A varredura feita pelo Ministério Público Eleitoral nas contas dos candidatos eleitos na campanha municipal do ano passado constatou irregularidades nas prestações do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e de 46 dos 55 vereadores da Câmara de São Paulo. Todos correm o risco de se tornarem inelegíveis para as próximas eleições.
Notas frias, sequenciais, com informações incompletas ou emitidas por empresas que estavam impedidas de doar dinheiro para campanha fazem parte da lista de irregularidades constatadas pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, da 1a. zona eleitoral da capital paulista.
Uma entidade que não teve seu nome revelado teria aceitado acordo com o Ministério Público no qual indicaria quanto transferiu de dinheiro para cada um dos partidos ou candidatos e assinaria termo de conduta se comprometendo a não repetir esta prática em troca de escapar de punição prevista em lei.
Recentemente, o jornal Folha de São Paulo denunciou que o Secovi de SP teria repassado verba às campanhas de boa parte dos vereadores paulistanos através da Associação Imobiliaria Brasileira. Não há porém confirmação de que a AIB seja a entidade em negociação com o MP.
Vereador da mansão será denunciado pelo MP
O vereador Kamia (DEM-SP) será denunciado por falsidade ideológica, na 2a feira, pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo. O valor de uma mansão construída na Serra da Cantareira, zona norte da capital, não seria compatível com a declaração de renda feita pelo parlamentar à Justiça eleitoral, onde registrou apenas R$ 198 mil de bens. Apesar de ter sido convidado pelo MP para justificar a diferença entre os gastos dele e a declaração oficial, Kamia não compareceu ao depoimento, segundo informou o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes.


