Nova regra vai banir investidor-anjo, matar inovação e prejudicar empreendedor no Brasil

 

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Acostumado a sair em busca de dinheiro no mercado desde que se lançou como empreendedor, Tallis Gomes não titubeia ao afirmar que o governo brasileiro vai “banir o investimento-anjo do país”. Disse isso com todas as letras em entrevista que gravei com ele semana passada, no programa Mundo Corporativo e vai ao ar em breve no Jornal da CBN. O motivo desse pessimismo: a decisão da Receita Federal em taxar entre 15% e 22,5% o lucro de investidores-anjo, resultado de canetaço do órgão após a regulamentação de lei que criou essa figura jurídica no Brasil.

 

Investidores-anjo são os caras dispostos a colocar dinheiro em negócios que estão se iniciando, assim como era a Easy Taxi, o primeiro aplicativo no Brasil a conectar passageiros e motoristas de táxis, criado por Gomes, em 2011. Um negócio que só decolou porque um grupo de investidores-anjo, da Alemanha, acreditou na ideia dele e de seus sócios e colocou R$ 10 milhões na empresa, em 2012.

 

 

A preocupação dele e de todos os empreendedores brasileiros faz sentido, foi o que ficou claro na conversa que tive semana passada com Pedro Doria, jornalista, especialista na área digital e meu colega no Jornal da CBN. No comentário Vida Digital, Doria explicou que criar a figura jurídica do investidor-anjo era importantíssimo, por isso a lei foi bem-vinda e resultado de muito debate. “Antes ou o investimento ocorria na forma de um empréstimo mútuo — e, assim, o dono da startup se tornava um credor; ou o investidor tinha de virar sócio da empresa, arcando com todas as responsabilidades e riscos”, explicou.

 

O problema é que no Estado brasileiro ninguém consegue conter a sanha tributária. Assim que a lei foi aprovada, a Receita viu a possibilidade de arrecadar um pouco mais de dinheiro. Muito mais dinheiro. O tributo cobrado sobre os lucros obtidos pelos investidores se assemelha aos do Tesouro Direto. Ou seja, a Receita mandou o seguinte recado: em lugar de botar dinheiro em um negócio que sabe-se lá vai dar certo, melhor aplicar em títulos do governo. “É pra matar a inovação”, disse-me Doria.

 

 

Matar ou banir. Seja qual for o verbo usado, o resultado e o alvo serão os mesmos: o fim do sonho de milhões de jovens brasileiros dispostos a empreender no Brasil. Lê-se na pesquisa Global Entrepeneurship Monitor 2016 que 22% das pessoas entre 18 e 34 anos estão envolvidos com a criação de uma empresa aqui no Brasil. Uma gente que pode ter boas ideias e poder de execução, ma que necessita também da crença dos investidores. No momento em que o governo brasileiro avisa que é mais seguro e rentável aplicar no mercado do que em negócios, pouco dinheiro haverá para eles.

 

O drama se completa quando se percebe que esses mesmos jovens, frustrados em suas iniciativas, vão recorrer ao mercado de trabalho e não encontrarão vagas disponíveis. Semana passada, o IBGE calculou que somos 13,5 milhões de desempregados, número registrado no trimestre encerrado em junho. É muita gente sem emprego, mesmo levando em consideração que é 0,7 ponto percentual menor do que no primeiro trimestre deste ano.

 

Com a pressão econômica e o mercado de trabalho ainda sofrendo as crises provocadas ou pela má-gestão ou pela má-fé de nossos administradores públicos, falta emprego e a opção do empreendedorismo é dizimada por decisão de tecnocratas. Não surpreende o fato de que o número de empregados sem carteira assinada cresceu 4,3% no último trimestre – já são 10,6 milhões de pessoas nessa condição.

 

Mundo Corporativo: “se um velho experiente se digitalizar, ele engole você”, alerta diretor da Campus Party

 

 

“Cuidado porque é muito mais fácil um velho experiente se digitalizar do que um jovem digitalizado ganhar experiência; então, se um velho experiente se digitalizar, ele engole você”. O alerta é do diretor-geral da Campus Party Brasil Tonico Novaes em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo – Nova Geração. A presença de diversas gerações no mesmo ambiente de trabalho e as profundas transformações que devem ocorrer no emprego foram alguns dos temas discutidos por Novaes. Ele chama atenção para o fato de que a era da internet fará desaparecer parte da funções que existem hoje, porém muitas outras vão surgir: “a gente tem de entender como que a sociedade vai coexistir e como vamos trabalhar para ter um futuro mais justo, uma sociedade igualitária”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo.

Mundo Corporativo: “educação é o grande desafio da nossa geração”, diz Antonio Batista, da Fundação Dom Cabral

 

 


 

 

As empresas e os negócios precisam estar atentos as mudanças que o mundo sofre em seus diferentes campos: seja no enfrentamento de crises éticas, como aqui no Brasil; seja diante da questão do terrorismo em outros países; seja pela própria tecnologia que impacta emprego, trabalho e riquezas. Para o presidente executivo da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista da Silva Jr, é imprescindível que se entenda que “a educação é o grande desafio da nossa geração”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Batista nos ajuda a pensar sobre como as empresas devem agir frente aos desafios que surgem e a necessidade destas construirem legados sociais.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, a partir das 11 horas da manhã, pelo site e pela página da Rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 11 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Débora Gonçalves, Juliana Causin e Luiza Silvestrini.

Reforma: campeão ou não, o Brasil bate um “bolão” quando o tema é ação trabalhista

 

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A Reforma Trabalhista está em discussão na Câmara dos Deputados e o governo aposta que conseguirá aprovar o relatório com as mudanças na CLT ainda nesta terça-feira. Há controvérsias … aliás, muitas controvérsias.

 

A proposta defendida pelo governo vai acabar com os diretos trabalhistas?

 

Empresas poderão reduzir salários dos trabalhadores?

 

Todo mundo vai ser terceirizado?

 

Essas são algumas das perguntas que os trabalhadores (e os desempregados, também) fazem neste momento. Por isso, o Jornal da CBN, nesta terça-feira, ouviu alguns dos seus comentaristas sobre o tema e foi além: convidou a Agência Lupa para checar informações usadas pelo presidente Michel Temer em defesa da Reforma Trabalhista e promoveu debate com participação de dois deputados que integram a comissão que vai votar as mudanças.

 

Por curiosidade, os deputados Vitor Lippi (PSDB-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) divergiram sobre os motivos que levam o Brasil ao título de campeão mundial de ações trabalhistas. Para Lippi, é sinal da falta de garantia que os empregadores têm com as regras atuais. Para Alencar, prova da má-fé de empregadores.

 

A afirmação de que o Brasil é campeão mundial de ações trabalhistas também é repetida pelo presidente Michel Temer em suas entrevistas em defesa da Reforma Trabalhista, porém não há dados oficiais que mostrem esta “distinção”  brasileira no cenário, conforme apurou a Agência Lupa.

 

Em entrevista que foi ao ar pouco antes do debate, Cristina Tardáglia, diretora executiva da Agência, disse que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou não ter “conhecimento da existência de dados que comparem o número de ações trabalhistas em diferentes países” e que a “comparação não é possível” uma vez que existem “enormes diferenças entre leis trabalhistas, sistemas jurídicos e disponibilidade de estatísticas” nos diversos países do mundo.

 

A Agência consultou o  Tribunal Superior do Trabalho (TST).  Em nota o TST destacou que “não tem dados para verificar tal hipótese” e que, apesar de vários países terem leis trabalhistas, muitos não tem Justiça do Trabalho.

 

Foi o sociólogo José Pastore quem fez  estudo sobre ações trabalhistas e publicou artigos comparando a situação do Brasil com a de Estados Unidos, França e Japão. Neste universo, o Brasil está na frente no número de ações trabalhistas.

 

Dizer que o Brasil é campeão mundial talvez não seja o mais preciso, mas não há como negar que no quesito “ações trabalhistas” estamos batendo um bolão:

 

Acompanhe o debate entre os deputados Vitor Lippi e Chico Alencar:

 

 

Ouça a entrevista com Cristina Tardáglia, da Agência Lupa, e a checagem de outras afirmações feitas pelo presidente Michel Temer sobre reforma trabalhista e terceirização:

 

Entrevista: ex-ministro está otimista com lei da terceirização criada por ele e aprovada 19 anos depois pela Câmara

 

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A lei da terceirização ampla, geral e irrestrita aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Deputados havia sido encaminhada ao Congresso em 1998, ainda durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. Na época, o ministro do Trabalho era Paulo de Tarso Almeida Paiva que via na regra a possibilidade de retomada do emprego diante da crise econômica que o Brasil enfrentava.

 

Dezenove anos depois, e frente a uma nova crise, Paulo de Tarso, que hoje é professor da Fundação Dom Cabral, recebeu com surpresa a iniciativa do Governo Michel Temer que, em acordo com líderes da situação, decidiu colocar o PL dele em votação na Câmara dos Deputados. A medida foi tomada porque o Governo entendeu que seria a maneira mais rápida de avançar no tema pois o projeto de lei já havia sido aprovado uma vez na Câmara, passado pelo Senado com algumas mudanças e estava pronto para ser colocado em votação novamente na Câmara.

 

Entrevistado pelo Jornal da CBN, Paulo de Tarso disse que, apesar de terem se passado quase duas décadas, o projeto de lei deve alcançar os resultados imaginados na sua criação: mais emprego.

 

Ouça a entrevista completa:

 

 

 

 

Mundo Corporativo: Sergio Gomes fala de “slash career”, uma alternativa para a crise do emprego

 

 

“Se você de fato tem um trabalho onde você já trabalha há um bom tempo e essa é a sua única profissão, acho que cabe você olhar para si mesmo, quais são as vontades que você tem e que você não conseguiu exercer ainda profissionalmente. Provavelmente, esse seria um excelente caminho para você iniciar uma segunda carreira”. A afirmação é do consultor Sergio Gomes que fala sobre a importância de os trabalhadores planejarem um caminho alternativo em sua vida profissional como forma de encarar a crise no trabalho. A busca por uma segunda função é conhecida também como “slash carrer”.

 

Gomes é sócio da Ockam, consultoria de transformação organizacional, e foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Mundo Corporativo é apresentado ao vivo às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo: Juliana Causin, Rafael Furugem e Débora Gonçalves.

Sucesso e fracasso fazem parte da mesma jornada

 

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Tenho por hábito guardar alguns arquivos de texto na tela do meu computador. Coisas que estava pensando em ler com mais calma em um dia mais calmo, que jamais chegará. Ou que poderiam me inspirar a escrever no blog, como, aliás, estou fazendo agora.

 

Imagino que haja maneira mais criativa e produtiva de se arquivar material pelo qual tanto prezamos. No entanto, ao tê-los ali ao alcance dos olhos penso que será mais fácil de me lembrar da importância que um dia dei a eles. O que a realidade me mostra não ser verdade: hoje mesmo, me deparei com alguns textos que estão pendurados na tela faz mais de ano. Fossem post-its já teriam descolado.

 

Um dos arquivos me chamou atenção e continha estas listas que costumam fazer sucesso na internet: neste caso, uma lista de fracassos ou com causas que nos levam ao fracasso. O tema pode não ser agradável para esta época, afinal quando um novo ano se inicia é sempre oportunidade para refazermos sonhos e desenharmos planos que nos transformarão naquilo que imaginávamos ser um dia. É o momento de pensarmos no que pode dar certo, no sucesso.

 

O problema é que nos iludimos com a ideia do sucesso, especialmente pela dificuldade de definirmos o que ele representa. De uma maneira geral, tendemos a ver o sucesso naquelas pessoas que chegaram ao topo da empresa, têm um crachá poderoso pendurado no pescoço, um bom salário na conta, casa própria e passaporte marcado pelas viagens internacionais. O tamanho do escritório, a quantidade de funcionários à disposição e de ações da empresa também servem de parâmetro.

 

Muito mais difícil é enxergar este mesmo sucesso em profissionais comuns, estabelecidos em atividades intermediárias na hierarquia da empresa e com salários que dependem do complemento do vale transporte e de alimentação. Mesmo que realizem suas funções com excelência e eles próprios se sintam realizados.

 

Um e outro, independentemente do posto que ocupem, podem se sentir bem sucedidos, mesmo porque este conceito não se restringe a vida profissional. O que se sucede bem está na nossa casa, na nossa família, no meio social em que vivemos; na espiritualidade e religiosidade, também. Limitarmos nossa satisfação aos resultados na empresa é tornar pequena uma vida que deve ser vivida em todas suas dimensões.

 

O sucesso é tão tentador que lá se foram três parágrafos dedicados a ele quando meu objetivo aqui é falar do fracasso, que costumamos experimentar em nosso cotidiano. O erro profissional muitas vezes nos envergonha, nos amedronta, pois pode custar uma promoção ou nos levar à demissão; revela nossas fragilidades em uma sociedade que preza o super-herói. Diante disso, tentamos escondê-lo, e assim que ocorre iniciamos a busca incessante pelos responsáveis. A culpa é sempre dos outros, e essa é a primeira causa do fracasso na lista que arquivei em meu computador.

 

Mas o erro é parte do processo e se não olharmos para ele desta maneira, tudo perde o sentido. Os que pensam que sempre acertam são desinformados ou arrogantes … Isso não significa que tenhamos de assumir toda a culpa pelo o que acontece de errado. Isso também nos encaminha ao fracasso, leio na minha lista. Agir dessa forma leva ao “coitadismo”, à ideia de que nascemos para sofrer e à crença de que devemos ser alvo da comiseração de outrem. É uma autodefesa.

 

Ter noção da realidade ajuda a conter o fracasso, foi o que aprendi ao reler minha lista. Portanto, ao decidir seus objetivos de vida seja explícito e factível nas escolhas. Se você desenha uma estrada muito longa é capaz de não enxergar o ponto de chegada, e a demora para alcançá-lo vai gerar frustração. Vejo isto em jovens que estão começando carreira e não têm paciência para aguardar o momento certo da promoção. Trocam de cargo, de emprego ou voltam para a casa sem noção do tempo de maturação que precisamos ter para ascensão profissional.

 

Não ter objetivos claros, escolher objetivos errados ou imaginar que será possível pegar atalhos para chegar lá, fazem parte do mesmo capítulo dessa história que nos leva ao fracasso

 

Temos de nos proteger também do consolo alheio, exercício típico dos que ao não enxergarem solução no momento tentam nos contentar com previsões otimistas em um futuro sem data.

 

Na infância, a chatice da ordem unida é amenizada pela liberdade que teremos na adolescência. Os limites que encontramos nessa serão superados com a autoridade que alcançaremos na fase adulta. Na universidade nos vendem o sonho do primeiro emprego. E assim que o conquistamos, descobrimos que haverá uma vida melhor quando assumirmos o primeiro cargo de líder, gestor e diretor. Agora, se você quer mesmo a felicidade plena espere a chance de ser o CEO da empresa. Assim que se sentar na cadeira dele, vai descobrir o isolamento e a pressão. E diante da sua apreensão, ouvirá do conselheiro que toda esta jornada tem um prêmio: a aposentadoria.

 

Sem entender que nossos fracassos diários podem nos ajudar a crescer, nos consolamos com a promessa de que o futuro nos reserva algo melhor e desperdiçamos a oportunidade de aproveitarmos o mérito de cada etapa. Esquecemos de sermos felizes agora, mesmo que nem sempre as coisas deem tão certo quanto imaginávamos que deveriam dar.

 

O sucesso eterno não existe. O fracasso haverá de se apresentar. Eles fazem parte da mesma jornada.

O medo nosso de cada dia no mundo corporativo

 

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Acordar de madrugada para trabalhar exige mudança de hábito e comportamento controlado. Fui obrigado a me adaptar à rotina há seis anos quando passei a apresentar o Jornal da CBN, que se inicia às seis da manhã.

 

Levanto às quatro da matina para cumprir todas as tarefas que antecedem o início do Jornal, e inclua nestas o direito ao café da manhã bem tomado, pois energia é essencial para quem precisa começar com todo o pique. Tem a leitura de sites e jornais, a conferência das notícias que rolaram durante à noite e a discussão com a produção sobre os temas que devem ser destaque no programa.

 

Costumo ouvir de minha mulher que sou o único cara que ela conhece que acorda disposto às quatro da manhã. É bem provável que existam milhares de outras pessoas que mantém a mesma rotina que a minha e o fazem com prazer e satisfação.

 

Gostar do que se faz é fundamental para que estejamos prontos para o trabalho logo cedo. Imagine que dura é a vida de quem sabe que vai ter de encarar um patrão mala, uma empresa decrépita e um serviço insosso; tudo isso depois de dormir pouco e acordar antes de o sol aparecer.

 

Admirar sua função, saber o quanto você pode impactar a vida de outras pessoas e curtir a relação com seus colegas não significa, porém, que o ambiente de trabalho esteja livre de problemas. No escritório, na firma ou na redação, todos os dias, temos de encarar desafios que vão desde atender às metas impostas até entender as políticas corporativas.

 

Todos temos nossos medos de cada dia.

 

Há algumas semanas, dividi palco na HSM ExpoManagement com meu colega Sérgio Chaia, que já foi empresário e hoje é conselheiro de executivos de alta performance. Na CBN, Chaia apresenta o quadro Terapeuta Corporativo, no qual tira dúvidas de profissionais que ocupam cargos de liderança em suas empresas.

 

Na nossa conversa, ele elencou as maiores dores do universo corporativo, em uma lista que tinha no topo o medo de ser demitido. Em seguida apareceram estresse, ansiedade e falta de reconhecimento.

 

Há motivos para se ter tanto medo de perder o emprego. A crise pegou de cheio as empresas, o dinheiro encurtou, os resultados pioraram e as demissões se transformaram em rotina. Nesse cenário, a recolocação se torna mais difícil e se ocorrer é provável que seja para cargo e salário menores.

 

Diante deste medo, o maior risco é você se demitir antes de ser demitido. Ou seja, impactado pela possibilidade de perder o emprego, você perde o foco nas suas tarefas dentro da empresa e deixa de dar os resultados que o mantinham na função até aquele momento. Ao mesmo tempo, transforma seu chefe em inimigo sem mesmo saber se ele tem a real intenção de afastá-lo do cargo. O diálogo fica prejudicado, a desconfiança aumenta e a paranoia corrói sua relação.

 

Admitir o medo de ser demitido e compartilhar esta sensação com pessoas de confiança, incluindo na lista sua esposa ou marido, é o primeiro passo para enfrentar este problema. Em seguida, entre em ação: identifique os pontos que podem ser melhorados, verifique se é possível oferecer à empresa resultados acima daquilo que é pedido, colabore com seu chefe para que ele possa ter performance melhor e esteja genuinamente à disposição para novos projetos.

 

“A melhor maneira é admitir e agir, para sair da inércia, do aprisionamento que o medo da demissão nos impõe”, ensina Chaia.

 

Caso o seu medo se concretize e a demissão se torne inevitável, bem-vindo ao clube. Você não está sozinho. Perder o emprego não é o fim do mundo nem motivo de vergonha, especialmente em um cenário tão complicado como esse no qual vivemos. Para enfrentar esse período de transição de carreira nada melhor do que ter se planejado. Portanto, em vez de perder tempo com o medo, use-o desenhando um plano B para sua vida profissional. E feliz recomeço!

Mundo Corporativo – Nova Geração: Sidnei Oliveira sugere, aos jovens, foco e desapego

 

 

“Quando eu foco em alguma coisa, eu sou obrigado a desapegar de outras coisas para fazer aquilo que eu estou fazendo. Esse desapego, a gente não vê presente no jovem. O jovem muitas vezes não quer escolher porque a perda traz frustração”. A avaliação é do consultor e mentor Sidnei Oliveira, ao analisar o comportamento dos jovens que estão iniciando-se na carreira profissional, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo – Nova Geração.

 

Autor do livro Gerações – encontros, desencontros e novas perspectivas (Editora Integrare), Sidnei Oliveira sugere que as empresas criem ambientes que permitam a interação do conhecimento e experiência das diferentes gerações que dividem o mesmo espaço de trabalho: “o jovem tem um conhecimento da tecnologia, ele tem o conhecimento mais amplo da realidade, ele é mais globalizado, então ele pode usar isso pra abrir a mente do mais veterano; e o veterano pode ajudar também o jovem desde que a gente perceba que o jovem tem um princípio só com relação ao veterano: eu respeito o que você fez mas eu vou te superar”

 

O Mundo Corporativo – Nova Geração vai ao ar no último sábado do mês, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Tomas Arregui ensina como planejar a volta ao mercado de trabalho

 

 

Você foi demitido? Então, prepare-se para voltar ao mercado de trabalho e comece realizando um inventário profissional, como nos sugere o consultor de carreira Tomas Arregui, nesta entrevista a Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. “Você tem que saber quais foram os seus resultados, quais são suas principais competências, que valores você tem, e, dessa maneira, você vai ao mesmo tempo que contrói sua carreira corporativa, construindo sua carreira pessoal, aquela carreira que vai levar você onde você quiser”, diz Arregui, autor do livro “Sucesso na conquista de emprego – entendendo o mundo da procura de trabalho para fazer a coisa certa” (Editora Nelpa).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site cbn.com.br O quadro é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Alessandra Dias, Douglas Mattos e Debóra Gonçalves.