E o Pacaembu

“CBF voltou a sinalizar para autoridades de São Paulo, desta vez com mais ênfase, que a Fifa deverá rejeitar o estádio do Morumbi para a Copa de 2014. O plano de reforma apresentado pelo São Paulo FC é considerado insuficiente. A alternativa da prefeitura é construir um estádio na zona norte da cidade.”

A nota publicada no Painel da Folha de São Paulo gera novo complicador para o debate em torno da manutenção do estádio do Pacaembu. Se a capital paulista tiver de bancar mais este equipamento esportivo, mais moderno, a necessidade de conceder o Pacaembu será eminente. A proposta está em debate, vários setores tem sido ouvido, mas não há um acordo. Se a concessão ocorrer o movimento será em direção ao Corinthians que demonstrou interesse pelo diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg. Nem todos no clube gostam da ideia. Seja como for, dois estádios municipais é muita coisa para um cidade só, mesmo que esta seja a maior cidade do País.


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Avalanche Tricolor: Dez tostões furados

Fim de jogo do Grêmio

Sapucaiense 0 x 2 Grêmio

Gaúcho – São Leopoldo (RS)

Um casal sentado sobre o telhado da casa acompanhava a partida, enquanto ouvia a transmissão no rádio. Sobre a árvore ao lado de um dos muros do estádio, havia dois gremistas, um deles com chapéu de aba larga. Ao lado da arquibancada, um extenso barranco com grama era o cenário de um piquenique familiar no momento em que a bola rolava no gramado. No país do futebol, estádios como o Cristo Rei, em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, ainda recebem jogos de grandes clubes. E a organização tem a coragem de cobrar ingressos que variam de R$ 40 a R$ 80.

Em São Paulo, não é diferente. Pouco antes da partida do Corinthians se iniciar, meu colega de CBN Deva Pascovicci registrou que o estádio Bruno Daniel, em São Caetano, ao lado da capital, balançava muito, era desconfortável e o torcedor teve de desembolsar R$ 60 para ver uma partida que sequer tinha sua maior atração, Ronaldo.

Eu pago R$ 49 por mês para ter o direito de ver os jogos do meu Grêmio pela televisão. Não estou no calor das emoções, ouço uma narração sofrível e recebo uma seleção de imagens de pouca qualidade, mas tenho o conforto da minha casa . Não preciso me submeter ao desrespeito dos organizadores do futebol brasileiro (apenas ao dos detentores do direito de transmissão).

E daqui, da frente da tela da televisão, assisti ao Grêmio jogar como se estivesse em um treino mais disputado, no qual o técnico do lado do campo gritava para que se repetisse no “coletivo” as jogadas e estratégias ensaiadas nos dias anteriores. Foi necessário apenas um tempo para o resultado ser alcançado com zagueiros subindo na hora certa, alas ofensivos, volantes seguros, seus colegas do meio organizando o time e  os atacantes se mexendo para receber e para roubar a bola.

No intervalo, soubemos após a partida, Celso Roth chegou a pedir para o time cadenciar. Como disse o ala Ruy, “levamos um puxão de orelha para não continuar correndo”. É a primeira vez que vejo uma equipe de futebol levar bronca porque está jogando muito. Digo isso sem nenhuma crítica ao Roth, mesmo porque ele sabe que tem coisa muito mais importante para fazer nesta temporada do que expor seus jogadores a lesões em partidas que não valeriam 10 tostões furados.

Afinal, nós torcedores do Imortal sabemos bem o que nos interessa neste ano de 2009. Ou não sabemos ?