Entrevista: “a emenda pode ficar pior que o soneto” diz Fernando Henrique Cardoso sobre cassação da chapa Dilma-Temer

 

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Fernando Henrique em foto de Wilson Dias/Ag Brasil, no site da CBN

 

A criação de  cláusula de barreiras e a proibição das coligações são duas das medidas que precisam ser aprovadas já para a próxima eleição, antes de se pensar em mudar o sistema eleitoral para “listas fechadas”. A opinião é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Jornal da CBN, na qual também falou sobre combate a corrupção, o futuro do presidente Michel Temer e a sucessão presidencial no PSDB.

 

Em relação as denúncias da Operação Lava Jato e o envolvimento de políticos de diferentes partidos, inclusive o PSDB, FHC disse que, assim como ele transformou a economia brasileira com a criação do Plano Real, precisamos de um Plano Moral que mude o comportamento da política no País: “está mais do que na hora”.

 

Sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer, que se inicia nessa terça-feia (dia 4/4), no TSE,em ação impetrada pelo PSDB, em dezembro de 2014, FHC disse que a “emenda pode ser pior do que o soneto”. Para ele, a cassação de Michel Temer é um risco para o Brasil, mas explica que nada mais pode ser feito: a decisão agora é só da Justiça. Fernando Henrique diz que pelas informações que foram vazadas das delações premiadas, que fazem parte do processo no TSE, os delatores não teriam incriminado Temer.

 

Ele também comentou as críticas que vem recebendo devido a histórias publicadas no terceiro livro da série Diários da Presidência, nos quais descreve “anotações” gravadas durante seus dois mandatos. Neste volume, as histórias se referem ao período de 1999-2000 quando seu governo enfrentou forte crise cambial com repercussões políticas.

 

Na época, FHC teve de encarar, também, a reação do então governador de Minas Itamar Franco que ameaçou não pagar US$ 108 milhões da dívida externa do Estado, o que reforçou a crise de confiança em relação a economia brasileira. No livro, Fernando Henrique revela seu descontentamento com o governador mineiro e diz que serviu de  “ama seca” dele na época em que Itamar foi presidente da República. Escreveu, ainda, que Itamar jamais entendeu o Plano Real.

 

Semana passada, amigos do ex-presidente saíram de Itamar Franco, já falecido, e consideraram as anotações de FHC desrespeitosas com a imagem do político mineiro.

 

A entrevista completa de Fernando Henrique Cardoso você acompanha a seguir:

 

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