Participe da discussão sobre aumento do IPTU em SP

 

adoteO projeto de lei da Planta Genérica de Valores da prefeitura de São Paulo que poderá aumentar o IPTU em até 40% para os imóveis residenciais e 60% para os comerciais está em discussão na Câmara Municipal. Portanto, em vez de esperar o carnê com os valores majorados no ano que vem, é bom se preocupar com este problema agora e pressionar os vereadores a votarem de acordo com o que você deseja.

São os vereadores paulistanos que darão a palavra final se apóiam ou não a pretensão do prefeito Gilberto Kassab do DEM. Assim, sua presença nas audiências públicas que discutem o projeto ou sua interferência por telefone, e-mail e no gabinete do parlamentar pode ser fundamental.

A Câmara de Vereadores de São Paulo não perdeu tempo e começou a discutir o projeto de lei da Planta Genérica de Valores nesta terça-feira. De acordo com o site da casa, o Secretário Municipal de Finanças, Walter Aluisio, disse que a arrecadação prevista com o imposto é de R$ 644 milhões, durante audiência pública: “O foco do programa não é arrecadação. Exemplo disso é que o número de isentos irá aumentar, já que a isenção englobará imóveis que valem até R$ 92 mil, hoje esse limite é de R$65 mil. Os maiores beneficiados serão o extremo leste e oeste de cidade”.

Pelo menos dois vereadores se pronunciaram contra a proposta do prefeito Gilberto Kassab de majorar o imposto em 2010. Eles criticaram, em especial, o teto do reajuste – conhecido por “trava” – do IPTU de 40% e 60%. Leia o que diz o site da Câmara:

O vereador Donato(PT) não concorda com o sistema de “trava”. “ Quem poderia pagar muito mais só pode aumentar 40%”, disse ele. O vereador Milton Leite (DEM), relator do Orçamento, concorda “ os ricos continuarão pagando pouco”,afirmou Leite.

Está na hora de você também dar sua opinião. Se quiser saber qual o telefone do gabinete ou o e-mail do seu vereador vá até o site da Câmara Municipal.

Para Kassab aumento de 60% no IPTU é justiça fiscal

 

Imagem do site da prefeitura de SPO mesmo partido que aparece na televisão criticando o aumento da carga tributária no Governo Federal apóia o reajuste de até 60% no valor do IPTU de 2010, em São Paulo. A lembrança é do consultor financeiro e ex-secretário de finanças da gestão Luisa Erundina, Amir Khair, em entrevista ao CBN São Paulo, que criticou o anúncio feito pelo prefeito Gilberto Kassab do DEM, na terça-feira.

Apesar de não ter mexido nas alíquotas do imposto (que vão de 0,8% a 1,6%), a prefeitura decidiu revisar a Planta Genérica de Valores dos imóveis e terrenos na cidade de São Paulo, depois de oito anos. Com esta medida em muitos casos aumentou o preço de venda de uma casa ou apartamento e o proprietário terá de pagar muito mais imposto em 2010 do que neste ano. Para impedir que o reajuste fosse ainda mais pesado, o projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal prevê um teto de até 40% para os imóveis residenciais e de até 60% para os comerciais.

Amir Khair disse que a prefeitura deveria impor uma “trava” ainda maior para não onerar os proprietários de imóveis principalmente no setor de serviços e comércio, em um período em que ainda se sente os efeitos da crise econômica:

Ouça a primeira parte da entrevista com Amir Khair, ao CBN SP

O prefeito Gilberto Kassab justifica o reajuste dizendo que a prefeitura está fazendo justiça fiscal, pois muitos proprietários foram beneficiados com melhorias em suas regiões e os imóveis passaram a valer mais, mas continuavam pagando o mesmo que em áreas menos valorizadas.

A repórter Márcia Arroyo ouviu o prefeito durante a manhã desta terça-feira e a reportagem foi apresentada durante a entrevista de Amir Khair que pode comentar a opinião de Kassab logo em seguida. Khair também fez sugestões aos vereadores de São Paulo que vão analisar a proposta da prefeitura:

Ouça o que disse o prefeito Gilberto Kassab sobre o valor do IPTU e a segunda parte da entrevsta com AmirKhair

Lixo, só não vê quem não quer

 

Lixo pra não ver

A moça do grafite parece reproduzir comportamento do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) que passou o mês inteiro insistindo em não enxergar o lixo que tomava conta das calçadas. A sujeira foi tanta que acabou tendo de recuar da decisão de cortar o Orçamento das empresas de varrição e coleta, na cidade. Se faltou sensibiliade ao administrador, não podemos dizer o mesmo do autor desta foto, o direto de imagem e colaborador do Blog do Milton Jung, Luis Fernando Gallo.

Kassab diz que limpeza na cidade está normal

 

Lixo na Cásper Libero

Para o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o recolhimento de lixo e a varrição na cidade estão ocorrendo normalmente e os garis, apesar da ameaça de greve, estão trabalhando. Na entrevista exclusiva ao CBN SP, ele disse que não vê justificativa para a demissão de funcionários feita pelas empresas contratadas pela prefeitura e que estas deveriam readequar as escalas de serviço.

Ao mesmo tempo em que o prefeito falava ao CBN SP, ouvintes-internautas enviavam fotos ou informações sobre lixo acumulado na cidade – a deste post foi feita na Cásper Líbero, por Douglas Brito. Logo após a entrevista, conversamos com o representante do sindicato que reúne os garis, Moarcir Pereira: “o prefeito está mal informado”, disse ele. O dirigente falou que na Vila Matilde, por exemplo, 100% dos garis aderiram a greve,

Durante a entrevista, o prefeito Gilberto Kassab também falou sobre o fato de a prefeitura não ter enviado dinheiro para as obras do Metrô, conforme prometido na campanha eleitoral quando, inclusive, posou ao lado do governador José Serra (PSDB), com um cheque de R$ 1 bi em mãos. Kassab disse, primeiro, que o dinheiro não havia sido repassado porque a transferência vai ocorrer a medida que os projetos foram apresentados. Depois, questionado se nenhum real havia sido repassado, falou que, sim, haviam sido transferidos cerca de R$ 300 milhões.

Ouça a entrevista completa com o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo

Canto da Cátia: O prefeito e o entulho

 

Entulho na cidade 2

Pela primeira vez desde o temporal que causou mortes e prejuízos à cidade, na terça-feira, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab admitiu falhas da administração dele no combate as enchentes. Ao dizer que a chuva forte foi fora de época, lembrou que a população não tomou as medidas que costuma adotar no período do verão e foi pega de surpresa. Foi aí que ele lembrou de dizer: “a prefeitura, também”. Fora este momento de mea culpa, o resto foi se defender e atacar os outros, principalmente o governo de Marta Suplicy que o antecedeu, repetindo estratégia de comunicação assumida no início da crise.

Hoje, acompanhado do super-secretário Alexandre de Morais, foi à Vila Prudente e visitou terreno da Sabesp usado, ilegalmente, para despejo de entulho. Disse que vai exigir da empresa do Governo do Estado o controle sobre o local e dos subprefeitos o mapeamento das áreas em que entulhos são jogados, conhecidos por “pontos viciados”.

Curioso é que o subprefeito do Butantã, Regis Oliveira, por e-mail, me informou que as subprefeituras já tem este mapeamento, mas, infelizmente, “enxugam gelo”, pois tiram o lixo e o entulho volta ao local.

Ouça trecho da entrevista com o prefeito Gilberto Kassab (DEM)

Ouça a segunda parte com o prefeito Gilberto Kassab (DEM)

Assista aqui ao vídeo feito pela repórter Cátia Toffoletto, no terreno da Sabesp, onde o entulho é despejado,na Vila Prudente.

Kassab culpa o passado, não assume erro do presente

 

Bueiro jorra água

Um dia após a enchente que parou a cidade e matou duas crianças, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) em vez de assumir a responsabilidade pelos problemas que ocorreram prefere atacar seus antecessores – entre os quais, ressalta, não está o governador José Serra (PSDB), que faz parte da gestão iniciada há cinco anos. Usou números de 2008 para comparar com investimentos da gestão Marta Suplicy (PT) e reclamou da falta de ação no combate as enchentes nos últimos 50 anos. Sendo assim, sobrou até para o ex-governador Mário Covas (PSDB) que foi prefeito na capital paulista entre 1983 e 1985.

Kassab disse que nunca antes se fez tantos investimentos nesta área como no governo dele, usando de estragégia que ganhou popularidade na boca do presidente Lula (PT). Não admite que o corte de 20% no valor pago às empresas que fazem a varrição de rua seja um dos motivos que tenham causado tanto transtorno ao paulistano. Repetiu a “excelência” da sua administração na limpeza de bocas de lobo, galerias de águas pluviais, córregos etecetera e tal.

Ouça o que o prefeito Gilberto Kassab disse à repórter Luciana Marinho

 

Matarazzo fora da prefeitura

 

Uma entrevista ao CBN São Paulo, com Fabíola Cidral, teria sido o ponto final na relação entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o ex-secretário das Subprefeituras, Andréa Matarazzo (PSDB). Há duas semanas, ele disse que a sujeira na região central da cidade se devia a corte no pagamento para as empresas que fazem a varrição. Quem faz esta avaliação é o jornal Estado de São Paulo, em reportagem assinada pelos jornalistas Diego Zanchetta e Sílvia Amorim.

Matarazzo chegou a ser apresentado pela Veja SP como o xerife da cidade, após ações com destaque na mídia de fechamento de casas noturnas e lojas de luxo por falta de alvará. Desde o início da atual gestão, lia-se notas e notícias sobre a perda de poder dele. A criação da Secretaria Municipal de Controle Urbano era outro sinal claro de esvaziamento de quem chegou a prefeitura como homem forte de José Serra (PSDB).

O avanço pífio do projeto de recuperação da Cracolândia, centro de São Paulo, durante a primeira gestão, levou a prefeitura a mudar sua estratégia de atuação e tirou da Secretaria das Subprefeituras, sob o comando de Matarazzo, a administração do processo de revitalização da área.

Nota oficial divulgada pela prefeitura de São Paulo tem tom completamente diferente. Diz que a saída teria sido decisão dele e agradece pela dedicação à cidade. Sabe-se, porém, que notas oficiais são apenas “oficiais” e a história se conta no bastidor.

Fora da prefeitura, a expectativa é que Andréa Matarazzo se una a equipe que prepara a campanha de José Serra à presidência da República.

Demanda reprimida e esquecida, em São Paulo

Por Carlos Magno Gibrail

Cidadãos urbanos atentos, observamos nas grandes cidades como São Paulo – 11 milhões de habitantes, 6 milhões de automóveis, 6 milhões de passageiros transportados diariamente – obras civis pontuais serem executadas, como pontes , viadutos e ampliações de avenidas, sem trazer resultados esperados. Ou seja, a fluidez buscada não acontece.

Aparentemente é uma questão de geografia ou geometria, quando se percebe apenas um deslocamento de gargalos. Exatamente isto, quantias substanciais investidas e o resultado é apenas uma transferência de gargalos no trânsito de veículos.

E em alguns casos parece que o congestionamento aumenta. O que acontece é a questão da demanda reprimida, que, represada, não surgia antes das novas obras.

Depois de construídas, pontes, viadutos e avenidas, passam a ser utilizadas por pessoas que começam a usá-las ocupando espaços que antes não ocupavam.

É o que os economistas chamam de “Demanda Reprimida”.

“Em economia, Demanda ou Procura é a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo”.Wikipédia

É parte da lei da oferta e procura, que pode estar inserida num mercado de concorrência perfeita, imperfeita, oligopolista ou monopolista.

Cuja demanda, perfeita, elástica ou inelástica, pode estar reprimida por procura ou oferta.

A identificação da demanda reprimida é recomendável em todos os setores, públicos ou privados, bens ou serviços, antes que apareça de surpresa. O plano cruzado foi um dos momentos em que a demanda reprimida liberada não encontrou a oferta necessária de bens e serviços.

O contemporâneo Twitter que dá quase 3 milhões de seguidores para Britney Spears e quase 2 milhões para Obama , certamente represa quantidade significativa de usuários brasileiros por falta de procura com capacidade financeira.

Para as obras públicas na capital paulistana certamente não estão incluindo nos estudos a demanda reprimida potencial.

Na Marginal Tietê será construída uma nova pista com 23 km de extensão e três faixas de cada lado da marginal, além de quatro pontes e três viadutos ao longo da via. O investimento será de R$ 1,3 bilhão.

O governo acredita que, haverá uma redução no tempo gasto em congestionamentos na marginal em 35%. Segundo cálculos apresentados no projeto, a Marginal Tietê apresenta filas de 30 km, em média, nos horários de pico, 25% do total na cidade. O desperdício de tempo é de 1,7 milhões de horas/ano e o de combustível, 1,5 milhões de litros/ano.

A Prefeitura de São Paulo, no dia 5, declarou de utilidade pública duas áreas na região do Butantã, para atender ao projeto de ampliação do Túnel Jânio Quadros.

Uma das áreas tem 2.546 metros quadrados e a outra, 1.420 metros quadrados. A obra prevê a construção de uma interligação da Avenida Lineu de Paula Machado por intermédio de um túnel que se unirá ao Túnel Sebastião Camargo, antes da travessia do Rio Pinheiros.

Uma boa comparação com o represamento de água pode elucidar a crucial questão do trânsito em SP Cap.

Para esgotarmos a água numa represa cheia abrindo orifícios e fazendo canais, sempre teremos estes canais cheios d’água. É o que acontece com as vias acrescidas através de obras como as do Tietê ou do Túnel Jânio Quadros. Os veículos “represados” ocuparão todos os espaços novos.

Alguma dúvida que isso irá acontecer?

Ou os 35% de melhoria que Serra e Kassab, economistas renomados acreditam?

Acreditam?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e às quartas escreve no Blog do Milton Jung, sempre disposto a congestionar este espaço de boas ideias.

“Vou com o meu carro”, diz usuária de ônibus fretado

Reproduzo neste post comentário deixado por Talita Urdiales sobre a restrição da prefeitura de São Paulo ao uso de fretados na capital paulista:

“Sou usuária do transporte fretado há 6 anos, moro na Zona Leste e trabalho na Zona Oeste (Rebouças). Concordo que existem exageros em relação a longas paradas em locais inadequados e também um certo abuso no trânsito, porém, acho que os benefícios que os ônibus trazem para a população são maiores que os malefícios.

Por diversas vezes já utilizei o transporte público de SP e mesmo sendo considerado o melhor do Brasil como foi citado em entrevistas com o Secretário Alexandre de Moraes, ainda está muito longe do ideal.

A alternativa apresentada pelo prefeito e pelo secretário municipal para a região leste foi: ir de fretado até o Metrô Belém e de lá ir de metrô até o meu destino. Essa proposta é simplesmente absurda, atualmente gasto de R$225,00 com o fretado, e garanto que o custo em trabalhar todos os dias de carro será menor do que o que gastaria indo até os “bolsões” que a prefeitura pretende criar e de lá ir de metrô até o escritório.

Frases como as que o prefeito e o secretário municipal de transportes divulgaram apenas nos mostram a total falta de conhecimento dos problemas no transporte público de SP. Tenho absoluta certeza que nenhum deles teve o “prazer” de conhecer a linha vermelha do metrô que liga a região Oeste a região Leste de SP. Gostaria de convidá-los a conhecerem a linha vermelha em horário de pico e depois disso divulgarem frases como a seguinte:“Um transporte como o de São Paulo é o melhor transporte público do país sem qualquer comparação, não há nível de comparação e que nós estamos cada ano que passa melhorando muito”, diz Alexandre de Moraes, secretário municipal de Transportes. 30/06/2009 – SPTV 2ª edição – Rede Globo.

Assim como TODAS as pessoas que pesquisei no meu fretado, irei todos os dias com o meu carro e acredito que não serão poucos os usuários de deixarão de usar os fretados e passarão a usar seus veículos.

É uma utopia pensar que o transporte público de SP seria capaz de suportar uma demanda de mais 50 mil pessoas (número divulgado pela própria prefeitura). O transporte JÁ está sobrecarregado e não presta um serviço de qualidade digno da maior e mais importante cidade do Brasil.

Se o intuito do Sr. Prefeito era melhorar o trânsito, sinto informá-lo que esta medida terá efeito contrário, porque 20 ou 30 carros prejudicam muito mais o trânsito do que 1 ônibus que comporta 45 pessoas. E se o intuíto do Sr. Prefeito foi melhorar o ar de SP, com certeza terá efeito contrário, nem todas as pessoas que utilizam o fretado tem carros novos e ainda que tenham, com certeza 20 ou 30 carros poluem muito mais que 1 ônibus.

Sei que minhas palavras ficaram muito vagas, mas tenho uma sugestão: Te convido e também convido o nosso querido prefeito e seu secretário para me acompanharem no meu percurso dos Jardins até a Zona Leste de duas maneiras: ônibus + metrô e de fretado em uma sexta-feira (dia em que o trânsito de SP que já é muito ruim piora ainda mais).

Admiro a iniciativa de melhorar o trânsito da cidade, mas acho que uma decisão tão importante quanto esta não pode ser tomada de uma maneira tão arbitrária como aconteceu. Se a intenção é diminuir os transtornos causados pelos fretados, deveria-se criar regras onde este serviço que é tão utilizado não seja prejudicado, mas aperfeiçoado. Minha sugestão é: tempo máximo de utilização dos ônibus, utilização dos pontos de ônibus existentes para o embarque e desembarque de passageiros, inspeção veicular para o controle de emissão de poluentes, substituição do óleo diesel pelo BioDiesel que polui menos, credenciamento de todas as empresas e percursos existentes, entre outras a serem definidas.