Em 2026, marcas serão cobradas não apenas por presença, mas por relevância, eficácia e vínculo real com as pessoas. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado no Jornal da CBN, ao abrir o ano com uma leitura atenta das tendências que devem orientar decisões em marketing e branding.
A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a interferir diretamente no consumo. Segundo dados citados no programa, cerca de 25% dos consumidores já recorrem a ferramentas de IA para escolher produtos. Cecília Russo chamou atenção para o novo papel dos gestores de marca nesse ambiente: “As marcas precisarão estar presentes nos modelos de inteligência artificial, porque hoje a IA dirige muitas vezes o próprio consumo”. Isso muda a lógica conhecida de busca e exige adaptação às recomendações geradas por essas plataformas.
Ao mesmo tempo, o avanço tecnológico não elimina o fator humano. Cecília reforçou que personalização e reconhecimento ganham ainda mais peso. “As pessoas querem ser lembradas, bem tratadas, vistas como únicas”, afirmou, ao destacar a valorização de ações dirigidas, ofertas customizadas e relações menos automatizadas.
Outro ponto levantado foi a necessidade de pertinência. Estar em todos os lugares deixou de ser sinônimo de acerto. Marcas que não identificam seu nicho, sua comunidade e o espaço onde fazem sentido correm o risco de falar sem ser ouvidas.
Jaime Troiano destacou que 2026 também será um ano de cobrança por resultados. “Será o ano de prestar contas, de mostrar a eficácia por trás de todos esses conteúdos gerados, quem gera valor e quem faz apenas espuma”, disse, ao tratar da produção de conteúdo e da necessidade de métricas claras.
Num calendário marcado por Copa do Mundo, eleições e muitos eventos, captar atenção exigirá mais do que criatividade isolada. Jaime resumiu o desafio como um “olhar duplo”: ideias consistentes, conectadas ao que a marca representa para as pessoas.
Ele também alertou para a construção de marcas dentro dos marketplaces, onde o produto muitas vezes se sobrepõe à identidade. “Noiva não se escolhe no altar”, lembrou, ao defender que o vínculo com a marca precisa ser criado antes da decisão de compra, mesmo quando a venda acontece em grandes plataformas.
A marca do Sua Marca
Menos espuma e mais substância. Em 2026, marcas serão chamadas a provar valor, combinar tecnologia com sensibilidade e trocar presença dispersa por relações com significado.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
A inteligência artificial deixou de ser um assunto restrito a engenheiros, laboratórios e áreas de tecnologia. Ela passou a disputar espaço na mesa onde se tomam decisões sobre gente, cultura e liderança. Esse deslocamento muda o jogo dentro das empresas — e reposiciona o RH no centro da estratégia..
Essa percepção ficou clara para mim ao ouvir Ryan Bulkoski, da Heidrick & Struggles, executivo global da área de dados e inteligência artificial, um dos convidados do Open Talent Summit 2025. O evento promovido pea Chiefs.Group, uma plataforma de “executivos sob demanda”, foi realizado em São Paulo.
Ryan lida há anos com a contratação de lideranças em inteligência artificial para grandes companhias. Segundo ele, até pouco tempo atrás, esse tema ficava restrito aos times técnicos. Hoje, quem puxa a conversa é o RH. Não por acaso. A inteligência artificial não é apenas uma nova ferramenta. Ela muda a forma como as pessoas trabalham, aprendem e se relacionam dentro das organizações.
Um ponto me chamou atenção: Ryan insiste que o maior desafio da IA não é técnico, é mental. A ideia de que alguém “é dono” da inteligência artificial perdeu sentido. Ela atravessa todas as áreas. Por isso, passou a aparecer até em descrições de cargos que nada têm de tecnológicos. Espera-se que líderes compreendam, estimulem e saibam conversar sobre o tema — mesmo sem dominar o funcionamento interno das ferramentas.
Nesse cenário, a humildade virou ativo. Executivos que dizem “ainda estou aprendendo” criam ambientes mais seguros. Especialmente para os mais jovens. A liderança, aqui, deixa de ser a do especialista que sabe tudo e passa a ser a de quem convida para o aprendizado coletivo.
Ryan evita discursos grandiosos sobre resultados. Prefere exemplos simples. Recrutadores que ganham tempo com triagens automatizadas. Gestores que usam IA para estruturar feedbacks difíceis. Conselheiros que trocam horas de preparação por minutos de leitura assistida. O ganho aparece quando sobra tempo, clareza e energia humana.
Outro dado revelador: hoje, praticamente todas as buscas por executivos já incluem alguma exigência relacionada à inteligência artificial. Não apenas para cargos técnicos, mas para conselheiros, CEOs e líderes de áreas tradicionais. Não se trata de saber programar. Trata-se de não ficar fora da conversa.
O medo, claro, acompanha a mudança. Ryan defende que a melhor resposta não é discurso, mas exemplo. Líderes que mostram como usam IA — inclusive expondo dúvidas e limitações — ajudam a criar confiança. Vulnerabilidade, nesse caso, não enfraquece. Aproxima.
No fim, ficou uma ideia difícil de ignorar. O maior risco de não avançar na agenda de inteligência artificial não é tecnológico. É humano. Talentos deixam empresas que parecem lentas, fechadas ou pouco dispostas a aprender. A cultura envelhece antes do negócio.
A inteligência artificial pode até assustar. Mas, como lembrou Ryan, outras grandes transformações também causaram receio. Estradas, ferrovias, energia. Ajustes vieram, mas a infraestrutura ficou. Com a IA, tudo indica que estamos apenas no começo.
Cabe à liderança decidir como atravessar esse caminho: espalhando medo ou convidando à curiosidade. A tecnologia, no fim das contas, não escolhe – ao menos não deveria. Quem escolhe somos nós.
Segrera em entrevista no estúdio de podcast da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“O grande desafio das nações do mundo é triplicar a porcentagem de energias renováveis, mas duplicar gestão energética. E essa combinação, essa equação é a equação perfeita. Porque o mundo mais eficiente, utilizando cada vez mais energia elétrica, esse é o verdadeiro vetor da descarbonização.” Rafael Segrera, Schneider Electric
O custo da energia, que muitas vezes aparece apenas como uma linha na planilha financeira, está no centro de uma disputa que define a competitividade das empresas e o futuro da transição energética. Em um momento em que a COP30 coloca o Brasil no mapa das negociações climáticas, cresce a pressão para provar que sustentabilidade não é apenas pauta ambiental, é modelo de negócio — sustentado por digitalização, automação e uso mais intenso de eletricidade. Esse foi o tema da entrevista de Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, ao programa Mundo Corporativo.
Segrera parte de uma provocação direta ao empresariado: “Sustentabilidade não custa caro, é um negócio”. A frase resume a estratégia que, segundo ele, vem sendo construída há mais de duas décadas dentro da Schneider Electric. A companhia decidiu desenvolver tecnologia com três objetivos combinados: “Ajudar o planeta, fazer bem para as pessoas e, para ser sustentável no tempo, ser bom para a empresa”. Isso significa, na prática, colocar gestão de energia e eficiência energética no centro da geração de valor.
Ele explica que, em qualquer setor, a energia é componente relevante do custo operacional – de 3% a 7% em prédios comerciais, chegando a 20% ou 30% em saneamento, aço ou data centers. A partir daí, o raciocínio é simples: “Tudo o que a gente faz é para assegurar que você utiliza essa energia da melhor maneira possível, que tenha economia particularmente, e essa economia que é gerada é uma economia que tem um benefício no bottom line, na rentabilidade”.
Eletricidade 4.0, digitalização e a conta de luz
A resposta passa pela combinação de três peças: gestão de energia, automação e software. Segrera descreve a trajetória da Schneider, que saiu de uma empresa de produtos elétricos e de controle industrial para soluções integradas e, mais recentemente, para plataformas digitais. O objetivo é medir, monitorar e controlar o uso da energia em tempo real, em diferentes ambientes – de indústrias a prédios, de infraestrutura crítica a data centers.
Nesse contexto surge o conceito de eletricidade 4.0. “A junção do mundo elétrico ao mundo digital é o que a gente chama de eletricidade 4.0”, resume. A ideia é usar o poder das ferramentas digitais – incluindo inteligência artificial e realidade virtual – para redesenhar processos, simular cenários de consumo antes da implantação física, otimizar a operação e reduzir desperdícios.
Segrera destaca que o benefício mais visível da digitalização é a capacidade de enxergar o sistema como um todo: “Se você não mede, você não sabe como está se comportando”. A partir dos dados coletados, torna-se possível criar arquiteturas de informação que suportem decisões rápidas e consistentes sobre investimentos, manutenção e ajustes operacionais.
O tema dos data centers, hoje no centro da discussão sobre consumo de energia, também entra na conversa. Para ele, é preciso relativizar: “Hoje o peso do consumo elétrico dos data centers tá por 1%. A gente não pode pensar que são 20% do consumo energético, não são”. Ao mesmo tempo, ressalta que esse é um dos setores que mais pressiona fornecedores por eficiência, já que consome muita energia, água e espaço.
A inteligência artificial, vista muitas vezes apenas como nova fonte de demanda energética, vira ferramenta de ganho de eficiência: “Mais se aprende sobre o sistema e a inteligência artificial, mais nos permite ajudar a nossos clientes a serem mais eficientes. Então, é um círculo virtuoso”, define.
O lugar do Brasil na transição energética
Quando o assunto é matriz elétrica, Segrera reconhece uma vantagem importante do país. Ele lembra que o Brasil está entre as melhores posições do mundo em participação de fontes renováveis, fruto de decisões tomadas no passado e de investimentos de grandes empresas do setor.
O problema aparece do lado do consumo. “Nada serve gerar uma energia limpa, maravilhosamente limpa, se você tem problema na transmissão e tem perdas que podem chegar a ser até 40% ou mais”, afirma. Nas contas dele, o país está bem em renováveis, porém ainda distante de uma boa posição em eficiência energética.
Daí a ênfase em uma equação que ele considera determinante para o futuro: “O grande desafio das nações do mundo é triplicar a porcentagem de energias renováveis, mas duplicar gestão energética”. A combinação entre expansão de renováveis e uso mais eficiente da energia, com eletrificação crescente, é apresentada como a base de um modelo de descarbonização que não seja apenas discursivo.
O setor empresarial brasileiro, na avaliação de Segrera, caminha em duas velocidades. “O mundo brasileiro das grandes empresas, absolutamente” já compreende o tema, segundo ele, com alto nível de conscientização e adoção de práticas ligadas à eficiência e à sustentabilidade. Já as pequenas e médias empresas ainda esbarram em falta de informação e acesso às soluções disponíveis. Por isso, ele defende que as grandes companhias tenham um papel ativo de apoio, compartilhando práticas e conhecimento com a cadeia de fornecedores.
Há também um recado para conselhos de administração e lideranças: “Se elas hoje conseguem ter processos que, com eficiência energética, conseguem 10%, 12% de economia, elas devem ser mais exigentes para ter ainda mais”. E faz um alerta para quem quer competir em mercados globais: “Se o Brasil quer se tornar mais forte em um mundo cada vez mais competitivo, é com a adoção da sustentabilidade. […] A adoção de tecnologia e da inovação é a chave se você quer ser competitivo fora”.
Carreira global e convite aos executivos brasileiros
Ao fim da entrevista, Segrera abre um parêntese sobre sua própria jornada profissional. Venezuelano, começou estudando engenharia, mas trocou para administração porque precisava trabalhar à noite e não tinha como seguir o curso técnico no horário disponível. A curiosidade pela tecnologia, no entanto, permaneceu.
“Essa curiosidade, uma empresa como a Schneider me permitiu aprender muito”, conta. Em quase 30 anos de companhia, passou por Venezuela, França, China, Canadá e chegou ao Brasil, sempre em posições ligadas a negócios e liderança, não à engenharia. Essa trajetória internacional moldou sua visão sobre o potencial dos profissionais brasileiros.
Ele considera que o país tem educação sólida, cultura de inovação e capacidade humana para ocupar mais espaço no exterior. “O mercado brasileiro é tão grande que muitos decidem ficar aqui”, observa. A aposta dele é que a internacionalização pode fortalecer, inclusive, a atuação doméstica das empresas.
Por isso, deixa um convite direto: “O Brasil é um país muito bacana, o mundo também tem muitas coisas que oferecer e você pode chegar e compartilhar as coisas que você faz aqui”. Em outras palavras, ampliar a atuação para fora é parte da mesma agenda que inclui tecnologia, sustentabilidade e competitividade.
Segrera encerra com números que, segundo ele, mostram que essa estratégia não é apenas discurso. “Nossas receitas se multiplicaram por quatro, nosso benefício net (profit), bottom line, EBIT, se multiplicou por nove e a capitalização, o valor da empresa no mercado, por 12, entre 2003 e 2023”, afirma. A mensagem é que eficiência energética e sustentabilidade, quando encaradas como negócio, podem mudar o patamar de empresas de diferentes portes.
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A criatividade está entre os maiores ativos e também os maiores riscos de uma marca. Quando bem dosada, ela alimenta inovação, diferenciação e conexão com o público. Mas, quando aplicada sem pertinência ou desalinhada da identidade, pode comprometer a credibilidade e até exigir um recuo doloroso, como já aconteceu com marcas de prestígio mundial. Esse foi o tema analisado por Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, do Jornal da CBN.
Cecília Russo destacou que a criatividade não deve ser gratuita, mas sim pertinente à estatura da empresa. Ela citou a fala de Gustavo Viana, diretor de marketing da Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil: “Se uma ideia ou projeto não atinge essa barra de qualidade, simplesmente não avançamos. Isso garante que apenas o que realmente brilha siga em frente”. Para Cecília, esse princípio vale tanto para grandes organizações quanto para negócios de médio porte: “Marcas não aguentam desaforos”.
Jaime Troiano lembrou o caso da Jaguar, que em certo momento mudou radicalmente sua comunicação e acabou sendo forçada a voltar atrás. “O limite é aquilo que garante que a marca cresça na direção do que é sua identidade, no que se relaciona ao seu propósito. Fora disso, é pura falta de compromisso”, afirmou. Ele reforçou que ser criativo exige respeito pela empresa, pelas pessoas que nela trabalham e pelo público.
Lembre-se que os cães ladram
Para reforçar sua posição, Jaime citou uma frase atribuída a Truman Capote, escritor americano conhecido por obras como A Sangue Frio. A expressão “Os cães ladram e a caravana passa” tem origem árabe e chegou a Capote em uma conversa com o francês André Gide. Diante das críticas que recebia, o autor se mostrava incomodado, até que ouviu do colega a lembrança de que as vozes contrárias sempre existirão, mas não devem desviar o rumo de quem segue firme no seu caminho. No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Troiano recuperou a citação para destacar que, no universo das marcas, críticas também fazem parte, mas o essencial é preservar a identidade e o propósito.
A marca do Sua Marca
A principal mensagem é clara: a criatividade é essencial para fortalecer as marcas, mas deve ser usada com responsabilidade, alinhada ao propósito e à identidade. Caso contrário, pode se tornar um risco de intoxicação em vez de alimento.
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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
Reprodução do vídeo da entrevista com Gabriele Carlos
“No final do dia, a gente está falando sobre gente. Não dá para fazer negócios se você não olhar para as pessoas que compõem a sua organização.” Gabriele Carlos, Zeiss Vision Brasil
O caminho de Gabriele Carlos até a presidência da ZEISS Vision Brasil não seguiu o padrão mais comum. Formada em psicologia e com trajetória consolidada no setor de recursos humanos, ela assumiu o cargo de CEO com a convicção de que gestão e resultados só acontecem de forma consistente quando pessoas são colocadas no centro das decisões. Esse modelo de liderança foi tema da entrevista concedida por Gabriele ao programa Mundo Corporativo.
Da gestão de pessoas à presidência
Segundo a executiva, o convite para ocupar a cadeira de CEO veio acompanhado de um reconhecimento: sua inteligência emocional diferenciada. Para ela, liderar é como reger uma orquestra: “Você tem todos os músicos tendo que tocar o seu instrumento e você direcionando qual é o momento que um instrumento entra ou não.”
Ao longo de dez anos na empresa, Gabriele transformou a área de recursos humanos em uma frente estratégica, conectada aos objetivos do negócio. “O nosso propósito como empresa é ajudar as pessoas a verem o mundo de uma forma melhor. Isso não está só no produto que vendo, mas nas interações que tenho com todos os stakeholders.”
Essa mudança se consolidou por meio de práticas que envolveram todos os níveis da organização. Um exemplo foi a jornada cultural, que incorporou os valores da companhia às avaliações de desempenho, remuneração e desenvolvimento dos colaboradores.
Pessoas no centro da estratégia
A CEO reforça que o olhar para gestão de pessoas não pode estar restrito ao curto prazo: “A minha empresa tem 179 anos de existência. Eu estou aqui trabalhando para os próximos 179 que eu nem vou ver.”
Esse princípio também guiou decisões críticas, como na pandemia, quando a ZEISS aderiu ao movimento “Não Demita” e optou por preservar seus talentos. O resultado, segundo Gabriele, aparece em indicadores claros: aumento de engajamento, menor turnover, maior produtividade e inovação.
Comunicação e diversidade como pilares
Além da gestão, a comunicação tem papel central na estratégia da ZEISS. Internamente, reuniões, revistas e pesquisas de clima garantem espaço para ouvir os colaboradores. “Essa conexão precisa ser genuína, tanto do que eu vou fazer como empresa quanto daquilo que o colaborador entende que seria significativo para ele.”
Outro ponto ressaltado por Gabriele é a diversidade. Hoje, o board da empresa no Brasil tem equilíbrio de gênero. Para ampliar a representatividade, a liderança aposta em ações intencionais, como programas e processos seletivos que garantam candidatos de diferentes perfis. “A gente precisa impulsionar reflexões e abrir espaços, seja para fala, discussões ou seleção, para que a diversidade aconteça de fato.”
Educação e saúde visual
À frente da divisão de lentes oftálmicas no Brasil, Gabriele enxerga na educação do consumidor um desafio central: mostrar a importância da saúde visual e do diagnóstico precoce. Muitas vezes, observa, a escolha da armação recebe mais atenção do que a qualidade da lente. “A preocupação deveria ser primeiro com a lente, porque ela é determinante para a saúde visual.”
Para a executiva, esse esforço precisa estar atrelado também à comunicação com médicos, consultores ópticos e à sociedade em geral. O objetivo é reforçar a prevenção em vez de concentrar esforços apenas no tratamento de doenças.
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Bastidor da entrevista on-line do Mundo Corporativo
“A cooperativa só existe a partir do associado e para o associado.” — César Bochi
César Bochi, Sicredi
O cooperativismo vem ganhando espaço como alternativa ao sistema financeiro tradicional, reforçando vínculos locais e colocando o associado no centro das decisões. Ao contrário dos bancos convencionais, o foco não está apenas no lucro, mas no desenvolvimento econômico e social das comunidades. Este foi o tema da entrevista com César Bochi, Diretor-Presidente do Banco Cooperativo Sicredi, e Moacir Niehues, Diretor Executivo do Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, no programa Mundo Corporativo.
Bochi destacou que o modelo cooperativista “só existe a partir do associado e para o associado”, ressaltando a importância da participação democrática na gestão. Segundo ele, “o resultado, sim, é importante, mas tem que ser relevante, perene e de longo prazo”. Para o executivo, o papel da cooperativa vai além de oferecer produtos financeiros, servindo como instrumento de fomento ao desenvolvimento local.
Modelo participativo e impacto social
Niehues enfatizou que o engajamento dos associados nasce do vínculo de confiança e da proximidade. “O associado não quer apenas um cartão na carteira; ele quer relacionamento, proximidade e alguém em quem possa confiar”, afirmou. Para ele, a transparência no processo decisório e o foco no bem-estar financeiro dos associados são os principais fatores que alimentam a confiança no modelo cooperativo.
O movimento cooperativista também tem um forte componente social. Bochi explicou que as cooperativas destinam parte do resultado para projetos locais definidos pelos próprios associados, como reformas em escolas e hospitais. “É o associado quem decide para onde vão os recursos. Isso gera pertencimento real e impacto direto na comunidade”, comentou.
Outro ponto central abordado por Bochi foi a modernização das operações sem perder a essência. “Hoje, 96% das transações do Sicredi são digitais, mas as pessoas ainda precisam de atendimento humano nos momentos críticos”, disse. A tecnologia é vista como um meio de ampliar o alcance e não como um fim em si.
Niehues complementou que, mesmo com o uso intensivo de tecnologia, o Sicredi busca manter a essência de proximidade. “Nós somos modernos no tipo societário. Falamos de capitalismo consciente e economia compartilhada, mas sem abrir mão do relacionamento humano”, explicou.
Desafios e futuro do cooperativismo
Sobre os desafios futuros, Bochi apontou a necessidade de manter o foco no relacionamento e na essência do cooperativismo, mesmo com o crescimento acelerado. “Crescemos quase 30% ao ano, mas nosso maior desafio é não perder as raízes”, afirmou. Para ele, a tecnologia será sempre um instrumento importante, mas “a cooperativa está lá para ajudar o associado a refletir sobre a melhor decisão”.
Na visão de Niehues, a principal oportunidade está na expansão contínua do modelo, mantendo o equilíbrio entre crescimento e proximidade. “O modelo de negócio é muito bem recebido, e o maior pedido dos associados é: ‘não mudem o jeito de vocês fazerem negócios'”, destacou.
Ao fim, ambos concordaram que o cooperativismo é para todos, mas exige disposição para estabelecer uma relação de longo prazo, baseada em confiança, educação financeira e apoio mútuo.
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Suzana e Bárbara em entrevista ao Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“Quem não iniciar algum projeto (de IA) vai acabar não tendo vantagem competitiva no mercado.” —
Suzana Oliveira, Hera.Build
Se a inteligência artificial já era vista como um diferencial estratégico, os agentes de IA surgem agora como o próximo passo para empresas que buscam eficiência, personalização e agilidade. Em entrevista ao Mundo Corporativo, Suzana Oliveira e Bárbara Vallim, fundadoras da plataforma Hera.Build, explicaram como os agentes de IA — soluções automatizadas baseadas em inteligência artificial — estão sendo usados para impulsionar resultados de forma direta e mensurável.
Automatizar para crescer
Ao contrário da imagem abstrata que muitas vezes acompanha o debate sobre IA, Suzana e Bárbara apresentam soluções concretas. “A gente com uma solução super simples, que era colocar um AI Concierge no e-commerce desse cliente, em dois meses aumentou 63% da receita deles”, contou Suzana. O diferencial está na forma de aplicação: agentes com escopo claro, regras bem definidas e uma personalidade ajustada à comunicação da empresa.
A ideia é tornar a tecnologia acessível mesmo para quem não tem familiaridade com programação. “Toda a nossa plataforma é feita para que seja simples, fácil e muito rápido de implementar”, disse Suzana. O sistema da Hera.Build permite que usuários configurem seus próprios agentes de forma intuitiva. “Todos nós respondemos formulários desde criança. É esse o nível de acessibilidade que queremos oferecer.”
Regras, escopo e personalidade
Segundo as fundadoras, um dos maiores receios ao lidar com IA generativa — conhecido como “alucinação”, quando o sistema gera respostas fora de contexto — pode ser reduzido com o uso correto de parâmetros. “A inteligência artificial é literal. Se você não passa a instrução de maneira assertiva, ela pode interpretar diferente do esperado”, alertou Bárbara. Para mitigar isso, a plataforma trabalha com um modelo baseado em três pilares: personalidade, escopo e regras de comportamento.
Essa estrutura permite moldar o agente para representar com fidelidade a linguagem da marca. “Imagina o tanto que é importante, uma marca que vai usar a inteligência artificial para se comunicar com os seus clientes, o tanto que essa inteligência tem que representar a forma de comunicação, o jargão, as expressões daquela marca.”
IA sem mistério — e com resultados
Parte do trabalho da Hera.Build também está em desmistificar a inteligência artificial dentro das empresas. “Existe muito desconhecimento, muita insegurança. Será que vai funcionar? Será que vai alucinar?”, relatou Suzana. A proposta das fundadoras é acompanhar o cliente desde a definição da necessidade até a implementação segura. “Sempre começamos com a pergunta: o que vai girar o teu ponteiro mais rápido? Pode ser redução de custo, aumento de receita ou eficiência operacional.”
Bárbara acrescentou que a personalização vai além do uso corporativo. “A gente já desbloqueia o celular com a leitura da face. Agora imagine que a IA sabe que você janta todo dia às 8 horas. Ela pode facilitar tarefas do cotidiano sem que você precise pedir.”
Do AI Concierge ao Steve Jobs digital
A Hera.Build também é reflexo do perfil de suas fundadoras. Ambas mulheres, em uma equipe 100% feminina, construíram uma empresa de tecnologia que aposta em representatividade e autonomia. Suzana criou um agente chamado “Contenta” para ajudá-la a produzir conteúdo personalizado. Bárbara, por sua vez, recorreu a um personagem ilustre: “Logo no começo, modelei um agente para personificar o Steve Jobs. Ele virou meu mentor digital e me ajudou a criar a Hera.”
Apesar das soluções sofisticadas, o foco é sempre na aplicação prática. “Se você tem tempo disponível para aprender outras coisas, isso vai levar o nível de conhecimento da humanidade para outro patamar”, concluiu Suzana.
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“No final do dia, são pessoas cuidando de pessoas.”
Alfredo Cardoso, Valsa Saúde
A inteligência artificial avança, as tecnologias médicas se sofisticam, mas nada disso faz sentido se o cuidado com o paciente perder o vínculo humano. Esta é a convicção de Alfredo Cardoso, CEO do grupo Valsa Saúde, que defende uma gestão baseada em compaixão, escuta e personalização no atendimento em saúde. O tema foi tratado na entrevista ao programa Mundo Corporativo, que foi ao ar na CBN.
“Temos uma estrutura hospitalar desenhada para o pior cenário, mas a maioria dos pacientes precisa de cuidado contínuo e preventivo fora do hospital”, explica Alfredo. Com esse diagnóstico, o grupo Valsa Saúde passou a atuar em cuidados pré e pós-hospitalares e reabilitação, monitorando mais de 5 mil pacientes com doenças crônicas. O modelo busca atender precocemente, reduzir custos e melhorar a qualidade de vida, com médicos generalistas, clínicas especializadas e um hospital voltado para reabilitação.
Humanização como estratégia
A tecnologia, para Alfredo, deve ser ferramenta e não substituição: “Se o médico faz o diagnóstico mais rápido com ajuda da IA, o que ele faz com o tempo que sobra? Deve escutar o paciente”. Ele critica a massificação e lembra que o paciente “representa 100% da sua própria estatística”.
Alfredo alerta para o risco de os avanços servirem apenas para aumentar a produtividade: “O desafio é que a tecnologia aproxime, e não afaste o profissional de saúde do paciente”. No grupo Valsa, a agenda médica não é comprimida por metas rígidas. “Deixamos que o médico determine quanto tempo precisa para cada paciente”, afirma.
Ouvir, explicar, consentir
Para Alfredo, o tratamento humanizado exige também uma comunicação clara e transparente com o paciente. “O procedimento consentido é uma boa prática. Não basta o profissional dizer o que será feito. O paciente precisa entender, confiar e aceitar.” O CEO do grupo Valsa defende uma escuta ativa também na gestão: “Verdades absolutas em saúde não existem. Estamos sempre aprendendo. É preciso ouvir as necessidades do outro”.
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Carol Dias na gravação online do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“A gente precisa aprender, reaprender para aprender de novo.”
Carol Dias, Kraft Heinz
A imagem do líder como alguém focado apenas em números, prazos e metas já não se sustenta nas grandes organizações. O que tem ganhado espaço, segundo Carol Dias, diretora de People & Performance da Kraft Heinz Brasil, é um novo modelo de liderança: mais conectado com as pessoas, aberto ao diálogo e consciente de seu papel no desenvolvimento humano.
Liderar é inspirar, não apenas gerir
Na entrevista ao Mundo Corporativo, da CBN, Carol defende que, embora a gestão continue sendo necessária, o verdadeiro papel do líder está na capacidade de impulsionar pessoas. “Você convida as pessoas a fazerem a gestão junto com você, mas o seu foco tem que ser muito mais na conversa, em como impulsionar os outros a pensarem diferente.”
Esse novo líder precisa desenvolver competências socioemocionais, como presença, atitude e resiliência. “Não dá mais para separar a pessoa que está em casa daquela que está no trabalho”, diz Carol, ao apontar a importância da autenticidade no ambiente corporativo.
A Kraft Heinz tem apostado em três pilares para construir esse perfil de liderança: mentorias estruturadas, projetos de autoconhecimento e repertório ampliado por meio de experiências diversas. “É difícil exigir de uma liderança algo que ela ainda não tem. Por isso, é preciso oferecer suporte, formação e espaço para crescimento.”
A Amazônia como sala de aula
Um dos exemplos marcantes trazidos por Carol foi o projeto Liderança do Futuro, que levou executivos da empresa para uma imersão de cinco dias na Amazônia. O objetivo não era apenas desconectar do cotidiano — mas reconectar-se com a própria humanidade. “Você sai do WhatsApp, do e-mail e passa a se observar, a entender como se comunica e como se relaciona com o outro”, contou.
Segundo ela, essa vivência fortaleceu o pilar do autoconhecimento e ofereceu uma nova perspectiva sobre o papel da liderança no mundo. “A gente começou a perguntar: você é líder só da sua equipe ou também da sua família, dos seus amigos, da sociedade?”
Diversidade, tecnologia e o desafio de ser mais humano
Na conversa, Carol também abordou o compromisso com diversidade e inclusão. “Ter diversidade sem inclusão não basta. É preciso letramento, representatividade e políticas claras desde o processo de recrutamento.” Para ela, diversidade é um caminho para a performance: “Você só consegue provocar e inovar quando convive com o diferente.”
Outro ponto discutido foi o papel da inteligência artificial nas estratégias corporativas. Carol vê a tecnologia como aliada: “Ela vai liberar tempo para que possamos ter outro tipo de conversa — mais humana e mais estratégica. O desafio não é a IA. O desafio é o que vamos fazer com esse tempo que ela nos devolve.”
Ao final, deixou um recado direto aos jovens que ingressam no mercado: “Não se distraiam achando que já sabem tudo. Tenham humildade cognitiva para estar sempre curiosos e a disciplina para aprender algo novo.”
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“Nada resiste ao trabalho. As oportunidades vão passar na sua frente diversas vezes, então você tem que estar preparado para elas.”
Marcelo Xavier, GreenYellow
Reduzir o consumo antes de investir em novas fontes de energia. Esse é o princípio básico que deveria guiar empresas em busca de eficiência energética, mas nem sempre é o caminho seguido. “Muitas vezes, as empresas pensam em colocar um telhado fotovoltaico sem olhar para as máquinas. Você acaba superdimensionando sua necessidade de energia, sendo que poderia reduzir o consumo antes”, afirma Marcelo Xavier, diretor-presidente da GreenYellow no Brasil. A gestão eficiente da energia e a transição para fontes renováveis foram tema da entrevista ao Mundo Corporativo.
Eficiência energética: por onde começar
O conceito de eficiência energética, segundo Xavier, se divide em duas frentes principais: redução de consumo e geração de energia renovável. “O primeiro passo é fazer um diagnóstico, entender onde estão os grandes gastos e otimizar os sistemas”, explica. A empresa atua identificando pontos de desperdício em processos como iluminação, refrigeração e climatização, realizando substituições e modernizações para minimizar custos e aumentar a eficiência.
Além disso, a transição para fontes renováveis deve ser feita de forma estratégica. “Reduzimos o consumo, depois dimensionamos a necessidade de geração com fontes renováveis, como energia solar”, destaca. Modelos de geração distribuída, em que usinas solares atendem unidades consumidoras remotamente, cresceram no Brasil nos últimos anos, mas agora enfrentam desafios com a redução de incentivos. A tendência, segundo o executivo, é investir em geração próxima ao consumo e em soluções híbridas, com armazenamento de energia.
O papel da comunicação na transição energética
Além dos desafios técnicos, Xavier ressalta a importância da comunicação no processo de eficiência energética. “A maneira como o comercial transmite a informação para um cliente pode definir se uma venda será feita ou não. Clareza e objetividade são fundamentais”, afirma. Dentro da empresa, ele vê a comunicação como uma peça-chave para alinhar as equipes e garantir que as estratégias sejam implementadas de forma eficaz.
A mudança para um modelo de energia mais descentralizado e digitalizado também exige uma evolução na mentalidade do empresariado e do setor público. “O Brasil tem todo o potencial para ser líder global em transição energética, mas ainda engatinha. Falta educação corporativa sobre o tema e mais incentivos governamentais”, aponta Xavier. Ele cita o exemplo de países europeus, onde os galpões logísticos já são projetados para receber painéis solares, enquanto no Brasil ainda há resistência e barreiras estruturais.
Para os profissionais que ingressam no mercado, Xavier deixa um conselho direto: “A gente estuda algo e imagina que vai trabalhar com isso para sempre. Mas isso não vai acontecer. Oportunidades surgem o tempo todo, e você precisa estar preparado para elas”.
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