Sua Marca: branding não é para ser construído na hora da crise

 

 

 

“Branding não é para ser construído na hora da crise, pense sempre na marca como uma construção continuada; não dá para esperar os problemas, plante antes” —- Cecília Russo

Blindar uma marca é expressão que está relacionada ao desenvolvimento de atividades que criam camadas de proteção para eventuais ameaças, que podem ser das mais variadas espécies: falhas na comunicação, erros de distribuição, problemas na fabricação, etc. Dificilmente alguém imaginaria uma crise sanitária do porte que o mundo está enfrentando, mesmo assim aquelas empresas que estavam mais bem preparadas conseguem se sair melhor, neste momento. É a opinião de Jaime Troiano e Cecília Russo, comentaristas do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN.

“Ninguém poderia imaginar a Covid-19 até alguns meses atrás, mas os trabalhos de branding também podem e devem ser feitos em função de gerar um saldo médio ao longo do tempo, de onde a empresa pode sacar diante de dificuldades” —- Jaime Troiano

Um exemplo é o que acontece com marcas que já estavam mais bem estruturadas no varejo eletrônico, como Magazine Luiza e Americanas. Assim como bancos que há alguns anos vêm investindo na prestação de serviço digital. São setores ou marcas que mais protegidos, blindados, porque vinham fazendo digital, sem sequer imaginar o caos que o novo coronavírus provocaria nas relações humanas.

 

Produtos, serviços e comunicação ajudam a criar esse anteparo quando isso é feito de uma maneira planejada, inteligente e criativa:

“Sempre imaginando que quanto mais forte está a sua marca, melhor será sua blindagem”, diz Jaime.

Estudo mostra risco de colapso no atendimento a Covid-19 em cidades brasileiras

 

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Ouvi agora há pouco, a informação de repórter da CBN que o Rio não tem mais vagas de UTI na rede estadual e os único leitos disponíveis estão no Sul do Estado, havendo mais de 350 pacientes a espera de atendimento. A notícia desta manhã vai ao encontro dos dados que divulgamos mais cedo, no Jornal da CBN, a partir de estudo que mostra a capacidade de atendimento a pacientes com COVID-19, em leitos de enfermaria, leitos de UTI e respiradores mecânicos, nas principais capitais brasileiras. A simulação tem como base o ritmo de crescimento no número de pacientes infectados e necessitando atendimento, registrado em 19 de abril, pelo Ministério da Saúde —- esse trabalho tem sido atualizado a cada três dias.

 

São apresentados três cenários para cada uma das cidades analisadas. A taxa de ocupação tem como base 2019 — em dois cenários essa taxa de 2019 é reduzida em 50% e toda a oferta é destinada para pacientes com COVID-19; no terceiro cenário, toda a taxa de ocupação de leitos e respiradores é destinada às pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

 

Nas simulações se prevê que de 5% a 12% dos infectados tenham de receber atendimento hospitalar. Em um dos casos, o atendimento ocorre pelos serviços público e privado, conforme a cobertura dos planos de saúde; e nos outros dois, considera-se que o coronavírus atinja as populações mais pobres e aí a demanda aumenta na rede pública, com 80% dos atendimentos.

 

O trabalho foi realizado pela doutora Márcia Castro, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard e chefe do departamento de Saúde Global e População. Na entrevista ao Jornal da CBN, ela comentou que a atual pandemia ‘expõe as desigualdades locais da população’, já que se verifica a inexistência de infraestrutura em algumas regiões, o que deixa as pessoas mais expostas. Conforme essa exposição ocorre, maior é a pressão do sistema de saúde, especialmente no setor público, onde leitos e respiradores provavelmente não esteja mais à disposição nas primeiras semanas de maio, conforme a cidade analisada.

 

miltonjung · Jornal da CBN entrevisa Dra Márcia Castro, da Universidade de Harvard

 

RIO DE JANEIRO

 

Conforme o estudo, no Rio de Janeiro, o melhor cenário prevê que a rede pública alcançará o seu limite no dia 2 de maio, ou seja, em oito dias, com a ocupação de todos os leitos de enfermaria e de UTI; se houver leitos extras, esse limite será alcançado no dia 4 de maio — em qualquer uma das duas situações, o número de respiradores mecânicos é capaz de atender os pacientes até o dia 14 de maio. Ou seja, teremos respiradores, mas não teremos leitos, já na primeira semana do mês.

 

O pior cenário para o Rio, aquele que prevê uma quantidade bem maior de atendimento na rede pública, e com 12% dos infectados precisando de leitos, o colapso se dará agora na UTI; dia 28 de abril, nas enfermarias; e, na primeira semana de maio, no caso de ventiladores mecânicos.

 

O Rio, em todas as simulações até tem respiradores por um tempo considerável, mas faltarão leitos.

 

FORTALEZA

 

Em Fortaleza, a persistirem os sintomas, o colapso no atendimento está prestes a acontecer. No melhor cenário, já estará faltando leito de UTI; no dia seis de maio, não se terá mais leito de enfermaria; e no dia 8 de maio, chega-se ao limite de uso de respiradores. Ou seja, em Fortaleza, mesmo com leitos extras e hospital de campanha, não haverá mais espaço em UTI. As enfermarias e os respiradores serão suficientes apenas para a primeira semana de maio.

 

DISTRITO FEDERAL

 

No Distrito Federal, a falta de UTIs já será sentida agora e de enfermarias, nos dias 5 ou 6 de maio. Os ventiladores são suficientes para atender os pacientes até os dias 11 de maio. Na pior hipótese até o fim da próxima semana. Há um risco, portanto, de o colapso ocorrer já na semana que vem. De uma maneira geral, haverá respiradores para os pacientes de COVID-19, mas será necessário a criação urgente de leitos de UTI.

 

MANAUS

 

Manaus é um caso dramático: o sistema entra em completo colapso em duas semanas se não forem criados novos leitos de enfermaria e UTI e colocados à disposição mais respiradores mecânicos. No melhor cenário, dia 26 agora chega-se ao limite das UTIs; no dia cinco de maio, chega-se ao limite das enfermarias, e no dia 9 de maio, o número de respiradores não será mais suficiente para as pessoas.

 

Ainda durante a entrevista, a Dra Márcia fez questão de ressaltar que a única forma de se conseguir conter esse colapso em algumas das principais cidades brasileiras é com isolamento social acirrado, evitando circulação e aglomeração de pessoas e respeitando distanciamento. Maior será o caos quanto menor for o isolamento e as medidas restritivas. E diante disso, ela lamenta que falte um discurso único e focado neste sentido, no Brasil.

Mundo Corporativo: Fábio Costa, da Salesforce, fala de oportunidade de carreira em tecnologia

 

“Qualquer pessoa pode ter acesso a tecnologia porque a parte difícil passa a ser feita pela máquina; o que você precisa entender é qual o problema de negócio, que sempre é um problema humano, que você quer resolver, para poder explicar para a máquina como resolver este problema” — Fábio Costa, Salesforce

A demanda por pessoas qualificadas em tecnologia vai permanecer após ser superada a crise provocada pelo coronavírus. Assim, na medida do possível, buscar conhecimento nesta área pode ser uma boa alternativa para quem foi obrigado a ficar mais tempo em casa, para cumprir o distanciamento, ou quem viu sua carreira ameaçada pelo fechamento de negócios, neste momento.

 

Antes dessa crise, levantamento feito pelo Linkedin sobre as 15 profissões mais promissoras de 2020, a maioria estava, direta ou indiretamente, ligada à tecnologia e a empresas do setor de internet e serviços ao cliente. A profissão de “desenvolvedor de plataforma Salesforce” ocupava a 13a posição.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Fábio Costa, gerente geral da Salesforce no Brasil, falou da oportunidade de desenvolvimento na carreira através da plataforma de ensino Trailhead, que pode ser acessada de graça, por quem busca certificação e conhecimento profissional especializado nas ferramentas criadas pela empresa:

“Essa qualificação não é mais tão difícil quanto foi há anos atrás, 10 anos atrás, 20 anos atrás, as coisas no mundo da tecnologia mudaram bastante, então nós temos hoje um acesso mais democrático ao mercado de tecnologia para quem está interessado em ingressar nesta jornada”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo. O programa teve as colaborações de Gabriela Varela, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Daniel Motta, da BMI, fala da importância de a empresa ter cultura sólida e estratégia bem definida

 

“Existe uma ingenuidade talvez das organizações de acreditarem que elas conseguem moldar, forjar o contexto no qual elas atuam. Não é verdade. Na verdade, a força é sempre exógena, e cabe ao grupo de líderes entender isso e ter humildade para entender isso e desafiar suas próprias crenças e paradigmas, o que é bastante difícil” —- Daniel Motta, BMI

O processo de construção da cultura de uma empresa é coletivo e resultado da soma de como que as pessoas que fazem parte da organização pensam, agem, tomam decisões, gerenciam riscos e criam vínculos. Esse foi um dos temas do programa Mundo Corporativo, da CBN, que entrevistou Daniel Motta, CEO da BMI — Blue Management Institute, consultoria dedicada a estratégias e culturas de grandes corporações.

 

Ao longo da entrevista, o jornalista Mílton Jung também falou do resultado de pesquisa realizada pela BMI com 100 executivos que atuam em 71 empresas, no ano passado. Pela quinta edição seguida, o estudo avaliou a performance de CEOS e suas organizações.

 

Uma das constatações, destacada por Daniel Motta, se refere ao fato de esses líderes investirem a maior parte do seu tempo às questões internas da empresa: 52,3% da agenda do C-Levels são gastos com encontros gerais e tarefas operacionais e 22% com assuntos urgentes; somente 25,8% das tarefas estão dedicadas a ações com impacto no longo prazo. Além disso, passam quase dois terços da vida dentro do escritório.

 

Motta recomenda:

“Não olhar só para as questões internas, e a gente sabe que as agendas internas são bastante demandantes, mas se perguntar quanto do meu tempo — e aqui a gente fez uma pesquisa de alocação de tempo —- esta dedicado a algo diferente da minha rotina de gestão do dia a dia. Esse é um ponto fundamental que serve para qualquer tamanho de empresa, para qualquer tipo de controle”.

Mesmo tendo sido gravada antes do início da crise do coronavírus, a entrevista de Daniel Motta nos mostra que empresas com uma cultura sólida e diversificada, assim como com uma estratégia bem definida, tendem a enfrentar com maior firmeza momentos de enorme desafio como agora.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Gabriela Varella, Juliana Prado, Artur Ferreira, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: como fazer da casa um ambiente de trabalho melhor

 

 

 

“ …. pouco a pouco, fui entendendo que os fatores fundamentais são foco, disciplina e organização”. —- Carlos Júlio, Gestão Descomplicada da CBN

“Uma coisa importante é você dedicar tempo para eles (os filhos), você está em casa, muitos não vão entender que o pai está em casa e não está brincando com eles, então tem de estabelecer esses momentos durante o dia” — Milton Beck, CEO do Linkedin

Para combater a disseminação do coronavírus, milhares de trabalhadores foram obrigados a transformar um espaço de suas casas em ambiente corporativo. O Home Office, conceito que surgiu nos anos de 1990, com o objetivo de reduzir os custos de instalação de equipamentos e infraestrutura das empresas, de uma hora para outra foi imposto a gestores e colaboradores como estratégia para proteger a saúde física dos profissionais e financeira dos negócios.

 

Para ajudar nesta adaptação, o Mundo Corporativo da CBN ouviu a palavra de dois especialistas no tema: Milton Beck, CEO do Linkedin, e Carlos Julio, CEO do Echos Laboratório de Inovação e comentarista do quadro Gestão Descomplicada, que vai ao ar no Jornal da CBN 2ª edição.

 

A seguir, faço uma relação das dicas e comentários mais importantes que eles apresentaram durante a nossa entrevista:

  1. Comporte-se como se estivesse no trabalho — mesmo em casa, você está no trabalho, então mantenha rotina similares, como horário de acordar, tomar o café, trocar o pijama por uma roupa mais apropriada para a função que você vai exercer.

  2. Crie um espaço específico para trabalhar, mesmo que seja no seu quarto, e tente reproduzir nele algumas características do seu escritório: computador, telefone, cadeira confortável, ferramentas tecnológicas à disposição, água e café ao seu alcance.

  3. Faça uma agenda das tarefas do dia, defina logo cedo aquilo que você não pode deixar de fazer, identifique suas metas —- assim como você faria no seu escritórioCuidado para não se dispersar diante de uma série de outros estímulos que têm à disposição em casa.

  4. Respeite os horários de início e fim de expediente.

  5. Estar em Home Office não significa que você é trabalhador 24 horas ao dia

  6. Converse com sua família sobre como será seu ritmo de trabalho e a importância de não ser interrompido.

  7. Saiba que interrupções vão ocorrer, as crianças vão falar e o cachorro vai latir; aceite esses situações.

  8. Se tiver filhos pequenos, ajuste sua agenda e inclua atividades com eles.

  9. Crie momentos de pausa, para comer, pensar ou conversar com as pessoas na sua casa —- momentos de descompressão são importantes.

Recado para os líderes e gestores:

  1. Seja claro e comunique as mudanças organizacionais com rapidez.

  2. Esteja disponível para consultas a todo momento.

  3. Não exagere na quantidade de informações emitidas.

  4. Marque horários para conversar em grupo, oportunidade para fazer um balanço do que se fiz no dia anterior e do que terá de ser feito e para ouvir soluções que colaboradores tenham encontrado para o Home Office mais eficiente.

  5. Jamais esqueça que algumas conversas são confidenciais ou sensíveis e tanto o líder como sua equipe podem estar em ambientes com pessoas estranhas à empresa.

Ferramentas sugeridas para tornar o trabalho mais produtivo:

Slack —- permite trocar mensagens rapidamente entre membros de uma equipe e a criação de diversos grupos de trabalho, aumenta a produtividade das conversas de trabalho, excluindo a necessidade de e-mails ou mensagens via WhatsApp.

 

Skype —- serviço de chamada de voz e vídeo

 

Zoom —- serviço de vídeo conferência

 

Hangouts Meet do Google —- para equipes que precisam conversar por vídeo

 

Remote Pulse da SAP — ferramenta que mede a evolução do trabalho em tempo real.

 

Microsoft Teams —- serviço corporativo de mensagens

 

WeTransfer  —  programado compartilhamento de arquivos grandes pela Internet

 

Google Drive — serviço de armazenamento na nuvem de arquivos como textos, fotos, vídeos e músicas.


Acesse aqui os cursos gratuitos oferecidos pelo Linkedin

O desafio do coronavírus exige responsabilidade social, respeito à ciência e estatura política

 

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ilustração: PIXABAY

 

Esta segunda-feira sequer terminou mas já pode ser vista como um dia muito estranho na vida do brasileiro; assim como têm sido estranhos os últimos dias pelo Mundo, que, dê joelhos, assiste à disseminação de um vírus que surgiu, até onde se sabe, em 17 de novembro, em uma província chinesa e, às vésperas de completar quatro meses, se espalha pelos continentes, contamina mais de 167 mil pessoas e matou cerca de 6 mil e 400.

 

Aqui no Brasil, somos mais de 200 infectados —- e seremos muito mais em poucos dias. Mesmo porque outros tanto já devem estar passeando com o novo coronavírus sem saber e colocando em risco a vida especialmente dos mais idosos.

 

Nestes dias estranhos, escolas param, serviços são suspensos, empresas deixam de produzir, o dinheiro não circula e a economia despenca … fronteiras são fechadas e voos são restritos … estender à mão ao outro é proibido, beijar e abraçar nem pensar.

 

Ouça as recomendações feitas pelo presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr Clóvis Arns da Cunha, em entrevista ao Jornal da CBN

 

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Da mesma forma que o coronavírus se expressa, falam alto autoridades médicas e cientistas orientando a população, dando a dimensão exata dos perigos que corremos, mostrando os caminhos da prevenção, pesquisando soluções nos laboratórios e fazendo projeções da estrutura necessária para atender os afetados mais graves.

 

Falam alto também autoridades políticas, adotando medidas que estejam ao seu alcance; algumas exageradas, outras que negligenciam o conhecimento. Muita coisa com resultado positivo — ainda bem.

 

Ouça o que disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, logo cedo ao Jornal da CBN:

 

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Lamentavelmente, nem todos têm a consciência que deveriam ter: falam em coisa do demônio, conspiração internacional, fantasia da mídia …. Tem cidadão que desdenha o perigo. Um fugiu dos médicos para não fazer o teste de coronavírus, no Distrito Federal; e um outro correu do hospital ao saber que o exame deu positivo para Covid-19, em Belo Horizonte. Nos condomínios, há os que criticam as restrições de acesso às áreas sociais. E muitos, mas muitos mesmo, ainda não entenderam o desafio que nos ronda.

 

O Presidente agiu com irresponsabilidade —- como chefe da Nação teria de dar o exemplo, evitar presença em público e respeitar ordens médicas: não fez uma coisa nem outra.

 

Colocou seu interesse político acima do da Nação ao incentivar que as pessoas fossem às ruas, em aglomerações, e para defender causas antidemocráticas.

 

Cometeu crime de responsabilidade sanitária. Demonstrou sua estatura para comandar o Brasil diante da crise que estamos vivendo.

Mundo Corporativo: Fabiano Barcellos diz como ter coragem para mudar

 

“O primeiro passo é você entender o que você não quer. É você responder para você o que você não quer. Dizer não para o que você não quer. E depois, em um segundo momento, começar a pensar no que você quer, começar a dizer mais sim para você do que sim para a sociedade, do que sim para o que os outros acham” — Fabiano Barcellos

Você está satisfeito com a profissão que exerce? Acha que está na hora de mudar? Para que essa transformação ocorra é preciso coragem, muita coragem. E para que essa coragem o leve para o destino que você deseja é necessário que se adote algumas estratégias. Sobre esse assunto, o empreendedor Fabiano Barcellos falou com o jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Autor de “Coragem para vencer —- descubra como mudar seus hábitos e realizar o dobro na metade do tempo” (Editora Planeta), Barcellos contou parte de sua experiência profissional, em que depois de três anos trabalhando como médico cardiologista decidiu investir em vendas online. Hoje, é um empreendedor sem que tenha abandonado o atendimento aos seus pacientes. De acordo com ele, ao acrescentar uma outra função no seu cotidiano pode se dedicar mais à medicina que considerava a ideal, com menos dias no consultório e mais tempo para cada um dos pacientes.

“A vida é curta de mais para você aceitar coisas que não te deixam felizes. Claro que a realização financeira é boa, é fundamental, mas hoje a coragem é … não importa onde você esteja .. você quer sair daí? Quer. Enche o peito, vai para cima, estuda, esteja perto das pessoas que você precisa estar e vai atrás dos seus objetivos”

Quatro dicas de Fabiano Barcellos para que a coragem apareça:

 

  1. Entenda o que você não quer;
  2. Pense o que você quer;
  3. Diga sim para você;
  4. Entre em movimento — busque meios, caminhos, ambientes e pessoas que  estejam onde você gostaria de estar

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10, no Jornal da CBN ou domingos, às 10 da noite, em horário alternativo.

Sua Marca: cinco etapas da jornada do consumidor

 

“Normalmente é mais fácil, você preservar o consumidor que você já conquistou, que você entendeu, do que buscar novos consumidores. É mais barato …. o seu novo cliente é o seu cliente atual”. Jaime Troiano

A jornada do consumidor é um conceito que passou a pautar as estratégias dos gestores de marcas, pois a partir da identificação dos pontos de contato que o cliente tem com o produto ou o serviço obtém-se informações que proporcionarão experiências positivas, aumentando a possibilidade de se conquistar a fidelidade dele. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo destacaram cinco momentos que fazem parte desta jornada:

 

  • Descoberta — quando o consumidor toma consciência da marca
  • Consideração — quando a marca passa a fazer parte do seu leque de opções
  • Compra — quando é tomada a decisão e ocorre o relacionamento do ponto de vista transacional
  • Serviço — que pode ser com atendimento em pós-venda, troca de mercadorias, etc
  • Lealdade — quando se alimenta essa vinculação com consumidor para que ele volte a se relacionar com a marca

 

Jaime Troiano lembra de um aprendizado que o acompanha há algum tempo e pauta seu olhar sobre o tema da jornada do consumidor: não se escolhe a noiva no altar, ou seja, antes de decidir-se pela compra, o cliente quer conhecer a marca, criar uma relação, considerar aspectos positivos e negativos, e conversar com outras pessoas. O gestor tem de estar atento a todos esses momentos.

 

Já  Cecília Russo ensina:

“ (é preciso) ter ferramentas e pensar de que forma eu posso melhor alimentar todos esses momentos da jornada para que esse consumidor siga neste ciclo positivo ao meu lado”

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, e tem apresentação de Mílton Jung

Mundo Corporativo: para o aprendizado não existe aposentadoria, diz Marcelo Simonato

 

“Nós não podemos medir o ser bem sucedido ou não simplesmente por quanto nós temos de recursos guardados ou por uma posição X ou Y dentro de uma empresa. O fato é que todos podem ir além, desde que desejem ir a algum lugar e busquem isso em um planejamento de carreira” — Marcelo Simonato

O conceito de carreira de sucesso depende da ambição e da oportunidade de cada profissional, mas, independentemente de onde você quiser chegar, é preciso ter isso bem definido. De acordo com o administrador de empresas Marcelo Simonato, para alcançar a sua meta não adianta apenas se preparar tecnicamente, tem de se criar uma sustentação que passa pelo que ele identifica como sendo os quatro pilares do sucesso: marketing pessoal, networking, inteligência emocional e liderança.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Simonato chamou atenção para o fato de que uma das barreiras para o desenvolvimento profissional é a falta de atitude:

“O seu conhecimento, somado as suas habilidades e atitudes, levará você aonde deseja. Precisamos ser protagonistas da nossa carreira, definir o que precisa ser feito e executar”

Com a participação de ouvintes, que fizeram perguntas por e-mail, Facebook e Twitter, o programa também levou mensagens tanto para jovens que se preparam para iniciar carreira profissional quanto para pessoas que têm mais de 50 anos e muitas vezes se sentem desestimulados por falta de oportunidade:

“Hoje, o mercado não distingue mais um jovem de 20 anos ou um profissional de 50 anos; pelo contrário, as empresa buscam a inclusão. É na diversidade que nós crescemos. Fazer com que as gerações trabalhem juntas traz melhores resultados para as empresas e elas já descobriram isso…. e nunca é tarde para aprender, porque para o aprendizado não existe aposentadoria”

Marcelo Simonato é autor do livro “Pilares do sucesso profissional — aprenda a ser bem sucedido na carreira” (Literare Books). O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Artur Ferreira, Gabriela Varella, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Mundo Corporativo: Luiz Gaziri diz como a ciência da felicidade pode transformar sua relação com o trabalho

 

“As pessoas tem de ter uma consciência do que é verdadeiramente felicidade. Os cientistas definem como felicidade a alegria que a gente sente antes, durante ou depois de praticar certa atividade, especialmente atividades que usam os nossos pontos fortes” —- Luiz Gaziri, professor

Ser feliz no ambiente corporativo é meta impossível de ser alcançada para muitos profissionais, especialmente levando em consideração a tensão, a cobrança e a competitividade que encontramos nas empresas. A barreira, porém, pode estar não nas características do mercado de trabalho que vivemos mas nos aspectos em que depositamos nossos esforços em busca da felicidade

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, o consultor Luiz Gaziri chama atenção para o fato de que este sentimento, ao contrário do que se costuma acreditar, não depende de dinheiro, reconhecimento ou pensamento positivo”

“A relação do dinheiro com a felicidade está muito mais na forma como você gasta o seu dinheiro e muito menos relacionado com o quanto você ganha …”

“O reconhecimento também cai nesta parte da adaptação hedônica, porque chega em um certo momento em que a gente se acostuma a receber reconhecimento das pessoas então ele não traz efeito positivo ..”

“A gente acreditar que pensar positivo vai fazer o mundo, o universo conspirar ao nosso favor, não vai funcionar, porque a gente precisa de ação para fazer as coisas acontecerem na nossa vida”

No livro “A ciência da felicidade —- escolhas surpreendentes que garantem o seu sucesso” (Faro Editorial), Gaziri sugere que se use o dinheiro para ajudar outras pessoas ou para experiências que serão guardadas para toda a vida; que não se dependa do que o outro pense de nós, e, sim, se reconheça o valor das outras pessoas; e, finalmente, que se pense negativo, ou melhor, que se identifique os pontos negativos e os perigos que podem impedir que se alcance nossos objetivos.

 

Seis variáveis que podem ser usadas como meta para aumentar a nossa felicidade:

 

  1. Saber gastar o nosso dinheiro bem
  2. Ser grato, lembrar das coisas boas que se tem na vida
  3. Reconhecer os outros
  4. Ajudar as pessoas
  5. Cultivar emoções positivas
  6. Quando você estiver com alguma pessoa, esteja de verdade com ela (relacionamentos são previsor número 1 de felicidade)

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter (@CBNoficial) e na página da CBN, no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN e tem as colaborações de Gabriela Varella, Arthur Ferreira, Rafael Furugen, Izabela Ares, Debora Gonçalves e Priscila Rubiotti.