Pai que deixa a educação dos filhos só com a mãe tem a cabeça no passado

 

 

No lançamento do livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (editora Best Seller), fui entrevistado pelo Jornal da Cultura — onde tive minha primeira oportunidade como âncora, nos anos de 1990. Na conversa ao vivo com a repórter Marcela Terra, que esteve na livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, falei sobre a proposta do livro e a participação de Miriam Leitão e Mário Sérgio Cortella, que escreveram o prefácio e a orelha, respectivamente.

 

Em tempo: minha passagem pela TV Cultura, ao longo de oito anos, foi fundamental na minha formação como jornalista, por isso fiquei muito contente em ter meu trabalho destacado na programação da emissora.

Vai lá: “É proibido calar!” será lançado em Brasília e no Rio de janeiro

 

 

A semana que começa será intensa: lançarei o livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Ed BestSeller)  em Brasília e no Rio de Janeiro. Duas oportunidades para conversar com leitores, ouvintes e amigos, como já havia ocorrido em São Paulo, na segunda-feira passada.  Assim como na capital paulista, a sessão de autógrafos também será precedida de um bate-papo com jornalistas convidados. Gosto da ideia do talk-show  pois serve como uma apresentação das ideias que estão no livro.

 

Uma das mensagens que compartilho com os leitores é a que está em destaque no vídeo que acompanha este post: os pais são responsáveis pela educação dos filhos e não devemos terceirizar esta responsabilidade.

 

Em Brasília, o encontro será na quarta-feira, dia 22, às 19 horas, na Livraria Cultura do CasaPark Shopping Center, e terei a companhia do Brunno Melo. No dia seguinte, dia 23, também às 19h, estarei no Rio de Janeiro, e a conversa será com o Frederico Goulart, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

 

Espero você por lá!

 

 

 

 

 

“Em meio à atmosfera poluída pela obscenidade nos costumes, educar para a cidadania é um desafio”

 

Reportagem publicada no Projeto Draft com trecho do livro ‘É proibido calar!’

 

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A ideia do livro surgiu da editora. O nome, de um convidado. A coragem, de uma colega. O apoio, de minha mulher e meus filhos. Já as histórias estavam dentro de casa — da minha, das dos meus avós, dos meus pais e de gente conhecida. É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos, meu quarto e mais recente livro, começou em uma conversa de livraria, no café da Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em fevereiro, quando a editora Raïssa Castro, da Best Seller, do Grupo Editorial Record, me procurou propondo que eu escrevesse sobre ética e política.

 

Reticente, como costumo ser diante de desafios que considero grandes demais para mim, desconversei, puxei outros assuntos e imaginei que, entre nós, o café bem tomado já estaria de bom tamanho. Fui vítima de minha própria estratégia, pois ao ouvir minhas histórias de família e da relação com meus pais e meus filhos, a editora retomou o tema inicial, revelou sensibilidade e o adaptou para a minha realidade: “Vamos falar sobre ética e cidadania com nossos filhos!”, disse-me entusiasmada.

 

Pedi algumas semanas para pensar — tempo suficiente para arrumar uma desculpa e quem sabe deixar esse papo para lá. Ganhei apenas alguns dias de prazo. E não precisava muito mais mesmo: já estava convencido de que a proposta era tentadora e mexeria com os meus instintos mais profundos.

 

Falar sobre a relação com meus pais e meus filhos em público era assustador tanto quanto emocionante — e nesse coquetel de emoções montei um projeto inicial, rabisquei um roteiro a ser seguido e comecei a escrever

 

Escrever sempre foi motivo de sofrimento e prazer. Desde o primeiro livro, Jornalismo de Rádio, de 2004, passando pelo Conte Sua História de São Paulo, da mesma época, e do Comunicar para Liderar, de 2015, enfrentei as mesmas reações e embates: internos e externos. Havia prazo para a entrega do livro, prazo para copidesque, prazo para observações, prazo para mudanças, prazo para o prefácio, para a orelha, para as colaborações, para a capa, para a diagramação, para a impressão e para o lançamento. Ao mesmo tempo que os prazos me pressionavam, me desafiavam, isso tende a me ajudar.

 

Leia a reportagem completa no site do Projeto Draft

A generosidade do ouvinte no lançamento de “É proibido calar!”

 

É proibido calar!

 

Generosidade foi a palavra que ficou depois de  quatro horas ao lado de amigos, colegas de trabalho, parentes e ouvintes — muitos ouvintes — que aceitaram o convite para o lançamento do livro É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos , que ocorreu na noite de segunda-feira, na livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. O encontro foi aberto pela Cássia Godoy que comandou um talk show no qual troquei de posição: de entrevistador virei entrevistado. Com sensibilidade e precisão — como costuma fazer nas entrevistas da rádio —, minha colega de Jornal da CBN levou-me na conversa. Tratou de ideias e histórias que estão publicadas no livro; e foi variando as emoções provocadas no entrevistado e no público. Tivemos momentos diversos,  desde mensagens de ativismo político, dicas de ações que podemos realizar em família até risos e lágrimas com casos que protagonizei com meus avós, pais e filhos — nossa conversa será reproduzida na programação da CBN, em breve.

 

Atender as centenas de pessoas que se dispuseram a ficar na fila para receber um autógrafo e, claro, registrar o encontro em fotografia foi também genial. Porque todos fizeram questão de compartilhar algum sentimento ou palavra. E ouvir o carinho das pessoas é gratificante. Gente que nos acompanha no rádio e vivencia cada momento que levamos ao ar em nossos bate-papos e entrevistas. Alguns que reconhecemos pelo nome, pois costumam dividir seus pensamentos em e-mails ou pelo WhatsApp. Outros que nos surpreendem contando como são próximos sem que nunca tenhamos falado. Havia uma turma das antigas, que ratifica a incrível trajetória da CBN, desde sua inauguração, em 1991. Havia também uma gurizada, que nos dá a esperança de que o jornalismo de rádio ainda tem muito a fazer.

 

Muitos comentavam que depois de tanto tempo recebendo um, cumprimentando outro, autografando um livro aqui e fazendo uma dedicatória ali, eu deveria estar muito cansado. Ledo engano. O encontro foi revigorante. Saí da livraria, quando o shopping já tinha suas portas fechadas, com uma satisfação que não cabia no peito. Ao chegar em  casa, já depois da meia-noite, só conseguia pensar como foram generosas aquelas pessoas que lá estiveram ao meu lado.

Duas alegrias ao escrever “É proibido calar!” que será lançado hoje em São Paulo

 

 

Duas das muitas alegrias que tive ao escrever “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller)  foram os textos escritos por Miriam Leitão e Mário Sérgio Cortella, para o prefácio e a orelha do livro, respectivamente. Os dois aceitaram o convite sem titubear e, claro, fizeram questão de ler os originais do livro — quando sequer tínhamos o nome decidido. Isso sempre é motivo de apreensão, pois são eles — além do editor responsável pela publicação — os primeiros leitores do seu livro. No caso, dois leitores altamente qualificados, haja vista a maneira como ambos dominam a arte da escrita. A palavra deles tinha enorme importância para a realização desse projeto, por isso a espera foi marcada por uma enorme ansiedade.

 

O  texto da Miriam chegou antes e confesso que me emocionei ao conhecer um pouco mais das histórias que ela vivenciou em família, desde a relação com o pai até a primeira neta. Mais ainda ao ver que, ao se referir ao meu livro, ela traduzia exatamente o que eu pretendia passar ao leitor quando contei momentos que eu tive com os meus pais, os meus avós, os meus filhos e a minha mulher; ou quando apresentei meus pensamentos em relação a temas centrais do livro como a paternidade, a política, a ética e a cidadania.

 

Ainda faltava o Cortella. O e-mail dele chegou em um sábado à noite. E foi uma festa. Também marcada pela emoção, pois era o aval final que eu precisava para ter a certeza de que o meu livro valeria ser lido pelos leitores. Quando escrevo, escrevo para ser lido — o que pode parecer óbvio. Mas digo isso, porque às vezes tem-se a impressão de que o escritor escreve apenas pelo desejo de escrever. No meu caso — e imagino que de muitos outros —, escrevo pelo desejo de ser lido e que a leitura seja transformadora para o leitor.

 

Cortella não apenas agregou conhecimento ao livro, como já era de se esperar — e você poderá conferir na orelha da publicação. Ele, também, sugeriu o nome “É proibido calar!” — chamativo, provocativo e matador. Sugestão aceita de imediato.

 

Com o “filho” batizado e dois padrinhos como a Miriam e o Cortella, só me restava apresentar o livro aos leitores, o que farei oficialmente hoje, em São Paulo, e, nos próximos dias em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Vitória.

 

Espero você!

 

13.08 Convite - É proibido calar - SP

 

‘É proibido calar!” convida o cidadão a participar da política

 

 

Política não se faz apenas dentro de partidos, palácios e congressos. E se faz necessária para a vida — ao contrário do que muitas vezes tentam nos convencer. A política está no nosso cotidiano, na relação com os amigos, com os colegas de trabalho e na família. No livro “É proibido calar” defendo a ideia de que precisamos participar da política da nossa cidade se pretendemos transformar o ambiente em que vivemos:

 

Política é o caminho para tornar compatíveis os interesses e motivações de cada integrante da sociedade.

 

O livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora BestSeller) será lançado, nesta segunda-feira, dia 13 de agosto, na Livraria Saraiva, do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Às 19 horas começa o talk show comandado pela Cássia Godoy e em seguida tem sessão de autógrafos.

Duas oportunidades para a gente conversar sobre “É proibido calar!”

 

 

Nesta sexta-feira, dia 10 de agosto, estarei na Bienal do Livro, em São Paulo, onde participarei de uma conversa, com o filósofo Luis Felipe Pondé, mediada pela colega de CBN Fabiola Cidral. O tema central será “Em tempos tão difíceis como os atuais, como a filosofia pode nos ajudar?”. O convite surgiu a partir do lançamento do livro “É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Best Seller) sobre o qual conto algumas histórias em vídeos que publicarei aqui no blog, a partir de hoje. O encontro na Bienal será das 18h30 às 19h30, na Arena Cutural – M080. Se for até lá, será um prazer conversar com você.

 

Já antecipo que o lançamento oficial do livro será na segunda-feira, dia 13 de agosto, às 19 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera, em São Paulo. E lá eu terei ao meu lado a Cássia Godoy que aceitou o convite para conversar comigo sobre histórias e pensamentos que me levaram a escrever “É proibido calar!”. Logo depois do talk show, que será gravado para ser reproduzido na programação da CBN, teremos a sessão de autógrafos.

 

Nos próximos dias, também confirmo datas e locais de lançamento no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Vitória.

Educar para a vida é o nosso desafio de pai

 

Por Olga de Mello

 

Entrevista publicada no Blog da Editora Record

 

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Diante de um cenário econômico, social e político conturbado, pais e mães precisam trazer a discussão sobre valores para o âmbito do lar, acredita o jornalista Mílton Jung, autor de “É proibido calar – Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”. A base para esse primeiro de seus livros a não tratar de jornalismo ou de comunicação veio de duas missões pessoais: ser pai e ser cidadão, diz Mílton, que tem dois filhos. A preocupação com o crescimento de intenções de anulação de votos pelo desalento dos eleitores, que buscam se distanciar da política, o motivou a propor que se desenvolvam ações para a construção de uma sociedade justa e generosa. A principal dessas ações se fundamenta no diálogo – e no exemplo – entre os membros da família, como explica Mílton Jung nesta entrevista.

 

Ética se ensina ou se pratica?

 

A ética não é o que eu digo — ou apenas o que eu digo — é o que eu faço — especialmente o que eu faço. E é fazendo, a melhor maneira de ensinarmos os outros. Nosso comportamento está sendo observado em casa, no trabalho, na escola e em todos os grupos sociais — inclusive digitais — dos quais participamos. E nos transformamos em referência. A ideia do faça o que eu digo, não faça o que eu faço, faliu. Por isso, os pais têm de estar muito atento às decisões que tomam diante das diferentes situações que encaramos no cotidiano. Posso pedir para meu filho respeitar os professores ou seus colegas, mas se no trânsito jogo o carro sobre os pedestres, faço qualquer manobra para levar vantagem, meu pedido perde valor — ele precisa ser validado pelas minhas atitudes. Não existe esta história de ter um comportamento ético com meu filho, meio-ético com os amigos e ser um crápula nos negócios. Falar é preciso, fazer é essencial.

 

Transgredir é uma característica da adolescência. Como estabelecer o limite entre a transgressão “natural” e a que pode configurar um delito?

 

Educar seus filhos sob valores e princípios éticos muito bem estabelecidos, desenvolver nas crianças o senso de dever e de responsabilidade a partir de ensinamentos, conversas e tomadas de atitudes diante das mais diversas situações que enfrentamos no cotidiano, certamente oferecerá a eles um repertório mais sofisticado de escolhas — o que os fará tomar a decisão certa e compreender seus limites. Os pais , porém, não têm controle — nem devem se iludir nesse sentido — sobre o que acontecerá com seus filhos. O que está sob nosso controle são as ações que adotamos com determinadas finalidades. No caso da ética, a finalidade de alcançar o bem. No caso de sermos pais, a de oferecermos aos nossos filhos a educação que lhes permitirá fazerem as melhores escolhas.

 

Excesso de trabalho, cansaço e um certo comodismo têm sido apontados como causas para alguns pais em estabelecer limites para os filhos. A educação é uma tarefa/compromisso que se torna cada vez mais árdua?

 

Educar para a vida é o nosso desafio de pai — que assumimos no instante em que aceitamos ser o responsável pela criação de um filho. É um compromisso ético que temos com ele, com a família e com a própria sociedade. O distanciamento dos pais na formação dos filhos pelos mais diversos motivos tem levado muitos de nós a não contrariar as crianças. Assim, ensinamos que os filhos tudo podem e nada devem. E podem muito mesmo, cada vez mais. Porém, da mesma maneira têm de ter consciência de que seus deveres crescem na mesma proporção. Por mais restrito que seja o tempo que conseguimos ficar ao lado deles, é fundamental que se crie um ambiente baseado na ética e na confiança, no qual se entenda que o ‘não’ faz parte desta convivência.

 

Campanhas governamentais ajudam a modificar comportamentos, inibindo práticas como o bullying, a homofobia e o racismo? Qual é o papel da família diante dessas questões – lembrando que boa parte dos brasileiros vê na aceitação de diferenças um ataque às tradições?

 

Uma família intolerante e preconceituosa tende a formar filhos intolerantes e preconceituosos. Porém, apesar de casos de racismo, homofobia e sexismo que surgem, tenho uma visão otimista em relação a mudança de comportamento da sociedade. Nossos filhos nasceram em um novo mundo e o debate intenso sobre essas práticas ajuda na transformação de nossas atitudes. Creio que muitas famílias já são impactadas de maneira positiva pelo comportamento de seus jovens que enxergam as diferenças de maneira saudável. Em relação ao bullying, cito no livro estudo que mostra que crianças que presenciam atos de violência na escola costumam ser o principal antídoto para essa prática ao intervir e convencer colegas a mudarem de comportamento — são mais efetivos que pais e professores. O mesmo estudo mostra que para essa intervenção ocorrer, as crianças devem ser estimuladas pelos pais.

 

Há momentos em que os pais devem ser autoritários, sem qualquer explicação?

 

Entre o autoritarismo e a permissividade, existe a autoridade. Com autoritarismo se impõe o medo e se inspira a rebelião. Com autoridade se dialoga, se ensina e se convence. Não fazer, não deixar ou não aceitar — é parte da educação para a vida. Porém, não se engane: seu filho vai querer saber “por que não”. Esteja preparado para argumentar e contra-argumentar.

 

Como é a família nos dias de hoje? Instituição falida, o pilar da sociedade, um refúgio, a fonte de todas as neuroses?

 

A família não está perdida, sem rumo e sem regra — como muitos costumam falar. Entendo que está apenas diferente. Muito diferente. As relações evoluíram, novos direitos foram conquistados e oportunidades surgiram, há uma exigência maior de se viver em condições de igualdade — ainda bem.

Inspirações, pressões e sugestões que me levaram a escrever “É proibido calar!”

 

 

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A ideia do livro surgiu da editora. O nome, de um convidado. A coragem, de uma colega. O incentivo, de minha mulher e meus filhos. A solidariedade de uma figura que vai lhe parecer tão estranha quanto excepcional. Já as histórias surgiram dentro de casa — da minha, das dos meus avós, dos meus pais e de gente conhecida.
 

 

“É proibido calar! Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”, meu quarto e mais novo livro, começou em uma conversa de livraria, no café da Cultura, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em fevereiro, quando a editora Best Seller me procurou propondo que eu escrevesse sobre ética e política. Reticente, como costumo ser diante de desafios que considero grandes demais para mim, desconversei, puxei outros assuntos e imaginei que entre nós o café bem tomado já estaria de bom tamanho. Fui vítima de minha própria estratégia, pois ao ouvir minhas histórias de família e da relação com meus pais e meus filhos, a editora retomou o tema inicial, revelou sensibilidade e o adaptou para a minha realidade: vamos falar sobre ética e cidadania com nossos filhos! — disse-me entusiasmada.
 

 

Pedi algumas semanas para pensar —- tempo suficiente para arrumar uma desculpa e quem sabe deixar esse papo para lá. Ganhei apenas alguns dias de prazo. E não precisava muito mais mesmo: já estava convencido de que a proposta era tentadora e mexeria com os meus instintos mais profundos. Falar sobre a relação com meus pais e meus filhos em público era assustador tanto quanto emocionante — e nesse coquetel de emoções montei um projeto inicial, rabisquei um roteiro a ser seguido e comecei a escrever.
 

 

Escrever sempre foi motivo de sofrimento e prazer. Desde o primeiro livro, Jornalismo de Rádio, de 2004, passando pelo Conte Sua História de São Paulo, da mesma época, e do Comunicar para Liderar, de 2015, enfrentei as mesmas reações e embates: internos e externos.
 

 

Havia prazo para a entrega do livro, prazo para copidesque, prazo para observações, prazo para mudanças, prazo para o prefácio, para a orelha, para as colaborações, para a capa, para a diagramação, para a impressão e para o lançamento. Ao mesmo tempo que os prazos me pressionavam, me desafiavam e isso tende a me ajudar.
 

 

Na caminhada, além do apoio da editora, ganhei o incentivo em casa, apesar de eles por aqui não terem ideia das inconfidências que eu seria capaz de cometer.
 

 

Fui encorajado quando uma das mais respeitadas jornalistas que conheço, Miriam Leitão, aceitou, leu e escreveu o prefácio do livro — e que histórias incríveis compartilhou com os leitores:
 

 

“Por que estou contando tudo isso? Porque este livro que o leitor tem em mãos nos faz pensar profundamente sobre nós mesmos, nossas relações com os pais e com os filhos. No meu caso, também em relação com os netos”

 

 

E fiquei fortalecido ao ler o texto que o filósofo Mário Sérgio Cortella, de inteligência impar neste país. me enviou para publicar na orelha do livro:
 

 

“Mílton Jung recusa a falência da esperança e produz uma narrativa plena de beleza”.
 

 

Cortella não se conteve e sugeriu —- no que foi aceito imediatamente — o nome para o livro. “É proibido calar!” — nome preciso, matador e chamativo, como devem ser os títulos de livros:
 

 

“…(Mílton) decidiu agora nos falar sobre o que não podemos não falar com nossos filhos: ética e cidadania”.
 

 

Agradeço muito à Miriam e ao Cortella por terem aceitado participar deste projeto tanto quanto ao Walter Maierovitch, ao Oded Grajew e à Tabata Amaral que registraram o que pensam sobre ética e cidadania para os nossos filhos — em frases que estão publicadas na quarta capa do livro.
 

 

Minha gratidão à Abigail, ao Gregório, ao Lorenzo, aos meus pais e à minha família que me ajudaram a entender o verdadeiro papel dos pais nestes tempos modernos.
 

 

Meu muito obrigado à editora Best Seller por apostar na minha capacidade e me desafiar.
 

 

E — não posso deixar de registrar: valeu Bocelli, que me acompanhou durante toda esta aventura, fazendo questão de ficar junto de mim, às vezes sobre o próprio teclado do computador, enquanto eu me esforçava para cumprir minha tarefa. Você, como sempre, foi um baita companheiro!

Se é proibido calar, então vamos falar!

 

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Contextualizando pauta e roteiro do livro ontem anunciado pelo Mílton Jung, cabe ressaltar o raro e grave momento em que o nosso país precisa deste fio de esperança.

 

Mílton tem absoluta razão a registrar, a feliz oportunidade de discutir os males causados pelo incessante individualismo vigente, açodado pelo infeliz desrespeito ao bem público, em benefício ao próprio bolso. Em sua fase mais aguda. Num tempo em que ainda há chance de mudança.

 

E dentro desse cenário gostaria de sinalizar e aplaudir, que tanto os pontos referendados da ética e da cidadania levantados teriam mesmo que ser levados à nova geração. E, o começo pelos filhos é providencial e genial.

 

Não tenho dúvida e nem esperança que a velha ou a atual geração hoje no poder possa ser modificada.

 

O caminho é o indicado pelo autor de “É proibido calar!”. Precisamos pregar aos nossos filhos, a civilidade plena. Ética e moral. Não podemos calar. Vamos falar.

 

E votar.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung