Avalanche Tricolor: Éramos nove …

 

Criciúma 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – Heriberto Hülse (Criciúma-SC)

 

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Foi um jogo curioso. Muito curioso. A sequência de adversidades que marcou nossa trajetória, no sábado, chamou atenção: estádio pequeno, torcida aguerrida, chuva forte, frio intenso, adversário desesperado e atos desiquilibrados que leveram às expulsões. Duas, por sinal. Não bastasse isso, tivemos Werley machucado e pelas circunstâncias, que não gostaria de ressaltar nesta Avalanche, podemos até computar como mais “um a menos” (lembra em cima de quem saiu o primeiro gol?).

 

A partida despertou sensações diversas e contraditórias a partir do comportamento de nossos jogadores e das decisões do árbitro. Perdemos no jogo, mas deixamos o gramado com uma ponta de orgulho pela forma brava com que aqueles que permaneceram em campo lutaram. Talvez muitos não entendam isso, mas não somos torcedores de resultado. Não nos convence a vitória conquistada sem suor, sem desejo. E no primeiro semestre deste ano houve situações assim: três pontos garantidos que não foram capazes de tocar nosso coração.

 

Não quero dizer que ficamos contentes por perder. Claro que não. Como lembrou Kleber: corre-se o risco de jogar fora o campeonato em partidas como essa, contra adversário que não está na disputa do título, teoricamente mais fácil de ser batido. Mas nós nos orgulhamos pelos que batalham e acreditam sempre. E assim tivemos prazer de ver que os nove que foram até o fim em defesa de nossas cores não se apequenaram. Apesar do gramado encharcado e das expulsões, jogaram muito melhor do que quando estávamos completo em campo. E aqui mais uma dessas contradições difíceis de serem explicadas: com 11 em campo não tivemos o mesmo desempenho e crença do que na adversidade.

 

Até a próxima luta!