Mundo Corporativo: Carolina Sevciuc, da PepsiCo, destaca a importância das pessoas na transformação digital

Carolina Secviuc entrevistada no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti

“Não existe transformação sem pessoas, porque a gente faz a transformação através de pessoas para pessoas.”

Carolina Sevciuc, PepsiCo

Inovação e transformação digital são temas recorrentes no ambiente corporativo, mas como realmente implementar essas mudanças de forma eficaz? Carolina Sevciuc, diretora sênior de Transformação Digital & Inovação da PepsiCo Brasil, destaca a importância de colocar as pessoas no centro desse processo. Para deixar clara essa visão, na entrevista ao programa Mundo Corporativo, ela brinca com o próprio nome do cargo que ocupa na empresa: “O nome digital está ali só por uma questão de a palavra passar para a gente uma maior agilidade, maior foco, velocidade, mas no fundo, a gente tem as pessoas no centro disso.”

Transformação digital: muito além da tecnologia

Carolina enfatiza que a transformação digital vai muito além da implementação de novas tecnologias. Trata-se de uma mudança cultural que deve ser abraçada por toda a organização. “Já faz um tempo que grandes empresas como a minha entenderam que a gente não faz nada sozinho. E que a gente precisa estar com esse pulso e estar com esse diálogo constante, seja com o consumidor, seja com a universidade, seja com um ecossistema de inovação de startups e scale-ups.”

A diretora chama atenção para a necessidade de se cercar de parceiros competentes e alinhados com os objetivos da empresa: “Não tem uma receita. Eu acho que você juntar pessoas altamente capacitadas que você consiga ter um diálogo, uma conversa que te provoque, e entender a sua situação, a situação da categoria ou da empresa que você está é extremamente importante.”

A inteligência artificial aplicada no negócio

A PepsiCo tem se destacado no campo da inovação e transformação digital através de iniciativas que abrangem desde o aumento da eficiência nas fábricas até o desenvolvimento de novos produtos, explica Carolina. A empresa utiliza inteligência artificial para prever e garantir a qualidade dos produtos em tempo real, como no caso do Cheetos, que é descartado automaticamente se não estiver dentro dos padrões. Além disso, a PepsiCo investe na criação de novos sabores e embalagens, usando seu vasto banco de dados global para acelerar o desenvolvimento e atender às demandas locais. 

De acordo com a diretora, a colaboração com startups e a promoção de uma cultura de inovação aberta são pilares fundamentais para manter a empresa na vanguarda do mercado, garantindo que novas ideias e tecnologias sejam incorporadas de maneira eficaz e sustentável.

“A gente cria fóruns para isso. A gente tem globalmente uma presença muito forte de PepsiCo dentro do ecossistema de startups e scale-ups onde as chamadas são abertas. Você entra no site da PepsiCo, vê o que a PepsiCo está procurando e, como startup ou scale-up, você aplica a sua solução.”

A Importância da diversidade da inovação

Para Carolina, a diversidade desempenha um papel crucial na inovação ao trazer diferentes perspectivas, experiências e habilidades para a mesa. Na PepsiCo, a valorização de um time diverso é vista como essencial para impulsionar a criatividade e resolver problemas de maneira mais eficaz. Ela acredita que a diversidade de opiniões e visões de mundo contribui para um ambiente mais dinâmico e inovador. “Transformação se faz como de pessoas para pessoas com opiniões diferentes convergindo para um objetivo maior e único.” A inclusão de colaboradores de diversas origens culturais, sociais e profissionais permite à PepsiCo identificar oportunidades únicas e desenvolver soluções mais abrangentes e eficazes, fortalecendo a capacidade da empresa de inovar em um mercado global competitivo.

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O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Amilcar e Renato Sá, da MC Tintas, falam de como fazer da inovação uma tradição familiar

Reprodução do vídeo da entrevista ao Mundo Corporativo

“Quer ter sucesso? Trate bem o fornecedor, trate bem seu funcionário, muito bem seu funcionário e trate bem o seu cliente.”

Amilcar Sá, MC Tintas

O mundo dos negócios pode ser um terreno árido e desafiador, especialmente para aqueles que desejam empreender e inovar. Entretanto, a história da MC Tintas, que se iniciou há 60 anos, mostra que o caminho para o sucesso pode ser trilhado com uma boa dose de respeito e dedicação aos principais pilares de uma empresa: fornecedores, funcionários e clientes. É no que acreditam Amilcar Sá e Renato Sá entrevistados no Mundo Corporativo, da CBN. Amilcar começou aos 16 anos com os dois irmãos, fundadores da empresa, e Renato assumiu o comando da MC Tintas, em 2020.

Com mais de 220 unidades no Brasil, a companhia faturou R$ 563 milhões, em 2023. Para 2024, a meta é chegar a R$ 680 milhões, com 20% de crescimento no número de unidades. Desde 2017, a marca trabalha no sistema de franquia, uma estratégia que Renato Sá quer ampliar. Atualmente, são 120 franqueados. Entender o potencial de cada um desses empreendedores é importante na construção da rede. Renato ressalta que “o sucesso de um empreendedor depende muito mais dele do que do franqueador”, destacando a importância da iniciativa individual no mundo dos negócios.

Inovação e Crescimento

A inovação sempre foi uma característica da MC Tintas. Uma tradição familia, pelo que se ouve nas histórias contadas por Amílcar e Renato. Desde a criação da empresa, a visão de Amilcar e seus irmãos foi transformar as lojas de tintas em ambientes agradáveis e acessíveis para todos os públicos, especialmente às mulheres, que, tradicionalmente, não frequentavam esses estabelecimentos. Amilcar recorda: “As lojas eram muito pesadas, sujas. Não tinha aquele tratamento gostoso. Nós fomos os primeiros a mudar isso”.

Renato complementa que a empresa continua a se adaptar às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor: “Hoje temos muito mais ferramentas do que eles tinham lá atrás. A empresa estuda o novo consumidor, contrata pesquisas e tenta inovar constantemente”. Esse olhar inovador levou a MC Tintas a desenvolver um aplicativo chamado Toc Toc, que conecta consumidores a profissionais de pintura, facilitando o acesso a serviços de qualidade.

Sucessão Familiar e Liderança

A transição de liderança na MC Tintas é um exemplo de como a sucessão familiar pode ser bem-sucedida. Amilcar enfatiza que a preparação foi fundamental: “Não foi porque o Renato é meu filho que ele se tornou CEO. Ele foi apontado como a pessoa mais adequada por uma consultoria externa”. Renato, por sua vez, destaca a importância do preparo e da contínua busca por conhecimento: “Liderar é não parar nunca. É estudar, fazer cursos e ter vontade de passar a cultura da empresa”.

A relação pai e filho dentro da empresa é um equilíbrio de aprendizado e liderança compartilhada. Renato reconhece o papel crucial de seu pai como mentor: “Tenho uma grande oportunidade de ter meu pai do meu lado, meu espelho, e meu mentor”.

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Mundo Corporativo: Felipe Félix, do will Bank, fala de como tornar seu negócio acessível ao cliente que está fora do mercado

Felipe Felix nos bastidores do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

“77% da população brasileira acha mais fácil controlar seu dinheiro em papel moeda do que dentro de uma conta bancária.”

Em uma época na qual a inclusão financeira se torna cada vez mais vital, é importante adaptar os serviços bancários à realidade dos brasileiros que vivem fora do sistema financeiro. Foi com essa ideia em mente que Felipe Félix, fundou o will Bank, em 2017, um banco digital que tem 1.200 colaboradores e oferece produtos como cartão de crédito e débito, conta digital, investimentos, crédito pessoal e marketplace.

40% da base de clientes guarda dinheiro em casa, ou seja, não usam bancos ou poupanças tradicionais disse Félix, em entrevista ao Mundo Corporativo da CBN, elucidando sobre as barreiras enfrentadas por esses consumidores quando confrontados com produtos financeiros complexos como CDBs e debêntures.

Inclusão Financeira e Simplicidade

Ao longo da entrevista, Felipe Félix compartilhou como o will Bank, ao se aventurar pelo interior do Brasil, adotou uma abordagem simplificada para atrair clientes. Ele destacou a importância de uma oferta acessível e descomplicada:

“Antes de você entender as motivações e os porquês, é essencial entender como esse cliente se relaciona com seu produto”.

Uma das estratégias chave do will Bank tem sido o uso do crédito como porta de entrada para uma nova experiência bancária, especialmente para aqueles que são novos no uso de serviços financeiros. Para Félix a tecnologia pode facilitar o acesso a serviços financeiros sem tarifas proibitivas:

“A grande parte do atendimento ao nosso cliente é feita pelo celular, um canal de atendimento digital, porque isso traz escala”

Cinco lições para usar no seu negócio

A entrevista de Felipe Félix oferece várias lições valiosas sobre atendimento ao cliente, especialmente em contextos de inovação e inclusão financeira. Aqui estão alguns dos principais aprendizados que podem ser extraídos:

1. Conheça profundamente seu cliente: Felipe enfatiza a importância de entender não apenas as necessidades financeiras básicas dos clientes, mas também seus comportamentos, motivações e as barreiras que enfrentam ao acessar serviços financeiros.

2. Simplifique os serviços: Um dos grandes obstáculos para a inclusão financeira é a complexidade dos produtos bancários. A abordagem do will Bank de simplificar esses produtos e o próprio processo bancário torna os serviços mais acessíveis e compreensíveis, o que é crucial para clientes que podem ter limitada experiência financeira prévia.

3. Mantenha um equilíbrio entre tecnologia e interação humana: Apesar de ser um banco digital, o will Bank reconhece a importância da interação humana. Felipe discute como eles combinam atendimento digital com momentos de contato humano direto, garantindo que a tecnologia não substitua completamente o elemento pessoal, mas que trabalhe para aprimorar a relação com o cliente.

4. Resolva dores específicas do cliente: Cada serviço oferecido deve ter como objetivo resolver uma “dor” específica, demonstrando um atendimento focado no cliente.

5. Acessibilidade é chave: A estratégia de oferecer serviços por meio de canais digitais amplia a acessibilidade, permitindo que pessoas em regiões remotas ou com restrições de mobilidade possam acessar serviços financeiros da mesma forma que clientes em áreas urbanas. 

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Mundo Corporativo: a visão de Valter Patriani sobre inovação e cliente

Valter Patriani entrevistado no estúdio da CBN em foto de Priscila Gubiotti

“Então, você veja que a perspectiva do cliente é toda diferente, você precisa ter muita humildade para ouvi-lo, você aprende e transforma esse aprendizado em um bem maior.” 

Valter Patriani, empresário

Em um universo corporativo que exige constante inovação e adaptabilidade, a trajetória de Valter Patriani se destaca por uma visão diferenciada sobre a importância do cliente e da equipe no sucesso empresarial. Fundador da Construtora Patriani, Valter compartilhou, no programa Mundo Corporativo da CBN, ideias valiosas sobre como criar uma empresa vencedora. Este é um relato que vai além da construção de imóveis, adentrando o terreno da construção de relações sólidas com clientes e colaboradores.

O cliente no centro de tudo

Valter Patriani não é um nome estranho ao sucesso. Após uma carreira notável na CVC, uma das maiores operadoras de turismo do país, ele se aventurou no ramo da construção civil com um olhar inovador:

“E a gente vai tentando pegar o nosso cliente e entendendo quais são os momentos da vida dele para fazer imóveis para os diferentes momentos da sua vida, mas precisa ter muita atenção ao cliente, precisa entender de gente,” 

Essa percepção acerca da importância de colocar o cliente no centro das decisões empresariais é um dos pilares de sua estratégia. Fez assim no turismo, quando percebeu que apenas os mais ricos conseguiam viajar de férias, e buscou soluções para permitir que a família dos trabalhadores também aproveitassem os principais destinos do Brasil. Fez na construção civil, ao planejar apartamentos que oferecem funcionalidades e benefícios demandados pelos moradores.

Patriani destaca que ouvir o cliente não é apenas uma parte do processo, mas a essência para a inovação e adaptação. As necessidades e desejos do cliente direcionam desde a concepção dos projetos até as práticas de sustentabilidade e tecnologia empregadas na construção. Placas solares para economia de energia, janelas automatizadas para maior conforto e infraestrutura preparada para carros elétricos são apenas algumas das inovações mencionadas por Patriani, sempre com o foco na experiência do cliente.

Pensa nos detalhes: na janela diante da pia onde se lava pratos ou no nicho para produtos de banho ao lado do chuveiro; se todos os prédios já oferecem gerador de energia nas áreas comuns, o empresário amplia o atendimento a pontos essenciais dentro do apartamento, como a tomada para o celular não descarregar e a que mantém a geladeira funcionando.

Liderança e colaboração: pilares para o sucesso

A visão de Patriani sobre a importância do trabalho em equipe é igualmente reveladora. 

“Tudo nasce dentro da companhia, dentro do time. O que os funcionários de obra estão executando hoje foi pensado a um ano e meio, dois anos antes. E quem é que pensa? O time. Nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos”.

Essa filosofia ressalta o valor da colaboração interna e da liderança participativa. Patriani sublinha a importância de conhecer e conversar com os clientes e colaboradores, uma prática que permite uma troca constante de aprendizados e experiências.

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Mundo Corporativo: Paula Bellizia, do Ebanx, fala da próxima revolução dos pagamentos digitais

Paula Bellizia em entrevista do Mundo Corporativo Foto de Priscila Gubiotti

“O pagamento digital é a espinha dorsal do comércio digital global.”

Paula Bellizia, EBANX 

No atual cenário, onde a inovação tecnológica se destaca como força motriz na transformação dos mercados globais, o setor de pagamentos se revela como um terreno promissor para mudanças impactantes. No Brasil, o Pix se apresenta como o exemplo mais expressivo dessa transformação, democratizando o acesso aos meios de pagamentos digitais. Paula Bellizia, presidente de pagamentos globais do Ebanx, com base em pesquisa realizada pela empresa, previu que o Pix vai virar o método de pagamento preferido na economia digital brasileira em 2026, empatando com o cartão de crédito.

Durante entrevista o Mundo Corporativo, da CBN, Paula, que também lidera a força-tarefa “Mulheres, Diversidade e Inclusão em Negócios” do B20 (fórum empresarial cujo objetivo é propor políticas públicas para o G20), compartilhou perspectivas sobre o avanço dos pagamentos digitais e a influência vital da liderança feminina nessas mudanças.

Fundado no Brasil há 12 anos com uma visão global, o Ebanx atua hoje em 29 países, conectando empresas internacionais a consumidores locais por meio de soluções de pagamento inovadoras. Paula enfatizou que ao integrar os métodos de pagamento preferenciais dos consumidores, o Ebanx facilita a entrada de empresas estrangeiras em mercados emergentes, promovendo um impacto positivo tanto no comércio digital quanto na vida das pessoas ao tornar o acesso a bens e serviços mais democrático e inclusivo:

“Nós estamos gerando a inovação necessária para transformar o ecossistema de pagamentos no mundo. Então, a partir do Brasil, a gente está mostrando como realmente mudar e com toda a experiência para o consumidor e para pequena empresa, também”. 

Dados do Ebanx indicam que 95% dos novos clientes de empresas optam pelo Pix em sua primeira compra, demonstrando a importância dessa modalidade no crescimento empresarial no país, o que justifica a recente incorporação do Pix por gigantes como Amazon e Google. Essa inovação, segundo Paula Bellizia, é um reflexo da capacidade do país de liderar mudanças significativas no cenário global de pagamentos.

Curiosamente, se as transações de pessoa para pessoa ou do cliente com a empresa ganharam essa agilidade, ainda existem muitos entraves nos pagamentos de empresa para empresa. Paula disse que cerca de 70% das transações B2B ainda são manuais e levam até 14 dias para serem concluídas, uma realidade que se transforma em oportunidade e tende a ser a próxima revolução dos pagamentos digitais:

“Tem muita inovação para acontecer ainda. Eu acho que a gente está no começo. Tem ainda a parte do comércio entre empresas. Tudo que a gente viu acontecer com os consumidores finais vai acontecer no mercado B2B. Aqui tem muita disrupção para acontecer, porque por curioso que seja esse é um mercado que parece ainda na era analógica”. 

Liderança Feminina e Inclusão

Paula Bellizia refletiu sobre sua experiência em posições de destaque em grandes empresas tecnológicas e como isso moldou sua visão sobre inovação, diversidade e inclusão. Ela acredita que o sucesso feminino inspira novas gerações.

“Acho que histórias femininas que mostrem que é possível e é possível com todas as escolhas. É possível se você quer ter uma família. É possível se você não quer ter uma família. É possível se você quer morar no Brasil. É possível se você quer morar fora do Brasil. É possível em tech. É possível em negócios. É possível!”

Sua liderança no Ebanx e na força-tarefa do B20 destaca-se não apenas pelos resultados empresariais mas também pelo compromisso com a construção de um ambiente corporativo mais inclusivo e representativo. Paula  consideraa diversidade uma alavanca para a inovação, argumentando que a pluralidade de ideias é essencial para criar soluções verdadeiramente disruptivas.

“Para mim como líder, a inovação só é possível a partir de perspectivas diferentes sendo trazidas pra mesa, a partir de uma cultura que incentive o diálogo e o desafio construtivo de ideias para que a gente tenha a ideia vencedora para companhia e não a ideia de pessoas individuais. Então, para mim, inovação e diversidade caminham lado a lado. Arrisco dizer que é impossível ter inovação sem diversidade”.

Assista  ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, domingo, às 10 da noite, em horário alternativo, e também fica disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

A entrevista de Paula Bellizia ao Mundo Corporativo traz à tona reflexões essenciais sobre o papel da inovação e da liderança feminina nos negócios globais. Suas palavras não apenas iluminam o caminho para futuras disrupções no setor de pagamentos digitais mas também reforçam a importância da inclusão e da diversidade como pilares fundamentais para o sucesso empresarial no século XXI: 

Mundo Corporativo: Joildo Santos, da Cria Brasil, revela o potencial das favelas

Joildo Santos grava o Mundo Corporativo. Foto de Priscila Gubiotti

“Quando a gente investe em desenvolver as favelas a gente está investindo na na sociedade inteira, não é só uma questão de marketing ou de publicidade para a empresa que está envolvida”

Joildo Santos, Cria Brasil

O potencial econômico das favelas e periferias do Brasil, estimado em cerca de 200 bilhões de reais e envolvendo aproximadamente 20 milhões de pessoas, representa uma fonte significativa de oportunidades empreendedoras e de consumo. Esta revelação é de Joildo Santos, CEO da Cria Brasil, agência de comunicação dedicada às periferias. 

O Consumo Diversificado nas Favelas

Em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Joildo destacou o papel fundamental das comunidades na economia. Ele ressaltou que, apesar dos estereótipos, os moradores das favelas consomem uma vasta gama de produtos, desafiando a visão limitada que muitas vezes é projetada sobre eles. “As pessoas consomem de tudo”, afirmou, indicando a diversidade de necessidades e interesses presentes nestas áreas.

“Só com a convivência é que a gente vai diminuir as distâncias. Eu não posso querer mudar a vida das favelas só com as favelas, só com as lideranças que estão ali. Eu preciso que a sociedade como um todo se envolva com isso. Eu preciso que os empresários vejam o potencial econômico ali; que o poder público faça intervenções que possam ajudar a população”

A trajetória da Cria Brasil, iniciada com a publicação do jornal “Espaço do Povo”, em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em 2007, ilustra um esforço contínuo para redefinir a narrativa em torno das favelas, promovendo uma imagem mais complexa e positiva que vai além das questões de violência e calamidade frequentemente associadas a esses locais. A agência se desenvolveu ao longo dos anos, expandindo suas operações para além da comunicação comunitária, englobando a produção de conteúdo e a prestação de serviços para clientes dentro e fora das favelas. Esta evolução culminou na mudança de nome para Cria Brasil em 2020, refletindo uma visão ampliada de seu papel e alcance.

Exemplos de Empreendedorismo Transformador

Joildo criticou a representação estereotipada das favelas na mídia e na publicidade, argumentando que tais imagens não capturam a rica diversidade e o dinamismo dessas comunidades. Ele citou exemplos de inovação e empreendedorismo que surgiram das favelas, como a Favela Brasil Express, uma iniciativa de logística de última milha criada em Paraisópolis para melhorar o acesso dos moradores ao e-commerce. “Isso leva a renda para o entregador que conhece o território e também traz cidadania”, explicou, destacando o impacto positivo dessas iniciativas na vida cotidiana dos moradores das favelas.

Além de discutir os desafios enfrentados na ampliação de suas operações e na luta contra preconceitos, Joildo abordou a importância de ações sociais bem planejadas e sustentáveis pelas empresas, criticando as abordagens superficiais que buscam mais benefícios de imagem do que impactos reais nas comunidades. Ele também compartilhou ideias sobre o engajamento da Cria Brasil em projetos específicos, como a produção de conteúdo para grandes empresas, e enfatizou a necessidade de colaboração entre as favelas, o setor privado e o governo para promover mudanças sociais significativas.

A entrevista de Joildo Santos ao Mundo Corporativo oferece uma perspectiva valiosa sobre o potencial inexplorado das favelas e periferias do Brasil, desafiando as narrativas convencionais e destacando o papel crucial dessas comunidades na inovação, no empreendedorismo e no desenvolvimento econômico.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo, e em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Valente, Débora Gonçalves e Rafael Furugen. 

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: premiação destaca inovação e resultados eficazes

Campanha do Unicef, imagem: reprodução YouTube

“O prêmio Effie é importante porque reforça o compromisso de criação inteligente
com a geração de resultados concretos para as marcas”

Jaime Troiano

Em uma época em que os prêmios no mercado publicitário estão cada vez mais focados em estratégias inovadoras e resultados tangíveis, o Prêmio Effie vem se destacando como um dos mais prestigiosos. Este prêmio, que conta com a participação de um júri composto por profissionais renomados do mercado, avalia os trabalhos com base em critérios como estratégia, criatividade, execução e resultado. Na última edição, a cerimônia de premiação atraiu atenções significativas, evidenciando não apenas a criatividade, mas também a eficácia das estratégias de marketing adotadas pelas marcas.

Jaime Troiano e Cecília Russo, especialistas em branding e comentaristas no programa “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, da CBN, apresentaram alguns dos destaques da premiação. Cecília, que foi jurada neste ano, expressou seu orgulho em participar do processo de seleção e ressaltou a importância do prêmio para o mercado publicitário.

“Esse prêmio traz o olhar para estratégias de Marketing e o quanto elas são eficazes”

Cecília Russo

Entre os vencedores, destacaram-se a agência Almap BBDO, uma grande vitoriosa desse prêmio, com muitos anos nessa posição de líder; a AMBEV que ganha como anunciante do ano; e a VIVO, a marca do ano. Esses reconhecimentos sublinham a excelência e inovação no campo do marketing e da publicidade. 

As campanhas que se destacaram no prêmio

Jaime Troiano, por sua vez, destacou casos específicos que chamaram sua atenção, incluindo campanhas de Hellmann’s, Guaraná e uma iniciativa do UNICEF, focada na problemática da evasão escolar no Brasil.

A campanha da Hellmann’s, por exemplo, buscou rejuvenescer a marca e conectar-se com uma nova geração de consumidores através de uma parceria com a NBA, resultando em um sucesso tanto em vendas quanto em engajamento. Por outro lado, o Guaraná utilizou a temática da equidade de gênero e apoio o futebol feminino para criar um espaço significativo de conversa com audiências mais jovens.

A ação do UNICEF, conduzida pela agência Artplan, chamou a atenção para a evasão escolar no Brasil de uma maneira impactante e criativa. Estátuas representando alunos foram colocadas em diversas cidades e, após três dias, desapareceram, simbolizando o destino de muitos estudantes que abandonam a escola. Esta campanha foi particularmente elogiada por seu significado social e impacto durante o período eleitoral.

“Para concluir a ação eles convidaram as pessoas a cobrarem de seus candidatos
políticos estratégias e propostas em prol da educação – foi uma ação durante o
periodo de eleições”.

Jaime Troiano

A marca do Sua Marca

Cecília e Jaime ressaltaram a importância de premiações como o Prêmio Effie em incentivar a inovação e eficácia nas estratégias de marketing. A entrega do prêmio não apenas celebra a criatividade, mas também enfatiza a contribuição real das marcas para os negócios. Essa abordagem, segundo eles, é fundamental para o sucesso contínuo e a relevância das marcas no mercado atual.

Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar na edição de sábado do Jornal da CBN, logo após às 7h50 da manhã:

Mundo Corporativo: Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil, fala de liderança feminina, inovação e gestão de pessoas

Gravação do Mundo Corporativo com Clarissa Sadock, da AES Brasil Foto de Priscilla Gubiotti

“É um grande desafio o CEO não se distanciar da empresa e dos colaboradores”. 

Clarissa Sadock, AES Brasil

Ter pessoas com formações, visões e experiências diversas é essencial para as empresas que entenderam a necessidade de se transformarem na rapidez e consistência que os mercados exigem e o cidadão espera. Talvez por isso que não devesse espantar o fato de uma das principais empresas de energia renovável do país estar sob o comando de uma mulher. A verdade, porém, é que nesse ou em qualquer outro setor da economia brasileira ainda é rara a liderança feminina, especialmente no cargo mais alto da organização.

Desde 2021, Clarissa Sadock é CEO da AES Brasil, empresa que está há mais de 20 anos no pais. Sim, você que é atento às informações logo deve ter percebido que o convite para assumir o cargo surgiu e foi aceito ainda durante a pandemia. Desafio dobrado, portanto, que, de acordo com a executiva foi superado graças a forma ágil com que as equipes se adaptaram aos novos modelos de trabalho.

“É muito interessante como a gente se adaptou a trabalhar remotamente na pandemia com uma certa naturalidade. O time operacional, sem dúvida, teve um desafio maior, porque a gente precisava manter os operadores nos centros de operação e nas usinas”.

Apesar de os resultados terem superado as expectativas, na entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN, Clarissa ressaltou o quanto foi importante a retomada das atividades presenciais para conversar pessoalmente com os colaboradores já que entende que é o olho no olho que nos leva ao aprendizado. Para ela faz muita falta não apenas comunicar, mas também ouvir o que está acontecendo na vida real.

“Para o CEO é muito importante estar à frente da estratégia, estar determinando o foco das prioridades da companhia, mas a gente precisa saber se aquilo ali tá funcionando, não tá funcionando, e como que a gente mexe nesse barco da melhor forma possível”.

A comunicação é uma das competências que Clarissa considera fundamental para manter as equipes engajadas, ainda mais diante do fato de que parcela dos colaboradores está trabalhando na forma híbrida. Também o é para entender as necessidades dos clientes e construir alianças com concorrentes em defesa do setor energético. Outro pilar destacado pela CEO é o da inovação:

“Nós temos um time de inovação há mais de 20 anos e tem diversos fóruns, seja local seja internacional. A gente se utiliza muito também do conhecimento global da AES Corporation”. 

Inovadora foi a decisão recente da empresa em montar uma equipe apenas de mulheres para operar o Complexo Eólico Tucano, na Bahia. Iniciativa que se repetirá em Cajuína, no Rio Grande do Norte. Clarissa não admite que foi dela a ideia de ter equipes 100% femininas, prefere colocar na conta da política de valorização da diversidade que a empresa vem desenvolvendo há alguns anos que só não teria se concretizado antes porque os times operacionais são altamente qualificados e têm baixo turnover, ou seja, não abriam-se vagas para novos e femininos talentos. 

Os planos de crescimento e expansão que pautam a AES Brasil — um dos muitos desafios apresentados à Clarissa quando ela assumiu a função de CEO — foram determinantes para que novas equipes tivessem de ser preparadas. Uma acordo com o Senai foi fechado para que as candidatas participassem de cursos e atividades de desenvolvimento profissional. Uma das surpresas de Clarissa foi verificar que apesar de ser um curso técnico, muitas mulheres com MBA e mestrado se apresentaram para as vagas, o que permitiu uma qualificação maior da mão de obra.

Assista à entrevista completa com Clarissa Sadock em que falamos também sobre transição energética:

O Mundo Corporativo tem as participações de Bruno Teixeira, Renato Barcellos, Rafael Furugen e Priscilla Gubiotti.

Mundo Corporativo: “o maior limite é a imaginação”, diz Nuno Lopes Alves, da Visa

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“Se a gente acha que sabe tudo vai dar errado; a gente prefere muito mais ter uma postura de aprender tudo”  Nuno Lopes Alves, Visa

No senso comum, por óbvio, empresas de cartão de crédito nos fornecem cartão e crédito. Na vida real, nem uma coisa nem outra. O cartão sequer é fabricado por essa empresa e, convenhamos, cada vez mais se faz desnecessário diante dos avanços tecnológicos, pagamentos por aproximação ou indução, por exemplo. Já o crédito, vem do banco ou da instituição financeira parceira da empresa que fornece a tecnologia para que todas essas transações se realizem. 

Considerando tudo o que foi dito no primeiro parágrafo, Nuno Lopes Alves, country manager da Visa do Brasil, define sua empresa como sendo uma empresa de tecnologia. Definição que vai ao encontro do que o fundador da Visa, Dee Hock, previa há 60 anos. Esse americano, nascido em Utah, que morreu em julho deste ano, entedia que no futuro os pagamentos seriam feitos por meio de prótons e elétrons. Razão pela qual, na entrevista ao Mundo Corporativo, Nuno  não tem dúvida em dizer que a Visa foi a primeira ‘fintech’ criada no mundo.

“O nosso maior limite é a imaginação; é a gente entender como pode facilitar a vida do consumidor e dos estabelecimentos comerciais no seu dia a dia. Quando a gente entende onde tirar a fricção, a tecnologia está lá disponível para ser aplicada”

A Visa informa que são mais de 10 milhões de estabelecimentos comerciais no Brasil que aceitam seus “cartões”. E o volume de pagamentos digitais, entre abril e junho de 2022, triplicou em comparação com o mesmo período de 2019. Nas compras online, quadruplicou. 

Participando de um número gigantesco de transações diariamente, e todas através de tecnologia, imagine a quantidade de dados que a Visa acumula — um capital acumulado que tem ajudado comerciantes e empreendedores a tomarem decisões dos mais variados tipos, segundo Nuno. A partir das informações armazenadas é possível entender a jornada do consumidor, o fluxo de pessoas em determinadas áreas comerciais, o tíquete médio do público-alvo e os interesses que movem os clientes.

“A gente precisa de ter uma foto muito nítida para poder agregar esse tipo de valor aos nossos parceiros, mas o dado é essencial nessa dinâmica de ter uma decisão de melhor qualidade e a resposta é, sim, isso é mais do que parte da nossa estratégia, é nossa obrigação para continuar agregando valor a todos os nossos parceiros, inclusive ao consumidor porque altera ofertas mais relevantes baseado no seu padrão de consumo”.

Das tecnologias, a que vai crescer exponencialmente, agora, é a que permite as transações feitas por aproximação — que podem ser feitas, sim, com aquele plástico que carregamos na carteira, mas, também, com o celular, o relógio, a pulseira ou qualquer outro gadget que surgir. Os próximos passos, segundo Nuno, serão os pagamentos vinculados à identidade digital e o aproveitamento do que chama de ‘Economia das Coisas’, baseada na conversão da internet das coisas, blockchain e moedas digitais.

Diante de todas as possibilidades, é fundamental que a empresa crie um ambiente de inovação e se mantenha constantemente em contato com o conhecimento que pode surgir desde a academia até o pequeno ponto de comércio. Por isso, Nuno ressalta a necessidade de estamos sempre dispostos a aprender:

“ … então, menos respostas, mais perguntas; menos um impulso de achar que a gente já entendeu o problema até realmente ter entendido o que que a gente tem que resolver. O achismo não pode ter lugar, não é?”.

Assista ao Mundo Corporativo, com Nuno Lopes Alvez, country manager da Visa do Brasil, em que também falamos sobre o fenômeno do PIX, o investimento em cripto e estratégias para um ambiente inovador nas empresas:

O Mundo Corporativo tem as colaborações de Bruno Teixeira, Renato Barcellos, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: José Marcelo de Oliveira, do Hospital Oswaldo Cruz, fala do desafio de ser inovador aos 125 anos

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“Essencial é trazer a visão do cliente para dentro. Essa visão de cliente é o que desempata os dilemas e as discussões e o que alinha os interesses de uma discussão que muitas vezes é interna e não está sendo endereçada na perspectiva do paciente”.  

Dr José Marcelo de Oliveira, Hospital Oswaldo Cruz

O corpo clínico que oferece qualidade no atendimento e a cultura aberta para que o conhecimento seja compartilhado e a inovação se expresse. São dois dos elementos que permitiram que o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, chegasse aos 125 anos de fundação, a despeito de ter enfrentado duas grandes guerras mundiais e duas pandemias de alta periculosidade —- a última bem conhecida de todos nós, a da Covid-19. Essa é a opinião do Dr José Marcelo de Oliveira que assumiu o cargo de diretor-presidente da instituição, em junho do ano passado.

Em entrevista ao Mundo Corporativo, Jota, como costuma ser chamado pelos colegas,  explica que a cultura aberta se realiza a partir de ferramentas colaborativas que permitem a coleta de ideias de qualquer um dos 3.500 profissionais e cerca de 4 mil médicos diante de temas ou desafios que surgem na instituição. Os colaboradores oferecem soluções que são analisadas pelos gestores e classificadas pelo próprio grupo, que participou da elaboração das propostas, e selecionará aquelas que serão implementadas na prática

“A gente usa essas ferramentas no nosso dia a dia para manter, mesmo com essa tradição dos 125 anos, esse time conectado”

Uma dessas soluções surgiu na pandemia, quando no auge da demanda de respiradores criou-se uma forma de ampliar o número desses equipamentos, que foram inicialmente construídos em impressoras 3D até que se chegasse a versão final do produto. Foram desenvolvidos mais de 300 desses respiradores no hospital e o código que permitia sua construção foi aberto e compartilhado a todas as instituições, grupos ou pessoas interessadas em levar a ideia à frente.

A cultura da qualidade e segurança para o paciente também é fomentada na instituição e precisa ter o engajamento dos diversos grupos de profissionais que atuam dentro do hospital, não apenas do corpo clínico, destaca José Marcelo de Oliveira: 

“Todos os membros dessa organização são profissionais de saúde, mesmo sendo da área financeira, da área de TI, de suprimento, etc e tal. Porque isso coloca uma postura de serviço. Porque o nosso modelo é um serviço de alta complexidade em função da vida das pessoas”.

A crise sanitária que se iniciou em 2020 obrigou a aceleração de outras tantas soluções. Mais do que isso, exigiu adaptação e agilidade no aprendizado diante de uma situação nova para a comunidade médica. O setor que avalia as tecnologias em saúde e busca o conhecimento que vem sendo trabalhado em todo o mundo passou a estruturar dados para que as tomadas de decisão fossem em curto prazo e no dia a dia da pandemia. 

A saúde mental dos profissionais também foi impactada, o que levou o hospital Oswaldo Cruz a criar programas de cuidadores mentais, que passaram por treinamento para que os colaboradores de qualquer grupo de trabalho se capacitassem a fazer um diagnóstico e a ajudar o colaborador que emitisse algum sinal de sofrimento. 

Para José Marcelo de Oliveira, os avanços tecnológicos virão no sentido de colaborar com a gestão da jornada do paciente, a partir de plataformas que facilitarão o acesso para agendamento e consulta de resultados de exames até o monitoramento de sintomas em um quadro pós-operatório — neste caso, melhorando a relação custo-benefício do lado da sustentabilidade:

“Antecipar o cuidado quer dizer que você vai gastar menos, o paciente vai ficar menos tempo internado, vai sair com menos intervenção e com menos sequela, eventualmente. E vai estar pleno para sua vida no convívio das doenças crônicas. O futuro da medicina será cuidar de doenças crônicas”.

Assista à entrevista completa com o Dr José Marcelo de Oliveira, diretor-presidente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ao Mundo Corporativo, em que também falou de como a instituição está implantando medidas pautadas pela diretrizes ESG:

O Mundo Corporativo tem a colaboração de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti.