“Sacolas plásticas são uma praga urbana”, diz Greenpeace

 

As sacolas plásticas são importantes fontes de poluição e causam a morte de milhares de animais. A afirmação é do diretor de mobilização do Greenpeace, Sérgio Leitão, em resposta a entrevista concedida pelo Instituto Plastivida, ao CBN São Paulo, nessa semana (leia e ouça aqui).

O ambientalista defendeu o fim da distribuição gratuita das sacolas pelo comércio, conforme previsto em projeto de lei que está na Câmara de Vereadores. Leitão entende que esta é a maneira de conscientizar o cidadão da necessidade de se reduzir o consumo deste material.

O representante do Greenpeace explicou que o impacto ambiental das sacolas plásticas se inicia na sua confecção já que sua base é o petróleo, gerador de gases do efeito estufa. Além disso, como levam décadas para se decompor e são usados para ensacar o lixo, ao serem descartados em aterros sanitários impedem que o alimento, por exemplo, se degrade e seja absorvido pelo meio ambiente. Em lugar disso, este alimento apodrece e emite gás metano.

Sérgio Leitão disse que todo o dia são colocados no mercado cerca de 300 milhões de sacolas plásticas: “elas são uma praga urbana”.


Ouça a entrevista de Sérgio Leitão, ao CBN São Paulo

Greenpeace quer compromisso de candidatos com a água

 

Usar blogueiros e comunidades na internet para pressionar os candidatos à presidência da República a se comprometerem com temas ambientais como a defesa das águas, é intenção do Greenpeace. Sérgio Leitão, diretor de campanhas da ONG, lembrou que o Brasil é dono de 8% das reservas de água doce, mas cuida muito mal da sua rede. Uma situação que se agrava com o desmatamento das florestas.

Leitão diz que o novo presidente terá de ter autoridade para impedir as ameaças ao Código Florestal que está no Congresso. Ele espera que a mobilização nas redes sociais provoque os candidatos Dilma Roussef PT e José Serra PSDB a debater sobre questões ambientais.

Ouça a entrevista de Sérgio Leitão, do Greenpeace, ao CBN São Paulo

“A esperança se foi”, diz Greenpeace na COP-15

 

Imediatamente após a fala dos presidentes Lula e Barack Obama na Conferência do Clima, conversamos com o diretor da campanha Amazônia do Greenpeace Paulo Adário que definiu assim a percepção dele sobre as posições apresentadas oficialmente: “a esperança se foi”.

Adário se referia principalmente ao discurso do presidente americano de quem esperava alguma proposta mais arrojada no combate ao aquecimento global. Para o representante do Greenpeace Obama foi arrogante, enquanto Lula foi generoso.

Ouça a entrevista de Paulo Adário, do Greenpeace

No CBN SP, conversamos também com a Miriam Leitão, comentarista da CBN na Dinamarca, que entende que o o encontro se encerrará com avanços no combate ao aquecimento global, citando principalmente em relação a ajuda para conservação das florestas, e resumiu assim seu olhar sobre os resultados da COP-15: “teremos o acordo possível para os líderes políticos mas muito aquém do desejado pelos cientistas”.

Lei paulista não pode virar outdoor político, diz Greenpeace

 

São Paulo não pode fazer da lei estadual de mudança climática um “direito ambiental de outdoor”, que sirva apenas para políticos apresentarem em praça pública seus feitos sem que as medidas surtam efeito. É o alerta do Greenpeace que elogia a aprovação da legislação paulista que prevê corte de até 20% das emissões de gases estufa até 2010, mas critica o fato de o Governo do Estado não ter tido a preocupação de criar um fundo de recursos que apóie a adaptação do setor produtivo às novas regras. Para Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas da organização, o fundo estava previsto inicialmente mas foi retirado da lei por imposição da Secretaria Estadual da Fazenda.

Aliás, se você ouvir a entrevista do secretário do Meio Ambiente Francisco Graziano, no post anterior, entenderá porque o Governo de São Paulo vai sugerir que o dinheiro arrecadado com a extração de petróleo no pré-sal tenha parcela destinada ao desenvolvimento de tecnologias renováveis, no Estado.

Ouça a entrevista com Sérgio Leitão, do Greenpeace

De enchente

Por Maria Lucia Solla

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E então: até quando?Sempre sonhei em me unir à turma do Greenpeace, seja lá onde fosse. Eles me passam uma imagem de gente que está do lado do respeito, e eu iria longe para lutar por ele. Até uma certa idade, me deixaria amarrar na proa do navio, ou nos trilhos da linha férrea.

Agora, longe dessa possibilidade, faço o que posso. Pelo respeito a tudo e a todos. Indiscriminadamente.

Tem gente que acha babaca falar “dessas coisas” feito respeito, consciência, amor, dor, amizade, disciplina, objetivo, admiração. E por aí vai. Mas todo mundo fala: já notou? Fala, mas fala a boca pequena. Em off. Na surdina, para não dar pinta de Nova-Era, Tiozinho-Paz-e-Amor, ou Natureba.

E a gente vai se disfarçando, se blindando, se moldando, encaixando aqui, encaixando ali, cortando o dedão do pé para caber no sapatinho de Cinderela, e vai perdendo o rumo. Vai perdendo a noção. Desloca a perspectiva e se afasta da própria essência. Da alma.

Num fim de semana, um amigo sugeriu que fizéssemos duas listas. Uma de “in” – na moda- e outra de “out” – fora dela.

Depois de falar bobagem até dizer chega, chegamos à conclusão de que o campeão da lista dos “out” era fazer lista de “in” e “out”.

Assista ao slide show acima e perceba como é fácil. Não é preciso ir longe e nem correr riscos para defender o respeito. Enquanto não o ressuscitarmos, tudo fica invertido. As baleias morrem, os pássaros encaixotados são privados de seu vôo, e a água, cantada em verso e prosa, madrinha da vida, passa de salvadora a vilã.

Por onde começar?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Enchente” na voz da autora. Música: As Quatro Estações, de Vivaldi

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve neste blog, demonstra indignação, reclama, mas sempre com o maior respeito.