Morumbi é atacado por terra, ar e em casa II

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A pouco de completar um ano do nosso alerta sobre ações e omissões do poder público em relação ao Morumbi, observamos que por terra há indícios de solução. Mas, por ar, os ventos não são favoráveis.

 

Leia o artigo escrito em 30 de março de 2016

 

As faixas exclusivas de ônibus de Haddad devem dar lugar também a automóveis pela administração Doria. Com isso melhoras no trânsito e diminuições de assaltos podem ser previstos.

 

Ainda não há solução para as rotas de aviões modificadas “provisoriamente” há dois anos pela ANAC e DECEA. Da decolagem em direção a Interlagos passaram às residências do Morumbi, Real Parque, Panamby, Portal do Morumbi, Vila Sonia, Caxingui, Rio Pequeno, Butantã, Osasco, etc.

 

A justificativa da manutenção da nova rota pelas controladoras de voo é que há economia de combustível e tempo, dentre outras rarefeitas hipóteses.

 

São, porém, contestadas por um dos líderes da mobilização contrária a esta rota do barulho. O jornalista Wilson Donnini (Grupo 1 de jornais) e empresário ambientalista (Cidade das Abelhas), além de desconsiderar a defesa da nova rota, esclarece:

 

“A REALIDADE, segundo estudos e informações, é que os órgãos ANAC e DECEA são de incumbência do Governo Federal, que tinha o apoio da administração municipal anterior que “eliminou” todas as multas mensais do Aeroporto, pois Congonhas NÃO TEM ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO e ainda está tentando novamente trazer os voos internacionais de volta”.

 

Donnini faz questão de ressaltar que não há por parte das entidades dos moradores a intenção de embargar Congonhas. Apenas querem a volta da antiga decolagem.

 

Resta um lembrete a ANAC, DECEA e demais autoridades: a população está consciente da comodidade de Congonhas, mas muito atenta a alongamento de horários e aumento de voos, mormente os internacionais.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

SP: incompetência assola a cidade

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A faixa exclusiva de ônibus instalada na Av. Giovanni Gronchi, na Zona Sul de São Paulo, é coerente com a linearidade da gestão Haddad. Mas uma afronta à flexibilidade necessária às operações inteligentes.

 

Os sistemas do passado não traziam a tecnologia para se adaptar aos fluxos variáveis de demanda, e, portanto, eram implantados de forma linear.

 

Hoje, por exemplo, semáforos, logísticas de entrega e abastecimento de produtos e serviços podem ser acionados de acordo com a necessidade do momento. Essa é a realidade no mundo corporativo, enquanto vemos que na atual administração municipal o sistema adotado é o linear. Até mesmo para o processamento mental da estratégia a ser aplicada.

 

As ciclovias, tão necessárias para uma cidade de 11 milhões de habitantes, foram implantadas sem considerações das obrigatórias especificidades, como adequação a topografia, a demografia e a economia.

 

A redução de velocidade aos veículos foi imposta de forma singular a áreas tão plural em fluxos, topografias e tipologias de carga e passageiros, que se tornou mais apropriada ao humor do que ao morador. Ao surgir o novo limite de 40 km parece que em breve poderá estar a 10 km, já que a prioridade não é a locomoção, mas o acidente.

 

As instalações de faixas e corredores de ônibus não levaram em conta as dimensões nem as demandas dos usuários e seguiram o mesmo padrão em toda a cidade.

 

No caso da Giovanni, há trechos em que apenas fica uma estreita faixa aos veículos e ainda se anuncia a sua aplicação na Av. Morumbi, cuja largura é menor ainda.

 

Há um ano, a CBN entrevistou o Prof. Ejzenberg que analisou os 290 km exclusivos aos ônibus, quando demonstrou que os resultados foram desanimadores. Apenas houve aumento de rapidez aos mesmos usuários, sem absorver novos passageiros. Para isso teria que se preencher os espaços vazios destas faixas, então ocupadas por 30 ônibus/hora, por mais veículos.

 

Uma façanha! Haddad aumentou o espaço dos ônibus, que não conseguiram mais passageiros, diminuiu o espaço dos automóveis que aumentaram o congestionamento.

 

Ainda assim continuou usando o mesmo sistema.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.