Para Kassab aumento de 60% no IPTU é justiça fiscal

 

Imagem do site da prefeitura de SPO mesmo partido que aparece na televisão criticando o aumento da carga tributária no Governo Federal apóia o reajuste de até 60% no valor do IPTU de 2010, em São Paulo. A lembrança é do consultor financeiro e ex-secretário de finanças da gestão Luisa Erundina, Amir Khair, em entrevista ao CBN São Paulo, que criticou o anúncio feito pelo prefeito Gilberto Kassab do DEM, na terça-feira.

Apesar de não ter mexido nas alíquotas do imposto (que vão de 0,8% a 1,6%), a prefeitura decidiu revisar a Planta Genérica de Valores dos imóveis e terrenos na cidade de São Paulo, depois de oito anos. Com esta medida em muitos casos aumentou o preço de venda de uma casa ou apartamento e o proprietário terá de pagar muito mais imposto em 2010 do que neste ano. Para impedir que o reajuste fosse ainda mais pesado, o projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal prevê um teto de até 40% para os imóveis residenciais e de até 60% para os comerciais.

Amir Khair disse que a prefeitura deveria impor uma “trava” ainda maior para não onerar os proprietários de imóveis principalmente no setor de serviços e comércio, em um período em que ainda se sente os efeitos da crise econômica:

Ouça a primeira parte da entrevista com Amir Khair, ao CBN SP

O prefeito Gilberto Kassab justifica o reajuste dizendo que a prefeitura está fazendo justiça fiscal, pois muitos proprietários foram beneficiados com melhorias em suas regiões e os imóveis passaram a valer mais, mas continuavam pagando o mesmo que em áreas menos valorizadas.

A repórter Márcia Arroyo ouviu o prefeito durante a manhã desta terça-feira e a reportagem foi apresentada durante a entrevista de Amir Khair que pode comentar a opinião de Kassab logo em seguida. Khair também fez sugestões aos vereadores de São Paulo que vão analisar a proposta da prefeitura:

Ouça o que disse o prefeito Gilberto Kassab sobre o valor do IPTU e a segunda parte da entrevsta com AmirKhair

Substituição tributária encarece produtos

Foi a série de mensagens de pequenos e médios industriais e comerciantes enviada ao CBN São Paulo que nos levou a conversar no programa sobre o sistema de substituição financeira que, desde junho, está implantado, também, no segmento de eletro-eletrônicos do Estado. Semana passada, a Secretaria Estadual da Fazenda criticou o desconhecimento dos contribuintes e negou que haveria aumento no preço dos produtos. Hoje, o CBN SP consultou a pesquisadora do Núcleo de Estudos Fiscais da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Vanessa Raal Canado. Ela concorda com a susbstituição tributária, vê vantagens para a fiscalização em alguns setores, lembra que o aumento de arrecadação pode levar à queda de impostos mais à frente, mas entende que os preços podem, sim, aumentar.

Ouça a entrevista com Vanessa Raal Canado

O veneno que mata é o que cura


Por Carlos Magno Gibrail

A mordida de uma cobra venenosa se cura com o próprio veneno. É a natureza bem interpretada pela sabedoria do homem dando uma lição de inteligência. Um “benchmarking” deste “case” pode resolver infinitos problemas atuais, cujas soluções requerem apenas a mesma lógica e inteligência usada por Vital Brasil.

O automóvel, cujo veneno polui e congestiona, é um dos mais óbvios candidatos à taxação através do pedágio urbano. Entretanto, é solução ao mesmo tempo rejeitada pela própria população contaminada e temida pelos governantes.

O aumento da arrecadação de impostos passa pelo caminho mais fácil da redução dos mesmos, entretanto, está para nascer um Governo que aposte no óbvio, e faça o certo, isto é, diminua a carga tributária.

Para aumentar os empregos é preciso diminuir as garantias do mesmo, pois empresas e empreendedores teriam menos restrições a admissões de novos trabalhadores. Aí, vem o Sr. Chinaglia e levanta o que nem o Governador da Califórnia conseguiu fazer em Holywood, o homem grávido.

Diante deste tipo de propostas é que se questiona a profissionalização dos políticos. Um cidadão normal, não-político e, inserido no mundo real, dificilmente apresentaria um projeto destes.

Para baratear os alimentos, não podemos permitir a utilização de processos predadores da natureza. Muito menos anistiar agricultores que desmataram rios, encostas e morros. Reinhold Stephanes e a famosa bancada ruralista pretendem abaixar os preços aumentando as chances das distorções climáticas. Para reduzir os preços, que se aumentem as exigências ecológicas e as punições aos predadores.

Para decrescer ou eliminar o desmatamento, os créditos de carbono devem ser eliminados. 20% da emissão anual de gases-estufa vêm do desmatamento tropical.

O governo do Brasil é contra usar florestas para gerar créditos de carbono e propõe que o UN-Redd (Programa da ONU para redução de emissões por desmatamento e degradação) seja alimentado por doações voluntárias. Entretanto, Eduardo Braga do Amazonas acordou com Schwarzenegger investimentos no Brasil, e o seu Estado assinou com a rede Marriott.

Redução do desmatamento não pode gerar licença para poluir, muito menos acelerar o próprio desmatamento para possibilitar maior volume de recursos a negociar. “Existe uma preocupação com o saldo de desmatamento, em que a derrubada de uma parte da floresta é compensada com a conservação ou expansão de uma outra.” Joseph Zacune.

Para abater o desmatamento abatemos o crédito para poluir.

Para reduzir o risco advindo de economistas que fazem previsões erradas é necessário usar outros economistas e não, restringi-los ou ignorá-los, como pretende Clovis Rossi.

Nelson Barrizzelli, economista, não tem dúvidas que economistas notáveis e economistas militantes em organizações financeiras, consultados permanente e exclusivamente pela mídia, têm gerado as distorções ora evidenciadas.

“As previsões se equivalem a dos jogadores de búzios” segundo Rossi.

De acordo com Barrizzelli, dos notáveis, surgem previsões que os demais não as confrontam. Dos militantes, idem, e como a Economia vive de expectativas, os agentes econômicos passam a tomar decisões baseadas nestes cenários, muitas vezes distorcidos. E, exemplifica, que um empresário do mercado de luxo vai reduzir em 20% os números para 2009, em função das informações gerais, embora este ano continuasse crescendo 30%. Perguntado por que, respondeu que está seguindo a expectativa geral.

Portanto, para curar previsões comprometedoras o remédio é consultar economistas que estejam com a “barriga no balcão”, para usar uma expressão do varejo, que significa estar atento ao mercado no próprio mercado.

Para eliminar as bactérias poluentes do lago do Ibirapuera em SP é preciso inserir quantidade planejada das mesmas bactérias. É a biotecnologia criando um “blend” específico de microorganismos para melhorar a eficiência do sistema natural e despoluir o meio confinado.

Omar Grecco, diretor da Superbac, empresa nacional expertise de ponta, é quem nos concedeu estas informações. Grecco disponibiliza ainda esta tecnologia a São Paulo, gratuitamente, no ensejo de aproveitar a visibilidade deste lago e expor a sustentabilidade.

Valores em reais baixos e valores reais altos, este é um projeto esperto. Que tal executivo e legislativo de SP Capital ?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira está aqui no blog oferecendo mais veneno para curar nossa falta de criatividade.