As inovações de 2020 pela revista TIMES

Por Carlos Magno Gibrail

Augmedics vision foi escolhida uma das 100 melhores invenções de 2020
Augmedics vision foi escolhida uma das 100 melhores invenções de 2020

O WHOW! Festival de Inovação registrou dentre seus tópicos de dezembro o estudo da TIMES. A revista americana anualmente seleciona os inventos que fazem o mundo melhor, mais inteligente e até mais divertido. Com esse objetivo levanta contribuições de seus editores ao redor do mundo, ao mesmo tempo que dispõe de um processo de inscrição online. Considerando a originalidade, a criatividade, a eficiência, a ambição e o impacto, relacionou 100 invenções. Nós escolhemos cinco para compartilhar com você:

Visão de Super-Heróis para médicos – Nissan Elimelech, CEO da Augmedics, inspirado provavelmente nos super-heróis imaginou como seria importante se os cirurgiões pudessem ter uma visão de Raio-X. 

“O Xvision, um fone de ouvido que usa realidade aumentada para transformar a tomografia computadorizada em uma visualização 3-D pode sobrepor a imagem 3-D da coluna de um paciente sobre seu corpo, permitindo que os cirurgiões vejam o que está sob a pele sem desviar o olhar da mesa de operação”. 

Aprovado pelo FDA Food and Drug Administration dos Estados Unidos , em dezembro de 2019, o dispositivo já está em uso nos hospitais americanos. 

Solução auditiva confortável – parte dos deficientes auditivos não usam os aparelhos de amplificação que melhoram sua audição. O problema é que os altos e baixos tornam difícil acompanhar conversas e geram desconforto. 

“O Earlens, um dispositivo, anula totalmente o amplificador, e usa uma lente minúscula que fica próxima ao tímpano. Um microfone alojado no processador auricular do dispositivo capta sons, que um algoritmo converte em vibrações que são transmitidas ao tímpano. Em vez de aumentar o som, o dispositivo Earlens recria o efeito das ondas sonoras”. 

Por ora, para os mais abastados, pois o Earlens custa US$ 6.000, por ouvido.

Casa de abelhas inteligente – Segundo Einstein, sem as abelhas a terra se extinguiria em quatro anos. Sem a polinização não haveria plantas, animais e pessoas. Ainda assim, 40% das abelhas morrem anualmente por doenças, pesticidas e mudanças climáticas.

“A Beewise, uma colmeia movida a inteligência artificial, usando robótica de precisão, e visão computacional, pode defender as abelhas dos pesticidas, das mudanças climáticas e melhorar o desempenho na polinização, dobrando a produção de mel, e diminuindo a mortalidade — utilizando a tecnologia inteligente”. 

Ao custo de US$15 mensais para cada casa de abelhas, hospedando 2 milhões de abelhas e monitorando os insetos 24hs diárias.

Hidratante em função do tipo climático – produtos para a pele em função do clima onde você mora. Ulli Haslacher dona da Pour Moi, ao mudar de Viena para o sul da California sentiu reação na pele e com base nessa experiência lançou produtos que atendem a diferenças climáticas. 

“Eles se ajustam a fatores como umidade, temperatura e altitude”.

Tênis de corrida sustentável – A Allbirds desenvolveu o Tree Dasher, um tênis feito de eucalipto, lã merino, óleo de mamona e cana-de-açúcar, que melhora o desempenho e tem uma economia de carbono 1/3 menor do que o tênis comum. Ideal para quem se preocupa com o meio ambiente e não com o preço. Custa US$ 125.

Diante de tanta inovação, faço aqui meu destaque especial. Se o Covid-19 fez grandes estragos na saúde e na economia neste ano de 2020, ao menos os avanços na ciência e tecnologia compareceram de forma vital, principalmente na área de pesquisa que se apresentou agilmente nas vacinas desenvolvidas em tempo recorde.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.     

Mundo Corporativo: Giovanni Cerri, do HC, fala de inteligência artificial e oportunidades para startups na saúde

 

“A saúde é o mercado que mais cresce e que a população mais necessita, então existem grandes oportunidades tanto na área de saúde pública como na área de saúde privada para desenvolver startups e desenvolver soluções; ‘w por isso que nós temos percebido grande interesse de investidores e grande interesse de empreendedores” — Giovanni Cerri 

Uma plataforma que reúne dados de pacientes com Covid-19 e será estendida para centralização das informações de pessoas em busca de atendimento hospitalar. O avanço sem volta do uso da telemedicina para consultas médicas. E a melhoria da gestão hospitalar com o uso da inteligência artificial. Essas são algumas das transformações digitais que o setor de saúde assistiu desde o início da pandemia, de acordo com o médico Giovanni Guido Cerri, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN.

Giovanni Cerri é presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia (InRad), de São Paulo, e presidente da Comissão de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ele conta que ainda antes da crise sanitária que paralisou boa parte das atividades no mundo, já era possível identificar interesse das instituições de saúde em abrir as portas para startups e empreendedores que acreditam na inovação:

“O HC é muito complexo e por isso nós chamamos os empreendedores da área da saúde para traze soluções para esse problemas do dia a dia: comunicação do paciente, o monitoramento, o usoda a inteligência artificial — tudo isso ajuda a dar mais acesso ao cidadão, melhora a jornada do paciente, ajuda a indústria nacional e reduz o Custo Brasil na saúde”

O Distrito InovaHC, por exemplo, é um hub de inovação que reúne pessoas, empresas e ideias que levam ao desenvolvimento de produtos e serviços, baseados na tecnologia, para criar, testar e expor soluções de saúde. De acordo com Guilherme Cerri, em um ano cerca de 120 conexões foram realizadas entre empreendedores, aceleradores e organizações da área de saude:

“A introdução da tecnologia no sistema de saude é um grande desafio .. É muito importante criar a cultura do empreendedorismo”

Experiência desenvolvida a partir da pandemia foi a plataforma RadVid-19 de inteligência artificial para diagnóstico da Covid-19 que tem ajudado médios e instituições de saúde a otimizarem diagnóstico e tratamento contra a doença. A solução foi criada pelo Instituto de Radiologia da USP e pelo InovaHC que informam ter havido, desde sua criação, mais de 28 mil acessos e foram cadastrados mais de 14 mil exames de imagens enviados por radiologogistas de 12 estados, com média de 70% de resultados positivos para a Covid-19”

“Tecnologia da transformação digital democratiza e facilita muito o acesso à saúde e torna o custo muito menor”

As oportunidade para empreendedores e startups se expandem com a criação de centros de inovação anexados a instituições de saúde, que podem ser usados como laboratórios para se testar e ideias  e soluções. Além disso, esse trabalho compartilhado permite acesso a aceleradoras e investidores.

“Nós temos que estimular o desenvolvimento de soluções de tecnologia customizados ao mercado brasileiro, que vai permitir um acesso maior e um custo menor, eu acho que isso vai fazer a grande trabsformacao da saude no país”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às dez da noite, em horário alternativo. O programa está disponível, também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e da Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: “o novo normal, não vai ser novo nem normal”, diz Marcelo Miranda, CEO na Espanha

 

 

“Se existe algum novo normal esse novo normal é a mudança constante porque quando ele chegar, o novo normal, não vai ser novo nem normal para a gente, nós vamos viver, por muitos meses, mudanças constantes” — Marcelo Miranda

Há dois anos no comando de um empresa da área de construção civil, em Saragoça, na Espanha, o executivo brasileiro Marcelo Miranda teve de enfrentar os efeitos sanitários e econômicos da pandemia bem antes de seus compatriotas. Com pouco tempo para se adaptar às medidas restritivas e aos riscos da doença, a empresa da qual é o CEO, a Consolis Tecnyconta, líder na Europa em concreto pré-moldado, teve de ser ágil para mudar processos, trabalhar à distância e oferecer segurança aos seus profissionais.

 

Os primeiros casos de contaminação, entre os espanhóis, apareceram entre o fim de janeiro e as primeiras semanas de fevereiro. Em 14 de março, o país teve de parar, com a decretação de regras que limitaram a circulação de pessoas e obrigaram o fechamento da maior parte das atividades econômicas. A Espanha foi uma das regiões que mais sofreram com a COVID-19 e atualmente registra perto de 28 mil mortes e cerca de 254 mil pessoas infectadas, tendo uma população em torno de 47 milhões de habitantes.

 

Ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Marcelo Miranda falou das estratégias usadas para enfrentar a primeira onda do coronavírus no país e de como a empresa se organizou para a retomada das atividades. Ele identificou três estágios importantes diante da crise: o primeiro que foi o de pensar na sobrevivência com o acolhimento das pessoas e suas famílias; o segundo, o de como operacionalizar os sistemas para manutenção dos negócios; e, o terceiro, o de repensar a empresa:

“… esse repensar tem andado ao lado da construção: digitalização; tecnologias de industrialização e pré-fabricação de construções; e o lado humano das construções, de como a arquitetura pode ajudar a vivermos de uma maneira mais humana e com mais qualidade de vida”.

Para Miranda, inovação é resolver problemas e, assim, as empresas precisam identificar quais serão os problemas daqui para a frente. Nesse momento, ele vê a necessidade de o setor da construção civil como um todo, e não apenas a sua empresa, passar por uma intensa transformação. Pois diz que essa indústria ainda é de pouca confiabilidade, de grande impacto ambiental e que emprega mão de obra não-qualificada:

“O que vai acontecer é a celebração de uma transformração dessas empresas com visão mais consciente do seu papel na sociedade”.

Para os empresários brasileiros que planejam como gerir seus negócios após a pandemia da Covid-19, Miranda sugere que se busque criar ambientes mais saudáveis nas relações de trabalho, nos quais os profissionais sintam-se confiantes em implantar transformações e tenham espaço para errar e corrigir rapidamente sempre que necessário:

“Essa cultura organizacional de facilitar as decisões, de facilitar a comunicação, de aproximar as pessoas, de ser uma cultura mais horizontal e mais voltada para resultados mesmo de curto prazo é o que realmente tem feito diferença para quem já tem isso desenvolvido. Às empresas que não têm, nunca é tarde para começar e aprender”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN. O programa tem a colaboração de Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Pressão da pandemia acelera inovação nos setores de Vestuário, Varejo e Home Office

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Vestuário

 

333bd4cd-c478-4302-9d46-337a41703d86.jpg.640x360_q75_box-0,98,1920,1178_crop_detail

Foto: Pixabay

 

A notícia divulgada pela rádio CBN sobre a fabricação de roupas anticovid-19, com certeza, foi surpreendente para o mercado. Entretanto, não deve ter surpreendido o ramo têxtil, que há anos tem se voltado para a busca da funcionalidade de materiais. A novidade foi a rapidez na criação e na aceitação pelas confecções, além da divulgação. Fatores que deverão causar benefícios de forma geral.

 

 

No Brasil, o tecido foi criado pela Nanox Tecnologia S.A. — empresa especializada em nanotecnologia — e com um corpo técnico originário da Universidade Federal de São Carlos, com sede na cidade de São Carlos/SP e filial em Massachussets, USA. A inovação teve atuação de pesquisadores da UFSCar e da USP.

 

A expectativa do uso desse tecido é enorme: o preço do produto acabado não deve superar os dois dígitos, o que dará um custo baixo para um alto benefício.

 

A Malwee, de Santa Catarina, que tem se destacado pela atenção em sustentabilidade, foi pioneira nesta utilização, hoje produzindo máscaras e camisetas que protegem do coronavírus. A Malwee importou o composto químico para fabricação do tecido da Suíça e está se programando para ampliar as linhas de produto que serão confeccionadas com o tecido protetor do coronavírus.

 

Estamos diante, portanto, de uma novidade, cujo impacto poderá impulsionar uma nova tendência, que será a criação de tecidos e afins, com benesses específicas relativas à saúde. Ao mesmo tempo, poderá motivar a divulgação do que já existe nesta área.

 

Varejo

 

youcom1

Foto: Youcom/divulgação

 

Para o varejo de moda, a previsão de vendas é fundamental. O sortimento correto no abastecimento evita sobras e aumenta a disponibilidade de capital. Uma nova técnica, através da inteligência artificial, está surgindo e sendo aperfeiçoada para alocar os produtos adequados para cada loja.

 

Quanto maior a sintonia entre a busca do consumidor e o produto disponível em estoque, teremos a plenitude da função do varejo, que se pode denominar do modelo Butique. Essa estratégia, baseada na inteligência artificial, pode ser aplicada também em grandes organizações. É o caso da Renner com 380 lojas âncoras e que começa a executar o sistema.

 

Além disso, o modelo Ship From Store, em que se usa o estoque da loja mais próxima do cliente omnichannel está em implantação, e se tornando uma das modalidades significativas de redução de estoque e eficiência operacional.

 

A inteligência artificial começa também a ser usada na Youcom para enviar à casa das clientes conjuntos de produtos de moda para a apreciação e eventual compra. Esse, também, um processo inegavelmente de Butique. E a Youcom tem 100 lojas de médio porte.

 

Home Office

 

8320efb9-5a66-4f35-9877-b5efd4c5b7ce.jpg.640x360_q75_box-0,0,960,540_crop_detail

Foto: Pixabay

 

O setor digital, um dos raros segmentos da economia atingido positivamente, também acelerou novidades que viriam mas em ritmo antigo.

 

Hoje, é possível em 15 dias implantar uma estrutura de SAC na casa dos operadores. Além disso, há sistema de segurança que permite operar com cartões de crédito.

 

Segundo Elda Di Donato, a CDO Chief Digital Officer da Sercom, ao se colocar o operador em casa é necessário se aproximar das exigências das certificações PCI Payment Card Industry especialmente para ecossistemas das empresas que processam cartões de débito e crédito.

“A tokenização em segurança está permitindo que o cliente acesse um ambiente seguro, criptografado, e digite ali os seus dados para serem validados, sem que o operador tenha acesso às informações. Ou seja, os dados não passam mais na mão de pessoas, e sim de um agente virtual. Esse modelo de contratação está sendo muito bem aceito pelo pioneirismo e pelo aumento da segurança dos consumidores”

Elda lembra das pesquisas que informam que o trabalhador em casa rende 20% mais, e o absenteísmo e o turnover são reduzidos.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: “a pandemia acelerou o futuro”, diz César Gon, da CI&T

 

“Agora é momento de um grande darwinismo mercadológico, né, onde vai sobreviver, vai ganhar esse jogo, as empresas que forem inovadoras, mais rápidas, que lerem melhor essa mudança da sociedade e mudarem seus modelos de negócios e as suas práticas” —- César Gon, CI&T

Os escritórios da CI&T começaram sentir os efeitos da pandemia do coronavírus, na China. Medidas urgentes tiveram de ser adotadas para, em seguida, serem aplicadas na sede no Japão. E da mesma forma que a Covid-19 se espalhava, outros núcleos da empresa, na Europa e nas Américas, tiveram de mudar planos rapidamente. Especializada em trabalhar com transformação digital, modelos de gestão e liderança, a empresa não apenas implantou suas estratégias internamente como as levou para os clientes dos mais diversos portes.

 

César Gon, CEO e fundador da CI&T, em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, diz que a pandemia obrigou a aceleração de processos que vinham sendo planejados para o longo prazo:

“A pandemia acelera esse futuro. Isso coloca em xeque a estrutura clássica e hierárquica das grandes empresas. Para você reagir a esse nível de mudanças, de incerteza, você precisa contar com um nível de colaboração, de cocriação que não conversa com empresas sisudas, empresas hierárquicas”

Em conversa com o jornalista Mílton Jung, César Gon explica que encarar transformações foi algo que teve de fazer desde que iniciou a CI&T, em 1995. Inclusive, no seu papel como líder, função na qual, conta, era muito bom, enquanto o que funcionava era o sistema de comando e controle. Em determinado momento, porém, viu-se um líder anacrônico e percebeu que ou mudava seu comportamento ou um novo líder teria de assumir o posto:

“Essa mudança não é simples. É muito fácil saber o que não fazer, mas o que fazer no lugar? Se eu não sou o sabe tudo da sala, qual vai ser a minha contribuição”.

Uma das metodologias que usam na empresa é a Lean Digital que reúne dois universos aparentemente distintos mas que se complementam: o do uso intensivo de tecnologia, com criação e disrupção; e o do aprendizado constante, humildade do líder e disciplina.

“Acho que essa pandemia gera uma reflexão individual, qual o meu papel, qual o nosso papel como cidadãos, como indivíduos, mas também isso vai para o mundo corporativo, porque afinal de contas qual é o propósito desta empresa, precisa ser um agente positivo, um agente que vai deixar o mundo um pouco melhor em alguma perspectiva”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Prado, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Alan Martins.

Mundo Corporativo: inovar é poupar o tempo do seu cliente, diz Arthur Igreja

 

“Inovação é resolver algo de uma forma nova e mais eficiente, mais eficaz, então, se você conseguir fazer isso por simplificação de processos essa é uma belíssima inovação e que não depende de tecnologia alguma” — Arthur Igreja

O consumidor moderno é mais ansioso e bem informado — e assim tem maior capacidade de comparar produtos e serviços para escolher aquele que vai resolver o seu problema, poupando tempo e oferecendo simplicidade. Arthur Igreja, professor da FGV e palestrante, alerta que as empresas que não forem competentes para encontrar soluções e criar processos ágeis serão “engolidas” pelos concorrentes.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Igreja lembra que os gestores precisam entender a jornada do seu consumidor.

“Muitas pessoas são leais a uma empresa porque eles não encontraram uma alternativa; então, esse é que é o perigo: achar que o seu consumidor está satisfeito. A única forma de descobrir isso é sendo cliente da sua própria empresa e conversando, perguntando para o usuário final onde incomoda, onde ele perde tempo, onde tem muito documento, muita burocracia?”

Autor do livro “Conveniência é o nome do negócio —- descubra como a inovação pode facilitar a jornada do seu consumidor e multiplicar seus resultados” (Planeta Estratégia), Igreja recomenda que o empresário antes de pensar em desenvolver alguma solução própria, tendo de investir muito dinheiro —- o que acaba se transformando em uma barreira para a inovação —-, observe o que já existe no mercado.

“(é preciso) ter obsessão por poupar o tempo do usuário final … será que não podemos eliminar um formulário por dia, por exemplo?”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast.

Mundo Corporativo: para ser um líder inovador é preciso desapegar das velhas soluções, diz Eliana Dutra

 

“Você como líder, como investidor, como CEO, você tem que conhecer os seus vieses, os seus preconceitos para você não se deixar limitar, porque a inovação ela é sempre disruptiva, ela sempre vai lhe causar um desconforto”

As empresas estão constantemente em busca de inovação e têm sido impactadas pelas transformações que ocorrem nos diversos setores da economia. Para liderar essas empresas, há necessidade de uma forte capacidade de adaptação para a qual nem sempre os profissionais estão preparados. Eliana Dutra, CEO da Profit Coach, tem se dedicado a treinar esses líderes desde 1999 e foi com ela que nós conversamos no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Dutra sugere que o líder inovador seja desapegado de suas funções e de seus sucessos, porque só inovamos quando nos desapegamos das velhas soluções:

“… a inovação é sempre disruptiva, sempre vai causar um desconforto, então você tem de olhar este desconforto e perceber se ele é um desconforto só porque é inovação ou porque está anexado a algum preconceito”.

Eliana ressalta que o perfil do líder deixou de ser o do profissional autoritário, que manda o outro fazer as tarefas, para ser o líder com visão estratégica capaz de engajar os colaboradores da sua equipe:

“Eu costumo dizer que um líder sem seguidores é só um sujeito dando um passeio”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e domingo às 10 da noite em horário alternativo. Você pode ouvir o programa também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: novo CEO da Ambev quer empresa mais aberta e colaborativa

 

“Você não consegue inovar se você não colaborar, se você não se abrir para fornecedores, para clientes, para gente que está inovando — a inovação não necessariamente vem só de dentro, a gente resolve problemas complexos colaborando. Você chama fornecedores, você fala do problema, você investe junto, você tenta resolver” —- Jean Jereissati, CEO da Ambev

A necessidade de abrir a empresa para a inovação e criar um ambiente colaborativo em que o cliente tenha maior participação está entre os desafios do novo CEO da Ambev, Jean Jereissati. O executivo disse que é momento de o grupo mudar o seu olhar que por muito tempo esteve direcionado para o seu próprio crescimento e isso teria provocado um distanciamento na relação com o seu consumidor.

“Eu quero trazer essa visão de abertura e colaboração para a companhia como um todo, promover nossa capacidade de inovar e dar um salto tecnológico”

Jereissati assume o cargo oficialmente em janeiro, mas já está no grupo há pouco mais de 20 anos, foi para o exterior, trabalhou por quatro anos na China, voltou em 2019 e ocupa a diretoria de vendas e marketing. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o empresário disse que no ano passado 5% do faturamento do grupo vieram de produtos que não existiam há dois anos, e conforme dados de setembro, este índice já chegou a 13%, neste ano — o que ele define como sendo um crescimento em ritmo chinês:

“Se você quer mudar uma companhia para ela começar inovar essa agenda tem de vir do CEO, essa agenda tem de vir do topo”

Na entrevista, Jereissati também falou do perfil de profissionais que a empresa busca, das oportunidades de carreira que existem no grupo e das expectativas de crescimento no setor nos próximos anos.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves.

 

Sua Marca: as mais amadas e valiosas criam e não copiam

 

“É raro uma empresa que não coloque na sua pauta o tema da inovação, mas muitas vezes costumam se inspirar no que outros fazem e no que o consumidor algumas vezes pede, elas acabam muito parecidas”. Cecília Russo

O mercado de criação e as marcas têm vivido um paradoxo que é o de serem pressionados pela necessidade de inovar e acabar ficando cada vez mais parecidos com o seu concorrente. Um dos motivos que levam a esse cenário é o fato de as empresas sempre buscarem inspiração naquilo que está dando certo no seu mercado e o outro, é que muitos gestores acreditam que ao ouvir o consumidor encontrarão a resposta para esse dilema.

 

Jaime Troiano e Cecília Russo conversaram com Mílton Jung sobre esse tema no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN. E Troiano lembrou-se de ensinamento que aprendeu com um CEO de multinacional:

“Um pensador da área de comunicação disse um dia que se você der para o seu consumidor só aquilo que ele está pedindo, um dia vai aparecer um concorrente que vai dar a ele algo diferente pelo qual vai se apaixonar”.

Russo entende a importância de se ouvir o consumidor e o considera ótima fonte para julgar a novidade que a marca apresentar ao mercado. Ressalta porém que ele não é o melhor porta-voz da inovação, porque tende a falar de coisas que já foram feitas. Quanto a estratégia de as empresas se inspirarem umas nas outras, ela ensina:

“As marcas mais amadas e valiosas criam e não copiam”.

O excitante mundo das mudanças e a importante tarefa de prever

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

architecture-2557567_960_720

Shoopings sofrerão concorrência dos market places?

 

A proximidade de um novo ano sempre desperta um olhar ao futuro. Estímulos cada vez maiores para mudanças comportamentais decorrentes de inovações tecnológicas ou vice-versa, produzem farto material.

 

Do passado recente, vejamos algumas.

“Até junho esse tal de Rock´n´Roll terá desaparecido”. Revista Variety, 1955

 

 

“Não gostamos do som dos garotos. Grupos com guitarras estão acabados. Os BEATLES não têm futuro no Show Business”. Dick Rowe, executivo da Decca Records, 1962

 

 

“A compra à distância irá fracassar porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar de ideia”. Revista TIME, 1968

 

 

“Não há razão para alguém querer ter um computador em casa”. Ken Olson, presidente da Digital Equipment Corporation, 1977

 

 

“Prevejo um espetacular e passageiro sucesso para a internet. Em 1966 ela cairá em desuso”. Robert Metcalle, inventor da Ethernet, 1995

 

 

“Os aparelhos convergentes terão limitado sucesso, pois os consumidores irão preferir, por exemplo, máquinas fotográficas de alto desempenho, que não irão encontrar em aparelhos celulares”. Al Ries, autor de Marketing de Guerra e de vários best sellers na área de Marketing, 2004

 

 

O fato é que o Rock, os Beatles, a compra à distância, o computador em casa, a internet e o aparelho convergente foram assimilados pelos consumidores. Aceitavam a guitarra, o computador pessoal e abriam mão de provar a mercadoria.

 

Uma resultante cômoda para quem apostou nas mudanças, porém como se viu, pessoas do meio tiveram percepção contraria. Desde então acompanhamos alguns casos.

 

Em 196,6 quando o Shopping Iguatemi foi inaugurado, em São Paulo, os principais lojistas da rua Augusta não aderiram. Eles acreditavam que os clientes acostumados às compras na rua não fariam em um “caixote fechado”.

 

Quando o e-commerce começou a se desenvolver, o varejo iniciou a se instalar na rede individualmente. Ora, se os centros comerciais aglutinam marcas concorrentes para a necessária sinergia do comércio, facilitando a escolha ao consumidor, por que na rede que é universal se instalar só?

 

Somente agora os Market Places estão visíveis a todos. Entretanto, ainda há nos shopping centers quem acredita que o Market Place do Shopping irá concorrer com o Shopping.

 

Grandes corporações de varejo entravam no e-commerce construindo Centros de Distribuição, de forma que o abastecimento da operação era feito diretamente pelo CD. Entretanto, se houver grande número de lojas o mais conveniente é que haja entregas feitas da loja mais próxima. Evita-se o bloqueio da mercadoria no CD e escoa o estoque da loja.

 

Os Shopping Centers por deterem a expertise do mix de lojas deveriam ser os pioneiros dos Market Places, no entanto as grandes marcas individuais é que estão criando shoppings virtuais agregando outras marcas.

 

Como se pode ver, identificar mudanças e criar oportunidades para negócios existentes é tarefa possível e necessária.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.