Um dia na Favela do Moinho

 

A Favela do Moinho é como todas as outras que estão no imaginário paulistano. Tem cerca de 900 famílias, 4.500 moradores, sem rede de água e esgoto, e a energia elétrica é garantida pelos “gatos” que dão luz e perigo de vida. Apenas não se pode dizer que ali se tem uma vida típica do paulistano despejado na periferia porque a favela está esmagada entre as linhas de trem da CPTM, no centro da cidade, a três quilômetros da Praça da Sé.

No Dia das Crianças, um grupo de grafiteiros e fotógrafos foi até lá, pintou paredes, interagiu com as crianças, distribui brinquedos e doces, e saiu convencido de que a cidadania é um direito ainda a ser conquistado por comunidades paulistanas.

O Massao Uehara, que integra o Adote um Vereador, levou sua versão fotógrafo para o evento batizado de “A vida é um moinho” e compartilha com os leitores do blog sua experiência.

Foto-ouvinte: Arte no rio morto

 

Arte no Rio Tietê

Por Marcos Paulo Dias

Passando pela Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste da capital, me chamou atenção este grafite às margens do rio. A primeira vez foi há cerca de um mês, e o trabalho ainda não estava pronto. Não conseguia, porém, parar no local para fotografar devido ao trânsito. A espera foi rentável, a arte foi ganhando forma, contorno, cor e dimensão, contribuindo para a revitalização do local onde o rio “corre morto”, sem oxigênio e com mal cheiro. Não posso dizer o nome do artista nem do personagem, pois das diversas vezes que passei por lá não tive a sorte de encontrá-lo. Mas aqui fica o registro, para compartilhar com vocês a coragem e determinação dele (ou deles), que no meu ponto de vista acredita em uma cidade melhor.

Quem souber o autor deste trabalho, não deixe de nos informar.

Foto-ouvinte: Arte e rabisco na porta do Teatro

 

Tapumes, antes e depois

Os grafites que ilustravam os tapumes que estão em torno do Teatro Municipal de São Paulo foram “atacados” por cartazes mal-colados, conforme registrou o colaborador do Blog Marcos Paulo Dias. As duas imagens que você vê acima foram feitas por ele. A primeira há alguns meses quando as cores e traços chamaram a atenção dele, pois quebravam a monotonia da obra de reforma do teatro mais importante da capital. A segunda, dia 5 de agosto, quando os papéis colados sobre os desenhos lhe causaram uma reação negativa.

Foto-ouvinte 1: Arte no tapume

 

Os tapumes falam nas ruas de São Paulo. Alguns parecem gritar em desespero. Outros debocham da nossa cara. A maioria nos ajuda a entender que o espaço aberto para a arte dos grafiteiro, os torna peças admiráveis em vez de meros muros improvisados com data de validade. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, bom de olho, preparou uma “exposição” para o Blog do Mílton Jung com as imagens que registrou na região central de São Paulo.

A mostra de arte no tapume da obra é aberta, assim se você quiser compartilhar com a gente suas imagens sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.

Lixo, só não vê quem não quer

 

Lixo pra não ver

A moça do grafite parece reproduzir comportamento do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) que passou o mês inteiro insistindo em não enxergar o lixo que tomava conta das calçadas. A sujeira foi tanta que acabou tendo de recuar da decisão de cortar o Orçamento das empresas de varrição e coleta, na cidade. Se faltou sensibiliade ao administrador, não podemos dizer o mesmo do autor desta foto, o direto de imagem e colaborador do Blog do Milton Jung, Luis Fernando Gallo.

Foto-ouvinte: Pintura na praça

Grafite na Praça das Artes

Passeando “pelo cinza do Anhangabaú”, o ouvinte-internauta Léo Pinheiro diz ter tido o prazer de se deparar com os tapumes que cercam a Praça das Artes, em frente ao prédio do Correio, transformados em painéis de pintura. A intervenção teria sido realizada pelo grupo de grafiteiros Liga da Justiça (Bárbara Gay, Mundano, Crânio, Scorre, entre outros). Léo espera que novos ‘quadros’ surjam na cidade.

Revista de turismo destaca grafite de São Paulo

Grafite de Eduardo Kobra

A revista americana diz que a metrópole brasileira é uma imensa galeria a céu aberto, destacando principalmente o bairro da Vila Madalena e seu “Beco do Batman”. Entre os “heróis da arte de rua” a que a publicação se refere estão Speto e Nunca, com seus murais, e Os Gêmeos (Otávio e Gustavo Pandolfo), que espalham pelos muros personagens “oníricos” pintados de amarelo.

São Paulo está entre as 10 melhores cidades do mundo para observar arte de rua de acordo com a revista de turismo americana Travel + Leisure, informa reportagem do Portal Terra, de onde reproduzo texto destacado acima. Muita gente ainda confunde as coisas e critica os grafiteiros como se pichadores fossem, além disso fala mal da turma porque muitas vezes não gosta do tipo de desenho realizado na cidade ou só vê arte se emoldurada na parede do museu. A verdade é que esta arte valoriza espaços públicos como o paredão de cimento que havia na avenida 23 de Maio, a caminho do Ibirapuera, que foi tomado pelo trabalho de Eduardo Kobra e equipe.

Grafite em homenagem aos 455 anos de São Paulo

Nova painel de Eduardo Kobra

O grafiteiro Eduardo Kobra pretende entregar este painel à cidade de São Paulo no dia 25 de janeiro quando comemoram-se os 455 anos de fundação. Ele e mais quatro artistas têm trabalho em um espaço minúsculo de calçada na avenida 23 de Maio, próximo do viaduto Tutóia, e pendurados em escadas. Não bastasse a dificuldade natural de uma obra com cerca de 1.000 metros quadrados e o trânsito frenético de carros que passam muito perto deles, o artista ainda sofre interrupcões da polícia. PMs tentaram impedir a pintura por confundirem o grafite com pichação.

O mural apresenta uma cena paulistana na década de 20 e quando pronto vai misturar no mesmo espaço antigos calhambeques que rodavam na cidade e os modernos carros que circulam pela 23 de Maio. Antes que alguém os critique pelo “vandalismo” – expressão que muitas vezes carimba a imagem dos grafiteiros -, a obra tem autorização da prefeitura de São Paulo. E a grana para o trabalho e dos próprios artistas.