Mundo Corporativo: “a pandemia acelerou o futuro”, diz César Gon, da CI&T

 

“Agora é momento de um grande darwinismo mercadológico, né, onde vai sobreviver, vai ganhar esse jogo, as empresas que forem inovadoras, mais rápidas, que lerem melhor essa mudança da sociedade e mudarem seus modelos de negócios e as suas práticas” —- César Gon, CI&T

Os escritórios da CI&T começaram sentir os efeitos da pandemia do coronavírus, na China. Medidas urgentes tiveram de ser adotadas para, em seguida, serem aplicadas na sede no Japão. E da mesma forma que a Covid-19 se espalhava, outros núcleos da empresa, na Europa e nas Américas, tiveram de mudar planos rapidamente. Especializada em trabalhar com transformação digital, modelos de gestão e liderança, a empresa não apenas implantou suas estratégias internamente como as levou para os clientes dos mais diversos portes.

 

César Gon, CEO e fundador da CI&T, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, diz que a pandemia obrigou a aceleração de processos que vinham sendo planejados para o longo prazo:

“A pandemia acelera esse futuro. Isso coloca em xeque a estrutura clássica e hierárquica das grandes empresas. Para você reagir a esse nível de mudanças, de incerteza, você precisa contar com um nível de colaboração, de cocriação que não conversa com empresas sisudas, empresas hierárquicas”

Em conversa com o jornalista Mílton Jung, César Gon explica que encarar transformações foi algo que teve de fazer desde que iniciou a CI&T, em 1995. Inclusive, no seu papel como líder, função na qual, conta, era muito bom, enquanto o que funcionava era o sistema de comando e controle. Em determinado momento, porém, viu-se um líder anacrônico e percebeu que ou mudava seu comportamento ou um novo líder teria de assumir o posto:

“Essa mudança não é simples. É muito fácil saber o que não fazer, mas o que fazer no lugar? Se eu não sou o sabe tudo da sala, qual vai ser a minha contribuição”.

Uma das metodologias que usam na empresa é a Lean Digital que reúne dois universos aparentemente distintos mas que se complementam: o do uso intensivo de tecnologia, com criação e disrupção; e o do aprendizado constante, humildade do líder e disciplina.

“Acho que essa pandemia gera uma reflexão individual, qual o meu papel, qual o nosso papel como cidadãos, como indivíduos, mas também isso vai para o mundo corporativo, porque afinal de contas qual é o propósito desta empresa, precisa ser um agente positivo, um agente que vai deixar o mundo um pouco melhor em alguma perspectiva”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Alan Martins.

Mundo Corporativo: inovar é poupar o tempo do seu cliente, diz Arthur Igreja

 

“Inovação é resolver algo de uma forma nova e mais eficiente, mais eficaz, então, se você conseguir fazer isso por simplificação de processos essa é uma belíssima inovação e que não depende de tecnologia alguma” — Arthur Igreja

O consumidor moderno é mais ansioso e bem informado — e assim tem maior capacidade de comparar produtos e serviços para escolher aquele que vai resolver o seu problema, poupando tempo e oferecendo simplicidade. Arthur Igreja, professor da FGV e palestrante, alerta que as empresas que não forem competentes para encontrar soluções e criar processos ágeis serão “engolidas” pelos concorrentes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Igreja lembra que os gestores precisam entender a jornada do seu consumidor.

“Muitas pessoas são leais a uma empresa porque eles não encontraram uma alternativa; então, esse é que é o perigo: achar que o seu consumidor está satisfeito. A única forma de descobrir isso é sendo cliente da sua própria empresa e conversando, perguntando para o usuário final onde incomoda, onde ele perde tempo, onde tem muito documento, muita burocracia?”

Autor do livro “Conveniência é o nome do negócio —- descubra como a inovação pode facilitar a jornada do seu consumidor e multiplicar seus resultados” (Planeta Estratégia), Igreja recomenda que o empresário antes de pensar em desenvolver alguma solução própria, tendo de investir muito dinheiro —- o que acaba se transformando em uma barreira para a inovação —-, observe o que já existe no mercado.

“(é preciso) ter obsessão por poupar o tempo do usuário final … será que não podemos eliminar um formulário por dia, por exemplo?”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast.

Mundo Corporativo: para ser um líder inovador é preciso desapegar das velhas soluções, diz Eliana Dutra

 

“Você como líder, como investidor, como CEO, você tem que conhecer os seus vieses, os seus preconceitos para você não se deixar limitar, porque a inovação ela é sempre disruptiva, ela sempre vai lhe causar um desconforto”

As empresas estão constantemente em busca de inovação e têm sido impactadas pelas transformações que ocorrem nos diversos setores da economia. Para liderar essas empresas, há necessidade de uma forte capacidade de adaptação para a qual nem sempre os profissionais estão preparados. Eliana Dutra, CEO da Profit Coach, tem se dedicado a treinar esses líderes desde 1999 e foi com ela que nós conversamos no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Dutra sugere que o líder inovador seja desapegado de suas funções e de seus sucessos, porque só inovamos quando nos desapegamos das velhas soluções:

“… a inovação é sempre disruptiva, sempre vai causar um desconforto, então você tem de olhar este desconforto e perceber se ele é um desconforto só porque é inovação ou porque está anexado a algum preconceito”.

Eliana ressalta que o perfil do líder deixou de ser o do profissional autoritário, que manda o outro fazer as tarefas, para ser o líder com visão estratégica capaz de engajar os colaboradores da sua equipe:

“Eu costumo dizer que um líder sem seguidores é só um sujeito dando um passeio”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e domingo às 10 da noite em horário alternativo. Você pode ouvir o programa também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: novo CEO da Ambev quer empresa mais aberta e colaborativa

 

“Você não consegue inovar se você não colaborar, se você não se abrir para fornecedores, para clientes, para gente que está inovando — a inovação não necessariamente vem só de dentro, a gente resolve problemas complexos colaborando. Você chama fornecedores, você fala do problema, você investe junto, você tenta resolver” —- Jean Jereissati, CEO da Ambev

A necessidade de abrir a empresa para a inovação e criar um ambiente colaborativo em que o cliente tenha maior participação está entre os desafios do novo CEO da Ambev, Jean Jereissati. O executivo disse que é momento de o grupo mudar o seu olhar que por muito tempo esteve direcionado para o seu próprio crescimento e isso teria provocado um distanciamento na relação com o seu consumidor.

“Eu quero trazer essa visão de abertura e colaboração para a companhia como um todo, promover nossa capacidade de inovar e dar um salto tecnológico”

Jereissati assume o cargo oficialmente em janeiro, mas já está no grupo há pouco mais de 20 anos, foi para o exterior, trabalhou por quatro anos na China, voltou em 2019 e ocupa a diretoria de vendas e marketing. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o empresário disse que no ano passado 5% do faturamento do grupo vieram de produtos que não existiam há dois anos, e conforme dados de setembro, este índice já chegou a 13%, neste ano — o que ele define como sendo um crescimento em ritmo chinês:

“Se você quer mudar uma companhia para ela começar inovar essa agenda tem de vir do CEO, essa agenda tem de vir do topo”

Na entrevista, Jereissati também falou do perfil de profissionais que a empresa busca, das oportunidades de carreira que existem no grupo e das expectativas de crescimento no setor nos próximos anos.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

 

Sua Marca: as mais amadas e valiosas criam e não copiam

 

“É raro uma empresa que não coloque na sua pauta o tema da inovação, mas muitas vezes costumam se inspirar no que outros fazem e no que o consumidor algumas vezes pede, elas acabam muito parecidas”. Cecília Russo

O mercado de criação e as marcas têm vivido um paradoxo que é o de serem pressionados pela necessidade de inovar e acabar ficando cada vez mais parecidos com o seu concorrente. Um dos motivos que levam a esse cenário é o fato de as empresas sempre buscarem inspiração naquilo que está dando certo no seu mercado e o outro, é que muitos gestores acreditam que ao ouvir o consumidor encontrarão a resposta para esse dilema.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre esse tema no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN. E Troiano lembrou-se de ensinamento que aprendeu com um CEO de multinacional:

“Um pensador da área de comunicação disse um dia que se você der para o seu consumidor só aquilo que ele está pedindo, um dia vai aparecer um concorrente que vai dar a ele algo diferente pelo qual vai se apaixonar”.

Russo entende a importância de se ouvir o consumidor e o considera ótima fonte para julgar a novidade que a marca apresentar ao mercado. Ressalta porém que ele não é o melhor porta-voz da inovação, porque tende a falar de coisas que já foram feitas. Quanto a estratégia de as empresas se inspirarem umas nas outras, ela ensina:

“As marcas mais amadas e valiosas criam e não copiam”.

O excitante mundo das mudanças e a importante tarefa de prever

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Shoopings sofrerão concorrência dos market places?

 

A proximidade de um novo ano sempre desperta um olhar ao futuro. Estímulos cada vez maiores para mudanças comportamentais decorrentes de inovações tecnológicas ou vice-versa, produzem farto material.

 

Do passado recente, vejamos algumas.

“Até junho esse tal de Rock´n´Roll terá desaparecido”. Revista Variety, 1955

 

 

“Não gostamos do som dos garotos. Grupos com guitarras estão acabados. Os BEATLES não têm futuro no Show Business”. Dick Rowe, executivo da Decca Records, 1962

 

 

“A compra à distância irá fracassar porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar de ideia”. Revista TIME, 1968

 

 

“Não há razão para alguém querer ter um computador em casa”. Ken Olson, presidente da Digital Equipment Corporation, 1977

 

 

“Prevejo um espetacular e passageiro sucesso para a internet. Em 1966 ela cairá em desuso”. Robert Metcalle, inventor da Ethernet, 1995

 

 

“Os aparelhos convergentes terão limitado sucesso, pois os consumidores irão preferir, por exemplo, máquinas fotográficas de alto desempenho, que não irão encontrar em aparelhos celulares”. Al Ries, autor de Marketing de Guerra e de vários best sellers na área de Marketing, 2004

 

 

O fato é que o Rock, os Beatles, a compra à distância, o computador em casa, a internet e o aparelho convergente foram assimilados pelos consumidores. Aceitavam a guitarra, o computador pessoal e abriam mão de provar a mercadoria.

 

Uma resultante cômoda para quem apostou nas mudanças, porém como se viu, pessoas do meio tiveram percepção contraria. Desde então acompanhamos alguns casos.

 

Em 196,6 quando o Shopping Iguatemi foi inaugurado, em São Paulo, os principais lojistas da rua Augusta não aderiram. Eles acreditavam que os clientes acostumados às compras na rua não fariam em um “caixote fechado”.

 

Quando o e-commerce começou a se desenvolver, o varejo iniciou a se instalar na rede individualmente. Ora, se os centros comerciais aglutinam marcas concorrentes para a necessária sinergia do comércio, facilitando a escolha ao consumidor, por que na rede que é universal se instalar só?

 

Somente agora os Market Places estão visíveis a todos. Entretanto, ainda há nos shopping centers quem acredita que o Market Place do Shopping irá concorrer com o Shopping.

 

Grandes corporações de varejo entravam no e-commerce construindo Centros de Distribuição, de forma que o abastecimento da operação era feito diretamente pelo CD. Entretanto, se houver grande número de lojas o mais conveniente é que haja entregas feitas da loja mais próxima. Evita-se o bloqueio da mercadoria no CD e escoa o estoque da loja.

 

Os Shopping Centers por deterem a expertise do mix de lojas deveriam ser os pioneiros dos Market Places, no entanto as grandes marcas individuais é que estão criando shoppings virtuais agregando outras marcas.

 

Como se pode ver, identificar mudanças e criar oportunidades para negócios existentes é tarefa possível e necessária.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: Lucas Foster diz como você pode ser mais criativo e a sua empresa, também

 

“A criatividade é fundamental para gerar competitividade e um ambiente criativo precisa de liberdade, diversidade e conectividade. Se você construir este ambiente dentro das suas empresas com certeza você vai se preparar para o futuro dos negócios e para o mundo da inovação” Lucas Foster, LabCriativo

Muitas empresas estão revendo sua cultura e mudando seus líderes em busca da construção de ambientes que incentivem a criatividade. Para o psicólogo e consultor Lucas Foster essa transformação se faz necessária e é parte da estratégia do negócio. Ele foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN:

“O CEO precisa ter uma visão estratégica sobre inovação, sobre competitividade, e ele precisa entender que para sobreviver no século 21, para fazer a transição de uma economia industrial para uma encomia digital, ele precisa abraçar a cultura de incentivo à criatividade”

Foster está à frente do LabCriativo que é uma empresa de mídia e educação com foco em criatividade, inovação, economia criativa e liderança. Ele também organiza o Prêmio Brasil Criativo, que está em sua terceira edição e reconhece ações inovadoras do empreendedorismo. O Dia Mundial da Criatividade é comemorado em 21 de abril quando é formada uma rede de cidades que se comprometem a desenvolver programações que incentivem a criatividade.

“Então, ser criativo nada mais é do que se permitir criar, imaginar, sonhar e com isso encantar as pessoas, e ter energia interna para seguir em frente acreditando em si próprio e no futuro”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o programa Guilherme Dogo, Gabriela Varella, Clara Marques, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Vitor Magnani dá dicas para quem quer abrir uma startup

 

 

“O que tem de diferente das startups para as empresas mais tradicionais é o foco no problema, não necessariamente em replicar o modelo que já existe para obter lucro. Então, um dos erros é esse, você não ter esse foco para dar os primeiros passos nessa startup” —- Victor Magnani, ABO2O

Dedicar-se integralmente no negócio e identificar com clareza qual o problema que pretende solucionar são ações fundamentais para quem pretende lançar uma startup. Além disso, é preciso ter uma rede de relacionamento capaz de agregar bons sócios e colaboradores, montar um time complementar e buscar os mentores corretos. Essas são algumas das muitas dicas que Vitor Magnani, da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), apresentou em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Magnani atuou no iFood e, hoje, está na Loggi, duas empresas que têm as características próprias da nova economia. Recentemente, escreveu o livro “O mundo (quase) secreto das startups — guia prático para criar uma empresa de sucesso” em parceria com a jornalista Caroline Marino. Ele é professor da FIA, ESPM e IED, e especialista em inovação:

“Inovação é combinar, seja assunto seja conhecimento —- um advogado, por exemplo, precisa sair do seu círculo de advocacia e absorver outros conhecimentos para quem sabe propor algo novo. É diferente de disrupção que é passar de um paradigma para outro —- por exemplo, nós não tínhamos serviço privado e individual de passageiros nas cidades e hoje essas empresas trazem uma mudança cultural”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN ou domingo, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Hermínio Bernardo, Bianca Klirklevisque e Débora Gonçalves.

No varejo, sucesso não tem padrão, mas precisa de visão

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Loja Pop Up da Tiffany em Los Angeles (Foto Divulgação)

 

No auditório da Casa Petra, em São Paulo, dia 20, a ALSHOP reuniu um conjunto de especialistas com o propósito de expor as tendências para o varejo, revisitando o passado e cotejando o presente.

 

A adaptação às mudanças, a obrigação de acompanhar a sua velocidade que vem aumentando gradativamente e a necessidade de ter a capacidade de visualizar o futuro, são itens necessários para participar do jogo atual dos negócios. Mas insuficientes para obter sucesso, cujo caminho não pode ser padronizado.

 

O sucesso depende de recursos criativos, emotivos, objetivos, e alguns, surpreendentes, como buscar problemas e não se afastar deles ou errar e errar de novo. Entendendo também que os clientes procuram benefícios e serviços e não produtos. Gostam de histórias e simpatizam com a customização. Clientes que esperam boas comidas com garçons que saibam servir bem e tirar boas fotos, pois tanto quanto o sabor, a imagem é prioridade. Outros, que seus cães façam as próprias compras pela internet.

 

Esta é a síntese que os expositores, com privilegiadas experiências de sucesso, apresentaram. Das quais, destacamos alguns pontos.

 

Jean Carlo Klaumann, da Linx Software de Gestão de Varejo, ressaltou a oportunidade que o omnichannel oferece, dado que apenas 5% das vendas de varejo no Brasil são realizadas online — além de estarmos atrasados também com a rapidez de entrega, pois prazos de quatro dias ou mais estão sendo efetivados nas capitais. As marcas com grande número de unidades podem usar o estoque das lojas para efetivar entregas, que daria vantagem de custo e satisfação do cliente. A presença em Marketplace é inquestionável.

 

João Apolinário, da Polishop, contou que para criar o seu negócio procurou questionar o que não existia dentro do seu segmento e visualizou uma distribuição que fosse ao consumidor em todas as situações de compra. Aproveitou para registrar o erro do e-commerce fora de Marketplace.

 

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Petz em Santos/SP (Foto: Divulgação)

 

Sergio Zimerman, da Petz, disse que o sistema de inovação que adota é a tentativa e erro. Se não der certo, persiste, com resiliência mas não com insistência, que seria repetir tudo da mesma forma. Como exemplo de criatividade, exibiu o comercial premiado sobre a tatuagem que precisa ser apagada, e sugere que a namorada Ana que traiu pode ser substituída por uma linda cachorra que se chamará Ana. Como inovação exibiu o processo de compra canina pela internet, usando a inteligência artificial.

 

Charles Darwin não foi citado, mas esteve presente no tema de Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, quando focou na necessidade de adaptação às mudanças, usando a tecnologia e se transformando digitalmente. A tecnologia é um valor operacional e estratégico. A Informação será mais e mais essencial. Serrentino evidenciou também a necessidade de ajuda externa às empresas com objetivo de adaptação e assimilação ao novo; e recomendou enfrentar os problemas ao invés de fugir deles.

 

Carlos Ferreirinha, sinônimo do mercado de LUXO, pela trajetória de sua obra iniciada com a implantação da Louis Vuitton entre nós, registrou como inspiração para o seu painel a inteligência da gestão do luxo como diferencial competitivo. Afinal é no LUXO que está um punhado de marcas de mais de 100 anos, ou de 200 anos como a Baccarat, que para permanecerem ativas inovaram constantemente. Ferreirinha ressalta que há obrigatoriamente aspectos que já devem ser assimilados, tais como:

 

— O cliente não diferencia o digital do físico;
— Convergência de canais;
– -A Farfetch do mundo virtual para o físico;
— Diversidade mais forte que nunca;
— Imagens são protagonistas;
— Instagramabilidade, quando a foto da comida é tão importante quanto;
— Whole food, onde o luxo vai para os rabanetes expostos como arte & chic;
— Loja Louis Vuitton, em New York, com gigantesco painel luminoso do novo estilista, que foi mais fotografado do que a Estátua da Liberdade;
— Experiências + experiências = transformação, não temer o erro;
— A necessidade do PROPÓSITO claro e preciso;
— Liderança “AGILE”;
— Dados são o novo “PETRÓLEO” = cliente no centro da informação;
— Entretenimento & food & leisure/Colabs, colaborativo: Airbnb experience; futuro dos Shoppings é o entretenimento; os espaços colaborativos; as “Pop Up” da Hermès vendendo lenços e gravatas além das lavanderias abertas em Paris; as novas lojas Tiffany; as novas unidades conceituais da Gucci

Como se vê, Ferreirinha é assertivo quando se inspira no LUXO para inovar e quebrar padrões.

 

Há, portanto, que entregar produtos sabendo que o objeto físico perdeu o protagonismo para o composto subjetivo que está agregado a ele. Compete ao varejo ofertar o que possa despertar desejo, em qualquer lugar, de qualquer modo, em qualquer momento e o mais rápido que puder.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: saiba equilibrar repetição com inovação

 

“São as duas grandes vertentes do bom branding, combinar o quanto eu me inspiro com o que dá certo, já conhecido, e o quanto eu preciso arriscar com as coisas que não existem” – Jaime Troiano

A distância que separa a repetição da inovação costuma ser mais sutil do que pensamos. As marcas que mostraram novos caminhos não saíram do zero, estavam inspiradas em ações já realizadas mas não temerem se arriscar na busca do novo. O equilíbrio entre inovação e repetição foi o tema da conversa do jornalista Mílton Jung com Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN.

 

O gestor de marcas tem de fazer um cuidadoso mapeamento do que o mercado, as pessoas, os consumidores dizem, pensam e, principalmente, sentem. Pois ao conquistar esse conhecimento abre novas fronteiras e dá um impulso para além dos limites conhecidos e mais ocupados por outras marcas.

 

Uma das lições que aprendeu ao longo da carreira, segundo Troiano, foi que se você der ao consumidor apenas aquilo que ele pede, cuidado porque alguém pode oferecer algo que ele nunca tinha visto antes e pelo qual vai se apaixonar.

 

Já Cecília Russo lembra de uma marca com a qual trabalhou há 25 anos, dedicada ao mercado de congelados, que teve enorme dificuldade para se firmar, pois o consumidor ainda não estava preparado para aquela novidade:

“A inovação tem um timing para acontecer”

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.