É só sintonizar, não paga nada!

 

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“As novas gerações consomem informações jornalísticas pelo celular, preferencialmente pelas redes sociais e não estão dispostas a pagar para ter acesso a conteúdo informativo”

Esses são algumas das conclusões da pesquisa “A próxima fronteira da mídia”, realizada pela Comscore, a qual tive acesso através do site do Meio e Mensagem . O estudo mapeou as diferenças dos hábitos de consumo entre as gerações X, Y e Z.

 

Para não nos perdemos em letras e rótulos, vamos esclarecer que a turma da geração X passou dos 40 anos e abraça aqueles que já alcançaram os 60 — dentre os quais me encontro. O pessoal da Y, que também recebe o nome de Millenial, tem entre 25 e 40 anos. Enquanto o da Z é aquele que tem menos de 25 anos — onde meus filhos estão.

 

As gerações mais novas já abandonaram o desktop há algum tempo e se informam através do celular. Essa migração já é superior a 50% para o consumo da maioria dos diferentes segmentos de notícia —- de esporte à política, de entretenimento à economia.

 

Se os mais velhos dedicam mais tempo à leitura para entender o conteúdo disponível, os mais novos leem as notícias de forma rápida e superficial. Curiosamente, mesmo que o celular seja o aparelho preferido, os mais jovens ainda confiam na TV quando o assunto é jornalismo.

 

O que mais me chamou atenção nos dados divulgados é a baixa disposição dos jovens em, espontaneamente, pagar para ter acesso a conteúdo jornalístico. A maioria não quer saber de pagar para ter melhor informação. Foi o que disseram 85% na geração Z; 82% entre os millennials e 87% na geração X.

 

Como explicar então o sucesso de Netflix, Spotify e assemelhados? Simples, eles dizem que não querem pagar por qualquer informação, mas o farão se identificarem que a informação é relevante para a sua vida ou proporcionar entretenimento.

 

E por que gostei de saber que a gurizada não quer pagar para se informar? Porque desde sempre (ou quase sempre), o rádio ofereceu informação de graça. Ou seja, meninos e meninas, estamos à sua disposição. É só sintonizar, não paga nada!

Sua Marca: renove seu olhar sobre a geração com mais de 60 anos

 

 

 
 

 

 

“Os baby boomers têm demandas específicas e as empresas não podem abrir mão deles” — Jaime Troiano.

  

 

Apesar de algumas empresas e marcas já começarem a desenvolver estratégias para a geração nascida após a Segunda Guerra Mundial até a metade da década de 1960, a maior parte ainda não percebeu o grande potencial de consumo dessas pessoas mais maduras. Entre 2012 e 2016, o número de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu 16% e, segundo a consultoria SeniorLab, esse grupo será responsável por 30,6% do consumo, até 2030. Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília Russo e Jaime Troiano chamam atenção para a necessidade de se renovar o olhar para as gerações mais antigas, pois, como os dados têm mostrado, além de numerosos, elas têm poder de compra.

  

 

“O Brasil sempre teve uma visão de país jovem, teve esse cultivo pela síndrome de Peter Pan”, diz Cecília para explicar a miopia em relação aos idosos. Ela alerta que a estratégia precisa mudar pois os idosos hoje têm renda discricionária maior, pois vivem mais e não precisam assumir a responsabilidade de custear gastos da época em que os filhos estavam em casa, transformando-se em um mercado interessante.

  

 

A PreventSenior, na área de saúde, é um exemplo de empresa que se dedicou às pessoas com mais de 60 anos, inclusive adotando a ideia da senioridade no nome. Jaime e Cecília citaram mais duas marcas que se voltaram aos idosos: Angels4You, que presta serviço de cuidador, e a Morar.com.vc, que trabalha com o compartilhamento de casa.

  

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: esteja atento para o que os novos líderes têm a ensinar

 

 

“Acho que a gente tem de preparar os nossos jovens, mas tem de saber entender as demandas que estão chegando, a gente está em um mundo acelerado, onde as transformações cada vez mais acontecem aos nossos olhos muitas vezes sem que a gente perceba. Então, temos que estar atentos a isso” —- Pedro Salomão, Radio Ibiza

 

Para ser um líder eficiente e pronto para os novos desafios é preciso estar atento ao que os jovens tem a nos ensinar e estar preparado para revelar a eles os caminhos possíveis na carreira. Conectar gerações tem sido uma das tarefas de Pedro Salomão, empreendedor e criador da Radio Ibiza, entrevistado por Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Autor do livro “Lyderez, o exercício da liderança para conectar gerações”, Salomão provoca as pessoas a olharem de maneira diferente para o mercado de trabalho

 

“Eu gosto de trabalhar a ideia de que um dos caminhos para sermos bons líderes — e nós somos líderes e liderados o tempo inteiro — é inverter aquela lógica de viver pelo resultado … Eu acho que quando a gente aprende a se encantar pelo processo — que é mais longo, mais duradouro, tem caminhos mais tortuosos — do que pelo próprio resultado, a gente consegue ter um entendimento maior do macro. E a gente consegue ressignificar algumas coisas”

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site da CBN, no perfil @CBNOficial do Instagram e na página da Rádio CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10h30, em horário alternativo. Você encontra o programa também na lista de podcast da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo o Guilherme Dogo, o Rafael Furugen, a Débora Gonçalves e a Isabella Medeiros.

Se é proibido calar, então vamos falar!

 

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Contextualizando pauta e roteiro do livro ontem anunciado pelo Mílton Jung, cabe ressaltar o raro e grave momento em que o nosso país precisa deste fio de esperança.

 

Mílton tem absoluta razão a registrar, a feliz oportunidade de discutir os males causados pelo incessante individualismo vigente, açodado pelo infeliz desrespeito ao bem público, em benefício ao próprio bolso. Em sua fase mais aguda. Num tempo em que ainda há chance de mudança.

 

E dentro desse cenário gostaria de sinalizar e aplaudir, que tanto os pontos referendados da ética e da cidadania levantados teriam mesmo que ser levados à nova geração. E, o começo pelos filhos é providencial e genial.

 

Não tenho dúvida e nem esperança que a velha ou a atual geração hoje no poder possa ser modificada.

 

O caminho é o indicado pelo autor de “É proibido calar!”. Precisamos pregar aos nossos filhos, a civilidade plena. Ética e moral. Não podemos calar. Vamos falar.

 

E votar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: como os pais se transformam em herdeiros dos filhos

 

 

Sempre pensamos em marcas que nossos filhos herdam dos pais, mas há o caminho inverso: as marcas que os filhos apresentam aos pais. Esse é o tema do programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da rádio CBN, no qual o jornalista Mílton Jung conversa com Jaime Troiano e Cecília Russo, especialistas em branding.

 

De acordo com eles, as marcas que falam com os filhos usam a linguagem dos mais jovens mas poucas sabem o efeito que trazem aos pais: “ver nossos filhos gostarem de uma marca tem um valor muito forte para nós”, lembra Cecília Russo. Por outro lado, Jaime Troiano alerta que as marcas devem tomar cuidado para não usarem os mais jovens para comover os pais — isso vai transmitir uma mensagem muito arriscada.

 

A marca do dia é que acabou-se a ilusão de que somos os eternos professores: nossos filhos também abrem o mundo das marcas para nós e nós somos herdeiros deles em certo sentido.

 

O Sua Marca Vai Ser um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

O presente e o futuro dos Shoppings para a geração Z

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A HSR Specialist Researchers com o apoio da ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers contribui com o mercado de shopping centers na entrega de pesquisa realizada com jovens: meninas e meninos de 14 a 18 anos das classes A B e C. Focando o presente e mirando o futuro.

 

A boa notícia para os empreendedores é que 68% frequentam os shoppings semanalmente, e 32% quinzenalmente. Mas, atenção, apenas 28% compram produtos, enquanto 15% se alimentam, 15% usam serviços, 4% marcam encontros, 3% assistem a filmes, 3% procuram serviços bancários ou caixas eletrônicos. Restam 14% que são os “caroços” pela linguagem dos vendedores. Isto é, apenas passeiam.

 

A assiduidade ao mundo físico não impede que no universo do e-commerce, quantificado em 48 milhões de consumidores, a presença da geração Z seja significativa: 40% deles são compradores pela internet.

 

PESQUISA

 

Atuando como consumidores 87% ficam atentos a preços e ofertas e, 86% procuram se controlar em compras desnecessárias.

 

Nas características pessoais são investigativos, buscam a customização, gostam de usar a tecnologia, apreciam o entretenimento e procuram o indoor e outdoor para o lazer, sem desprezar o ócio.

 

As demandas para o futuro refletem a expansão das preferências atuais. 59% propõem que os shoppings sejam locais para se relacionarem e não só para compras. 57% acham que os shoppings deveriam ter grandes áreas de encontro para diferentes tribos.

 

As lojas para 43% deverão customizar as roupas, 57% querem wifi em todos os ambientes, 46% querem natureza sem abrir mão da tecnologia. Restaurantes deverão apresentar diferentes culturas para 33% e cafeterias precisam disponibilizar espaços de convivência para 25%.

 

Enfim, a pesquisa registra que o shopping do futuro passará a ser um LIFE CENTER. Faz sentido, embora minha preferência ainda seja por SHOPPING com Lifestyle.

 

Com relação a previsões de futuro é bom lembrar que elas são conectadas com o presente na medida em que inovações que certamente virão ainda são desconhecidas. Podem aparecer mudanças que coloquem estas perspectivas no passado.

 

De outro lado estamos vivenciando uma infindável projeção de lojas do futuro. Algumas com plenitude de tecnologia. Acho um risco criar lojas que se assemelhem a centros de computação. Há alguma razão em se preocupar na diferenciação do físico com o virtual. De modo que precisamos considerar que ao procurar a loja física o consumidor quer estar na atmosfera do atendimento pessoal.

 

De qualquer modo sempre é saudável pesquisar, mesmo que seja o futuro que virá. Vale para o presente.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Autor fala dos desafios dos jovens que têm de amadurecer no século 21

 

 

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“Nascido nos anos de 1960 e iniciando-me profissionalmente duas décadas após, fui foca nas redações de jornalismo em tempos nos quais a figura do mentor era desconhecida. Contei com a ajuda de profissionais mais antigos que viram algum potencial naquele jovem de cabelo comprido, calça de abrigo costurada no joelho e chinelo de dedo.

 

 

Mesmo que exercendo a função por intuição, eles me ajudaram a pensar o jornalismo, a identificar minhas competências, a refletir sobre mudanças dentro da carreira e, claro, a me vestir de forma mais apropriada. Alguns foram além: deram-me a oportunidade de rever minha relação com as pessoas e a família. E agradeço ao esforço deles.

 

 

Os desafios profissionais de hoje e o cenário em que os novos jovens estão inseridos, no entanto, tornam a função do mentor essencial e exigem dos profissionais que aceitam exercer este papel cuidado extremo e muita sensibilidade.

 

 

Sidnei Oliveira de maneira simples, direta e objetiva – que considero a mais perfeita forma de se comunicar – torna essa caminhada mais segura ao compartilhar sua experiência no relacionamento com jovens e na formação de mentores. Um livro para nós que estamos maduros no mercado e podemos nos transformar em mentores, para o jovem que constrói sua maturidade e, creia em mim, para os pais deles, também”

 

 

O texto acima está publicado na contracapa do livro ‘Cicatrizes — os desafios de amadurecer no século 21’, escrito por Sidnei Oliveira, mentor e consultor que tem se dedicado a estudar o comportamento das novas gerações que chegam ao mercado de trabalho. O livro será lançado nesta terça-feira, dia 15 de maio, às 19 horas, na livraria Cultura do Shopping Iguatemi, quando terei a oportunidade de participar de um bate-papo com o autor.

Mundo Corporativo: indústria 4.0 exigirá mudança na educação de profissionais, diz Gustavo Leal, do Senai

 

 

“A inovação aumenta a produtividade, que aumenta a renda, que aumenta os negócios, que aumenta os investimentos, que gera mais emprego: agora, os empregos mudam e vão mudar profundamente e vão estar muito mais assentados em competências que exijam uma educação mais elaborada, mais trabalhada, daí a importância do país se dedicar a projetos educacionais”.

 

A afirmação é de Gustavo Leal, diretor de operações do Senai Nacional, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Leal falou dos impactos das tecnologias digitais a medida que forem implantadas pela indústria brasileira. Entre essas novas tecnologias estão a Internet das Coisas, a Inteligência Artificial, a Impressão 3D e o Big Data, que serão fundamentais para a competitividade das empresas.

 

O dirigente do Senai defende a ideia de que os profissionais continuarão sendo necessários para o andamento dos processos: “o trabalho humano não é substituído por essas novas tecnologias, por esses novos paradigmas; ele tem de se adaptar a isso”.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo. Participam do programa Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo – Nova Geração: Glaucy Bocci ajuda as empresas a entender o que atrai os jovens

 

 

“Não mais, como se dizia no passado, as pessoas se atraem por questões apenas intangíveis, o fato é que questões financeiras tem tido peso na atração de talentos”.

 

A informação é de Glaucy Bocci, diretora de gestão de talentos da Willis Towers Watson, consultoria que desenvolve estudos para entender, entre outros aspectos, quais os fatores que conquistam a atenção dos jovens nas empresas. Essa mudança de olhar das novas gerações apareceu com destaque nas duas últimas pesquisas desenvolvidas em diversos países, nos anos de 2014 e 2016.

 

Para ela “questões materiais ou financeiras vem ganhando peso até em função da crise global na qual nós passamos e mais acentuada até na economia brasileira”. Bocci foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN.

 

Quando o tema é atração de talentos, a pesquisa mostra que os três fatores mais importantes para os jovens são salário base, oportunidade de carreira e tarefas desafiadoras. Já quando a pesquisa aborda os motivos que fazem com que um profissional se mantenha na empresa ou busque outro emprego, além do salário base e oportunidade de carreira, surge como terceiro fator o tempo de deslocamento até o trabalho.

 

Em relação a convivência no mesmo ambiente de trabalho de gerações tão diversas, como ocorre atualmente, Bocci alerta para a necessidade de as pessoas que estão na posição de líder, sejam jovens ou veteranos, criarem um espaço de troca de experiência: “os dois lados tem de estar dispostos a ouvir, a estarem abertos para uma discussão franca e serem parceiros das áreas de capital humano para implementarem essas políticas”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site ou na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN ou domingo às 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com este Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Depois dos times da Europa, o e-Sport é o novo desafio para o futebol brasileiro

 

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Hoje, Juca Kfouri chamou atenção para o comportamento abusivo de torcedores que insistem em levar sinalizadores para os estádios e a forma como a CBF trata o tema incentivando esta atitude. Ontem, alertou para a dificuldade de o Brasil organizar melhor a principal competição do seu calendário, o Campeonato Brasileiro, especialmente quando a realidade da Champions League nos é esfregada na cara, como aconteceu no belo jogo e espetáculo de sábado, em País de Gales, no qual o Real Madrid confirmou sua superioridade diante da Juventus.

 

A audiência da TV brasileira esteve a altura do show proporcionado pelos europeus e mobilizou milhares de torcedores que se reuniram em suas casas, bares e outros locais para assistir ao jogo. Diante disto, não surpreende que nossas crianças nas escolas e nos campos de futebol  têm vestido camisas de times da Espanha, França, Itália e Inglaterra.

 

Nossos times mal sabem como enfrentar a concorrência europeia e, desde já, deparam com outra disputa: a dos esportes eletrônicos.

Sim, lá vou eu falar de e-Sport para desespero de torcedores conservadores que ainda perdem tempo nas redes sociais negando que CG:GO, Lol e outros jogos eletrônicos possam ser colocados na categoria de esporte. Enquanto negam, vemos sites e canais de TV paga dedicando cada vez mais espaço para o e-Sport. E os estudos sustentam essa decisão, como veremos mais à frente.

 

Hoje, volto ao assunto, após ler “L.E.K. Sports Survey — Digital Engagement Part One: Sports and the “Millennial Problem”, escrito Alex Evans and Gil Moran, executivos da L.E.K. consulting. Nos dados apresentados temos a ratificação do que havia sido publicado, semana passada, no maior e mais profundo estudo sobre tendências da internet, produzido pela analista Mary Meeker, em parceria com a Kleiner Perkins, sobre o qual escrevi também neste blog  

 

Conforme Evans & Moran, embora os Milleniuns representem um segmento enorme e cada vez mais integrado da base de fãs de esportes nos Estados Unidos, ao contrário das gerações anteriores (Baby Boomer e GX), eles seguem uma gama muito mais ampla de esportes, incluindo os tradicionais e os eletrônicos. E, mesmo com menos tempo à disposição, têm muito mais alternativas para assistir aos eventos.

 

Essa geração já ignora parte dos canais por assinatura de televisão, até então uma das principais fontes de engajamento dos jovens ao esporte, especialmente nos Estados Unidos. Dados recentes da ESPN-EUA, mostram que o número de assinaturas diminuiu em 10%, em apenas três anos, estando agora com 90 milhões de telespectadores. Seu público mais jovem busca os eventos esportivos nas plataformas de mídia digital.

 

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Se o público com mais de 65 anos de idade mantém sua performance diante da televisão, assistindo a cerca de 450 minutos por dia, em média, de acordo com pesquisa Nielsen; o tempo diante da TV tem diminuído, anualmente, desde 2010, em alta velocidade para os Milleniuns: 4,7% entre os jovens de 18 a 24 anos – hoje, dedicando menos de 300 minutos por dia) e 2,8% para os de 25 a 34 anos, que dedicam menos de 250 minutos.

 

Outra comparação capaz de revelar esta mudança de tendência: 20% do consumo total de mídias pelos Millenius são dedicados a videos online gratuitos ou serviços pagos OTT – over-the-top, que são os serviços de áudio e video pela internet, dos quais os mais conhecidos no Brasil são Netflix e iTunes; apenas 13% é dedicado a TV Tradicional.

 

Ao avaliar a mudança de atitude da geração Millenium, os consultores alertam para o risco de os esportes tradicionais perderem espaço no coração e memória dos fãs.

 

A maioria das pessoas entrevistadas disse ter passado a admirar determinada atividade esportiva devido as transmissões na televisão, tanto quanto por praticar essas modalidades quando jovens.Concluem assim os consultores que, diante do fato que a TV tem sido o canal histórico para apreciação do esporte, o declínio na audiência aponta para uma queda simultânea de ‘fandom’ esportivo no futuro.

 

A desafiar ainda mais os gestores dos esportes tradicionais, está a crescente popularidade dos e-Sports já competindo diretamente na preferência do público como mostra o gráfico abaixo. Preste atenção na coluna dedica a todos os Milleniuns, tema de artigo anterior escrito neste blog:

 

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O relatório identifica que cerca de 61% dos seguidores de esportes eletrônicos ficaram menos tempo diante da TV, nos últimos 12 meses, 45% reduziram a visualização de esportes tradicionais e 35 compareceram menos a eventos esportivos devido ao maior engajamento com o e-Sports.

 

Um fenômeno que tem impactado negócios e um dos exemplos citados no relatório dos consultores foi o acordo de US$ 300 milhões pagos pela empresa de serviços de transmissão de vídeo e tecnologia BAMTech, criada para Major League Baseball, que lhe dá o direito de transmissão das competições de League of Legends.

 

Essa transformação já percebida e estudada em outros cenários parece ainda não ser levada em consideração pelos gestores do futebol brasileiro que, se antes tinham de se preocupar com a concorrência dos times europeus, que passaram a desfilar com muito mais freqüência na nossa tela, agora também correm o risco de serem atropelados pelas modalidades eletrônicas.

 

Mesmo que o futebol ainda tenha maior dimensão, maior base de fãs e muito mais dinheiro circulando em território nacional – situação que ainda vai demorar para ser superada -, é preciso lembrar que mercados tradicionais têm sido rapidamente abalados pelo surgimento de novas tecnologias. Por que o futebol estaria imune a essas transformações? Se ficarem esperando para ver o que vai acontecer, os clubes brasileiros e as instituições que os representam correm o risco de assistirem ao surgimento de uma geração de não-torcedores – uma legião que, por sinal, já aparece em pesquisas de opinião no Brasil.