Mundo Corporativo: LinkedIn identifica quatro tendências no ambiente de trabalho

 

 

“Essa inteligência emocional se mostra cada vez maior, é normal as pessoas serem contratadas pelas suas habilidades técnicas e serem demitidas por falta de habilidade interpessoais” — Milton Beck, LinkedIn

As principais tendências no ambiente de trabalho foram identificadas pelo LinkedIn através de pesquisas com 5 mil profissionais de RH e analisando o comportamento dos usuários da rede. E esse foi o assunto da entrevista com Milton Beck, CEO do LinkedIn na América Latina, no programa Mundo Corporativo, da CBN. O executivo também apresentou algumas dicas para quem pretende aproveitar melhor a rede de relacionamento profissional.

 

Quatro tendências apareceram em destaque no estudo apresentado pelo LinkedIn:

 

  1. Competências interpessoais
  2. Flexibilidade no trabalho
  3. Políticas antiassédio
  4. Transparência salarial

 

Acesse a pesquisa 2019 Global Talent Trends report

 

Em relação a profissionais que gostariam de ter maior destaque e aproveitar as interações possíveis no LinkedIn, Milton Beck apresentou as seguintes sugestões:

 

  1. Use uma foto profissional
  2. Mais do que dizer onde trabalho, diga o que conquistou
  3. Seja avaliado pelos colegas por suas competências
  4. Publique o seu conteúdo
  5. Leia o conteúdo dos outros
  6. Participe de grupos de discussão
  7. Identifique as empresas que estão alinhadas com você

 

“Lembre-se que o LinkedIn não é um depositário de currículo, mas para construir networking”, diz Beck.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial no Twitter. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 22 horas, em horário alternativo; ou em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Guilherme Dogo, Ricardo Gouveia, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

 

CBN Professional – podcast: “a gente é as relações que a gente constrói”, diz Ana Moisés, do Linkedin

 

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O algoritmo pauta negócios e relações. Programado, acelera decisões e torna boa parte das tarefas mais fáceis. Tem sido usado em diversas áreas e com funções que variam conforme a criatividade e conhecimento de cada setor. Dele, partimos para a inteligência artificial já aplicada em alguns mercados e prometendo revolucionar o que quer que você pense, pois, dizem, essa tecnologia poderá pensar ainda melhor.

 

É um avalanche de inovação que causa medo e provoca dilemas éticos, como escreveu Yuval Harari, nos livros Sapiens e Homo Deus, que estão em destaque na vitrine das livrarias da cidade. Mesmo sem desconsiderar essas verdades, Ana Moisés, executiva do Linkedin, recomenda, porém, que se continue investindo nos relacionamentos pessoais:

 

“Uma coisa que a nova geração deveria saber é que relacionamento é tudo nessa vida; as relações pessoais que você constrói na sua vida são a única coisa que realmente têm um valor que ultrapassa o tempo, e isso a gente deveria trazer para o profissional, também”

 

Ana tem 45 anos, um filho, é diretora de vendas para a América Latina, no setor de Marketing Solution do Linkedin, plataforma de networking que se transformou em fonte de conhecimento. Tive a oportunidade de conhecê-la na entrevista que fizemos por cerca de uma hora para o segundo episódio da série de podcast CBN Professional, parceria da CBN com a HSM Educação Executiva, com produção (e entrevistas) do Thiago Barbosa. Com o tema “Construindo carreiras contra a maré da automação”, ela falou do Linkedin, de sua carreira, das preocupações e dos desafios que tem pela frente:

 

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Ouça a entrevista completa no podcast da Rádio CBN.

 

 

A tecnologia, que pode fulminar o emprego e o negócio de qualquer um de nós, dependendo de onde e como estivermos colocados neste momento, não chega a causar sustos na executiva do Linkedin – até porque, vamos lembrar, essa é base do trabalho realizado pela empresa que conecta profissionais e negócios. Curiosamente, Ana tem medo é de perder o emprego:

 

“Toda às vezes que tenho minha discussão de carreira, eu digo que a única preocupação que eu tenho é que eu gostaria de garantir que eu pudesse ter emprego até pelo menos os 70 anos. A única coisa que tenho medo é ficar sem trabalhar, sem emprego, porque eu acho que deve ser muito frustrante você ser uma pessoa produtiva, ter muita coisa para oferecer e não ter oportunidade de trabalho”.

 

O medo não a paralisa. A faz buscar mais conhecimento, pois entende que este será o diferencial do profissional do futuro. Diz que todas as escolhas profissionais que faz têm como objetivo continuar aprendendo para que “aos 70 anos, eu ainda seja uma pessoa interessante, disputada e desejada por uma empresa”.

 

Por isso, recomenda: amplie seu repertório e isso deve ser feito, também, a partir dos relacionamentos que você construir na sua carreira, aprendendo com todas as pessoas, independentemente do cargo que ocupam e da situação que vivem:

“Em um mundo que é tudo etéreo, tudo desaparece muito rápido, as pessoas precisam cultivar relações de longo prazo e mais profundas … a gente é as relações que a gente constrói ao longo da vida”.

Mundo Corporativo: é possível ser feliz no emprego ?

 

A pergunta deste post pautará nossa entrevista, amanhã, quarta-feira, 5/9, às 11 horas, apenas no site da CBN, com o jornalista Alexandre Teixeira, e terá como base o livro que será lançado, em breve: Felicidade S.A. Alexandre é especializado em Jornalismo de Negócios, passou pela TV Gazeta, Jornal da Tarde, IstoÉ Dinheiro, jornal Valor Econômico e Época Negócios. Desde o início desta semana, abri na rede Linkedin o grupo Mundo Corporativo na CBN para discutir com os ouvintes-internautas os temas que serão abordados no programa. Minha intenção é ampliar e aprofundar as discussões no Mundo Corporativo com a participação em rede e com perguntas enviadas para o nosso entrevistado. Como o grupo que abri ainda está em caráter de teste, pois preciso aprender um pouco mais sobre os recursos oferecidos pelo Linkedin, reproduzo o texto que publiquei por lá e aproveito para convidá-lo a se unir a nós nesta rede profissional, ideal para discutir temas corporativos e ligados a gestão de carreira.

 

O que escrevi por lá:

 

A entrevista com o jornalista Alexandre Teixeira, na quarta-feira, 11 horas, que você assiste apenas no site da CBN, vai discutir se a satisfação com o trabalho é a utopia possível, tema do livro Felicidade S.A que será lançado em breve. Como o livro ainda não está no mercado, estou lendo o “boneco” do trabalho produzido por Teixeira, ex-jornalista da revista Exame S.A, e pela distribuição que fez do texto em 24 capítulos é possível perceber, antes mesmo de acessar o conteúdo, que ele acredita na possibilidade de sermos felizes no emprego. Desde já, confesso a você, que compartilho desta ideia. E sempre que a infelicidade imperou no meu cotidiano, fugi do trabalho como o diabo da cruz.

 

Reproduzo a seguir o sumário de Felicidade S.A e você logo entenderá a minha percepção:

 

Parte I – O QUE NOS FAZ FELIZES (OU INFELIZES) NO TRABALHO

 

1. A caminho do trabalho
2 Motivação, propósito, valores… O que te tira da cama de manhã?
3. O que dinheiro tem a ver com felicidade
4. Metas (e bônus) na berlinda
5. Rebeldes com causa: negócios sociais e empresas com bandeiras
6. Autoconhecimento: Dilbert no divã
7. Liderança: por um mundo livre de babacas
8. Equilíbrio: meu nome não é (só) trabalho

 

Parte II – UMA BREVE HISTÓRIA DA (IN)FELICIDADE NO TRABALHO

 

9. Será que estou falando grego? Origens fiolosóficas do sofrimento dos ocupados.
10.A nova era do que? Transcedência, empatia e outras pequenas rebeldias.

 

Parte III – A GEOECONOMIA DO BEM-ESTAR E NOSSO LUGAR NESTE MAPA

 

11.A copa do mundo da felicidade
12.Felicidade Interna Bruta: o que há para medir além do PIB
13.Uma economia sem crescimento?
14.O homem cordial tipo exportação
15.Do paternalismo da empresa de dono à meritocracia à brasileira

 

Parte IV – UM NOVO MUNDO (MAIS FELIZ) PARA O TRABALHO

 

16.Sem escritório, sem horários … com resultados
17.Enquanto o mundo novo não vem (e o velho não volta)

 

Parte v – EMPRESAS FELIZES

 

18.A transformação do homem transforma a empresa
19.“Tire seu sonho da gaveta”: a história do Laboratório Sabin
20.Funcionário patrão: os donos da Promon são os próprios empregados
21.Felicidade, com nome limpa na Serasa
22.Gestão de palhaços: o caso dos Doutores da Alegria
23.A transformação do homem transforma a empresa II
24.A “desterceirização” da Vivo

 

Epílogo

 

Por que ser feliz é estratégico