“Dez Por Cento Mais: Desvendando os Mistérios do Cérebro com o Dr. Renan Domingues”

Imagem criada por Dall-E

O cérebro humano é tão fascinante quanto cercado de mistérios. Para desvendá-los, é essencial desmistificar algumas “verdades” que comumente circulam. No programa Dez Por Cento Mais, o neurologista Dr. Renan Domingues desafiou um dos mitos mais difundidos sobre o cérebro ao revelar que, na verdade, utilizamos 100% de sua capacidade, contrariando a crença popular de que usamos apenas 10%.

Na conversa com a psicóloga Simone Domingues, uma das apresentadoras do Dez Por Cento Mais, Dr. Renan ressaltou a extraordinária complexidade do cérebro, composto por cerca de 86 bilhões de neurônios. Este órgão está constantemente ativo, processando uma ampla gama de informações, emoções, pensamentos e comportamentos. A descoberta de que empregamos toda a capacidade cerebral não só refuta um erro comum, mas também promove um entendimento mais profundo das habilidades e potencialidades do cérebro.

Além disso, Dr. Renan aprofundou-se na interconexão entre neurologia e psicologia, ilustrando como alterações no cérebro afetam diretamente nosso pensamento e comportamento. Ele enfatizou a importância de considerar o cérebro como parte de um sistema integrado, onde diferentes áreas trabalham conjuntamente no processamento de informações.

A entrevista também abordou a complexa relação entre mente e corpo. Dr. Renan desfez a ideia de uma separação rígida entre os dois, mostrando como os estados emocionais podem ter impactos físicos no corpo, e vice-versa. “Os estados emocionais… interferem, sim, no curso de doenças que afetam nossos pensamentos e sentimentos. Elas também são físicas”, afirmou, destacando a integração entre os aspectos físicos e mentais da saúde.

Alerta contra outros mitos sobre o cérebro

Dr. Renan desmentiu ainda outros mitos sobre o cérebro, como a noção de que seria possível “reprogramá-lo” de forma simples e rápida. Ele destacou a necessidade de empenho e atividades desafiadoras para desenvolver e expandir as capacidades cerebrais.

No programa, o neurologista discutiu um “suplemento” ideal para o cérebro, que inclui uma alimentação rica em vegetais, dieta saudável, atividade física regular, sono de qualidade e socialização. Pesquisas epidemiológicas enfatizam a importância da socialização para a saúde cerebral. Dr. Renan também explicou que a saúde geral do corpo é fundamental para a do cérebro, exemplificando como uma tensão arterial saudável é crucial para fornecer oxigênio às células cerebrais. Ele ressaltou que a ingestão de vitaminas é vital, principalmente em casos de deficiência, e que uma dieta equilibrada normalmente fornece as vitaminas necessárias, exceto a vitamina D3, que é sintetizada pela pele sob exposição solar.

Dica Dez Por Cento Mais

Finalmente, a entrevista destacou a importância do investimento em educação, ciência e pesquisa, ressaltando a necessidade de abordagens baseadas em evidências científicas na neurologia e na psicologia. Encerrando com uma nota poética, Dr. Renan citou Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), incentivando os espectadores a desfrutar dos pequenos prazeres da vida e a se conectar com o momento presente: 

“Quando ele diz: ‘come chocolates, pequena; come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates’. Então, nós falamos da mente falamos do pensamento. O passado  já acabou. Onde que ele vive? Ele vive na nossa mente. O futuro também é uma projeção da nossa mente. Então, na hora que a gente tá ali diante do chocolate, quanto menos o passado e o futuro interferirem naquele momento melhor será e isso é bastante saudável”.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O Dez Por Cento Mais é transmitido ao vivo todas as quartas-feiras, às oito da noite, no YouTube, e também está disponível em podcast no Spotify. O programa é apresentado por Simone Domingues e Abigail Costa.

Dez Por Cento Mais: a importância da comunicação e da saúde mental na sexualidade masculina

Foto de Nathan Cowley

A sexualidade masculina, frequentemente associada a ideias de virilidade e constante disposição, esconde desafios significativos, principalmente relacionados à comunicação e saúde mental. A psiquiatra Ana Patrícia Brasil,, em entrevista ao programa “Dez Por Cento Mais” no YouTube, discutiu essas questões, revelando que muitos homens enfrentam dificuldades em expressar suas preocupações sexuais, mesmo em um contexto clínico.

Segundo a Dra. Brasil, os homens muitas vezes se sentem mais à vontade para discutir questões íntimas com uma profissional feminina, possivelmente devido à ausência de julgamento percebida e à facilidade em compartilhar tais assuntos com uma mulher. Ela ressaltou que a dificuldade em abordar esses temas está muitas vezes enraizada em estereótipos culturais de masculinidade, onde admitir vulnerabilidades sexuais pode ser visto como um sinal de fraqueza.

Comunicação aberta reduz problemas sexuais

A especialista enfatizou a importância da comunicação aberta e franca, tanto com profissionais de saúde quanto com parceiros(as), como meio de enfrentar e resolver problemas sexuais. Ela observou que o tabu em torno da sexualidade masculina e a pressão para se conformar a certos padrões muitas vezes mascaram problemas subjacentes, como ansiedade, estresse e baixa autoestima, que podem levar a disfunções sexuais.

Além disso, Dra. Brasil destacou o impacto da saúde mental na sexualidade. Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, podem influenciar significativamente o desejo e o desempenho sexual. A terapia e, em alguns casos, medicação, podem ser necessárias para abordar esses problemas subjacentes.

Cuidado com pornografia em excesso

A entrevista também abordou o uso problemático de pornografia e a forma como isso pode afetar a sexualidade, especialmente entre os jovens. A Dra. Brasil alertou sobre as consequências negativas do consumo excessivo de pornografia, incluindo a formação de padrões de excitação irrealistas e problemas na interação sexual real.

Dica Dez Por Cento Mais 

Comunicar-se sobre o que aflige, o que se espera do outro, ou até sobre dúvidas e inseguranças, pode não só fortalecer a relação, mas também aumentar a compreensão mútua e a intimidade, disse Dra Brasil na Dica Dez Por Cento Mais: 

“Não é uma fórmula complicada, e funciona na maioria dos casos de pessoas que estão em um relacionamento: conversar abertamente sobre o que te aflige, sobre o que você espera no outro. Isso já ajuda a sanar grande parte do problema que são todos esses pensamentos, dessa bagagem que a pessoa leva antes da relação. Se essa bagagem você abre, esse peso diminui, e as chances de você ter uma performance melhor, uma satisfação maior aumentam muito”.

Assista ao Dez Por Cento Mais

Toda quarta-feira, às oito da noite, você tem um novo episódio do Dez Por Cento Mais, no YouTube. Ao assistir ao vivo, você pode fazer perguntas aos entrevistados do programa:

Dez Por Cento Mais: mulheres inspiradoras compartilham experiências na superação do Câncer de Mama

Projeto Ka.ora ajuda mulheres com câncer de mama Foto: divulgação

Três mulheres unidas pelo propósito de informar, proteger e cuidar da saúde feminina alertaram sobre a necessidade de superar os tabus persistentes relacionados ao câncer de mama. Cristiane Valentini, Vanessa Faro e Claudia Talermann compartilharam suas experiências e enfatizaram a importância do apoio mútuo nessa jornada, no programa Dez Por Cento Mais, no YouTube.

A entrevista, comandada por Abigail Costa, foi emocionante e esclarecedora, e as três convidadas destacaram a necessidade de conscientização ao longo do ano, não apenas durante o mês do Outubro Rosa, que é dedicado a prevenção ao câncer de mama. Elas encorajaram as mulheres a falarem abertamente sobre essa condição que afeta tantas vidas.

As histórias de superação

Cristiane Valentini, neuropsicóloga clínica e membro da equipe do projeto Ka.ora, tem como objetivo a reabilitação física e mental de mulheres com câncer de mama na região de Santos, litoral paulista. Ela enfatizou a importância do exercício físico em todas as fases do tratamento, destacando o papel do remo como uma atividade que promove não apenas a saúde física, mas também o fortalecimento mental e emocional das participantes.

Vanessa Faro, uma jornalista esportiva e paciente oncológica que descobriu o câncer de mama em 2020, compartilhou sua experiência ao fazer parte do projeto Ka.ora e como o esporte, especialmente o remo, desempenhou um papel crucial em sua recuperação e transformação. Vanessa enfatizou a importância de enfrentar o câncer com positividade e humor, o que a levou a criar a persona “Patricinha Casca Grossa” nas redes sociais.

Claudia Talermann é fisioterapeuta com mais de 30 anos de experiência. Ela coordena a equipe de fisioterapia na gestão de pacientes internados e da Oncologia do Hospital Albert Einstein. Claudia descobriu que estava com câncer de mama aos 35 anos quando seus dois filhos ainda eram pequenos. Ao longo dessa jornada, enfrentou desafios inesperados. Dezoito anos depois, deparou-se com um tumor no cerebelo. No entanto, Claudia não vê com tristeza as histórias que tem para contar porque, afinal, está aqui para compartilhá-las, e isso é o que importa.

Na entrevista, Abigail Costa abordou a importância da rede de apoio emocional e familiar durante o tratamento do câncer, enquanto cada uma das convidadas destacou a transformação pessoal e a força que encontraram ao longo de suas jornadas. Elas também ressaltaram que, embora o câncer de mama seja um desafio, a positividade, a determinação e o apoio são elementos essenciais para enfrentar essa condição.

A doença ressignificou a vida

Claudia explicou que, durante o tratamento do câncer de mama, enfrentou vários sentimentos e transformações. Ela destacou a queda de cabelo como uma das partes mais difíceis de lidar, pois é algo que torna visível para os outros que você está passando por um tratamento de câncer. Inicialmente, Claudia usou peruca, mas depois ganhou força para enfrentar a perda de cabelo e mostrar sua verdadeira essência.

“A queda do cabelo para uma mulher é muito desafiadora. Você dorme um dia com cabelo e acorda no dia seguinte com metade do cabelo que tinha. Você olha e pensa: meu Deus, o que farei agora?”

O momento mais desafiador para a fisioterapeuta, porém, foi quando, depois superar a doença na mama, descobriu um tumor no cerebelo após uma viagem à Disney. Ela recorda a angústia de ouvir o diagnóstico, mas um de seus filhos, Guilherme, a motivou a não desistir. Claudia passou por uma cirurgia e superou essa fase difícil.

Claudia Talermann compartilhou sua jornada de superação e ressaltou que, apesar das cicatrizes físicas e emocionais deixadas pelo câncer, é possível encontrar luz no fim do túnel. Ela enfatizou a importância de encarar o câncer como um desafio que pode levar a uma ressignificação da vida. E disse que por meio do apoio da rede de amigos e familiares, é possível enfrentar o câncer e emergir mais forte. O amor e o apoio são essenciais na jornada de combate à doença, lembrou.

O esporte ajudou a superar o câncer de mama

A entrevista também incluiu interações dos espectadores, muitos deles demonstrando admiração e apoio à Claudia e às outras entrevistadas. Vanessa Faro compartilhou como o esporte a ajudou em sua jornada de recuperação e ressaltou a importância da atividade física na prevenção e no tratamento do câncer.

Vanessa Faro, uma das convidadas do programa, é uma mulher determinada. Ela falou sobre o Projeto Ka.ora, em Santos, que visa apoiar mulheres que enfrentam o câncer de mama. Vanessa compartilhou sua própria experiência como paciente e a importância de buscar os direitos como cidadãs. Ela encorajou as mulheres a procurarem projetos sociais semelhantes em suas cidades e a não hesitarem em pedir ajuda.

A jornalista esportiva também destacou a importância da rede de apoio, referindo-se carinhosamente às suas companheiras de luta como “meninas”. Ela enfatizou que somente aqueles que passam pela mesma experiência podem verdadeiramente compreender os desafios e as emoções envolvidas.

É preciso falar sem vergonha 

Christiane Valentini trouxe à tona questões importantes, como ressecamento vaginal, falta de libido e insônia, que muitas vezes são efeitos colaterais do tratamento do câncer de mama. Ela enfatizou que esses são tópicos que as mulheres frequentemente têm vergonha de discutir, mas são cruciais para a qualidade de vida das pacientes.

A neuropsicóloga incentivou as mulheres a não terem vergonha de falar sobre esses temas com seus oncologistas e a buscar ajuda para melhorar sua qualidade de vida. Ela também ressaltou a necessidade de os familiares que cuidam de pacientes com câncer também procurarem apoio e terapia, pois a jornada é desafiadora para todos os envolvidos.

Foi uma noite emocionante e inspiradora, repleta de lições de superação e esperança, que deixou claro que o Outubro Rosa é mais do que uma campanha de conscientização; é um movimento de apoio e solidariedade entre mulheres que compartilham suas histórias e forças para enfrentar o câncer de mama. Elas nos lembram que, com amor e apoio, é possível vencer os desafios do câncer de mama.

Assista ao Dez Por Cento Mais

O programa Dez Por Cento Mais traz entrevistas inéditas todas às quartas-feiras, às 20 horas, no YouTube. É apresentado pela jornalista Abigail Costa e a psicóloga Simone Domingues. O Dez Por Cento Mais também pode ser ouvido no Spotify.

Dez Por Cento Mais: câmera de celular influencia novas cirurgias faciais e rinoplastia

Foto de Polina Tankilevitch

No mundo da cirurgia plástica, o Brasil e seus profissionais ocupam uma posição de destaque, sendo reconhecidos internacionalmente. Dado esse reconhecimento, é esperado que, nas clínicas, os pacientes encontrem algumas das técnicas mais avançadas para melhorias estéticas e correções de deformidades. O programa Dez Por Cento Mais entrevistou o Dr. Lessandro Martins, especialista em cirurgia facial e rinoplastia, que destacou o impacto das redes sociais na percepção das pessoas sobre seus próprios corpos.

Com a propagação de imagens e a exposição das pessoas nos meios digitais, a autopercepção tornou-se um ponto de debate constante. Dr. Lessandro esclareceu essa complexidade, indicando que, enquanto muitos enxergam a perfeição nos outros, a autocrítica prevalece quando se olha para si mesmo, fenômeno intensificado pelas redes sociais.

De acordo com o médico, a estética masculina também tem ganhado destaque, principalmente nos últimos 10 anos, e ele acredita que a presença mais numerosa de homens nas clínicas de cirurgia plástica é impulsionada pela sua maior visibilidade nas mídias digitais.

Inovações no campo da rinoplastia

Foi o Dr. Lessandro Martins quem desenvolveu uma técnica de rinoplastia conhecida como Fishbone, um método de fratura do nariz que utiliza um instrumento de corte e modelagem com precisão milimétrica. A intenção é aprimorar o efeito de luz e sombra no nariz do paciente, levando em consideração a distorção causada pelas câmeras frontais dos smartphones.

Recuperação pós-Rinoplastia

Ao ser questionado sobre a recuperação após a rinoplastia, Dr. Alessandro destacou que os avanços na anestesia, aliados às técnicas de rinoplastia preservadora, reduziram significativamente o tempo de recuperação dos pacientes. No passado, era comum os pacientes apresentarem extensos hematomas e inchaços após a cirurgia. Com as técnicas modernas, esses efeitos são bem menos evidentes. Ele também sublinhou a evolução na qualidade dos anestésicos e dos novos equipamentos que auxiliam na precisão dos procedimentos.

Queloides e cirurgia facial: desafios e soluções

Durante a entrevista, conduzida pela jornalista Abigail Costa e pela psicóloga Simone Domingues, uma das questões levantadas foi sobre o tratamento de queloides em cirurgias faciais. Com os avanços tecnológicos e a aplicação estratégica de corticoides, hoje é possível minimizar e prevenir a formação de queloides, tornando o procedimento mais seguro e eficaz.

Tratamento de Rugas

Em relação ao tratamento de rugas, Dr. Alessandro fez uma distinção entre rugas (linhas finas) e sulcos (linhas mais profundas). Enquanto as primeiras podem ser tratadas com técnicas menos invasivas, como o botox, as últimas podem demandar procedimentos mais complexos. Ele ressaltou a importância de se evitar tratamentos exagerados que possam alterar as características faciais naturais e destacou a eficácia da técnica Morpheus 8 no rejuvenescimento da pele.

Reversão de procedimentos

Por fim, foi discutida a possibilidade de reversão de procedimentos. Dr. Alessandro salientou que, enquanto algumas cirurgias podem ser revertidas, outras podem ser mais desafiantes. Ele citou, especificamente, o desafio de restaurar narizes que foram reduzidos em excesso. Mesmo nesses casos, com paciência e uma abordagem correta, é possível alcançar melhorias significativas.

Dica Dez Por Cento Mais

Ao encerrar a entrevista, Dr. Lessandro compartilhou sua dica Dez Por Cento Mais:

“Minha dica Dez Por Cento Mais se aplica a todas as áreas. São nove da noite, e vocês estão aqui com um sorriso, empenhadas, com uma energia imensa. Por quê? Tudo que fazemos com amor gera resultados positivos. Somos responsáveis por nossos atos. Se plantamos arroz, colhemos arroz. Se plantamos amor, colhemos amor. Portanto, digo: faça tudo com amor. Nunca se acomode e, sempre que possível, busque ser melhor amanhã. Isso vale para sua área e para a minha. Em tudo que fazemos, o amor gera bons frutos.”

Assista à entrevista completa no YouTube.

Compartilhe este artigo em suas redes sociais, deixe seu comentário e continue nos acompanhando para mais conteúdo sobre comportamento e saúde mental. Toda quarta-feira, às oito da noite, o Dez Por Cento Mais apresenta uma nova entrevista, ao vivo, com a participação do público. Assista à entrevista completa com Dr. Lessandro Martins.

Dez Por Cento Mais: o caminho para relações interpessoais e tomada de decisões conscientes

Foto de Pixabay

A tomada de decisões em um mundo marcado pela incerteza é um desafio que se impõe diante de todos nós, seja na vida pessoal seja no âmbito corporativo. Luciano Salamacha, consultor, empresário, mentor de executivos e presidentes, falou ao programa Dez Por Cento Mais, no You Tube, sobre como as emoções desempenham um papel fundamental em nossas escolhas e comportamentos. 

Na entrevista à jornalista Abigail Costa e à psicóloga Simone Domingues, Luciano mergulha na relevância do autoconhecimento e da autogestão. Em sua análise, destaca quatro etapas essenciais para aprimorar nossas interações humanas:

  • Autoconhecimento
  • Autogestão
  • Interrelação
  • Ação.

As seis emoções básicas que precisamos identificar

O consultor ainda detalha as seis emoções básicas – tristeza, raiva, desprezo (ou nojo), medo, surpresa e alegria – e a partir de suas descrições desvenda como essas emoções podem moldar nossa conduta. Por exemplo, ressalta que a tristeza pode nos levar ao isolamento, enquanto outras emoções podem desencadear reações impulsivas.

Além disso, Luciano explora o conceito de controle inibitório e como ele pode facilitar decisões mais ponderadas e sensatas. Ele observa que o autocontrole é uma habilidade valiosa a ser cultivada.

A diferença de decisões instintivas e intuitivas

Na entrevista, com base na experiência que adquiriu orientando grandes executivos nas tomadas de decisão, lembra da importância de discernir entre decisões instintivas e intuitivas. Enfatiza que as decisões instintivas frequentemente estão enraizadas em emoções intensas, resultando em impulsividade, ao passo que as decisões intuitivas buscam um equilíbrio emocional, levando em conta o bem a longo prazo.

No ambiente corporativo, Luciano sublinha a necessidade de manter um equilíbrio entre proximidade nas relações profissionais e a preservação do profissionalismo. O excesso de intimidade, adverte Salamacha, pode comprometer a dinâmica profissional.

Use a razão para promover o bem

Esta entrevista nos oferece uma compreensão profunda da influência das emoções e do autocontrole na tomada de decisões, iluminando o mundo corporativo e as relações pessoais. Luciano Salamacha nos lembra que a razão não deve apenas guiar nossas decisões, mas também ser aplicada de maneira construtiva para promover o bem, tanto em ambientes de trabalho quanto nas esferas pessoais. Ele enfatiza a necessidade de reconhecer e regular nossas emoções ao tomar decisões, impedindo que elas obscureçam nosso discernimento.

Além disso, Salamacha discute a ideia intrigante de que as decisões podem ter diferentes prazos de validade, dependendo das circunstâncias, e ressalta a importância de considerar quem detém o poder de negociação ao determinar o tempo disponível para a tomada de decisão.

Dica 10% Mais

Luciano também compartilha uma valiosa dica: reserve 10% do seu tempo para o silêncio e a reflexão. Ele destaca como o silêncio pode ser uma ferramenta poderosa para encontrar clareza e aprimorar o desempenho, oferecendo um caminho para uma vida mais consciente e relacionamentos mais harmoniosos.

O programa Dez Por Cento Mais apresenta, toda quarta-feira, às 20 horas, uma entrevista inédita com temas como comportamento e saúde mental, no You Tube. 

Assista à entrevista completa com Luciano Salamacha

Marina diz que ninguém vai passar por cima de decisão técnica para explorar petróleo na foz do Rio Amazonas

No calor dos debates e discussões que caracterizam a Cúpula da Amazônia,  em Belém do Pará, Marina Silva, a ministra do Meio Ambiente, foi enfática sobre a importância das decisões técnicas do Ibama serem respeitadas no caso da exploração de petróleo na região do Foz do Rio Amazonas. Em entrevista ao Jornal da CBN, ela foi perguntada sobre o parecer da AGU — Advocacia Geral da União que pode abrir espaço para que o presidente Lula autorize as operações da Petrobras no local. Marina destacou que tais decisões levam em conta critérios ambientais e Lula jamais passaria por cima dessas avaliações:

“Às vezes as pessoas usam um termo equivocado: flexibilizar o licenciamento ambiental. Ninguém flexibiliza uma cirurgia do coração, uma cirurgia do rim, uma cirurgia do olho. Por que que o olho e o coração da natureza a gente quer flexibilizar?”


O desmatamento na Amazônia também foi abordado na entrevista, e Marina compartilhou dados promissores sobre a reversão da curva de crescimento do desmatamento no primeiro semestre. Ela ressaltou a importância do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDAm), destacando seu papel na redução do desmatamento ao longo dos anos. No entanto, a Ministra também apontou para a necessidade de mudanças no modelo de desenvolvimento, promovendo setores como turismo, bioeconomia e agricultura de baixo carbono.

Ouça a entrevista completa da ministra do Meio Ambiente Marina Silva ao Jornal da CBN

Estados podem ter dificuldade de acesso à verba federal se não usarem câmeras em policiais

Foto: Reprodução/ Fabiano Rocha / Agência O Globo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está considerando a incorporação de câmeras nos uniformes de todas as polícias sob comando federal, incluindo a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e a polícia penal. O programa que está em fase inicial também vai privilegiar os estados que aderirem ao sistema de câmeras. Em entrevista ao Jornal da CBN, Marivaldo Pereira, secretário de acesso à justiça do Ministério, nega que a ideia seja criar alguma restrição aos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Prefere falar em “prioridades”: 

“Não é restrição, é priorização de quem utilizar ou seja quem adotar essa tecnologia receberá mais recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. São critérios que ainda estão em discussão na Secretaria Nacional de Segurança Pública e deve constar nas regras que vão disciplinar o acesso a recursos do Fundo”

Bahia é primeiro estado a aderir ao programa nacional

O plano de implementação das câmeras nas polícias estaduais está em discussão com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, e estados como a Bahia já estão se preparando para adotar a tecnologia. A previsão é de que o acordo de cooperação com a Bahia seja concluído, e a licitação para implementação das câmeras ocorra até abril do próximo ano.

Marivaldo Pereira diz que ainda está em andamento um estudo para avaliar a demanda e a quantidade de câmeras que seriam necessárias. A intenção é que as câmeras possam ser compartilhadas por mais de um policial, permitindo o uso durante as operações.

O projeto tem como meta começar com um piloto de 200 câmeras na Polícia Rodoviária Federal ainda este ano. O objetivo é testar a tecnologia e implementar em locais onde a demanda pelo uso das câmeras é maior.

Para Governo Federal, câmeras protegem policiais

O uso das câmeras visa melhorar a qualidade da segurança pública e a transparência das operações policiais. Estudos mostram que a adoção de câmeras tem contribuído para a redução do número de policiais e civis mortos em confrontos e aprimorado os processos judiciais com a disponibilidade de imagens.

O secretário ressaltou a importância de estabelecer um protocolo padrão e certificação de equipamentos para garantir que as imagens não sejam alteradas e que apenas as autoridades competentes possam acessá-las. 

A ideia é que a Polícia Rodoviária Federal seja um modelo a ser seguido por outras instituições. A implementação começará por locais onde os índices de reclamações e problemas são mais altos.

A adoção das câmeras é vista como um passo importante para avançar na transparência e garantir a segurança tanto dos policiais quanto dos cidadãos. A tecnologia visa aprimorar a qualidade das operações policiais e agilizar os processos judiciais, tornando a justiça mais efetiva.

Ouça aqui a entrevista completa no Jornal da CBN

“Escute, expresse e fale!” é destaque no portal coletiva.net

Com direito a Júnior no sobrenome, o que muito me orgulha, o lançamento do livro Expresse, escute e fale! ganhou destaque, nesta semana, no Coletiva.net, portal de notícias e revista digital, dedicado a assuntos relacionados a carreiras e negócios nas áreas de Marketing e Comunicação, no Rio Grande do Sul: 

A seguir, reproduzo alguns trechos da entrevista: 

Comunicar-se de forma efetiva, seja pessoalmente ou virtualmente: essa é a proposta do novo livro do jornalista gaúcho Mílton Jung Jr.

“O livro pretende ajudar as pessoas a terem uma comunicação poderosa nas relações pessoais e profissionais”, explica Mílton. 

Ainda de acordo com ele, os quatro autores são unidos pelo “sonho de fazer da habilidade, a competência que nos capacite a sermos humanos evoluídos em um mundo melhor”. Vocabulário, escuta, abertura para o outro, identificação de emoções e o uso da voz são algumas ferramentas exploradas pela obra.

Embora a estreia da produção esteja marcada primeiramente para a capital paulista, o objetivo é poder lançar, também, em Porto Alegre. 

Junto com o gaúcho, estão os escritores António Sacavém, doutor em Gestão e especializado em comunicação não verbal, e Leny Kyrillos, fonoaudióloga da TV Globo de São Paulo, da rádio CBN e pesquisadora da voz. Além deles, assina a obra, também, o prático em escutatória, comunicação verbal e padrões de linguagem colaborativos, Thomas Brieu.

Leia aqui a reportagem completa e outras informações no Coletiva.net

Avalanche Tricolor: da esperança na política e no futebol

Grêmio 0x1 Ituano

Brasileiro B – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Gabriel Silva dribla em foto de LucasUebel/GrêmioFBPA

Venho de três dias especiais para quem dedica sua vida ao jornalismo. Cobertura de eleição por si só é daqueles momentos para os quais nos preparamos com parcimônia, apuro e equilíbrio. No meu caso, tive o privilégio de mediar as entrevistas com três dos candidatos a presidente da República — infelizmente, os dois principais refugaram, fugiram da raia e se furtaram da oportunidade de conversar com milhões de pessoas que nos acompanham na CBN e nos jornais O Globo e Valor. São daquele tipo que têm medo de perder e só arriscam o resultado quando é inevitável.

Quando estamos diante de pessoas que se candidatam ao cargo máximo do país há necessidade de planejamento e estratégia, pesquisa antecipada e atenção redobrada. Por candidatos que são têm suas artimanhas para transformar a entrevista em palanque eleitoral, driblar os temas mais complicados e contra-atacar no primeiro vacilo do “adversário”. É preciso estar atento, saber a hora de dar a bola para ele jogar e saber a hora de retomá-la; respeitar o adversário, sem subserviência; atacá-lo, sem violência. Qualquer vacilo de nossa parte: gol deles!

Há uma cobrança intensa do público, parte dele contaminado por suas ideologias e “torcidas organizadas” — termo usado por Lula, em entrevista ao Jornal Nacional, para definir o papel dos militantes dos partidos. Uma visão reducionista sobre a política, como fez questão de lembrar Ciro, do PDT, candidato que esteve na sabatina promovida pela CBN, O Globo e Valor Econômico, nessa sexta-feira, no Rio — cidade que me abrigou nesses últimos dias.

Foi, aliás, pouco antes de se iniciar essa sabatina, quando os jornalistas costumam trocar algumas palavras amenas com o entrevistado, a espera do início dos trabalhos, que Ciro falou de futebol. Disse ser torcedor do Guarany de Sobral, cidade em que nasceu, no interior do Ceará. Citou dois ou três clubes pelos quais tem admiração pelo Brasil e quando soube que eu sou gremista, lembrou que o candidato dele a governador no Rio Grande do Sul era o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, que quando caiu para a segunda divisão, teve de abrir mão de suas pretensões políticas.

Você não tem ideia como eu adoraria saber, nesta altura do ano, que Romildo estaria candidato e bem cotado no Rio Grande do Sul. Não, não tem nada a ver com as minhas preferências políticas, mas é que se ele estivesse candidato, certamente o Grêmio não estaria na B.

Dito isso, de volta as conversas e fatos de uma eleição. 

Foi uma semana interessante, mesmo diante de candidata que, em princípio, teria pouco a contribuir para o debate nacional, como é o caso de Vera, do PSTU, partido de linha trotskista, entrevista na quarta-feira. Não desdenho de suas propostas que, inclusive, agradaram parte da audiência, pelo que li nas mensagens recebidas. Quando digo que teria pouco a contribuir, o digo porque não tem expressão na opinião pública como mostram as pesquisas. Foi uma boa surpresa ouvir algumas de suas histórias. Aprendo sempre. E mais uma vez aprendi. Permitir-se ouvir os diferentes, nos torna melhor, nos enriquece.

Estive à frente de Simone, do MDB, na quinta-feira. A candidata repetiu algumas das frases que marcaram sua campanha. Tentou mostrar otimismo mesmo diante das dificuldades eleitorais que tem para assumir uma posição mais competitiva. Tem percentual de intenção de voto quase tão inexpressivo quanto sua outra colega de disputa, Vera. Saiu da entrevista sem marcar gols. E conseguiu se defender bem de algumas investidas dos jornalistas.

Ao fim e ao cabo, cumpri minha missão, ao lado de excelentes colegas jornalistas da CBN, Globo e Valor, e deixei o Rio satisfeito pelo resultado do trabalho, mesmo que o foco que tive de ajustar tenha me mantido longe deste blog por alguns dias. Talvez você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tenha percebido. Mas eu senti falta, sim. Adoro a arte da escrita, mesmo que não seja exatamente um arteiro nessa prática.

Cheguei em São Paulo ao fim da tarde. Em tempo de me atirar no sofá, e ligar a TV com a intenção de me divertir assistindo ao Grêmio jogar em casa. Não foi exatamente uma diversão que meu time me proporcionou como o resultado, destacado no alto desta Avalanche, deixa explícito. Frustrei-me com a possibilidade de subirmos na tabela de classificação, abrirmos vantagem sobre os adversários que estão menos cotados e demonstrarmos um time mais maduro diante de seus adversários.

Menos mal que nossa chance de passar para o segundo turno, ou melhor, para a série A, permanece, apesar de três partidas com resultados insatisfatórios. Para me consolar, lembrei de frase dita por Ciro, que está bem distante dos dois primeiros colocados na pesquisa, mas mesmo assim insiste em dizer que, se os adversários vacilarem, quem sabe ele não consegue dar uma volta de 180 graus, esticar a perna no alto, alcançar uma bola cruzada e se consagrar marcando um gol de bicicleta ao fim do jogo. Se Ciro tem essa esperança, quem sou eu, como gremista, para não tê-la.

Dez recomendações para uma entrevista de excelência

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Foi-se mais um dia de entrevista. Planejada, programada, pensada, pesquisada — sim, quando nos propomos  a estar diante de uma fonte que tem relevância, é preciso que se cumpra uma série de etapas. Quem nos ouve diante do microfone perguntando, replicando e contextualizando talvez não tenha ideia do trabalho prévio que uma boa entrevista exige. Especialmente, se do outro lado estiver alguém que se sente capacitada a assumir o cargo mais alto que se pode desejar no país: o de presidente.

Esse é o desejo de Ciro Gomes, com quem conversamos na terça. Esse é o desejo de Simone Tebet, com que deparamos nesta quarta-feira, no Jornal da CBN. É também o de André Janones, a ser entrevistado na quinta. Todos eles sabem que ocupar esses espaços se faz essencial para expor pensamentos e convencer o cidadão a apoiá-los, a despeito das dificuldades que as pesquisas eleitorais revelam.

Certamente e com grandes possibilidades de se transformar em realidade, tornar-se presidente — mais uma vez —- é o que almejam Lula e Bolsonaro, apesar de que esses querem repetir a experiência sem ter de se expor ao escrutínio do jornalismo profissional. Preferem ocupar os microfones amigos, as falas sob controle, que não questionam, que não apontam contrariedades e falta de lógica. Privilegiam o cercadinho no Palácio ou os palcos montados por correligionários. Lamentavelmente, se escondem atrás da popularidade que o cargo que ocupam ou ocuparam lhes oferece.

De volta às entrevistas — tema central desta nossa conversa. 

Dia desses, na preparação de um curso de rádio e podcast, que em breve estará à disposição do caro e raro leitor deste blog, falei que este é o momento mais incrível da nossa profissão — também tratei em parte do assunto no texto anterior a este. Assim sendo, é preciso estarmos muito bem preparados e, se você me permite, listarei a seguir, algumas recomendações para caso você decida um dia estar nesta privilegiada posição de entrevistador:

  1. Escolha bem o entrevistado. Tem pessoas que realmente são muito inteligentes, geniais, mas que falam muito mal, também. Não sabem se expressar, são prolixas, não completam as frases, falam de maneira entrecortada, que, podem acabar com a entrevista. 
  2. Após escolher o entrevistado, faça uma boa pesquisa. Conheça o perfil dele, saiba como se comporta, o que pensa, o que já falou sobre o tema que você pretende abordar. Quanto mais elementos você tiver em mãos, melhor será sua abordagem e mais difícil será de o entrevistado enrolar você e o seu público.
  3. Com base na pesquisa prévia, prepare um roteiro — alguns colocam os tópicos mais relevantes; outros preferem escrever as perguntas. O importante é que você tenha ideia de onde pretende chegar
  4. Jamais seja refém do seu roteiro e de suas perguntas. Esse material é apenas o ponto de partida. Esteja atento ao que o entrevistado vai dizer, porque a qualquer momento o rumo da conversa pode enveredar por um caminho que você não imaginava.
  5. Uma boa entrevista tem perguntas na medida certa: nem curta demais, a ponto de o entrevistado e o ouvinte não entenderem sobre o que você está falando; nem tão longa que você acabe tomando o espaço dele. Muitas vezes, cometemos o pecado de querer mostrar nosso amplo conhecimento pelo tema e esquecemos que o personagem principal na entrevista é o entrevistado
  6. Uma boa maneira de se posicionar diante do entrevistado é pensar com a cabeça do ouvinte; o que ele estaria interessado em saber daquela pessoa que está sendo entrevistada;
  7. O ideal é não interromper o pensamento do entrevistado, mas sabemos que algumas pessoas falam sem parar e sem ponto de corte; pior, algumas pessoas começam a divagar; se desviam do tema da pergunta — às vezes sem querer, outras de propósito. Cabe a você que está entrevistando, pontuar essas situações.
  8. Trate o entrevistado com o devido respeito — isso não significa que você será subserviente a ele; ou deixará dizer o que bem entender, sem questionamento; 
  9. Sempre que necessário questione o que está sendo dito: lembre-se de uma máxima do jornalismo: notícia é aquilo que alguém não quer que publique.
  10. Esteja preparado para caso o entrevistado tenha uma postura arrogante ou agressiva. Não cabe a você se equiparar a ele. Siga de forma respeitosa, sem deixar de pontuar os erros que ele comete.

Repasso essas e outras sugestões todas as vezes que estou diante de entrevistas com a importância das que estamos realizando nesta semana, na CBN. Aprendo a cada entrevista uma nova lição. Para não parecer exagerado, em algumas sou apenas relembrado de lições que aprendi anteriormente. Ao fim da entrevista, refaço toda a trajetória da conversa na mente, penso como poderia ter abordado o assunto de uma maneira diversa e se deixei de contrapor à altura alguma resposta mal feita pelo entrevistado. 

Amanhã tem mais!