Mundo Corporativo – Nova Geração: Rafael Ribeiro, da ABS, mostra como transformar sua startup em um bom negócio

 

 

“Não basta ter só uma ideia, se você não tem um time para executar aquela ideia”. O alerta é de Rafael Ribeiro, gerente executivo da Associação Brasileira de Startups, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo – Nova Geração, da rádio CBN. Para ele, muitos jovens desperdiçam boas oportunidades no mercado por não se planejarem nem desenvolverem as estratégias necessárias para se aproximar de parceiros e investidores.

 

Na entrevista, Ribeiro também convida os novos empreendedores a ouvirem mais os profissionais que já estão no mercado: “você não vai chegar a lugar nenhum sozinho, muitas das vezes você não conhece muito daquele mercado tão a fundo quanto você acha, e ignorar a experiência de executivos e de pessoas mais experientes é um grande erro”.

 

A Associação Brasileira de Startups está promovendo a Case – Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, nos dias 7 e 8 de novembro, no centro de exposições do Anhembi, em São Paulo. Para outras informações, acesse o site http://www.abstartups.com.br

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo site e pela página no Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Todo último sábado do mês, você ouve a versão do Mundo Corporativo – Nova Geração, dedicado a orientar e inspirar jovens que estejam dispostos a entrar no mercado de trabalho como empresários, empreendedores ou profissionais nas mais diversas áreas de atuação.

Mundo Corporativo: Marco Gorini diz como conseguir dinheiro para a sua ideia

 

 

“Você precisa saber que risco você quer tomar, que risco você pode tomar e, principalmente, o risco que você deve tomar”. A sugestão é do economista Marco Gorini aos empreendedores que pretendem ir ao mercado em busca de investimento para seus negócios, produtos e serviços. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Gorini alerta que muitos projetos deixam de existir antes mesmo de chegarem ao seu ponto de equilíbrio por não conseguirem os recursos adicionais que podem sustentar o negócio. Gorini escreveu com Haroldo da Gama Torres o livro “Captação de recursos para startups e empresas de impacto – guia prático” (Alta Books) no qual oferece uma série de dicas que podem ajudar você a tornar seu negócio sustentável.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Alessandra Dias, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Adote um Vereador: é preciso ir além das ideias!

 

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A menos de um ano das eleições municipais, a necessidade de nos comunicarmos mais e melhor no Adote um Vereador parece ter sido a tônica do encontro realizado neste sábado, no Pateo do Collegio, centro de São Paulo. A pretensão me pareceu estar nas linhas e entrelinhas que cada um dos participantes preencheu durante exercício provocado por Henrique Parra Parra, do Instituto Cidade Democrática, que nos visitou para apresentar o Concurso de Ideia Causas Comuns.

 

Vamos por partes:

 

O Henrique é velho batalhador, apesar de ainda novo de idade. Já esteve com a gente logo no início no Adote e participou, como faz até hoje, de diferentes iniciativas cidadãs. É inquieto. Está sempre inventando moda, como diria minha mãe. E tem uma incrível capacidade de engajar outras pessoas.

 

O Concurso de Ideias Causas Comuns é uma forma de promover a discussão de propostas em torno dos temas transparência, acesso à justiça e segurança e paz. Nesta primeira fase, o cidadão é convidado a pensar em uma ideia e publicá-la no site do Cidade Democrática para que outras pessoas colaborem com sugestões. Mesmo que você não tenha uma ideia nova, pode entrar lá e deixar sua colaboração às propostas já publicadas, assim como pode apontar um problema que precisa ser resolvido e provocar outras pessoas a oferecer uma solução. As 12 que receberem maior número de apoiadores receberão visibilidade nas redes sociais e serão levadas aos governos federal, estadual e municipal.

 

A ampliação do Adote um Vereador, ideia lançada em 2008 para incentivar o cidadão a se aproximar da política na sua cidade e controlar a ação dos vereadores, será inscrita no Concurso. A nossa intenção é encontrarmos novos adeptos, gente disposta a fiscalizar a câmara municipal, e uma estratégia que permita maior alcance do Adote. Em breve estaremos com nossa proposta na plataforma digital, antes disso, porém, recolhemos as sugestões por escrito de quem esteve no encontro deste sábado.

 

Organizar melhor as informações publicadas pelo Adote um Vereador em seus canais de comunicação, reproduzir vídeos com debate e com prestação de serviço a propósito do tema e melhorar a sinergia dos “adotadores” são, em resumo, as propostas apresentadas. Em outra frente, sugeriu-se, também, que o Adote convidasse, ano que vem, candidatos por região de São Paulo para participarem em debates públicos, nos quais apresentariam as ideias que defendem para a cidade.

 

O que ficou claro é que teremos muito trabalho pela frente e se realmente queremos que o Adote um Vereador sobreviva a mais uma eleição municipal, aqueles que acreditam terão de ir além das ideias, terão de partir para a ação.

 

É aí, vai encarar!?

Venha no Adote um Vereador e conheça o Concurso de Ideias Causas Comuns, neste sábado

 

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Neste sábado, 14 de novembro, o encontro do Adote um Vereador vai conhecer o Concurso de Ideias Causas Comuns, realizado pelo Instituto Cidade Democrática, que vai debater o ODS 16, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS são o resultado de uma consulta e a construção de uma agenda para o desenvolvimento global para os próximos 15 anos, adotada por mais de 190 chefes de Estado. O Causas Comuns está aliado ao Objetivo 16, que tem como principal finalidade promover sociedades pacíficas para o desenvolvimento sustentável e promover o acesso à justiça a todos. Aberto a todos os cidadãos, o concurso quer ouvir a população para a criação de propostas que possam gerar agendas locais.

 

O concurso será realizado em duas fases. Na primeira, de Propostas, os participantes poderão lançar suas ideias, seguir e comentar em propostas e, com base nos comentários, construir colaborativamente e melhorar as ideias de outros usuários. Na segunda fase, de Aplauso, os participantes apoiarão as propostas que mais gostarem, a fim de torná-las ideias vencedoras.

 

O objetivo é debater boas propostas que possam fortalecer a participação popular acompanhando os mandatos dos vereadores e também propostas que facilitem este acompanhamento, que possam ser implementadas pela Câmara Municipal.

 

Todos os interessados são convidados a participar dos encontros livres do Adote um Vereador, em São Paulo, que se realizam no segundo sábado do mês, no café do Pateo do Collegio, no centro, das 14h às 16h. Convide um amigo e vá até lá para conversar com os participantes do Adote e conhecer o Concurso de Ideais Causas Comuns.

 

Eu estarei lá. E você?

Fórum Social de SP: Outra cidade é possível

 

Rua de terra

O que fazer em nossa cidade para que o interesse público e os direitos do cidadão e cidadã prevaleçam sobre o interesse do dinheiro e do lucro? Dez mil pessoas estarão reunidas, no fim de outubro, em busca de respostas para esta que será a questão central do Fórum Social de São Paulo. É a primeira vez que uma cidade brasileira traz para dentro do seu ambiente a mesma filosofia que move o Fórum Social Mundial, que se consagrou por pensar, discutir e refletir temas que privilegiam o cidadão e não o capital.

São Paulo é a sexta maior cidade do planeta e somada a população da região metropolitana somos mais de 19 milhões de pessoas. Apenas na capital, temos sete milhões de carros, além daqueles que passam ou vem para cá, que se transformam na principal fonte de poluição do ar. E com a frota crescente não é de se espantar que o número de dias em que a qualidade do ar ficou imprópria aumento 146% nos primeiros sete meses de 2011 na comparação com o mesmo período de 2008. Tudo isso, claro, impactando ainda mais a rede pública de saúde.

Produzimos 17 mil toneladas de resíduos por dia e os dois aterros sanitários que funcionavam na capital estão entupidos, sem capacidade de receber um caminhão sequer. Temos de exportar os dejetos para cidades que ficam na Grande São Paulo, região onde as prefeituras ainda permitem o surgimento de lixões, locais que “abastecem” cerca de 17 mil pessoas, infelizmente.

Leia o texto completo e a minha resposta para a pergunta inicial no Blog Adote São Paulo, da revista Época SP

De livros e desafios

 

Por do Sol por Solla

Maria Lucia Solla lançou De Bem Com a Vida Mesmo Que Doa (Ed. Libratrês) em 2002. O texto estava pronto bem antes, mas o deixou adormecido ou amadurecendo até a decisão de transformá-lo em livro de capa e papel. Sete anos depois resolve encarar uma tarefa das mais complicadas: se intrometer nos próprios pensamentos e se debater com as certezas que tinha uma década atrás. Não que ela seja mulher de fugir de suas responsabilidades, mas para enfrentar este desafio quer contar com a sua cumplicidade.

A partir deste domingo, e sempre aos domingos, você terá aqui no Blog a construção de um novo livro ou do mesmo, dependendo o resultado final. Seus comentários serão fundamentais para traçar os caminhos que Maria Lucia irá percorrer. Lembre-se, cada vez que você publicar uma ideia, um conceito ou uma frase por mais simples que seja a respeito do que está escrito aqui, poderá mudar o destino de uma história ou confirmar um pensamento.

Seja bem-vindo !

Mílton Jung

Reescrevendo de Bem Com a Vida Mesmo Que Doa

Por Maria Lucia Solla

Agradecimentos

Na minha jornada, nesta vida, a consciência começou a despertar cedo, em mim. Fui uma menina de olhar profundamente triste, solitária e fechada, mas transbordava de curiosidade, expectativa, ansiedade e de mais e mais curiosidade.

Meu ser assim me levou a buscar nos livros, nos idiomas, no estudo e no comportamento das pessoas à minha volta, o que minhas pernas ainda não podiam alcançar. Meu caminho de busca deixou, muito cedo, de ser singular e eu aceitei, como ainda aceito de braços abertos, a sua pluralidade.

Assim construo minha história pessoal.

Há muita gente envolvida no processo. Gente que entra na minha vida através de livro, aula, música, sorriso, embate, encontro e desencontro. Mesmo aqueles que nunca encontrei contribuem com o despertar da minha consciência. Cada um acende ao menos uma luz no caminho da minha vida, que é uma rota de eterna surpresa.

A todas essas pessoas, ofereço minha mais sincera gratidão.

Há quem chegue tocando a campainha e há quem meta o pé na porta. Tanto uns quanto outros instalam-se por algum tempo, interagem comigo e me modificam. Para sempre.
Imprimem-se em mim.
Amigo, parente, professor, aluno, conhecido, colega de trabalho; amor.

Todos mestres

Todos importantes na construção do que sou e do que ainda serei. Durante a convivência, provocam em mim todo tipo de emoção; mas acima de tudo, me ajudam a ver.

Entre os que entraram na minha vida, há dois que têm cadeira cativa no meu coração. Meus filhos. Chegaram através do meu próprio corpo e têm sido os que mais me ensinam. A eles, sempre quis dar o melhor de mim. A eles, sempre quis oferecer o que tenho de mais bonito e de mais leve; o que tenho de mais perfumado e gentil, de mais claro e brilhante. E tudo isso vai no pacote do meu pedido de perdão pelas vezes em que não fui capaz de dar nada além de tristeza, lágrima, insegurança e dor.

Proposta

Nada é por acaso.

Um livro não chega às nossas mãos, por acaso. Ele tem uma missão a cumprir, e nós temos missões a cumprir, através de suas mensagens. Todo livro tem uma missão a cumprir; a de guardar uma das missões de quem o escreveu.

Comecei a escrever De bem com a vida mesmo que doa, num impulso incontrolável. Comecei a escrevê-lo porque o que tinha a dizer, transbordou. Usei um notebook, meu intelecto, corpo, memórias e experiências. No entanto o mais importante no processo foi o coração, que tem sido, sempre, meu aliado.

Para você que recebe agora o resultado do meu trabalho, vou fazer uma proposta. Mas antes dela, vou mencionar uma das Leis do Universo que você seguramente conhece. Ela diz que quando você recebe algo – uma idéia ou uma informação, por exemplo -, isso vai ser processado em você. Você filtra o que recebe e mistura com todas as outras idéias, informações e crenças que já existem em você, e que fazem de você o que você é. Então processa tudo, faz um coquetel, e é vital que devolva o resultado desse processo, ao Universo.

Abrindo espaço para o novo

Agindo assim, você abre espaço para que o novo entre na sua vida, mas se continua a armazenar e colecionar idéias e crenças, corre o risco de sufocar e até, eventualmente, implodir. Idéias acumuladas vão envelhecendo, perdendo a validade, e você se transformando num depósito de quinquilharias. Vai ficando endurecido, engessado; um poço de artrite física, mental e emocional. O novo procura, procura e não encontra brecha para entrar na sua vida. E assim, acaba não entrando.

Você perde oportunidades de evoluir, e breca o movimento natural, que é sinônimo de vida. Impede o processo de renovação e de evolução que é responsável pela manutenção da juventude, e que mantêm você vivo, sentindo que vale a pena viver.

Um ciclo perfeito de renovação

Um ciclo perfeito de renovação, crescimento e evolução, acontece mais ou menos assim:

➛ você se vê frente a frente com uma ideia nova
➛ ela desperta o teu interesse
➛ ele abre as portas e permite que ela percorra o seu caminho em você.
➛ depois de cumprir sua missão, ela precisa sair
➛ entra por uma porta, sai pela outra, e você se prepara para ainda uma outra.

Se reconhecer a oportunidade, você a recebe, permite o seu percurso, filtra o que quer manter e devolve o resultado ao Universo, de onde ela veio.

Como?
Faz isso através da tua voz, das tuas palavras, pensamentos, gestos, olhares, atitudes, conversas, e-mails, na arte da cozinha, no escritório, no palco. Enfim, em toda e qualquer comunicação que você venha a produzir.

E você, que ideias têm despertado o teu interesse?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “Reescrevendo” na voz da autora

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira e está ansiosa pela sua participação para se reescrever sem punir seu passado.