A La Mala: um teste de infidelidade

 

Por Biba Mello

 

 

 

FILME DA SEMANA:
“A La Mala”
Um filme de Pedro Pablo Ibarra
Gênero: Comédia Romântica
País:México

 

Uma atriz aspirante, a pedido de sua amiga, faz um teste de fidelidade com seu namorado… Bom, parece que a moça leva jeito e outras mulheres começam a utilizar estes dotes para testar seus respectivos amados… Logicamente, em uma destas aventuras, ela acaba se apaixonando por um de seus alvos…

 

Por que ver:

 

É uma graça de comédia romântica e nada óbvia. Meu marido amou tanto quanto eu.

 

Muito interessante sair do circuito EUA-Inglaterra e dar chance para filmes como esse, que no caso é mexicano, mas não perde em nada para as comédias românticas que estamos acostumados.

 

O elenco super alinhado com a direção e roteiro…Tudo na mais perfeita ordem e qualidade de execução.

 

Como ver:

 

Com amigos… Será divertido brincar com as hipóteses de fazer testes de fidelidade… Com certeza será a maior zoação entre vocês…

 

Quando não ver:

 

Veja a idade de censura pois tem cena de sexo( é leve), no mais está ok, não é um filme pesado.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Fora da Área: confesso minha infidelidade na Copa

 

 

Desde que a Copa se iniciou tenho me transformado em um vira-casaca de carteirinha – no futebol, vira-casaca é como chamamos o torcedor que troca de clube, que torce um dia para um, outro dia para outro. Você, caro e raro leitor deste blog, sabe bem que de time não mudarei jamais. Serei gremista até a morte (apesar de que gremista é, por tradição, imortal, ou pensa ser). Já registrei neste blog, também, o quanto e por que torço para a seleção brasileira. Sendo assim, quando Grêmio e Brasil estiverem em campo, não tenha dúvida de que lado estarei. Agora, quando estamos diante de uma Copa do Mundo, onde 32 seleções se enfrentam, e você assiste a praticamente todos os jogos, o coração fica despedaçado. Claro que eu poderia apenas ver as partidas como um admirador do esporte, mas sou muito passional para não ser conquistado por uma ou outra seleção que esteja em campo.

 

Uso alguns critérios pouco confiáveis para decidir se comemoro um gol ou não. Por exemplo, por Jung que sou nada mais natural do que sempre estar ao lado da Alemanha. Posso debandar para a Itália em homenagem ao Ferretti que carrego no sobrenome. Uruguai e Argentina merecem minha admiração pela proximidade com o Rio Grande do Sul, onde nasci. Conheci os países do Cone Sul antes mesmo de viajar para qualquer estado brasileiro. Tem ainda os Estados Unidos onde nasceram e ainda moram três dos meus sobrinhos, ou a Inglaterra que o filho mais velho admira pela língua, ou a Coreia do Sul que o mais novo gosta devido aos costumes e ao videogame.

 

Agora mesmo estão jogando Alemanha e Estados Unidos enquanto na outra partida está Portugal e Gana. Seria bom ter os portugueses na próxima fase, pois gosto de craques como Cristiano Ronaldo, mas a seleção não ajuda muito. Os alemães tem vários deles e não precisaria da minha torcida, no entanto é admirável a forma como jogam e sei que lá em casa, em Porto Alegre, tem gente feliz. Ao mesmo tempo é louvável o esforço dos americanos em praticar o esporte e isto me entusiasma durante a partida em alguns momentos. Os ganeses, depois de todas as confusões, não mexem comigo. Nesse vai e vem de emoções, torço por um gol aqui, quem sabe a reação acolá. E, talvez, se o empate vier, por que não uma virada? Vibro com jogadores que lutam de forma destemida mesmo diante de todas as suas limitações, por isso esperei um gol do Equador contra a forte França, na penúltima rodada. Comemorei toda vez que Messi marcou, em especial no finzinho daquele jogo com o Irã, apesar de estar achando incrível o que os iranianos conquistavam até aquele momento frente a uma das seleções favoritas ao título. Aplaudi todos os gols de Inglaterra e Uruguai quando fui à Arena Corinthians.No fim, percebo que o que mais quero nesta torcida da Copa é assistir a jogos bastante disputados, bola rolando com qualidade e jogadores se expressando com raça. Torço para ser testemunha da história que alguns desses personagens incríveis estão escrevendo.

 

Chegamos à segunda fase da Copa e pela forma como foram definidos os confrontos para as oitavas de final, percebo que ainda vou exercitar muito a minha infidelidade de torcedor. Menos amanhã, porque amanhã é Brasil. E eu sou fiel torcedor do Brasil.