Mundo Corporativo: Fui contratado, e agora?

 

Um apaixonado pela leitura. Foi assim que o consultor de empresas Gutenberg de Macêdo se apresentou nesta entrevista no Mundo Corporativo, na qual falou sobre os primeiros momentos de um profissional na empresa ou em um novo cargo. Gutenberg também respondeu a perguntas de ouvintes-internautas interessados em entender qual a melhor estratégia para acertar no “primeiro minuto de jogo” e como encarar aqueles colegas que sonhavam ocupar o seu lugar.

Aproveito para reproduzir aqui alguns dos livros citados por Gutenberg durante a entrevista que foi ao ar no site da CBN, atendendo a pedidos feitos por ouvintes-internautas. Anote aí, boa leitura e, se tiver mais sugestões, compatilhe com os leitores do Blog registrando na área dos comentários:

Treinamento Gerencial de Paula J. Caproni

As 48 Leis do Poder de Robert Greene

Oráculo Manual ou A Arte da Prudência de Baltasar Gracian

Como Conquistar um Ótimo Emprego de Gerente a Executivo de Sharon

Fui Demitido! E Agora? De Gutemberg B. de Macedo

Fui Contratado! E Agora de Gutemberg B. de Macedo

O Mundo Assombrado pelos Demônios de Carl Sagan

O Principio da Sabedoria – Lições de Salomão para o bem Viver de Gutemberg B. de Macedo

Carreira: Que |Rumo Seguir de Gutemberg B. de Macedo

Quem não lê, encolhe

 

Por Devanir Amâncio
ONG Educa SP

A Estrada de Itapecerica,altura do número 1.530, região do Campo Limpo , Zona Sul, tem um dos grafites mais provocativos da Cidade: O “Leia Mais ! Gente Muda” , que retrata uma figura humana  encolhida  – parecida com extraterrestre –  olhando um livro aberto.  Não é possível identificar o autor da obra de arte. Seu nome foi manchado pela pichação.

Brasileiro gasta apenas R$ 30 com livros, por ano

 

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A Bienal do Livro motivou a publicação de estudos sobre o hábito do brasileiro com a leitura. O Ibope Inteligência foi descobrir quanto se gasta, por ano, com livros e chegou a uma conta preocupante: apenas R$ 30 por pessoa. Mesmo nos Estados em que os números são mais otimistas, o investimento está na maior parte concentrado nas classes A e B.

Ouça a entrevista com Antônio Ruotolo do Ibope, ao CBN SP

A minha surpresa, durante entrevista com Antônio Ruotolo, que dirigiu este estudo, foi saber que São Paulo gasta menos com livro do que o Rio de Janeiro. Enquanto os cariocas desembolsam R$ 95 por ano, os paulistanos investem R$ 77 – e este valor cai bastante quando se calcula todo o Estado de São Paulo: R$ 47,00. Os estados do Nordeste e Minas Gerais são os que menos gastam com livros.

Outra dado interessante é a desigualdade que existe mesmo dentro das cidades. Em São Paulo, apesar do consumo com livros ser alto, comparado a média nacional, 90% do dinheiro sai das classes mais altas. Para Ruotolo, é provável que os mais pobres não lêem e se o fazem é através das bibliotecas.

O diretor do Ibope explicou que o consumo de livros está ligado não necessariamente ao preço do produto mas a maior concentração de livrarias em algumas regiões. As cidades menores não têm grandes livrarias e, assim, não comportam estoques com mais variedade e volume, restringindo o acesso e o consumo.

“O brasileiro lê pouco e com grandes diferenças regionais”, disse Ruotolo.

Quem lê enxerga melhor

Por Sérgio Vaz
Criador e criatura da Cooperifa

Povo lindo, povo inteligente, ontem participei de um debate na Fundação Perseu Abramo sobre circulação de livros, bibliotecas e de incentivo à literatura. Entre vários outros assuntos um em especial me chamou a atenção: o preço do livro.
Já ouvi várias autoridades conhecedoras do assunto falarem que as pessoas não leem porque o livro é muito caro, ou, que é caro porque as pessoas não leem.

Concordo que o livro é caro, mas não concordo que as pessoas não leem por conta disso, as pessoas não leem porque não gostam de ler. É caro só para quem gosta de ler. Tente vender um livro para quem não gosta de ler por R$ 5,00. Ele não vai comprar, e não importa o que você diga, e a não ser que ele compre só para te “ajudar” ele não vai nem querer saber dos seus argumentos. E isso independe da classe social.

Quem mais compra livros no país é o MEC (Ministério da Educação e Cultura), algo em torno de 50 por cento. As pessoas não leem porque faltam ações específicas do estado nas comunidades. Não leem porque não há bibliotecas nos bairros, e as poucas que existem tem um aspecto triste são frias é como se fossem cemitérios, onde livros são enterrados sem direito a velório.

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