A Web está na Moda e poderá surpreender as previsões do FMI

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Foto: Pixabay

 

O FMI prevê que o PIB dos países avançados apresente, em 2020, uma queda de 8%, e os emergentes de 3%, com exceção da China crescendo 1%. Para o Brasil a queda deverá ser histórica: 9,1%.

 

Em 2021, haverá aumento de 4,8% e 5,9% entre desenvolvidos e emergentes, enquanto o Brasil irá apresentar acréscimo de 3,6% e a China 8,2%.

 

Esse cenário reflete, de acordo com o relatório do FMI, o modo como o evento covid-19 foi tratado pelos países:

“Pela primeira vez, projeta-se que todas as regiões experimentem um desempenho negativo (do PIB) em 2020. No entanto, existem diferenças substanciais entre as economias, refletindo a evolução da pandemia e a eficácia das estratégias de contenção”.

Um olhar recente para a China e identificamos que lá foi realizada uma SEMANA DE MODA pela web, e os resultados superaram juntas as SEMANAS DE MODA DE PARIS, MILÃO E NOVA YORK.

 

Assim como ontem se encerrou a FEIRA de Negócios virtual MADE IN CHINA, com 3 milhões de expositores e 2,8 bilhões de produtos.

 

Enquanto isso, aqui, no mundo físico, estávamos em abril com 1.212 eventos realizados, número 30% a mais do que o previsto, e tivemos que adiar 900, dos quais 380 foram reprogramados para os próximos meses.

 

Neste contexto, é evidente a oportunidade que surgirá a partir da abertura do comércio e serviços no mundo físico para operações via web, diante da nova realidade pós-Covid-19 em função de protocolos e receios decorrentes para ações que gerem presença de público.

 

Dentro deste quadro os agentes deste setor começam a se preparar, e se movimentam para construir sistemas virtuais e híbridos.

 

É o caso do empreendedor Antonio Mesquita, da SÖKS tsr, experiente em inovação, tendo sido um dos pioneiros nas plataformas virtuais para Shopping Centers, quando teve a possibilidade de efetivar alguns Market Places. Hoje, está direcionando a SÖKS para a elaboração de Projetos de Feiras e Congressos através da web. Produto que será edificado com a Bossa Nova Productions, da Cristina Lages, especializada em comercialização de Feiras e Congressos. A tecnologia será fornecida pela INTEGRA GLOBAL BUSINESS NETWORK, através da plataforma da EXPO BUSINESS, dirigida por Aquiles Gonzalez.

 

A INTEGRA, fundada em 2007, é uma empresa com foco em criar startups inovadoras como a EXPO BUSINESS. Aquiles, um dos sócios, atesta o crescimento do setor de feiras digitais a partir da Covid.

 

Ressalta também as vantagens comparativas quando é registrado um movimento de visitação de 3 a 5 vezes maior nas feiras digitais do que nas realizadas de forma convencional.

 

Lembra também que a possibilidade de gameficação e de realidade aumentada são pontos diferenciais atraentes e modernos.

 

Para a EXPO BUSINESS os negócios aumentaram 200% com a pandemia, o que é um bom sinal para a expectativa econômica futura. E indica que os chineses são um bom exemplo a seguir neste caso de absorção ao digital.

 

A Economia, como se sabe, é em parte definida pela expectativa, e também pelas práticas que podem propiciar eficácia no uso dos recursos escassos. Aqui cabe ressaltar que a despesa para realizar um evento digital é infinitamente menor. Ao mesmo tempo a velocidade de execução é infinitamente maior.

 

Se a digitalização se disseminar para outros setores da Economia, e temos uma cultura propícia a essa ligação sinalizada pela preferência aos celulares, poderemos surpreender a recuperação econômica, na medida em que custos se reduzam e operações se acelerem.

 

Vamos torcer para que o FMI esteja errado.

 

Bem-vindos Söks, Bossa Nova e Expo Business.

 

Que venham muitos outros.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

A Moda perde espaço

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Em pé: Vera Fiori, Deise Sabbag, Maria Aparecida Saad, Eleny Kronka, Regina Di Marco e Cristine Yufon.
Sentado: Grazia Lodi, Margarete Abussamra, Meg Guida e Maria Helena Pena.

 

 

 

Há dias, visualizando a foto acima, em “Modos e Modas”,  do blog da jornalista Deise Sabbag, foi convidativo fazer uma reflexão a respeito do momento atual da Moda.

 

Para começar, tenho dúvida, se hoje teríamos esse contingente de fashionistas de mídia — mesmo porque não temos mais a quantidade de veículos especializados em moda aí representados — e  tal  qualidade de jornalistas e veículos de Moda. Em tempo: naquela época poderíamos ter mais um ou dois grupos como o retratado.

 

A busca da explicação pelo fato, menos por saudosismo e mais por preciosismo técnico, vale a pena, pois a perda de espaço da Moda tem trazido prejuízos econômicos, sociais e culturais.

A Moda evoluiu intensamente  na segunda metade do século passado, em termos de acompanhamento dos novos comportamentos dos consumidores, dos formatos de distribuição, na formação de profissionais de nível médio e superior, ficando aquém apenas na confecção, onde sempre encontrou regiões com mão de obra abaixo da linha de pobreza.

Entretanto, a transformação dos meios de comunicação e a disrupção nos veículos tradicionais, em conjunto com a proliferação de propostas distanciadas da qualidade mínima, convergindo com discursos do próprio meio da Moda louvando o “laissez faire”, desorganizou todo o sistema.
Se, na época da foto da Deise, alguém listasse as 10 principais fashionistas, não iria aparecer ninguém que não fosse expert em Moda. Faça isso hoje, no Google, buscando brasileiras —- vai aparecer pouca gente que, efetivamente, seja fashionista.

 

É bem verdade que na esfera internacional aparecerão assumidades como Chiara Ferragni, Anna Wintour, Anna Dello Russo, Kristina Bazan, Aime Song, Giovanna Battaglia e Christine Centenera. Porém, todas com o respaldo de revistas de moda de expressão, entre as quais a Vogue predomina.

Tecnicamente, a Moda é uma forma de comunicação e, como tal, possui uma linguagem, que serve para quem usa e para quem produz. E precisa ser apreendida. Afinal, seres com inteligência precisam usá-la para evoluir sempre, e o caminho é a aprendizagem. Isto vale para a música, para a gastronomia, para a arte, etc.

Na medida em que se propaga que nada disso importa e que a roupa é um mero apetrecho para não ficar nu, aí viramos todos neandertais. E passamos a agir como primatas da moda e do mundo. O que é confirmado pelos dados atuais.
Sob o aspecto econômico e sustentável, o vestuário polui mais que os aviões e os navios. O setor produz a enormidade de 2,4 trilhões de dólares, que corresponde a 3% do PIB mundial, que de acordo com o FMI, para 2020, será de 80 trilhões de dólares. E este PIB da Moda é maior que os PIBs do Brasil, Itália, Rússia, Canadá, Coreia, Espanha, México e Indonésia.

Desse imenso montante, 33% das roupas são usadas por apenas um ano, e a média mundial é usar cada peça sete vezes, onde 500 bilhões de dólares vão para o lixo.

Na questão do comportamento em que a chance de expressar a personalidade e o estilo através da roupa deveria ser bem aproveitada, estão acionando o modo errado, que é copiar ao invés de criar. Tanto de estilistas quanto de consumidores. Porque antes é preciso estudar Moda. Para pelo menos copiar certo. E divulgar.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Internet pressiona e SPFW adotará modelo “veja agora, compre agora”

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Moda

 

Na próxima SPFW, Paulo Borges introduzirá o sistema “see now, buy now“, seguindo os passos inovadores de marcas como Burberry, Diane Von Furstenberg, Tom Ford e Tommy Hilfiger.

 

Significa que estamos chegando ao fim de mais um ciclo da moda, que, ao romper , atende a nova geração de estilistas e consumidores, impulsionados pela comunicação “WWW”.

 

Deixamos para trás varias espirais da moda, do pós-guerra até hoje. A alta costura foi esmaecida pela industrialização, que por sua vez teve sua ruptura através da sistematização dos bureaux, encabeçados pela Promostyl, quando se estabeleceu um “prêt-à-porter” direcionado, que posteriormente foi colocado em segundo plano pela realidade do lifestyle.*

 

Voltamos agora à passarela para atender o desejo dos consumidores.

 

Através da contemporânea internet e das mídias sociais interativas que refletem o “I want what I want when I want”, ou seja, “eu quero o que eu quero quando eu quero”.

 

Em fevereiro de 2017, teremos o SPFW No. 42, sem relação com verão nem inverno, e as coleções desfiladas poderão ser vistas nos smarts e compradas na hora. E Paulo Borges poderá comemorar o pioneirismo, assim como, em 2001, a SPFW fez na transmissão ao vivo pela internet.

 

Não será tarefa fácil. E curioso é que a MODA que bem definimos como uma forma de comunicação se curve à comunicação e sua evolução, como que referendando Mc Luhan, ao ditar que “o meio é a mensagem”.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

 

(quer saber mais, leia abaixo)

 

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A ousadia de Karl Lagerfeld em Cingapura

 

Por Dora Estevam

 

 

O diretor criativo da Chanel, desde 1983, Karl Lagerfeld cumpriu o que havia dito sobre fazer um desfile em Cingapura. O kaizer da moda apresentou a coleção Cruise 2014 na noite de quinta-feira, deixando os fashionistas presentes de boca aberta. Os convidados da line up disseram que foi um dos desfiles mais bonitos da maison. A apresentação foi inspirada no glamour do passado asiático mas com toque pessoal: “Eu quero reinventar os detalhes”, disse ele, referindo-se as roupas simples.

 

Os destaques da coleção foram os top com estampas exóticas, calças largas, saias longas, camisas e calças largas e vestidos em ráfia. Nota-se uma aparência jovem nas peças mais curtas e estampadas. As cores: neutras e naturais. Em se tratando de Chanel podemos classificá-la como chic. As inovações importantes da coleção se focaram no uso de colares de pérolas e a nova jaqueta Chanel, inspirada em uma fotografia de um pescador do Sudoeste da Àsia, de 1880. Fascinante, não acha?

 

O desfile foi apresentado sob forte calor de 40 graus, mas o glamour da passarela superou os limites.

 

Quando leio que o estilista buscou referências em fotos antigas, fotos que retratam os valores e o comportamento de uma época para fazer uma coleção, eu acredito na força, no foco e no trabalho incansável que ele se propôs a fazer. Lagerfeld não é apenas um estilista, é um pesquisador em busca de histórias do passado com propósitos no futuro. Adorável esta originalidade.

 

Vamos conferir tudo isso nas fotos. Alguns looks que eu gostei muito.

 

 

Veja quem foram os convidados da Maison: editores e personalidades locais: a queridinha Dakota Flaning, Show Siwon e Han Huo Huo.

 

 

E a parte que eu mais gosto depois de mostrar o desfile, os detalhes.

 

 

A maquiagem, fator determinante e não menos datada, é claro que eu não poderia deixar de mostrá-la, em detalhes.

 

 

Atmosfera: depois do desfile teve uma festa com destaque para o enorme telão onde apresentaram o curta Once Upon a Time, que você também pode ver aqui. O filme é uma homenagem ao espírito livre de Coco e sua abordagem revolucionária para a moda e traça as origens de Gabrielle em Deauville em 1913, quando ela abriu a primeira loja com a sua irmã Adrienne. O verdadeiro tributo a madame Chanel você pode assitir aqui ao apertar o play:

 

 

Feliz Dia das Mães!

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados

Vem aí a Semana de Moda Brasileira

 

Por Dora Estevam

 

Na próxima semana, o trânsito nas imediações do Parque do Ibirapuera ganhará um público fashion e descolado, e haverá movimentação extraordinária, em muitos ambientes. Começa a Semana de Moda Brasileira (SPFW). De volta ao habitat inicial, o evento mostrará o que os estilistas nacionais prepararam para as brasileiras vestir no verão 2013/2014.

 

Quer saber quem vai desfilar? Vamos ao line-up:

 

 

Enquanto não sabemos o que vem por aí, vamos dar uma espiada nas tendências de verão que foram desfiladas em NY, Londres, Milão e Paris.

 

Começando com as propostas de Karl Lagerfeld para Chanel, os longos vestidos fluídos e estampados.

 

 

Os curtos do Atelier Versace.

 

 

As calças e os terninhos da Dior.

 

 

Um pouco da extravagãncia de Jean Paul Gaultier

 

 

Agora é só esperar! Semana que vem conversaremos sobre os elementos surpresa das coleções Vale lembrar que os desfiles são apresentados para a imprensa e compradores, não é aberto ao público

 

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

 

A semana da moda em Paris

 

Por Dora Estevam

 

PARISFASHIONWEEK

 

O Paris em destaque é para dizer que a Semana de Moda Parisiense está no ar desde o dia 26 de fevereiro, com a apresentação das coleções de outono-inverno 2013-14, pret-à-porter, dos estilistas franceses renomados e dos novos talentos, a estes dedicado o primeiro dia do calendário, que termina dia seis de março.

 

Vamos começar com a marca Isabel Marant. Nota-se nitidamente a presença do estilo masculino na coleção de inverno dela. A subversão nasceu de uma despreocupada parisiense com espírito boêmio livre, com pegadas rock and roll. Nas coleções da Isabel sempre aparecem estas jaquetas e calças skinnings para as meninas práticas. As saias curtas e justas, os blazers e casacos com ares de despreocupados. As cores escuras no ardósia, preto, marinho, alguns tons de areia, cores que todas as mulheres mantém no guarda-roupa. Na foto você vê melhor como ficou tudo isso. No final as produções revelam o embelezamento na dose certa das peças.

 

 

Na Dior o novo diretor criativo, Raf Simons, ainda não fez um ano de casa, entrou lá em abril de 2012, vem construindo a sua própria marca com sucesso e raça. Explorando o patrimônio da Dior e a identidade. O código criado através dessas combinações se vê nas coleções que estão mais próximas do pop. E esta é uma delas, distinta de cocktails e mais a favor das mulheres que amam Dior e querem a marca mais próxima e mais street. Um novo olhar que Simons vem aplicando desde a série de lojas pop-ups mais elegantes do mundo. Roupas práticas e femininas, vindas de um designer que gosta de estar em contato com a cultura, o jovem e o novo. Vem ver alguns modelos da coleção dele.

 

 

Agora um pouco do estilo de Rick Owens, estilista americano. As meninas entraram na passarela com os cabelos frisados e pálidas, em roupas que se sozinhas poderiam sair andando em linha reta. Os casacos grandes, longas fendas, muito cru e cheia de detalhes. Da uma espiada nas fotos abaixo para ver alguns detalhes do show.

 

 

A fast fashion H&MParis apresentou a coleção de inverno no clima da semana de Paris, sob a direção de Ann-Sofie Johansson, no Museu Rodin. O cenário foi todo decorado como se estivessem em um grande apartamento de luxo. A coleção foi imaginada para as meninas que gostam de andar em grupo, juntas, e que gostam de se divertir emprestando roupas do armário das tias e avós para misturá-las às roupas descoladas delas. Veja o resultado nas fotos.

 

 

Para finalizar este nosso encontro semanal em grande estilo quero que você veja as fotos do desfile da Balmain, um arraso. Um desfile que foi realizado no Hotel de Ville, que serviu de cenário para a apresentação. Bem característico da marca os ombros aparecem carregados, cheios de glamour e pegada rocker. As jaquetas metálicas em couro. Cintos largos, sobreposições, tudo o que uma mulher que gosta de carregar no visual admira. Destaque para os acessórios, brincos enormes e cintos suntuosos. Luxo e ousadia, confira!

 

 


Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung