O luxo online e os programas de afiliados

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Que o marketing online ganha cada vez mais espaço em diversos segmentos, nós já sabemos! No mercado do luxo, apesar de menos agressivo, o modelo também se apresenta com casos de sucesso, e não apenas com lojas digitais. Os programas de afiliação são um exemplo que podem virar tendência no luxo, também.

 

Os programas de afiliação são acordos/parcerias nos quais o webmaster (sites, blogs e outros) se compromete a publicar propagandas (banners/anúncios) em seu site, anunciando produtos e serviços de determinadas marcas. Quando um usuário clica numa dessas propagandas, é direcionado para o site do produto e, se realizar uma compra ou um cadastro, o webmaster ganha a comissão.

 

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Diversas são as plataformas de afiliados no mercado como Lomadee, Uol Afiliados, Hot Words, Afilio e outros. A européia Zanox foi destaque no evento Afiliados Brasil, que ocorreu em maio deste ano, com um case no e-commerce de luxo. A agência de afiliação criou parceria entre a multimarcas global de luxo Farfetch e a plataforma inglesa de otimização de conversão de vendas Yieldify, que gerou um mapeamento de quais produtos os usuários mais pesquisavam no site. De posse desses dados, a loja online conseguiu acelerar o processo de compra em seu site.

 

É essencial ressaltar que, no mercado do luxo, é importantíssimo haver uma gestão de marketing digital rigorosa e seletiva. No caso de programa de afiliados, é recomendável que as grifes de luxo associem-se somente a blogs ou sites que estejam rigorosamente afinados com os conceitos do produto que oferecem e tenham em comum o seu público-alvo, evitando a tão temida banalização da marca.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que abre este post é do perfil de Anna Chernichko no Flickr

Adote um Vereador: plataforma permitirá que cidadão vote projetos que estão na Câmara de São Paulo

 

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O cidadão paulistano poderá, a partir de agora, registrar sua opinião sobre os projetos de lei em discussão na Câmara Municipal graças a plataforma virtual #EuVoto. Será uma grande oportunidade para você influenciar nas decisões dos vereadores da capital paulista. No site estarão algumas das principais propostas que tramitam no legislativo e o internauta terá a oportunidade de dizer se é a favor, contra ou se prefere se abster. A ideia é que a participação popular na plataforma coloque os projetos de lei votados pelos cidadãos na pauta da opinião pública para dar visibilidade às questões que têm impacto no cotidiano da população. Eu Voto é uma iniciativa da Open Knowledge Brasil com apoio da Fundação Avina. Na Câmara Municipal de São Paulo, o projeto já conta com a parceria do gabinete do vereador Ricardo Young e está em busca de outros apoios no legislativo municipal.

 

O Software usado pela plataforma é o DemocraciaOS, um programa livre criado na Argentina, e já presente em cidades da Argentina, do México, da Ucrânia, da Finlândia, da Espanha e dos Estados Unidos. Uma das idealizadoras, Pia Mancini justificou a necessidade atual de uma ferramenta como essa no último TED Global, em outubro de 2014, realizado no Rio de Janeiro. Sem conseguir emplacar a ideia no legislativo argentino, decidiu lançar candidatura própria com a proposta de ser pautada pela decisão dos eleitores que opinassem na plataforma. Conheça mais sobre a ideia dela, no vídeo a seguir:

 

 

Agora, cabe a você cobrar do seu vereador a presença firme, forte e democrática nesta plataforma

Pesquisa mostra que marcas de luxo melhoram a experiência digital de seus clientes

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Já falamos algumas vezes, aqui no Blog do Mílton Jung, da presença de marcas do mercado do luxo no mundo online e da importância de atuarem neste setor, levando em consideração as demandas destes exigentes e selecionados clientes. Agora, fica-se sabendo que essas empresas melhoraram a experiência digital que oferecem aos seus consumidores em 8%, no último trimestre de 2014, de acordo com pesquisa divulgada, há alguns dias, pela ContactLab e Exane BNP Paribas.

 

De acordo com o estudo, a italiana Gucci teve melhor desempenho em termos de experiência do cliente digital, levando em conta a experiência de compra online, a navegação Web e como uma marca é experimentada em diferentes canais digitais. Em seguida, aparecem no ranking Louis Vuitton, Tiffany&Co., Cartier e Ralph Lauren.

 

Quanto a estratégia de e-commerce foi a britânica Burberry que ficou no topo da pesquisa, sendo analisados fatores como o alcance geográfico, os idiomas dos sites, e quantidade de produtos vendidos pelas marcas. Seguindo a Burberry, vem as grifes Armani, Brunello Cucinelli, Balenciaga, Moncler e Valentino.

 

Os meios online, e não apenas de vendas (loja virtual), mas espaços como página no Facebook e perfil no Instagram, são novas vitrines da marca e permitem a seu consumidor interagir e, também, estar a par de novidades da empresa. É essencial, claro, que as marcas de luxo otimizem esses canais de forma compatível com sua gestão offline, ou seja, com uma política de comunicação eficaz, seletiva e padronizada. A plataforma digital de marcas de luxo, hoje com o mundo globalizado, é importantíssima para a construção de um relacionamento de longo prazo. Cada experiência de compra, seja online ou offline, é um ponto de contato que deve ser aproveitado a fim de construir a lealdade do cliente.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Fendi leva seu luxo ao comércio eletrônico

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

O comércio eletrônico no mercado do luxo ganha cada vez mais relevância. Hoje, são evidentes e inúmeras as oportunidades para esse nicho na internet. A grife italiana Fendi terá seu próprio e-commerce a partir de março deste ano, onde deverá oferecerá itens de suas criações de moda feminina e masculina, acessórios e perfumes. Até então, a grife italiana podia ser encontrada online apenas em sites especializados.

 

Inicialmente, Fendi terá sua loja online na Europa, em mais de 25 países, e de acordo com a marca deverá expandir para o Japão e Estados Unidos, até 2016. Para muitos consumidores AAA, a loja digital é ideal para poderem se atualizar das novidades e conhecer peças de coleções novas, podendo fazer a compra pela internet ou, até mesmo, ir a uma loja da grife.

 

Quando falamos em luxo, claro, falamos também em história e tradição. Fendi, fundada em 1925, é uma das grifes mais desejadas e renomadas ao redor do mundo. Desde 2001, pertence ao grupo LVMH, conglomerado de marcas de luxo.

 

Era muito comum no passado o pensamento e receio de que a venda de produtos de luxo online afetasse sua exclusividade. No entanto, existe uma demanda do próprio consumidor por este comércio. Para as marcas o maior desafio é oferecer a seu consumidor todo o luxo e experiência de compra já oferecidas em suas lojas físicas, sendo essencial investir em tecnologia, logística e uma comunicação eficaz entre a loja online e seu cliente. Layout simples e elegante aliado a atendimento de qualidade e agilidade de entrega certamente colaborarão para o sucesso da marca na internet. Uma distribuição seletiva de seus produtos também é essencial na gestão do luxo no mundo online e offline.

 

E agora que já leu este texto, escolha seu modelo no desfile da coleção masculina outono/inverno 2015/2016, assistindo ao vídeo lá em cima.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Qualidade na telefonia celular ainda é luxo, no Brasil

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Inúmeras são as pessoas que escutamos, diariamente, reclamarem do serviço de internet móvel 3G ou 4G e, também, da qualidade do sinal do telefone celular de todas as operadoras, no Brasil.

 

O uso de telefones celulares foi muito além do esperado nos últimos anos e as operadoras não estavam preparadas para o crescimento exponencial desta demanda, provocada, principalmente, por conta da acessibilidade aos “smartphones”.

 

De acordo com a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), em novembro de 2014, foram contabilizadas 280,4 milhões de linhas ativas no serviço de telefonia móvel no país. O uso da rede de internet também evoluiu. Se há alguns anos consumidores acessavam basicamente e-mails e sites, hoje o conteúdo é muito mais “pesado””: redes sociais, fotos e vídeos que exigem maior uso de dados da rede.

 

O Brasil precisa que as empresas de telefonia invistam em tecnologia de maior capacidade e melhorem a cobertura. O pior é que, independentemente de termos um serviço péssimo, pagamos muito: estudo divulgado pela UIT (União Internacional de Telecomunicações) mostra que a cesta de serviços de telefonia celular no Brasil está entre as mais caras do mundo.

 

Uma simples comparação mostra o quanto é discrepante o valor que pagamos. Por exemplo, uma ligação efetuada de um celular da Irlanda para um telefone fixo no Brasil custa cerca de 9 centavos de Euro (mais ou menos R$ 0,31), e se for para um celular, 25 centavos de Euro (cerca de R$ 0,86). No Brasil, uma ligação efetuada de um celular pré-pago para um celular ou telefone fixo da mesma área de cobertura custa em média R$ 1,65 por minuto, enquanto que uma uma chamada efetuada de um celular do Brasil para um celular na Irlanda custa por volta de R$ 2,74 reais o minuto. O cálculo é baseado no serviço pré-pago que costuma ter custo maior de tarifação.

 

Serviço de telefonia móvel eficiente, com internet de qualidade, ainda parece algo inacessível em nosso país. Até quando seremos obrigados a pagar caro por um serviço extremamente deficiente?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que ilustra este post é da coleção de Freimut, no Flickr

Nos bancos nem tudo está na palma da mão

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Tudo na palma da mão. É essa a promessa, ao menos nas campanhas publicitárias, da maioria dos bancos brasileiros a seus clientes. Cada um a seu jeito transmite a ideia de que tudo pode ser resolvido pela internet, e, principalmente, pelas plataformas “mobile” em canais dos bancos como celular e tablet.

 

Recentemente, tive uma experiência no mínimo inacreditável com o Bradesco Prime. Já descontente com o banco, há algum tempo, pelo atendimento dos gerentes, excluí os cartões de crédito do serviço de débito automático e optei por efetuar o pagamentos por boleto bancário. Minha fatura mais recente do Visa Infinite foi entregue em meu endereço um dia após o vencimento. Tentei fazer o pagamento em atraso na internet do próprio banco. Não era possível. Liguei no Fone Fácil (central de atendimento a clientes) e fui informado de que faturas vencidas somente poderiam ser pagas em agências do banco. Simplesmente inacreditável, em pleno 2014, um cliente ter que ir pessoalmente à agencia para efetuar um pagamento. Imaginei que fosse um erro de orientação, porém, através do Alô Bradesco, onde formalizei reclamação, a necessidade deste procedimento foi confirmada.

 

O Bradesco Prime já esteve presente anteriormente em meus artigos para o Blog do Mílton Jung com questões que envolviam atendimento e benefícios reduzidos a clientes de cartões de crédito. As empresas no mundo globalizado investem em tecnologia, centrais modernas e equipadas, mas pelo que percebo o Bradesco anda para trás, diferentemente de seu concorrente mais direto, o Itaú. Pelo atendimento que venho recebendo na agência e nas centrais de relacionamento, me parece que o banco não investe em pessoas. Esquece de treiná-las, capacitá-las e motivá-las para a função.

 

Com relação a essa minha recente reclamação, a sensação que os atendentes passaram era de que eles simplesmente liam a informação, sem sequer entender o cliente ou usar de empatia. Nesse caso, porém, o problema vai além do atendimento pessoal, está relacionado aos processos usados pela instituição.

 

Como foi resolvido o problema? Indo pessoalmente efetuar o pagamento na agência do banco, e com juros pelo atraso. Nem tudo está na palma da mão.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Entrevista: o rádio, o jornalismo e o jornalista na era da internet

 

O rádio e o jornalismo na era da internet foi tema da entrevista que concedi para a agência de comunicação Printer Press, na qual realizei palestra destacando as novidades neste veículo e os novos caminhos da notícia.

 

Na primeira parte da conversa com a jornalista Daniella De Caprio, falamos sobre a forma como o veículo se adaptou às novas tecnologias e a relação dos profissionais de rádio com as assessorias de comunicação:

 

 

Na segunda parte da entrevista, tratamos de demandas do novo jornalismo e como estudantes que estão querendo investir neste mercado e profissionais que se iniciam na carreira podem se preparar melhor para encarar os desafios da profissão:

 

No jornalismo, você procura ouvir quem sabe mais do que você, ensina Zuenir Ventura

 

Zuenir Ventura na Bienal

 

A eleição de Zuenir Ventura para a Academia Brasileira de Letras, semana passada, me permitiu duas alegrias. A primeira de ver um dos meus escritores favoritos elevado à condição de imortal. De 1968:o ano que não terminou à Cidade Partida, passando por Sagrada Família e Inveja:Mal Secreto, todos seus livros me conquistaram não apenas pela história contada, mas pela forma como os fatos são descritos, a precisão na informação e a riqueza do texto. Gosto entre tantas outras coisas da definição divertida que tem para jornalista – um cara que não sabe nada do que fala, mas conhece quem sabe. Não é bem esta frase, mas a ideia é a mesma. Se quiser copiá-la ipsis litteris não deixe de ler Inveja:Mal Secreto, livro que integra a coleção sobre os sete pecados capitais. Aproveite e compre Gula:O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Veríssimo, que é da mesma série. São deliciosos. Coincidentemente (ou não), ambos são jornalistas.

 

Antes que me perca pelo deslumbramento com o autor, vou logo à segunda alegria: a possibilidade de entrevistá-lo, no quadro Time das Oito – Sexta Especial, do Jornal da CBN. Na véspera, Zuenir havia enfrentado uma maratona de cumprimentos que mexeu com seu coração a ponto de obrigá-lo a fazer exames à noite em um hospital, quando descobriu que estava firme e forte para encarar a imortalidade recebida aos 83 anos. Um susto que acabou em pizza e vinho em um restaurante carioca, segundo nos contou. Na sexta-feira pela manhã, atendeu nossa ligação pouco antes de sair para a caminhada matinal na praia e se prontificou a atrasar sua programação para conversar conosco no ar. Zuenir é daqueles entrevistados que deixa o entrevistador à vontade, apesar de seu alto saber. Quem ouve, pensa que são amigos conversando, quando, na realidade, minha intimidade com ele se dá pelos livros que guardo carinhosamente na biblioteca.

 

Dos muitos assuntos que o pouco tempo me permitia abordar, tive a curiosidade de saber a opinião dele sobre o texto jornalístico, preocupação que tenho especialmente quando se refere ao que escrevemos para ser lido no rádio. Zuenir, claro, se ateve mais ao texto impresso, pois esta é a sua origem, e alertou para o que chama de processo perigoso que estamos enfrentando devido a influência muito grande da narrativa da internet, que muda a forma de as pessoas se expressarem devido a velocidade da escrita, que faz desaparecer vogais e provoca uma redução da linguagem. Apesar do medo de que isso contamine o texto, ressalta que nunca se leu nem se escreveu tanto como agora: “e você só aprende a escrever, escrevendo”.

 

Como todo entrevistado inteligente, não se resume a pergunta do entrevistador, pois sabe conduzir a conversa para os temas que entende ser interessante ao público. Assim, ao terminar de falar da influência da internet no texto jornalístico, fez a ponte para a influência da internet no jornalismo. Para ele, as pessoas hoje registram um fato e o publicam em blogs e redes sociais acreditando que estão, assim, praticando o jornalismo. “Jornalismo é apuração, investigação, é usar o saber do outro (…) no jornalismo você estuda. Quando você faz uma matéria tem uma hierarquia do saber, você se informa sobre a matéria, procura ouvir quem sabe mais do que você”.

 

Poucos sabem tanto sobre jornalismo quanto Zuenir Ventura, o imortal.

 


Ouça a entrevista com Zuenir Ventura, que foi ao ar no Jornal da CBN, no dia 31 de outubro de 2014

 


A foto deste post é do álbum de Julio César Mulatinho, no Flickr

Esta não é meme: Pizzolato está livre na Itália

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Vamos brincar de faz-de-conta? Não se espante. Os internautas conhecem muito bem o significado de uma palavra que,de tanto chamar a minha atenção,despertou a curiosidade deste veterano escriba. Passava os olhos pelo programa e era meme para cá, meme para lá. Só nesta terça-feira,porém,dia em que envio os meus textos para que o Mílton possa os postar na quinta-feira,resolvi informar-me sobre a palavrinha de duas vogais. Como pode existir ainda algumas pessoas distraídas que nem se deram conta de que surgia um novo nome no mundo da internet,apresso-me a usar mais este modismo que invade os nossos computadores,IPads etc.

 

O conceito de meme foi criado pelo zoólogo e escritor Richard Dawkins em 1978,ao escrever o livro “The Selfish Genre” (o Gene Egoísta). Tal como o o gene,o meme é uma unidade de informação com capacidade de se multiplicar,por meio de ideias e informações que se propagam de indivíduo para indivíduo. Os memes constituem vasto campo de estudo da Memética. Sua ideia pode ser resumida por tudo aquilo que é copiado ou imitado e que se espalha com rapidez entre as pessoas. Como a internet possui a capacidade de abranger milhares de pessoas em alguns instantes,os memes da internet são virais.

 

E já podemos,usando meme,ligá-lo ao que aconteceu com Aécio Neves,em Minas Gerais. O candidato teve de suportar memes que zombavam do resultado de,na terra dele,já haver perdido uma eleição para o rival Patrus Ananias,em 1992.Permitam-me comparar o que aconteceu agora no seu confronto com Dilma. Digamos que,em Minas Gerais,Aécio Neves imaginava poder imitar o Cruzeiro e que Dilma,mesmo contando com os votos dos nordestinos,cujos times são muito inferiores ao mineiro, líder do Brasileirão, perderia para ele. O Aécio-Cruzeiro chegou ao final da eleição superado pela atual Presidente por 500 mil votos. A partir de agora,pelo sim pelo não,o melhor é demonstrar respeito pelas Dilma-equipes do Nordeste. Muito cuidado,já que quem tentar diminuí-las,pode ser acusado de cometer crime racial.

 

Ao lado ou,no mínimo perto das notícias que li na internet antes de compor este texto,há uma outra,além do meme,que me deixou irritado: “Itália nega extradição e Pizzolato ganha liberdade”. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Pelo jeito, entretanto,Pizzolato vai,salvo melhor juízo(não leve isso como trocadilho)continuar na Itália. Trata-se de mais um ganacioso,incapaz de viver com o belo salário que o BB lhe pagava. Talvez consiga ficar na Itália porque está doente e não existem,no Brasil,presídios em condições de o receber.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Pia Mancini: como trazer o cidadão para a política na era da internet

 

 

Foi Bel Pesce, do Caderninho, quem provocou o tema ao lembrar o trabalho da argentina Pia Mancini, ativista política que lançou aplicativo que permite o acesso direto do cidadão com seu representante no parlamento. Com dificuldade para propor aos políticos de sua terra, ela própria mobilizou-se para fundar um partido e se lançou candidata com a proposta de apresentar e votar projetos conforme decisão direta de seus eleitores, que seria apresentada através do aplicativo. Através de sua plataforma móvel, Mancini quer trazer os cidadãos para o processo legislativo. Ela não se elegeu, mas seu aplicativo está no ar a espera de políticos dispostos a ouvir a opinião do cidadão.