Avalanche Tricolor: Esperar o quê ?

temporal

Grêmio 1 x 2 Inter
Gaúcho – Erechim

A chuva no sábado estragou o programa da noite, ver a comemoração dos 70 anos de Jair Rodrigues, no Auditório do Ibirapuera. Já havia feito a luz apagar enquanto concluía artigo encomendado por um jornal do interior interessado na campanha Adote um Vereador.  Não estava salvo, é claro. O temporal também estragou o portão automático de casa.

No domingo, havia sol. Mas a briga com o computador ainda não havia se encerrado. Gravar mais de 4 mil fotos armazenadas desde 2004 tornou-se um martírio. Os CDs não liam os arquivos quando buscava confirmar a gravação em outras máquinas que tenho em casa. Um delas travou e, sabe-se lá o motivo, passou a reiniciar por conta própria. O portão da  garagem não estava apenas estragado, travara no alto, aberto. Haja habilidade para voltá-lo à posição segura, fechado.

A visita a casa de um amigo que mora próximo foi cancelada. Desde ontem não havia energia elétrica no bairro dele. E o telefone da Eletropaulo não atendia as reclamações. “Reclama lá na CBN, Milton !”, pediu após se desculpar pelo almoço desmarcado.

O dia ainda me reservaria uma visita forçada ao Hospital São Luiz para levar a mulher a consulta no pronto socorro. Exames, remédio, soro, mais exames, só mais um pouco de soro. Médicos e enfermeiros. E o diagnóstico: “A senhora está bem, pode voltar para casa”. Como sair do hospital com o pé d’água que atingia o Morumbi naquela hora ? Melhor ir embora assim mesmo, a energia elétrica foi cortada duas vezes enquanto estávamos lá.

Ao chegar em casa, lembrei do portão não-automático. Você já tentou levantar um desses de ferro enquanto chove torrencialmente na sua cabeça ? Eu tentei. Levei um banho. Do portão e de chuva. Os meninos dispostos a assistir ao filme 3D no cinema do shopping da região também voltaram: “quebrou o ar-condicionado”.

Com um fim de semana desses, o que eu poderia esperar do Gre-Nal ? Um gol contra, um gol anulado, uma injustiça

Boa semana a todos !

Avalanche Tricolor: Semana Gre-Nal

Camisa do GrêmioOuço com frequência que a rivalidade entre Grêmio e Internacional, no Rio Grande do Sul, é a maior que existe no futebol brasileiro. Prefiro deixar na conta do exagero estas afirmações. No coração do torcedor,o grande rival é aquele que disputa título a título a hegemonia de uma região. Será que o torcedor do Flamengo sofre menos ao perder para o Fluminense do que o colorado quando derrotado pelo Grêmio ? Ou o do Palmeiras não tem a mesma dor de cabeça se sofrer um infortúnio contra o Corinthians ?

O que digo com certeza é que poucos Estados tem durante os dias que antecedem o clássico tanta expectativa como o Rio Grande do Sul. Dos tempos em que o futebol era disputado apenas aos domingos, a imprensa gaúcha criou a Semana Gre-Nal. Desde a segunda-feira, os jornais – Correio do Povo e Zero Hora – estampavam o selo no topo das páginas de esporte que aumentavam de número conforme se aproximava o grande dia. Reportagens especiais com os estrategistas do clássico, os personagens que tinham a confiança da torcida, boxes com jogos históricos, estatísticas com o número de vitórias, o goleador de todos os tempos e tudo o mais que a criatividade permitisse para seduzir o torcedor durante os sete dias.

Com o inchaço do calendário esportivo, e partidas disputadas no meio de semana, o tempo diminui entre um jogo e outro e a Semana Gre-Nal foi reduzida há três ou quatro dias. Neste ano, porém, os dois grandes clubes gaúchos resolveram dar uma colher de chá aos jornalistas esportivos e desenvolveram estratégias especiais para o jogo do próximo domingo, abrindo mão de qualquer interesse em relação a rodada do meio de semana do Gauchão.

Quem andou pela rua da Praia, no centro de Porto Alegre, nestes últimos dias, notou que a quantidade de torcedores vestindo a camisa de seu time, normalmente acima do que estamos acostumados a ver em outros Estados, se multiplicou. Talvez porque este seja o primeiro Gre-Nal de um ano em que há tantas coisas a se comemorar. O Grêmio está na Libertadores, competição para a qual nasceu e se apaixonou. O Inter está no seu centenário e terá de se contentar com a Copa do Brasil e o Brasileiro, mais tarde.  Sem contar que devem inaugurar uma placa de ouro para registrar os 100 anos da primeira derrota que sofreram para o Grêmio: 10 a 0.

Os dois times investiram alto neste início de temporada. Disputam, inclusive, qual será o estádio – ou Arena como preferem os marqueteiros – mais moderno, pois ambos estão com o projeto na maquete e arregimentam fundos para tocar em frente este investimento. E, assim, nesta Semana Gre-Nal, os dois técnicos decidiram tirar seus times de campo, o titular, é lógico.  Enviaram para os jogos no interior o que sobrou na reserva, além de fazer o rapa nas divisões de base. Por isso, peço licença e deixo de lado os fatos que possam ter acontecido na noite dessa quarta-feira.

A Avalanche Tricolor já está na Semana Gre-Nal

Avalanche Tricolor: O chamado futebol na TV

torcida no telhado

Nóia 1 x 5 Grêmio

Novo Hamburgo – Gaúcho

O estádio é novo e o time da casa, o Novo Hamburgo, investiu pouco mais de R$ 5 milhões. Disseram na televisão que vão gastar mais R$ 2 milhões. Não no gramado que já estaria pronto. Pronto mesmo. Grama rala, buraco a atrapalhar as jogadas, a impedir que o atacante de um chute certeiro, que faz o goleiro saltar com a sensação de que a bola sofrerá um desvio a qualquer momento.

Quando a televisão mostrou o banco dos reservas, me lembrei daqueles usados nos tempos do basquete jogado na pracinha. De madeira, comprido, sem encosto, desconfortável, dando ainda mais vontade de ouvir o técnico tocar seu ombro e dizer: “entra lá !”.

As arquibancadas são poucas, baixas. Diria desconfortáveis, mas não estava lá para verificar e  já usei este adjetivo no parágrafo acima. A posição para as câmeras de TV também não ajuda. Quando os jogadores correm na lateral do campo, diante das cabines de imprensa e onde, imagino, fiquem os sócios do time da casa, eles se confundem com o alambrado e os torcedores. O futebol fica em segundo plano.

Quando apareceram torcedores em pé ou sentados em suas bicicletas a beira de um barranco ao redor do estádio, lembrei de algumas imagens que estão no Museu do Futebol, em São Paulo. São registros do início do século passado quando os trabalhadores não tinham direito a entrar no estádio, reservado a elite brasileira. Mas estamos no século 21 e na última semana autoridades da Fifa visitaram Porto Alegre e mais capitais para escolher quais serão sede dos jogos da Copa do Mundo.

Hilário foi ver a turma que subiu no telhado ou ficou na escada dependurado para ver a partida pelo Campeonato Gaúcho sem precisar pagar, conforme foto reproduzida da televisão.

Pior mesmo foi comigo. Estava no sofá, com ventilador ligado, tomando sorvete devido ao calor na tarde deste domingo, em São Paulo, e obrigado a assistir à mais uma goleada do Imortal Tricolor no Campeonato Gaúcho através do péssimo serviço pay-per-view oferecido aos torcedores. Oferecido, não. Comprado.

A imagem é ruim, sem definição, incomparavelmente pior do que a que assistimos na TV aberta quando a transmissão é pela Globo, no Rio ou em São Paulo. A arte com a escalação dos times parece desfocada (não, minha TV é nova, tela plana, de plasma).

Há repetição desnecessária de lances, quando não erradas. Fizeram questão que eu revisse um lance na lateral no qual Souza se desvencilhou do marcador mas jogou a bola pela lateral. Emocionante. Se enganaram até mesmo no melhor ângulo para mostrar a placa eletrônica com o tempo extra de jogo. Aliás, por que precisam mostrar esta placa se a informação já está nos caracteres embaixo do cronômetro digital da tela e é reproduzida pelo locutor.

Da narração prefiro me calar. Já estive nesta posição por dois anos na Rede TV!. Sem contar que o narrador da partida deste domingo é meu ex-colega. Um dia reservarei espaço para falar das muitas implicâncias que tenho em relação aos narradores de futebol de televisão. Não será desta vez. Mas gostaria apenas que todos, todos mesmo, abandonassem de vez o diabo da expressão “chamado”.

Hoje, por exemplo, o Grêmio fez o chamado placar elástico, um dos gols foi marcado no chamado penâlti e se defendeu com o chamado zagueiro definitivo. Menos mal que com tudo isso, o Grêmio é o chamado líder do Campeonato Gaúcho e eu continuo a chamá-lo de Imortal Tricolor.

Obs: ‘Nóia” é o apelido do chamado Novo Hamburgo

Avalanche Tricolor: Cabelo, barba e bigode

Grêmio 5 x 0 Esportivo

Gaúcho – Olímpico

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A preguiça propiciou uma injustiça. O gol de cabeça marcado por Ruy na estréia do Grêmio no meio da semana merecia algumas linhas nesta Avalanche. Era a primeira partida do lateral direito que aos 30 anos já havia jogado no Rio, São Paulo, Minas, Santa Catarina e Pernambuco. Comemorou do jeito que eu gosto, sem remelexos, apenas um soco seco no ar e olhando na cara do torcedor.

Ruy me deu outra chance ao abrir o placar na primeira partida dele no estádio Olímpico na tarde deste sábado. Ele concluiu uma jogada que enche os olhos do torcedor. A bola passou de pé em pé, os jogadores se movimentaram com facilidade, mostraram um entrosamento atípico para início de temporada, e no chute final as redes estufaram. Desta vez deixou o soco de lado e esperou um companheiro chegar para lustrar sua chuteira.

Comemorações à parte, Ruy foi o principal destaque dos Carecas da Azenha, grupo formado por ele, Alex Mineiro e Ortman. Jogou com categoria pelo lado direito, apareceu bem dentro da área e fez cruzamentos precisos.  O outro carequinha também se deu bem. Alex fez seu primeiro gol em cobrança de penâlti, e já havia colaborado nas jogadas de ataque.

Golaço, também, fez Souza na cobrança de falta. No fim do jogo disse que aprendeu com Rogério Ceni. Interessante este futebol em que o atacante aprende a cobrar falta com um goleiro. Aliás, Souza não é careca, mas ficaria bem melhor se o fosse. Inventou um falso moicano que chega a fazer rir.

Mas quem está aí para esta coisa de carecas e cabeleiras, se hoje o Grêmio fez cabelo, barba e bigode no Esportivo de Bento Gonçalves

Avalanche Tricolor: Que preguiça !

Inte-SM 1 x 1 Grêmio

Santa Maria – Gaúcho

e

Tá bom ! Sei que começou o Campeonato Gaúcho. Que ganhar o Gauchão é muito legal para tirar um sarro da cara deles. Que é hora de acertar o time para o grande objetivo do ano: o Mundial. Sei, também, que nossa caminhada para a Ásia começava em Santa Maria do Boqueirão, terra de gente boa, lá no interior do Rio Grande do Sul. Mas você há de convir comigo que neste início de ano a turma ainda está de ressaca das férias. As aulas, só semana que vem, aqui em São Paulo. E só depois do Carnaval lá no Sul. A maioria ainda está nas praias. Não dava para esperar muita coisa do Grêmio na partida de estréia.

E eu não esperei, mesmo. Fui conversar sobre o rádio na Era do Blog lá na Campus Party.

Avalanche Tricolor: Eu vi, meninos, eu vi

Grêmio 2 x 0 Santos

Brasileiro – Estádio Olímpico

Tinha quatro ou cinco anos. Não lembro bem. Era fim dos anos 60. O Grêmio disputaria uma partida contra o Santos de Pelé, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Lembro apenas de algumas cenas.

De mãos dadas com meu pai fui a pé de casa ao estádio. Já falei aqui quanto esta caminhada é curta. Naquela época, porém, o caminho não tinha o asfalto de hoje. Era de terra. Em vez de rua tínhamos um “beco” com esgoto a céu aberto em lugar da calçada.

Lembro, também, que o estádio estava lotado. Ficamos na área conhecida no Olímpico como social. Piso de cimento. Um alambrado ainda cercava o campo. Todos assistiam ao jogo em pé. Todos estavam lá para assistir à Pelé jogar.

Entre um corpo e outro que tapavam a minha visão, vi o “negrão” – como carinhosamente chamavam o craque – passar desfilando no gramado. Parece que o jogo pelo campeonato nacional terminara empatado em 1 a 1. Mas o resultado era o que menos importava naquele dia. Meu pai me levara para ver Pelé jogar bola, ao vivo, pela primeira e última vez na minha vida.

Nesta quarta-feira, já era tarde, quando um de meus filhos acordou e se sentou do meu lado para assistir ao segundo tempo da partida de Grêmio e Santos, pelo Campeonato Brasileiro, no Estádio Olímpico, diante da televisão. Estava um a zero, placar que garantia, naquele instante, a volta à liderança. Mas o resultado era o que menos interessava.

Um dos meus meninos se espantou com um garoto, negro também – como a maioria dos grandes craques brasileiros -, que cada vez que pegava na bola fazia uma bela jogada. Em uma delas, explodiu no poste. Em outra, um adversário ficou caído no chão após o drible estonteante. Um colega dele passou correndo sem saber o que acontecia. E o pobre goleiro se contorceu para impedir que o lance terminasse dentro do gol. No fim, meu garoto ainda teve tempo de ver aquele rapaz cobrar uma falta que iria parar nos pés de Soares e se transformar no segundo gol gremista.

Antes de voltar para cama, meu filho me olhou e perguntou: “Papai, era assim que o Pelé jogava ?”. Apenas sorri com a lembrança que ele me proporcionou, e expliquei: “É assim que Douglas Costa joga”. Voltou a dormir e eu não tive sequer tempo de dizer-lhe que o Grêmio é mais uma vez líder do Campeonato Brasileiro.

Volto para casa abraçado no meu troféu

Airton Ferreira da Silva, o Pavilhão, zagueiro como poucos que tiveram na história do futebol brasileiro, chegou acompanhado por amigos e apoiado em uma bengala. Tive o atrevimento de apertar-lhe a mão e dirigir-lhe um sincero “muito prazer”. O rosto está envelhecido, sinal de uma doença que não perdoa nem os merecedores da imortalidade.

Iúra, que um dia chorou emocionado ao me ver, menino, entristecido por uma derrota qualquer, também estava lá. Muito mais gordo do que na época em que era conhecido como o Passarinho, mas com o mesmo sorriso. Tarciso também sorria e foi saudado pela torcida assim que perceberam a presença dele. Apesar da idade, ainda conserva muito do Flecha Negra que conquistou o título mundial de 1983.

China, que na função de capitão ergueu o troféu de um dos muitos títulos que comemorei, está bem mais largo do que na época em que dominava o meio campo gremista. Anchieta, o capitão dos Andes, elegante como seu futebol, desce as escadas de cabelos grisalhos. Mazaropi passa correndo, o jogo estava para começar, incentivando aqueles que o aplaudiam.

O desfile de ídolos na noite desta quarta-feira no Olímpico Monumental foi intenso, assim como meu orgulho de ver que parte da história deste clube reverenciava a presença de meu parceiro de torcida. Após muitos anos, nós dois não conseguimos lembrar quando foi a última vez, voltei ao estádio ao lado de meu pai, aquele que me levou para comemorar o primeiro título de campeão, em 1977.

E não eram apenas meus ídolos que faziam questão de estender a mão para ele. Antes mesmo de cruzarmos o Pórtico dos Campeões, torcedores gritavam seu nome e acenavam. Já nas cadeiras cativas, a saudação acompanhada do grito de gol que marcou sua carreira (gol-gol-gol) sinalizava a lembrança ainda viva na memória daquela legião de gremistas.

Os místicos lamentavam a ausência dele no microfone da radio Guaíba: – Você era pé-quente ! O compositor gaudério o homenageou com um apelido que nos fez rir: – Este é o Frank Sinatra do rádio gaúcho. Havia os que se cutucavam e comentavam em voz baixa como se não quisessem incomodar. Mesmo destes não consegui esconder minha satisfação pela homenagem.

Há 30 anos, quando deixei a casa onde morava em direção ao estádio, de mãos dadas com ele, caminhávamos em busca de um título jamais comemorado por mim; nessa noite de quarta, fiz o caminho inverso, saí do estádio para a casa, com o braço sobre os ombros do meu pai na certeza de que, tendo acontecido o que tinha de acontecer dentro de campo, aquele era meu maior troféu.

Obrigado, Boca

É um privilégio decidir um título de Libertadores com um time que tem a história do Boca Juniors.

Em memória

A imortalidade não se perde em uma final de campeonato; se conquista com uma história de vida.

E para sair de férias

Muito obrigado aos amigos, leitores, ouvintes e internautas que me escrevem desde o fim da partida. Fico feliz de saber que enquanto assistiam ao jogo de alguma maneira lembraram deste jornalista. É muito mais do que eu poderia merecer.

É HOJE !

Da casa, na Saldanha Marinho, dá para ouvir o grito de gol e assistir ao desfile de uma torcida que no ritmo do hino de seu clube do coração segue a pé a caminho do Olímpico. Morei ali por quase três décadas. Em 1977, repetindo mesmo trajeto e gesto que havia anos realizava, deixei a casa para trás de mãos dadas com meu pai em direção ao estádio. Não era um jogo qualquer como tantos outros que acompanhara nos meus 14 anos de vida. Era o jogo.

O Grêmio não vencia havia oito anos o Campeonato Gaúcho. Com Telê Santana no comando montara um time e tanto: Corbo, Eurico, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu e Iura; Tarciso, André Catimba e Éder. Havia sido o melhor da competição e só, só precisa de mais uma vitória.

No caminho para o estádio, ouve-se apenas uma expressão: “É hoje”, repetem os torcedores que se engajam na caravana.

“É hoje, pai, que eu vou ser campeão ? “É hoje”, responde confiante.

O estádio lotado em azul, preto e branco. Das cadeiras cativas, como se fosse um presente, diante de mim, Iura passa para André que crava a bola na rede. É gol ! É gol do Grêmio.

Lembro como chorei, chorei muito. Era a primeira vez que via meu Grêmio ser campeão.

Daqui a pouco, deixo a mesma casa, na Saldanha Marinho. Como se estivesse de mãos dadas com meu pai, sigo para o Olímpico com a mesma confiança daquele menino. É hoje, é hoje que vamos construir mais um capítulo das façanhas do Imortal Tricolor.


Na cambalhota, André se machuca, sai de campo, mas já era campeão