Grêmio 0x1 Rosário Central
Libertadores – Arena Grêmio

Luan, um dos guris, encara a marcação na foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA
O tempo é o senhor da razão – frase que ouço com frequência nas mais diferentes circunstâncias e hoje voltou à lembrança assim que pensei em iniciar esta Avalanche.
Se a tivesse escrito ontem à noite, logo após a partida, temo pelo que escreveria. Eu, assim como você, caro e raro gremista que me lê no blog, certamente não gostamos nada do que vimos na Arena.
Ao contrário da maior parte dos jogos, mesmo aqueles em que não alcançamos o resultado esperado, nestes últimos meses, ontem esquecemos de jogar futebol, jogamos fora tudo que vinha sendo construído até aqui e tomamos um baile do adversário – daquelas coisas que há muito não se via.
A quarta à noite foi o que meu “padrinho” Ênio Andrade costumava chamar de “Dia do Não”. Nada dava certo pra nós, tudo dava certo pra eles. Roger poderia tirar da cartola qualquer que fosse a solução, dissesse o que dissesse no vestiário e continuaríamos na mesma pasmaceira. Passe errado, falta de criatividade, sem espaço para chutar a gol e falhas …. muitas falhas em todos os setores do campo.
Como o sofrimento só se encerrou perto da meia-noite, tive que aguentar uma noite mal dormida, levantar de madrugada, trabalhar, preocupar-me com as notícias do dia e somente agora, no meio da manhã, sentar para escrever esta Avalanche.
E como disse: o tempo é o senhor da razão. Esse período entre o fim da partida e o inicio desta escrita, me fez lembrar também de momentos de superação, das vitórias heróicas de outros tempos, das viradas inimagináveis e da imagem de Imortal que construímos.
As lembranças da história tricolor me fizeram acreditar que, com a cabeça no lugar e o pé calibrado, o Grêmio tem chances de surpreender a todos que o criticam hoje (dentro os quais estamos muitos de nós). Tem chance, principalmente,de surpreender o seu adversário, assim como este fez com a gente na noite passada.
Quero crer que estejamos prestes a alcançar mais uma façanha em campos argentinos. E para isso basta voltar a jogar o futebol que Roger nos ensinou a gostar.
Ao Roger, que é um treinador ainda em formação, e aos meninos que vestem nossa camisa e precisam ganhar maturidade, vale outra frase que também marcou minha infância no Rio Grande do Sul: não tem mixa, gurizada! (recado que mando também pra você que já desistiu da batalha)








