Entrevista: Sérgio Abranches diz que partidos perderam a conexão com a sociedade

 

 

Os partidos políticos estão dominados por grupos  que já não têm muita conexão com a sociedade. Esse processo de crise na democracia representativa ocorre no mundo inteiro, porém, no Brasil, a situação se agravou porque esse processo está ligado à corrupção.

 

Assim, o colega Sérgio Abranches, comentarista do quadro EcoPolítica, do Jornal da CBN, explica  o que estamos assistindo neste momento no país, especialmente agora que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito contra algumas, ou melhor, muitas das principais figuras da elite política brasileira.

 

Abranches, que também é cientista político e sociólogo, esteve ao vivo no estúdio do Jornal da CBN, nessa manhã de quarta-feira, quando falou do lançamento de seu novo livro: “A era do imprevisto – A grande transição do século XXI”, um ensaio sobre as transformações e os rumos da sociedade contemporânea.

 

Para ele, a imprevisibilidade, sobre a qual se refere no livro, está relacionada ao fato de os velhos modos de governar, produzir e conviver estarem exauridos e o novo modelo que pode surgir ainda não está maduro para oferecer soluções as angustias e estresses atuais:  “nada mais e previsível, o mundo não é linear e a gente precisa lidar com este solo móvel; é como andar em uma prancha sobre o líquido, você tem de buscar o equilíbrio”.

 

Mesmo diante do desconhecido, Abranches revela-se otimista quanto ao que vai ocorrer, por exemplo, no Brasil, a partir do tsunami que arrastou para o mesmo ambiente políticos e partidos de todas as matizes: “podemos fazer uma renovação na política brasileira, já nas próximas eleições”.

 

 

@jornaldacbn: presidente do Inep explica reajuste na inscrição do Enem

 

 

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foto do site CBN

 

O Inep anunciou algumas mudanças para a realização do Enem deste ano, como a divisão das provas em dois domingos, e não mais no mesmo fim de semana. As provas também serão distribuídas com o nome do candidato para conter riscos de vazamento. Das novidades, porém, nenhuma gerou tanta repercussão quanto o aumento de 20% na taxa de inscrição para o exame. Antes custava R$ 68 e agora custará R$ 82.

 

Em entrevista ao Jornal da CBN, a presidente do Inep, Maria Inês Fini, disse que 70% dos participantes tem isenção da taxa e o novo valor foi necessário para cobrir parte dos custos da prova. Segundo ela, é uma maneira de tratar o dinheiro público com respeito.

 

Aqui você acompanha a entrevista completa, na qual conversamos sobre taxa, provas, logística e segurança:

 

 

Algumas das regras do ENEM 2017 publicas pelo Portal G1:

 

  • Prazo de inscrição começa em 8 de maio e vai até 23h59 de 19 de maio.
  • Provas serão em dois domingos: 5 de novembro (linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova) e 12 de novembro (matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de prova)
  • Cadernos de prova serão personalizados, com nome do participante na capa e cartão de respostas
  • Isenção: Estudante da rede pública (no terceiro ano do ensino médio), pessoas cadastradas no CadÚnico e candidato que se encaixa na Lei 12.799/201 (clique aqui para saber mais).
  • Isentos que não comparecem perdem direito ao benefício no ano seguinte se a ausência não for justificada por meio de atestado médico, documento oficial judicial ou, ainda, por meio de boletim de ocorrência

De tuíte em tuíte, Moreno conta a história do Brasil de Dilma e de mais algumas figurinhas

 

 

MORENO

 

 

01/08/2010 — Reflexão: aqui eu escrevo tanta bobagem. O que prova que a imbecilidade não tem limites, apesar dos 140 toques

 

 

Tá lá no novo livro do Moreno! A confissão é dele. No mesmo tom de graça e leveza que dá em todas as conversas que mantém com seu público: no rádio – há pouco tempo assumiu o comando do Moreno no Rádio na CBN; no jornal – onde se iniciou há mais de 40 anos sem sequer saber datilografar suas reportagens; no blog – com o qual mantém paixão avassaladora;  ou no Twitter – que foi transformado em “Ascensão e Queda de Dilma Roussef”, graças aos competentes serviços prestados pelas colegas jornalistas Flávia Aguiar e Mariana Alvim.

 

Foram as duas que copilaram tuítes publicados no perfil @RadiodoMoreno, no período de junho de 2010 a agosto de 2016, e os transformaram no livro que traz informações e opiniões trabalhadas por ele ao longo deste tempo – muitas publicadas com exclusividade como a da carta redigida pelo então vice-presidente Michel Temer a então presidente Dilma Roussef.

 

 

A presidente é a figura central do livro, mas você encontrará outras figuras não menos interessantes da história recente do Brasil. Todos aqueles que mandaram e desmandaram, assim como os que pagaram ou seguem sendo devedores da Nação são contemplados por Moreno e sua sagacidade.

 

 

Lê-se muito sobre Eduardo Cunha que, aliás, era assíduo leitor dos tuítes de Moreno. Se não o ex-deputado, com certeza  os advogados dele faziam leitura minuciosa e copiavam várias palavras escritas pelo jornalista para argumentar ações na Justiça. São 17 processos conta Moreno que, a propósito, estão parados, pois Cunha segue na cadeia.

 

 

05/05/2016 — CUNHA NÃO É MAIS PRESIDENTE DA CÂMARA NEM DEPUTADO! 

 

 

Moreno falou sobre esta relação conflituosa com Cunha na entrevista que tive oportunidade de levar ao ar, nesta segunda-feira, no Jornal da CBN. Falamos dele e de crime organizado – e qualquer semelhança é mera coincidência.

 

 

Mas falamos de coisas mais importantes, também.  Dilma Roussef , principalmente. Até porque foi a ex-presidente o tema principal do livro.

 

 

Moreno se refere a ela  com um carinho próprio e lamenta pela enrascada que Dilma se meteu: “era boa gente mas não sabia administrar”.  Ele tem a convicção que o maior crime que a ex-presidente cometeu foi ter sido seduzida pela reeleição em lugar de devolver o bastão ao ex-presidente Lula:  “o PT não queria que Dilma se reelegesse”.

 

 

14/04/2016 — Cerca de 115 milhões votaram e 100 milhões elegeram a atual Câmara. Logo, nenhuma decisão pode ser considerada golpe. 

 

A entrevista completa com Jorge Bastos Moreno, ao Jornal da CBN, você ouve aqui, mas antes de clicar neste link quero que saiba que, de todos os tuítes republicados no livro “Ascensão e Queda de Dilma Roussef” só o que abre este post não faz o menor sentido.

 

 

Todos os demais nos ajudam a entender melhor a história do Brasil de Dilma.

Rádio Sucupira: a política é a arte de acreditar desacreditando

 

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Na crônica política mais bem humorada do rádio brasileiro, o prefeito de Sucupira Odorico Paraguaçu está preocupado com calúnias que foram espalhadas a seu respeito. Segundo ele, estão tentando salpicar a sua reputação de lama.

 

A Rádio Sucupira é produção que vai ao ar, às sextas-feiras, no Jornal da CBN. As sonoras do Bem Amado foram cedidas pelo Acervo da TV Globo. O texto é de Dias Gomes e a interpretação de Paulo Gracindo. A edição é de Edmilson Fernandes e Debora Gonçalves.

 

Entrevista: “crianças tem de ser alfabetizadas até 2º ano”, diz secretária do MEC Maria Helena de Castro

 

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Os textos da Base Nacional Comum Curricular, para os ensinos infantil e fundamental, foram enviados ao Conselho Nacional de Educação, nessa quinta-feira, e definem as linhas gerais do que os alunos das 190 mil escolas do país devem aprender a cada ano.

 

Um das regras a serem seguidas a partir da aprovação final dos documentos é a busca pela alfabetização das crianças até o segundo ano do ensino infantil. No ensino fundamental, a língua inglesa será obrigatória, já o ensino de religião, não.

 

Ao Jornal da CBN, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a Base Nacional Comum Curricular é um passo importante para melhoria da qualidade na educação. Aos professores, ela mandou o seguinte recado: a Base vai garantir equidade de ensino mas não vai interferir na autoria dos professores na sala de aula.

 

Charge do @jornaldacbn: turma de Cabral usava celular em camelódromo pra fugir da fiscalização

 

 

Foi o Portal G1 quem noticiou: Marcelo Chebar, doleiro e parceiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, disse ao Ministério público Federal, que ele e sua turma comprava celular pré=pago em camelódromos, a cada 15 dias, para fugir de possíveis investigações da Polícia Federal.

 

A notícia inspirou a turma do Jornal da CBN na produção da charge final da edição desta quinta-feira, dia 6 de abril. Colaboraram Paschoal Jr, Débora Gonçalves e Luiz Nascimento.

Agência Lupa apura verdades e mentiras sobre julgamento da chapa Dilma-Temer

 

 

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No Jornal da CBN, desta segunda-feira, a Agência Lupa, nossa parceira na checagem de informações, tirou dúvidas sobre três frases que circulam na internet a propósito do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE, que deve se iniciar nessa terça-feira.

 

 

A diretora da Agência, Cristina Tardáglia, falou das seguintes afirmações:

  

 

“Dois anos com o processo na mão, e o TSE ainda pode ter pedido de vista”

 

 

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“A ministra Luciana Lóssio pode antecipar voto no processo de cassação de Temer”
 

 

 

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“Ministério Público Eleitoral recomendou que Temer seja cassado e que Dilma fique inelegível”

 

 

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Confira as informações levantadas pela Agência Lupa:

  

 

Entrevista: “a emenda pode ficar pior que o soneto” diz Fernando Henrique Cardoso sobre cassação da chapa Dilma-Temer

 

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Fernando Henrique em foto de Wilson Dias/Ag Brasil, no site da CBN

 

A criação de  cláusula de barreiras e a proibição das coligações são duas das medidas que precisam ser aprovadas já para a próxima eleição, antes de se pensar em mudar o sistema eleitoral para “listas fechadas”. A opinião é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Jornal da CBN, na qual também falou sobre combate a corrupção, o futuro do presidente Michel Temer e a sucessão presidencial no PSDB.

 

Em relação as denúncias da Operação Lava Jato e o envolvimento de políticos de diferentes partidos, inclusive o PSDB, FHC disse que, assim como ele transformou a economia brasileira com a criação do Plano Real, precisamos de um Plano Moral que mude o comportamento da política no País: “está mais do que na hora”.

 

Sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer, que se inicia nessa terça-feia (dia 4/4), no TSE,em ação impetrada pelo PSDB, em dezembro de 2014, FHC disse que a “emenda pode ser pior do que o soneto”. Para ele, a cassação de Michel Temer é um risco para o Brasil, mas explica que nada mais pode ser feito: a decisão agora é só da Justiça. Fernando Henrique diz que pelas informações que foram vazadas das delações premiadas, que fazem parte do processo no TSE, os delatores não teriam incriminado Temer.

 

Ele também comentou as críticas que vem recebendo devido a histórias publicadas no terceiro livro da série Diários da Presidência, nos quais descreve “anotações” gravadas durante seus dois mandatos. Neste volume, as histórias se referem ao período de 1999-2000 quando seu governo enfrentou forte crise cambial com repercussões políticas.

 

Na época, FHC teve de encarar, também, a reação do então governador de Minas Itamar Franco que ameaçou não pagar US$ 108 milhões da dívida externa do Estado, o que reforçou a crise de confiança em relação a economia brasileira. No livro, Fernando Henrique revela seu descontentamento com o governador mineiro e diz que serviu de  “ama seca” dele na época em que Itamar foi presidente da República. Escreveu, ainda, que Itamar jamais entendeu o Plano Real.

 

Semana passada, amigos do ex-presidente saíram de Itamar Franco, já falecido, e consideraram as anotações de FHC desrespeitosas com a imagem do político mineiro.

 

A entrevista completa de Fernando Henrique Cardoso você acompanha a seguir:

 

A história do médico brasileiro que defendeu o “monopólio” do leite materno em favor da saúde dos bebês

 

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Dr Cesar Victora, em foto da UFPEL

 

Os bebês alimentados apenas com leite materno até os seis meses têm risco de morrer por diarreia 14 vezes menor do que as demais crianças. A possibilidade de morte por infecções respiratórias cai 3,6 vezes. A mortalidade infantil aumenta se os recém-nascidos receberam, além do leite materno, água, chás ou sucos.

 

Foi a partir de dados como esses que o médico Cesar Victora convenceu a Organização Mundial de Saúde, seus colegas de medicina e, especialmente, mães e pais da importância do “monopólio do leite materno” até os seis meses de vida.

 

O estudos dele se iniciaram nos anos de 1980, no Rio Grande do Sul, e, nesta semana, foram reconhecidos com o Prêmio Gairdner 2017, o principal prêmio científico do Canadá, o que o coloca em uma lista de profissionais de saúde de onde saíram centenas de indicações para o prêmio Nobel.

 

Orgulhoso pelo prêmio mas sem ilusão. Assim, Victora, que é professor emérito da Universidade Federal de Pelotas, se apresentou em entrevista que foi ao ar nesta manhã, Jornal da CBN, direto da Colombia, onde participa de congresso que estuda a relação entre saúde pública e redução da desigualdade social. Ele não acredita na possibilidade de conquistar o Nobel de Medicina por que “eu não inventei nada, o leite materno sempre existiu”.

 

Na conversa que tivemos, Victora contou que, em breve, apresentará dados de pesquisa que se estende por 30 anos, para provar os benefícios do leite materno na vida adulta, também. Segundo ele, já é possível identificar nesses bebês, agora trintões, que a amamentação materna exclusiva até os seis meses trouxe ganhos intelectuais relevantes a essas pessoas.

 

As pesquisas desenvolvidas por ele, que levaram outros médicos pelo mundo a estudar essa área, também, colaboraram para o aumento da licença maternidade para as mulheres em boa parte do mundo.

 

Na entrevista, Victoria fez um alerta sobre a amamentação materna diante do desafio das mulheres que têm bebês e precisam trabalhar: “o mais importante da amamentação é que ela não é uma responsabilidade somente da mulher, é uma responsabilidade de toda a sociedade”.

 

Ouça a entrevista completa com o professor e doutor Cesar Victora, no Jornal da CBN:

 

Entrevista: José Galló, da Renner, fala em “milagre” da economia e critica regras trabalhistas medievais

 

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O presidente da Renner, José Galló, considera “quase um milagre” a redução da inflação e dos juros, nos últimos meses, e enxerga sinais de retomada na economia com consolidação em 2018. Entrevistado no Jornal da CBN, o executivo que está há mais de 20 anos à frente do grupo líder no varejo brasileiro criticou o que chamou de “regras trabalhistas medievais” e diz que não é coincidência o fato de se ter mais de 50 milhões de pessoas contratadas de maneira ilegal: “ninguém quer tirar o direito de ninguém, mas há certos tópicos da legislação que incentivam a ilegalidade”.

 

 

A possibilidade de o Governo Federal elevar tributos para corrigir o buraco nas contas públicas é vista com preocupação pelo executivo. Galló entende que seria mais produtivo se o Governo aplicasse o que ele chama de “regra dos 20%”: toda auditoria mostra que existem pagamentos indevidos e um percentual de fraude que pode ser eliminado.

 

Em relação a Operação Lava Jato, Galló defende o aprofundamento das investigações mesmo que isso cause instabilidade política.

 

Na entrevista completa que você ouve a seguir, José Galló também explica como funciona o processo de criação e fabricação das roupas  e a necessidade de redes com as características da Renner  atualizar com maior frequência as coleções oferecidas aos clientes: