Mundo Corporativo: Vitor Magnani dá dicas para quem quer abrir uma startup

 

 

“O que tem de diferente das startups para as empresas mais tradicionais é o foco no problema, não necessariamente em replicar o modelo que já existe para obter lucro. Então, um dos erros é esse, você não ter esse foco para dar os primeiros passos nessa startup” —- Victor Magnani, ABO2O

Dedicar-se integralmente no negócio e identificar com clareza qual o problema que pretende solucionar são ações fundamentais para quem pretende lançar uma startup. Além disso, é preciso ter uma rede de relacionamento capaz de agregar bons sócios e colaboradores, montar um time complementar e buscar os mentores corretos. Essas são algumas das muitas dicas que Vitor Magnani, da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O), apresentou em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Magnani atuou no iFood e, hoje, está na Loggi, duas empresas que têm as características próprias da nova economia. Recentemente, escreveu o livro “O mundo (quase) secreto das startups — guia prático para criar uma empresa de sucesso” em parceria com a jornalista Caroline Marino. Ele é professor da FIA, ESPM e IED, e especialista em inovação:

“Inovação é combinar, seja assunto seja conhecimento —- um advogado, por exemplo, precisa sair do seu círculo de advocacia e absorver outros conhecimentos para quem sabe propor algo novo. É diferente de disrupção que é passar de um paradigma para outro —- por exemplo, nós não tínhamos serviço privado e individual de passageiros nas cidades e hoje essas empresas trazem uma mudança cultural”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) ou na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN ou domingo, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Hermínio Bernardo, Bianca Klirklevisque e Débora Gonçalves.

No varejo, sucesso não tem padrão, mas precisa de visão

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Loja Pop Up da Tiffany em Los Angeles (Foto Divulgação)

 

No auditório da Casa Petra, em São Paulo, dia 20, a ALSHOP reuniu um conjunto de especialistas com o propósito de expor as tendências para o varejo, revisitando o passado e cotejando o presente.

 

A adaptação às mudanças, a obrigação de acompanhar a sua velocidade que vem aumentando gradativamente e a necessidade de ter a capacidade de visualizar o futuro, são itens necessários para participar do jogo atual dos negócios. Mas insuficientes para obter sucesso, cujo caminho não pode ser padronizado.

 

O sucesso depende de recursos criativos, emotivos, objetivos, e alguns, surpreendentes, como buscar problemas e não se afastar deles ou errar e errar de novo. Entendendo também que os clientes procuram benefícios e serviços e não produtos. Gostam de histórias e simpatizam com a customização. Clientes que esperam boas comidas com garçons que saibam servir bem e tirar boas fotos, pois tanto quanto o sabor, a imagem é prioridade. Outros, que seus cães façam as próprias compras pela internet.

 

Esta é a síntese que os expositores, com privilegiadas experiências de sucesso, apresentaram. Das quais, destacamos alguns pontos.

 

Jean Carlo Klaumann, da Linx Software de Gestão de Varejo, ressaltou a oportunidade que o omnichannel oferece, dado que apenas 5% das vendas de varejo no Brasil são realizadas online — além de estarmos atrasados também com a rapidez de entrega, pois prazos de quatro dias ou mais estão sendo efetivados nas capitais. As marcas com grande número de unidades podem usar o estoque das lojas para efetivar entregas, que daria vantagem de custo e satisfação do cliente. A presença em Marketplace é inquestionável.

 

João Apolinário, da Polishop, contou que para criar o seu negócio procurou questionar o que não existia dentro do seu segmento e visualizou uma distribuição que fosse ao consumidor em todas as situações de compra. Aproveitou para registrar o erro do e-commerce fora de Marketplace.

 

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Petz em Santos/SP (Foto: Divulgação)

 

Sergio Zimerman, da Petz, disse que o sistema de inovação que adota é a tentativa e erro. Se não der certo, persiste, com resiliência mas não com insistência, que seria repetir tudo da mesma forma. Como exemplo de criatividade, exibiu o comercial premiado sobre a tatuagem que precisa ser apagada, e sugere que a namorada Ana que traiu pode ser substituída por uma linda cachorra que se chamará Ana. Como inovação exibiu o processo de compra canina pela internet, usando a inteligência artificial.

 

Charles Darwin não foi citado, mas esteve presente no tema de Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, quando focou na necessidade de adaptação às mudanças, usando a tecnologia e se transformando digitalmente. A tecnologia é um valor operacional e estratégico. A Informação será mais e mais essencial. Serrentino evidenciou também a necessidade de ajuda externa às empresas com objetivo de adaptação e assimilação ao novo; e recomendou enfrentar os problemas ao invés de fugir deles.

 

Carlos Ferreirinha, sinônimo do mercado de LUXO, pela trajetória de sua obra iniciada com a implantação da Louis Vuitton entre nós, registrou como inspiração para o seu painel a inteligência da gestão do luxo como diferencial competitivo. Afinal é no LUXO que está um punhado de marcas de mais de 100 anos, ou de 200 anos como a Baccarat, que para permanecerem ativas inovaram constantemente. Ferreirinha ressalta que há obrigatoriamente aspectos que já devem ser assimilados, tais como:

 

— O cliente não diferencia o digital do físico;
— Convergência de canais;
– -A Farfetch do mundo virtual para o físico;
— Diversidade mais forte que nunca;
— Imagens são protagonistas;
— Instagramabilidade, quando a foto da comida é tão importante quanto;
— Whole food, onde o luxo vai para os rabanetes expostos como arte & chic;
— Loja Louis Vuitton, em New York, com gigantesco painel luminoso do novo estilista, que foi mais fotografado do que a Estátua da Liberdade;
— Experiências + experiências = transformação, não temer o erro;
— A necessidade do PROPÓSITO claro e preciso;
— Liderança “AGILE”;
— Dados são o novo “PETRÓLEO” = cliente no centro da informação;
— Entretenimento & food & leisure/Colabs, colaborativo: Airbnb experience; futuro dos Shoppings é o entretenimento; os espaços colaborativos; as “Pop Up” da Hermès vendendo lenços e gravatas além das lavanderias abertas em Paris; as novas lojas Tiffany; as novas unidades conceituais da Gucci

Como se vê, Ferreirinha é assertivo quando se inspira no LUXO para inovar e quebrar padrões.

 

Há, portanto, que entregar produtos sabendo que o objeto físico perdeu o protagonismo para o composto subjetivo que está agregado a ele. Compete ao varejo ofertar o que possa despertar desejo, em qualquer lugar, de qualquer modo, em qualquer momento e o mais rápido que puder.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Sua Marca: saiba equilibrar repetição com inovação

 

“São as duas grandes vertentes do bom branding, combinar o quanto eu me inspiro com o que dá certo, já conhecido, e o quanto eu preciso arriscar com as coisas que não existem” – Jaime Troiano

A distância que separa a repetição da inovação costuma ser mais sutil do que pensamos. As marcas que mostraram novos caminhos não saíram do zero, estavam inspiradas em ações já realizadas mas não temerem se arriscar na busca do novo. O equilíbrio entre inovação e repetição foi o tema da conversa do jornalista Mílton Jung com Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, da CBN.

 

O gestor de marcas tem de fazer um cuidadoso mapeamento do que o mercado, as pessoas, os consumidores dizem, pensam e, principalmente, sentem. Pois ao conquistar esse conhecimento abre novas fronteiras e dá um impulso para além dos limites conhecidos e mais ocupados por outras marcas.

 

Uma das lições que aprendeu ao longo da carreira, segundo Troiano, foi que se você der ao consumidor apenas aquilo que ele pede, cuidado porque alguém pode oferecer algo que ele nunca tinha visto antes e pelo qual vai se apaixonar.

 

Já Cecília Russo lembra de uma marca com a qual trabalhou há 25 anos, dedicada ao mercado de congelados, que teve enorme dificuldade para se firmar, pois o consumidor ainda não estava preparado para aquela novidade:

“A inovação tem um timing para acontecer”

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: como tornar a inovação uma realidade no seu negócio

 

 

 

“Muitas pessoas tem ideias, poucas pessoas conseguem transformar essas ideais em resultados, o que demanda resiliência, que demanda flexibilidade, que demanda capacidade de interagir com outras pessoas” —- Maximiliano Carlomagno, Innoscience

A busca pela inovação tem se acelerado nas empresas, mas a falta de estratégia e disciplina faz com que boa parte das ações desenvolvidas não alcance os resultados esperados. Para o consultor Maximiliano Carlomagno, da Innoscience, é fundamental que empresas e profissionais entendam o que é inovação e o que realmente querem inovar para, então, iniciarem de forma mais objetiva trabalhos capazes de oferecer soluções aos problemas identificados.

“Inovar na nossa visão é transformar novas ideias em resultados. Ideias que sejam novas para o mercado e que impactem o resultado econômico, financeiro e ambiental do negócio. Se não há resultado, se não não há novidade para o mercado aquilo não pode ser considerado inovação”

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Carlomagno explicou que as empresas que já conseguiram dar resposta às questões básicas para iniciar o processo têm se organizado em diferentes formas.

 

Algumas implantam programas de intraempreendedorismo, que é quando buscam nos próprios funcionários soluções para os seus problemas. Outras preferem criar áreas dedicadas à inovação. Há as que se conectam com ambientes empreendedores, já que existem várias startups que precisam de recursos, capital, infraestrutura e relacionamento, que as empresas dispõem. E, ainda, existe um modelo conhecido por inovação aberta quando a empresa interage com seus clientes e fornecedores em busca de soluções.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 22 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Quem enxerga melhor, o lojista ou o Shopping?

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ao ouvir de Andreas Blazoudakis, com a bagagem de 17 milhões de
pedidos mensais atendidos no iFood, que teve dificuldade de convencer
os Shopping Centers da realidade do “on line to off line”, achei oportuno atentar para alguns pontos do processo de inovação.

 

No programa Show Business, em que foi entrevistado pela Sonia Racy,
André expôs a dificuldade inicial que teve ao convencer aos Shoppings que
eles não iriam perder os clientes com o delivery, pois eles já tinham
perdido.

 

Os números não são pequenos, pois 15% das vendas do negócio
estão no delivery. Além disso a recuperação do espaço perdido era viável, pois fora dos Shoppings os custos são mais elevados na formação dos
centros de distribuição. O Shopping é um centro já existente.

 

Ainda assim, foram os lojistas que entenderam e convenceram os
primeiros Shoppings a aderir ao delivery. A BRMalls aquiesceu à novidade seguida pelo Grupo Trigo, Outback, Multiplan e José Galló. Todos como
sócios.

 

Creio que cabe aqui uma reflexão sobre a questão da visão e da
criatividade, pois levamos 20 anos para os Shoppings aceitarem o sistema
virtual.

 

Será que nós os brasileiros somos tão criativos como achamos?

 

Pelo menos não somos os únicos, pois segundo Charles Bezerra, diretor da
?What If! — uma empresa global de inovação e criatividade –, no prefácio
do livro “Os verdadeiros heróis da INOVAÇÃO”:

“Quase todos os países do mundo pensam que são os mais criativos. Do Alasca à Nova Zelândia”

Matt Kingdon da ?What If!, o autor, foca no livro que a inovação vem pela mistura de pensamentos brilhantes, uma imensa dose de determinação e ousadia e um grande golpe de sorte ou serendipidade.

 

Serendipidade?

Um Conto popular na Veneza do século XVI define bem serendipidade:

 

Três príncipes de Serendip (Sri Lanka),foram enviados pelo pai a uma viagem para ver se estavam aptos ao trono. Cruzaram com um condutor de camelo que indagou se tinham visto o animal perdido, e eles responderam:

 

“Seu camelo é cego de um olho, tem um dente faltando e está transportando manteiga e mel”.

 

Pela associação de várias observações distintas explicaram:

 

“A grama foi comida em apenas uma das margens, o que só um animal cego o faria. A grama estava espalhada de forma desigual, possivelmente um dente estava faltando. As formigas em um dos lados da estrada indicavam a presença de manteiga. As moscas de outro lado, de mel”.

Serendipidade, diz Kingdon, é, portanto, um resultado feliz e proveitoso
que pode ter sido inesperado, mas não foi descoberto por puro acaso. O que parece sorte na realidade é algo arduamente alcançado.

 

Sob esse prisma, a inovação em princípio fica mais factível nas “startups”, mas se limitam pelo capital. Enquanto as grandes empresas têm condições de capital, mas limitações corporativas.

 

De qualquer forma será preciso enxergar melhor.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do
Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos
Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Sua Marca: respeite o tempo de adoção de inovação do seu cliente

 

“Cada um de nós tem uma compulsão interna para adotar ou não novos hábitos, novas coisas que mudam a nossa vida” —- Jaime Troiano

A ansiedade de algumas marcas em desenvolver inovações e levá-las ao mercado para obter a adesão dos clientes o mais rapidamente possível pode prejudicar o desempenho de produtos e serviços. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo, que conversaram com o jornalista Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN.

 

Troiano e Russo destacaram teoria desenvolvida pelo professor de psicologia Everett M. Rogers batizada de difusão de inovação ou curva de inovação, que separa as pessoas em cinco grupos conforme o tempo que costumam levar para aderir às novidades:

Inovadores/Entusiastas (2,5%) — os primeiros a aderirem a uma novidade

 

Primeiros adeptos/Visionários (13,5%) — se caracterizam por serem líderes de opinião

 

Maioria inicial/Pragmáticos (34%) — fazem aquisição de novos produtos apenas após observar a experiência dos visionários

 

Maioria tardia/Conservadores (34%) — tendem a resistir mais às mudanças e não gostam de correr riscos

 

Retardatários/Céticos (16%) —- relutam em mudar, muitas vezes por falta de informação.

Conforme estudo realizado por Roger, a curva que leva o seu nome ficou assim dividida:

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A onda azul da imagem representa os grupos de consumidores e a linha amarela é a quota de mercado que adere às inovações —- quando o produto chega a atingir os 100% significa que chegou ao ponto de saturação do mercado.

Por que é importante entender essa lógica do consumidor?

 

Quando uma empresa traz uma inovação, a Curva de Rogers ajuda a planejar como será a aceitação dessa inovação e a pensar como serão os resultados e a receita futura.

“As empresas às vezes têm ansiedade de avançar nessa curva em um ritmo digital —- sim, tem jeito de acelerar isso, mas é preciso entender o limite das próprias pessoas”— Cecília Russo.

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã.

As criações que colocaram o mundo dentro do seu bolso

 

Por Calos Magno Gibrail

 

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No dia 27 fevereiro, o inventor da primeira calculadora eletrônica faleceu aos 86 anos, em Dallas. O fato que chama a atenção é que não houve repercussão — nem nos Estados Unidos.

 

Jerry Merryman, pesquisador da Texas Instruments, recebeu, em 1965, a tarefa de diminuir o peso da menor calculadora existente que era de 20,4 kg. Em 18 meses, Merryman apresentou um artefato que cabia no bolso e pesava 1,3 kg — mantendo a tradição da Texas que tinha lançado, em 1954, o rádio transistorizado com a função de portabilidade. Já era um ensaio para o bolso com o seu Regency TR – 1. Embora a Sony afirmasse, em 1957, que o Sony TR -63 era o rádio que “vai caber no bolso de sua camisa” — acontece que o bolso da camisa da Sony era enorme.
A segunda metade do século passado dá uma ideia da velocidade da evolução da tecnologia que se iniciava. O rádio, descoberto pelo gaúcho Roberto Landell de Moura, que comprovou quando apresentou uma transmissão na Avenida Paulista, em 1893, foi vendido comercialmente por Guglielmo Marconi, em 1912. E sua evolução veio em 1954.

 

 

Felizmente para o rádio, como mídia, a portabilidade chegou num momento excepcionalmente estratégico, pois a televisão se firmava. Para os negócios, a calculadora de bolso era uma feliz alternativa aos equipamentos existentes, desde que a régua de cálculo há muito já tinha sido aposentada.

 

A realidade é que a ideia de possuir produtos que pudessem ser carregados permanentemente dava uma sensação de eficiência e conforto inigualáveis.
De outro lado, os produtos recebiam inovações em ritmo cada vez mais acentuado. E vieram os novos, já aperfeiçoados, que convergiram nos iPhones.

 

Assim, rádio, calculadora, telefone, relógio, câmera, televisão, bússola, termômetro, cabem no iPhone —  o computador de bolso.

 

Portanto, o bolso que já era tido como o órgão mais sensível do corpo humano ganhou um componente essencial e vital. E graças aos pesquisadores da Texas Instruments ao portabilizar o rádio e com o mérito de Jerry Merryman ao desenvolver a calculadora de bolso.

 

Ao lado do tributo a Merryman, fica aqui os cumprimentos ao Rádio, como equipamento e instrumento, que desponta agora como a fonte de maior credibilidade, diante de tantas FAKE NEWS.

 

Leia “Adivinha em que os brasileiros mais confiam quando querem notícia de verdade

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: como organizar sua vida digital no local de trabalho

 

 

“Eu acredito que a tecnologia vem para ajudar justamente na produtividade para que a gente consiga ter mais acesso e consiga fazer um trabalho melhor, mas, naturalmente, dentro do dia a dia do trabalho, a gente tem várias gerações interagindo que pensam diferente, que têm experiencias diferentes, e equalizar isso para transformar em um novo caminho para uma empresa é realmente um desafio muito grande” — Hélio Sá Moreira, Inpartec

 

Hoje, no ambiente de trabalho existem várias ferramentas digitais à disposição. Isso não significa que as empresas estejam ficando mais produtivas ou que a vida ficou mais fácil para você no escritório. Sem planejamento e uso racional da tecnologia, a tendência é que você perca ainda mais tempo para entregar um produto ou um serviço. Preocupado com esse cenário, o Mundo Corporativo entrevista com Hélio Sá Moreira, CEO de uma consultoria especializada em “digital workplace”, ou seja, em ajudar os profissionais a usarem da melhor maneira possível os recursos tecnológicos.

 

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, Moreira dá algumas dicas de como o colaborador pode organizar sua vida digital no local de trabalho e não desperdiçar seu tempo com a perda de foco muito comum diante da quantidade de informação disponível. Uma melhora que vai influenciar a produtividade e os resultados na empresa. Segundo ele, a partir de pesquisa realizada com 25 clientes, o retorno sobre o investimento em tecnologia que antes da implantação da estratégias de “digital workplace” era, em média de 25% passou a variar entre 75% e 95%.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Instagram. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: o local de trabalho inspira e retém talentos

 

 

 

 

“Hoje para reter talento, muito mais importante do que salário, plano de carreira, etecetera e tal, é o valor agregado que as empresas estão entregando na vida desses funcionários, ou seja, com jornada flexível, seja com outros tipos de ambientes de trabalho, e, por incrível que pareça, o espaço agrega bastante” Tiago Alves, IWG no Brasil.

 

 

O lugar onde você trabalha, o tipo de escritório que você usa … tudo isso pode ser transformador no seu negócio. Vai depender da escolha que você fizer —- e, claro, que esta escolha deve levar em consideração as características e a cultura da sua empresa. Coworking, escritórios compartilhados ou sede própria são algumas das opções no mercado. Para entender a diferença desses ambientes, o Mundo Corporativo entrevista Tiago Alves, presidente do IWG no Brasil, grupo que reúne marcas como a Regus e a Spaces.

 

 

Alves defende que o uso dos espaços compartilhados pode ajudar no desenvolvimento de novos produtos e serviços:

 

 

“… como as empresas hoje tem uma necessidade de se conectar com inovação, uma das formas mais rápidas delas mostrarem inovação par aos seus funcionários e estarem conectadas com o que está acontecendo de novo é migrar o seu espaço para um ambiente colaborativo”

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br, na página da CBN no Facebook e no perfil do Instagram @CBNoficial. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

O consumidor e o bônus das inovações tecnológicas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O varejo mundial há muito tem pesquisado, estudado e inovado sobre o atendimento ao consumidor. Com esse objetivo, criaram-se novos canais, novas formas e novos conceitos, colocando o foco essencialmente na satisfação do consumidor.

 

Do mercado de massa passamos pela segmentação, pelos nichos e chegamos à customização. E  deveremos atingir a massificação da customização, com o propósito de conquistar e fidelizar o consumidor.

 

Mas e o consumidor?
Está feliz? Está confortável?
Ou, está ameaçado na sua privacidade?

 

Para responder essas questões, buscamos a professora, consultora e escritora Regiane Relva. Foi ela quem nos instigou ao tema, após termos assistido a sua palestra sobre o Novo Varejo, em evento da ALSHOP, há uma semana.

 

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Palestra de Regiane Relva em Dubai sobre inovação no varejo

 

 

Regiane, doutora em Administração da Tecnologia da Informação pela FGV, adverte que a maioria dos consumidores não está visualizando a invasão de privacidade que as novas ferramentas tecnológicas acarretam.

 

Para comprovar essa expectativa, cita recentes visitas aos Estados Unidos e a China.

 

Em Nova York, em janeiro, a NRF testemunhou um enorme crescimento de oferta de tecnologia, a ponto de abrigar 792 expositores.

 

Se nos Estados Unidos existe o potencial de perda de privacidade, na China o controle das pessoas já é um fato.

 

O WeChat, plataforma que substitui a mídia social e demais, enviando e recebendo mensagens e pagamentos, é do governo. Além disso, há cidades com áreas totalmente cobertas por câmeras comportamentais.

 

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Ao mesmo tempo, o que se viu em Nova York, na NRF, é que as inovações chamam a atenção com aplicações em VISÃO COMPUTACIONAL e INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

 

Na Visão Computacional, o destaque fica com as câmeras de captação de comportamento, ressaltando as reações faciais e corporais.

 

Na Inteligência Artificial, aglutinam-se ícones como o Big Data; a Biometria utilizando íris, visão e voz; o RFID, que é a identificação por radiofrequência; a AIDC, que é a captura automática de dados para identificação; o Celular;e a IOT, que é a inteligência das coisas fazendo com que todos os equipamentos se comuniquem entre si.

 

Com o comportamento do consumidor previsto por este conjunto de ferramentas, as empresas que as utilizam tem conseguido fornecer uma experiência de compra diferenciada.

 

Entretanto, a professora Regiane manda um recado:

adiante deste bônus há ônus, sobretudo na privacidade das pessoas.

 

E faz um convite:

Aula inaugural, em 9 de março, do MBA em Gestão e Inovação em Cidades Inteligentes, como Coordenadora do Smart Campus Facens, em Sorocaba — trabalho no qual recebeu, em 2017, o Prêmio Smart City UK London.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung