Certificação internacional de comunicação: vai começar nossa jornada de educação!

Ao lado de Thiago Quintino (WCES) no dia do lançamento do curso de comunicação

Esta é uma semana importante para mim. Peço licença, caro e raro leitor deste espaço, para compartilhar esse momento especial com você. Os mais atentos devem lembrar que, em setembro, anunciei o lançamento de uma certificação internacional em comunicação, em parceria com a WCES, uma startup de consultoria e educação que atua em 15 países. Desde então, foi gratificante ver a adesão de tantas pessoas que confiaram no meu trabalho e desejaram se desenvolver em uma das competências mais valorizadas no mercado, segundo pesquisa do LinkedIn.

Até agora, quem se uniu a essa proposta já teve acesso a duas aulas especiais, enriquecidas pela presença de convidados que trouxeram reflexões apuradas sobre comportamento humano e transformação digital — temas que moldam a maneira como nos comunicamos.

Em outubro, recebi, ao lado de Thiago Quintino, fundador da WCES e meu parceiro na certificação, o antropólogo Michel Alcoforado. Ele nos ajudou a refletir sobre como o ser humano moderno se comporta em sociedade, em uma aula destinada aos alunos pré-inscritos. Em novembro, foi a vez de Arthur Igreja, especialista em inovação e inteligência artificial, nos inspirar em uma aula aberta ao público, demonstrando a essência do que pretendemos oferecer com esta certificação.

Agora, chegou o momento de entregar o que prometemos.

A Certificação Internacional de Comunicação Estratégica em Ambiente Profissional começa no dia 30 de novembro, oportunidade em que exercitarei o papel de educador, com o respaldo do Thiago Quintino e da WCES – o que multiplica o tamanho da minha responsabilidade e ansiedade. Diante desse novo começo, sinto-me como quando cheguei na redação pela primeira vez, há 40 anos; ou no dia em que subi ao palco para a palestra que inaugurou esse outra jornada na minha carreira de comunicador, em 1999. O frio na barriga se assemelha ao que senti quando enviei a prova do meu primeiro livro para a editora, em 2004. São as mesmas sensações, apenas percebidas, agora, por alguém mais velho que já aprendeu que a perfeição é uma busca nunca o destino final.

Certificação tem metodologia própria e recursos de apoio

O curso é estruturado em cinco capítulos, cada um composto por cinco a oito aulas on-line e gravadas em vídeo. As aulas seguem um formato dinâmico com cerca de 10 minutos cada uma —- em algumas, entusiasmados, passamos do tempo previsto: apresentamos casos reais, conceitos e conhecimentos relevantes, sempre buscando criar um ambiente de conversa. Nosso objetivo é que você, aluno, sinta-se parte do projeto, como se estivesse ao nosso lado enquanto compartilhamos experiências e o conteúdo especialmente desenvolvido para esta certificação.

Para evitar que a “ansiedade informacional” — resultado da avalanche de mensagens que recebemos diariamente — prejudique o aprofundamento nos temas, cada capítulo será seguido de um quiz. Assim, você terá a oportunidade de testar o que aprendeu antes de avançar para o próximo conteúdo. Além disso, será necessário aguardar uma semana entre capítulos, uma metodologia já aplicada com sucesso pela WCES em outros cursos.

Para aproveitar melhor esse intervalo, preparei uma extensa lista de referências. São livros e artigos científicos escritos por especialistas em comunicação, que sustentam os conteúdos do curso e podem se tornar fontes valiosas para sua pesquisa e aprendizado contínuo.

Participação de profissionais altamente qualificados

Durante a certificação, além das duas aulas de pré-estreia, com Michel Alcoforado e Arthur Igreja, você também terá acesso às masterclasses, que são conversas com profissionais de destaque em suas áreas. Nossos professores-convidados trouxeram ideias e experiências que certamente irão inspirar sua jornada:

  • Mário Sérgio Cortella nos lembrou da importância de liderar e comunicar com ética, criando ambientes de confiança e relações saudáveis.
  • Martha Gabriel mostrou que a transformação digital vai além das ferramentas; trata-se de potencializar o ser humano em um mundo em constante mudança.
  • Thomas Brieu destacou a escuta ativa como uma prática fundamental para construir comunicações mais efetivas e humanas, ouvindo com corpo, mente e coração.
  • Leny Kyrillos explorou como líderes que priorizam clareza, empatia e respeito constroem ambientes de colaboração e confiança, utilizando o método SCARF para promover relações mais harmoniosas.

Ao longo do curso, novos nomes e conteúdos vão compor nossa equipe. Queremos mantê-lo sempre atualizado por meio de aulas, masterclasses e trocas de informações em um grupo exclusivo no LinkedIn.

Gravamos as aulas em espaços pensados para criar conexão. Algumas ocorreram em um ambiente acolhedor, semelhante a uma sala de estar. Outras foram gravadas no estúdio onde iniciei minha carreira, em Porto Alegre, resgatando a importância de honrarmos nossas origens. Quando o Thiago Quintino estava no escritório da WCES em Utah, usei o cenário da biblioteca  que me acompanha há anos, em São Paulo, um símbolo do conhecimento e do hábito essencial de ler para crescer pessoal e profissionalmente. Afinal, a imagem comunica, como aprenderemos na certificação.

Ao concluir o curso, você receberá uma certificação internacional da WCES, startup que conta com os apoios dos governos americano e britânico.

Junte-se a nós! Inscreva-se agora e embarque em uma nova jornada, porque comunicação é coisa séria. E eu estou ansioso para saber se atendemos a sua expectativa:  

Inscreva-se aqui

Fernando Haddad no Jornal da CBN: do controle de gastos nas BETs ao controle das contas do Governo

O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o bloqueio de até 600 plataformas de apostas e jogos eletrônicos que funcionam no Brasil e não pediram a regulamentação ao Governo Federal. “Se você tem dinheiro em casa de aposta (ilegal), peça restituição já”, disse o ministro na entrevista que fizemos na edição desta segunda-feira, no Jornal da CBN.

Tirar do ar esses sites é apenas parte do problema. Os números divulgados pelo Banco Central na semana passada mostram o tamanho do desafio: entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões foram transferidos via Pix de pessoas físicas para a jogatina eletrônica, neste ano. O que mais causou espanto: em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões para esses jogos online. 

Proibir aposta com uso do cartão dos programas sociais e com cartão de crédito, acompanhamento do CPF dos apostadores com alertas para gastos excessivos e limite no uso do Pix são algumas das medidas que o Governo vai anunciar nesta semana, segundo o ministro.

Ao mesmo tempo que tenta controlar os gastos abusivos de jogadores endividados e viciados, Haddad tem a tarefa de controlar as contas públicas do Governo. O ministro reforçou a necessidade de respeitar o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso para controlar os gastos públicos e, assim, criar condições para a redução das taxas de juros e incentivar o investimento. Ele alertou que o descontrole das despesas pode levar ao aumento da dívida pública, comprometendo o crescimento econômico sustentável do Brasil.

A entrevista completa você assiste no vídeo acima.

Do rádio à liderança corporativa: conheça Mílton Jung, jornalista, escritor e especialista em comunicação

Texto produzido por Rovella & Schultz Boutique Press

Na CBN, Mílton Jung apresenta o Jornal da CBN e o Mundo Corporativo (foto)

Natural de Porto Alegre, Mílton Jung começou sua trajetória na área da comunicação desde cedo, seguindo os passos de sua família de radialistas e jornalistas. Ainda criança, já frequentava redações e estúdios em sua cidade, onde desenvolveu sua paixão pelo jornalismo. Esse interesse o levou a se formar em Jornalismo pela PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e, posteriormente, a complementar sua formação com uma especialização em Marketing Digital pela Digital House Brasil.

Jung iniciou sua profissão nas rádios Guaíba e Gaúcha passando pelo jornal Correio do Povo. Na televisão, foi repórter da Rede Globo em 1992, logo depois apresentou o Jornal da Cultura e o programa 60 Minutos pela TV Cultura até 1999 e, em seguida, comandou o Leitura Dinâmica na Rede TV. Com uma carreira sólida, Milton é um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Habilidades como ouvir, aprender e ter empatia, além, claro, da sua competência, o levaram a ser atualmente âncora nos programas Jornal da CBN e Mundo Corporativo, da rádio CBN e também a atuar como Associate Professor da WCES.

Mesmo com todo o seu sucesso na rádio, Mílton Jung também tem muito êxito como autor de cinco livros. Seu primeiro lançamento foi “Jornalismo de Rádio” (2004), pela editora Contexto, seguido de “Conte Sua História de São Paulo” (2008), pela editora Globo, e “Comunicar para liderar” (2015), em coautoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, também pela Contexto. Logo depois vieram “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com os nossos filhos” (2018), pela Best Seller do Grupo Editoral Record, e sua mais recente coautoria “Escute, expresse e fale!” (2023), pela editora Rocco, onde explora a comunicação eficaz e a expressão pessoal.

Os atributos do Milton não param por aqui, como especialista em comunicação e liderança, ele também é palestrante, frequentemente convidado por empresas e instituições para compartilhar seus conhecimentos sobre como melhorar habilidades de influência e comunicação no ambiente corporativo. Sua expertise foi construída por meio da governança de equipes e da moderação de discussões sobre temas relevantes no rádio.

Ao longo de sua carreira recebeu prêmios importantes como o Comunique-se 2014, que o reconheceu como o melhor âncora de rádio do Brasil e o prêmio especial do júri da APCA, também em 2014, na categoria rádio.

Para saber mais sobre Mílton Jung visite seu site  https://miltonjung.com.br/ e acompanhe suas reflexões e entrevistas no programa Mundo Corporativo, que vai ao ar todos os sábados às 8h15 na rádio CBN. Fique também por dentro de suas atualizações e conteúdos nas redes sociais pelo perfil @miltonjung.

Informações para a imprensa:

Rovella & Schultz Boutique Press

Marta Rovella Schultz – Roberta Rovella Radichi

Fones: (11) 3039.0777 e (11) 96459.1070

www.rovellaschultz.com.br / @rovellaschultz

Após 40 anos de jornalismo, começa uma nova jornada que une educação e comunicação

Quarenta anos se passaram desde o meu primeiro dia em uma redação. Eram 10 de agosto quando sentei em frente a máquina de datilografia  e os cheiros da lauda, do carbono e da tinta que imprimia as letras no papel me faziam sentir pronto para desbravar o mundo com palavras —  uma ilusão, pois, não estava tão pronto assim; de verdade, ainda era um estagiário, um jovem aprendiz.  

Essa trajetória que se iniciou há quatro décadas me levou às mais diversas redações e forjou minha experiência no campo da comunicação. Aprendi na lide e com os leads, entrevistando, com os entrevistados e com os colegas. Da profissão que escolhi, surgiram as oportunidades para desenvolver novos conhecimentos. E de tanto aprender peguei o gosto por ensinar. Comecei pelo microfone, depois passei aos palcos, nas palestras, e, mais tarde, às páginas dos livros. Já escrevi cinco até agora.

Começar uma nova etapa profissional, em paralelo a todas as demais que seguirei exercendo, é como folhear um livro cujas páginas ainda não revelam o que está por vir. Mas sabemos que a história será rica. Talvez seja a oportunidade de retomar alguns fatos já contados, com um novo olhar e de um novo jeito. Talvez, a chance de acessar outros conhecimentos e se espantar com o mundo de sabedoria que temos para explorar. A comunicação é uma criatura viva, inquieta. Sempre em busca de novas maneiras de se expressar, de se conectar. Não há um fim; há sempre um novo começo. 

A decisão de ensinar me pareceu natural. É como compartilhar um segredo, só que sem mistério.  Agora, sinto que estou entrando em uma nova fase com a produção de um curso de comunicação, que se inicia on-line e pode se expandir nos mais diversos formatos, ampliando essa conversa. Um livro em branco, pronto para ser preenchido com histórias e descobertas, mas com a vantagem de que, dessa vez, a jornada não será solitária — será acompanhada de parceiros, mestres e de cada aluno que decidir fazer parte desse percurso.

A nova aventura, que se soma a maior delas que realizo diariamente na rádio CBN, surge a partir da parceria proposta pela WCES — empresa americana de educação e consultoria. Desde os primeiros contatos, Thiago Quintino, o fundador da startup e especialista em experiência do cliente, me dizia: “Comunicação é coisa séria.” E isso me fez lembrar de uma lição que aprendi ainda criança.

Lá no início, quando eu era pequeno e andava de mãos dadas com meu pai, ele me levava ao estúdio da rádio onde apresentava o principal noticiário do Rio Grande do Sul. Enquanto ele transmitia as notícias, eu ficava quieto, sentado num canto, quase sem me mexer, consciente da seriedade daquela missão. Foi ali, naquele estúdio silencioso, que aprendi a respeitar o microfone — aquele equipamento mágico que amplificava a voz do meu pai e fazia suas palavras chegarem longe. O microfone me ensinou que comunicação é coisa séria.

A decisão de participar de um curso, nos moldes do proposto pela WCES, não é apenas um passo a mais; é um salto. É reconhecer que o mundo mudou, que a comunicação não conhece mais barreiras físicas, e o ensino também precisa se adaptar a essa nova realidade. Assim como na rádio, onde a voz precisa alcançar o ouvinte onde quer que ele esteja, o nosso curso tem essa mesma missão: chegar ao público, onde quer que ele esteja, com a mesma paixão e compromisso de quem acredita no poder da comunicação para transformar.

Nessa caminhada, tive o privilégio de contar com mestres generosos que aceitaram o convite de ampliar o conhecimento. O filósofo Mário Sérgio Cortella vai falar de ética na comunicação; a futurista Martha Gabriel compartilhará sua visão sobre a importância do pensamento crítico em tempos de transformação digital; Leny Kyrillos, fonoaudióloga e colega de diversos projetos, trará sua expertise sobre a comunicação efetiva e afetiva; e meu companheiro de livro, Thomas Brieu, vai nos mostrar como o exercício da escuta pode ser transformador para as relações humanas. Novas vozes se juntarão a nós em breve, pessoas que têm muito a ensinar e que, assim como eu, acreditam que, por meio da educação, podemos nos tornar melhores.

Este é o momento de pegar a experiência acumulada, os aprendizados ao longo da carreira, as lições de nossos parceiros e transformá-los em algo acessível, prático e, principalmente, transformador. Afinal, a comunicação é isso: uma jornada constante de troca, de aprendizado e de evolução. E agora, esse caminho se faz na tela, na conexão entre professor e aluno, num espaço virtual que promete ser tão envolvente quanto uma boa crônica.

Participe do lançamento de “Comunicação Profissional – técnicas e práticas para o sucesso no trabalho”

Convidado especial: Milton Beck, Diretor-geral do LinkedIn 

Vagas limitadas 

Inscrição gratuita 

Dia: 26 de setembro, quinta-feira 

Hora: das 19h às 21h30 

Local: Edifício Milano | Espaço Olos 

Avenida Mário de Andrade, 1.400, 14º andar, Água Branca/SP 

Inscreva-se aqui:

https://abrir.link/JLqvh

Entre o luto e o ouro

As emoções se entrelaçaram de forma contraditória, nestes últimos dias. Fomos levados a extremos que desafiam nossa compreensão e nossa capacidade de reação. Na sexta-feira, uma tragédia se abateu sobre Vinhedo, no interior de São Paulo, onde um avião caiu, levando consigo as vidas de 62 pessoas. Naquele mesmo instante, estávamos tomados pela euforia dos Jogos Olímpicos de Paris. Acompanhávamos em êxtase o ouro conquistado pelas atletas brasileiras do vôlei de praia, Ana Patrícia e Duda; a prata do canoísta Isaquias Queiroz; e o bronze de Alison dos Santos, no atletismo.

Essa dualidade de sentimentos, de dor e de celebração, nos coloca diante de um desafio único, tanto para o público quanto para nós, jornalistas. Eu já estava fora do ar quando o acidente aéreo foi confirmado e acompanhei à distância a tentativa dos colegas na redação em equilibrar a cobertura de uma tragédia de proporções tão devastadoras com a exaltação de conquistas esportivas que simbolizam o esforço, a superação e o orgulho de uma nação. Como transmitir a dimensão de uma perda irreparável sem deixar de reconhecer o mérito e a felicidade daqueles que, após anos de dedicação, alcançaram o topo de suas carreiras?

O escritor e filósofo Albert Camus, em sua obra “O Mito de Sísifo”, explora a ideia do absurdo da existência, uma sensação que muitos de nós experimentamos quando confrontados com situações como essas. Camus argumenta que, mesmo diante do absurdo, o ser humano deve buscar significado e continuar sua jornada. Essa visão pode nos ajudar a entender que a celebração das conquistas olímpicas não diminui a gravidade da tragédia aérea, assim como o luto pelas vidas perdidas não deve obscurecer a alegria daqueles que alcançaram o sucesso. 

Da mesma forma, o filósofo Friedrich Nietzsche, em “Assim Falou Zaratustra”, explora a profundidade da existência humana e os extremos que vivenciamos, como a dor e a alegria. Nietzsche nos desafia a abraçar a vida em sua totalidade através do conceito do “eterno retorno”, que propõe que cada momento, seja de felicidade ou de sofrimento, deve ser vivido como se estivesse destinado a se repetir infinitamente. Essa ideia nos convida a aceitar a convivência desses sentimentos contrastantes e a encontrar uma forma de viver que permita honrar tanto a memória das vítimas quanto celebrar o triunfo dos atletas, sem arrependimentos.

O papel do jornalismo, nesse contexto, é justamente o de ser o mediador entre esses extremos, oferecendo ao público uma cobertura que respeite a gravidade da tragédia e, ao mesmo tempo, celebre os feitos daqueles que superaram limites para representar o país no cenário internacional. Não podemos permitir que a existência de um fato desmereça o outro. A dor e a alegria, o luto e a celebração, fazem parte da condição humana e, como tal, devem ser abordados com a devida sensibilidade e respeito.

Ao final, cabe a cada um de nós, como indivíduos e como sociedade, aprender a lidar com essa dualidade, reconhecendo que, apesar de estarmos imersos em uma realidade que nos apresenta cenários tão distintos, somos capazes de encontrar força para seguir em frente, carregando em nossos corações tanto as lágrimas da perda quanto as da vitória.

Por falar em jornalismo de rádio, livros e carreira

“O reconhecido jornalista Mílton Jung, âncora do Jornal da CBN e do Mundo Corporativo, ambos da rádio CBN, é um dos profissionais que amam o que fazem e, naturalmente, vem se destacando em meio a tantos outros. Além disso, sua paixão e sua entrega pelo Jornalismo, fizeram ele aprender tanto que passou a palestrar sobre Comunicação e Liderança para que os profissionais das empresas se tornem melhores, mais produtivos e mais felizes no ambiente de trabalho”

Assim, Analice Nicolau inicia entrevista na qual tive a oportunidade de falar da minha carreira e de projetos que realizo, além do rádio. Agradeço a ela e seu colega de coluna, Rafael Gmeiner, pela oportunidade que me ofereceram.

Leia aqui a reportagem completa publicada na coluna da Analice no Jornal de Brasília

“O bom uso da voz, o acolhimento a partir da escuta e a abertura para o outro”

Em 2 de dezembro, o colega jornalista Lauro Jardim, um dos colunistas mais importantes do País, publicou em seu blog informação inédita sobre nosso livro que será lançado em 2023. Reproduzo nota aqui para você:

Em tempos de intolerância, o remédio para superar desavenças pode estar em uma comunicação eficaz. É sobre isso que se debruça o livro “Escute, expresse e fale! – Domine a comunicação e seja um líder poderoso”, que será lançado em janeiro pela editora Rocco.

A obra foi escrita por quatro autores apaixonados pela arte da conversa: Milton Jung, âncora da CBN; a fonoaudióloga e comunicadora Leny Kyrillos; o professor António Sacavém, que ensina inteligência não-verbal e emocional a líderes empresariais e governamentais; e Thomas Brieu, pesquisador de escutatória e padrões de linguagem cooperativa.

Juntos, eles concluem: o bom uso da voz, o acolhimento a partir da escuta e a abertura para o outro são algumas das ferramentas disponíveis para melhorar relações interpessoais.

Avalanche Tricolor: da esperança na política e no futebol

Grêmio 0x1 Ituano

Brasileiro B – Arena Grêmio, Porto Alegre/RS

Gabriel Silva dribla em foto de LucasUebel/GrêmioFBPA

Venho de três dias especiais para quem dedica sua vida ao jornalismo. Cobertura de eleição por si só é daqueles momentos para os quais nos preparamos com parcimônia, apuro e equilíbrio. No meu caso, tive o privilégio de mediar as entrevistas com três dos candidatos a presidente da República — infelizmente, os dois principais refugaram, fugiram da raia e se furtaram da oportunidade de conversar com milhões de pessoas que nos acompanham na CBN e nos jornais O Globo e Valor. São daquele tipo que têm medo de perder e só arriscam o resultado quando é inevitável.

Quando estamos diante de pessoas que se candidatam ao cargo máximo do país há necessidade de planejamento e estratégia, pesquisa antecipada e atenção redobrada. Por candidatos que são têm suas artimanhas para transformar a entrevista em palanque eleitoral, driblar os temas mais complicados e contra-atacar no primeiro vacilo do “adversário”. É preciso estar atento, saber a hora de dar a bola para ele jogar e saber a hora de retomá-la; respeitar o adversário, sem subserviência; atacá-lo, sem violência. Qualquer vacilo de nossa parte: gol deles!

Há uma cobrança intensa do público, parte dele contaminado por suas ideologias e “torcidas organizadas” — termo usado por Lula, em entrevista ao Jornal Nacional, para definir o papel dos militantes dos partidos. Uma visão reducionista sobre a política, como fez questão de lembrar Ciro, do PDT, candidato que esteve na sabatina promovida pela CBN, O Globo e Valor Econômico, nessa sexta-feira, no Rio — cidade que me abrigou nesses últimos dias.

Foi, aliás, pouco antes de se iniciar essa sabatina, quando os jornalistas costumam trocar algumas palavras amenas com o entrevistado, a espera do início dos trabalhos, que Ciro falou de futebol. Disse ser torcedor do Guarany de Sobral, cidade em que nasceu, no interior do Ceará. Citou dois ou três clubes pelos quais tem admiração pelo Brasil e quando soube que eu sou gremista, lembrou que o candidato dele a governador no Rio Grande do Sul era o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, que quando caiu para a segunda divisão, teve de abrir mão de suas pretensões políticas.

Você não tem ideia como eu adoraria saber, nesta altura do ano, que Romildo estaria candidato e bem cotado no Rio Grande do Sul. Não, não tem nada a ver com as minhas preferências políticas, mas é que se ele estivesse candidato, certamente o Grêmio não estaria na B.

Dito isso, de volta as conversas e fatos de uma eleição. 

Foi uma semana interessante, mesmo diante de candidata que, em princípio, teria pouco a contribuir para o debate nacional, como é o caso de Vera, do PSTU, partido de linha trotskista, entrevista na quarta-feira. Não desdenho de suas propostas que, inclusive, agradaram parte da audiência, pelo que li nas mensagens recebidas. Quando digo que teria pouco a contribuir, o digo porque não tem expressão na opinião pública como mostram as pesquisas. Foi uma boa surpresa ouvir algumas de suas histórias. Aprendo sempre. E mais uma vez aprendi. Permitir-se ouvir os diferentes, nos torna melhor, nos enriquece.

Estive à frente de Simone, do MDB, na quinta-feira. A candidata repetiu algumas das frases que marcaram sua campanha. Tentou mostrar otimismo mesmo diante das dificuldades eleitorais que tem para assumir uma posição mais competitiva. Tem percentual de intenção de voto quase tão inexpressivo quanto sua outra colega de disputa, Vera. Saiu da entrevista sem marcar gols. E conseguiu se defender bem de algumas investidas dos jornalistas.

Ao fim e ao cabo, cumpri minha missão, ao lado de excelentes colegas jornalistas da CBN, Globo e Valor, e deixei o Rio satisfeito pelo resultado do trabalho, mesmo que o foco que tive de ajustar tenha me mantido longe deste blog por alguns dias. Talvez você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tenha percebido. Mas eu senti falta, sim. Adoro a arte da escrita, mesmo que não seja exatamente um arteiro nessa prática.

Cheguei em São Paulo ao fim da tarde. Em tempo de me atirar no sofá, e ligar a TV com a intenção de me divertir assistindo ao Grêmio jogar em casa. Não foi exatamente uma diversão que meu time me proporcionou como o resultado, destacado no alto desta Avalanche, deixa explícito. Frustrei-me com a possibilidade de subirmos na tabela de classificação, abrirmos vantagem sobre os adversários que estão menos cotados e demonstrarmos um time mais maduro diante de seus adversários.

Menos mal que nossa chance de passar para o segundo turno, ou melhor, para a série A, permanece, apesar de três partidas com resultados insatisfatórios. Para me consolar, lembrei de frase dita por Ciro, que está bem distante dos dois primeiros colocados na pesquisa, mas mesmo assim insiste em dizer que, se os adversários vacilarem, quem sabe ele não consegue dar uma volta de 180 graus, esticar a perna no alto, alcançar uma bola cruzada e se consagrar marcando um gol de bicicleta ao fim do jogo. Se Ciro tem essa esperança, quem sou eu, como gremista, para não tê-la.

Um erro mantido em nome das métricas são dois erros

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Das redes sociais, a que mais uso é o Twitter, por onde deixo alguns palpites, opiniões, informações e recados, desde 2008, quando o ‘passarinho’ estava ainda no ninho, aqui no Brasil. Com o recente interesse de Elon Musk na compra da empresa, falou-se de muitas mudanças, em especial a ideia do “liberou geral” que o visionário confunde com “liberdade de expressão”. Mas também tratou-se de temas mais comezinhos como o botão “editar” que permitiria a correção de muitos erros cometidos na pressa de publicar. 

Sem opinião formada sobre o segundo tema — quanto ao primeiro sou defensor da ideia de que deve sempre haver um mínimo de moderação diante do impacto que as redes têm na vida e na reação das pessoas — , já tive vontade de voltar atrás no que escrevi. Não que eu quisesse rever minha opinião. Queria apenas ter usado uma palavra mais apropriada e, principalmente, corrigida — quando erros na grafia ou na concordância se revelavam. Não pude!

Não apenas não tive essa possibilidade como percebi um fenômeno. Se você publicar uma mensagem com erro e, em seguida, republicar a mesma mensagem com a correção, tenha certeza: a mensagem com erro vai ser retuitada muita mais do que a corrigida. Pode ser que seja pelo fato de que a primeira, por primeira que foi, chegue a mais pessoas antes da segunda, impulsionada por um algoritmo que costumo não entender bem como funciona. 

Diante do fato, desisti de manter a mensagem errada em respeito a quem já havia comentado, clicado ou retuitado. Simplesmente apago. Abri mão do engajamento ou alcance que a  mensagem com erro poderia ter me oferecido em troca da tranquilidade em saber que aquele erro não iria mais tão longe assim, causando uma série de estragos. No caso de erros ortográficos ou de concordância, imagine, alguém pode repeti-lo depois em um retuíte, no recado enviado ao chefe, no bilhetinho para a namorada ou em qualquer outra situação, construindo uma imagem ruim por minha culpa. Não me perdoaria!

Escrevo sobre esse assunto, porque me incomoda a superdependência às métricas que hoje pauta desde decisões editoriais até o ângulo em que você vai tirar uma foto. O título, o lead, a abordagem, a imagem, a cor, a disposição na página, o assunto a ser tratado, o SEO … tudo parece contaminado por aquilo que o algoritmo nos permite e pelos números que alcançamos. A reportagem não é boa pelo conteúdo, profundidade e forma com que é apresentada; é boa se teve engajamento. Se antes já havia essa tentação na busca da atenção, hoje com a possibilidade de se medir quase tudo em tempo real, o risco de nos transformarmos em refém das métricas, multiplica-se. 

Não quero desdenhar o conhecimento que aprofundamos sobre o funcionamento da engrenagem digital nem mesmo estou desmerecendo a importância de se conseguir audiência para o conteúdo que realizamos, mas se temos um compromisso —- e aí estou aqui pensando em um dos papeis do jornalismo profissional —- é com a precisão da informação. Publicar uma informação errada, identificar o erro e mantê-la errada é ser cúmplice de algoritmos que tanto criticamos por serem impulsionadores da intolerância, a medida que reforçam comportamentos e não estimulam a troca de ideias entre os diversos.

Por isso, caro e cada vez mais raro estudante de jornalismo que me acompanha neste blog, se me permitir, faço uma sugestão: sempre que uma informação estiver publicada com erro, apague-a; republique-a corrigida. Comunique seu público. E se alguém vier reclamar do prejuízo às métricas, lembre-o de uma expressão tipicamente italiana: “vaffa …”

Dez recomendações para uma entrevista de excelência

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Foi-se mais um dia de entrevista. Planejada, programada, pensada, pesquisada — sim, quando nos propomos  a estar diante de uma fonte que tem relevância, é preciso que se cumpra uma série de etapas. Quem nos ouve diante do microfone perguntando, replicando e contextualizando talvez não tenha ideia do trabalho prévio que uma boa entrevista exige. Especialmente, se do outro lado estiver alguém que se sente capacitada a assumir o cargo mais alto que se pode desejar no país: o de presidente.

Esse é o desejo de Ciro Gomes, com quem conversamos na terça. Esse é o desejo de Simone Tebet, com que deparamos nesta quarta-feira, no Jornal da CBN. É também o de André Janones, a ser entrevistado na quinta. Todos eles sabem que ocupar esses espaços se faz essencial para expor pensamentos e convencer o cidadão a apoiá-los, a despeito das dificuldades que as pesquisas eleitorais revelam.

Certamente e com grandes possibilidades de se transformar em realidade, tornar-se presidente — mais uma vez —- é o que almejam Lula e Bolsonaro, apesar de que esses querem repetir a experiência sem ter de se expor ao escrutínio do jornalismo profissional. Preferem ocupar os microfones amigos, as falas sob controle, que não questionam, que não apontam contrariedades e falta de lógica. Privilegiam o cercadinho no Palácio ou os palcos montados por correligionários. Lamentavelmente, se escondem atrás da popularidade que o cargo que ocupam ou ocuparam lhes oferece.

De volta às entrevistas — tema central desta nossa conversa. 

Dia desses, na preparação de um curso de rádio e podcast, que em breve estará à disposição do caro e raro leitor deste blog, falei que este é o momento mais incrível da nossa profissão — também tratei em parte do assunto no texto anterior a este. Assim sendo, é preciso estarmos muito bem preparados e, se você me permite, listarei a seguir, algumas recomendações para caso você decida um dia estar nesta privilegiada posição de entrevistador:

  1. Escolha bem o entrevistado. Tem pessoas que realmente são muito inteligentes, geniais, mas que falam muito mal, também. Não sabem se expressar, são prolixas, não completam as frases, falam de maneira entrecortada, que, podem acabar com a entrevista. 
  2. Após escolher o entrevistado, faça uma boa pesquisa. Conheça o perfil dele, saiba como se comporta, o que pensa, o que já falou sobre o tema que você pretende abordar. Quanto mais elementos você tiver em mãos, melhor será sua abordagem e mais difícil será de o entrevistado enrolar você e o seu público.
  3. Com base na pesquisa prévia, prepare um roteiro — alguns colocam os tópicos mais relevantes; outros preferem escrever as perguntas. O importante é que você tenha ideia de onde pretende chegar
  4. Jamais seja refém do seu roteiro e de suas perguntas. Esse material é apenas o ponto de partida. Esteja atento ao que o entrevistado vai dizer, porque a qualquer momento o rumo da conversa pode enveredar por um caminho que você não imaginava.
  5. Uma boa entrevista tem perguntas na medida certa: nem curta demais, a ponto de o entrevistado e o ouvinte não entenderem sobre o que você está falando; nem tão longa que você acabe tomando o espaço dele. Muitas vezes, cometemos o pecado de querer mostrar nosso amplo conhecimento pelo tema e esquecemos que o personagem principal na entrevista é o entrevistado
  6. Uma boa maneira de se posicionar diante do entrevistado é pensar com a cabeça do ouvinte; o que ele estaria interessado em saber daquela pessoa que está sendo entrevistada;
  7. O ideal é não interromper o pensamento do entrevistado, mas sabemos que algumas pessoas falam sem parar e sem ponto de corte; pior, algumas pessoas começam a divagar; se desviam do tema da pergunta — às vezes sem querer, outras de propósito. Cabe a você que está entrevistando, pontuar essas situações.
  8. Trate o entrevistado com o devido respeito — isso não significa que você será subserviente a ele; ou deixará dizer o que bem entender, sem questionamento; 
  9. Sempre que necessário questione o que está sendo dito: lembre-se de uma máxima do jornalismo: notícia é aquilo que alguém não quer que publique.
  10. Esteja preparado para caso o entrevistado tenha uma postura arrogante ou agressiva. Não cabe a você se equiparar a ele. Siga de forma respeitosa, sem deixar de pontuar os erros que ele comete.

Repasso essas e outras sugestões todas as vezes que estou diante de entrevistas com a importância das que estamos realizando nesta semana, na CBN. Aprendo a cada entrevista uma nova lição. Para não parecer exagerado, em algumas sou apenas relembrado de lições que aprendi anteriormente. Ao fim da entrevista, refaço toda a trajetória da conversa na mente, penso como poderia ter abordado o assunto de uma maneira diversa e se deixei de contrapor à altura alguma resposta mal feita pelo entrevistado. 

Amanhã tem mais!