Adote um Vereador: que voltem sempre e tragam novas ideias!

 

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Um hacker quer ajudar.

 

Ex-candidatos apareceram por lá.

 

E cidadãos novos, também.

 

No primeiro encontro do Adote um Vereador, em São Paulo, após a eleição municipal, a mesa estava cheia de gente tanto quanto de entusiasmo.

 

A Gabriela e o Bruno, já eram voluntários do Adote há algum tempo, e decidiram concorrer à eleição pelo PT e pelo PV, respectivamente. A busca deles não foi por votos, pois sabiam da dificuldade para se fazerem vereadores. Queriam a experiência de uma eleição por dentro do partido. E perceberam que para as agremiações cada candidato tem seu peso. O deles era peso leve, pois não tinham trabalhado bases eleitorais nem construído relações que lhe dessem influência na sigla. Ambos saíram das urnas vitoriosos pelo conhecimento adquirido.

 

O Francisco apareceu pela primeira vez no grupo e também foi candidato novato. Concorreu pela Rede, aos 28 anos, e dá sinais de que gostou da discussão política que surgiu a partir da sua decisão de concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores. Quer continuar colaborando com a política e pensa nas diferentes formas de participação que o cidadão tem disponível. Uma delas é se juntar a grupos como o Adote.

 

Na mesa havia uma expectativa e otimismo em relação ao que Pedro Markun, outro candidato da Rede, propôs na semana após não se eleger. Quer mobilizar sua rede de hackers e criar um gabinete virtual que abrigaria cidadãos dispostos a fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos e interferirem nas decisões da Câmara (saiba mais aqui).

 

A solução que buscam pode ser o caminho para se superar um dos desafios que se tem no Adote desde sua criação, em 2008: o engajamento do cidadão. Assim como nesta primeira reunião pós-pleito, sempre surgem novos interessados, mas poucos levam à frente a tarefa de acompanhar a política da sua cidade de forma sistemática.

 

O modelo em que o Adote foi criado talvez justifique a baixa adesão. Insistimos sempre que somos uma ideia e não uma organização. Não existe um diretoria ou hierarquia. Estamos todos no mesmo nível. Não há voz de comando. A liberdade de atuação é uma das metas. Cada voluntário compromete-se consigo mesmo.

 

Uns vão à Câmara e discutem nas comissões. Uns assistem de casa e interferem pelas redes.

 

Uns atuam em conselhos de subprefeituras e de bairro.

 

Uns preferem aparecer no Café do Pateo apenas para compartilhar suas indignações.

 

O surgimento de uma plataforma digital que institucionalize a forma de adoção e atuação pode colaborar para um novo impulso do Adote e a esperança de todos aqueles que estão nesta há algum tempo.

 

O Alecir, voluntário desde os tempos da criação do Adote, gostou do que viu e ouviu e mandou o seguinte recado:

 

“Foi uma bela tarde, como sempre, assuntos diversos e relativos ao resultado das eleições. Gente nova: quatro novatos prometeram voltar no próximo mês. Na saída, encontramos mais duas pessoas que ficaram de aparecer no próximo encontro. Vamos convidá-los”.

 

Além do Alecir e dos já citados acima, estiveram com a gente o Rogério, a Silvia, o Vitor, a Lucia, a Eliana, a Rute, a Norma, a Silvia, o Moty, o Evandro, a Ana Regina e a Nina.

 

Que voltem sempre!

Markun propõe “gabinete hacker” para cidadão adotar vereador, em São Paulo

 

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O hacker Pedro Markun se candidatou pela Rede, como independente, uma oportunidade aberta pelo partido, nesta eleição municipal. Apesar de não ter conseguido votos suficientes para se eleger – pouco mais de 4 mil -, quer aproveitar a plataforma que havia proposto nas eleições para incentivar outros cidadãos a acompanhar e fiscalizar o trabalho dos vereadores eleitos.

 

Hoje, em entrevista para Fabíola Cidral, no CBN SP, da qual participei, Markun propôs a implantação do Gabinete 56, em alusão aos 55 gabinetes dos vereadores de São Paulo. O projeto pretende que cada um dos usuários adote um vereador e crie um processo comum de fiscalização, baseado nas tecnologias e redes sociais.

 

Segundo Markun, a ideia é que exista uma plataforma onde a pessoa possa escolher o vereador que quer adotar e, a partir daí, receba ferramentas que ajudem a acompanhar o mandato e um espaço para publicar essas informações.

 

Pedro Markun também vai participar pessoalmente do projeto. Ele disse que gostaria de escolher um vereador que tenha sido beneficiado com a sobra de votos da Rede, que recebeu 70 mil votos e não atingiu o quociente eleitoral.

 

A entrevista completa, você acompanha aqui:

 

 

O trabalho de Markun e demais “ativistas digitais” pode dar novo impulso e sustenção ao projeto do Adote um Vereador, que se iniciou em 2008, com a intenção de motivar o cidadão a se aproximar e interferir na política da sua cidade.

 

A propósito: neste sábado, voluntários do Adote um Vereador estarão no café do Pateo do Colégio, no centro de São Paulo, das 14h às 16h, no encontro presencial que realizam mensalmente.

Pia Mancini: como trazer o cidadão para a política na era da internet

 

 

Foi Bel Pesce, do Caderninho, quem provocou o tema ao lembrar o trabalho da argentina Pia Mancini, ativista política que lançou aplicativo que permite o acesso direto do cidadão com seu representante no parlamento. Com dificuldade para propor aos políticos de sua terra, ela própria mobilizou-se para fundar um partido e se lançou candidata com a proposta de apresentar e votar projetos conforme decisão direta de seus eleitores, que seria apresentada através do aplicativo. Através de sua plataforma móvel, Mancini quer trazer os cidadãos para o processo legislativo. Ela não se elegeu, mas seu aplicativo está no ar a espera de políticos dispostos a ouvir a opinião do cidadão.

Nove dicas (e mais uma) para criar senhas seguras

 

 

Em questões de segundos, o dinheiro da conta vai parar no cartão de viagem e do cartão de viagem no caixa do comerciante. A operação eletrônica envolve meu computador e o terminal de pagamento da loja. No computador, acesso minhas contas bancárias no Brasil e dependendo a instituição são exigidas uma ou duas senhas, o token eletrônico e algumas confirmações de datas de nascimento. No terminal de compras, basta deslizar o cartão e assinar o recibo na própria maquininha, sem necessidade de apresentar qualquer identificação ou senha. Mais rápido do que colocar as compras nas sacolas de plástico usadas aos borbotões por aqui, tanto quanto no Brasil, apesar das várias campanhas pelo consumo sustentável.

 

A vida ficou muito mais fácil com o uso dos meios eletrônicos, pois somos capazes de fazer transações sem por a mão no dinheiro e pagamos contas à distância, como tenho feito quase todos os dias aqui dos Estados Unidos. Ainda agora agendei o pagamento do IPVA através da minha agência eletrônica que armazenava todos os dados do meu carro (principalmente o número do Renavam) que está no Brasil, graças a transação feita no ano passado.

 

Tudo isso pode se transformar em transtorno caso você seja alvo de hackers dispostos a roubar seus dados, seu dinheiro e tranquilidade. Apesar de estar ciente de que não existem senhas totalmente seguras nem sistemas imunes a ataques, é sempre importante tomar alguns cuidados. O serviço No-IP relacionou nove dicas para se reduzir o risco de fraude eletrônica:

 

1. Não seja preguiçoso e evite as senhas mais comuns:

 

123456
123456789
password
admin
12345678
qwerty
1234567
111111
photoshop
123123
1234567890
000000
abc123
1234
adobe1
macromedia
azerty
iloveyou
aaaaaa
654321

 

2. Embaralhe tudo e escolha senhas com letras, números e símbolos (!, #, %)

 

3. Esqueça seus dados: evite usar dados relacionados a você, como nome do animal de estimação, data de nascimento ou suas iniciais.

 

4. Exercite sua memória: escolha uma senha para cada serviço.

 

5. Deixe o dicionário de lado: nunca use palavras encontradas nos dicionários. Você pode substituir o L’s por 1’s ou O’s por 0’s

 

6. Escolha senhas com oito caracteres ou mais (isso me faz lembrar meu irmão que em Porto Alegre tem senha de acesso ao wi-fi caseiro maior do que o poema Navio Negreiros, do Castro Alves)

 

7. Use o teclado virtual quando entrar com a senha. Esses teclados não deixam programas espiões capturar a informação

 

8. Use uma sequência de palavras aleatórias, como as sugeridas por xkcd Password Generator. Isto pode parecer difícil de lembrar (e é mesmo), mas existem estratégias para memorizar a senha (leia esta história em quadrinhos). Adianto-lhe que não consegui entender.

 

9. Use um protetor de senhas como Keepass, LastPass ou 1Password – programas de gerenciamento de senhas que vão ajudá-los a gerenciar suas senhas com segurança. Suas senhas são armazenadas por trás de uma senha mestra. Você só precisa se lembrar de uma senha para acessar o restante. Estes programas irão até mesmo gerar senhas seguras para você usar.

 

Se me permite, acrescento a dica de número 10: reze toda noite antes de dormir, diante de tanta facilidade e fragilidade “só Deus salva!”

Hackers trabalham com moradores de rua e imóveis vazios

 

Na semana em que cinco prédios abandonados foram invadidos por integrantes de movimentos sociais, São Paulo será cenário de encontro de hackers que vão se debruçar sobre o problema da falta de moradia na maior cidade do País. Os vazios urbanos e os moradores de rua serão tema da edição 2010 do Transparência HackDay, encontro de dezenas de especialistas e admiradores da tecnologia digital. no domingo, dia 10.

A intenção é desenvolver ferramentas que permitam mapear os espaços e imóveis que não cumprem sua função social e o local onde se concentram moradores de rua, na capital. Com o levantamento da oferta e demanda de moradia, os participantes entendem que se torna mais eficiente o desenvolvimento de políticas públicas para a questão da moradia.

O encontro dos hackers, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos e mais um mundo de gente interessante e interessada, será na Casa de Cultura Digital, na rua Vitorino Carmilo, 459, em Santa Cecília, São Paulo, das duas da tarde às oito da noite.

Para se inscrever basta preencher o formulário que você encontra aqui.

A foto a seguir é de um dos prédios na avenida Ipiranga ocupados pelo Movimento dos Sem Teto do Centro e foi feita pelo colaborador do Blog, Sérgio Mendes

 

Prédio invadido