Comunicar para liderar: isso é coisa de mulher!

 

Em 2015, com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, publicamos o livro “Comunicar para liderar” (Editora Contexto), no qual falamos da liderança feminina, entre outros assuntos. Aproveitando o Dia Internacional da Mulher, reproduzo, a partir de hoje, neste blog e em meu perfil do Linkedin, alguns trechos do texto com informações que nos ajudam a pensar como devemos agir para que a mulher tenha relevância, também, nas decisões corporativas:

 

Por Leny Kyrillos e Mílton Jung

 

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Ilustração PIXABAY

 

É coisa de mulher, sim! E é bom que os homens saibam disso! Afinal, a promessa de igualdade de gênero está mais próxima quando o assunto é liderança. Ok, sem muito entusiasmo! Está, ao menos, muito mais próxima do que no fim do século passado – o que nem faz tanto tempo assim, convenhamos. Em 1995, só nomes masculinos apareciam no topo da lista de comando das 500 maiores empresas americanas listadas pela revista Fortune. Duas décadas depois, já havia 26 mulheres ocupando o cargo de CEO nessa privilegiada seleção de empresas. Mary Barra, na GM, Meg Whitman, da HP, Ginni Rometty, na IBM, foram algumas das que chegaram ao topo e nos ilustram a mudança que está em curso. Também nos revelam que o sucesso delas ainda é motivo de surpresa para muitos de nós, como se a presença de mulheres em cargos de liderança fosse algo exótico.

 

A mudança existe, mas é ainda pouco expressiva se levarmos em consideração que as mulheres representam apenas 5,2% dos CEOs Fortune500. Ao olhar as estatísticas no Brasil, percebemos que a presença delas é ainda menor, pois somente 3,4% dos CEOs são mulheres, de acordo com o Núcleo de Direito e Gênero da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Alguns especialistas entendem que a tendência é que essa transformação se aprofunde nos próximos anos considerando a quebra de paradigma provocada especialmente pelas empresas de tecnologia: setor inovador, pouco contaminado pelas práticas gerenciais (e masculinizadas) do passado, o qual estaria se mostrando mais adepto à diversidade. No entanto, dados recentes mostram que a proporção de mulheres em empresas de software e computação caiu de 34%, em 1990, para 27%, em 2011, no Vale do Silício. Além disso, das empresas de alta tecnologia criadas em 2004, apenas 1% foi fundada por mulheres.

A nos proporcionar boas perspectivas em relação à ascensão feminina nas empresas está a opinião pública mais favorável às mulheres. Um relatório do Pew Research Center, publicado em 2015, mostra que a maioria dos americanos acredita que as mulheres são tão capazes de serem bons líderes quanto os homens. Em qualidades relacionadas à liderança, tais como inteligência e poder de inovação, a percepção é de que homens e mulheres não se diferenciam. Quando as características analisadas são honestidade, justiça, compaixão e adesão a compromissos, as mulheres levam vantagem.

O olhar positivo para a liderança feminina, porém, ainda encontra resistência no ambiente corporativo, provavelmente porque o preconceito está enraizado de tal forma que não somos capazes de nos livrar dos estereótipos por mais que tentemos nos convencer do contrário. Na hora da escolha, o moço alto, com voz forte, de preferência de terno e gravata leva a melhor. É isso mesmo… a altura faz diferença também: 30% dos CEOs Fortune500 tinham 1,87 m ou mais, foi o que descobriu Malcolm Gladwell, em seu livro Blink, de 2005. Mas nosso assunto aqui não é estatura física. É capacidade de liderar. E as mulheres já provaram que a têm de sobra, mesmo diante de todas as barreiras, inclusive internas.

 

As mensagens negativas emitidas no decorrer dos tempos intimidam seu comportamento. Um discurso que começa dentro de casa, onde se mostra que isso é coisa de menina e aquilo de menino, que impõe a elas as tarefas domésticas, o cuidado das crianças, a necessidade de serem meigas e delicadas. São as moças que lavam a louça, enquanto aos moços cabe a limpeza do carro… E se estende à sala de aula, à relação com os outros e ao esporte: “Joga como um homem!”. Em todos os espaços, os estereótipos são reforçados. Esse discurso é absorvido e transferido para o mercado de trabalho, em que são oferecidos cargos que não costumam elevá-las ao comando da empresa. Quase a totalidade dos CEOs das maiores empresas mundiais, hoje, tem cargo de operação antes de chegar ao posto mais alto, e mais da metade das mulheres estão ocupando os cargos funcionais: diretorias financeiras, jurídicas e de recursos humanos, por exemplo.

As mulheres nascem, crescem e aprendem que é errado falar sem rodeios, ter iniciativa e ser mais poderosas do que os homens, diz Sheryl Sandberg, chefe operacional do Facebook. Para ganhar poder, é fundamental se livrar dessas barreiras internas, ensina, baseada em sua própria experiência.

No escritório, os estereótipos são tão fortes que até a “má fama” de que as mulheres são tagarelas desaparece em virtude da opressão masculina. Anos atrás, quando o produtor do seriado de TV The Shield (fora do ar desde 2008), Glen Mazzara, percebeu que duas jovens escritoras estavam em silêncio durante reunião em que se discutiam os argumentos para o roteiro, pediu para elas falarem mais. O que viu a seguir foi a cena que se repete na maior parte das salas de reunião e discussão das empresas: sempre que elas começavam a falar, eram interrompidas, apesar de apresentarem boas ideias.

Em outro cenário, um banco internacional, a contribuição dos funcionários para a melhoria dos processos se refletia em avaliações de desempenho positivas no decorrer do tempo; sugestões de mesma qualidade apresentadas pelas funcionárias não melhoraram a percepção do desempenho delas. Os dois casos foram descritos por Sandberg em série de artigos escritos com Adam Grant, da Universidade da Pensilvânia, no The New York Times, no início de 2015.

Em apoio à tese, a publicação apresentou pesquisas de comportamento relacionando liderança e gênero. Em um dos estudos, Victoria L. Brescoll, psicóloga da Universidade de Yale, analisou o comportamento dos senadores americanos e descobriu que os homens considerados mais poderosos – baseado em tempo de legislatura e posição de liderança – discursavam mais do que os do “baixo clero”; em relação às mulheres essa diferença não foi encontrada. Na mesma linha de pesquisa, Brescoll pediu para que homens e mulheres avaliassem a competência de CEOs a partir da frequência com que expressavam suas opiniões. Independentemente do sexo de quem julgou, os homens que falaram mais do que seus pares foram premiados ao receberem conceitos 10% maiores; as mulheres foram punidas com conceitos 14% menores. O que é poder para eles é perdição para elas. Mulheres protegendo-se com o silêncio não é sinal de paranoia, é sinal de sobrevivência. E isso precisa mudar!

 

Obs1: Atualmente Meg Whitman é CEO da Quibi; e atualmente 23 mulheres estão no comando de empresas que fazem parte da lista Fortune500

 

Mundo Corporativo: para o aprendizado não existe aposentadoria, diz Marcelo Simonato

 

“Nós não podemos medir o ser bem sucedido ou não simplesmente por quanto nós temos de recursos guardados ou por uma posição X ou Y dentro de uma empresa. O fato é que todos podem ir além, desde que desejem ir a algum lugar e busquem isso em um planejamento de carreira” — Marcelo Simonato

O conceito de carreira de sucesso depende da ambição e da oportunidade de cada profissional, mas, independentemente de onde você quiser chegar, é preciso ter isso bem definido. De acordo com o administrador de empresas Marcelo Simonato, para alcançar a sua meta não adianta apenas se preparar tecnicamente, tem de se criar uma sustentação que passa pelo que ele identifica como sendo os quatro pilares do sucesso: marketing pessoal, networking, inteligência emocional e liderança.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Simonato chamou atenção para o fato de que uma das barreiras para o desenvolvimento profissional é a falta de atitude:

“O seu conhecimento, somado as suas habilidades e atitudes, levará você aonde deseja. Precisamos ser protagonistas da nossa carreira, definir o que precisa ser feito e executar”

Com a participação de ouvintes, que fizeram perguntas por e-mail, Facebook e Twitter, o programa também levou mensagens tanto para jovens que se preparam para iniciar carreira profissional quanto para pessoas que têm mais de 50 anos e muitas vezes se sentem desestimulados por falta de oportunidade:

“Hoje, o mercado não distingue mais um jovem de 20 anos ou um profissional de 50 anos; pelo contrário, as empresa buscam a inclusão. É na diversidade que nós crescemos. Fazer com que as gerações trabalhem juntas traz melhores resultados para as empresas e elas já descobriram isso…. e nunca é tarde para aprender, porque para o aprendizado não existe aposentadoria”

Marcelo Simonato é autor do livro “Pilares do sucesso profissional — aprenda a ser bem sucedido na carreira” (Literare Books). O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial ou pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Artur Ferreira, Gabriela Varella, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Guia Salarial destaca que empresas estão em busca de profissionais que saibam se comunicar

 

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A comunicação surge em destaque mais uma vez como competência a ser desenvolvida pelos profissionais que buscam desenvolvimento na carreira e espaço no mercado de trabalho. Agora, foi no Guia Salarial da Robert Half, empresa de recrutamento fundada em 1948, nos Estados Unidos, e com atuação no Brasil há 13 anos.

 

O Guia é fonte de informação sobre remuneração, tendência de recrutamento, e de profissões e habilidades mais demandadas nas áreas de finanças, contabilidade, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas, e cargos de alta gestão.

Ao apresentar o resultado do levantamento feito nos mercados em que atua, a Robert Half faz uma lista de cinco a dez habilidades que as empresas mais valorizam na busca de profissionais. De oito segmentos analisados, a comunicação se destacou em cinco deles. E por curioso que seja: muitas vezes em funções que nós não imaginaríamos que a comunicação fosse fazer muita diferença.

Veja, por exemplo, o caso dos profissionais da área de Finanças e Contabilidade — um pessoal que costumamos identificar como ligado a dados, números e estatísticas. A boa comunicação é a segunda das oito habilidades mais demandadas, de acordo com o Guia. E, certamente, é fundamental para que se atenda uma outra exigência que está na lista: a capacidade de influenciar. Não basta ser Contábil, Fiscal ou Tesoureiro, a visão tem de ser macro e o profissional tem de estar pronto para desenvolver olhar crítico na apuração de dados e gerar informações qualitativas com velocidade e com potencial para ajudar a empresa nas tomadas de decisão.

 

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Finanças e Contabilidade/Fonte Robert Half 2020

 

Ainda de olho nos resultados do guia, na área do Mercado Financeiro, boa comunicação volta a aparecer atrás apenas da habilidade de transformar o tecnológico em ação digital. O mesmo ocorre no setor de Seguros, um ambiente muito conservador, mas que, pouco a pouco, se reinventa.

 

Sabe aquele turma da Engenharia? E engenheiros não nos faltam, apesar de boa parte estar fora da área de formação. Em uma lista de dez habilidades procuradas pelas empresas, é necessário, por exemplo, bom relacionamento pessoal, conhecimento do negócio, flexibilidade e, claro, ser um bom comunicador. O mesmo acontece com o setor de Tecnologia em que se destacam posições como de Gerente de TI, Desenvolvedor, Cientista de Dados, Segurança da Informação e Chief Technology Officer (CTO).

 

Para quem ainda tem dúvidas sobre a importância da comunicação, lembro frase de Biz Stone, um dos fundadores do Twitter:

“A comunicação equivale a acender uma tocha na caverna escura”

A boa notícia para quem atua nesses setores — e talvez se assuste ao saber que precisará desenvolver habilidade para qual não se sinta capacitado —  é que comunicação se aprende com treinamento, leitura apropriada, muita observação, escuta ativa e prática constante.

 

Aproveite e conheça o livro “Comunicar para liderar” que escrevi com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, e publicado pela Editora Contexto.

 

Mundo Corporativo: para ser um líder inovador é preciso desapegar das velhas soluções, diz Eliana Dutra

 

“Você como líder, como investidor, como CEO, você tem que conhecer os seus vieses, os seus preconceitos para você não se deixar limitar, porque a inovação ela é sempre disruptiva, ela sempre vai lhe causar um desconforto”

As empresas estão constantemente em busca de inovação e têm sido impactadas pelas transformações que ocorrem nos diversos setores da economia. Para liderar essas empresas, há necessidade de uma forte capacidade de adaptação para a qual nem sempre os profissionais estão preparados. Eliana Dutra, CEO da Profit Coach, tem se dedicado a treinar esses líderes desde 1999 e foi com ela que nós conversamos no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Dutra sugere que o líder inovador seja desapegado de suas funções e de seus sucessos, porque só inovamos quando nos desapegamos das velhas soluções:

“… a inovação é sempre disruptiva, sempre vai causar um desconforto, então você tem de olhar este desconforto e perceber se ele é um desconforto só porque é inovação ou porque está anexado a algum preconceito”.

Eliana ressalta que o perfil do líder deixou de ser o do profissional autoritário, que manda o outro fazer as tarefas, para ser o líder com visão estratégica capaz de engajar os colaboradores da sua equipe:

“Eu costumo dizer que um líder sem seguidores é só um sujeito dando um passeio”

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, às 11 horas, pelo Twitter (@CBNoficial) e pela página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e domingo às 10 da noite em horário alternativo. Você pode ouvir o programa também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Bianca Kirklewski e Débora Gonçalves

Mundo Corporativo: Leandro Moreira descreve a personalidade dos diferentes tipos de líderes nas empresas

‘Entender a personalidade da geração atual é fundamental para ser um bom líder’ — Leandro Moreira.

Especialista em liderança corporativa e autor do livro ‘Seja um líder de heróis – como transformar sua equipe em um esquadrão imbatível em tudo o que faz:, Leandro Moreira, foi entrevistado pela jornalista Cássia Godoy sobre os perfis que podem melhorar a gestão de pessoas nas empresas.

Mundo Corporativo: empresas têm de criar espaço para a colaboração de seus profissionais, diz Alexandre Marins

 

“Eu quero uma carreira onde eu tenha um espaço onde eu possa exercer aquilo que eu acredito em conjunto com outras pessoas. Então as empresas tem de ter uma clareza de seu propósito para que as pessoas consigam ter um grau de identificação e engajamento” – Alexandre Marins, LHH

A chegada de novas tecnologias e de uma geração mais questionadora tem transformado o ambiente de trabalho e obrigado as empresas e seus líderes a mudarem comportamentos. Os profissionais querem ter voz, dar ideais e serem mais colaborativos, de acordo com Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH.

 

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, o consultor alertou para o fato de que as empresas falam muito em inovação mas ainda mantém algumas práticas que provocam sérios problemas na qualidade de vida de seus colaboradores:

“Essa questão do homem não poder falar da sua vulnerabilidade, traz uma angústia interna muito grande, uma solidão. Então, a gente vê que os cargos de alta liderança seguem sendo solitários e as pessoas não conseguem falar sobre isso, e pessoas se deprimindo porque elas olham para aquilo e não vêem uma saída, sabem a sensação de que amanhã vou ter de dar conta de novo”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter pelo perfil @CBNoficial e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, 10 da noite, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo Guilherme Dogo, Ricardo Correia, Isabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: empresas buscam líderes adaptados à transformação digital

 

 

“É esperado que o executivo consiga decidir com velocidade e tomando riscos necessários, mesmo sem ter todas as respostas, mas também é esperado que esse executivo tenha ponderação e consiga analisar os dados para ver se aquela decisão vale a pena ou não” Flávia Leão, Russel Reynolds

 

As empresas têm novas demandas provocadas pela velocidade que a tecnologia impõe e seus gestores têm de estar preparados para essas transformações. Portanto, devem desenvolver uma liderança ágil e entender que áreas como recursos humanos e logística, por exemplo, não podem prescindir do conhecimento tecnológico. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corportivo, da CBN, a consultora Flávia Leão falou o que as empresas esperam dos líderes que assumem em meio a enorme transformação digital que vivemos:

 

“Não se espera que o executivo tenha um conhecimento técnico, mas sim que o executivo saiba reconhecer quais são as soluções que vão transformar o negócio dele e que consigam fazer uma análise crítica disso. E trazer para a empresa aquilo que funciona. Então você tem de estar muito próximo das tecnologias para saber o que vai me trazer mais eficiência, o que vai me trazer mais velocidade e não tem mais a possibilidade de deixar esse assunto para o profissional de TI”.

 

Leão é head de liderança e sucessão para a América Latina da Russel Reynolds, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de altos executivos. Para ela, as pessoas mais flexíveis e curiosas devem ter maior facilidade em se adaptar nesse momento do que aquelas que têm perfil mais rígido e apegado aos seus conhecimentos técnicos:

 

“… não existe uma coisa que é “nasci líder”. Algumas pessoas têm características que facilitam e outras terão que trabalhar mais, mas mesmo assim elas podem fazer um papel tão bom quanto”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e na página do Facebook da CBN. A entrevista vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN ou domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Debora Gonçalves, Bianca Vendramini e Guilherme Dogo.

Mais colaboradores, mais líderes e mais empresas realizam trabalho voluntário

 

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A crise econômica não foi suficiente para tirar o ânimo do pessoal que trabalha com voluntariado corporativo. É a impressão que se tem ao conversar com os gestores que atuam nesse segmento e ao se observar o resultado de pesquisa que está sendo divulgada nesta semana.

 

Você, caro e raro leitor deste blog, deve lembrar que há duas edições, no programa Mundo Corporativo, entrevistei Marcelo Nonoay, da MGN Consultoria, que falou de estratégias para a implantação de projetos de voluntariado nas empresas e de impactos gerados nas pessoas que participam dessas atividades —- sem contar o resultado que isso gera na vida daqueles que são beneficiados pelas ações desenvolvidas.

 

A empresa criada por Nonoay é responsável por organizar dentro das corporações atividades de voluntariado. Identifica o potencial existente, planeja os programas e engaja o pessoal —- muitas vezes se descobre que os profissionais já são voluntários por conta própria. Na entrevista, ele mostra que empresas investem nesses projetos porque percebem que ajudam a desenvolver competências nos colaboradores: “a pessoa não volta igual”.

 

Se não lembra ou não assistiu à conversa, é só clicar aqui e você encontra o vídeo e o resumo da entrevista.

 

O otimismo em relação ao voluntariado corporativo também se fez presente na pesquisa da Comunitas, organização que se dedica a inspirar as empresas a realizar investimentos sociais. Para Marcar o Dia do Voluntariado, que será em 28 de agosto, quinta-feira, a instituição vai publicar o resultado da pesquisa BISC 2019 — Benchmarking de Investimento Social Corporativo — com 256 grandes empresas e fundações empresariais.

 

Na 12a edição da pesquisa, alguns resultados que já são conhecidos e destaco a seguir:

O número de colaboradores envolvidos em programas de voluntariado em grandes empresas do país aumentou 15% em relação a edição anterior.

 

O número de empresas em que a maior parte dos líderes participa das atividades também subiu. E subiu muito: de 11% para 21%. Quanto mais os líderes atuam no voluntariado maior é a garantia de manutenção desses programas.

 

Tem mais dinheiro disponível também: foram investidos R$ 11,6 milhões, um aumento de 12 em relação ao levantamento anterior.

 

Outro aspecto interessante é que boa parte das empresas (44%) tem como meta engajar até 15% de seus colaboradores nesses projetos —- uma meta e tanto se levarmos em consideração que o número de voluntários ainda é baixo diante do número de total de colaboradores: 8%, segundo a pesquisa.

 

A professora Anna Maria Medeiros Peliano, que coordena a pesquisa, viu nos dados consolidados em 2018 e divulgados agora o reconhecimento das empresas em relação aos benefícios proporcionados pelos programas de voluntariado.

“Ganham as comunidades, pelo atendimento recebido; ganham os colaboradores, que se sentem gratificados pela oportunidade de contribuir para a sociedade e desenvolver competências úteis à carreira profissional; e ganham as empresas com a melhoria do ambiente interno de trabalho”

 

Assim que os dados completos da pesquisa estiverem divulgados, eu publico aqui para vocês, enquanto isso me responda:

 

Você realiza algum trabalho voluntário?

Mundo Corporativo: o líder espiritualizado humaniza a relação de trabalho, defende Adílson Souza

 

“A gente não pode trabalhar em qualquer empresa porque boa parte delas não conversa com a gente. E boa parte das empresas que são gigantes, que está no mercado há muito tempo, não estão mais atrativas para os novos líderes” — Adilson Souza, consultor

A necessidade de se construir uma nova forma de liderança, que não considere apenas a ideia de bater metas e alcançar resultados financeiros, tem levado profissionais de diferentes áreas a rediscutir processos e comportamentos dentro do ambiente de trabalho. O consultor Adilson Souza se dedica a desenvolver a visão de que as empresas e seus colaboradores têm de ser comandadas por profissionais que exercitem o que ele batizou de “liderança espiritualizada”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Souza falou desse tema:

“Você tem lá um executivo que bateu 30% além da meta que foi estabelecida, só que metade do time foi para a enfermaria e metade foi para o concorrente. A liderança mais espiritualizada é como eu potencializo meu time para alcançar o melhor dos resultados”

Autor do livro “Liderança e espiritualidade — humanizando as relações profissionais”, Souza convida os lideres, novos e antigos, a revisarem seus comportamento para criarem ambientes de trabalho mais saudáveis. Uma mudança que, segundo ele, exigirá, dos profissionais aprendizado constante:

“O líder que não está disposto a aprender, o modelo dele já não serve mais”

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, pelo Twitter @CBNoficial e pelo Facebook da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo e a qualquer momento em podcast, no site ou no APP da CBN. Colaboraram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Joana Cortez diz como a neurociência ajuda na formação dos novos líderes

 

 

“O que é esperado do líder é que ele consiga desenvolver as pessoas; e para você desenvolver as pessoas, entender como funciona o cérebro é fundamental” — Joana Cortez, consultora da Fellipelli

As novas exigências do mercado de trabalho têm desafiado líderes e colaboradores. Para tornar essa relação mais saudável e produtiva, o uso da neurociência é um dos caminhos que empresas e gestores têm percorrido. Por isso, o Mundo Corporativo foi entrevistar Joana Cortez, consultora em desenvolvimento humano da Fellipelli, que trabalha com avaliação e desenvolvimento de pessoas. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, Cortez listou alguns dos benefícios que as ferramentas de neurociência podem trazer aos profissionais das mais diversas áreas:

“A segurança emocional é tão importante para o profissional assim como entender o papel dele na empresa”

Para os novos líderes, a consultora identifica três habilidades essenciais:

  1. Autoconhecimento —- todos sabem onde estão seus pontos mais fortes e mais fracos, mas é preciso olhar para sim mesmo, entender seu comportamento e se comprometer com a transformação.

  2. Escuta ativa —- tem de saber escutar o outro, ouvir suas ideias, frustrações e sugestões.

  3. Saber desenvolver a ideia —- não importa de onde vem a ideia, é preciso se dedicar a desenvolvê-la e, para isso, não ter medo de contratar gente melhor do que ele.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN e nas páginas do Facebook e do Instagram (@CBNOficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 22h30. E fica à disposição na lista de podcast.