o papel de empresário pelo de candidato. E, contra isso, é que fala nas poucas oportunidades que tem, como a de hoje no CBN São Paulo.

Quer – e precisa – aparecer para o eleitorado e, assim, nem espera a entrevista começar. Antes mesmo de irmos ao ar, ele já reclamava da dificuldade de se impor em meio a uma concorrência poderosa: “Quércia, Aloysio e Marta são todos políticos profissionais”.

Repetiu a afirmação na entrevista em um ataque direto a seus adversários, coisa rara neste instante em que os candidatos ao Senado, baseados em pesquisas, entendem que a disputa está reservada à segunda vaga, pois a primeira é de Marta do PT – e com isso preferem fazer campanha pedindo o segundo voto, de quem vai com a petista no primeiro.

Acrescentou que defende mudanças na lei eleitoral: tempo igual para os candidatos ao governo e senado, deixando a proporção de acordo com as bancadas para os cargos de deputados estadual e federal, é uma delas. Provocado por um ouvinte, disse apoiar também o voto facultativo. Já havia se apresentando a favor do financiamento público das campanhas.

Ouça a entrevista com Ricardo Young, candidato do PV, no CBN SP

O tom da fala do candidato se mantém igual ao do empresário.

Usou a palavra preferida de 9 em cada 10 candidatos: renovação. Lembrei que o termo está desgastado pois todos os que concorrem ao cargo de senador, presentes no CBN SP, nestas duas semanas, o repetiram, a maioria porém quer apenas mudar nomes, não formas.

Argumentou que o fato de ser o único candidato ao Senado, por São Paulo, a se cadastrar no site do Ficha Limpa e publicar toda a movimentação financeira da campanha (dinheiro que entrou e dinheiro que saiu, com nome dos doadores), é um sinal de mudança.

O partido que representa também mudou, é o que diz. O PV, apesar de ter o meio ambiente como bandeira, historicamente elegeu nomes ligados a outras causas: a religiosa em especial – disse eu. “A cláusula de barreira levou o partido a agir desta forma”, justificou, mas há dois anos começou a corrigir este rumo.

Hoje, o interesse é mostrar que a visão do partido vai além das questões ambientais, apesar de ter feito questão de falar de sua participação nos 18 dias do encontro em Copenhagen, ano passado. E ter “nadado de braçada” quando levado a tratar do tempo preocupantemente seco, na cidade de São Paulo, e as queimadas nos canaviais.

Antes de deixar o estúdio, mostrou outra preocupação. A funcionária da campanha que grava os vídeos chegou quando a entrevista já havia se iniciado. Fez várias tomadas mas ouviu do candidato: “Pensei que você não vinha” Afinal, pra quem tem pouco espaço pra aparecer na campanha, os 15 minutos não podiam ser desperdiçados.

Ricardo Young, do PV, na entrevista do CBN SP

 

CBN SP painelEmpresário que esteve ligado ao Instituto Ethos, ao Akatu e a Transparência Brasil, além de ter atuado no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do Governo Federal, Ricardo Young se aventura nesta eleição no papel de candidato ao Senado pelo PV. De acordo com as pesquisas eleitorais tem poucas chances de conquistar uma das duas vagas em disputa no Estado de São Paulo, mas aposta na campanha no rádio e TV para mudar o cenário.

Young é o 10º candidato ao Senado convidado pelo CBN São Paulo para a série de entrevista que vai ao ar das 10h45 às 11 da manhã. Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

Confira o calendário desta série e como ouvir a entrevista com os demais candidatos:
09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Redó do PP, nenhum santinho, apenas cartão de visita

 

Sérgio Redó PPFoi logo apresentando suas credenciais: advogado, jornalista e administrador de empresas com escritórios na Paulista e no Pacaembu, dizia um cartão; presidente da Associação Paulista de Imprensa com sede no centro, dizia outro. Em nenhum aparece o “Dr.” que usou em seu registro no Tribunal Superior Eleitoral, mas lá também não estão os dois imóveis profissionais indicados.

Dr Redó ou Sérgio Redó é o candidato ao Senado pelo Partido Progressista. Voltou à disputa após reviravoltas de campanha. Abriu mão do cargo para dar espaço a Ciro Moura, do PTC, na coligação “Em Defesa do Cidadão”; mas acabou recebendo a outra vaga na chapa com a renúncia de Toni Curiati. Ainda falta a palavra final do TSE que, segundo ele, apenas não ocorreu por excesso de trabalho do Tribunal: “Não existe pendência nenhuma”.

Sem o registro confirmado, comentou, tem problemas para abrir conta em banco e tirar CNPJ, necessários para a campanha e arrecadação de dinheiro. Apesar de integrar Coligação que pretende gastar até R$ 5 milhões para garantir ao menos uma vaga no Senado disse que ainda não recebeu nenhum tostão: “a propaganda de TV é o partido que está fazendo”.

Apesar disso, os bolsos não estão vazios. O do blazer, bem alinhado, tem um lenço de seda que combina com a gravata; o da camisa social com duas estampas, uma vistosa caneta Mont Blanc.

Por falar em dinheiro.

Redó reclamou do empenho dos três senadores que representam São Paulo pela falta de capacidade deles de forçarem a renegociação da dívida com a União. Calcula que o Estado pague ao Governo Federal R$ 160 bilhões em juros: “quantos Ceus e grandes obras poderiam ser realizadas ?”, pergunta – confundiu-se pois Ceu é obra do município.

Reclamou também do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que com R$ 25 bi no Orçamento não consegue fazer o que o prefeito Paulo Maluf (PP) fez com apenas R$ 5 bi: “agora fizeram esta Marginal, mas não tem mais nenhuma obra”, concluiu – outra confusão, pois a ampliação da Tietê é obra do Estado.

Em seguida reclamou dos políticos hipócritas que falam de números mas não mostram o que estão falando.

Maluf foi citado cinco vezes nos 15 minutos de entrevista, contra apenas uma de Celso Russomano, candidato ao Governo pelo partido.

Ouça a entrevista com Sérgio Redó, do PP, ao CBN São Paulo

Cobrei a divulgação das contas da campanha eleitoral. Disse que era para ir em http://www.sredo.com.br onde estará registrada toda a movimentação financeira. Fui e só encontrei suas propostas para vereador – cargo que sequer chegou a concorrer em 2008, pois renunciou antes de começar a disputa. “Especialista em direito eleitoral”, como lembrou, deve saber que os dados tem de estar em site oficial da campanha, não no particular.

Sobre a ausência dele no site do Ficha Limpa: “Já estou na iminência de me cadastrar”. É o quinto candidato a fazer esta promessa. Nenhum a cumpriu até agora. Continuarei esperando.

Encerrada a entrevista, distribuiu mais alguns cartões de visita – nenhum santinho.

Candidatos proibidos em inauguração de obra pública

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

Dispunha a Lei nº 9.504/97 em sua redação primitiva:

Art. 77. É proibido aos candidatos a cargos do Poder Executivo participar, nos três meses que precedem o pleito, de inaugurações de obras públicas.
Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação do registro.

Mais recentemente, a Lei nº 12.034, de 29 de setembro de 2009 modificou-a da seguinte forma:

Art. É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. 

Parágrafo único.  A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma.” (NR) 

A alteração é de natureza substancial, posto que participar é conduta que admite margem de interpretação muito mais ampla do que comparecer. Esta modalidade de restrição, até então inédita no ordenamento eleitoral do país, consta inserida dentre as condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais.

Se ao início objetivava atingir exclusivamente os candidatos aos cargos do Poder Executivo, inclusive os Vices, tanto da situação como da oposição, de qualquer esfera (Federal, distrital, estadual e municipal), hodiernamente, a regra atinge todos os candidatos a cargos eletivos. Contudo, se o titular do Executivo não estiver em campanha à reeleição, inexistem restrições quanto à sua presença em atos de inauguração. Eventuais excessos poderão eventualmente caracterizar abuso de poder político, punível nos rigorosos termos do artigo 22, XIV, da Lei Complementar Nº 64, de 18 de maio de 1990, com as alterações introduzidas pela Lei Complementar 135/10 (Ficha Limpa).

Trata-se de vedação que mesmo preterindo a melhor técnica redacional, visa resguardar o princípio constitucional da impessoalidade administrativa ao impedir, conforme ressalta a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, que eventos patrocinados pelos cofres públicos sejam desvirtuados e utilizados indevidamente em prol de campanhas personalizadas convertidas em menções elogiosas, presenças eleitorais, etc.

Logo, é vedado aos administradores a utilização da publicidade institucional decorrente da inauguração de obra pública para sua auto-promoção ou personalização, especialmente em caráter de natureza eleitoral. Aliás, a inauguração da obra pública não é uma exigência ou pressuposto para a concretização do princípio da publicidade na atividade estatal vez que a entrega da coisa pública para o seu detentor natural e finalístico (o povo), não a exige.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Novo candidato do PP é o entrevistado do CBNSP

 

CBN SPHá menos de um mês, o Partido Progressista teve de mudar o candidato ao Senado da Coligação “Em Defesa do Cidadão”. Salim Curiati renunciou ao cargo e o PP inscreveu Sérgio de Azevedo Redó – ou Dr Redó, nome que aparecerá na urna eletrônica. A produção do CBN SP pediu uma justificativa para a renúncia, mas até agora não recebeu resposta do partido.

Redó, advogado e presidente da Associação Paulista de Imprensa, será o entrevistado desta segunda-feira, abrindo a última semana da série com os candidatos ao Senado. Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Dr Redó (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Foi cretinismo parlamentar, disse Mazzeo do PCB

 

Antonio Carlos Mazzeo PCB

Com um dos livros de sua autoria em mãos e dedicatória assinada para este jornalista, Antonio Carlos Mazzeo, candidato do PCB ao Senado, chegou ao estúdio para a entrevista ao CBN São Paulo. Em “Vôo de Minerva”, lançado no ano passado, ele apresenta sua versão professor de sociologia e doutor em história econômica refletindo a “crise estrutural do capital”.

Na campanha, não é muito diferente. Como um professor, tenta ensinar ao eleitor o significado da proposta socialista que o partido defende: um modelo econômico voltado ao mercado interno, todos os bancos nas mãos do Estado, reestatização das empresas privadas, fim dos grandes latifúndios, entre outras.

Os resultados obtidos pelo PCB até aqui porém mostram que o mestre parece ter poucos pupilos. Na opinião de Mazzeo isto se deve ao período de resistência que o partido enfrentou há uma década e meia quando houve a cisão do grupo que estava no PCB para a criação do PPS. “Hoje, estamos em uma reconstrução revolucionária”, explicou. A agremiação está representada em todos os Estados e concorre com candidato próprio desde o cargo de deputado estadual até o de presidente.

Preferia ter se unido aos demais partidos de esquerda, caso do PSTU e do PSOL, para construir a frente socialista, porém questões pragmáticas teriam impedido o acordo, justificou. Dentre os motivos do desacerto, especialmente com o PSOL, esteve a divisão no tempo do programa eleitoral no rádio e na TV. “O cretinismo parlamentar falou mais alto do que a ideia de um programa político que seria muito melhor para a sociedade”, criticou.

Ouça a entrevista de Antônio Mazzeo, do PCB, ao CBN SP

Cobrado por ainda não ter se cadastrado no site do Ficha Limpa, Mazzeo repetiu a promessa dos demais candidatos que o fará, em breve. Para ele, porém, apenas cobrar a divulgação do nome dos financiadores da campanha e como o dinheiro está sendo gasto é pouco: “é preciso uma campanha em favor do financiamento público”.

Provocado pela pergunta de ouvintes-internautas, reclamou da cobertura jornalística que escolheu duas candidaturas – Dilma e Serra – e deixou uma terceira de reserva – Marina – eliminando as demais. Para ele, o espaço desequilibrado para os partidos e candidatos sinaliza que não temos uma “democracia verdadeira”.

Diante do professor, fiquei pensando que nota ele daria para a entrevista.

Como reconheceu que o espaço destinado pelo CBN SP a todos os candidatos permitia a apresentação das diferentes propostas, fiquei com a impressão de que zero eu não levei.

Mazzeo, do PCB, é o entrevistado de hoje

 

CBN SPProfessor universitário e livros dedicados ao socialismo, Antonio Carlos Mazzeo volta-se agora a divulgar o discurso e programa de políticas públicas do Partico Comunista Brasileiro como candidato ao Senado por São Paulo. Nas pesquisas aparece com apenas 1% das intenções de voto e no programa eleitoral tem menos de 1 minuto para dizer a que veio. Hoje, terá 15 minutos no CBN São Paulo quando fechará a segunda semana de entrevistas com os candidatos a senador.

Você pode participar da entrevista enviando sua pergunta para milton@cbn.com.br, pelo Twitter (@miltonjung) usando a hastag #cbnsp ou publicando aqui no blog. A entrevista começa às 10h45 e vai até às 11h.

09/08, segunda-feira, Ana Luiza Figueiredo Gomes (PSTU)
10/08, terça-feira, Afonso Teixeira Filho (PCO)
11/08, quarta-feira, Dirceu Travesso (PSTU)
12/08, quinta-feira, Netinho de Paula (PCdoB)
13/08, sexta-feira, Romeu Tuma (PTB) (não compareceu)
16/08, segunda-feira, Moacyr Franco (PSL) (chegou atrasado)
17/08, terça-feira, Alexandre Serpa (PSB)
18/08, quarta-feira, Orestes Quércia (PMDB) (não compareceu)
19/08, quinta-feira, Ciro Moura (PTC)
20/08, sexta-feira, Antonio Carlos Mazzeo (PCB)
23/08, segunda-feira, Antonio Salim Curiati Júnior (PP)
24/08, terça-feira, Ricardo Young (PV)
25/08, quarta-feira, Aloysio Nunes (PSDB)
26/08, quinta-feira, Marcelo Henrique (PSOL)
27/08, sexta-feira, Marta Suplicy (PT)

Ciro, do PTC, não pensa em dinheiro

 

Ciro Moura PTCDinheiro não é problema para o candidato ao Senado Ciro Tiziane Moura, do PTC, entrevistado desta quinta-feira, no CBN SP. Ele não está preocupado com o salário do cargo que pretende ocupar, nem quanto custa um senador para o país, o importante é que o trabalho seja bem feito – disse. Não sabe, também, quanto o Brasil gasta em saúde pública: “São Paulo eu sei, mas não lembro”. Apesar disso sua principal proposta é voltada para este setor.


Ouça a entrevista com o candidato do PTC, Ciro Moura, ao CBN SP

Trouxe para a campanha ao Senado, o mesmo discurso e proposta apresentados nas eleições anteriores, quando concorreu à prefeitura, a deputado e a Governador. Desde os tempos do Governo Collor, apoiado por ele, disputa eleição: “sou persistente” – apesar de nunca ter conseguido mais de 0,10% dos votos válidos, comentei.

Defende a criação de uma espécie de plano de saúde para o setor público que remuneraria melhor os médicos e abriria as portas dos hospitais particulares ao cidadão. Em alguns momentos, parecia apenas repetir o texto que usou nas disputas em que buscava vaga nos executivos municipal e estadual, esquecendo que, agora, pretende ser legislador.

Esqueceu, também, de se cadastrar no site do Ficha Limpa e disse não ter problema em divulgar as contas da campanha – o dinheiro até agora veio do próprio bolso e tudo será registrado, afirmou. É o terceiro candidato ao Senado que se comprometeu, durante o programa, a entrar no Ficha Limpa, nenhum cumpriu, ainda.

É contra o aborto e a pena de morte, mas quer prisão perpétua. Defendeu a redução no número de deputados federais e a permissão de apenas uma reeleição no parlamento – assim haveria mais renovação.

A propósito do funcionamento do Senado, perguntei como se sentia sendo colega de partido de Agaciel Maia, ex-diretor geral da Casa, afastado por envolvimento em irregularidades, e candidato a deputado distrital. Disse que era contra a filiação dele, mas foi voto vencido: “O que eu posso fazer, eu tentei evitar. Posso não conseguir, mas eu tento”.

Desde 1990 vem tentando, até agora não conseguiu.