Mundo Corporativo: o desconhecimento jurídico trava o desenvolvimento de startups no Brasil, diz Eduardo Matias

 

 

 

Para 67% dos empreendedores a maior causa de fracasso das startups é o desentendimento entre sócios a respeito de questões que não estavam previstas no acordo prévio — a falta desses cuidados legais também faz com que boa parte dos investidores tenha receio de colocar dinheiro em um novo negócio.

 

Ao não considerar os tributos na hora de fazer o planejamento, 46% dos empreendedores dizem ter sofrido no bolso; enquanto 34,43% disseram ter dificuldade na contratação de funcionários em razão de não conhecer as possíveis modalidades jurídicas de formalização do vínculo empregatício e 39,34% encontraram problemas por já existir registro de um domínio eletrônico igual ao que pretendiam utilizar.

 

Esses foram alguns dos resultados encontrados pelo Panorama Legal das Startups, pesquisa realizada pelo escritório NELM, que entrevistou 108 companhias brasileiras. O advogado Eduardo Felipe Matias, entrevistado por Mílton Jung no programa Mundo Corporativo, foi um dos coordenadores do estudo. Ele falou, também, sobre a importância de o Estado criar condições para o desenvolvimento de startups:

 

“A gente está vivendo uma verdadeira revolução: uma revolução tecnológica —
uma quarta revolução industrial. O Brasil vai ficar para trás nesta onda ou ele vai conseguir acompanhar? E para isso o papel do Estado é fundamental. Então, como ele pode ajudar? Ele pode ajudar tornando o ambiente do negócio melhor ou pode ajudar tornando as pessoas mais preparadas para o ambiente inovador, para inovarem, para empreenderem”

Mundo Corporativo: não tenha medo de compartilhar sua ideia, recomenda Glauter Jannuzzi

 

 

“Existe um mito talvez não só brasileiro, mas latino, de que se eu contar minha ideia para você, você vai roubar e vai fazer e eu vou ficar na mão. E isso é uma visão totalmente errada porque com isso várias ideias ficam engavetadas a vida inteira e nada acontece” – Glauter Jannuzzi

 

As enormes transformações que o ambiente de trabalho e negócios tem enfrentando exigem uma nova postura dos profissionais e empresas. Para Glauter Jannuzzi, diretor da comunidade de influenciadores da Microsoft, o compartilhamento de ideias e soluções é uma das características que precisam ser levadas em consideração no novo empreendedorismo. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Jannuzzi também falou de aspectos que prejudicam o desenvolvimento de projetos quando a visão do empreendedor não se adaptou às mudanças impostas pela economia criativa:

 

“Tem um monte de donos de negócio que não são empreendedores, não tem habilidades de marketing, de vendas; então é aí que esse novo empreendedorismo vem para proporcionar algo diferente para os clientes, uma nova experiência; uma experiência sem atrito, como a gente costuma dizer; uma experiencia que vai encantar”

 

O Mundo Corporativo vai aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN. O programa tem a colaboração de Gabriela Varella, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: saiba como funciona uma mentoria de startup

 

 

No processo de inovação, o empreendedor precisa entender que o erro caminha ao seu lado e saber reagir diante dele, pois somente assim poderá ser bem sucedido mais rapidamente. Essa é uma das lições que os profissionais que estão à frente de startups aprendem quando aceitam compartilhar suas ideias com executivos ou outros empreendedores mais experientes. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Érico Fileno, diretor executivo da Visa do Brasil, falou do programa que a empresa desenvolve, há dois anos, de mentoria de startups:

 

“Todo mundo tem as suas qualidades, tem uma história de vida. E o que é muito importante passar para as startups são essas histórias de vida, as cabeçadas que a gente já deu … aí a startup vai entendendo e trilhando seu próprio caminho”

 

Entre os erros mais comuns cometidos pelos novos empreendedores, segundo Fileno, está o fato de se morrer de amor pela própria ideia: corre-se o risco de não se perceber que outras oportunidades são mais viáveis. Em uma startup, saber desapegar é importante.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 e meia da noite, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: André Oliveira alerta que orgulho do empreendedor quebra a empresa

 

 

“Sabe o que quebra as empresas hoje, os pequenos negócios, é uma palavra chamada orgulho; às vezes as pessoa insistem no erro e não pedem ajuda: não tem nada de errado você parar de vender um produto ou mudar de ramo, não tem problema nenhum, faz parte do jogo” — a lição é de André Oliveira, empreendedor desde os tempos em que era um menino de calça curta e atualmente no comando da Credifácil, uma rede com mais de 100 lojas no Brasil. Ele começou vendendo sacolé com o irmão para comprar um presente para mãe, foi para a faculdade, montou seu negócio próprio, teve dificuldades financeiras, quebrou e recomeçou.

 

Entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Oliveira conta o que aprendeu ao longo de sua carreira: “não adianta você ser só querer ser um empreendedor, é necessário você ser ser um gestor”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11h da manhã, pelo site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11h da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o programa Gustavo Boldrini, Ricardo Gouveia e Débora Gonçalves.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: três dicas para pequenos e médios empreendedores

 

 

Aprender com o que fazem os grandes essa é uma das lições para pequenos e médios empreendedores que querem cuidar melhor da sua marca. A sugestão é de Jaime Troiano que lembra frase dita por Isaac Newton: “se consegui ver mais longe é porque estaca aos ombros de gigantes”. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Troiano e Cecília Russo apresentaram três dicas que podem ajudar donos de lojas, salão de beleza, barbeiros e mais uma série de prestadores de serviço.

 

A lição 1º, baseada no que disse Isaac Newton, é que o empreendedor tem de ter cuidado para não cair na tentação de começar zero, já que se tem tantos bons exemplos e referências a serem seguidos.

 

A lição nº 2 é que se deve ter muito cuidado com o habitat da marca: “sua alma, seu estilo é que devem influenciar o espaço da sua loja, oficina ou local de serviço”, ensinam. A recomendação se deve ao fato de ser comum o erro dos proprietários entregarem para profissionais de decoração ou arquitetura a construção deste habitat sem que estes tenham consciência da personalidade do negócio.

 

A lição nº 3 é que os empreendedores aproveitem o conhecimento disponível: busque o máximo possível de informação, procure cursos de branding e leia livros sobre o assunto.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: pense simples, seja ágil e não tenha medo de errar, ensina Gustavo Caetano

 

 

“Muitas coisas estão na nossa frente, muitas oportunidades estão na nossa frente, e a gente não enxerga, porque a gente tende a achar que as coisas são mais complexas do que elas são”. Foi pensando assim que Gustavo Caetano descobriu a solução para um problema que emissoras de televisão enfrentavam diante da necessidade de enviar vídeos para suas afiliadas, no Brasil. Fundador da Samba Tech, Caetano usou essa tese para criar vários dos seus negócios. Hoje é reconhecidamente um empreendedor bem sucedido e compartilha sua experiência em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Apesar dos bons resultados, não esconde de ninguém que falhou muito durante sua carreira: “falhar é parte do processo de inovação”. Caetano lançou o livro “Pense Simples – você só precisa dar o primeiro passo para ter um negocio agir e inovador” (Editora Gente)

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Nova regra vai banir investidor-anjo, matar inovação e prejudicar empreendedor no Brasil

 

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Acostumado a sair em busca de dinheiro no mercado desde que se lançou como empreendedor, Tallis Gomes não titubeia ao afirmar que o governo brasileiro vai “banir o investimento-anjo do país”. Disse isso com todas as letras em entrevista que gravei com ele semana passada, no programa Mundo Corporativo e vai ao ar em breve no Jornal da CBN. O motivo desse pessimismo: a decisão da Receita Federal em taxar entre 15% e 22,5% o lucro de investidores-anjo, resultado de canetaço do órgão após a regulamentação de lei que criou essa figura jurídica no Brasil.

 

Investidores-anjo são os caras dispostos a colocar dinheiro em negócios que estão se iniciando, assim como era a Easy Taxi, o primeiro aplicativo no Brasil a conectar passageiros e motoristas de táxis, criado por Gomes, em 2011. Um negócio que só decolou porque um grupo de investidores-anjo, da Alemanha, acreditou na ideia dele e de seus sócios e colocou R$ 10 milhões na empresa, em 2012.

 

 

A preocupação dele e de todos os empreendedores brasileiros faz sentido, foi o que ficou claro na conversa que tive semana passada com Pedro Doria, jornalista, especialista na área digital e meu colega no Jornal da CBN. No comentário Vida Digital, Doria explicou que criar a figura jurídica do investidor-anjo era importantíssimo, por isso a lei foi bem-vinda e resultado de muito debate. “Antes ou o investimento ocorria na forma de um empréstimo mútuo — e, assim, o dono da startup se tornava um credor; ou o investidor tinha de virar sócio da empresa, arcando com todas as responsabilidades e riscos”, explicou.

 

O problema é que no Estado brasileiro ninguém consegue conter a sanha tributária. Assim que a lei foi aprovada, a Receita viu a possibilidade de arrecadar um pouco mais de dinheiro. Muito mais dinheiro. O tributo cobrado sobre os lucros obtidos pelos investidores se assemelha aos do Tesouro Direto. Ou seja, a Receita mandou o seguinte recado: em lugar de botar dinheiro em um negócio que sabe-se lá vai dar certo, melhor aplicar em títulos do governo. “É pra matar a inovação”, disse-me Doria.

 

 

Matar ou banir. Seja qual for o verbo usado, o resultado e o alvo serão os mesmos: o fim do sonho de milhões de jovens brasileiros dispostos a empreender no Brasil. Lê-se na pesquisa Global Entrepeneurship Monitor 2016 que 22% das pessoas entre 18 e 34 anos estão envolvidos com a criação de uma empresa aqui no Brasil. Uma gente que pode ter boas ideias e poder de execução, ma que necessita também da crença dos investidores. No momento em que o governo brasileiro avisa que é mais seguro e rentável aplicar no mercado do que em negócios, pouco dinheiro haverá para eles.

 

O drama se completa quando se percebe que esses mesmos jovens, frustrados em suas iniciativas, vão recorrer ao mercado de trabalho e não encontrarão vagas disponíveis. Semana passada, o IBGE calculou que somos 13,5 milhões de desempregados, número registrado no trimestre encerrado em junho. É muita gente sem emprego, mesmo levando em consideração que é 0,7 ponto percentual menor do que no primeiro trimestre deste ano.

 

Com a pressão econômica e o mercado de trabalho ainda sofrendo as crises provocadas ou pela má-gestão ou pela má-fé de nossos administradores públicos, falta emprego e a opção do empreendedorismo é dizimada por decisão de tecnocratas. Não surpreende o fato de que o número de empregados sem carteira assinada cresceu 4,3% no último trimestre – já são 10,6 milhões de pessoas nessa condição.

 

Mundo Corporativo: saiba o que faz os investidores acreditarem no seu negócio, com Arthur Igreja

 

 

Acostumado a trabalhar com empreendedores que estão em começo de carreira e criadores sempre prontos a trazer uma nova ideia ao mercado, Arthur Igreja alerta que “esperar o produto perfeito é um equívoco”, e sugere que se valide as hipóteses o mais rápido possível.

 

Empresário, investidor anjo e professor da FGV-RJ, Igreja foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Com a experiência que desenvolveu na busca de bons negócios, ele contou quem são as pessoas que os investidores procuram para depositar sua confiança:

 

“é um profissional que consegue demonstrar capacidade de entrega, capacidade de execução; também se fala muito que é um profissional apaixonado pelo problema, ou seja, ele quer resolver um problema grande, um problema que muita gente passa e ele está absolutamente apaixonado em conseguir transformar este problema em uma solução mais simples”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: o empreendedor tem de ter metas desafiantes, diz Paulo Valery

 

 

“O empreendedor tem que colocar desafios na meta dele. Aí começa a ser meta. E o desafio é em errar, também. O erro pode trazer muitos aprendizados. Talvez até mais do que o sucesso”. O comentário é do consultor Paulo Valery ao tratar da primeira de dez características que marcam um empreendedor de sucesso: o estabelecimento de metas. O planejamento, a persistência e o comprometimento também fazem parte desta lista que ajudará aqueles que pretendem abrir seu próprio negócio. Valery foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da CBN, sobre o livro “De empreendedor para empreendedor – dicas importantes para empreender com sucesso”, do qual ele é um dos autores.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonálves.

Empreendedorismo: qual foi o erro que você cometeu?

 

 

O CBN Young Professional, quadro que apresento na rádio CBN, é espaço destinado a conversar com jovens empreendedores, uma turma que fez sucesso muito cedo com suas ideias e sonhos. Em todas as entrevistas que realizei até aqui fiz questão de perguntar a cada um deles qual o erro que teriam cometido nesta curta carreira que poderia se transformar em referência aos demais. Afinal, nossa carreira é construída com base nos acertos e nos erros. As respostas são bem interessantes e as lições, também: se quiser conferir algumas dessas entrevistas, entre aqui.

 

No Papo de Professor, promovido pelo Sebrae, fui perguntado sobre o fato de as histórias de empreendedores geralmente serem contadas pela ótica dos vencedores: daqueles que fizeram sucesso na sua carreira,alcançaram resultados e conseguiram destaque. Queriam saber se esse olhar não geraria distorção ou ilusão nos que pretendem se lançar como empreendedor.

 

Nossos erros nos ensinam muito, desde que tenhamos humildade para reconhecê-los. Entender as falhas cometidas por outros também nos permite enxergar novos caminhos a serem percorridos. É sobre isso que falo no vídeo acima. Clica lá, assista e compartilhe com seus amigos nas redes sociais.

 

Aliás, qual o erro que você já cometeu na sua carreira?

 

Para ver outros vídeos sobre empreendedorismo, clique aqui.