GIRL Boss uma trilha para o topo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Para as jovens que querem chegar ao poder trabalhando em funções que amem surge agora a proposta da 99jobs.com. Uma startup especializada em Recursos Humanos focada em grupos específicos.

 

Girl Boss, de acordo com Andressa Schneider, idealizadora, é um programa de lideranças femininas dentro da área de Recursos Humanos — de forma a capacitar profissionais que poderão formar mulheres aptas a ocupar o topo das organizações.

 

No momento, está iniciado o processo de recrutamento e seleção para os três segmentos em que o projeto se compõe. Para graduandas como estagiárias, que desejam adentrar na área de RH. Para jovens já formadas e pós-graduandas com 2 a 3 anos de experiência, mas que não podem trabalhar em regime integral. E para formadas e pós-graduandas com experiência de 4 a 5 anos. Respectivamente são designadas como Estagiárias, Travelers e Girls Boss.

 

As aprovadas trabalharão dentro do projeto servindo aos clientes da 99jobs.com na área de RH. Dentro de um processo que se diferencia pela absoluta participação feminina em todas as fases. Com destaque para o monitoramento qualificado por profissionais que ocupam relevantes cargos em ícones do mercado empresarial.

 

A receita idealizada por Schneider vem contemplada pelos ingredientes adequados na busca pela eficácia também no aspecto dos clientes. Numa carteira nada modesta de uma centena, há super stars do mercado: Globo, Vale, Natura, Heineken, Microsoft, Magazine Luiza, ESPN, Renner, Toyota, Unilever, Votorantim, Comgas, etc.

 

Que tal uma carreira que leve ao topo fazendo o que gosta?

 

Bem, se não for possível, afinal o gosto pode ser algo intangível, procure ao menos gostar do que faz.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

 

Reforços para as candidaturas femininas

 


Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

 

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São poucas as mulheres na política (foto:LuisMacedo/CâmaradeDeputados)

 

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que a partir deste pleito, os partidos políticos deverão reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar as candidaturas femininas. Os ministros também estenderam o percentual para o estratégico tempo destinado à propaganda eleitoral de rádio e televisão.

 

Dessa forma, invocando o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal, o TSE definiu que as agremiações não podem criar distinções em torno do rateio desses recursos baseadas exclusivamente no gênero, os quais deverão obedecer à proporção de candidaturas femininas e masculinas apresentadas.

 

Vejamos algumas motivações desse julgamento.

 

O regime de cotas estabelece que cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de vagas para candidaturas de cada sexo. Como noutros países que as adotaram, as cotas eleitorais foram instituídas no Brasil visando reduzir as dificuldades no lançamento de candidatas.

 

Importante mencionar, no entanto, que apesar das mulheres serem mais da metade da população (51,4%) e do eleitorado brasileiro (52%), portanto a maioria, a presença percentual feminina no Congresso Nacional é tímida. Comparado com os seus vizinhos latino-americanos, o Brasil apresenta a penúltima situação entre 20 países, à frente apenas do Haiti. Em termos globais, o cenário é ainda mais raquítico: o país está na 158ª posição entre as 188 nações catalogadas pela Inter Parliamentary Union (2014).

 

É óbvio que a insuficiência de recursos para as campanhas repercute diretamente na escassa efetividade das cotas. Afinal, de pouco adianta haver vagas reservadas sem que o aporte financeiro seja efetivado. Daí porque esta decisão do TSE amparada noutra que havia sido proferida pelo Supremo Tribunal Federal ter o potencial de atenuar algumas causas da sub-representação parlamentar feminina.

 

Num sistema harmônico de regras, a proporção mínima do fundo partidário destinado às candidaturas de mulheres deve ser coerente com a quantidade de vagas a elas reservadas.

 

Assim, além de reforçar a proporcionalidade e atribuir mais eficácia às cotas, a manifestação do Tribunal Superior Eleitoral era necessária em razão de o Fundo Eleitoral ser constituído exclusivamente com recursos públicos (R$ 1,716 bi derivados do Orçamento Federal), sendo que 73,5% serão para os dez maiores partidos do país.

 

Antônio Augusto Mayer dos Santos é advogado especialista em direito eleitoral, professor e escritor. Autor de “Campanha Eleitoral – Teoria e prática” (2016). Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Anna Maria Guimarães, da Saint Paul, defende mais mulheres no conselho das empresas

 

 

As mulheres ocupam apenas 21% das cadeiras nos conselhos de administração no mundo, enquanto no Brasil esta participação é de apenas 7,2%. Com isso, as empresas estão desperdiçando o potencial que a diversidade de gênero tem a oferecer. O alerta é de Anna Maria Guimarães, diretora da Saint Paul Escola de Negócios, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN: “a diversidade de gênero faz a riqueza do conselho; a mulher é mais detalhistas, em uma análise de demonstração financeira, a gente tem o talento de ir mais profundamente nos detalhes. O homem é mais generalista, em uma discussão estratégia, os homens se saem muito bem. Então é uma questão de junto atuarmos para o bem da companhia”.

 

Anna Maria Guimarães também coordena o curso de pós-MBA que visa preparar as mulheres para assumirem postos nos conselhos de administração das empresas. De acordo com ela para que isso aconteça de maneira mais ampla é necessário que as executivas e gestoras tenham “um desejo genuíno, tempo para se preparem e formação complementar em governança corporativa; e depois adquirir a prática”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, a Alessandra Dias, o Douglas Matos e a Débora Gonçalves.

Mulheres, ocupem os espaços de decisão!

 

Milena Franceschinelli
Movimento Ocupe os Conselhos

#AgoraÉQueSãoElas

 

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O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015, elencou entre seus 10 eixos prioritários da política pública de gênero o “Fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão”. Mesmo entre as prioridade, esses espaços de poder e decisão muitas vezes são desconhecidos da maioria das brasileiras. A maior cidade do País, São Paulo, é um triste indicador: prestes a completar aniversário de cinco anos, tramita a passos lentos, desde 2011, na Câmara Municipal paulistana, o Projeto de Lei de criação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher de São Paulo.

 

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher são promotores e fiscalizadores locais das políticas públicas dos direitos da mulher. São a instância primeira, a base de sustentação da participação social nas cidades, as mais próximas das cidadãs. Não ter o conselho é estar mais vulnerável.

 

A articulação entre a administração pública municipal e a sociedade civil está entre as importantes atribuições dos Conselhos. Em pesquisa realizada, em 2013, o IBGE destaca que somente 17,5% dos municípios do País tinham esse tipo de conselho, refletindo a “reduzida interlocução entre as reivindicações das mulheres e os gestores locais”.

 

A invisibilidade dos conselhos em funcionamento é outro fator alarmante para todas as mulheres. É o que acontece com o Conselho Nacional de Direitos da Mulher com mais de 30 anos de existência: permanece ignorado pela maioria da população.

 

Ocupar os conselhos em todas as instâncias de poder é fundamental para dar celeridade nas conquistas por novos direitos e resistir diante de ameças como a PL 5069.

 

Apenas 12% de Prefeitas no Brasil e somente 17,5% dos municípios contam com Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, segundo o IBGE

 

Desde 1997, a legislação eleitoral prevê a determinação das cotas de sexo, 30% no mínimo e 70% no máximo de cada gênero. Essa cota foi sistematicamente descumprida pelas agremiações partidárias e contaram também com a tolerância do Poder Judiciário. Somente em 2014, o TSE fez um enfrentamento público da questão lançando a campanha nacional “Mais Mulheres no Poder”.

 

As Prefeitas são representativas quando falamos de poder de decisão das mulheres no Brasil. Em 2001 eram apenas 6%. Dobrou em 2013, chegando a 12% ou 675 cidades onde mulheres estão à frente do executivo municipal, segundo o IBGE. Mesmo com mais formação educacional, as prefeitas tem menos chances de serem reeleitas. Se mulheres votarem apenas em mulheres este cenário já sofreria grandes mudanças.

 

A participação dos diferentes grupos populacionais focalizados pelos órgãos gestores da política de gênero evidencia um perfil de mulher onde as prefeituras investem. As idosas são o primeiro grupo a ser considerado com 83,7% e as mulheres com deficiência o segundo, com 47,9% preferidos das Prefeituras. As preteridas são as mulheres indígenas com apenas 15,9%, seguidas de lésbicas com 26,2% e negras com 38,1%

 

Hoje, em 2015, a mulher brasileira com maiores chances de participação e acesso as políticas públicas de gênero são idosas, com deficiência, brancas, residentes em cidades grandes (população acima de 500 mil pessoas).

 

Você está dentro do perfil ?

 

FONTE: 11a edição, a Munic – Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE investigou todas as 5.570 municipalidades existentes no País, sendo o Bloco Política de Gênero resultante de convênio institucional firmado entre o IBGE e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Charis Tsevis no Flickr e segue as recomendações de criação comum