A Fita Branca: obra prima e virtuosa

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA:
“A Fita Branca”
Um filme de Michael Haneck.
Gênero: Drama
País:Austria

 

 

Em um vilarejo na Alemanha, estranhos acontecimentos/crimes acontecem perturbando a rotineira paz do local. O medo toma conta de seus moradores.

 

Por que ver: O filme é uma obra prima e virtuosa. A atuação dos atores é primorosamente naturalista e a fotografia, uma poesia à parte. O diretor tenta explicar a causa do holocausto se apoiando na tese de estrutura autoritária da sociedade alemã, que gerou fortes sentimentos de crueldade e sadismo entre os jovens do início do século XX, a mesma geração que anos mais tarde se juntaria a causa do nazismo. Existe uma fala em off no início do filme que narra: “os eventos que se passaram ali, naquele vilarejo, no início do século, são de extrema importância para se compreender os eventos dramáticos que aconteceriam na Alemanha, décadas depois”.

 

Como ver: Depois de ter se revoltado com o nosso altual governo em redes sociais… Será que se este filme fosse no Brasil, se chamaria “A Fita Vermelha?

 

A história mundial nos faz refletir sempre que vivemos momentos de crise política e econômica como esta que estamos passando. Precisamos ir mais a fundo para entender o porquê de tudo, e esta foi a tentativa de Haneke(existem estudos que dizem ser infundadas estas teses, mas ai a discussão se aprofunda muito e este texto não visa isto). No filme, os filhos do pastor usam uma fita branca no braço (o diretor faz uma alusão à faixa com estrela de David que os judeus usavam para se destinguir socialmelte dos alemães). Outra referência feita ao “modus operandi”alemão, é quando um deficiente mental tem seus olhos perfurados. Nos faz recordar que a Alemanha mandou exterminar todos seus cidadãos incapazes para a purificação da raça ariana… AFFE!

 

Quando não ver: Se você repudia filmes que exigem um maior aprofundamento… Este filme não será a sua praia.

 

Agora, uma mensagem a meus cologas cineastas: e ai, quem se habilita a explicar os porquês em um filme instigante como este?

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Mundo Corporativo: Tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar

 

Uma frase tirada das redes sociais é das principais dicas que o consultor Sidnei Oliveira poderia oferecer aos jovens que se preparam para encarar o mundo corporativo: “keep calm, work hard, and stop the mimimi” ou, em bom português, “tenha calma, trabalhe duro e pare de reclamar”. Autor do livro “Jovens Para Sempre – como entender os conflitos de gerações” (Integrare), Sidnei foi entrevistado pelo jornalista Roberto Nonato, no programa Mundo Corporativo, da CBN. Na conversa, ele chama atenção para o fato de que muitos dos novos profissionais chegam ao mercado após anos de estudo e de terem adquirido profundo conhecimento técnico, mas sem saber como funciona o código corporativo: “a inteligência emocional não está preparada para a cultura corporativa”. Sidnei Oliveira explica que nas gerações anteriores, a vida profissional se iniciava mais cedo e em funções que permitiam que este jovem passasse a conviver melhor com as regras internas das empresas. Hoje, seja pela criação em casa, com superproteção e menor exposição ao risco, seja pela extensão da vida escolar, os sinais recebidos por estes jovens é de que sempre terão ajuda de alguém: “o mundo de verdade é onde ele vai viver e lá nem sempre terá alguém tão amistoso”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN

Considerações Contemporâneas

 

Por Julio Tannus

 

O Conhecimento

 

 

Os efeitos combinados da globalização e avanços da tecnologia da informação e comunicação desencadearam um processo onde a informação tornou-se disponível muito mais facilmente e em quantidade sem precedentes. Entretanto é preciso considerar que a informação torna-se necessária, mas não é suficiente. É preciso transformar a informação em conhecimento: o todo é maior que a soma de suas partes.

 

O Consumidor

 

 

No passado: o consumidor passivo, submisso, oprimido.

 

Sem Procon (Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor), sem Pesquisa de Satisfação do Cliente, sem alternativa de escolha para várias categorias de produtos, etc.

 

No futuro: O consumidor resgata a sua alma, através das comunidades, dos blogs, dos comentários.

 

Internet amplamente acessível, inúmeras redes sociais, ampla gama de produtos dentro da mesma categoria, etc.

 

A Nova Geração

 

 

Lorena, com dois anos e meio de idade, ao ouvir que a sua avó por parte de pai era mãe de seu pai, retrucou “por que ele precisa de mãe, ele já é grande!”.
Em outra ocasião, sua mãe ao dar bronca nela respondeu “não mãe você não vai ficar brava comigo, eu que vou ficar com você”.

 

Catarina, hoje com 15 anos de idade, aos 12 anos escreveu:

 

Canto, poesia alçada
Aos ares de vasta alegria;
Sonho, sem cabeças ou pés
Sem pés fincados no chão.

 

Mundo vasto, desejo imenso
Calado, sem eira nem beira
E no fim, o que resta é somente
Aquilo que é infinito.

 

Tempo e espaço mentem.

 

Julio Tannus é consultor em Estudos e Pesquisa Aplicada e co-autor do livro “Teoria e Prática da Pesquisa Aplicada” recém-lançado pela Editora Elsevier na Livraria Cultura. Às terças-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung