Conte Sua História de SP: saí com o guia de ruas em mãos e ao voltar encontrei o meu caminho

Bernardino Santos Filho

Ouvinte da CBN

Imagem de Steve Buissinne por Pixabay 

Tenho 57 anos e nasci na pequena cidade de Igreja Nova, em Alagoas. Vim para São Paulo, em janeiro de 1965. Tinha apenas um ano e meio. Vim com minha mãe, meu pai e meu irmão —- que ainda estava no ventre.

Foi uma viagem difícil. De ônibus. De Alagoas a São Paulo, em um trajeto que durou seis longos dias. Minha mãe conta que passei muito mal durante a viagem. Em São Paulo, assim que chegamos, fomos acolhidos por parentes que moravam no bairro do Campo Limpo.

Aos oito anos, em 1972, fui matriculado na Escola Jockey Club de São Paulo  — hoje, um prédio abandonado.  Tinha bolsa de estudos, pois meu pai trabalhava como cavalariço, pessoa que cuidava dos cavalos no Jockey Club. 

Frequentei essa escola por sete anos, da 2ª até a 8ª série.  Naquela época não existia ensino médio e fundamental. Ao completar 15 anos, fui procurar o meu primeiro emprego para ajudar nas finanças de casa. Havia feito o curso de datilografia e auxiliar de escritório, na crença de que me ajudariam a arrumar um trabalho. 

A primeira entrevista foi na Química Industrial Paulista, que fabricava o “Thinner Audi”. A vaga era de office-boy. Seu Jorge, meu entrevistador, de imediato perguntou se eu conhecia todas as ruas de São Paulo.

Quem diria, em vez de datilografar com velocidade, eles precisavam de alguém que dominasse o guia de ruas da cidade. Após alguns segundos de hesitação, respondi que sim: “conheço, sim”.

Fui contratado pelo departamento de cobrança para entregar os avisos de cobrança para os clientes. No primeiro dia de trabalho, recebi uma série de correspondências, cada uma com um endereço diferente do outro e um guia de ruas. Gelei com a incumbência. Mas, perguntando aqui, errando ali, certificando-se acolá, fiz todas as entregas dentro do prazo previsto.

No dia seguinte, surpresa, fui chamado pelo meu chefe. Ele disse que o contador da empresa queria falar comigo. Será que fiz algo de errado? Não! Ele havia verificado o meu currículo e visto que eu tinha o curso de auxiliar de escritório. Sem perguntar se eu queria, disse que a partir daquele momento eu seria arquivista no departamento de contabilidade.

Fiquei seis anos na empresa. Tomei gosto pela contabilidade. Fiz o curso de técnico e tirei o meu CRC —- a carteirinha do conselho regional. Hoje, sou bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Controladoria, Finanças e Auditoria e também tenho MBA na área. 

Se longa e difícil foi a viagem de Alagoas a São Paulo, a jornada aqui nessas terras se estendeu por muito mais tempo e foi marcada por muitas alegrias. Assim, só tenho a agradecer à cidade que acolheu minha família. E à empresa, a Audi, que me deu a primeira oportunidade de trabalhar e me apaixonar por contabilidade e finanças.

Bernardino Santos Filho é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe você também: envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e assine o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: Mauro Halfeld ajuda você a controlar as contas da sua empresa

 

 

“As pessoas tem de descer do pedestal que muitas vezes o mundo corporativo nos coloca. Ele é falso. Tire o terno, tire a gravata, tire a sua roupa sofisticada, e aprenda a fazer tarefas simples, não tenha vergonha”. A recomendação é de Mauro Halfeld, comentarista da CBN, especialista em finanças e empreendedor. Ele conta sobre essa experiência e faz alertas importantes para que os donos de negócios mantenham suas contas em dia na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Sobre o controle do orçamento, Halfeld avisa: “quem não tem contabilidade fidedigna, contabilidade realista, não tem uma bússola, está dirigindo com o seu parabrisa tampado”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN, ou aos domingos, 11 horas, em horário alternativo. O programa é reproduzido em vídeo no site e na página da CBN no Facebook. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo entrevista Othon de Almeida, da Deloitte, sobre o papel do CFO

 

 

“A ética tem tem que permear o executivo-profissional da área de finança. Por quê? Porque ele lida com o coração da organização, lida com os negócios da empresa, tem o poder de através da sua influência de acrescer o valor da empresa ou de destruir o valor de uma empresa”. O alerta é de Othon de Almeida, líder do programa de CFO da Deloitte, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo da CBN. Ao falar dos desafios dos diretores financeiros, Almeida também ajuda os gestores das pequenas e médias empresas a cuidares das contas do seu negócio.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com este Mundo Corporativo Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Pauta #cbnsp: Transparência nas contas públicas

 

CBN SPO site De Olho nas Contas da prefeitura de São Paulo não atende as exigências da lei da Transparência que entra em vigor em 27 de maio, de acordo com avaliação do consultor da Fundação Getúlio Vargas Amir Khair, ex-secretário de finanças do município. Não é possível, por exemplo, se obter informações sobre todas as despesas e receitas da cidade, além disso haveria restrições em relação aos dados de contratos assinados pela prefeitura. Amir Khair entende que para cumprir a lei São Paulo terá de refazer o serviço disponível no Portal da Prefeitura, há cerca de um ano.

O secretário adjunto de Finanças do município, Sílvio Dias, diz não é verdade que haja restrições nas informações divulgadas pela prefeitura. Admite apenas que haja uma demora de um ou dois dias sempre que um pagamento é efetuado, mas que isto não prejudica a transparência nas contas públicas. Sílvio Dias entende a cidade já cumpri as determinações previstas em lei.

Acompanhe as duas entrevistas que foram ao ar no CBN São Paulo.


Outros destaques da edição desta terça-feira:


Segurança no trânsito 1-
A falta de estrutura do Detran de São Paulo e o esvaziamento da autoridade de trânsito na capital são motivos que levam a um cenário de violência em ruas e avenidas, segundo o médico Alberto Sabbag. Ele alerta para a necessidade de a Polícia Militar realizar função ostensiva de fiscalização para impedir abusos à lei. Alberto Sabbag, em entrevista ao CBN SP, reclama que o dinheiro arrecadado em multas e serviços não é aplicado em campanhas educativas.

Segurança no trânsito 2 –
A prefeitura de São Paulo terá de explicar porque a Marginal Tietê foi liberada para tráfego sem a sinalização de trânsito, desrespeitando o Código Brasileiro de Trânsito. O pedido partiu da promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo da capital Maria Amélia Nardy que falou ao CBN SP que está investigando o fato de acidentes de trânsito terem ocorrido na pista devido a ausência de sinais. Já foi aberto inquérito para investigar as causas da falta de sinalização horizontal, também, em ruas recentemente recapeadas. Segundo a promotora, não é justificável que a prefeitura leve mais de três semanas para realizar este serviço.

Esquina do Esporte – São Paulo tem de apresentar bom futebol para convencer o torcedor de que tem condições de chegar a final da Libertadores, na partida contra o Universitários de Lima (Peru), logo mais às 7 e meia da noite, no Morumbi. Na opinião de Jesse Nascimento e Marcelo Gomes, porém, o time paulista deve vencer devido a fragilidade do adversário. Ouça nossa conversa sobre o futebol e o vôlei brasileiros.

Reginaldo e Mônica, na alegria e na falência

 

Por Frederico Mesnik

Mônica estava desolada. Com o casamento marcado para o fim do ano, sua festa, que há pouco saciava todas as suas fantasias de princesa, estava agora,reduzida ao quintal de casa. Nada de cornetas reais para sua entrada suntuosa, garçons com bebidas exóticas, ou o amigo DJ para agitar a pista até o amanhecer. A nova realidade comportava somente poucos convidados para uma recepção modesta, sem muita pompa, somente o necessário. A lua-de-mel, antes um cruzeiro pelo Caribe, estava agora transferida para a casa de Peruíbe – e com os sogros, para cortar custos.

Da euforia vieram os planos e da fragilidade das decisões veio à decepção. Com pouco mais de R$ 50.000 resgatados do seu FGTS meses antes, Reginaldo foi seduzido pelo glamour da bolsa de valores. O caminho era fácil. Abre-se uma conta em uma corretora, faz-se a transferência do dinheiro e, em pouco tempo, vem a possibilidade de comprar e vender ações. Como toda corretora moderna, sua plataforma eletrônica dava acesso a um mundo de informações, de dados macroeconômicos a opiniões e recomendações de analistas, grafistas e palpiteiros em geral, via fórum de discussão. Balela para um engenheiro hábil em matemática, capaz de digerir e dominar o mercado financeiro em pouco tempo.

Por que não investe em um bom fundo de ações? Cogitou seu irmão mais novo, Márcio. Hoje, a internet disponibiliza um acervo de informações e rankings sobre os melhores gestores com anos de experiência, toda uma formação específica e habilitação pelos orgãos competentes.

Nada disso, replicou Reginaldo! Já estou dominando o processo. Tenho acesso às informações de que preciso tudo on-line e “de graça”. Porque vou pagar 2% ao ano de taxa de administração se eu sei fazer sozinho?

E foi assim, com toda prepotência de uma mente brilhante e inexperiente que Reginaldo debutou pelos meandros fascinantes dos mercados. O mesmo analista que há pouco recomendara a venda de Petrobras agora mandava comprar. Dizia que o aumento dos preços do minério de ferro já estavam precificados e Vale não era uma boa opção. Do vizinho veio a dica de Varig que subia sem parar com rumores de venda. Nos fóruns discutia-se Itaú. Montou sua carteira ao ponderar tantas ideias de tantas fontes diferentes e ganhou dinheiro. Dobrou seu capital em pouco mais de três meses ao mergulhar no boato da empresa e soube conter sua ganância ao realizar o lucro. Marcou o casamento e deu a Mônica um orçamento dos sonhos, que como já sabemos, estava com os dias contados.

Estava confiante, sentindo-se poderoso e apto para arriscar. Do grafista veio o cenário de realização e do analista uma operação de volatilidade, envolvendo o mercado de opções. Abriu seu Excel e “planilhou” tudo. Calculou os retornos, os riscos, o VAR, as gregas e tudo que havia aprendido com todos os canais disponíveis. Montou sua posição, tomou banho e foi para uma entrevista agendada com uma empresa multinacional de bens de consumo. Ganho fácil com operação casada de mercado à vista e derivativos, difícil errar. Márcio, te dou uma comissão de 1% se você ficar aqui monitorando o mercado para mim, disse Reginaldo. Fique de olho na planilha, e se acender alguma luz vermelha você me liga.
Foi para entrevista com um pé em cada canoa. De um lado o mirabolante mundo dos ganhos fáceis; do outro, a árdua tarefa de arrumar um emprego. Afinal, o casamento estava marcado.

Começou a entrevista e Reginaldo percebeu que seu celular estava sem sinal. Suou frio e perdeu a concentração bem como qualquer chance de receber uma proposta de trabalho. Saiu correndo para ligar para casa e gelou ao ouvir as inúmeras mensagens desesperadas do irmão comissionado. O mercado tinha virado com a descoberta do pré-sal, as gregas abriram, houve chamada de margem e Márcio, sem titubear, zerou as posições com 80% de prejuízo! Era tarde demais.

Os sonhos construídos nas últimas semanas ruíram como a fragilidade de um castelo de areia, junto com os sonhos maritais de Reginaldo e Mônica.

Do surgimento da internet veio a facilidade de acesso às mais diversas informações. A Geração Y mergulhou no mundo virtual e o acesso à bolsa via plataforma eletrônica de home broker cresceu vertiginosamente. Estima-se hoje que aproximadamente 200 mil investidores entre 16 e 35 anos trocam suas posições diariamente na Bovespa, algo como 8% do volume mensal de negociação, ou R$ 8 bilhões. A expectativa de ganhos rápidos e fáceis é um atrativo para uma geração afoita que consegue ouvir música, trabalhar, acessar o Facebook ao mesmo tempo em que opera seu capital nos mercados.

Não sou contra o uso do home broker e para cada regra há exceções com a revelação de talentos. Por outro lado, a grande maioria costuma tomar um tombo grande para depois reavaliar. Já ouvi muitas histórias parecidas – óbvio que usei aqui um exemplo caricato – e todas tem um ponto em comum: investidores educados que vão ganhando confiança com o tempo e percebem, de uma maneira bem cara, que o mercado financeiro é ambiente para profissionais. Operar sozinho é como auto-medicação. Começamos com uma simples aspirina e, em pouco tempo, o farmacêutico indica aquele remédio novo para dor nas pernas. Doses erradas, combinação com outros medicamentos e efeitos colaterais são os ingredientes para comprometer a saúde física.

Não vamos também comprometer a saúde financeira e mental. Para operar sozinho, use uma quantia pequena para brincar e se divertir. Deixe a gestão do seu patrimônio para profissionais! Sabemos que o ser humano tem o viés de esquecer as perdas e de dar mais valor aos ganhos, o que dificulta a auto-análise e a visão real de que sozinho é muito difícil ganhar dinheiro na bolsa com consistência e segurança de longo prazo.

Esperamos que Reginaldo tenha aprendido uma lição, pois o primeiro prejuízo costuma ser o menor e, quem sabe, com sorte e um bom gestor ele e Mônica possam comemorar o primeiro ano de casados com muito estilo.

Leia aqui outros artigos publicados por Frederico Mesnik

Frederico Mesnik é gestor de recursos, mestre em Administração de Empresas pela London Business School, especialização em Finanças pela Universidade de Chigago, GSB, e escreve no Blog do Mílton Jung

Pauta do dia no #cbnsp 30.03.2010

 

Rua Barra do Tibagi, no Bom Retiro 4 Bom Retiro e a chuva – A Rua Barra do Tibagi está no bairro do Bom Retiro, próximo da Marginal Tietê. E segundo o morador Afonso Criscuolo Jr há quatro meses a situação é semelhante a esta que aparece na foto feita nesta manhã. Choveu, alagou. “Em algumas situações, a água chega a demorar 24 horas para ser totalmente escoada. Com o alagamento, também não é feita a coleta do lixo pela empresa piorando em muito a situação”, escreveu. O acúmulo de água, além de dificultar a mobilidade de pessoas e carros, atrapalha o acesso as empresas que estão no local e provoca mau cheiro.

Marginal Pinheiros - lentidão Kassab e a desaprovação – A avaliação do paulistano sobre a administração de Gilberto Kassab (DEM) está cada vez pior. De acordo com o Instituto DataFolha o percentual de pessoas que desaprovam o governo dele aumento em 7 pontos, em relação a dezembro de 2009. Hoje, 34% dos pesquisados disseram que a administração do Democrata é ruim ou péssima. Os problemas constantes de congestionamento no trânsito paulistano – como o verificado nesta manhã na Marginal Pinheiros (foto: Pétria Chaves) – estão entre os pontos mais criticados pela população. Conheça outros números da pesquisa com Thiago Barbosa.

Metrô e denúncia –
O Ministério Público Estadual denuncia o Consórcio Via Amarela e funcionários do Metrô de São Paulo em um total de 13 pessoas pelo acidente nas obras da Linha Amarela, no bairro de Pinheiros, em 2007. O promotor de Justiça Saad Mazloum explicou ao CBN SP que mudanças no projeto que não estavam previstas no contrato foram os motivos do desabamento que causou sete mortes.


Dívida e devedores –
A prefeitura de São Paulo reabriu o Programa de Parcelamento Incentivado que oferece descontos de até 100% dos juros de mora para dívidas de IPTU, ISS, TBI, TFA, entre outros impostos municipais, até dezembro de 2006. Para mais informações ouça a entrevista do secretário municipal de Finanças Walter Aluísio Rodrigues, ao CBN SP, ou acesse o site da Prefeitura de São Paulo.

Metas e planos – A prefeitura de São Paulo diz que mais de 90% das metas propostas na Agenda 2012 já se iniciaram e, em média, 30% das etapas foram cumpridas. O secretário de Planejamento Rubens Chamma anuncia, ainda, ao CBN SP, que algumas metas que haviam sido propostas no ano passado devem sofrer mudanças.

Esquina do Esporte – O São Paulo tenta se recuperar com vitória contra o Monterrey, no México, pela Libertadores, amanhã. A repórter Natalie Gedra e o comentarista Paulo Massini falam sobre as chances do time treinado por Ricardo Gomez e sobre os perigos que rodam a cidade onde será disputada a partida.

Introdução a um mundo novo e inovador

 

Por Frederico Mesnik

Durante quase mil anos a humanidade mergulhou em um período de estagnação intelectual e pouca inovação. Sem competição, metas ou a simples necessidade de superação, o ser humano permaneceu no ostracismo da Idade Média.

Com a queda do Império Bizantino e a consequente ascensão do Império Otomano, em 1453, o acesso comercial à África e Ásia via Mediterrâneo foi fechado. A perseguição aos mercadores locais fomentou o êxodo para outros países. Nações ibéricas se uniram contra o poderio dos otomanos no continente para buscar caminhos alternativos ao Oriente.

Da sede por novas soluções vieram as inovações e a necessidade de correr riscos. Navegadores saíram em busca de uma solução alternativa, fora do contexto comum e descobriram as Américas. A humanidade entrou em um círculo virtuoso de crescimento e deste Renascimento veio a ponte para a Era Moderna.

O mesmo acontece agora no Brasil. Inovar e arriscar serão fundamentais, pois com a queda abrupta da taxa referencial de juros para um dígito e pressões inflacionárias, não será possível atingir retornos satisfatórios reais sem uma diversificação da carteira em produtos diferenciados de alto valor agregado. A habitual alocação passiva em títulos públicos e fundos de grandes bancos não vai capturar o vento com a eficiência necessária para que a carteira cruze o Atlântico. É essencial que haja velas modernas, instrumentos de navegação de última geração e uma tripulação de primeira para aproveitar os ventos certos e navegar com segurança até o outro lado do oceano.

São os gestores independentes os mais habilitados a suprir esta necessidade. Com equipes de gestão altamente capacitadas, produtos ativos, estrutura dinâmica e controles sofisticados, seus produtos de renda variável têm ultrapassado o rendimento do Ibovespa nos últimos anos com risco ainda menor. Mantendo agilidade para antecipar movimentos e reagir rapidamente às mudanças dos mercados, estes gestores podem assumir, sem comprometimento algum, posições contrárias ao censo comum, e são justamente estas posições contrárias que trazem os maiores benefícios. Já grandes gestoras de grandes bancos não têm essa agilidade e a tomada de decisão é lenta e comprometida por inúmeros outros fatores que podem até conflitar com o objetivo único do cliente: ganhar dinheiro com segurança.

Esta coluna tem como objetivo a introdução ao mundo da gestão inovadora e independente. Vamos aqui dissertar sobre vários temas de grande interesse ao público. Vamos abordar conceitos e apresentar ferramentas para auxiliar na alocação eficiente de ativos. Temas serão tratados de forma clara, isenta e objetiva, com intuito de instruir e dar segurança para navegar em águas novas.

Como todo gestor independente, prezo a transparência e valorizo o contato com clientes. Aguardo sugestões para temas que sejam de interesse comum aos leitores para serem abordados nas próximas edições. Vamos começar um diálogo e uma longa jornada juntos.

Obrigado leitor pela atenção.

Frederico Mesnik é gestor de recursos, mestre em administração de empresa pela London Business School e tem especialização em finanças pela Universidade de Chicago, GSB. A partir desta semana, será mais um parceiro no Blog do Mílton Jung e vai conversar sobre o nosso dinheiro.

Passagem a R$ 2,70 só em 2010 custou R$ 783 milhões

 

Transporte de ônibus em São Paulo (Foto: Marcos Paulo Dias)

E por falar em comunicação, a nota que recebi da prefeitura de São Paulo explicando o aumento no valor da passagem de ônibus tinha 25 linhas e nove parágrafos para apenas no último anunciar que a o paulistano iria passar a pagar R$ 2,70, a partir de 4 de janeiro de 2010.

O congelamento da tarifa neste ano foi promessa de campanha do prefeito Gilberto Kassab e para que esta fosse cumprida foram repassados para as empresas de ônibus R$ 783 mi – dinheiro que, lógico, saiu do cofre público. Mas isto não está na nota oficial da prefeitura.

Leia a justificativa oficial:


“A Prefeitura da Cidade de São Paulo concluiu, com o apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os estudos para definição do novo valor da tarifa de ônibus municipal, após três anos sem reajuste algum.

A partir dos diversos estudos, a Prefeitura optou pela aplicação da alíquota de 17,4%, que corresponde apenas à defasagem provocada pela inflação desde novembro de 2006, quando foi feito o último reajuste.

Nesse período em que a passagem de ônibus permaneceu com o mesmo valor, a Prefeitura e a SMT promoveram uma série de benefícios para os usuários do transporte público.

Renovação de mais da metade da frota, com a substituição de 8.100 ônibus por novos, mais confortáveis, seguros e maiores, o que gerou uma maior oferta de lugares, tornando-se, assim, a mais nova frota da história de São Paulo.

Aumento da frota acessível. Hoje São Paulo conta com 3.675 ônibus acessíveis distribuídos por todas as linhas que circulam na cidade;

Extensão da validade do Bilhete Único de 2 para 3 horas, possibilitando que mesmo aqueles que moram nas áreas mais distantes possam completar a viagem pagando apenas uma tarifa;

Criação do Bilhete Amigão, que permite ao usuário do Bilhete Único fazer quatro viagens de ônibus em até oito horas, aos domingos e feriados.

Na sexta-feira, dia 18 de dezembro de 2009, conforme determina a Lei Orgânica Municipal, o secretário Municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, entregou pessoalmente ao presidente da Câmara Municipal, ofício assinado pelo Prefeito Gilberto Kassab com as informações e planilhas detalhadas.

Com esse reajuste, o valor da passagem passará para R$ 2,70 (dois reais e setenta centavos), a partir do dia 4 de janeiro de 2010, O valor do Bilhete Único que faz integração com o Metrô passará de R$ 3,65 para R$ 4,00”

Líder de Kassab explica Orçamento da cidade

 

Mais dinheiro em publicidade do que na área de risco. Menos verba para coleta de lixo em 2010 do que se teve em 2009. Menos grana para a canalização de córrego. Previsão de investimento menor nos corredores de ônibus. E mais um monte de números que causaram espanto no paulistano e ganharam destaque na mídia fazem parte do Orçamento da cidade de São Paulo para o ano que vem. São quase R$ 28 bilhões que podem ou não ser aplicados na capital, de acordo com o desejo do prefeito Gilberto Kassab (DEM), afinal o Orçamento não é impositivo – usa se quiser – e a prefeitura pode mudar o destino de até 15% desse dinheiro de acordo com seus critérios e necessidades.

Para cada polêmica, o líder do Governo na Câmara, vereador José Police Neto (PSDB), tentou dar uma explicação, durante entrevista ao CBN São Paulo:
Ouça a entrevista com José Police Neto

“Não é bode, não”, diz secretário sobre IPTU

 

bodeA política brasileira está cheia de bode na sala. Mas o projeto de lei que aumentava o IPTU em até 60% não era um deles. É o que insiste dizer o secretário de Finanças de São paulo Walter Rodrigues, apesar de ter demonstrado durante entrevista no CBN SP, de que a aprovação da proposta negociada na Câmara com reajustes menores (mas nem por isso pequenos) em nada prejudica os planos para 2010. Ou seja, já estavam dentro do previsto.

O que o bode tem a ver com isso ? Ele é personagem de uma velha história que se passa na casa da família com problemas financeiros, sem emprego e sem comida. Um dia, o pai aparece com um bode na sala. Ninguém entende nada até porque os problemas aumentam. O bode fede, incomoda a todo mundo, torna a vida insuportável. Em seguida, o pai tira o bode da casa e todos acreditam que as coisas ficaram melhores, apesar de nenhum dos velhos problemas terem sido resolvidos.

Depois de tentar majorar o IPTU em índices absurdos, o prefeito aceitou reduzir para até 30% nos imóveis residenciais e 45% os comerciais. O peso do reajuste ainda assim será grande, mas a ideia que a prefeitura passa é que foi boazinha com todos e aceitou recuar – ou fazer uma “mudança estratégica”, como prefere o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Mas vamos ao que disse o secretáario:

Ouça a entrevista do secretário Walter Rodrigues, ao CBN SP