Entrevista: Torquato Jardim diz que “não tem por finalidade demitir ou nomear quem quer que seja”, na Polícia Federal

 

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De poucas palavras, mas aceitando falar. Falou ontem em entrevista coletiva, falou à noite, no Jornal Nacional, e já havia falado para alguns jornais antes mesmo de assumir o ministério da Justiça. Hoje, Torquato Jardim falou ao Jornal da CBN. Manteve a mesma estratégia: dizer poucas palavras e questionar perguntas. Às vezes, até elogiá-las se for necessário, mesmo que isso possa soar como ironia (não que o seja).

 

Mesmo tendo falado tanto, até agora Torquato Jardim não havia convencido jornalistas – ao menos os jornalistas – que assumiria o Ministério da Justiça sem mexer na Polícia Federal e na Operação Lava Jato. Para esta, ele até havia reservado a expressão “blindada”; para aquela, porém, sempre deixara uma porta aberta às mudanças.

 

Hoje, no Jornal, seja por insistência, foi mais claro quanto a possibilidade de mudanças na Polícia Federal. Disse que a avaliação que pretende fazer “não tem por finalidade demitir ou nomear quem quer que seja na diretoria da Polícia Federal”. Quer mais: quer aprender com o chefe da instituição, delegado Leandro Daiello, com quem viajará no mesmo avião para Porto Alegre. Quando voltar do Sul espera ter “quase que um mestrado” de Polícia Federal, falou o ministro.

 

Sobre Michel Temer, atua como os advogados de defesa – não que seja esta a função que exercerá. Nega veementemente esta possibilidade. Prefere esperar o desenrolar das investigações e da perícia no áudio entre o presidente e o empresário Joesley Batista. Aliás, perguntei se a escolha dele para substituir Osmar Serraglio, no Ministério da Justiça, estava relacionada aos problemas que Temer enfrenta desde a delação: “não seria nenhuma motivação dessa natureza. É um reajuste administrativo de resultado e é só isso”

 

A entrevista completa, você acompanha aqui:

 

Entrevista: Modesto Carvalhosa quer ser anticandidato em eleição indireta

 

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Foram dois amigos que o convidaram e, segundo conta, mais um monte de jovens estudantes. E ele aceitou. Modesto Carvalhosa, aos 85 anos, quer ser candidato à presidência da República,  caso haja eleição indireta para substituir Michel Temer. Na verdade, um anticandidato, lembrando papel exercido pelo deputado Ulysses Guimarães  (MDB) que, em pleno regime militar, decidiu disputar à presidência no Colégio Eleitoral contra o candidato oficial, o general Ernesto Geisel, mesmo sabendo que não teria qualquer chance, em 1974. Ulysses viajou pelo Brasil e criou fatos políticos denunciando a ditadura e a falta de liberdade.

 

Carvalhosa quer denunciar a corrupção e a forma de se fazer política atualmente no Brasil,  por isso, não vai pedir voto no Congresso. Espera ter o apoio popular na sua anticanditatura. Quer provocar parlamentares e fazê-los aceitar um candidato de fora do Congresso, que não tenha mandato nem filiação partidária. Para ele, o Congresso não pode decidir sozinho quem vai comandar o país: “a sociedade civil tem que ter voz nas eleições indiretas”.

 

Experiência de luta política e jurídica não faltam nem a ele nem aos amigos que o lançaram para esta empreitada: Hélio Bicudo, 94 anos, e José Carlos Dias, 78. Plataforma eleitoral também não: quer aprovar as reformas trabalhista e da Previdência; combater a corrupção e convocar Assembleia Nacional Constituinte.

 

A entrevista completa você ouve aqui:

 

“É de cair o queixo” e “vem mais por aí”, diz Lauro Jardim, que revelou informações das delações da JBS

 

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Foram três semanas de busca de informação, confirmação de fatos, checagem de dados, viagens para Brasília e muitos telefonemas. Pouco sono, também, especialmente nesse três dias que antecederam a revelação do caso que abalou a República, está prestes a derrubar um governo e já atingiu em cheio um Senador.

 

Como se percebe, foi intenso o trabalho do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, desde que soube pela primeira vez que os irmãos Batista, donos da JBS, tinham decidido contar a verdade sobre a relação deles com alguns dos homens mais poderosos do País.

 

Apesar de acompanhar passo a passo o processo que culminou com a homologação da delação premiada de Joesley e Wesley Batista, Jardim disse, em entrevista ao Jornal da CBN, que ficou perplexo, assim como o povo brasileiro, com o material que teve acesso, em primeira mão. “É de cair o queixo, muito impressionante”, comentou, antes de confirmar que muito mais vem aí.

 

Assim como chamou atenção dele e de seu adjunto, Guilherme Amado, que colaborou na investigação jornalística, eu, você e, imagino, toda torcida brasileira ficamos estarrecidos com o fato de, mesmo após as denúncias, prisões e condenações que assistimos na Operação Lava Jato, autoridades como o presidente da República Michel Temer (PMDB) e o presidente do PSDB – a esta altura ex-presidente -, senador Aécio Neves, continuassem exercitando práticas irregulares.

 

Os casos denunciados em gravação ocorreram em março, agora há pouco, sem pudor nem prevenção.

 

Aécio é acusado, por exemplo, de pedir R$ 2 milhões a Joesley para pagar as custas de seu advogado de defesa na Lava Jato. Ou seja, pediu dinheiro por fora para se defender da denúncia de ter recebido dinheiro sujo, no dia 24 de março.

 

Temer, após insistência de Joesley, o recebeu em casa e na conversa com o empresário tratou de uma mesada para calar a boca de Eduardo Cunha, na cadeia em Curitiba. “Tem que manter isso, viu?” – alertou o ainda presidente da República diante da possibilidade do dinheiro deixar de ser pago ao deputado cassado.

 

Ouça a entrevista com o jornalista Lauro Jardim, que foi ao ar no Jornal da CBN:

 

Entrevista: “Ou a Lava Jato vive dentro da lei ou está fora, vai perder, vai anular” , diz Luiz Flávio Gomes ao Jornal da CBN

 

 

A Lava Jato está na capa de mais um livro que chega às bancas. E este, literalmente, às bancas, pois a editora Astral Cultural distribui seus livros, de preferência, nas bancas de jornais da cidade, em lugar de deixá-los apenas nas livrarias. Nesse, em especial, a Lava Jato, que está no subtítulo, aparece com um complemento que explica boa parte do que pensa seu autor: “em favor da Lava Jato, dentro da lei”.

 

Dentro da lei, faz toda a diferença para o jurista Luiz Flávio Gomes que defende suas ideias no livro com a mesma contundência com que costuma se pronunciar em entrevistas, já que é fonte frequente nos programas de rádio e televisão. “Ou a Lava Jato vive dentro da lei ou está fora, vai perder, vai anular” disse durante a conversa que eu e Cássia Godoy tivemos com ele no estúdio do Jornal da CBN.

 

Um dos pontos considerados questionáveis pelo jurista é a forma como a condução coercitiva está sendo usada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Ele lembra que o STF está prestes a tomar decisão sobre o assunto e, conforme, a posição dos ministros, uma parte da investigação pode sofrer prejuízos. Gomes entende que o rigor a lei é necessário pois “diante dos poderosos no poder, qualquer deslize pode ser prejudicial”. Ele teme que por atingir políticos e empresários relevantes no país, os questionamentos a decisões aumentem e sirvam para desmantelar a Operação.

 

Para que não fique dúvidas sobre o que pensa, Gomes enfatiza que “estamos diante de uma cleptocracia, de um governo de ladrões”. E “a eliminação de corruptos tem que ser implacável. Só assim vamos abrir espaço para a reconstrução de um Brasil saudável, mais justo e menos desigual”.

 

 

Em “O Jogo Sujo da Corrupção – pela implosão do sistema político-empresarial perverso. Em favor da Lava Jato, dentro da lei, e pela reconstrução do Brasil” , o autor também reforça a importância do papel do cidadão brasileiro que deve varrer os políticos comprovadamente corruptos que não forem abatidos pela Operação através do que chama de “voto faxina da cidadania ativa”, respeitando a democracia e suas instituições.

Entrevista: Matheus Leitão conta a história do Brasil, na busca pelo delator e torturadores dos pais dele

 

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Matheus Leitão em entrevista ao Jornal da CBN

 

 

Àquela altura, não havia mais o que fazer, a não ser perguntar sem rodeios

 

– Você entregou meus pais?

 

– Oh, quando eu caí… Eu sei qual o teu problema aqui. Eu já estava te esperando. Quando eu caí, eu caí com a imprensa completa. Não tinha como dizer “eu não sou do partido”. Essa é a primeira coisa

 

(trecho do livro Em nome dos pais)

 

 

Do diálogo acima participaram o jornalista Matheus Leitão e um senhor de 73 anos, Foedes dos Santos. A conversa foi em um sítio próximo a São João do Garrafão, no Espírito Santo. A história que reuniu os dois personagens havia acontecido em 1972, quando Marcelo Netto e Miriam Leitão, pais de Matheus e parceiros de Foedes, então integrante do PCdoB, foram presos e torturados pelo Regime Militar.

 

 

A pergunta que marcou essa conversa foi o que levou Matheus a iniciar a investigação que resultou no livro “Em nome dos pais” (Intrínseca) – um trabalho profundo, íntimo e emocionante no qual o autor buscou desvendar a história sofrida por Marcelo e Miriam e nos ajudou a entender um pouco mais sobre o período em que o Brasil esteve submetido à repressão da ditadura militar.

 

Ao ser entrevistado pelo Jornal da CBN, nesta quinta-feira, Matheus contou a maneira como reagiu diante das revelações obtidas através das várias entrevistas que realizou e documentos que conseguiu ter acesso. Pois além de buscar o delator de seus pais também localizou agentes que teriam participado das sessões de tortura.

 

Algumas respostas trouxeram sentimentos contraditórios, pois provocavam repulsa e alívio ao mesmo tempo. O que parece porém lhe incomodar muito mais são as não-respostas, por exemplo as que as Forças Armadas brasileiras se negam a dar, apesar da existência de registros que poderiam esclarecer muitos dos fatos em aberto.

 

Outro incomodo: se o delator, ao fim da conversa, pediu perdão, o Exército ainda não se desculpou dos crimes que cometeu.

 

Na conversa que tivemos, ao lado de Cássia Godoy, em que falamos também do atual momento político brasileiro e do futuro da Operação Lava Jato, Matheus teve oportunidade de falar, ao vivo, com a mãe, Miriam Leitão. Ambos protagonizaram um diálogo emocionante concluído por ela com a certeza que, apesar de tudo, a história que Matheus relata no livro teve um final feliz.

 

Ouça a entrevista completa com Matheus Leitão sobre o livro, sobre a busca da verdade e sobre a luta pela liberdade. Ao fim, o diálogo dele com sua mãe:

 

Resistência às mudanças: a técnica e a política diante da nova Previdência

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O debate que Mílton Jung fez com Ivan Valente do PSOL e Darcísio Perondi do PMDB sobre as mudanças na Previdência, no qual números e suposições se conflitaram, diante da pergunta se haverá risco futuro no pagamento de aposentadorias, terá sido esclarecedora aos ouvintes?

 

Ouça aqui o debate completo que foi ao ar no Jornal da CBN 

 

Antes do programa, de acordo com a pesquisa Data Folha, publicada no domingo, 71% da população não aprovava as mudanças e quando se tratava dos bem-informados esta quantidade aumentava para 78%.

 

Como não foi feita pesquisa após o programa, podemos fazer um exercício baseado na técnica apresentada por Eva Hirsch, no dia 15 de abril, no Mundo Corporativo da CBN, no qual dissertou sobre a tomada de decisões dos seres humanos em geral.

 

O cérebro criado para agir rapidamente em situações de risco, em defesa própria, diante do perigo não hesita em nos proteger. Na origem,  era contra o leão faminto, hoje é pelos prazos de entrega, pelas contas a pagar, pelos chefes exigentes, etc.

 

Essa arquitetura origina um viés cognitivo, formando atalhos que levam a decisões precipitadas. A tendência é sempre manter o status quo, quando é preciso fugir da similaridade. Ficamos sempre com iguais. Tal quais os programas de trainees, que admitem sempre os de perfis idênticos.

 

Por isso, um grupo de professores de Harvard, Washington e Virginia criaram o IAT – Teste de Associações Implícitas. Para evitar, por exemplo, o ocorrido no Google quando deram só nomes masculinos nas salas do novo edifício. Ou casos como o da altura dos CEOs americanos: 60% medem 1,83m enquanto a população apresenta apenas 15% com este tamanho. Certamente quem os promoveu também media os mesmos 1,83m.

 

É preciso evitar a certeza buscando a dúvida, a outra opinião, e os dados e fatos que apoiam e contradizem. Sabendo que o juízo de valor ou o viés cognitivo sempre existirá, mas é dever reduzi-los.

 

Diante do exposto, será que os 78% contrários às mudanças na Previdência neutralizaram os vieses cognitivos? Será que analisaram dados e fatos?

 

Será que para aqueles que tomaram conhecimento da entrevista dos deputados acentuaram as posições anteriores ou mudaram de opinião?

 

E os políticos que votarão a mudança, seguirão a técnica ou a política?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

 

 

 

 

Entrevista: juiz do trabalho tira dúvidas sobre mudanças aprovadas na Reforma Trabalhista

 

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A Reforma Trabalhista foi aprovada pela Câmara dos Deputados e traz mudanças importantes na relação das empresas com os trabalhadores. Para tirar dúvidas dos ouvintes, o Jornal da CBN convidou o juiz do trabalho Marlos Augusto Melek, que participou da redação do texto que vai ser encaminhado agora para o Senado.

 

Melek defende a ideia que a reforma não retira direito dos trabalhadores. Independentemente do que você pense sobre o tema, é bom estar preparado e bem informado sobre as mudanças que vêm aí.

 

Ouça a entrevista completa com o juiz Melek:

 

Quito Formiga ao Adote um Vereador: “população deveria acompanhar mais de perto a Câmara; jornalistas distorcem o que a gente faz aqui”

 

 

Um dos objetivos do Adote um Vereador é inspirar o cidadão a se aproximar da política local e entender como funciona o parlamento e o parlamentar. A possibilidade de fazer perguntas diretamente ao vereador permite que saibamos um pouco mais sobre o processo legislativo. Isso também nos ajuda a compreender melhor o que o vereador pensa sobre seu papel na sociedade e outras temas de interesse da cidade.

 

 

A Gabriela Cabral, que seguidamente escreve artigos para este blog, e colabora com o Adote um Vereador, decidiu adotar o vereador Quito Formiga, do PSDB-SP, e foi até o gabinete dele quando teve oportunidade de entrevista-lo.

 

 

Trago aqui parte desta entrevista e ofereço o link para a conversa na íntegra, que está publicada no site do Adote Um Vereador de São Paulo,  para que sirva de exemplo a outros cidadãos dispostos a tornar o seu ambiente urbano mais qualificado.

 

 

Lembro que, mesmo quando não concordamos com ideias defendidas pelo vereador adotado, ouvir a opinião dele, seja em entrevista seja por outros meios, é muito importante pois nos oferece mais argumentos para o debate político.

 

 

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Por Gabriela Cabral – Integrante do Adote Um Vereador

 

 

Neste mês de Abril o vereador Quito Formiga recebeu, em seu gabinete, o Adote Um Vereador. Confira a entrevista abaixo:

 

 

AUV (Adote Um Vereador) – Vereador, por que você quis ser político, qual é a sua trajetória política? E por que, especificamente, você quis ser vereador?

 

 

QF (Quito Formiga) – Na verdade eu nunca imaginei que seria vereador ou que minha vida estivesse ligada a política. Eu trabalhava na iniciativa privada e faço parte de um trabalho social que é de uma instituição, de todo um segmento da sociedade, um segmento religioso, meu módulo é a religião na Câmara e diante de algumas dificuldades que nós enfrentávamos lá, para conseguir algumas necessidades nossas surgiu à ideia, diante de tantos convites que eu tive, de tentar fazer um trabalho político que facilitasse para a minha instituição e para as outras instituições do mesmo segmento.

 

 

Mas era uma coisa que eu achava, até por não conhecer política na ocasião, em 2002, que daria para conciliar a atividade privada com a atividade pública, na verdade acabei tendo que me dedicar integralmente ao mandato de vereador.

 

 

AUV – Você não tem nenhuma ligação familiar, nenhum parente foi político?

 

 

QF – Não tenho. Meu pai foi funcionário público, praticamente a vida toda, ele tinha um cargo que ele transitava no meio político, mas nunca desejou isto para a vida dele.

 

 

AUV – Quais são os seus principais Projetos de Leis (PLs), que se tornaram leis?

 

 

QF – O que eu mais tenho orgulho de ter feito diz respeito à religião, mas eu tenho projetos aprovados nas áreas da saúde e educação.

 

O projeto que eu me refiro, eu quis criar um dia – simplesmente para fazer uma homenagem – e eu não sabia que há mais de 40 anos as pessoas esperavam isto e não conseguiam, que foi o dia da umbanda e do umbandista na cidade de São Paulo, que é comemorado anualmente a semana da umbanda e do umbandista. Eles fazem eventos na semana inteira e era uma simples data, isto para mim, tem uma representação muito positiva porque eu vi que eu mexi com toda a nação umbandista.

 

Eu tenho um projeto, também interessante, que padroniza os uniformes escolares na rede de ensino municipal e o outro projeto determina que onde houver concurso público é necessário que haja uma ambulância. E vários outros projetos que se tornaram leis e saíram de projetos nossos.

 

 

AUV – Quais são as formas que a população paulistana dispõe para fiscalizar a atuação dos vereadores?

 

 

QF – Eu acho que isto que você está fazendo hoje é uma excelente forma de fiscalizar, adotando um vereador e seguindo os trabalhos que nós já desenvolvemos e que vamos desenvolver. A população deveria acompanhar mais de perto a Câmara, o trabalho dos vereadores e não só deixar a cargo do que escuta falar através de matérias que são publicadas por jornalistas, por que os jornalistas, na maioria das vezes, distorcem muito o que a gente faz aqui.

 

 

Leia mais no site Adote Um Vereador de São Paulo 

Entrevista: o Brasil precisa de um código eleitoral novo diz ministro do TSE

 

 

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O escândalo que as delações dos executivos da Odebrecht tem provocado revela a necessidade de se rever as regras eleitorais e criar sistemas de fiscalização que impeçam ilegalidades a ponto de desequilibrar a disputa entre partidos e políticos.

 

 

No Jornal da CBN, desta quinta-feira, ainda sob o impacto dos vídeos em que corruptores contam de forma detalhada – e até natural – como financiaram as campanhas eleitorais de maneira irregular e pagaram propina em busca de vantagens na concorrência de obras públicas, entrevistei o ministro do TSE Henrique Neves, que deixará o cargo no domingo, ao fim de oito anos de mandato.

 

 

Neves foi cauteloso nas palavras ao analisar as denúncias que vieram à tona, e prefere esperar o andamento das investigações antes de apontar culpados pelas ilegalidades anunciadas.

 

 

O ministro, porém, defendeu a ideia de mudanças nas regras eleitorais: “o ideal seria fazer um código eleitoral novo, porque a legislação é de 1965, baseada na Constituição de 1948”, disse o ministro. Ele lembra que a última lei das eleições foi de 1977 e de lá pra vá foram 10 eleições e 11 modificações.

 

 

Ouça a entrevista completa: