O medo nosso de cada dia no mundo corporativo

 

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Acordar de madrugada para trabalhar exige mudança de hábito e comportamento controlado. Fui obrigado a me adaptar à rotina há seis anos quando passei a apresentar o Jornal da CBN, que se inicia às seis da manhã.

 

Levanto às quatro da matina para cumprir todas as tarefas que antecedem o início do Jornal, e inclua nestas o direito ao café da manhã bem tomado, pois energia é essencial para quem precisa começar com todo o pique. Tem a leitura de sites e jornais, a conferência das notícias que rolaram durante à noite e a discussão com a produção sobre os temas que devem ser destaque no programa.

 

Costumo ouvir de minha mulher que sou o único cara que ela conhece que acorda disposto às quatro da manhã. É bem provável que existam milhares de outras pessoas que mantém a mesma rotina que a minha e o fazem com prazer e satisfação.

 

Gostar do que se faz é fundamental para que estejamos prontos para o trabalho logo cedo. Imagine que dura é a vida de quem sabe que vai ter de encarar um patrão mala, uma empresa decrépita e um serviço insosso; tudo isso depois de dormir pouco e acordar antes de o sol aparecer.

 

Admirar sua função, saber o quanto você pode impactar a vida de outras pessoas e curtir a relação com seus colegas não significa, porém, que o ambiente de trabalho esteja livre de problemas. No escritório, na firma ou na redação, todos os dias, temos de encarar desafios que vão desde atender às metas impostas até entender as políticas corporativas.

 

Todos temos nossos medos de cada dia.

 

Há algumas semanas, dividi palco na HSM ExpoManagement com meu colega Sérgio Chaia, que já foi empresário e hoje é conselheiro de executivos de alta performance. Na CBN, Chaia apresenta o quadro Terapeuta Corporativo, no qual tira dúvidas de profissionais que ocupam cargos de liderança em suas empresas.

 

Na nossa conversa, ele elencou as maiores dores do universo corporativo, em uma lista que tinha no topo o medo de ser demitido. Em seguida apareceram estresse, ansiedade e falta de reconhecimento.

 

Há motivos para se ter tanto medo de perder o emprego. A crise pegou de cheio as empresas, o dinheiro encurtou, os resultados pioraram e as demissões se transformaram em rotina. Nesse cenário, a recolocação se torna mais difícil e se ocorrer é provável que seja para cargo e salário menores.

 

Diante deste medo, o maior risco é você se demitir antes de ser demitido. Ou seja, impactado pela possibilidade de perder o emprego, você perde o foco nas suas tarefas dentro da empresa e deixa de dar os resultados que o mantinham na função até aquele momento. Ao mesmo tempo, transforma seu chefe em inimigo sem mesmo saber se ele tem a real intenção de afastá-lo do cargo. O diálogo fica prejudicado, a desconfiança aumenta e a paranoia corrói sua relação.

 

Admitir o medo de ser demitido e compartilhar esta sensação com pessoas de confiança, incluindo na lista sua esposa ou marido, é o primeiro passo para enfrentar este problema. Em seguida, entre em ação: identifique os pontos que podem ser melhorados, verifique se é possível oferecer à empresa resultados acima daquilo que é pedido, colabore com seu chefe para que ele possa ter performance melhor e esteja genuinamente à disposição para novos projetos.

 

“A melhor maneira é admitir e agir, para sair da inércia, do aprisionamento que o medo da demissão nos impõe”, ensina Chaia.

 

Caso o seu medo se concretize e a demissão se torne inevitável, bem-vindo ao clube. Você não está sozinho. Perder o emprego não é o fim do mundo nem motivo de vergonha, especialmente em um cenário tão complicado como esse no qual vivemos. Para enfrentar esse período de transição de carreira nada melhor do que ter se planejado. Portanto, em vez de perder tempo com o medo, use-o desenhando um plano B para sua vida profissional. E feliz recomeço!

2 comentários sobre “O medo nosso de cada dia no mundo corporativo

  1. PARABÉNS MILTON PELA EXCELÊNCIA DO SER QUE VOCÊ É.

    ENQUANTO BAILAM OS PIRILAMPOS

    Noite apagada, no céu falta o brilho da lua e das estrelas.
    Na Terra, quebram o silêncio as impacientes ovelhas,
    Animais sagrados, que à luz do dia perambulam pelos campos
    E no cair da tarde, tangidas pelo cajado do afável pastor,
    Buscam o abrigo da velha cocheira, fugindo do intenso calor.
    Desta feita, porém, fogem também dos raios e relâmpagos,
    Que empurram para dentro o boi, a vaca, o burro e até o pastor,
    Enquanto fora o cenário é ocupado pelo bailado dos pirilampos.
    De repente, no avanço da noite, despertos por acanhado vagido,
    Divisam a poucos passos, sobre a manjedoura, o choroso recém-nascido.
    Então, pela fresta do teto em desalinho, o ambiente se aclara,
    E uma luz de indescritível brilho sobre a criança paira.
    O pastor atônito toma coragem e se aproxima do singelo berço improvisado,
    Toma nos braços o pequenino, beija-lhe a fronte e com todo carinho e cuidado
    Entrega à mãe a sua cria, não mais nascituro após o parto realizado.
    Cheia de mistérios, das entranhas do infinito surgida,
    A lua bela, espargindo sobre a cocheira foco de luz nunca visto,
    Ombreia com a Estrela Guia a Missão de anunciar a chegada de Jesus Cristo,
    O Filho de Deus encarnado, do ventre de Maria nascido e por José assistido.

    POETA ALCEU SEBASTIÃO COSTA

    N A T A L / DEZEMBRO 2 0 1 6
    OREMOS PELA SERENIDADE E PAZ DO NOSSO QUERIDO BRASIL

  2. Pingback: O medo de perder o emprego e a necessidade de manter o cliente | Mílton Jung

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