Senadores mais jovens em 2010

 

Por Antonio Augusto Mayer dos Santos

Este ano haverá eleição para 2/3 das cadeiras do Senado Federal. Não se pode invocar o adjetivo “renovação” para estas 54 disputadas e atrativas vagas porque tradicionalmente os Senadores são reeleitos. Porém, ante a escassez de projetos convincentes e ainda diante dos últimos escândalos que macularam a Casa, está na hora dos cidadãos promoverem uma alteração na sua composição a partir de um elemento sutil: a idade de seus integrantes.

Atualmente, para concorrer ao Senado Federal, o cidadão ou cidadã precisa ter 35 anos no dia da sua posse. Todos os pretendentes deste ano, em todos os Estados, assim precisarão documentar sua idade na Justiça Eleitoral. Todavia, tramita na Câmara dos Deputados, sob apoio de respeitados e respeitáveis parlamentares, a Proposta de Emenda Constitucional nº 20/07 visando reduzir de 35 para 30 anos a idade mínima para os candidatos aos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. Segundo sua autora, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), a exigência de 35 anos corresponde a um “conceito ultrapassado de que experiência está vinculada à idade”.

Oportuna e bem fundamentada, esta PEC, embora desconhecida da maioria, reflete coerência à última edição da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) cujo resultado concluiu pelo cadastramento de 40 milhões de eleitores brasileiros com idade entre 16 e 30 anos. Este fator é significativo e merece ser considerado porquanto diz respeito ao universo eleitoral do país.

Ao questionar conceitos tradicionais, supostamente intocáveis, a proposta, que ameaça feudos e Gabinetes inteiros por conta de suas projeções, traz um texto que desconstitui o conhecido truísmo assentado na (falsa) máxima de que a experiência, necessariamente, está vinculada à idade. Logo surge a indagação: como se mensura a experiência de alguém para a política? “Ter experimentado muitas coisas ainda não quer dizer que se tem experiência”, já ponderava Marie von Ebner-Eschenbach no início do século XX. Se a um ângulo ninguém ou nenhuma instituição, salvo extravagância, despreza a experiência como fator estratégico em qualquer ramo de atividade, por outro, a frase da escritora austríaca se insere num contexto quando o assunto diz com o exercício de cargos eletivos.

Evidenciando o cabimento da PEC, uma rápida consulta a recentes projetos formulados por Senadores com mais de 35 anos vai revelar a presença de erros gramaticais e justificativas confusas ou inconsistentes, ainda que suas excelências tenham exercido mandatos anteriores como Vereadores, Deputados ou Governadores.

Neste sentido, a proposta também potencializa a neutralização de duas anomalias: a feudalização de bancadas ou mandatos e a protelação do ciclo natural de renovação das lideranças políticas e partidárias.

Por outra, está cientificamente comprovado que é antes dos 30 anos que o ciclo de plenitude da vitalidade mental e intelectual inicia sua ascensão mais vigorosa. Prova disso e, conseqüentemente, da adequação da PEC são, por exemplo, as estatísticas de aprovação em concursos públicos e a consolidação de importantes instituições voltadas ao estudo e desenvolvimento de diversos setores impulsionadas por profissionais com idade inferior a da faixa etária da PEC.

É essencial que prevaleça uma distinção entre experiência e senso de responsabilidade. Ora, enquanto aquela está vinculada ao acúmulo de vivências, conhecimentos e práticas, o outro independe da idade para o exercício de atribuições ou mandatos. Tanto assim que se pode ter responsabilidade sem experiência quando esta não consolidar aquela, salvo se, apenas na Argentina e nos EUA, onde se exige dos candidatos à Presidência e ao Senado a idade dos 30 anos, mencionados conceitos sejam distintos dos daqui.

Eleger Senadores e Senadoras mais jovens neste outubro de 2010 é uma ação que projeta renovações e rompe arcaísmos impregnados de mitos e estereótipos. Congressistas probos, desvinculados de passados nebulosos e mais dinâmicos ou produtivos certamente oxigenarão o Senado Federal.

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral e autor do livro “Reforma Política – inércia e controvérsias” (Editora Age). Às segundas, escreve no Blog do Mílton Jung.

Chamada geral ao Conhecimento

Por Carlos Magno Gibrail

Procura-se excelência e abre-se porta para seniores.

O CRA, Conselho Regional de Administração de São Paulo, sai na frente com um projeto de criação, desenvolvimento e difusão de conhecimento de Administração. Na busca de excelência e resultado Premium, abre a possibilidade principalmente para os administradores seniores. Embora o processo seja democrático e admita administradores ou não, desde que qualificados e jovens, maduros, ou seniores, que estejam dispostos a elaborar conhecimento.

É uma fábrica de talentos ordenadamente montada para executar em sua linha de produção, utilizando matéria-prima abundante e sustentável, ou seja, Grupos de Excelência, conhecimento Premium.

“Os Grupos de Excelência são heterogêneos, multidisciplinares, constituídos por profissionais voluntários das diversas áreas, que transformem matéria em excelência”. CRA.

Como objetivo dos GE Grupos de Excelência, o CDDCR Centro de Desenvolvimento e Difusão do Conhecimento e Relacionamentos estabeleceu “Gerar e difundir conteúdos e conhecimentos relativos ao campo da Administração por meio de estudos de tendências, consolidação de conceitos e formação de fóruns de discussão”.

O resultado deste processo resultará em Índices de referência, Pesquisa de Mercado, Geração de artigos, Edições de livros, Lançamento de livros e Eventos.

Visão e Missão dos GE
Difundir conhecimentos e experiências sobre a
teoria e prática das melhores realizações
mundiais sobre Estratégias e Planejamentos
Empresariais,colaborando efetivamente para o
aprimoramento das decisões em Administração
de Negócios,buscando excelência de
procedimentos e resultados,desenvolvidos através
de projetos e programas avançados sobre as
novas tendências envolvendo pessoas, os novos
métodos e tecnologias.
Ser um fórum permanente de captação,
criação,desenvolvimento,debate,divulgação e
intercâmbio de idéias e informações para
procedimentos dos administradores, com elevada
qualificação para o eficaz sucesso das Gestões
empresariais.

“É essencial o administrador mostrar os caminhos seguros, para onde ir e de que forma seguir. Esse é o papel do líder. Mas entendam: liderança não pode ser confundida com heroísmo. Neste momento, o administrador deve ouvir racionalmente as pessoas, pensar inteligentemente, abertamente sobre o que elas dizem e apresentar respostas convincentes para que o processo do esforço coletivo seja contínuo, com entusiasmo e verdadeiro como garantia para ser bem sucedido. Confio no desempenho dos autênticos administradores profissionais Premium”. Prof.Walter Lerner, Coordenador Geral do Grupo de Excelência em Estratégia e Planejamento de Administração.

Se você é administrador ou um profissional com pertinência aos conhecimentos de Administração e tem disponibilidade para adentrar a um processo de estudos voluntariamente, pode se candidatar a um dos GE e se engajar como um trabalhador Sênior em busca de resultados Premium. Ou, se você precisa de informações sobre temas de Administração para aplicar em seu trabalho, negócio ou empreendimento futuro dirija-se aos GE que podem ter a orientação que necessita. De graça.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, às quartas-feiras, escreve com conhecimento de causa no Blog do Mílton Jung